Jornal Folha Regional

Perseguição termina com motociclista preso em Passos

Perseguição termina com motociclista preso em Passos – Foto: Passos 24hs no Ar

Uma perseguição policial movimentou as ruas dos bairros Primavera e Penha 2, em Passos (MG), após o condutor de uma motocicleta desobedecer a uma ordem de parada dada por uma viatura da Polícia Militar.

De acordo com informações da PM, os militares faziam patrulhamento nas imediações do bairro Primavera quando avistaram uma motocicleta em atitude suspeita. Ao ser sinalizado para parar, o motociclista acelerou e tentou fugir, iniciando uma intensa perseguição pelas vias da região.

A fuga terminou próximo à Rua Sebastião Cezar Anastácio, onde o condutor perdeu o controle da direção e colidiu contra uma rotatória. Ele foi detido no local e levado sob custódia.

A motocicleta foi apreendida e encaminhada ao pátio credenciado do Detran.

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir de terça-feira (21)

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir de terça-feira (21) – Foto: reprodução

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina em 4,9% para distribuidoras a partir desta terça-feira (21).

Assim, o preço médio da gasolina A passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.
Essa será a segunda redução dos preços de gasolina feita pela petroleira neste ano. Com isso, diz a Petrobras, os preços já caíram 10,3% (R$ 0,31 por litro) no acumulado de 2025.

“Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 por litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 22,4%”, informou a Petrobras em nota oficial.

A companhia também informou que deve manter os preços de venda do diesel para as distribuidoras neste momento. Nesse caso, segundo a Petrobras, foram três reduções desde março de 2025. Em janeiro, no entanto, a petroleira havia anunciado um aumento de R$ 0,22.

Preços na bomba

Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam apenas cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

São eles:

  • Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;
  • Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;
  • Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
  • Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

Veja a nota da Petrobras

A partir de amanhã, 21/10, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 4,9%.

Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Com o reajuste anunciado, esta é a segunda redução dos preços de gasolina em 2025. No acumulado do ano, a Petrobras reduziu seus preços em R$ 0,31/ litro ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 22,4%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde março de 2025 a Petrobras realizou 3 reduções. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 35,9%.

Transparência

De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor. Acesse: precos.petrobras.com.br

Com investimento de R$ 42,3 milhões, Governo de Minas fortalece o atendimento a doentes raros e pessoas com Transtorno do Espectro Autista

Com investimento de R$ 42,3 milhões, Governo de Minas fortalece o atendimento a doentes raros e pessoas com Transtorno do Espectro Autista – Foto: divulgação

“À medida que os meninos vão crescendo, a diferença da idade cronológica para o desenvolvimento deles é gigante. E, aqui na Apae, ele é acolhido. Estou muito feliz”. A declaração, com um misto de alívio e esperança, é de Arlete Cristina da Cruz, mãe do pequeno Davi da Cruz, de 10 anos.

Depois de enfrentar muitos desafios na educação do filho – uma criança atípica com Transtorno do Espectro Autista – no ensino regular, Arlete enfim encontrou na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) a “tranquilidade”. O acolhimento especializado, bem como a compreensão das necessidades do filho e da família mudaram a vida da anestesista.

Nesta segunda-feira (20/10), Arlete e outras muitas mães e pais de crianças atípicas por toda Minas Gerais ganharam mais um motivo para comemorar. O Governo de Minas anunciou que serão repassados R$ 42,3 milhões para equipar as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais e fortalecer o atendimento em diferentes regiões do estado, mantendo o compromisso com o cuidado com as pessoas com deficiência intelectual, múltipla e com doenças raras.

A novidade foi comunicada pelo secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro, e vai abranger 141 Apaes de diferentes regiões mineiras. De acordo com Aro, os investimentos atendem a uma demanda em comum das unidades do interior pela instalação de salas multissensoriais para o atendimento especializado desse público.

“Essa sala traz para a criança com doença rara ou com alguma deficiência o desenvolvimento cognitivo”, explicou Aro. O secretário lembrou que o sonho de levar o espaço para todo o estado nasceu da experiência de ver a evolução da filha mais velha após o uso das salas. “Ano passado, levamos 31 salas multissensoriais para o interior e, agora, estamos levando mais todas essas que foram aqui anunciadas”, disse.

O evento também contou com a participação do secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, que agradeceu às Apaes pelo trabalho realizado. “Vocês são merecedores de tudo que estamos fazendo. Vocês estão, cada vez mais, amparados pelas políticas públicas do estado de Minas, e isso vai continuar. Contem conosco para que a gente tenha, em vocês, a melhor forma de entregar valor e dar uma saúde com humanização para cada mineiro neste estado”, afirmou Baccheretti.

Distribuição dos recursos

Com investimento de R$ 42,3 milhões, Governo de Minas fortalece o atendimento a doentes raros e pessoas com Transtorno do Espectro Autista – Foto: divulgação

Serão contempladas entidades que possuem Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e que estão inscritas no Conselho da Pessoa com Deficiência. Cada associação receberá R$ 300 mil para a implementação de salas multissensoriais.

“Que nós possamos, juntos com este Governo, que não só acredita no trabalho das nossas Apaes, mas no potencial da vida, da pessoa com deficiência, destravar Minas Gerais ao lado dos nossos amigos”, agradeceu a presidente da Federação das Apaes do Estado de Minas Gerais (Feapaes-MG), Gláucia Boaretto.

As salas são ambientes especialmente projetados para promover a reabilitação sensorial, cognitiva e motora de forma lúdica e terapêutica, proporcionando estímulos fundamentais para o desenvolvimento de pessoas com deficiência, doenças raras e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Elas são equipadas com recursos modernos e adaptados às necessidades específicas dos usuários.

“O caminho é esse. Estou muito feliz (com os investimentos). Acho que tem de aumentar recursos para ajudar mesmo, para que a gente siga e consiga trazer mais crianças assim. Sei que existem mais mães e que estão precisando de um lugar para um acolhimento melhor”, elogiou Arlete.

O investimento desta segunda-feira soma-se ao aporte de R$ 9,3 milhões já realizado pelo Governo de Minas e que resultou na implementação de parques multissensoriais em 31 Centros Especializados em Reabilitação (CERs) do estado.

A ação faz parte do escopo do Programa Mineiro de Acessibilidade, Inclusão e Saúde (Promais), iniciativa do Governo de Minas que centraliza todas as ações voltadas às pessoas com deficiência e doenças raras, com foco em aumentar a eficiência e capilaridade dessas ações no estado.

As Apaes oferecem assistência integral nas áreas de educação, saúde e assistência social. A instituição atua na defesa de direitos, promoção da autonomia, capacitação profissional e na conscientização da sociedade para combater o preconceito.

Direitos das pessoas com doenças raras

Com investimento de R$ 42,3 milhões, Governo de Minas fortalece o atendimento a doentes raros e pessoas com Transtorno do Espectro Autista – Foto: divulgação

Durante a reunião, também foi detalhada a lei que cria o Estatuto das Pessoas com Doenças Raras. De autoria do deputado estadual Zé Guilherme, a legislação será sancionada e publicada no Diário Oficial de Minas Gerais desta terça-feira (21/10).

A medida representa a consolidação e cria um marco jurídico em defesa dos direitos das pessoas com doenças raras. O Estatuto visa a facilitar o diagnóstico precoce e o acesso a exames genéticos especializados, além de promover a inclusão social, implementando políticas de inclusão educacional, profissional e social, combatendo a discriminação e o preconceito, entre outros.

Estima-se que, atualmente, existam cerca de 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil, o que representa aproximadamente 8% da população.

Santa Casa de Passos participará de simulado de desastre em grande escala promovido pela Marinha do Brasil

Santa Casa de Passos participará de simulado de desastre em grande escala promovido pela Marinha do Brasil – Foto: divulgação

Entre os dias 27 e 29 de outubro de 2025, a cidade de Passos (MG) receberá o II Exercício Interagências de Cooperação com a Defesa Civil, promovido pela Marinha do Brasil. A ação tem como objetivo integrar diferentes instituições e órgãos de segurança em treinamentos conjuntos voltados ao atendimento de situações de emergência.

A Santa Casa de Misericórdia de Passos foi convidada como uma das agências estratégicas a participar da operação, coordenando, no dia 29 de outubro (quarta-feira), a realização de um Simulado de Acidente com Múltiplas Vítimas em Grande Escala.

Durante o exercício, serão executadas atividades que envolvem o acionamento do Plano de Contingência – Desastres em Grande Escala, onde será realizado o atendimento de múltiplas vítimas, com a atuação de profissionais da área assistencial, de apoio e segurança. A ação contará também com a presença de equipes da Marinha, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, SAMU e outras instituições parceiras.

No dia 28 de outubro, será realizado um ensaio preparatório, com movimentações de viaturas e equipes técnicas pela cidade. A Santa Casa emitiu um alerta que todas as ações fazem parte de um treinamento simulado, sem qualquer risco real à população.

De acordo com a instituição, esses exercícios são fundamentais para avaliar e aprimorar os fluxos de atendimento e a capacidade de resposta em situações críticas, reforçando o compromisso da Santa Casa de Passos com a melhoria contínua da qualidade e segurança dos serviços de saúde.

Santa Casa de Passos participará de simulado de desastre em grande escala promovido pela Marinha do Brasil – Foto: divulgação
Santa Casa de Passos participará de simulado de desastre em grande escala promovido pela Marinha do Brasil – Foto: divulgação

Acidente com carreta causa congestionamento na MG-050, em Passos

Acidente com carreta causa congestionamento na MG-050, em Passos – Vídeo: Passos 24hs no Ar

Um acidente envolvendo uma carreta provocou um grande congestionamento na manhã desta segunda-feira (20) na MG-050, nas proximidades da empresa JBS, no trecho urbano de Passos (MG).

De acordo com informações preliminares, uma grande quantidade de óleo foi derramada na pista após o incidente, o que obrigou a interdição total do tráfego por segurança.

Apesar do transtorno e da lentidão no local, não houve registro de vítimas. Equipes da Polícia Militar Rodoviária estiveram no ponto do acidente e adotaram as medidas necessárias para controlar o trânsito e garantir a segurança dos motoristas.

O Corpo de Bombeiros também foi acionado para realizar a limpeza da pista, restabelecendo gradualmente o fluxo de veículos na rodovia.

Acidente com carreta causa congestionamento na MG-050, em Passos – Vídeo: Passos 24hs no Ar

Furtos em torres de transmissão de Furnas geram risco de colapso e preocupam moradores em Nova Resende

Furtos em torres de transmissão de Furnas geram risco de colapso e preocupam moradores em Nova Resende – Foto: divulgação

O furto de peças metálicas das torres de transmissão de energia de Furnas tem causado apreensão entre moradores e autoridades na região de Nova Resende, no Sul de Minas. Os crimes vêm sendo registrados em pontos de difícil acesso e afetam diretamente a segurança das estruturas que sustentam as linhas de alta tensão.

De acordo com funcionários da concessionária responsável, foram constatadas a ausência de parafusos, suportes e outras peças essenciais à estabilidade das torres. A retirada desses componentes pode comprometer a resistência das estruturas, elevando o risco de colapso e interrupção no fornecimento de energia elétrica para milhares de consumidores em diversos municípios mineiros.

O episódio mais recente foi registrado em boletim de ocorrência, e uma investigação foi aberta para identificar os autores dos furtos. A Polícia Militar reforça que o caso vai além de prejuízos materiais: trata-se também de uma ameaça à segurança pública, uma vez que qualquer dano estrutural pode provocar acidentes graves.

A linha de transmissão de Furnas, que atravessa dezenas de cidades de Minas Gerais, é um dos principais eixos de interligação do sistema elétrico da região. Enquanto as investigações prosseguem, equipes de manutenção intensificam o monitoramento das áreas afetadas e realizam reparos emergenciais para evitar novos danos.

As autoridades pedem que a população colabore denunciando movimentações suspeitas nas proximidades das torres. O apoio da comunidade, segundo os técnicos, é fundamental para coibir a ação de criminosos e preservar a integridade das estruturas que garantem o fornecimento de energia a toda a região.

Mulher esfaqueia marido após ser agredida com soco no rosto em Passos

Mulher esfaqueia marido após ser agredida com soco no rosto em Passos – Foto: Helder Almeida

Uma mulher de 34 anos foi presa na tarde de domingo (19), após esfaquear o companheiro, de 42 anos, durante uma briga dentro da residência do casal, em Passos (MG). O homem foi socorrido com ferimentos no tórax, nas costas e no braço, e encaminhado para a Santa Casa da cidade.

De acordo com informações da Polícia Militar, a mulher contou que o conflito começou durante uma discussão. Segundo ela, o companheiro teria lhe dado um soco na boca, momento em que ela pegou uma faca e o atingiu com vários golpes.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro ao homem, que confirmou ter desferido o soco, mas afirmou que o fez para se defender da mulher.

Após a ocorrência, a suspeita foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu cuidados médicos, e em seguida conduzida à Delegacia de Polícia Civil. Conforme a corporação, ela prestou depoimento e foi liberada após ser ouvida pela autoridade policial.

O casal tem um filho de 6 anos, que não estava em casa no momento da briga. A criança ficou sob os cuidados da avó, e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.

A Polícia Civil investiga o episódio e deve apurar as circunstâncias das agressões e a motivação da discussão que terminou em violência.

Mortes causadas pelo calor podem dobrar e afetar principalmente idosos

Mortes causadas pelo calor podem dobrar e afetar principalmente idosos – Foto: reprodução

O calor já é responsável por cerca de 1 em cada 100 mortes na América Latina, e esse número pode mais que dobrar nas próximas duas décadas. O alerta vem de uma análise feita em 326 cidades da Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México, Panamá e Peru, que considerou o envelhecimento natural da população e cenários moderados de aquecimento global, com aumento de 1°C a 3°C entre 2045 e 2054.

Atualmente, as mortes relacionadas ao calor representam 0,87% do total, mas podem chegar a 2,06% no pior cenário.

“As pessoas idosas e as mais pobres são as que mais sofrem. Quem vive em áreas periféricas, em moradias precárias e sem acesso a ar-condicionado ou a espaços verdes enfrenta mais dificuldade para suportar ondas de calor cada vez mais intensas. As mortes são apenas a ponta do iceberg — o calor extremo aumenta o risco de infartos, insuficiência cardíaca e outras complicações, especialmente em quem tem doenças crônicas”, explica Nelson Gouveia, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores do estudo.

No Brasil, a pesquisa utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do DataSUS, e do Censo Demográfico do IBGE. Assim como em outros países da região, a tendência é de crescimento nas mortes ligadas a temperaturas extremas — tanto por calor quanto por frio. O aumento da população com mais de 65 anos, previsto para a década de 2045 a 2054, deve ampliar ainda mais o grupo de risco.

Os pesquisadores destacam que parte dessas mortes pode ser evitada com políticas de adaptação climática, como planos de ação para ondas de calor, reformas urbanas que reduzam a exposição a altas temperaturas e medidas voltadas especialmente a idosos e pessoas com deficiência.

Entre as ações recomendadas estão sistemas de alerta precoce com linguagem acessível, ampliação de áreas verdes e corredores de ventilação urbana, campanhas educativas sobre os riscos do calor e cuidados pessoais, além de protocolos de saúde pública para atendimento prioritário a pessoas vulneráveis — como já ocorre no Rio de Janeiro.

O estudo integra o projeto Mudanças Climáticas e Saúde Urbana na América Latina (Salurbal-Clima), que reúne cientistas de nove países latino-americanos e dos Estados Unidos. Com duração prevista entre 2023 e 2028, o Salurbal busca evidências sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde da população da região.

Mineiros já pagaram mais de R$ 226 bilhões em impostos este ano

Mineiros já pagaram mais de R$ 226 bilhões em impostos este ano – Foto: reprodução

Os mineiros já pagaram R$ 226,8 bilhões de impostos, taxas e contribuições no País este ano. O volume representa 7% da arrecadação nacional, que ultrapassou os R$ 3 trilhões este mês. Os dados são do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que simula em tempo real o volume arrecadado pela União.

Chama atenção que os números estão avançando mais cedo este ano. No ano passado, somente no dia 7 de novembro, 26 dias depois, o impostômetro somou R$ 226 bilhões em Minas Gerais. No Brasil, o cenário se repetiu. O impostômetro só chegou a R$ 3 trilhões no dia 1º de novembro, 25 dias depois, revelando um aumento no ritmo da arrecadação.

A princípio, o movimento pode aparentar o aquecimento da economia, o que de fato não deixa de ser um dos motivos da maior arrecadação, porém não é o único, conforme analisa a economista do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG), Diana Chaib.

“Esse crescimento pode ser atribuído a vários fatores como, por exemplo, o aumento de alíquotas de impostos, a expansão de setores que já eram mais rentáveis ou até uma recuperação econômica de setores que, durante e após a pandemia, estavam estagnados”, explica.

Diana Chaib também ressalta o crescimento econômico de atividades de setores específicos como as commodities. “Mineração e petróleo, por exemplo, podem ter contribuído com uma parte significativa desse aumento da arrecadação no Brasil. Em Minas Gerais, a gente pode destacar a mineração, que é uma grande fonte de receita, e com o preço do minério de ferro e outros produtos estão em alta no mercado global, essa arrecadação tende a crescer”, analisa.

Assim como a economista da UFMG, o professor de gestão do Centro Universitário Una e do UniBH, Fernando Sette Junior, acrescenta o efeito combinado da inflação e da formalização econômica. A alta dos preços, segundo ele, aumenta automaticamente a base de impostos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS) e Programa de Integração Social/ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), já que são tributos que incidem sobre o valor das transações.

“Paralelamente, a digitalização da economia e a maior emissão de notas fiscais eletrônicas facilitaram o monitoramento do fisco, reduzindo a evasão. Minas Gerais, por exemplo, vem investindo fortemente em fiscalização digital e cruzamento de dados, o que amplia a eficiência da cobrança e reduz brechas para sonegação”, relata.

Um segundo elemento, na análise do professor, é o comportamento do mercado de trabalho e do setor de serviços, que tem sido o grande motor da economia brasileira. “Com mais pessoas ocupadas e rendimentos em recuperação, há aumento do consumo e, por consequência, da arrecadação sobre bens e serviços”, observa.

Além disso, setores como mineração, energia e combustíveis, de grande peso na economia mineira, registraram receitas relevantes, impulsionadas por preços internacionais favoráveis e retomada da demanda global. Isso gera reflexos diretos na arrecadação estadual e federal.

Por fim, ele ressalta as mudanças tributárias e fiscais recentes. “A reversão de desonerações concedidas em 2022, especialmente sobre combustíveis e energia elétrica, devolveu receitas perdidas aos cofres públicos”, comenta Sette Junior.

O governo federal também obteve, na visão do professor, receitas extraordinárias com dividendos de estatais, concessões e royalties do petróleo. “Portanto, o crescimento da arrecadação não é resultado de um único fator, mas de uma combinação de melhora administrativa, conjuntura econômica favorável e ajustes normativos. O desafio, contudo, é transformar essa melhora conjuntural em base fiscal sustentável”, observa.

A economista da UFMG, Diana Chaib destaca ainda o reflexo da recuperação econômica após a pandemia. “Essa recuperação ainda está em andamento. Alguns setores não se recuperaram totalmente, e algumas empresas voltaram a produzir e vender mais e isso acaba impactando na arrecadação”, diz.

Desequilíbrio fiscal pode trazer impactos negativos na economia

Apesar desses avanços, os gastos dos governos simulados pelo Gasto Brasil, outra ferramenta das associações comerciais, estão maiores que os valores arrecadados em todo o País. O mesmo não ocorre em Minas, onde a situação está controlada. No Brasil, esses gastos já somam R$ 4 trilhões, R$ 1 trilhão a mais que a arrecadação no mesmo período.

“Esse não é necessariamente um movimento que tem sido feito de forma sustentável ou justa. É sempre importante a gente ficar atento e observar quem está contribuindo mais para esse volume. Será que essa carga tributária que tem aumentado muito, está sendo bem distribuída? Ou ela está só recaindo sobre a classe trabalhadora e as pequenas empresas?”, indaga Diana Chiab.

Se a arrecadação continuar abaixo dos gastos, ou seja, crescendo de forma insuficiente e desequilibrada, a economista da UFMG alerta para os efeitos negativos que isso pode causar. “O aumento da dívida pública pode fazer com que o governo recorra ao endividamento. E isso pode levar ao aumento da dívida pública, aumentando a dependência do crédito externo”, diz.

Ela acrescenta que pode haver ainda cortes nos serviços públicos e pode ser necessário cortar investimentos em áreas essenciais. “O governo pode adotar também políticas de austeridade para tentar equilibrar as contas públicas e isso geralmente implica em cortes em programas sociais, previdência, redução de gastos públicos de uma forma mais geral, o que é ruim para a economia”, observa.

O economista da Associação Comercial de São Paulo, Ulisses Ruiz de Gamboa, uma das entidades responsáveis pela manutenção das ferramentas de simulação, acredita que a tendência é de mais aumento de gastos. “Estamos com um modelo de política fiscal de crescimento dos gastos, além da capacidade de aumentar a arrecadação. O resultado disso é um endividamento cada vez maior, colocando em dúvida a capacidade do governo de honrar seus compromissos a médio e longo prazo, o que seria a insolvência fiscal”, afirma.

São José da Barra reúne autoridades para discutir transporte por balsas no Lago de Furnas

Autoridades discutem projeto de concessão estadual; prefeitos e deputados pedem mais garantias e transparência

A modernização do transporte aquaviário por balsas no Lago de Furnas foi tema de uma audiência pública realizada na última semana, na Câmara Municipal de São José da Barra (MG). O encontro reuniu representantes do Governo de Minas, prefeitos, deputados e vereadores para discutir o projeto de concessão que pretende reformular as travessias atualmente mantidas pelos municípios.

Estiveram presentes o deputado federal Emidinho Madeira (PL), o deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho, o prefeito de São José da Barra, Marcelinho Silva, o vice-prefeito Jailson Viana, o presidente da Câmara, Adriano Justino, além de vereadores da região. Também participaram o prefeito de Capitólio e presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO), Cristiano Geraldo da Silva, o representante do deputado estadual Antônio Carlos Arantes, Alexandre Guiraldelli, o delegado da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), comandante Rubens Ikeuti, o primeiro-tenente André Raimundo e o representante do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG), Gaspar Ponciano.

O debate integra o processo de consulta pública do Governo de Minas para a estruturação do projeto de concessão do transporte aquaviário, que deve beneficiar mais de 300 mil pessoas em 50 municípios do entorno do Lago de Furnas.

O projeto abrange sete travessias em cidades banhadas pelo Lago de Furnas:

  • Pontalete, que liga Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu;
  • Pontal Penas, entre São José da Barra e Guapé;
  • Fernandes, entre Guapé e Cristais;
  • Águas Verdes, entre Carmo do Rio Claro e Campo do Meio;
  • Fama, que liga o município a Campos Gerais;
  • Mendes, entre Campo Belo e Nepomuceno;
  • e Itaci, que conecta o distrito a Carmo do Rio Claro.

Estado explica modelo de concessão

O subsecretário da Superintendência de Modelagem Técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Victor, apresentou os detalhes da proposta e explicou que o modelo busca resolver os problemas acumulados nas últimas décadas. Segundo ele, as balsas atuais estão desgastadas e exigem manutenção constante.

“Com o tempo, essas balsas se deterioraram, e hoje enfrentamos grandes desafios junto às prefeituras. Muitas não estão em boas condições, há atrasos recorrentes e paradas frequentes para manutenção. São embarcações fundamentais para o desenvolvimento da região, e precisamos modernizá-las”, afirmou.

Victor explicou que o Estado pretende conceder todas as travessias intermunicipais do Lago de Furnas a uma única operadora.

“Em vez de várias prefeituras operando separadamente, uma concessionária única será responsável pela compra, operação, manutenção e cobrança das balsas. Isso traz mais eficiência, controle e qualidade, porque o Estado poderá fiscalizar diretamente o serviço”, pontuou.

Ele destacou que a concessão prevê investimentos de cerca de R$ 19 milhões, sendo R$ 16 milhões destinados à renovação das balsas e R$ 3 milhões para licenciamento e regularização das operações.

“Prevemos uma padronização das tarifas e dos horários. Hoje há valores e serviços diferentes em cada travessia, o que gera conflitos. Com o novo modelo, queremos uniformizar isso”, disse.

“Até a concessionária assumir, num prazo máximo de dois anos, contamos com a parceria dos municípios para manter as operações. Não se compra uma balsa nova do dia para a noite”, completou.

Sobre as tarifas, o subsecretário detalhou: “Pedestres e bicicletas terão isenção. Para carros, o valor será de R$ 15, e para veículos maiores, o preço aumentará conforme o número de eixos.”

Ele defendeu que a concessão trará benefícios a toda a região.

“Quem ganha com essa proposta são os 52 municípios da ALAGO, os 300 mil moradores, os produtores rurais e os turistas. Com um serviço previsível e regular, todos saem beneficiados”, disse.

Victor também explicou que o contrato será uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 30 anos e garantias de continuidade.

“A melhor forma de dar estabilidade é por meio de um contrato longo com o Fundo Garantidor de Parcerias (FGP). Mesmo se uma gestão futura deixar de cumprir obrigações, esse fundo cobre o pagamento e assegura o funcionamento do serviço”, destacou.

Deputado federal Emidinho Madeira critica pressa e custos

O deputado federal Emidinho Madeira demonstrou desconfiança em relação à proposta e questionou a viabilidade do modelo.

“Como vamos confiar? O Estado, na minha opinião, não tem condições de assumir mais compromissos. Essas balsas, do jeito que estão, são coisa do passado. As novas serão realmente novas ou apenas reformadas?”, questionou.

Ele afirmou que pedirá uma nova audiência pública em Brasília para aprofundar o debate.

“Vou solicitar um requerimento no Congresso e pedir uma audiência pública nacional sobre o tema. Não podemos assinar esse contrato com essa rapidez. Furnas prometeu muito à nossa região e nunca cumpriu. Essa proposta, como está, não é interessante para os municípios”, disse.

Emidinho também demonstrou preocupação com os impactos econômicos.

“Amanhã ou depois pode faltar recurso aos municípios, que terão de arcar com os custos das travessias. Passar um carro pode custar R$ 15, mas um caminhão chega a R$ 100. Isso pesa para quem transporta café, soja ou milho, e já paga imposto de tudo”, alertou.

“E se daqui a dois anos o Estado não conseguir manter as balsas? Entra governo, sai governo, e quem vai bancar isso? Os municípios? Não teremos mais para quem recorrer, porque já não será responsabilidade de Furnas nem da Eletrobras”, completou.

Deputado estadual Dr. Maurício Lemes defende mais debate e isenção para produtores

O deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho reconheceu a necessidade de modernizar as travessias, mas criticou a forma como o processo vem sendo conduzido.

“Eu acho que precisa sim concessionar, porque a iniciativa pública sozinha não consegue evoluir. As balsas precisam ser novas, as travessias devem ser fiscalizadas. Mas não concordo que o produtor ou o turista tenham que pagar por isso. Pode afugentar visitantes e pesar no bolso do trabalhador rural”, afirmou.

Ele também defendeu mais tempo para amadurecer a discussão.

“O assunto precisa ser mais divulgado e debatido. O subsecretário disse que o contrato será encerrado em novembro e que já querem licitar. Não pode ser tão apressado. Precisamos de pelo menos seis meses ou um ano, com mais audiências, mais prefeitos, vereadores, empresários e a população participando”, reforçou.

Prefeito de São José da Barra pede garantias e critica dependência do modelo

O prefeito Marcelinho Silva agradeceu ao Governo de Minas por assumir a responsabilidade sobre as travessias, mas demonstrou cautela em relação à sustentabilidade do projeto.

“Tem muita coisa ainda obscura. Será que daqui cinco ou dez anos os governos manterão essa decisão ou vão mudar tudo? A preocupação é legítima, porque, se a privatização não der certo, o problema volta para os prefeitos”, avaliou.

Marcelinho questionou também o modelo de investimento adotado.

“Existe um fundo de estatização de R$ 2,4 bilhões. A ponte entre Delfinópolis e Cássia custará cerca de R$ 140 milhões. Por que não usar esse recurso para construir pontes em cada travessia e acabar com o problema das balsas de vez? Isso traria um salto enorme em desenvolvimento, como aconteceu em São João Batista do Glória após a construção da ponte”, afirmou.

“O Estado está empurrando para uma terceirizada. Mas até quando essa privatização vai funcionar? Se não der certo, o custo volta para os municípios. Essa é a nossa maior preocupação”, completou.

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