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Jornal Folha Regional

Casos de violência contra animais mobilizam protesto em São Sebastião do Paraíso

Cão Doidão – Foto: redes sociais

Moradores e protetores independentes de animais de São Sebastião do Paraíso (MG) organizam uma manifestação para o próximo domingo (8), às 15h, em frente à Casa da Cultura, após dois episódios de violência contra animais registrados em um intervalo inferior a três dias no município. O ato tem como objetivo cobrar justiça e reforçar a necessidade de punição aos responsáveis por casos de maus-tratos.

A mobilização ganhou força após o desaparecimento do cachorro comunitário conhecido como Doidão, que vivia há mais de dez anos no bairro Brás e era cuidado coletivamente por moradores e voluntários, além do ataque sofrido por uma cachorrinha de seis meses, chamada Cristal, encontrada com um ferimento grave no tórax.

De acordo com os organizadores do protesto, informações repassadas por cuidadores indicam que Doidão estaria morto. No entanto, a Polícia Civil de Minas Gerais ainda não confirmou a morte do animal e afirma que o caso segue sob investigação.

Imagens que circulam entre os cuidadores mostram Doidão entrando na residência de uma moradora pouco antes de desaparecer. Segundo a Polícia Civil, não há registros que indiquem que o cachorro tenha saído do imóvel após esse momento. As buscas tiveram início logo após a constatação do sumiço, acompanhadas por integrantes da rede de cuidadores, que relataram forte comoção na comunidade, já que o animal fazia parte da rotina do bairro e era conhecido por seu comportamento dócil.

Além do vínculo afetivo com os moradores, Doidão enfrentava um quadro delicado de saúde. O cachorro estava em tratamento contra um câncer no abdômen, havia passado recentemente por uma cirurgia e ainda necessitava de cuidados especiais, conforme acompanhamento veterinário.

A Polícia Civil instaurou um inquérito e já ouviu seis pessoas. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Rafael Gomes, há indícios de que o cachorro tenha sido abandonado na zona rural do município vizinho de São Tomás de Aquino. A prática, segundo ele, caracteriza crime de maus-tratos qualificado. A polícia também teve acesso a um vídeo recente em que Doidão aparece em uma estrada de terra, visivelmente debilitado. Equipes realizaram buscas no local, mas o animal não foi localizado. Informações sobre uma possível morte chegaram ao conhecimento da corporação, porém ainda não foram confirmadas oficialmente.

O protesto também foi impulsionado por outro caso de violência registrado na cidade. Na quarta-feira, uma cachorrinha de apenas seis meses, chamada Cristal, foi encontrada com um corte profundo no tórax. A principal suspeita é de que o ferimento tenha sido causado por uma faca.

A veterinária responsável pelo atendimento informou que o animal deu entrada em estado grave, com sangramento intenso e presença de bicheira. Foram realizados exames para avaliar a necessidade de transfusão de sangue, já que a cachorrinha aparentava ter perdido uma quantidade significativa de sangue.

Para os organizadores do ato, os episódios não são isolados e refletem um problema recorrente enfrentado no município. A vereadora Daiane Andrade avalia que os casos de maus-tratos acontecem diariamente e que chega um momento em que a sociedade precisa se posicionar de forma coletiva.

Moradores e protetores esperam que a manifestação amplifique o debate, chame a atenção das autoridades e resulte em investigações rigorosas e punições exemplares. Para integrantes do movimento, a expectativa é de que a legislação seja aplicada com seriedade e que os responsáveis sejam responsabilizados conforme a lei.

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais reforçam a preocupação. Entre janeiro e outubro de 2025, o estado registrou 5.540 ocorrências de maus-tratos a animais, número que representa um aumento de 47,65% em relação ao mesmo período de 2024.

A manifestação está confirmada para este domingo, às 15h, em frente à Casa da Cultura de São Sebastião do Paraíso. A Polícia Civil informa que as investigações continuam em andamento e que novas informações serão divulgadas assim que houver confirmação oficial dos fatos.

Desaparecimento de cão comunitário gera comoção e mobiliza moradores em Passos

Desaparecimento de cão comunitário gera comoção e mobiliza moradores em Passos – Foto: reprodução/redes sociais

O desaparecimento de um cão comunitário que vivia nas ruas do bairro Villaggio, próximo ao Novo Mundo, em Passos (MG), tem causado forte comoção entre moradores, protetores da causa animal e autoridades locais. O animal foi visto pela última vez na quinta-feira (18), quando entrou em uma residência da região e, desde então, não foi mais localizado.

Segundo informações da vereadora Gilmara Oliveira, que acompanha o caso, o cão desaparecido costumava circular pelas ruas ao lado de outro cão caramelo. Dias antes do sumiço, ambos permaneceram próximos à casa de um morador, provavelmente atraídos pelo cio de uma cadela que vive no imóvel.

Na tarde de quinta-feira, após uma denúncia feita à Prefeitura relatando que o cão estaria tentando atacar pessoas, uma equipe do Setor de Bem-Estar Animal — composta por dois servidores — realizou buscas pelo bairro, mas não encontrou o animal. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o cão entrou em uma casa com o portão aberto. Pouco depois, dois moradores saíram do local, um em um carro e o outro em uma motocicleta, e o portão foi fechado. Desde então, o cão não foi mais visto. A Polícia Militar foi acionada e lavrou um boletim de ocorrência.

As versões apresentadas pelo casal que reside na casa foram contraditórias. A mulher afirmou que o animal havia sido entregue a um conhecido que o levou para a zona rural, mas se recusou a informar nome ou localização do suposto responsável. Já o companheiro dela alegou a protetores que havia soltado o cão na região da Mumbuca. No entanto, voluntários estiveram no local e não encontraram o animal.

No domingo, 20 de julho, moradores do bairro Novo Mundo, juntamente com ativistas da causa animal, organizaram um protesto pacífico cobrando esclarecimentos sobre o desaparecimento do cão e exigindo providências das autoridades competentes.

O caso pode configurar crime de maus-tratos, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/98, que estabelece pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda de animais. Em caso de morte do animal, a penalidade pode ser agravada. Como o cão era reconhecido como comunitário — ou seja, mesmo sem um único tutor, recebia cuidados de moradores —, há respaldo legal para responsabilização criminal e civil em situações de negligência, crueldade ou omissão dolosa. Também existe a possibilidade de ação por dano moral coletivo, uma vez que se trata de um animal sob proteção pública.

A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão Estadual dos Direitos dos Animais da OAB-MG, está acompanhando o caso. A entidade destaca que, quando um animal é reconhecido como comunitário, existe uma responsabilidade coletiva e legal pelo seu bem-estar, e desaparecimentos sem explicações claras e coerentes devem ser investigados com rigor.

As buscas pelo cão continuam, e a população segue mobilizada em busca de respostas. Denúncias anônimas podem ser feitas à Polícia Militar, ao Ministério Público e ao Setor de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Passos.

Desaparecimento de cão comunitário gera comoção e mobiliza moradores em Passos – Foto: reprodução/redes sociais

Em pressão por greve em MG, trabalhadores do Samu 192 protestam usando faixas pretas nos braços

Em pressão por greve em MG, trabalhadores do Samu 192 protestam usando faixas pretas nos braços – Foto: Sind-Saúde MG / Divulgação

Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Pré-Hospitalar (Samu 192) de Minas Gerais estão usando faixas pretas nos braços como forma de demonstrar descontentamento com as condições do serviço. A mobilização, movida principalmente por condutores socorristas e pelas equipes de regulação e enfermagem, ocorre em meio a denúncias dos consórcios intermunicipais sobre um déficit nos repasses feitos pelo Ministério da Saúde — segundo eles, faltariam R$ 28 milhões por ano para cobrir os gastos atuais. As negociações com as gestões federal e estadual, porém, ainda não avançaram.

Entre as reivindicações das equipes, os condutores socorristas denunciam jornadas exaustivas e falta de valorização, já que recebem os salários mais baixos do serviço — cerca de R$ 1.800. A categoria alega que participa ativamente dos resgates e enfrenta os mesmos riscos biológicos que os profissionais de saúde. Por isso, cobra a retomada da votação do Projeto de Lei 3.104/2020 na Câmara dos Deputados, que propõe incluir a função no quadro de profissionais da saúde.

“Se querem que façamos serviços da saúde durante o atendimento, que nos reconheçam como tal. Queremos ser reconhecidos como da área da saúde, não apenas no discurso, mas também em documento”, afirma Leonardo Amaral, condutor socorrista da Zona da Mata mineira.

Em pressão por greve em MG, trabalhadores do Samu 192 protestam usando faixas pretas nos braços – Foto: Sind-Saúde MG / Divulgação

De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sindsaúde-MG), Núbia Dias, as reivindicações também incluem o repasse do piso da enfermagem diretamente aos consórcios de saúde, para evitar atrasos. Segundo ela, devido à pressão do movimento, o pagamento do piso que estava pendente foi liberado no início de julho. “Já solicitamos audiência pública na Assembleia Legislativa. Todos os dias estamos fazendo alinhamentos”, afirmou.

Negociações com os governos federal e estadual

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sindsaúde-MG), que representa a categoria, participou de reuniões com representantes dos governos federal e estadual nos últimos dias para discutir as reivindicações do Samu. Durante a visita do ministro Alexandre Padilha à Região Metropolitana de Belo Horizonte, no último sábado (12/7), a diretora Núbia Dias conseguiu um espaço na agenda e entregou a ele um ofício com as demandas do serviço de urgência. Segundo o sindicato, o ministro se comprometeu a dar retorno.

Já na segunda-feira (14/7), foi realizada uma reunião com o governo de Minas para tratar das demandas do Samu 192, mas o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, não compareceu. “A reunião aconteceu com técnicos. O secretário não estava, nem o subsecretário. Apresentamos a pauta, mas o estado não deu encaminhamentos”, reclama Núbia Dias, que também é secretária executiva da Mesa Estadual Permanente de Negociação do SUS-MG.

A categoria está realizando assembleias periódicas para discutir a mobilização e um possível indicativo de greve.

O que dizem os governos sobre o problema? 

O governo de Minas Gerais afirma que realiza os repasses ao SAMU 192 em conformidade com a Portaria de Consolidação nº 3/2012. “Conforme o artigo 40 dessa normativa, o Estado deve arcar com, no mínimo, 25% da despesa. Atualmente, o Governo de Minas repassa, no mínimo, 50% dos custos informados pelos consórcios, superando o percentual mínimo estabelecido. Os repasses realizados pelo Governo de Minas aos Consórcios Intermunicipais de Saúde que gerenciam o SAMU 192 seguem regulares, conforme as normativas vigentes”. 

Já o Ministério da Saúde (MS) alega que “retomou, em 2023, o aumento do repasse de custeio do serviço SAMU 192 no país após dez anos sem reajuste. O crescimento foi de mais de 30% nos recursos no valor destinado para estados e municípios”. Para Minas Gerais, o MS ampliou em 42% os recursos destinados ao SAMU 192 em relação a 2022 — passando de R$ 119,8 milhões, em 2022, para R$ 170 milhões atualmente por ano, ou seja, R$ 50,2 milhões a mais.

“Esses recursos são transferidos regularmente, todos os meses, pelo Ministério da Saúde diretamente aos fundos estaduais e municipais de saúde de todo o país”, afirma. 

Após protesto de prefeitos e vereadores por estradas no Sul de Minas, deputado abre reunião na ALMG

Após protesto de prefeitos e vereadores por estradas no Sul de Minas, deputado abre reunião na ALMG - Foto: divulgação
Após protesto de prefeitos e vereadores por estradas no Sul de Minas, deputado abre reunião na ALMG – Foto: divulgação

Após a manifestação de prefeitos e vereadores em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta quinta-feira (15 de maio), em protesto contra o cancelamento de uma audiência pública sobre as condições das estradas estaduais no Sul, Sudoeste e Sudeste de Minas, o deputado Ricardo Campos (PT), presidente da Comissão de Participação Popular, abriu um auditório para a realização de um debate improvisado com as lideranças municipais.

A audiência oficial havia sido marcada com 45 dias de antecedência a partir de solicitação da Frente Parlamentar dos Municípios (FPM), movimento que reúne parlamentares de mais de 100 municípios. A mobilização denuncia o abandono da malha rodoviária estadual e cobra soluções do governo mineiro. A reunião foi cancelada na véspera, sob a justificativa de que o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) não poderia participar.

Mesmo sem a presença de representantes do Executivo, Ricardo Campos decidiu garantir um espaço de escuta para as lideranças municipais. “Ao chegar nesta Casa na manhã de hoje, nos deparamos com um grande volume de lideranças que querem manifestar sua insatisfação, seu repúdio. E, na condição de presidente da Comissão de Participação Popular, temos a obrigação de receber o público”, afirmou o parlamentar.

O deputado ainda explicou que a audiência oficial não foi cancelada por decisão da comissão. “O maior motivo de não ter havido hoje audiência pública para tratar os graves problemas das estradas do Sul de Minas, do Sudoeste, e de outras regiões é a ausência do DER e da Secretaria de Infraestrutura. O DNIT me ligou hoje de manhã, informando que só não compareceria porque foi comunicado do cancelamento.”

Segundo ele, a reunião realizada nesta quinta tem caráter institucional e será o ponto de partida para novas ações. “Independente da presença desses órgãos ou não, nós faremos uma escuta organizada de cada liderança para apontarmos os requerimentos necessários. Na próxima terça-feira, às 15h, vamos deliberar sobre essas demandas e, se houver consenso, aprovar a convocação do DER e da Secretaria de Infraestrutura”, afirmou o deputado. “O papel do Parlamento é fiscalizar, aprovar leis, definir prioridades. E é aqui que estamos fazendo isso, com respeito a todos que vieram de até 800 km de distância para estar aqui.”

As lideranças municipais relataram durante a reunião as dificuldades enfrentadas por causa da malha rodoviária. “Estamos falando de ambulâncias transportando pacientes oncológicos, estudantes indo para a faculdade e produtores rurais escoando a safra. Toda semana tem morte na estrada”, afirmou Mário Alves, presidente da Câmara Municipal de Caxambu e coordenador da FPM.

O deputado também justificou a ausência dos parlamentares que requereram a audiência e não compareceram. Segundo ele, Ulysses Gomes (PT) está afastado por motivos de saúde, enquanto Betinho (PV) teria agenda externa e sinalizou que tentaria comparecer mais tarde. Já a deputada Ione Pinheiro (PP), que também assinou o requerimento, estaria viajando.

A reunião contou com a presença do deputado estadual Rodrigo Lopes (União) e da deputada federal Ana Paula Leão (PP).

Passos se mobiliza contra reajuste de 3,62% e mudanças no IPSEMG

Passos se mobiliza contra reajuste de 3,62% e mudanças no IPSEMG - Foto: divulgação
Passos se mobiliza contra reajuste de 3,62% e mudanças no IPSEMG – Foto: divulgação

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE/MG) promoveu nesta sexta-feira (24), em Passos (MG), uma manifestação dos trabalhadores e trabalhadoras contra a proposta de reajuste salarial de 3,62% proposto pelo governo de Romeu Zema.

O ato, com paralisação das escolas, reuniu trabalhadores(as) do Sul e Centro Oeste de Minas.

A manifestação, seguida de passeata pelas ruas do centro de Passos, também denunciou o Projeto de Lei que tramita na Assembleia Legislativa aumentando os valores de contribuição e modificando da estrutura do Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais (IPSEMG).

Assembleia

Durante o ato em Passos, a diretora de Comunicação do SindUTE, Marcelle Amador, exortou a categoria a participar da Assembleia Geral da categoria convocada para o próximo dia 29, às 14:00 horas, no pátio da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte.

“Lá como aqui, seguiremos denunciando o governo Zema pela precarização das condições de trabalho e pela desvalorização dos trabalhadores em educação. Aproveitamos para lembrar da Assembleia Geral com indicativo de greve, no dia 29, quando definiremos os rumos da Campanha Salarial”, conclamou a dirigente do SindUTE.

Marcelle destacou que o reajuste proposto pelo governo é indigno e não recompõe sequer as perdas salariais; e que o eventual aumento das contribuições do IPSEMG irá reduzir ainda mais os já parcos salários pagos à categoria. Atualmente, os (as) trabalhadores (as) de serviços gerais nas escolas, como cantineiras, merendeiras, pessoal de limpeza, etc, ganham menos de um salário mínimo.

Passos se mobiliza contra reajuste de 3,62% e mudanças no IPSEMG - Foto: divulgação
Passos se mobiliza contra reajuste de 3,62% e mudanças no IPSEMG – Foto: divulgação

Mulheres indígenas marcham em Brasília contra violência

Mulheres indígenas marcham em Brasília contra violência – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O calor e a baixa umidade relativa do ar não desencorajaram as participantes da 3ª Marcha das Mulheres Indígenas a percorrer, caminhando, os 4 quilômetros (km) que separam o Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte) da Esplanada dos Ministérios, na área central de Brasília.

Perto das 9h desta quarta-feira (13), já com os termômetros marcando 26 graus Celsius (°C) e a umidade relativa do ar na casa dos 40%, um grupo de mulheres iniciou a marcha, cuja mobilização começou no domingo (10) e, segundo os organizadores, atraiu cerca de 5 mil participantes à capital federal.

“É hora de dizer que nossas dores afetam a toda a humanidade”, conclamou uma das lideranças da marcha, do alto do carro de som. À medida que o grupo avançava, ocupando três das seis faixas de tráfego do Eixo Monumental, mais participantes iam se somando à manifestação. Incluindo a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, que usou suas redes sociais para transmitir um vídeo feito em plena marcha.

“Agora a marcha é na rua”, festejou a ministra. “Somos mulheres de todas as regiões do Brasil, de todos os biomas e de diversos continentes, em marcha pelas ruas de Brasília”, comentou a ministra, aludindo à participação de representantes de movimentos sociais de outros países, como Peru, Estados Unidos, Malásia, entre outros.

Portando faixas, cartazes, maracas, apitos e usando adereços e pinturas corporais indígenas, as mulheres entoavam cantos tradicionais e palavras de ordem – inclusive contra o Marco Temporal, tese jurídica que sustenta que os povos indígenas só teriam direito constitucional às terras que já ocupavam ou reivindicavam em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição Federal.

Com o lema Mulheres Biomas em Defesa da Biodiversidade pelas Raízes Ancestrais, a marcha propõe o fim das violências contra as indígenas e o tratamento igualitário entre homens e mulheres, entre outras causas.

“Essas mulheres enfrentaram inúmeros desafios e injustiças ao longo de suas vidas, mas se recusam a continuar sendo silenciadas”, reivindica, em nota, a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), entidade organizadora da marcha.

“Exigimos acesso a cuidados de saúde de qualidade, educação e oportunidades econômicas. Lutamos pela proteção da terra e recursos naturais, que vêm sendo explorados por muito tempo. Defendemos o fim da violência contra as mulheres indígenas, um problema generalizado que tem atormentado nossas comunidades há gerações”, acrescenta a associação.

Ainda nesta quarta-feira, último dia da marcha, haverá um debate com a participação de ministras de Estado e um show de encerramento, às 18h, com apresentação de artistas indígenas e convidadas.

Prefeito de Guapé quer interditar a MG-170 e acusa o Governo do Estado de ter desviado a verba da estrada para outra obra

A estrada que liga Guapé a Pimenta tem 16 kms de terra e há anos não recebe manutenção – Foto: Divulgação

O prefeito de Guapé, Nelson Lara, pretende interditar parcialmente a MG-170, que liga o município a Pimenta, para pressionar por obras na rodovia. A medida foi anunciada no fim de semana e o objetivo é alertar as autoridades para a pavimentação dos 16 quilômetros ainda de terra, a construção de uma ponte e o encabeçamento de outra, que estão paralisadas aproximadamente por 10 anos, e a manutenção dos cerca de 30 quilômetros já pavimentados.

Há cerca de dois anos, Lara tentou o bloqueio do trânsito de veículos, exceto os que transportam produtos perecíveis e pessoas doentes, como protesto, mas não obteve adesão do prefeito de Pimenta, de agricultores e empresários que têm propriedades rurais cortadas pela rodovia. Segundo o prefeito, a decisão de interditar a via foi tomada após ele ir a Belo Horizonte, acompanhado de três vereadores, e constatar que a retomada das obras não está nos planos do governo.

“Por incrível que pareça, os recursos reservados a Guapé para terminar os trabalhos na MG-170, oriundos do acordo entre o governador e a Vale, por causa dos danos causados pela barragem de Brumadinho, já eram. Nós ficamos sabendo que o governador já repassou o dinheiro para uma outra obra. Agora ninguém pode acreditar na retomada dos trabalhos na rodovia tão cedo e só Deus sabe quando. Nem com a ajuda dos deputados que estão conosco nessa empreitada árdua”, afirma Lara.

Ele disse que o sentimento é de tristeza porque o governo estadual não teria assumido o compromisso e teria abandonado uma obra importante entre dois municípios banhados pelo Lago de Furnas. “Ele está prejudicando milhares de moradores desta região, além dos turistas gerarem divisas também para os cofres do Estado. Não me iludo mais, porque nem a manutenção do que ainda sobra da rodovia é executada. Imagina se o restante ainda por fazer ele vai autorizar?”, questiona o prefeito.

Lara também afirma que o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG) estaria falido. “As regionais do órgão não estão resolvendo mais nada. Há mais de dois anos, o de Formiga promoveu uma licitação para retomada da obra da rodovia MG-170, apareceram alguns funcionários e maquinários, mas, em poucos dias, foram embora e, até hoje, nada. Eu não vou emprestar mais maquinários da prefeitura para socorrer motoristas quebrados ou encravados na estrada. Isso eu garanto”, disse.

DER-MG

De acordo com a assessoria de imprensa do DER, as obras de pavimentação da MG-170 estão paralisadas desde 2014, faltando ainda pavimentar cerca de 16 quilômetros, o encabeçamento de uma ponte e concluir a travessia sobre o Ribeirão Jardim, que está em fase de orçamento, com valor estimado de R$ 6,2 milhões, para iniciar o processo licitatório. A conclusão das obras de pavimentação ainda depende de disponibilidade orçamentária e financeira.

via, Observo

Bolsonaristas pedem intervenção federal em manifestação em Passos

Reprodução / Jornal Folha Regional

As manifestações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) seguem nesta quarta-feira (2).

Os atos iniciaram ainda no domingo (30), quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi considerado matematicamente eleito no pleito de 2022. As mobilizações de simpatizantes do presidente derrotado nas urnas, somente cresceu com a declaração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a eleição do petista.

Em vários pontos do Brasil, as manifestações envolvem caminhoneiros, que por horas impediram a circulação de veículos nas rodovias, mesmo as entidades de classe como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), afirmando não concordar com o ato.

No Sul de Minas, as mobilizações reúnem alguns caminhoneiros, contudo, em sua maioria, os atos estão sendo realizados por empresários, e agricultores, inclusive, em vários pontos maquinários como tratores estiveram sobre as rodovias nos últimos dias e agora na maior parte dos pontos de manifestação, estão nas laterais das vias.

Em Passos, na manhã desta quarta, por volta das 8h, apoiadores de Bolsonaro reuniram em frente do 12⁰ Batalhão de Polícia Militar e caminharam até a frente do Tiro de Guerra.

Reprodução / Jornal Folha Regional

Pacificamente os grupos pedem intervenção federal das Forças Armadas para que Lula não seja empossado no dia 1⁰ de janeiro de 2023.

“Não estamos aqui pelo Bolsonaro. Estamos pelo Brasil”, disse uma das manifestantes.

Na região, Bolsonaro venceu as urnas em todas cidades no 2⁰ turno.

Grupo de alunos protesta por mais segurança no câmpus da Unifran

Aproximadamente 100 alunos da Universidade de Franca (Unifran) se reuniram para manifestar no câmpus da universidade, na noite da última quarta-feira (14).

Aos gritos de “queremos segurança, não somos mensalidade”, os universitários percorreram todos os blocos da Unifran. O primeiro foi o bloco Verde, onde um suposto caso de estupro teria ocorrido no câmpus.

A acusação de violência sexual foi o ‘start’ para a manifestação dos alunos. Na última sexta-feira, 9, surgiu a suspeita de que uma aluna teria sido abusada por um rapaz que não estuda na universidade.

A quantidade de estudantes na manifestação desapontou os estudantes presentes, pois mais de 600 alunos combinaram o protesto em grupos de WhatsApp.

“Foi bem decepcionante, ainda mais porque tínhamos mais de 250 pessoas em cada um dos três grupos, e muitos deles falando tempo todo. Só que no momento de vir aqui, dar a cara a tapa e participar, as pessoas não tiveram coragem”, disse a estudante de psicologia Sabrina Souza.

A Unifran, por sua vez, desmentiu a violência sexual, mas assumiu que houve uma “incidente de cunho pessoal com uma aluna”.

Após o comunicado da Unifran, os alunos resolveram mudar o motivo do protesto, e passaram a cobrar uma segurança maior da Unifran, com catracas e novos profissionais nas entradas, para evitar que qualquer pessoa, mesmo que não seja estudante, consiga acessar o espaço. “Por aqui entra quem quer, com o quiser, seja faca, facão ou alguma arma, e não tem controle nenhum”, contou a estudante Ana Beatriz Cavalcanti, do curso de Publicidade e Propaganda.

Ana ainda reclama que após as manifestações nas redes sociais e durante o início do ato na universidade, foi perceptível o aumento no número de seguranças no câmpus. “Hoje estamos vendo essa segurança, mas o problema vai ser daqui pra frente”.

Reunião entre reitoria e alunos

De acordo com um funcionário da Unifran, cerca de dez estudantes foram chamados para se reunir com a reitoria da universidade nesta quarta-feira.

A ideia era permitir que os alunos mostrassem suas indignações com o câmpus, principalmente nos assuntos ligados à segurança. (GCN)

Deputado diz que apoiadores de Bolsonaro estão quebrando Câmara dos Deputados em Brasília

De acordo com o deputado federal André Janones, neste momento estão quebrando tudo na Câmara dos Deputados, retirando as grades de proteção colocadas pela polícia, e tentando invadir.

“Estamos em uma democracia e não vamos ceder a truculência dos que querem impor uma ditadura! Somos maioria absoluta e passou da hora de mostrarmos nossa força! Não vamos deixar que cenas como essa se repitam! Vamos arrancar o Brasil das mãos deles  e devolver de volta ao povo! E que Deus abençoe pra que não tenhamos mortes aqui amanhã!” Informou o deputado.

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