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Jornal Folha Regional

Câmara aprova projeto contra adultização de crianças nas redes sociais

Câmara aprova projeto contra adultização de crianças nas redes sociais – Foto: reprodução

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (20), em votação simbólica, o Projeto de Lei (PL) 2628/2022, que estabelece regras para proteção e prevenção de crimes contra crianças e adolescentes em ambientes digitais. É o chamado PL contra a “adultização” de crianças.  

De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto foi relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) e contou com o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil.

O texto aprovado é um substitutivo do relator. Apesar da proposta já ter passado pelo Senado, como houve mudanças na Câmara, o texto retornará para apreciação final dos senadores.

Uma das novidades do projeto aprovado na Câmara é a previsão de uma autoridade nacional autônima, entidade da administração pública que será responsável por zelar, editar regulamentos e procedimentos e fiscalizar cumprimento da nova legislação. A entidade deverá ser criada por norma própria e funcionará nos moldes da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Com 16 capítulos e 41 artigos, o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias, como exploração e abuso sexual, violência física, intimidação, assédio, promoção e comercialização de jogos de azar, práticas publicitárias predatórias e enganosas, entre outros crimes.

Além disso, a proposta prevê regras para supervisão dos pais e responsáveis e exige mecanismos mais confiáveis para verificação da idade dos usuários de redes sociais, o que atualmente é feito basicamente por autodeclaração.

A matéria ainda disciplina o uso de publicidade; a coleta e o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes e estabelece regras para jogos eletrônicos, veda à exposição a jogos de azar. Em caso de descumprimento das obrigações previstas na lei, os infratores ficam sujeitos a penalidades que variam de advertência, multas que podem chegar a R$ 50 milhões, suspensão temporária de atividades e até a proibição definitiva das atividades no país.

“Não tenho dúvida que nossas crianças e adolescentes irão reconhecer o trabalho do Parlamento brasileiro em buscar um ambiente seguro nas redes sociais, no ambiente digital”, celebrou o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que pautou e comandou a sessão de votação da proposta.

Inicialmente combatido por grande parte da oposição no Congresso, o PL 2628 acabou ganhando adesões nesse campo após o relator acolher modificações na proposta, como a criação de uma agência reguladora autônoma – a ser instituída por lei própria – e a restrição sobre quem pode pedir remoção de conteúdo criminoso. Por isso, o PL, principal partido da oposição, retirou os destaques ao projeto para que a medida avançasse sem percalços no plenário.

“Hoje, as crianças do Brasil ganham. Do texto, foram retiradas todas as censuras que poderiam ter. A Câmara dos Deputados sempre vai lutar para que as crianças não sejam sensualizadas”, afirmou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do seu partido e um dos expoentes oposicionistas no Congresso.

“Nós mostramos hoje que, quando queremos, as nossas divergências ficam de lado e prevalecem o interesse e o bem comum. E o bem comum neste caso é a proteção dos direitos das crianças e adolescentes. Estamos protegendo uma geração inteira”, destacou o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ).

Remoção imediata

Ponto central da proposta, a possibilidade de remoção imediata de conteúdos criminosos por parte das plataformas deve se dar a partir de um processo específico de notificação.

No artigo 29, que trata dessa questão, os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados ou de acesso provável por crianças e adolescentes deverão proceder a retirada de conteúdo que viola direitos de crianças e adolescentes assim que forem comunicados do caráter ofensivo da publicação pela vítima, por seus representantes, pelo Ministério Público ou por entidades representativas de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, independentemente de ordem judicial.

Na avaliação de especialistas, o projeto de lei adapta direitos que já estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas que não costumam ser aplicados nas redes sociais.

“O PL 2628 protege a liberdade de expressão e de imprensa, porque tem um rol muito restritivo de conteúdos que podem ser imediatamente removidos. São conteúdos de exploração sexual, pornografia, assédio, de incentivo a automutilação e golpes contra crianças e adolescentes. Opiniões, críticas e reportagens são mantidas, não se aplicam no PL”, argumentou a deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP).

Para a parlamentar, o projeto é resposta histórica contra o estímulo à violência e à lucratividade indevida sobre a exposição de crianças no ambiente digital.

Comoção nacional

O assunto ganhou força depois do humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, no dia 9 de agosto, denunciando o influenciador paraibano Hytalo Santos por exploração de pessoas menores de 18 anos e alertando para riscos de exposição infantil nas redes sociais.

O vídeo, que já tem quase 50 milhões de visualizações, teve enorme repercussão no país e mobilizou políticos especialistas, famílias, autoridades e organizações da sociedade civil em torno da aprovação de uma legislação protetiva para crianças e adolescentes na internet e redes sociais.

Maioria do STF vota para responsabilizar redes por conteúdo ilegal nas plataformas

O ministro Gilmar Mendes (foto) foi o sétimo a votar, firmando maioria favorável à regulação; apenas André Mendonça abriu divergência até agora - Foto: Tom Molina
O ministro Gilmar Mendes (foto) foi o sétimo a votar, firmando maioria favorável à regulação; apenas André Mendonça abriu divergência até agora – Foto: Tom Molina

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na noite da última quarta-feira (11) a favor de uma nova interpretação do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Se confirmada, a decisão pode mudar a forma como as plataformas digitais detentoras de redes sociais como Instagram, Facebook, YouTube operam no Brasil.

A Corte entende que empresas como Google, Meta e X podem ser responsabilizadas civilmente por conteúdos ilícitos mesmo sem ordem judicial, em casos específicos, como crimes graves, falhas sistêmicas e postagens patrocinadas.

O ministro Cristiano Zanin votou integralmente com os relatores e demais integrantes da maioria, reforçando a tese de que a proteção ampla hoje garantida às plataformas deve ser limitada. Gilmar Mendes, que havia pedido o adiantamento de seu voto, também se alinhou à posição dominante. Com isso, já há maioria formada no plenário.

Ainda faltam votar os ministros Alexandre de Moraes; Edson Fachin; Cármen Lúcia, que está ausente nesta semana em viagem à Suécia; e Nunes Marques, que não chegou a anunciar um pedido de vista, mas adiantou que precisará de mais tempo para analisar as teses já apresentadas antes de proferir a sua.

A análise conjunta dos Recursos Extraordinários 1037396 e 1057258 foi retomada na semana passada após o ministro André Mendonça devolver o processo à pauta. Ele havia solicitado vista em dezembro de 2024. O julgamento trata da constitucionalidade do artigo 19, que atualmente determina que plataformas só podem ser responsabilizadas por conteúdos de terceiros mediante ordem judicial.

Os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux, relatores dos casos, já haviam votado pela inconstitucionalidade parcial da norma, apontando que o dispositivo compromete a proteção de direitos fundamentais e o combate à desinformação. 

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, também antecipou seu voto e propôs uma abordagem intermediária: manutenção da necessidade de ordem judicial em casos de crimes contra a honra, mas permissão para remoção e responsabilização mediante notificação extrajudicial em situações de maior gravidade, como pornografia infantil, terrorismo e incitação ao suicídio.

Barroso também sugeriu que, diante de falhas estruturais de moderação, as plataformas sejam responsabilizadas com base no Código de Defesa do Consumidor. Segundo ele, há um dever de cuidado que deve ser exercido pelas empresas, especialmente quando lucram com conteúdos patrocinados.

O ministro Flávio Dino apresentou voto no mesmo sentido, defendendo a responsabilização direta das plataformas em casos de perfis falsos, bots (abreviatura de robôs) anônimos, anúncios ilícitos e crimes contra o Estado Democrático de Direito. Para Dino, o artigo 19 deve se restringir a casos de crimes contra a honra, e o restante da atuação das plataformas deve ser regulado por outros dispositivos legais, como o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor.

Barroso diz que STF não está atuando como legislador

Maioria do STF vota para responsabilizar redes por conteúdo ilegal nas plataformas - Foto: reprodução
Maioria do STF vota para responsabilizar redes por conteúdo ilegal nas plataformas – Foto: reprodução

Em resposta a críticas sobre suposta “judicialização da legislação”, o presidente do STF afirmou no início da sessão da semana passada que a Corte está apenas decidindo casos concretos levados à Justiça. “O Judiciário não está legislando. Está aplicando a lei nos litígios que lhe são apresentados”, afirmou Barroso, enfatizando que qualquer decisão do STF poderá ser revista pelo Congresso Nacional por meio de legislação própria.

O julgamento é considerado uma prioridade da atual presidência da Corte e deve estabelecer um marco para a atuação das plataformas digitais no país. A decisão terá repercussão geral, ou seja, valerá para todos os casos semelhantes em tramitação no Judiciário.

Mulher denuncia que não consegue registrar ‘bebês reborns gêmeos’ em Passos, relata prefeito

A Prefeitura de Passos (MG), através do ‘Fala Cidadão’ recebeu uma ‘denúncia’ de uma mulher que diz não estar conseguindo registrar seus bebês reborns gêmeos e consequentemente não consegue inseri-los no plano de saúde.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito de Passos, Diego Oliveira, pediu a opinião da população sobre o caso e se mostrou indignado com a situação.

”Uma pessoa totalmente alterada, brava, mandou uma denúncia (…) porque não está conseguindo registrar seus dois bebês reborns e não está conseguindo colocá-los no plano de saúde, e está brava com o prefeito. Estou pelejando para conseguir pediatra para os meus meninos de verdade. Estou pelejando para conseguir vaga na creche para as meninadas de verdade”, disse o prefeito.

Diversos relatos sobre casos semelhantes tem revoltado a população, como tentativas de vacinação, atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e batizados de bebês reborns. Um dos últimos casos que deixou o país estarrecido foi de uma mulher que teria acionado a Polícia Militar para atender o seu bebê reborn que ‘estaria engasgado’.

Esses casos acendem o alerta sobre o limite que esses pessoas tem ultrapassado, ao retirar os serviços prestados de quem realmente precisa.

Padre Fábio de Melo faz desabafo chocante após polêmica: ‘Eu estou a um passo de desistir’

Padre Fábio de Melo faz desabafo chocante após polêmica: ‘Eu estou a um passo de desistir’ - Foto: reprodução
Padre Fábio de Melo faz desabafo chocante após polêmica: ‘Eu estou a um passo de desistir’ – Foto: reprodução

Padre Fábio de Melo, nesta terça-feira (20), fez um forte desabafo sobre a sua polêmica passagem por uma cafeteria, que acabou ocasionando a demissão do gerente do espaço, após ele se sentir desrespeitado como consumidor do local.

Após muitos internautas culparem o padre por ser o responsável direto pela demissão do gerente, ele resolveu se manifestar e criticou a postura das pessoas movidas pelo ódio nas redes sociais. “As pessoas querem odiar. A qualquer custo, querem odiar. Por qualquer motivo. Elas precisam eleger um foco para a manifestação de seus lados sombrios. Querem extravasar o fel que circula pelas veias, desaguar nos outros as enchentes que naufragam as embarcações de seus sonhos. Quanto maior a insatisfação existencial, maior será a urgência de destruir os outros”, disparou.

Eu sempre escolhi em não estar em nenhum deles. Por isso sou atacado pelos dois lados. Ninguém viu o meu voto, mas juram que sabem qual é o meu posicionamento político. O ódio virtual se manifesta da pior forma. Mentindo, caluniando, blasfemando contra o sagrado de nossas escolhas, achincalhando as pessoas que amamos, nossos familiares e amigos. O principal instrumento do ódio é a palavra, a pior de todas as armas. Ela fere, adoece, pesa tanto que prostra a alma. Ainda que o post seja uma homenagem à minha mãe, lá estão os comentários desqualificando a minha vida, ferindo a minha honra, atentando contra a minha verdade“, acrescentou.

‘Estou a um passo de desistir’

Em outro trecho, Fábio ressaltou que os ataques que tem recebido é “desproporcional” e confessou que está “a um passo de desistir.” “É tão desproporcional a medida que se estabelece entre o que “realmente aconteceu e o ataque” que nós chegamos à conclusão de que as pessoas não querem a verdade. Elas só querem a versão que melhor se adapta à sua necessidade de odiar. E odeiam. E estimulam que outros odeiem também. Não sei como você tem sobrevivido às novas versões de guerras. Eu estou a um passo de desistir. Proteja se. Em proporções diferentes, é claro, mas você está sob a mira da mais assertiva armadilha que o Diabo criou: o mundo virtual”, desabafou.

Padre Fábio de Melo faz desabafo chocante após polêmica: ‘Eu estou a um passo de desistir’ - Imagem: reprodução/Instagram
Padre Fábio de Melo faz desabafo chocante após polêmica: ‘Eu estou a um passo de desistir’ – Imagem: reprodução/Instagram
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Padre Fábio de Melo faz desabafo chocante após polêmica: ‘Eu estou a um passo de desistir’ – Imagem: reprodução/Instagram
Padre Fábio de Melo faz desabafo chocante após polêmica: ‘Eu estou a um passo de desistir’ - Imagem: reprodução/Instagram
Padre Fábio de Melo faz desabafo chocante após polêmica: ‘Eu estou a um passo de desistir’ – Imagem: reprodução/Instagram

O post Padre Fábio de Melo faz desabafo chocante após polêmica: ‘Eu estou a um passo de desistir’ foi publicado primeiro em Observatório dos Famosos.

Alerta: menina de 8 anos morre após inalar desodorante em desafio nas redes sociais

Menina de 8 anos morre após inalar desodorante em desafio nas redes sociais - Foto: arquivo familiar
Menina de 8 anos morre após inalar desodorante em desafio nas redes sociais – Foto: arquivo familiar

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou um inquérito, no último domingo (13), para investigar a morte de Sarah Raissa Pereira, de 8 anos, que participou do “desafio do desodorante”, que começou a circular nas redes sociais.

Na última quinta-feira (10), a criança deu entrada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no Distrito Federal, após inalar o gás de um desodorante aerossol, que lhe provocou uma parada cardiorrespiratória.

A garota chegou a ser reanimada cerca de uma hora depois, porém sem apresentar reflexos neurológicos, o que levou à constatação de morte cerebral.

O óbito só foi declarado oficialmente neste domingo, quando a família também registrou a ocorrência policial. A PCDF busca esclarecer como a criança teve acesso ao conteúdo do desafio e identificar os responsáveis pela publicação.

Os responsáveis podem responder por homicídio duplamente qualificado – por emprego de meio capaz de causar perigo comum e por se tratar de vítima menor de 14 anos, crime cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

PM apreende arma de fogo após postagem em redes sociais, em Guapé

PM apreende arma de fogo após postagem em redes sociais, em Guapé - Foto: divulgação
PM apreende arma de fogo após postagem em redes sociais, em Guapé – Foto: divulgação

Na última sexta-feira (04), por volta das 10h, a Polícia Militar apreendeu uma arma de fogo, tipo garrucha, na comunidade rural de Santo Antônio das Posses, em Guapé (MG). A ação ocorreu após denúncias anônimas informarem que uma mulher havia exibido a arma em suas redes sociais.

A mulher, de 39 anos, confirmou ter tirado fotos com a arma, alegando que o objeto seria uma herança familiar. As diligências levaram os militares até um homem de 65 anos, que assumiu a posse da arma e a entregou espontaneamente.

Diante dos fatos, o autor foi preso por posse irregular de arma de fogo e, juntamente com a arma, encaminhado à Delegacia da Polícia Civil para as providências legais.

Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais

Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais - Foto: divulgação
Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais – Foto: divulgação

Em um mundo digital em que as tendências vêm e vão a uma velocidade alucinante, é raro encontrar alguém que tenha conseguido transformar uma paixão genuína em um grande sucesso nas redes sociais. Esse é o caso de um jovem de 17 anos, cujo amor pelos caminhões o levou a conquistar um público fiel e apaixonado que começou quando ele tinha apenas 14 anos.

Hoje o perfil no Instagram @ksfilms_oficial_ chega a 143 mil seguidores. Ele fala sobre o impacto que isso tem em sua vida pessoal: “O crescimento é motivacional. Conheci muitas pessoas, muitos me reconhecem nas ruas, mas me sinto até com vergonha, pois sou uma pessoa comum também”, relata.

O amor por caminhões vem de berço, apesar de ninguém em sua família trabalhar na área. Isso é o que ele demonstra quando fala sobre o início de tudo: “Na verdade, ninguém me inspirou. Amo caminhões desde os 7 anos. É algo que corre nas veias. Quem escolhe essa profissão, escolhe por amor”.

Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais - Foto: reprodução/redes sociais
Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais – Foto: reprodução/redes sociais

O pai, Romildo dos Reis de Oliveira, cresceu e trabalha na roça. A mãe, Mônica Mateus de Moura, cuida da casa e o irmão, Vilmar Mateus de Oliveira, tem 19 anos e trabalha como eletricista. Vitor conta que não teve muito apoio das pessoas ao redor que, segundo ele, acham a ideia de “pegar a estrada” perigosa demais: “A reação foi frustrante por conta do meu gosto e do conteúdo, diferente do que vemos no dia a dia. Meu irmão nem sabe o que é isso e meus pais acham perigoso demais. Na minha família não temos nenhum caminhoneiro”, explica.

Ele fala ainda sobre o primeiro vídeo que se tornou popular e o sentimento que isso lhe causou: “Lembro que foi uma sensação incrível, um sonho realizado”.

Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais - Imagem: reprodução/redes sociais
Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais – Imagem: reprodução/redes sociais

Ver os caminhões equipados é o que mais o fascina: “Arquear caminhão! Significa levantar traseira dele e muitos usam por estética e prazer. Rodas de alumínio, coisas que deixam o caminhão mais bonito e o motorista trabalha mais satisfeito”, comenta.

Apesar de ainda não dirigir, ele comenta das viagens que faz e uma delas em especial: “Fui para São Paulo com um amigo meu. Foi incrível demais, outra realização de sonho! A primeira foi pegar no volante por alguns minutos”, exclama.

Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais - Foto: reprodução/redes sociais
Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais – Foto: reprodução/redes sociais

Criação de conteúdo

Vitor conta que mais que apenas compartilhar uma paixão, suas publicações se tornaram um trabalho que consome 90% de seu tempo e que, além dos elogios e das pessoas com o mesmo gosto, aparecem também os haters: “É muito corrido. Às vezes, você não tem quase tempo nenhum e precisa focar muito. Todos os dias enfrento críticas, mas não vale a pena ligar para essas pessoas. Muitas agem assim por inveja”.

Quando criou um perfil nas redes sociais, sua intenção era registrar momentos com caminhões, aquilo que ele sabia sobre o assunto, sem pensar em viralizar. Hoje, sente orgulho por ver como isso chega positivamente em outras pessoas e por feedbacks que dão alegria: “Tudo começou apenas com a intenção de registrar e guardar para recordação, não foi intencional. O que me deixou mais feliz foi quando um seguidor me disse que sou uma inspiração pra ele”.

O jovem foi Destak Digital e Destaque Mineiro em 2022 e revela seus planos que refletem a evolução daquilo que ele já vive: “Pretendo tirar a carteira de categoria E, que permitirá que eu dirija uma carreta e continuar na área.”

Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais - Foto: reprodução/redes sociais
Vitor e os caminhões: um sucesso das redes sociais – Foto: reprodução/redes sociais

Ele explica que tem patrocinadores (CENTRO OESTE TRANSPORTE, Moises Premiações, TR242, Ludvig Transporte, Catedral Guinchos, DG Guinchos, Blessed Comercio Hidráulico Peças) que o ajudam na produção de conteúdo e que isso traz um retorno financeiro que ele investe nas viagens. Conta ainda um dos projetos que pretende desenvolver na cidade: “Gostaria muito de realizar uma festa para caminhoneiros aqui”.

Vitor cursa o terceiro ano do ensino médio e ao comentarmos sobre conteúdos que incentivam outros adolescentes a não seguir com os estudos, foi categórico ao afirmar: “Tem que estudar. Hoje, sem estudo, você não faz nada, nem consegue tirar uma carteira”. Além disso, falou sobre a importância da resiliência, pois, segundo ele, isso o levou a alcançar mais uma etapa para chegar ao seu objetivo e serve como conselho a outros jovens: “Seguir em frente, ter persistência e perseverança, pois você pode escutar muitas coisas desagradáveis, mas vai alcançar seus objetivos”, finaliza.

Essa trajetória inspiradora mostra como a paixão, aliada à determinação e à autenticidade, pode transformar vidas e conquistar admiradores. Que essa história continue a inspirar muitos outros jovens a seguir seus sonhos, não importa quão diferentes eles possam parecer.

Via: Portal Arcos

Governo discute novo projeto para regular plataformas

Governo discute novo projeto para regular plataformas - Foto: reprodução
Governo discute novo projeto para regular plataformas – Foto: reprodução

O governo Lula (PT) discute um novo projeto para regular plataformas digitais e definir a responsabilidade das empresas sobre o conteúdo publicado nas redes. A proposta estabelece critérios para a remoção de postagens que violam leis já existentes e para o combate a discursos de ódio e desinformação em massa.

As conversas sobre esse texto começaram nas últimas semanas, na esteira da crise sobre o Pix e da decisão da Meta de flexibilizar controles de conteúdo em suas plataformas, como o Facebook e o Instagram. Nos primeiros dois anos de mandato, o governo tentou aprovar no Congresso uma proposta sobre o tema, o PL das Fake News, mas fracassou.

O novo projeto em estudo prevê que as plataformas estejam submetidas a um dever de precaução, semelhante ao modelo europeu do “dever de cuidado”, com a atribuição de remover conteúdo considerado criminoso, sem necessidade de decisão judicial. Caberia ao governo fiscalizar o cumprimento geral das regras pelas empresas.

A linha central do projeto estipula que o controle seja feito pelas próprias plataformas no caso de conteúdo ilícito, desde violações do direito do consumidor a pedofilia e terrorismo. A intenção do governo, nesse ponto, seria restringir a moderação a crimes já previstos na legislação brasileira e tentar reduzir a resistência de grupos que apontam a regulação como uma trilha para a censura.

O texto, no entanto, abre caminho para que as plataformas sejam obrigadas a tomar medidas em relação a postagens que contenham “desinformação sobre políticas públicas”. As empresas teriam o dever de agir quando receberem notificações extrajudiciais, além de combater a distribuição em massa de material dessa natureza.

A definição da palavra desinformação é um ponto crítico das discussões sobre a regulação de plataformas digitais. Opositores das propostas apontam que a previsão de um controle desse tipo de conteúdo daria a governos uma ferramenta para silenciar seus críticos.

A nova proposta em discussão hoje foi elaborada pelo Ministério da Justiça. Uma minuta foi apresentada na última sexta-feira (24) a um grupo de trabalho com Casa Civil, AGU (Advocacia-Geral da União), CGU (Controladoria-Geral da União), Ministério da Fazenda e Secom (Secretaria de Comunicação Social).

Ainda restam divergências sobre o conteúdo e sobre o caminho político a seguir. Depois que houver consenso sobre o mérito, a equipe de Lula vai decidir se apresenta ao Congresso a nova proposta ou se incorpora suas ideias a um projeto de parlamentares da oposição – o preferido é um texto do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM).

O rumo escolhido pelo governo vai depender também da conclusão do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o Marco Civil da Internet. A corte deve decidir se as big techs podem ser responsabilizadas por publicações de terceiros, mesmo que não haja decisão judicial.

A nova proposta do governo Lula recebeu, inicialmente, o nome de Marco Legal de Proteção de Usuários de Serviços Digitais. Detalhes do projeto em discussão foram obtidos pela Folha com autoridades de quatro ministérios que participam do grupo de trabalho.

De acordo com o texto em debate, as plataformas teriam três obrigações principais. Além do dever de precaução, para a remoção de conteúdo criminoso, elas teriam que atuar de maneira mais abrangente na redução de riscos sistêmicos, o que englobaria a distribuição de desinformação e o discurso de ódio.

Além disso, as empresas precisariam dar transparência aos termos de uso, ao funcionamento de algoritmos de recomendação de conteúdo e a relatórios sobre moderação.

A proposta determina que o controle individual de conteúdo (ou seja, a avaliação das publicações) seja feito pelas próprias plataformas, a partir das regras definidas em lei.

O governo, por sua vez, criaria um comitê com a função de fiscalizar o comportamento geral de cada plataforma, para determinar se elas estão seguindo os critérios estabelecidos. Esse grupo teria o papel de responsabilizar e punir empresas em caso de omissão no controle de conteúdo -o que daria a um órgão estatal algum poder sobre o funcionamento das plataformas.

O governo ainda não definiu quais agências fariam parte desse comitê. Entre os possíveis participantes estariam a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) -este último para monitorar a concentração de mercado no setor.

O texto em discussão no governo prevê três níveis de responsabilidade. Além da autorregulação (na remoção individual de conteúdo ilícito) e das notificações extrajudiciais, as plataformas deveriam agir apenas em caso de decisão judicial em questões sobre conteúdo jornalístico, proteção da reputação e situações de ofensa à honra de agentes públicos.

O governo ainda vai discutir a criação de regras específicas para o período eleitoral, com o objetivo de definir um rito acelerado para a moderação de conteúdo em época de campanha -tema que causou controvérsia nas eleições de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral publicou uma resolução que estabelecia prazo de duas horas para a retirada de conteúdo considerado inverídico.

Também falta esclarecer qual será o escopo da regulação (redes sociais, comércio eletrônico, ferramentas de buscas e mensagens instantâneas) e as possíveis sanções aplicadas às plataformas que descumprirem novas regras (advertências, multas ou suspensão).

Veja principais pontos do texto em discussão no governo Lula.

OBRIGAÇÕES DAS PLATAFORMAS

1) Dever de precaução e prevenção: responsabilidade semelhante ao “dever de cuidado” da legislação europeia, com controle de conteúdo considerado ilícito pela lei atual;

2) Redução de riscos sistêmicos: dever de combate à divulgação de desinformação em massa, discurso de ódio e conteúdo considerado extremista;

3) Transparência: divulgação de termos de uso, algoritmos de recomendação, relatórios sobre moderação e auditorias externas.

TRÊS NÍVEIS DE RESPONSABILIDADE

1) Autorregulação: responsabilidade das plataformas na remoção individual de conteúdo ilícito;

2) Notificações extrajudiciais: empresas atuariam quando fossem notificadas em episódios casos de desinformação sobre políticas públicas;

3) Decisões judiciais: as plataformas só teriam o dever de agir sobre conteúdo jornalístico, proteção da reputação e ofensa à honra de agentes públicos.

FISCALIZAÇÃO PELO ESTADO

Comitê de órgãos do governo teria função de fiscalizar comportamento geral de cada plataforma e punir empresas em caso de omissão.

Redes sociais só continuarão a operar se seguirem legislação, diz Moraes

Redes sociais só continuarão a operar se seguirem legislação, diz Moraes - Foto: reprodução
Redes sociais só continuarão a operar se seguirem legislação, diz Moraes – Foto: reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na quarta-feira (8) que as redes sociais “só continuarão a operar se respeitarem a legislação brasileira”. A declaração foi feita durante roda de conversa em memória aos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

A declaração foi feita um dia após Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciar o fim da checagem de fatos nas redes sociais administradas pela empresa, como o Facebook, o Instagram e o WhatsApp. A ferramenta será substituída por “notas da comunidade”, livre a todos os usuários.

“Aqui é uma terra que tem lei. As redes sociais não são terra sem lei. No Brasil, só continuarão a operar se respeitarem a legislação brasileira, independentemente de bravatas de dirigentes das big techs”, disse Moraes.

O ministro também criticou dirigentes de big techs, afirmando que “por terem dinheiro, acham que podem mandar no mundo”.

“Pelo resto do mundo, não podemos falar, mas, pelo Brasil, tenho absoluta certeza e convicção de que o STF não vai permitir que as big techs, as redes sociais, continuem sendo instrumentalizadas, dolosa ou culposamente, ou, ainda, somente visando o lucro, para ampliar discursos de ódio, nazismo, fascismo, misoginia, homofobia e discursos antidemocráticos”, afirmou.

8 de janeiro

Na avaliação de Moraes, os ataques às sedes dos Três Poderes em 2023, e outros atos de cunho golpista, foram impulsionados pela falta de regulamentação das redes sociais.

“Tudo isso surgiu a partir do momento em que, no mundo, não só no Brasil, extremistas, e principalmente extremistas de direita, radicais de direita, se apoderaram das redes sociais para nelas, ou com elas, instrumentalizarem as pessoas no sentido de corroer a democracia por dentro”, disse.

O ministro Gilmar Mendes também defendeu a regulamentação das redes e afirmou que a criação de normas “não pode ser confundida com censura”.

“Esta trajetória normativa jamais poderá ser confundida com censura. Muito pelo contrário: ela representa não apenas uma evolução jurídica, mas constitui a pedra angular sobre a qual se erige uma esfera digital democrática e pluralista, capaz de harmonizar a liberdade de expressão com a responsabilidade social no ambiente virtual”, disse o magistrado.

Nesta quarta, o STF recebeu quatro obras de arte produzidas com material da destruição das instalações do prédio. Os itens foram produzidos por artistas do Distrito Federal: Valério Pena-Costa, Carppio de Morais, Marilu Cerqueira e Mário Jardim. As peças foram entregues ao ministro Edson Fachin, presidente em exercício da Suprema Corte.

Anúncio de Zuckerberg

No anúncio de terça-feira (7), o CEO da Meta também afirmou que a Europa institucionalizou a censura por meio de novas leis, que a China proibiu os aplicativos da Meta de funcionarem no país e fez acusações contra o judiciário da América Latina.

“Os países da América Latina têm tribunais secretos que podem ordenar que as empresas derrubem coisas silenciosamente”, disse o empresário.

O dono da Meta não citou o Brasil, mas, mesmo assim, o governo reagiu. Nas redes sociais, o secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, João Brant, disse que o anúncio antecipa uma aliança da Meta com o governo de Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, contra nações que buscam proteger a importância de medidas de controle do ambiente on-line.

Mãe mata filho autista estrangulado e assume o crime nas redes sociais

Mãe mata filho autista estrangulado e assume o crime nas redes sociais - Foto: redes sociais
Mãe mata filho autista estrangulado e assume o crime nas redes sociais – Foto: redes sociais

Uma mulher foi presa após publicar, por meio das redes sociais, que matou o próprio filho, de 4 anos, na tarde de quarta-feira (7/8), no bairro Jardim, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio. A publicação foi feita no perfil dela no Facebook.

“Eu matei meu filho, mandem uma viatura para ele ter um enterro digno”, disse na postagem. Além da confissão, a mulher postou o endereço dela.

Os bombeiros foram acionados e chegaram a socorrer o menino, que foi levado para o hospital, mas, segundo a Prefeitura de Saquarema, ele já chegou morto à unidade de saúde.

Mãe mata filho autista estrangulado e assume o crime nas redes sociais - Foto: redes sociais
Mãe mata filho autista estrangulado e assume o crime nas redes sociais – Foto: redes sociais

Estrangulamento para matar o filho

De acordo com a Polícia Civil do Rio, ninguém presenciou o crime, no entanto, a mulher teria contado aos próprios familiares que matou a criança por estrangulamento.

A Polícia Militar foi chamada pela avó da criança. Os agentes disseram que a mulher ainda tentou fugir, mas foi localizada após buscas pelo bairro. Ela foi presa e levada para a 124ª Delegacia de Polícia.

O delegado titular, André Bueno, disse que a mulher não se pronunciou. A Polícia Civil só poderá confirmar a causa da morte da criança após a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML).

“Segundo os parentes, ao tio, ela teria admitido que estrangulou o próprio filho. A família informa que ela sofre com quadros psicóticos, já tentou se matar algumas vezes, então, é provável que hoje tenha tido um surto”, disse o delegado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a mulher deve passar por audiência de custódia até sexta-feira (9/8), para que a Justiça decida se ela permanecerá presa ou se poderá responder pelo crime em liberdade.

Jornal Folha Regional
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