Um gesto simples durante a rotina de trabalho chamou a atenção de milhares de pessoas nas redes sociais. O gari Alessandro Alves da Silva, conhecido como Gari da Gravata, encontrou uma Bíblia descartada entre os resíduos enquanto realizava a coleta de lixo no bairro de Cajazeiras, em Salvador (BA).
Ao perceber o livro sagrado em meio ao lixo, Alessandro interrompeu o trabalho para retirá-lo cuidadosamente antes que fosse levado junto aos demais resíduos. Em seguida, fez uma reflexão que acabou emocionando quem assistiu ao vídeo.
“A Palavra do Senhor não pode ser jogada aqui dentro. Eu creio que Deus tem um propósito nessa manhã”, afirmou.
As imagens rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e receberam milhares de comentários. Entre as mensagens, internautas destacaram a sensibilidade do trabalhador.
“Esse gari é abençoado por Deus”, comentou um seguidor.
“Que presente que Deus te deu”, escreveu outro.
Respeito e sensibilidade
Acostumado a encontrar os mais diversos objetos durante a coleta de resíduos, Alessandro contou que nunca havia passado por uma situação semelhante. Após retirar a Bíblia do lixo, decidiu levá-la para casa.
A atitude também foi elogiada por pessoas de diferentes crenças, que ressaltaram que o gesto representou respeito, educação e sensibilidade diante de um livro considerado sagrado por milhões de pessoas.
Conhecido nas redes sociais
O Gari da Gravata costuma compartilhar em suas redes sociais momentos do dia a dia da profissão e histórias vividas durante o trabalho nas ruas de Salvador.
Em outra ocasião, ele ganhou destaque ao salvar um jabuti encontrado vivo dentro de um caminhão de lixo poucos segundos antes de os resíduos serem compactados, episódio que também repercutiu pela demonstração de cuidado com a vida.
Reflexão sobre a fé
Segurando a Bíblia encontrada, Alessandro afirmou acreditar que nada acontece por acaso e aproveitou a oportunidade para pedir mais respeito ao livro sagrado.
Considerada a obra mais distribuída da história, a Bíblia entrou para o Guinness Book com mais de 5 bilhões de exemplares espalhados pelo mundo. A coletânea reúne textos sagrados que narram a criação do mundo, a história do povo de Israel, a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, além de apresentar ensinamentos que orientam a fé cristã.
Com um gesto espontâneo durante a jornada de trabalho, o gari transformou uma situação inesperada em uma mensagem de fé, respeito e reflexão que ultrapassou as ruas de Salvador e alcançou milhares de pessoas pela internet.
Jovens são detidos após invadirem cemitério e gravarem vídeos para redes sociais em Varginha – Foto: reprodução
Uma ocorrência registrada na madrugada da última quarta-feira (15) chamou a atenção das autoridades em Varginha. Cinco pessoas foram detidas após invadirem o cemitério municipal da cidade para produzir conteúdo destinado às redes sociais.
A ação foi descoberta por volta das 4h30, quando a Central de Comunicações (CECOM) recebeu denúncias indicando movimentação suspeita dentro do local. Equipes da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar se deslocaram imediatamente até o cemitério.
Ao chegarem, os agentes encontraram um veículo Chevrolet Tracker estacionado nas proximidades. Dois ocupantes que estavam no carro admitiram que aguardavam outros três indivíduos que haviam entrado no cemitério.
Durante buscas realizadas entre os túmulos, os agentes localizaram o restante do grupo. Eles estavam gravando vídeos e realizando transmissões ao vivo, mostrando imagens de jazigos e fotografias de pessoas falecidas, sem autorização.
Conduta pode configurar crime
Segundo as autoridades, o material produzido gerou indignação por expor indevidamente o espaço e a memória dos mortos. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que irá apurar possíveis crimes, como invasão de local protegido e vilipêndio a cadáver — infração prevista para resguardar o respeito aos falecidos e seus familiares.
Em nota, a Guarda Civil Municipal destacou que a atitude representa um desrespeito às famílias e ao patrimônio público, reforçando o compromisso com a preservação desses espaços.
Detidos e medidas legais
Entre os envolvidos estão três adultos — G.R.P. (37 anos), J.V.O.C. (21 anos) e G.L.R. (20 anos) — e dois adolescentes, ambos de 17 anos (J.T.P. e E.R.K.).
O Conselho Tutelar de Varginha foi acionado para acompanhar os menores e aplicar as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Todos foram conduzidos à delegacia após o registro do Boletim de Ocorrência (REDS), onde prestaram esclarecimentos.
Investigação continua
As autoridades seguem acompanhando o caso e monitoram as redes sociais para identificar se há outros conteúdos semelhantes publicados pelo grupo.
Lei que reforça proteção de crianças na internet entra em vigor nesta terça (17) – Foto: reprodução/Freepik
A lei conhecida como ECA Digital entra em vigor nesta terça-feira (17) em todo o país, após ter sido sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro e cumprir prazo de seis meses para começar a valer. A nova legislação estabelece regras para produtos e serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes, independentemente do setor ou modelo de negócio, com foco em segurança online, proteção de dados e responsabilização de plataformas.
Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, o texto cria um marco jurídico para a proteção no ambiente digital e prevê medidas contra conteúdos ilícitos e práticas abusivas. Alguns trechos ainda dependem de regulamentação, que deve ser publicada também nesta terça-feira, para detalhar pontos como verificação de idade e a vinculação de contas de menores de 16 anos às de seus responsáveis.
Entre as novas regras, a lei proíbe a autodeclaração de idade em serviços restritos a maiores de 18 anos e exige que redes sociais ofereçam versões sem conteúdos proibidos ou publicidade direcionada. Também determina verificação de idade em marketplaces, aplicativos de entrega de bebidas alcoólicas, cigarros e produtos eróticos, além de impor bloqueio de acesso de menores a plataformas de apostas e a conteúdos pornográficos, que deverão adotar mecanismos formais de checagem.
A legislação ainda obriga buscadores a ocultar ou sinalizar conteúdos sexualmente explícitos, exige controle parental e perfis infantis em serviços de streaming, e determina que jogos eletrônicos com caixas de recompensa bloqueiem o acesso de menores ou ofereçam versões sem essa funcionalidade. Plataformas com mais de 1 milhão de crianças e adolescentes cadastrados deverão apresentar relatórios sobre denúncias e medidas de moderação adotadas.
Com a entrada em vigor da lei, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados foi transformada em agência reguladora e passa a ter atribuições ligadas ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. O descumprimento das normas pode gerar multas que variam de R$ 10 por usuário cadastrado até R$ 50 milhões, além da possibilidade de suspensão das atividades. O texto prevê que a proteção no ambiente digital seja uma responsabilidade compartilhada entre governo, famílias e plataformas, reforçando o papel do Estado na fiscalização e na coordenação das novas regras.
Brasil terá novas regras sobre uso de redes sociais por crianças e adolescentes – Foto: reprodução
A Austrália começou a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. No Brasil, plataformas deverão seguir, a partir de março de 2026, exigências de uma nova lei de proteção online de crianças e adolescentes na internet.
Ainda é preciso definir detalhes, mas já se sabe que, por aqui, não haverá proibição ao uso de redes sociais por menores de 16 anos. Além disso, lojas de aplicativos e plataformas serão responsáveis pela segurança de jovens na internet.
As novas regras determinam que plataformas, incluindo redes sociais, deverão:
🔞 verificar a idade dos usuários, sem aceitar autodeclaração, se puderem ter algum conteúdo impróprio para menores de 16 anos;
👪 vincular contas de menores de 16 anos aos perfis de seus responsáveis.
Essas medidas estão previstas no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que virou lei em setembro. Ele também ficou conhecido como Lei Felca porque a aprovação aconteceu depois da publicação de vídeo viral que tratou da adultização.
O ECA Digital obriga redes sociais a adotarem medidas razoáveis para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdo prejudicial, incluindo exploração sexual, violência, danos à saúde mental, pornografia e a promoção de bebidas alcoólicas, tabaco e jogos de azar.
Como a autodeclaração de idade está proibida, será o fim dos de bloqueios que podem ser burlados simplesmente ao clicar em “Sim, tenho mais de 18 anos”. Essa regra já existe no Reino Unido, onde o site de conteúdo adulto Pornhub perdeu 47% da audiência após melhorar a verificação de idade.
A verificação será regulamentada pelo Ministério da Justiça e deverá considerar o risco. Quanto mais prejudicial uma atividade pode ser para um usuário menor de idade, mais rígida será a verificação.
Em vez da autodeclaração, as plataformas têm métodos de verificação alternativos, incluindo:
👨💻 análise de comportamento, que faz estimativa de faixa etária com base na navegação do usuário;
🤳 envio de selfie, que chega à idade aproximada a partir de técnicas de reconhecimento facial;
🪪 envio de documentação, que registra a idade exata a partir da foto do CPF, por exemplo.
Plataformas que não demonstrarem estar agindo para proteger crianças e adolescentes poderão ser punidas com advertência, multa de até 10% do faturamento ou R$ 50 milhões por infração, suspensão ou proibição no Brasil.
Vai ter verificação para tudo?
A verificação de idade será obrigatória para atividades que oferecem risco.
Esta é a medida de maior impacto do ECA Digital na avaliação de Ricardo de Lins e Horta, diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
“Para saber quem é criança e adolescente usando o serviço digital, todo mundo tem que fazer aferição de idade, inclusive as pessoas adultas”, disse Lins e Horta.
“Para ficar bem claro, boa parte da internet não requer aferição de idade. Ninguém está estudando a possibilidade de fazer aferição de idade para acessar a Wikipédia ou um site de notícias”, afirmou.
A vinculação com as contas dos pais será obrigatória para todos os menores de 16 anos. “Não se trata de proibir uma rede social com classificação indicativa para 14 anos, mas de pedir autorização parental”, explicou Lins e Horta.
Quem deve fazer a verificação de idade?
Lojas de aplicativos, como Google Play Store e App Store, e sistemas operacionais, como Windows, Android e iOS, serão responsáveis por fazer a verificação de idade. Mas aplicativos também deverão garantir a proteção de crianças e adolescentes.
“O ECA Digital deixou claro que, quando falamos de conteúdos e produtos impróprios ou inadequados para a idade, também deve haver a aferição no ponto do risco”, explicou Lins e Horta.
Isso significa que uma plataforma aberta a todos poderá fazer a verificação quando você acessar um recurso impróprio para crianças, por exemplo.
A aplicação da lei será monitorada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que fez um levantamento sobre diferentes ferramentas de verificação de idade na internet, como a inferência a partir do tipo de conteúdo acessado e a análise de documentos.
“Existe um debate entre as autoridades de proteção de dados para avaliar qual é o mecanismo mais adequado à luz do contexto em que aquele dado vai ser coletado e tratado”, disse Miriam Wimmer, integrante do Conselho Diretor da ANPD.
“A identificação da melhor estratégia vai depender também do tipo de atividade. Então, o mecanismo de verificação de idade em um site de pornografia vai ser diferente daquele de um site do governo federal, por exemplo”.
Como será o tratamento de dados?
A lei determina que a verificação de idade deverá garantir a privacidade dos usuários, destacou Luiz Felipe Monteiro, vice-presidente de Relações Institucionais da Unico, que oferece soluções de verificação de identidade.
“É essencial saber exatamente a data de nascimento? Em alguns casos, sim, em outros não. Por exemplo, plataformas de conteúdo adulto, bets, encontros, delivery de bebida alcoólica precisam [apenas] confirmar que a pessoa é maior de idade”, afirmou.
Essa abordagem faz parte do conceito chamado de Prova de Conhecimento Zero (Zero-Knowledge Proof). Em vez de saber o dia em que a pessoa nasceu, a plataforma receberia apenas um “sim” ou “não” para indicar se ela tem mais de 18 anos, por exemplo.
“Muitas dessas confirmações serão silenciosas, feitas com base em inferência de idade. Mas, por conta de a margem de erro ser alta, uma parte vai passar por soluções com algum passo a partir do usuário”.
“Estamos sempre tratando de três elementos. Qual é o nível de risco e precisão que precisa ser atendido? Qual é o nível de experiência que pretende ser apresentado? Quanto está sendo exigido de dados do usuário para tomar a decisão de idade?”, completou Monteiro.
A Lei Geral de Proteção de Dados exige que o tratamento de informações de crianças e adolescentes atenda ao princípio do melhor interesse, lembrou Maria Mello, coordenadora do Instituto Alana.
“Nada que configurar uso que vá contra esse melhor interesse pode estar envolvido numa solução de garantia etária. Senão, a gente corre o risco de, em vez de proteger essas crianças, fazer com que elas sejam objeto de exploração comercial, por exemplo”, afirmou.
O que mais diz o ECA Digital?
Além da verificação de idade e da vinculação de contas, o ECA Digital também:
🎮 proíbe caixas de recompensas (loot boxes) em jogos direcionados ou com acesso provável por crianças e adolescentes;
📢 proíbe classificar crianças e adolescentes em grupos para direcionar publicidade a eles;
💵 proíbe a monetização e o impulsionamento de conteúdos que retratem crianças e adolescentes de forma erotizada ou sexualmente sugestiva;
🔎 exige que plataformas tenham ferramentas acessíveis que permitam a supervisão da atividade de crianças e adolescentes e tenham, por padrão, níveis mais altos de proteção;
⚠️ obriga plataformas a remover e comunicar para autoridades casos de conteúdos de aparente exploração ou abuso sexual, sequestro e aliciamento, além de manter dados para apoiar a investigação;
📈 exige que plataformas com mais de 1 milhão de usuários publiquem relatórios semestrais de transparência para detalhar números de denúncias recebidas e de casos moderação de conteúdo, por exemplo.
Verificação sozinha não resolve
A criação do ECA Digital traz melhorias, mas elas não funcionam de forma isolada, avaliou Maria Mello, do Instituto Alana.
“O mecanismo de aferição de idade é um ponto importante, mas sozinho não vai funcionar”, afirmou. “Precisa estar articulado com outras iniciativas de proteção que estão na lei e que pensam nessa proteção de uma maneira muito integral”.
“É preciso olhar para tudo que está previsto também em relação à educação midiática na lei para que você tenha uma ampliação do pensamento crítico, da autonomia dos usuários”.
A lei determina, por exemplo, que os controles de supervisão parental nas redes sociais devem garantir a promoção de educação digital que trate do uso seguro de produtos ou serviços de tecnologia da informação.
Lins e Horta, diretor do Ministério da Justiça, disse que o objetivo de regras como a verificação de idade é empoderar famílias e envolvê-las em um debate sobre proteção de jovens na internet.
“Se, no momento de baixar um aplicativo no celular de uma criança ou um adolescente que não tem idade, eu chamar os pais e as mães para os controles parentais, isso já vai ser um impacto altamente benéfico”, afirmou.
Prefeito de Passos, Diego Oliveira – Foto: reprodução
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) expediu Recomendação ao prefeito de Passos (MG), Diego Oliveira, para que não utilize servidores públicos ou qualquer recurso da administração municipal na produção de conteúdo para redes sociais privadas.
Assinada pela Promotoria de Justiça de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Passos, a Recomendação é resultado de uma representação recebida pelo MPMG, apontando possíveis atos de improbidade administrativa.
Segundo o documento, há indícios de que funcionário da prefeitura estaria sendo empregado para alimentar as redes sociais pessoais do prefeito, o que configura uso indevido de recursos públicos.
Apurações iniciais do MPMG indicaram, por meio de depoimentos, que um servidor terceirizado seria o responsável pela produção dos vídeos publicados nas redes sociais privadas do chefe do executivo municipal.
Diante da gravidade da situação e da necessidade de interromper imediatamente a prática, o promotor de Justiça Paulo Frank Pinto Junior recomendou que o prefeito se abstenha de usar servidores e recursos públicos para fins privados.
Já o controlador-geral do município foi orientado a utilizar os instrumentos de controle interno para fazer cessar o ilícito e encaminhar ao Ministério Público, no prazo de 10 dias, informações sobre as medidas adotadas.
Pai de adolescente que morreu durante jogo de futsal em Pouso Alegre pede inclusão de primeiros socorros nas escolas – Foto: redes sociais
O pai do adolescente de 17 anos que morreu após passar mal no fim da tarde do último dia 16, durante uma partida de futebol em Pouso Alegre (MG), no Sul do estado, utilizou suas redes sociais para fazer um apelo. Vitor Oliveira disse que é necessária “uma lei o mais rápido possível para garantir na grade do ensino fundamental a matéria de primeiros socorros”.
Vitor Anastácio Neto passou mal quando jogava futsal na quadra do Ginásio Bandolim, localizada na região central da cidade. Testemunhas relataram que Vitor caiu de repente. Ele conseguiu se sentar, mas, em seguida, teve uma crise convulsiva e sofreu uma parada cardiorrespiratória.
O adolescente foi levado para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio e morreu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde. A princípio, a causa da morte é tratada como mal súbito.
“Infelizmente, todos os jovens que estavam na quadra ficaram desesperados e sem saber o que fazer, sem saber identificar o que estava acontecendo com meu filho. Ficaram nervosos, com medo e em choque, pois queriam ajudar, mas não sabiam como. O que estava ao alcance deles, eles fizeram, que foi pedir socorro”, escreveu o pai em seu perfil no Facebook, no último domingo (19/10).
A partir daí, Vitor Oliveira defendeu a necessidade de haver a matéria de primeiros socorros nas escolas públicas do país e chamou a atenção dos governos municipal e estadual para avaliação do tema.
“O que a minha família está passando, não desejo à família de ninguém. O luto é de todos nós. Amanhã pode ser o filho de alguém. Compartilhem este post e me ajudem a chegar às autoridades competentes”, concluiu.
Há quem encontre o propósito da vida em uma experiência marcante, em um encontro inesperado — ou até em um simples vídeo gravado antes de ir trabalhar. Foi assim com Guilherme Rodrigues Leal, de 37 anos, que hoje dedica suas redes sociais a espalhar mensagens de fé e esperança para milhares de pessoas.
Com mais de 63 mil seguidores no Instagram (@guilhermeleal.oficial), Guilherme compartilha orações e reflexões que tocam corações e inspiram pessoas a se reaproximarem de Deus.
Tudo começou, segundo ele, em um momento de transformação pessoal.
“O que me inspirou foi o momento que estou vivendo que está voltado completamente para Deus. E um dia vendo o Rosário do Frei Gilson, antes de ir trabalhar eu gravei um vídeo fazendo um Pai, do filho, do Espírito Santo, amém e que viralizou. Aí senti no meu coração e em orações com Deus que seria minha missão com o criador. Fazer todo dia uma oração que passe a palavra do senhor de uma forma que todos entendam e recebam da melhor forma possível.”
Desde então, ele mantém o compromisso de evangelizar diariamente. Para Guilherme, a motivação é simples, mas profunda.
“O que mais me motiva é saber que estou passando a palavra de Deus. Que estou servindo bem ao nosso criador.”
“Viver sem Deus não faz sentido algum”
A caminhada espiritual de Guilherme nasceu depois de um período difícil, marcado por excessos e por uma sensação constante de vazio.
“Eu sou exemplo vivo. Viver sem Deus não faz sentido algum. Só faz você ter uma vida vazia e rasa. Vivia uma vida antigamente que me levava para muitas festas, para muita diversão, muita bebida e que me levaram para um fundo do poço com muitas dívidas, problemas, stress e coisas ruins. Só atraia coisas ruins para mim, que só me afundava mais e mais. Depois que enxerguei Deus de verdade depois de só ele conseguir me tirar do fundo do poço, minha vida virou uma luz completa. Não sinto stress mais, não atraio mais problemas e consegui uma paz espiritual que está sendo a coisa mais valiosa para mim nesse mundo.”
Essa mudança o fez enxergar sentido não apenas em sua própria vida, mas também na de quem o acompanha. Todos os dias, Guilherme recebe mensagens de pessoas que foram tocadas por suas palavras.
“Estou recebendo diversos depoimentos de pessoas que através dos meus vídeos, estão mais próximos agora de Deus e muitos estão passando a palavra também. E isso não tem preço para mim. Ver que estou ajudando outras pessoas a melhorarem seu lado espiritual e consequentemente a sua vida.”
Fé, resiliência e mansidão diante das críticas
O trabalho de evangelização também vem acompanhado de críticas. Mesmo assim, Guilherme segue firme, sem se deixar abater.
“Críticas sempre irão existir. Mas lido com amor e mansidão com quem pensa diferente, respeitando a opinião de cada um.”
Nas dificuldades, ele se apoia em uma mensagem bíblica que considera a base de sua missão.
“O Espírito de Deus, que ressuscitou Jesus, habita em você.”
E quando o cansaço ou as adversidades o fazem pensar em desistir, ele se lembra dos pedidos de ajuda que recebe todos os dias.
“A todo momento recebo pessoas pedindo orações por diversos motivos. A maioria bem complicados em relação a saúde ou da sua vida ou de alguém próximo. Isso te faz buscar cada vez mais fé para aguentar essa batalha espiritual.”
“Busque a Deus incansavelmente todos os dias”
Com sua trajetória marcada por superação e fé, Guilherme faz questão de deixar uma mensagem àqueles que estão distantes de Deus:
“Busque a Deus incansavelmente todos os dias. Comece estudando sobre ele um pouco todos os dias. É deste estudo tirar alguma reflexão. Depois vai aumentando os estudos e começando a fazer suas próprias orações. Depois vai aumentando sua intimidade com Deus e vai orando e conversando com ele a todo momento do seu dia. Chegando nessa etapa você vai sentir a presença do Espírito Santo em você em todas as suas ações. Fazendo a sua vida ser guiada pelo senhor. O segredo é sempre buscar mais e mais para suportar a batalha espiritual que só aumenta de acordo com que sua fé aumenta.”
Hoje, o que começou como um simples vídeo se transformou em uma missão que alcança milhares de pessoas todos os dias — um testemunho de fé que atravessa telas e transforma vidas.
Influenciador maranhense e Bernardo Langlott se seguem nas redes sociais: “admiração mútua!” – Foto: redes sociais
Na tarde de hoje, o influenciador digital maranhense Carlos Daniel Rodrigues (@daniel.arodriguess) e o ator carioca Bernardo Langlott (@bernardolanglott) se seguiram nas redes sociais. Logo nossas fontes descobriram que os artistas são fãs um do outro e a admiração é mútua.
Bernardo Langlott é uma personalidade da mídia nacional e é ex de celebridades.
Alvo de paparazzi Bernardo tem 42 anos e já está acostumado com o interesse da mídia em sua vida pessoal. Carlos Daniel é influenciador digital, tem apenas 25 anos e é um sucesso na web compartilhando seu dia a dia com muito humor e comédia.
Procuramos a Assessoria dos artistas que não nos retornou até o fechamento dessa matéria. Quem aí já quer um vídeo com esses grandões da web?!
De Alpinópolis (MG) para o mundo digital: com muita criatividade e zero complicação, Janine e o pequeno João Miguel, de apenas 4 anos, vêm conquistando corações na internet com jogos e atividades que provam que a diversão não precisa custar caro.
No Instagram (@atividades_joaomiguel), onde já reúnem quase 6 mil seguidores, e no TikTok (@atividadesjoaomiguel), com mais de 5 mil fãs, mãe e filho compartilham brincadeiras acessíveis, feitas com materiais simples do dia a dia, mas carregadas de alegria. E o sucesso é tanto que um dos vídeos ultrapassou a marca impressionante de 20 milhões de visualizações, acumulando mais de 300 mil curtidas entre as plataformas.
Brincar sem gastar muito? Eles mostram como
Mãe e filho de Alpinópolis transformam brincadeiras simples em sucesso nas redes sociais e animam até festas da cidade – Foto: reprodução/redes sociais
A proposta é simples e encantadora: transformar momentos em família em experiências inesquecíveis, sem precisar de grandes investimentos. O que começou como uma forma de entreter João Miguel em casa, cresceu e se tornou inspiração para famílias não só de Alpinópolis, mas de todo o Brasil.
E não para por aí. Além do universo online, Janine e João Miguel também levam seus jogos para o mundo offline. Festas de aniversário, encontros de família, eventos comunitários e até mesmo atividades de rua já ganharam o toque especial da dupla. Com valores a partir de R$150, eles organizam brincadeiras que vão de desafios divertidos a dinâmicas para todas as idades — de crianças a idosos.
Presença marcada na cidade
Quem passa pela Praça São Benedito, em Alpinópolis, já deve ter visto o brilho da dupla aos domingos, animando a feira da cidade com jogos que fazem adultos voltarem a ser crianças. Durante a semana, também marcam presença em outras praças e eventos locais, sempre levando inclusão, diversão e momentos de qualidade para a comunidade.
De vídeos virais à praça da cidade, mãe e filho seguem mostrando que a verdadeira mágica está na simplicidade — e que, quando feita com amor, até a brincadeira mais simples pode se tornar inesquecível.
Justiça mantém decisão que proíbe trabalho de crianças influencers em redes sociais – Foto: reprodução
A Justiça do Trabalho negou um pedido de liminar (provisório) apresentado pelo Facebook e Instagram e manteve a decisão que proíbe a veiculação de trabalho infantil artístico em suas plataformas sem autorização judicial prévia, sob pena de multa diária de R$ 50 mil por criança ou adolescente encontrado em situação irregular.
Na decisão, a desembargadora Fernanda Oliva Cobra Valdivia destacou que as plataformas digitais funcionam como ambiente de trabalho remunerado, já que são usadas por marcas para contratar usuários e monetizar conteúdos.
Segundo ela, cabe à Justiça do Trabalho analisar o caso, e o MPT tem legitimidade para atuar na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
A magistrada ressaltou que a exigência de alvará judicial não interfere indevidamente na criação de conteúdo, mas cumpre a função legal de garantir proteção integral, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Não será certamente uma decisão tomada na velocidade de um clique. O alvará judicial revela-se como meio jurisdicional apropriado a autorizar, ou não, o trabalho infantil artístico”, afirmou. A decisão determinando a proibição tinha sido concedida pela 7ª Vara do Trabalho de São Paulo e atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Ministério Público de São Paulo.
Os órgãos também pedem R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos, além da adoção de medidas de controle nas suas plataformas, como implantação de filtros e sistemas capazes de identificar conteúdos com participação de crianças e adolescentes sem alvará judicial e exigi-los.
A desembargadora também rejeitou os argumentos das plataformas sobre dificuldades técnicas para cumprir a determinação. Para ela, não é aceitável que “um gigante da tecnologia que opera em escala global” não tenha recursos para implementar filtros e mecanismos adequados.
O MPT apresentou no processo cópia de inquérito civil que aponta a existência de perfis de crianças e adolescentes com atuação comercial no Facebook e no Instagram.
A magistrada destacou que a prática viola o artigo 149 do ECA, o artigo 7º, inciso XXXIII, da Constituição Federal — que proíbe trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e qualquer trabalho a menores de 16, salvo na condição de aprendiz.
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