Jornal Folha Regional

Zema apresenta principais demandas de Minas Gerais para Lula

O governador Romeu Zema participou, nesta sexta-feira (27), do encontro de governadores com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. A convite do governo federal, os representantes do executivo de cada ente federativo tiveram a oportunidade de apresentar as principais demandas do estado e discutir propostas com a União. 

O governador entregou um ofício à presidência elencando prioridades para o estado, como as questões de infraestrutura, essenciais para os mineiros. 

“A infraestrutura das rodovias federais que cruzam o estado deixam muito a desejar e estão em situação ruim. Queremos que essas estradas sejam recuperadas o quanto antes, entre elas a BR-262, a 040 e a 381, que são vias federais que precisam de investimento e melhorias. A segunda parte é a região do semiárido mineiro que precisa ser atendida com relação a obras que estão há décadas paralisadas. Por exemplo, Berizal e Jequitaí, que são duas represas fundamentais para o progresso do Norte de Minas e não foram concluídas”, afirma o governador.

Continuidade de projetos

Romeu Zema também solicitou ao governo federal a continuidade de projetos que já estavam em andamento em parceria com a gestão anterior. “Queremos agilidade do governo federal em programas que estão em andamento, como o metrô de Belo Horizonte, que já foi concedido, e também o Regime de Recuperação Fiscal que já está avançado na Secretaria do Tesouro Nacional e que vai possibilitar um equilíbrio nas contas do estado”, disse. 

“Além disso, temos ainda o ponto principal, que é a conclusão do acordo do Termo de Reparação referente à tragédia do rompimento de barragem em Mariana. São pontos fundamentais para o povo mineiro, pois vai possibilitar que obras importantes sejam executadas, principalmente na região da bacia do Rio Doce, já que a maior parte desse recurso será destinado para estas cidades. Espírito Santo, Minas Gerais e União estão com tratativas avançadas e queremos que o Governo Federal encerre esse processo, que será bom para ambas as partes”, finalizou Zema. 

Diálogo

A reunião foi o segundo compromisso do governador ao longo de dois dias de agenda de trabalho em Brasília. Na quinta-feira (26/1), ele participou do Fórum  Nacional de Governadores, que também contou com os chefes do executivo e representantes dos 27 estados brasileiros e do Distrito Federal. Os governadores debateram questões fiscais e econômicas dos estados e, também, sobre as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Zema perde prazo, e municípios podem ficar sem R$ 1,1 bilhão do Fundeb

O governo de Minas Gerais perdeu o prazo de dois anos para atualizar a legislação estadual conforme as regras do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb), aprovado pelo Congresso em agosto de 2020. A Associação Mineira de Municípios (AMM) estima que as 853 cidades deixem de receber cerca de R$ 1,1 bilhão no ano que vem porque o governo não alterou a legislação.

A Emenda Constitucional 108/2020, que criou o novo Fundeb, instituiu o chamado ICMS Educacional. O percentual do “critério educação” para repasse aos municípios subiu de 2% para, no mínimo, 10%, e o parâmetro passou a ser a melhoria dos indicadores de aprendizagem dos estudantes.

Na prática, a mudança faz com que as prefeituras com melhores índices de ensino recebam uma fatia maior do ICMS, o que funciona como um mecanismo de incentivo para que os municípios melhorem a qualidade da educação ofertada.

Como Minas não aprovou o aumento do ICMS Educacional para 10% nem a mudança do critério para a melhoria da aprendizagem, os municípios mineiros não poderão disputar o recurso do governo federal da complementação do Valor Aluno Ano por Resultados (VAAR) com as prefeituras de outros Estados.

Dos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal, apenas Minas e o Rio de Janeiro não aprovaram as mudanças necessárias. Atualmente, o governo mineiro repassa 25% do que arrecada com o ICMS para os municípios. O cálculo de quanto cada prefeitura recebe leva em conta uma série de fatores, mas 2% devem ser transferidos com base no “critério educação”, que considera o número de matrículas em relação à capacidade de atendimento da rede municipal de ensino de cada cidade.

Além de não aumentar o incentivo para que as prefeituras melhorem o aprendizado dos alunos da educação básica – educação infantil, ensino fundamental e ensino médio –, a ausência de uma nova lei estadual fará com que os municípios mineiros deixem de receber parte da complementação do Fundeb.

O presidente da AMM e prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius Bizarro (sem partido), enviou ofício à Secretaria do Estado de Educação (SEE) cobrando a aprovação do aumento do ICMS Educacional para 10% e a mudança do critério para melhoria do aprendizado. O ofício também acusa o governo de Minas de improbidade administrativa.

“Além do descumprimento do dispositivo constitucional pelo Estado, há evidente ocorrência de improbidade administrativa por omissão do agente público, deixando de praticar o ato, causando danos à administração pública e à população dos municípios”, argumenta o presidente da AMM no documento.

Para Bizarro, “a situação preocupa os municípios, pois, com essa insegurança jurídica, fica imprevisível a forma correta de aplicação dos recursos do ICMS, o que pode inviabilizar juridicamente as administrações”. 

A preocupação do presidente da AMM é com os “severos índices de evasão” e o déficit de aprendizagem causado pela pandemia. Bizarro lembrou que o Ministério da Educação deu um ultimato até 30 de novembro para que Minas apresentasse a legislação do ICMS. Apesar do prazo, duas propostas na ALMG sobre o assunto sequer passaram por comissões temáticas.

Votação de projetos só no ano que vem

O prazo para aprovação do novo Fundeb venceu e as adequações necessárias ainda não foram votadas pela Assembleia Legislativa. Dois projetos, propostos pelos deputados Zé Guilherme (PP) e Beatriz Cerqueira (PT), aguardam para serem analisados nas comissões temáticas. 

No último dia 20, as propostas foram anexadas, mas ainda não começaram a tramitar nas comissões. Agora, só a partir de fevereiro, na nova legislatura, já que, na sexta-feira, foi realizada a última sessão do ano na Casa. 

O governo de Minas, por meio de nota, informou que apoia o PL 3.903/2022, do deputado Zé Guilherme (PP). “O Executivo acompanha a tramitação do projeto, já está em contato com o Tribunal de Contas do Estado e, assim que for aprovado, o assunto será deliberado com os municípios”, diz a nota.

A promotora de Justiça Ana Carolina Coelho, que coordena o grupo de Defesa da Educação do Ministério Público de Minas Gerais, afirma que diversos municípios estão se movimentando para atender às exigências para concorrer à complementação do Valor Aluno Ano por Resultados (VAAR). Porém, ela pontua que a não atualização da lei estadual pode desestimular as prefeituras, já que esta também é uma das condições para receber o recurso.

“Temos que pensar o ICMS Educacional como uma oportunidade porque é uma discussão de receita (para os municípios). Não podemos abrir mão dessa oportunidade principalmente no momento em que nós vivemos, um pós-pandemia de déficit severo de aprendizagem e índices alarmantes de evasão escolar”, disse.

Eduardo Costa desiste de ser vice de Romeu Zema

Em vídeo divulgado nas redes sociais na última segunda-feira (1º), o jornalista Eduardo Costa (Cidadania) disse que não será vice na chapa do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à reeleição.

Com a decisão, Zema deve concorrer com chapa pura. Durante a convenção estadual do Novo, em 23 de julho, a sigla confirmou que caso não fosse possível ter o radialista como vice, o indicado seria o ex-secretário-geral do Estado, Mateus Simões (Novo). O partido apoiará o deputado Marcelo Aro (PP) ao Senado.

Eduardo Costa afirmou que ficou honrado com o convite de Zema para que integrasse a chapa e teria aceitado “na hora”. O jornalista disse ainda que seu partido, o Cidadania, “fez de tudo” para que a aliança fosse firmada, mas o PSDB teria sido contra. 

Os 2 partidos formam uma federação e os tucanos deveriam concordar com a decisão de que Costa fosse indicado a vice-governador. O PSDB, no entanto, deve lançar o ex-deputado Marcus Pestana como candidato ao Palácio Tiradentes.

No vídeo, Eduardo Costa critica o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), com quem diz não querer conviver. 

“Eu não tenho memória curta. Eu lembro daquela história da mala de dinheiro e daquele áudio que rodou o Brasil. Que se não vier pode tomar qualquer atitude”, disse o jornalista. É uma alusão à acusação de que Aécio teria recebido R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, da JBS, em 2017. 

O presidente estadual do PSDB, o deputado Paulo Abi-Ackel, também foi criticado por Costa. O jornalista lembra que o tucano é filho de Ibrahim Abi-Ackel, ex-ministro da Justiça do governo de João Figueiredo, último presidente da ditadura militar.  

“O PSDB, de Paulinho Abi-Ackel, filho do ministro da Justiça e relações preciosas com a ditadura, não, não dá para conviver com essa gente”, disse o radialista.

Ao lado de Zema e Isadora Murta, Miss Minas Gerais Kids tem dia de princesa no Palácio Tiradentes

O Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, recebeu uma princesa na tarde da última terça-feira (12): a Miss Minas Gerais Kids, Maria Eduarda, de 4 anos. A menina, que vai representar o Estado no Miss Brasil Kids, em 12 de outubro, foi recepcionada pelo governador Romeu Zema (Novo).

A mãe de Duda, Adriana Barbosa, contou que o encontro foi muito importante para a criança, que recentemente recebeu ataques racistas nas redes sociais.

“Foi sensacional! Ela se sentiu muito à vontade. Estava feliz, soltinha, fazendo pose. Foi algo muito bom, em meio ao turbilhão de coisas pelas quais estamos passando”, afirma.

Segundo Adriana, muitos que estavam no local reconheceram Maria Eduarda e pediram para tirar fotos. “Ela realmente se sentiu em um palácio”, diz ela.

Conheça a história de Duda

Maria Eduarda foi conduzida para o universo das passarelas pela mãe, Adriana Barbosa, após achar que jamais poderia ser princesa por não ter o “cabelo caído”.

Foi no começo do ano que Duda, natural de Sabará, na região metropolitana, estava assistindo a um desenho na TV e contou para a mãe o desejo de ser uma princesa. Adriana disse para a filha que compraria um vestido para ela. A resposta da menina, porém, fez a mãe fazer de tudo para empoderar a criança: Maria Eduarda afirmou que uma roupa de princesa “não adiantaria”, pois o cabelo dela continuaria o mesmo.

“Comecei a buscar referências para mostrar para ela. Porém, mesmo princesas com cabelo cacheado não tinham o ‘black’. Foi aí que pensei que o jeito seria transformar a minha filha em uma princesa, como ela é, para ser referência para outras meninas”, conta a mãe de Duda.

Adriana tratou de inscrever a filha no Miss Minas Gerais Kids. No começo, pelo fato de a menina não ter experiência no universo da moda, a mãe não acreditava que o prêmio viria. Ela estava enganada.

“Fiquei muito feliz e grata por ela ter vencido o concurso. Quis mostrar para a minha filha que ela não precisa limitar os sonhos dela. Se ela lutar, pode ser o que quiser. O que não desejo é que ela deixe de fazer alguma coisa por achar que não pertence àquilo”, afirma Adriana.

Segundo a mãe de Duda, a menina já chegou a chorar por afirmarem que o cabelo dela é “duro”. “Já falaram para eu passar química no cabelo dela, para trançar. Já teve vez de eu acabar de lavar e falarem para eu arrumar o cabelo dela, que precisava ser ‘domado’. Porém, o que quero mostrar para minha filha é que, por mais que a sociedade até estabeleça um ‘padrão’, ela pode romper barreiras e ser exemplo para outras meninas”, diz Adriana.

Todo esse trabalho deu tão certo que, atualmente, Duda, que antes queria ser como as princesas, hoje já até costuma dizer: “As princesas podiam arrumar o cabelo igual ao meu”. (O Tempo)

Romeu Zema anuncia repasse de R$4,9 milhões a mais por ano para a Santa Casa de Passos

Valor foi reajustado devido a implantação do Valora Minas, que investirá mais recursos para a saúde dos mineiros.

O governador Romeu Zema (Novo), está cumprindo agenda de trabalho nesta quinta-feira (7) em Passos, onde anunciou recursos para a Saúde do município, entre eles R$ 850,8 mil para a retomada da obra de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), além de R$ 4,9 milhões em recursos para a Santa Casa de Misericórdia pela nova política do Valora Minas, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

Na próxima sexta-feira, 8, ainda em Passos, Romeu Zema se reúne, às 8h45, com docentes nomeados para atuação na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) – Unidade Passos. Foram 23 empossados neste ano e 48 em 2020, e há novo concurso em andamento.

De lá, Romeu Zema segue para São Sebastião do Paraíso, onde anuncia, às 15h, a implementação do Campus UFLA (Universidade Federal de Lavras) na cidade, com previsão de quatro cursos de graduação e um curso de pós-graduação, todos focados em inovação, ciência e tecnologia.

O prefeito de Alpinópolis, Rafael Freire (PSB), esteve na Câmara Municipal de Passos no  encontro com o governador e apresentou as demandas de Alpinópolis e da região.

“Aproveitei a oportunidade para entregar ao governador um kit da Cachaça Opção, do alpinopolense Cássio Araújo, cultivada há 7 anos num barril de carvalho e que possui um processo especial em sua fabricação, repetindo o gesto de sempre levar os nossos produtos por onde eu for. Também entreguei em mãos um ofício do Centro Acadêmico do Curso de Direito da UEMG, campus Passos, sendo um dos pedidos, a realização de concurso público para o curso, valorizando nossos professores e alunos”, informou Rafael.

Na ocasião o executivo protocolou um ofício com as demandas de Alpinópolis, dentre eles, mais investimentos para a saúde, infraestrutura rural e educação.

Governo de Minas pode diminuir preço do gás de cozinha, diz Zema

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (4), que avalia redução do preço do gás de cozinha no Estado.

“Queremos muito que, caso a situação venha a permitir, haja uma redução principalmente naquilo que é essencial, o gás de cozinha. No nosso ponto de vista, ele é algo muito mais importante do que gasolina. Gasolina se coloca em BMW, em Mercedes, agora o gás de cozinha toda família usa, então beneficiaria toda a sociedade. E muito mais aqueles que ganham menos, porque a representatividade do consumo de gás na renda é maior”, disse o governador. Ele também destacou a importância do produto para bares e restaurantes, um dos setores mais afetados pela pandemia. 

Questionado pela reportagem, o governo de Minas detalhou que, atualmente, o ICMS, imposto estadual, corresponde a cerca de 18% do preço final do gás, enquanto a distribuição e a venda respondem por 30,6% e a política de preços da Petrobras, 51,4%. 

“As restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determinam medidas de compensação em caso de perda de receita, por isso, não é possível a redução imediata de impostos. Apesar disso, o Governo de Minas estuda ações para reduzir o impacto do consumo de gás de cozinha no orçamento das famílias mineiras”, completa a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MG), por meio de nota. 

O professor de planejamento tributário do Ibmec Antônio Paulo Machado avalia que a redução do ICMS seria uma medida positiva, mas pondera que ações como direcionamento de benefícios de compra para a população mais vulnerável pode ter efeitos mais significativos. “Do ponto de vista, acredito mais no auxílio do que na redução da alíquota, porque a redução impacta a todos e há pessoas em condições diferentes. Dando o auxílio, você direciona os recursos. Ele deveria ser algo com prazo determinado e curto, apenas para socorrer as pessoas em maior necessidade neste momento”, conclui.  

Capitólio: Governo de Minas anuncia início do processo de tombamento dos Lagos de Furnas e Peixoto

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), anunciou, nesta quarta-feira (22), o início da instrução do processo administrativo de tombamento do Lago de Furnas e do Lago do Peixoto. O anúncio foi feito durante a 9ª reunião do Grupo de Trabalho de Furnas, promovida em Capitólio, que contou com a participação do governador Romeu Zema e do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. A medida vai proteger áreas, garantir as atividades turísticas e estimular geração de empregos e renda.

Em dezembro de 2020, a Assembleia Legislativa de Minas, por meio de emenda constitucional, acrescentou ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado o tombamento dos dois Lagos para fins de conservação.  Agora, o Iepha-MG irá instaurar o processo administrativo com os estudos necessários para a definição técnica das áreas e diretrizes de preservação.

A proposta aprovada pela Assembleia no ano passado, e adicionada à Constituição mineira, fixa limites mínimos para os níveis dos lagos de Furnas e Peixoto, utilizados como fonte de energia hidrelétrica. O intuito da proposta é “assegurar o uso múltiplo das águas para o desenvolvimento do turismo, da agricultura e da piscicultura, a par da geração de energia”. O limite do reservatório de Furnas ficou estabelecido em 762 metros acima do nível do mar, enquanto que em Peixoto é de 663 metros. O Governo de Minas apoia integralmente o estabelecimento deste limite mínimo. No entanto, o governo federal entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a norma.

O governador enfatizou que já foi a Brasília várias vezes para tratar do tema. “Este tombamento é um marco para Minas Gerais. Desde o início do meu governo assumi o compromisso de que a cota 762 seria respeitada. Infelizmente, recebemos a notícia de que o nível do lago foi reduzido. O problema é complexo, dentro do contexto do Brasil, que tem pecado, infelizmente, pela falta de planejamento. Vivemos um momento de escassez de chuvas e de consequente crise hídrica, que está se desdobrando para se tornar uma crise energética, um problema que deveria ter sido resolvido há 10, 15 anos”, afirmou.

O secretário Leônidas Oliveira (Secult) participou presencialmente do evento, em Capitólio, no Sul de Minas (Marco Evangelista / Imprensa MG)

Desenvolvimento sustentável do turismo e da economia

O lago de Furnas é a maior extensão de água do estado, com 1.440 km² – quatro vezes a Baía de Guanabara. Ele banha 39 municípios, formando lagos, cachoeiras, balneários e piscinas naturais. Para que atividades como navegação, turismo, piscicultura e produção agrícola possam ser desenvolvidas sem prejuízos pelos municípios, é necessário que se mantenha o nível do lago com o mínimo de 762 metros de profundidade.

“A abertura do processo de tombamento já significa proteção preliminar e administrativa do lago. É o primeiro passo para o tombamento integral pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, órgão responsável pela memória cultural material e imaterial do Estado. Com essa medida, balizada pela Constituição Federal do Brasil, os lagos se juntam aos bens de relevância para o estado, como Ouro Preto, Pampulha, Sabará e os mais de 4 mil bens tutelados pelo Iepha. A proteção administrativa é a garantia legal de que o Mar de Minas, suas paisagens, modos de uso e história devem ser protegidos e cuidados. Essa medida, somada à PEC 106, acredito que dificilmente poderá ser contestada em instâncias legais, visto que é dever do Estado de Minas Gerais, pela Constituição Federal do Brasil, inventariar, proteger e tombar seus bens”, afirmou o secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

No evento, o presidente do Iepha assinou o termo de início da instrução do processo administrativo de tombamento dos Lagos de Furnas e Peixoto. “O tombamento administrativo de Furnas e Peixoto traz uma nova força para um tombamento constitucional que já havia sido estabelecido. Com isso, regularizamos o processo, iniciamos a construção de critérios, a delimitação de áreas, o entendimento maior de como essa paisagem cultural estrturada por volta da década de 1960 tem sido afetada pela redução dos níveis dos lagos. Com isso, o Iepha passa a ser um dos agentes prioritários na proteção dessa área, e na formulação de um entendimento de como aproveitar as águas de maneira mais sustentável, tanto para a produção de energia como para a vida, envolvendo processos econômicos e culturais”, ressaltou Felipe Pires.

Durante os estudos serão promovidos diálogos com outras instituições federais, municipais e estaduais e com a população no intuito de buscar informações que possam auxiliar na construção do documento. O dossiê de tombamento, que será coordenado pelo Iepha-MG, irá estabelecer perímetros e diretrizes de proteção, para permitir a preservação e o monitoramento da área dos lagos. Questões importantes devem ser levadas em consideração para elaboração das diretrizes de ocupação e fruição do local. São temas que estão relacionados às áreas mais demandadas pelo turismo no entorno dos lagos, a ocupação de bares, restaurantes e à paisagem natural na área.

Atualmente, Minas Gerais possui doze bens protegidos por tombamento por meio do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado. 

O dossiê, assim que definido, será encaminhado ao Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais (Conep), para deliberação e prosseguimento das demais etapas. 

A 9ª Reunião do GT de Furnas foi transmitida ao vivo pelo canal da Secult no Youtube. Assista clicando aqui.

GT em Prol dos Lagos de Furnas e Peixoto

Formado em dezembro de 2020, o Grupo de Trabalho (GT) em Prol dos Lagos de Furnas e Peixoto foi criado a partir da Resolução Conjunta Nº 18 entre as Secretarias de Estado de Cultura e Turismo (Secult), de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), de Desenvolvimento Econômico (SEDE), e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM). O GT destina-se a promover estudos referentes à manutenção, preservação e promoção do Lago de Furnas e do uso múltiplo de suas águas, para a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico e turístico de Minas Gerais.

O coletivo propõe a participação de representante de cada um dos seguintes órgãos do poder público: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult); Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); Secretaria de Estado Desenvolvimento Econômico (Sede); Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam); Secretaria de Estado de Governo (Segov); Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG); Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG); Marinha do Brasil; Ministério do Turismo; Furnas Centrais Elétricas; Ministério do Desenvolvimento Regional; Ministério de Minas e Energia; e Universidade Federal de Alfenas (Ufal).

Da sociedade civil, o GT sugere que participem um representante de cada uma das seguintes entidades: Instâncias de Governança Regionais Lago de Furnas, Grutas e Mar de Minas, Nascentes das Gerais e Canastra, Montanhas Cafeeiras, Vale Verde e Quedas D’água e Caminhos das Gerais; Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago); Movimento Pró Furnas 762; Movimento Pró Peixoto 663 e Grupo Todos por Furnas.

O GT é coordenado por um representante da Secult e, em caso de sua ausência, pelo representante da Semad. O coordenador poderá convidar representantes de órgãos e entidades públicas e privadas, além de pesquisadores e especialistas, quando necessário, para subsidiar tecnicamente os trabalhos do grupo.

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