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Jornal Folha Regional

Família procura homem de 53 anos desaparecido há cinco dias em Passos

Família procura homem de 53 anos desaparecido há cinco dias em Passos – Foto: arquivo familiar

A família de Agostinho Moreira Junior, de 53 anos, está em busca de informações que possam ajudar a localizar o morador de Passos (MG), desaparecido desde o último domingo (27).

Segundo familiares, Agostinho mora com uma irmã em uma residência localizada na Rua Itajaí, nº 1.022, no bairro Vila Rica. Desde o desaparecimento, ele não retornou para casa e não deu mais notícias.

Ainda conforme a família, Agostinho faz uso esporádico e excessivo de bebida alcoólica, o que aumenta a preocupação com seu paradeiro.

Os familiares pedem que qualquer pessoa que tenha visto Agostinho ou possua alguma informação sobre sua localização entre em contato pelo telefone (35) 99893-7448.

A colaboração da população pode ser fundamental para ajudar a família a encontrá-lo.

Corpo em avançado estado de decomposição e com mãos e pés amarrados é encontrado em açude de Alfenas

Corpo em avançado estado de decomposição e com mãos e pés amarrados é encontrado em açude de Alfenas – Foto: Redes sociais

A Polícia Civil investiga a morte de um homem encontrado na tarde desta quarta-feira (1º) em um açude localizado no Residencial Oliveira, em Alfenas, no Sul de Minas. O corpo, que estava em avançado estado de decomposição, apresentava sinais de violência e foi localizado com os pés e as mãos amarrados.

A vítima ainda não teve a identidade confirmada. Na tentativa de facilitar o reconhecimento, foi divulgada a imagem de uma tatuagem existente no corpo, para que familiares ou pessoas que conheçam o homem possam auxiliar na identificação.

O cadáver foi avistado por moradores enquanto boiava na água. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foi acionado e, após a chegada da perícia da Polícia Civil, a área foi isolada para os procedimentos técnicos.

Concluídos os trabalhos periciais, os bombeiros realizaram a retirada do corpo do açude.

As circunstâncias do crime, assim como a motivação e a autoria, seguem sendo apuradas pela Delegacia Regional da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Piumhi conquista, pela primeira vez, classificação de Município Turístico

Piumhi conquista, pela primeira vez, classificação de Município Turístico – Foto: reprodução

Piumhi (MG) alcançou um marco inédito em sua trajetória ao ser reconhecida, pela primeira vez, como Município Turístico, a mais elevada categoria do Mapa do Turismo Brasileiro. A certificação foi entregue durante a Assembleia Geral da Associação do Circuito Turístico Nascentes das Gerais e Canastra, realizada em Alpinópolis.

O certificado, concedido pelo Ministério do Turismo e com validade até 18 de junho de 2027, foi recebido pelo secretário municipal de Turismo e Cultura, Thiago Santos.

A classificação é destinada aos municípios que possuem atividade turística consolidada, infraestrutura voltada ao setor e relevância estratégica para o fortalecimento do turismo regional.

Segundo a Administração Municipal, o reconhecimento é resultado do trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Turismo e Cultura em conjunto com o Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), o trade turístico e demais parceiros envolvidos no desenvolvimento do setor.

Com o novo enquadramento, Piumhi passa a ocupar uma posição de maior destaque na região das Nascentes das Gerais e Canastra, além de ampliar sua visibilidade nos cenários estadual e nacional. O município também passa a reunir melhores condições para acessar programas, projetos e investimentos do Ministério do Turismo.

A expectativa é que a conquista contribua para fortalecer a economia local, incentivar a geração de emprego e renda e promover ainda mais os atrativos naturais, culturais e históricos de Piumhi.

Piumhi conquista, pela primeira vez, classificação de Município Turístico – Foto: reprodução

Motorista fica ferido após colisão entre veículos na MG-344, em Ibiraci

Motorista fica ferido após colisão entre veículos na MG-344, em Ibiraci – Foto: divulgação/PMRv

Um acidente de trânsito foi registrado na tarde da última quarta-feira (1º) na rodovia MG-344, em Ibiraci (MG). A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) por volta das 14h08, na altura do km 19 da rodovia.

Segundo as informações levantadas pelos militares no local, uma Fiat Strada teria atravessado repentinamente a pista, provocando a colisão com uma Fiat Ducato, que trafegava no sentido Claraval–Ibiraci.

Com a batida, o motorista da Fiat Strada sofreu ferimentos leves. Ele recebeu os primeiros atendimentos no local e, em seguida, foi encaminhado para avaliação médica.

O condutor da Fiat Ducato não se feriu.

Durante o atendimento da ocorrência, a rodovia permaneceu parcialmente sinalizada para garantir a segurança dos motoristas que passavam pelo trecho.

Após os trabalhos das equipes responsáveis e a conclusão dos procedimentos de praxe, os dois veículos foram liberados.

Projeto de Antônio Carlos Arantes que limita cachês de artistas a R$ 500 mil é aprovado em Minas

Proposta foi dos deputados Antônio Carlos Arantes e Professor Cleiton – Foto: Divulgação

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deu aval, em primeiro turno, ao projeto de lei que estabelece novas regras para a contratação de artistas em eventos financiados com recursos públicos. A proposta, de autoria dos deputados Antônio Carlos Arantes (PL) e Professor Cleiton (PV), foi aprovada por unanimidade nesta terça-feira (30), recebendo 43 votos favoráveis.

O principal ponto do texto é a criação de um teto de R$ 500 mil para o pagamento de cachês em apresentações custeadas, total ou parcialmente, com recursos estaduais ou municipais. O limite também se aplica quando houver participação indireta de dinheiro público na contratação.

Além do valor destinado ao artista, o projeto determina que o teto englobe despesas com transporte até a cidade onde ocorrerá o evento e alimentação dos contratados. Já os custos com hospedagem, produção local e deslocamento interno terão um limite específico, correspondente a até 10% do valor total da contratação.

Outra regra prevista é que eventos integralmente financiados com dinheiro público deverão ter entrada gratuita, ficando proibida a cobrança de ingressos.

O texto aprovado é um substitutivo elaborado pela Comissão de Cultura e ainda estabelece que o gasto com cada apresentação não poderá ultrapassar 1% da receita corrente líquida do município, independentemente das exceções previstas na proposta.

Durante a votação, o deputado Antônio Carlos Arantes afirmou que o objetivo é criar critérios para o uso dos recursos públicos na realização de eventos.

“Esse projeto busca criar normas, criar também teto, para esses eventos financiados com dinheiro público, principalmente shows. […] O que não pode é ter os abusos que têm tido hoje, de show custar R$ 1,5 milhão, R$ 2 milhões, em municípios onde muitas vezes falta recurso para áreas de saúde, educação, transporte”, declarou.

Situações em que o teto pode ser ampliado

O projeto prevê algumas exceções ao limite de R$ 500 mil. Durante o Carnaval e as comemorações de Ano Novo, o valor poderá ser acrescido em até 100%.

Nos eventos reconhecidos como de relevante interesse cultural para Minas Gerais, o teto poderá receber um aumento de até 10%.

Também estão previstos acréscimos conforme a capacidade financeira dos municípios:

  • até 20% para cidades com receita corrente líquida entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões;
  • até 40% para municípios com receita entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão;
  • até 60% para receitas entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões;
  • até 80% para municípios com receita corrente líquida superior a R$ 2 bilhões.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) também será considerado. Municípios com índice superior a 0,800 poderão ampliar o limite em até 10%, enquanto aqueles com IDHM inferior a 0,599 terão redução de até 30% no teto permitido.

Em todos os casos, permanece obrigatória a regra de que os investimentos em cada show não podem superar 1% da receita corrente líquida do município.

Penalidades

Caso as determinações sejam descumpridas, a proposta prevê a devolução integral dos recursos públicos utilizados, multa de até 20% sobre o valor do contrato, responsabilização administrativa e civil, além da possibilidade de enquadramento por improbidade administrativa quando houver previsão legal. O projeto também admite a rejeição das contas pelos órgãos de controle externo.

VÍDEO | Vídeo de cavalo puxando viatura da PM em estrada de barro é investigado no Sul de Minas

Um vídeo que mostra um cavalo sendo utilizado para retirar uma viatura da Polícia Militar atolada em uma estrada de terra passou a repercutir nas redes sociais e levou a corporação a abrir uma investigação interna. As imagens começaram a circular na quarta-feira (1º) e mostram o veículo preso na lama enquanto o animal, preso por uma corda, tenta puxá-lo sob incentivo de um cavaleiro.

Em nota, a Polícia Militar informou que o caso está sendo apurado pelo 20º Batalhão, sediado em Pouso Alegre, responsável pelo policiamento de 25 municípios do Sul de Minas. A corporação confirmou a instauração de um procedimento administrativo para esclarecer as circunstâncias do episódio, mas não revelou oficialmente em qual cidade a ocorrência foi registrada nem forneceu detalhes sobre a atuação dos policiais envolvidos.

Apesar da ausência de confirmação oficial, informações obtidas pelo portal Terra do Mandu indicam que a cena teria sido registrada em uma estrada do bairro Fazenda Velha, na zona rural de Estiva. O trecho é composto por estrada de terra e costuma apresentar dificuldades de tráfego durante períodos chuvosos, quando o barro e os atoleiros comprometem a circulação de veículos.

A gravação rapidamente dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto parte dos internautas encarou a situação como uma consequência das más condições da estrada, outros criticaram a utilização do cavalo para rebocar a viatura e levantaram questionamentos sobre o possível esforço imposto ao animal. O episódio também repercutiu entre defensores da causa animal.

Segundo a Polícia Militar, a investigação administrativa deverá esclarecer como ocorreu a utilização do cavalo, quem autorizou a medida, quais policiais participaram da ação e se os procedimentos adotados seguiram as normas da corporação. Também será analisado se havia outras alternativas para retirar a viatura do atoleiro, como o uso de guincho ou apoio de outro veículo.

Até o momento, a PM não informou se o cavalo sofreu ferimentos, se a viatura apresentou danos ou se os policiais estavam em atendimento de alguma ocorrência quando ficaram presos na estrada. A corporação também não divulgou prazo para a conclusão da apuração.

Homem é preso com carga irregular de cosméticos, medicamentos e anabolizantes na MG-050, em Formiga

Homem é preso com carga irregular de cosméticos, medicamentos e anabolizantes na MG-050, em Formiga – Foto: divulgação/Policia Rodoviária Federal

Uma fiscalização da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) resultou na prisão de um homem, de 38 anos, por suspeita de contrabando e descaminho na tarde de terça-feira (30), na MG-050, em Formiga (MG).

Durante a abordagem, os policiais vistoriaram o veículo conduzido pelo suspeito e localizaram uma carga composta por 41 caixas de cosméticos e perfumes, além de 48 ampolas de medicamentos para emagrecimento e anabolizantes. Também foram apreendidos dois fones de ouvido.

De acordo com a PMRv, o motorista informou que os produtos eram provenientes do Paraguai, mas não apresentou notas fiscais nem qualquer documento que comprovasse a importação regular das mercadorias.

Conforme a legislação, o crime de contrabando está relacionado à entrada ou saída de produtos cuja importação ou exportação é proibida. Já o descaminho ocorre quando mercadorias permitidas ingressam no país de forma irregular, com o objetivo de evitar o pagamento dos tributos devidos.

Após a ocorrência, o homem foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal (PF), em Divinópolis. O automóvel utilizado no transporte e toda a carga apreendida ficaram sob responsabilidade da Receita Federal.

Reunião na AMEG debate falhas do CORE e cobra melhorias no sistema de regulação estadual

Reunião na AMEG debate falhas do CORE e cobra melhorias no sistema de regulação estadual – Foto: divulgação

Prefeitos, vereadores, gestores municipais de saúde, representantes de hospitais e de instituições da região participaram, nesta quarta-feira (1º), de uma reunião na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (AMEG), em Passos, para discutir os impactos da implantação da Central de Operações de Regulação do Estado (CORE). O encontro teve como foco as falhas no sistema de encaminhamento de pacientes aos hospitais de referência, que vêm provocando transtornos aos municípios, sobrecarregando as equipes de saúde e comprometendo a assistência à população.

O encontro foi proposto pelo prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, após o registro de casos graves no município envolvendo pacientes em estado crítico que permaneceram por horas aguardando a regulação para transferência a hospitais de referência e acesso ao atendimento especializado. A situação acendeu um alerta entre gestores e profissionais de saúde da região, que decidiram unir esforços em busca de soluções junto ao Governo de Minas. Ao final da reunião, os participantes elaboraram um ofício conjunto, que será encaminhado à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, solicitando providências urgentes para aperfeiçoar o funcionamento da plataforma e garantir maior agilidade na regulação dos pacientes.

Durante sua fala, o prefeito Marcelo Morais destacou a preocupação com o crescente número de pacientes regulados para municípios muito distantes de suas cidades de origem, muitas vezes fora das referências assistenciais pactuadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o prefeito, além dos impactos no atendimento, a situação gera insegurança quanto aos custos envolvidos nessas transferências, incluindo transporte, deslocamento de equipes de saúde, apoio a acompanhantes e demais despesas assumidas pelos municípios. Marcelo Morais também defendeu a união de esforços entre Estado, municípios, hospitais e entidades de saúde para construir soluções que garantam maior eficiência ao sistema e mais segurança aos pacientes.

“Essa mobilização regional é extremamente válida, porque ela traz à tona os problemas que vêm acontecendo há muito tempo em nossa região. O que nós queremos é evitar que os pacientes continuem sofrendo enquanto aguardam atendimento. Por isso, precisamos de ações concretas, rápidas e objetivas”, destacou.

O prefeito reforçou que os municípios estão dispostos a colaborar com o Governo do Estado na busca por soluções. “Queremos que o Estado saiba que estamos prontos para dialogar e contribuir na construção das soluções. Nosso objetivo não é criar conflitos, mas resolver o problema. Agora, se for necessário endurecer o tom para defender a nossa população, nós faremos isso.”

Marcelo Morais também chamou atenção para o tempo excessivo de espera enfrentado por pacientes em estado grave e ressaltou que o levantamento realizado pela Prefeitura de São Sebastião do Paraíso demonstra a urgência de mudanças no sistema. “O que não pode continuar acontecendo é termos pacientes aguardando 30, 40 horas ou mais por uma regulação, enquanto a instituição responsável é remunerada para prestar esse serviço. Esse levantamento realizado pela gestão de São Sebastião do Paraíso, com o meu acompanhamento como prefeito, evidencia uma situação que precisa ser enfrentada com urgência.”

Encerrando sua manifestação, o prefeito reafirmou o compromisso de continuar trabalhando em conjunto com os municípios da região e com o Governo de Minas para aperfeiçoar o sistema de regulação. “Vamos continuar trabalhando, junto aos municípios da região e ao Governo do Estado, para avançar nas soluções e garantir que os pacientes sejam regulados com agilidade e encaminhados aos locais corretos para receber o atendimento de que necessitam.”

Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, o subsecretário de Acesso à Saúde, Renan Guimarães de Oliveira, participou da reunião e ouviu as demandas apresentadas pelos gestores municipais e representantes hospitalares. Durante sua manifestação, destacou a importância do diálogo permanente entre o Estado e os municípios, afirmando que a Secretaria está aberta a ouvir as demandas, sugestões e críticas dos gestores para promover os ajustes necessários e aprimorar continuamente o funcionamento do CORE Saúde.

Durante as discussões, também foram relatados casos preocupantes de pacientes que deixam as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) por conta própria para buscar atendimento diretamente em hospitais, ingressando pela classificação de risco do Protocolo de Manchester. Segundo os participantes, essa situação demonstra os efeitos da demora na regulação e os riscos enfrentados por pacientes que aguardam transferência para unidades de maior complexidade.

O documento elaborado pelas entidades aponta problemas como atrasos incompatíveis com a natureza das urgências, instabilidades no sistema, represamento de pacientes nas unidades de pronto atendimento, desorganização da regionalização do SUS, aumento dos custos para municípios e hospitais e falta de transparência nos critérios utilizados pelo sistema para classificação dos pacientes.

Entre as reivindicações encaminhadas ao Estado estão a redução do tempo de resposta das regulações, o fortalecimento das Centrais Regionais de Regulação, a observância das referências regionais pactuadas, a divulgação dos critérios utilizados pelo sistema CORE e a criação de uma mesa permanente de diálogo entre a Secretaria de Estado de Saúde, municípios, hospitais e entidades representativas. Os participantes reforçaram que o objetivo não é se opor à modernização tecnológica da regulação em saúde, mas garantir que as ferramentas adotadas contribuam efetivamente para agilizar o atendimento, preservar vidas e fortalecer a organização da rede pública de saúde em Minas Gerais.

Senado aprova uso de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres

Senado aprova uso de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres – Foto: reprodução

O Senado aprovou na última terça-feira (30) o projeto de lei que autoriza o porte e a posse de spray de pimenta por mulheres para defesa pessoal. O texto vai à sanção presidencial.

A venda será liberada para mulheres com mais de 18 anos, ou para mulheres entre 16 e 18 anos com autorização de responsáveis legais.

O projeto fala em autorização da venda de aerossol de extrato vegetal, spray de pimenta ou de extratos vegetais. Se enquadram nessa categoria os dispositivos portáteis de natureza não letal, usados à contenção temporária de agressor em situação de agressão atual ou iminente à integridade física ou sexual da usuária.

Para a compra, será exigido documento com foto, comprovante de residência e uma autodeclaração de inexistência de condenação criminal por crime doloso violento.

O projeto de lei se pautou nos dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A instituição indica que o Brasil registrou 87.545 vítimas de estupro e estupro de vulnerável em 2024, o maior número da série histórica iniciada em 2011 – o que equivale a uma pessoa estuprada a cada seis minutos. No mesmo período, as tentativas de feminicídio cresceram 19%.

De acordo com a autora do projeto, deputada Gorete Pereira (PL), o aerossol de extrato vegetal é um instrumento “intermediário” de proteção, entre a “completa ausência de defesa” e o uso de armas de fogo, que representa um risco social incompatível com “políticas públicas responsáveis de segurança”.

“As mulheres são vítimas, de forma recorrente, de agressões físicas e sexuais tanto em espaços públicos quanto privados, muitas vezes em situações nas quais a intervenção estatal é inviável, inexistente ou ocorre de forma tardia. Jovens a partir dos 16 anos, especialmente estudantes e trabalhadoras, enfrentam rotinas de deslocamento e convivência social que as expõem a riscos concretos, sem dispor de meios imediatos de autoproteção”, justifica a autora.

O dispositivo legal não é para uso livre, mas restrito à proteção da integridade física ou sexual.

O uso só é considerado legal quando empregado para repelir agressão injusta, atual ou iminente, de forma proporcional e moderada.

O que pode acontecer por uso indevido

A matéria deve alertar que o uso fora das regras acarreta sanções administrativas e penais.

  • Advertência formal (em casos sem lesão)
  • Multa de um a dez salários-mínimos
  • Apreensão do dispositivo e proibição de nova aquisição por até cinco anos
  • Responsabilização penal em casos de lesão corporal ou constrangimento ilegal

Marinha do Brasil realiza maior exercício militar em Minas Gerais com 2 mil militares, blindados, robôs e drones em São José da Barra

Marinha do Brasil realiza maior exercício militar em Minas Gerais com 2 mil militares, blindados, robôs e drones em São José da Barra – Foto: divulgação

A Marinha do Brasil realiza nesta sexta-feira, 3 de julho, em São José da Barra (MG), a demonstração de capacidades da Operação Furnas, considerada o maior exercício militar da instituição em Minas Gerais. A ação reúne cerca de 2 mil militares, além de blindados, embarcações, robôs, drones e diversos equipamentos de alta tecnologia empregados em operações ribeirinhas, de apoio à Defesa Civil e em missões de paz.

Dezenas de autoridades local, estadual e federal estarão presentes nesta grande apresentação.

Entre as demonstrações previstas estão operações ribeirinhas, ações integradas com a Defesa Civil, simulações de missões de paz, além de uma coletiva de imprensa com os comandantes da operação. O cronograma também contempla visita às estruturas montadas pela Marinha para o treinamento das tropas.

A Operação Furnas marca ainda as comemorações pelos 100 anos de atuação da Marinha do Brasil em Minas Gerais. Para o exercício, foram deslocadas tropas do Rio de Janeiro ao Sul de Minas, percorrendo aproximadamente mil quilômetros, demonstrando a capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais.

Durante o treinamento, serão utilizados modernos meios operativos, como carros-lagarta anfíbios, viaturas blindadas Piranha e JLTV, embarcações de desembarque, lanchas blindadas, caminhões UNIMOG, robôs para desativação de explosivos, drones, equipamentos de comunicação via satélite, sistemas ópticos, câmeras telescópicas e equipamentos especializados para atuação em ambientes nucleares, biológicos, químicos e radiológicos.

Segundo a Marinha, o objetivo da Operação Furnas é aprimorar o treinamento integrado das unidades da Força de Fuzileiros da Esquadra em operações ribeirinhas, missões de paz e ações interagências, fortalecendo também a presença da Força Naval na região do Lago de Furnas, considerada estratégica para o país.

Marinha do Brasil realiza maior exercício militar em Minas Gerais com 2 mil militares, blindados, robôs e drones em São José da Barra – Foto: divulgação
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