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Jornal Folha Regional

Voluntários retiram material poluente que provoca aguapés às margens do Lago de Furnas, em Fama

Um grupo de voluntários se reuniu neste sábado (28) para retirar parte do material poluente que vem provocando o acúmulo de aguapés às margens do Lago de Furnas, em Fama (MG). Já a remoção das plantas aquáticas terá que ser feita com máquinas apropriadas.

Segundo especialistas e estudiosos dos aguapés e outras plantas aquáticas, o que elas têm em comum é a facilidade de reprodução.

A bióloga Julieta Moreira, da Unifal-MG, foi até o local com um grupo de pesquisadores para coletar informações e entender melhor o acúmulo de vegetação.

“Realmente a universidade tem que se envolver com esses tipos de ações, nós estamos aqui para participar de um mutirão, de uma maneira social, mas nós também vamos contribuir com levantamentos, com pesquisas, que possam entender melhor, de uma maneira técnica, científica, o que está acontecendo, que fenômeno está levando a essa condição do lago e o que a gente pode fazer para interceder e reverter em benefícios, então a universidade está comprometida também com essas demandas”, disse a bióloga da Unifal, Julieta Moreira.

Na orla do lago em Fama, uma verdadeira “ilha” de mato flutua sobre as águas. O vice-prefeito disse que nunca houve uma aglomeração dessa intensidade no município.

“Com certeza atrapalha muito o comércio local, porque os comerciantes aqui vivem em prol do turismo e o turismo é nada mais do que essa represa tão importante para nós, o Lago de Furnas e se não tiver condições de navegabilidade, infelizmente o pessoal não vem pra cá. A balsa é fundamental o deslocamento, principalmente o pessoal de Campos Gerais pra cá, pra Alfenas, que faz tratamento de saúde e se essa balsa não movimentar, atrapalha muito o pessoal”, disse o vice-prefeito de Fama, Alexandre Eller de Souza (PTB).

Mais de 30 voluntários e cerca de 10 embarcações percorreram o lago para recolher entulhos. E tinha de tudo, material plástico, troncos e até uma armação de madeira. Além de poluir, todo esse lixo dificulta a navegação no local.

“Principalmente essa madeira prejudica bastante a navegação também, porque eles ficam boiando sobre o lago e às vezes uma lancha, uma embarcação pode bater e causar um acidente. Então é significativa e importante essa limpeza emergencial, acabou se deslocando junto com as chuvas e com essa grande vegetação que veio vindo, desde do Pontalete, das regiões do Rio Sapucaí, do Rio Verde, veio descendo grandes concentrações dessas vegetações”, disse a presidente do Circuito do Lago de Furnas, Thayse de Castro.

De acordo com o secretário executivo da Alago, a Associação dos Municípios do Lago de Furnas, Fausto Costa, representantes das cidades vão elaborar um documento que será enviado a Furnas Centrais Elétricas pedindo para que a empresa forneça um equipamento próprio para fazer a retirada dos aguapés. Segundo a Alago, Furnas já se dispôs a ajudar. (G1)

Fazendeira do Sul de Minas deverá pagar R$ 260 mil a 13 trabalhadores resgatados de condições análogas a escravidão

Imagem ilustrativa

Uma fazendeira de café do Sul de Minas foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 260 mil de indenização por danos morais a 13 trabalhadores que foram resgatados em condições análogas à escravidão enquanto atuavam na colheita em duas fazendas de sua propriedade, localizadas nas zonas rurais das cidades de Machado e Paraguaçu.

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG), a desembargadora Maria Stela Álvares da Silva Campos, relatora do recurso na 9ª Turma do tribunal, o descumprimento das regras trabalhistas ficou provado na ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Assalariados e Agricultores Familiares do Município de Machado e Carvalhópolis.

Os trabalhadores foram localizados nas propriedades em fiscalizações realizadas entre julho e agosto de 2020. Na ocasião, foi constatado que, além de extrapolar os horários e terem suprimidos os intervalos, os funcionários tinha que fazer suas necessidades fisiológicas no mato e se alimentavam sentados no cafezal, sem abrigo, sanitários ou água potável.

“Segundo a fiscalização, cabia a eles providenciar o próprio suprimento diário de água e o recipiente para acondicioná-la”, detalhou o TRT-MG. Além disso, a empregadora não fornecia botinas ou qualquer equipamento de proteção individual, sendo que as ferramentas de trabalho eram adquiridas por ela e descontadas do pagamento ao fim da safra.

Por fim, o alojamento dos trabalhadores era inadequado, permitindo a entrada de poeira, ventos frios e, até mesmo, animais peçonhentos. “A proximidade com o curral expunha os trabalhadores ao barulho dos animais e ao odor da urina e fezes, além do risco de exposição a agentes biológicos”. Após a fiscalização, foi concluído que as condições se aplicavam como trabalho análogo à escravidão e vários autos de infração foram lavrados.

Em recurso, fazendeira se disse “afrontada”

Após a abertura da ação pelo sindicato que representava os trabalhadores, a 1ª Vara do Trabalho de Alfenas acatou os argumentos e determinou o pagamento da indenização no valor de R$ 20 mil para cada um trabalhadores resgatados.

Entretanto, a empresária ajuizou um recurso em que não questionou os valores ou fundamentos da condenação, mas apenas alegou que se sentiu “afrontada pela decisão que a impediu de comprovar o que realmente aconteceu no dia da fiscalização através de testemunhas e que não analisou as escrituras públicas declaratórias juntadas, tampouco deferiu seu pedido de ofício aos órgãos administrativos para informar os procedimentos atuais do inquérito civil”.

A fazendeira ainda pediu a cassação da sentença por “cerceamento de defesa” e “ofensa a princípios elementares do direito”. Porém, para a desembargadora, o caso é de ausência de dialeticidade, sendo certo que a pena de confissão aplicada à empregadora foi confirmada na instância revisora e todas as questões resumidas foram analisadas e rejeitadas.

“Tal como registrado no parecer ministerial, a empregadora não impugnou a condenação sofrida por impingir aos trabalhadores condições degradantes de trabalho, limitando-se a alegar suposto cerceamento de defesa”, disse. Com isso, a indenização foi mantida e o processo remetido ao TST para julgamento de novo recurso interposto pela empregadora.

Prefeito de Alpinópolis sofre ameaças e mulher é detida na prefeitura

Na tarde desta sexta-feira (27), uma mulher foi detida pela Polícia Militar após ameaçar o prefeito de Alpinópolis (MG), Rafael Freire, dentro da prefeitura. Segundo Rafael, há tempos ele vem sofrendo ameaças. 

‘’Já faz um tempo que venho sendo perseguido pela oposição ao meu governo. De uns tempos pra cá isso se agravou. Ontem essa cidadã fez uma postagem insinuando atear fogo em mim e na prefeitura. Hoje ela foi até a sede da administração municipal e tentou consumar o ato. Faz tempo que venho alertando para o excesso e a forma que estão fazendo oposição a mim. Não é uma oposição no campo das ideias. É uma oposição pessoal. Medidas jurídicas estão sendo tomadas, vamos solicitar uma medida protetiva à justiça e espero ter paz e proteção para seguir o meu trabalho por Alpinópolis. Não vou desistir’’, informou o prefeito.

A mulher foi encaminhada para a Santa Casa de Alpinópolis.

A redação entrou em contato com a Polícia Militar, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno. A Polícia Civil lavrou o Boletim de Ocorrência (BO) e aguarda a decisão do delegado da DP de Passos (MG).

Um vídeo registrado por uma testemunha que estava no local, mostra a autora sendo retirada da delegacia pelos militares. 

Zema apresenta principais demandas de Minas Gerais para Lula

O governador Romeu Zema participou, nesta sexta-feira (27), do encontro de governadores com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. A convite do governo federal, os representantes do executivo de cada ente federativo tiveram a oportunidade de apresentar as principais demandas do estado e discutir propostas com a União. 

O governador entregou um ofício à presidência elencando prioridades para o estado, como as questões de infraestrutura, essenciais para os mineiros. 

“A infraestrutura das rodovias federais que cruzam o estado deixam muito a desejar e estão em situação ruim. Queremos que essas estradas sejam recuperadas o quanto antes, entre elas a BR-262, a 040 e a 381, que são vias federais que precisam de investimento e melhorias. A segunda parte é a região do semiárido mineiro que precisa ser atendida com relação a obras que estão há décadas paralisadas. Por exemplo, Berizal e Jequitaí, que são duas represas fundamentais para o progresso do Norte de Minas e não foram concluídas”, afirma o governador.

Continuidade de projetos

Romeu Zema também solicitou ao governo federal a continuidade de projetos que já estavam em andamento em parceria com a gestão anterior. “Queremos agilidade do governo federal em programas que estão em andamento, como o metrô de Belo Horizonte, que já foi concedido, e também o Regime de Recuperação Fiscal que já está avançado na Secretaria do Tesouro Nacional e que vai possibilitar um equilíbrio nas contas do estado”, disse. 

“Além disso, temos ainda o ponto principal, que é a conclusão do acordo do Termo de Reparação referente à tragédia do rompimento de barragem em Mariana. São pontos fundamentais para o povo mineiro, pois vai possibilitar que obras importantes sejam executadas, principalmente na região da bacia do Rio Doce, já que a maior parte desse recurso será destinado para estas cidades. Espírito Santo, Minas Gerais e União estão com tratativas avançadas e queremos que o Governo Federal encerre esse processo, que será bom para ambas as partes”, finalizou Zema. 

Diálogo

A reunião foi o segundo compromisso do governador ao longo de dois dias de agenda de trabalho em Brasília. Na quinta-feira (26/1), ele participou do Fórum  Nacional de Governadores, que também contou com os chefes do executivo e representantes dos 27 estados brasileiros e do Distrito Federal. Os governadores debateram questões fiscais e econômicas dos estados e, também, sobre as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

PMRV prende homem por porte ilegal de arma de fogo em Capitólio

Nesta sexta-feira (27), durante operação, a Polícia Militar Rodoviária abordou um veículo Mitsubishi MMC/L200, na MG-050, no km 313, em Capitólio (MG), momento em que o condutor demonstrou agitação e nervosismo.

Ao realizar o teste de etilômetro foi constatado 0,00 mm de alcoolemia.

Realizada busca no interior do veículo foi localizado no console central, uma Pistola Taurus, calibre 9mm, alimentada, municiada e carregada, dois carregadores e 24 munições.

Questionado sobre a propriedade do armamento, o motorista informou ser o proprietário da arma e disse ser CAC, apresentando CRAF e a Guia de Tráfego.

Ao ser questionado sobre seu deslocamento, o autor disse que estava passando férias na região de São Roque de Minas e Capitólio desde o dia 19 de fevereiro e que estava retornando para sua cidade de origem.

Diante do exposto foi preso e cientificado de sua prisão ao autor sendo direitos constitucionais, sendo conduzido juntamente com a arma, carregadores e munições apreendidas para Delegacia de Polícia Civil de Piumhi.

Vereadores aprovam auxílio que ajudará vítimas das chuvas em Carmo do Rio Claro

Durante a reunião extraordinária desta quinta-feira (26) os vereadores de Carmo do Rio Claro (MG) aprovaram por maioria todos os projetos que estavam pautados para a sessão. No entanto, um projeto que trata da oferta de auxílio para vítimas de desastres naturais no município também foi aprovado. A reunião contou também com a participação do prefeito Filipe Carielo que comentou o PL inserido pelos vereadores.

O Projeto de Lei 002/2023, do Poder Executivo, cria o auxílio às vítimas de desastres naturais no município. Com a aprovação, os munícipes que foram prejudicados pelas fortes chuvas poderão receber apoio para retomada das condições básicas de subsistência. O auxílio pode ser recebido em caso de danos em instalações, avaria de imóveis, eletrodomésticos ou alimentos.

O vereador Antônio Marcos Esteves (Marcos do Joaquim Batista) apresentou uma emenda que foi aprovada pela maioria da Câmara. Ela retira o trecho do texto que definia que as formas de auxílio dependeriam da disponibilidade financeira do município.

O mesmo vereador chegou a propor a apresentação de um projeto para reajustar o vencimento dos servidores da prefeitura conforme o INPC, pois o Poder Executivo não enviou. Como o prefeito Filipe Carielo estava na reunião, ele informou que encaminhará o PL nesta sexta-feira. As outras matérias aprovadas na sessão extraordinária foram os PL 001/2023 e 002/2023 tratam da revisão anual de vencimentos e subsídios de servidores da Câmara de vereadores. E o Projeto de Decreto Legislativo 004/2023 que autoriza a cessão de uso de dois computadores ao Batalhão da Polícia Militar.

Estado multa Furnas em quase R$ 300 milhões por falta de limpeza em lagoa que transbordou em Capitólio

Alagamento atingiu 46 casas, deixando 84 pessoas desalojadas e quatro desabrigadas. Drenagem do excedente e limpeza da estrutura são de responsabilidade da companhia

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), multou a empresa Furnas Centrais Elétricas S.A. em R$ 289.512.040,13 pela falta de manutenção do canal de refluxo do Rio Piumhi, no município de Capitólio (MG). A estrutura, que seria responsável pela drenagem das lagoas do Rio, não funcionou da maneira devida e, com isso, as lagoas adjacentes ao perímetro urbano transbordaram, causando alagamentos em vias públicas e residências, causando transtornos à população local.

Em atendimento à Subsecretaria de Fiscalização Ambiental (Sufis), uma equipe da Superintendência de Meio Ambiente do Alto São Francisco (Supram-ASF) esteve em Capitólio na última segunda-feira (23). Em conversa com representantes da prefeitura local, a fiscalização recebeu a informação de que a elevação do nível das lagoas e o consequente transbordamento estariam relacionados à falta de manutenção do canal de refluxo do Rio Piumhi.

A limpeza da estrutura, conforme condenação na Ação de Obrigação de Fazer, movida pelo município de Capitólio, é de responsabilidade da Furnas Centrais Elétricas. Ainda de acordo com os servidores da Prefeitura de Capitólio, o canal foi limpo pela última vez no ano de 1986, demonstrando a inércia da empresa sobre a drenagem do excedente de água pluvial que chegou até o lago.

A equipe de Fiscalização da Semad observou durante a vistoria que parte da cidade ainda estava alagada, incluindo estações elevatórias e canais de coleta de esgoto, causando o extravasamento do material citado para vias públicas. De acordo com o boletim da Defesa Civil da última segunda-feira, o alagamento atingiu 46 casas, deixando 84 pessoas desalojadas e quatro pessoas desabrigadas.

Em uma ação efetiva e de primordial importância, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente fiscalizou e multou, nesta quarta-feira, em quase 300 milhões de reais, a empresa Furnas Centrais Elétricas S.A pela falta de limpeza em lagoa que transbordou em Capitólio, situação que causou grande transtorno à população do município.  

A equipe de fiscalização da Secretaria identificou, em vistoria no local, que a elevação do nível das lagoas e o consequente transbordamento estariam relacionados à falta de manutenção do canal de refluxo do Rio Piumhi. Isso ocasionou o alagamento de parte da cidade, além de estações elevatórias e canais de coleta de esgoto, causando o carreamento para as vias públicas.

A resolução do problema observado na cidade de Capitólio depende, primordialmente, da realização das obras de desassoreamento e desobstrução do canal, sem as quais, estima-se que o nível da água no centro de Capitólio só voltará ao normal após o período de estiagem. A não realização das obras resultará, possivelmente, na geração recorrente desse tipo de transtorno para o município.

“É importante destacar nesta ação efetiva de fiscalização realizada pela Semad que o Estado está atento e, além da multa de quase R$ 300 milhões aplicada à empresa, solicitou o início imediato da operação de dragagem para desassoreamento do corpo d’água e outras providências para evitar novas ocorrências dessa natureza”, salientou a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Carvalho de Melo.

Infrações

O transbordamento pode causar danos à saúde da população pelo contato ostensivo com o esgoto, podendo causar doenças como hepatite, cólera, leptospirose, dentre outras. Além disso, o bem-estar da população ficou prejudicado com o intenso mau cheiro no local e com o bloqueio das principais vias da cidade, provocando, ainda, dano econômico em comércios da região.

Com isso, o caso foi enquadrado no Art. 80 do Decreto Estadual nº 47.383/2018, que trata das infrações cometidas por empreendimento ou atividade de grande porte que cause dano ou perigo de dano à saúde pública, ao bem-estar da população ou aos recursos econômicos do Estado. Também foi caracterizada a reincidência da empresa por infrações ambientais pretéritas, conforme Art. 81 do mesmo Decreto Estadual.

Além das infrações, foi acrescido às multas aplicadas à empresa Furnas Centrais Elétricas S.A. as situações agravantes com aumento da multa em 90% por ter havido dano sobre a propriedade alheia; poluição que provocou a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes de área ou região; e de o agente ter cometido infração que provocou a interdição total de vias públicas, estradas ou rodovias.

Ações

A equipe de Fiscalização da Semad não verificou nenhuma ação em curso por parte da empresa Furnas Centrais Elétricas S.A. relacionada ao desassoreamento e desobstrução do ponto crítico do Canal do Rio Piumhi. Apenas foi constatada uma ação de manutenção em uma via não pavimentada na margem da lagoa marginal e, segundo agentes municipais consultados, as contribuições da empresa quanto à mitigação dos impactos ainda estavam aquém da gravidade da situação.

Com isso, foi solicitado à empresa o início imediato da operação de dragagem para desassoreamento do corpo d’água. A empresa ainda deverá protocolar relatório descritivo e fotográfico, comprovando o início das atividades em prazo não superior a 15 (quinze) dias, constando cronograma evolutivo das ações que serão implementadas. O não-cumprimento das medidas determinadas é passível de novas sanções administrativas.

Heineken recebe licença do Copam para instalação de fábrica em Passos

O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou, nesta quinta-feira (26), a licença que permite a instalação da fábrica da Heineken em Passos, no Sul de Minas. A anuência foi concedida por sete votos favoráveis contra um contrário, durante reunião da Câmara de Atividades Industriais (CID). Na ocasião, o colegiado também aprovou condicionantes impostas à cervejaria para iniciar a operação. 

O projeto teve intensa discussão durante a plenária. O principal ponto é o alto volume de recursos hídricos que serão necessários para o funcionamento. A instalação vai demandar 475 mil litros de água por hora. Na soma total, o valor total chega a 11,4 milhões de litros em único dia. Outro ponto de atenção dos ambientalistas diz respeito ao desmate que será feito em área de bioma Mata Atlântica para viabilizar o projeto. 

Na votação nesta quinta-feira, os conselheiros das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Infraestrutura e Mobilidade e Fazenda votaram a favor. Representantes da Codemig, Fiemg, Siamig e OAB/MG também tiveram posicionamento favorável. O único voto contrário foi da conselheira da UNA, Fernanda Raggi, argumentando que o projeto precisa de mais discussões. 

A reportagem pediu à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) esclarecimentos sobre as condicionantes ambientais previstas no projeto e aguarda um retorno. A Heineken afirmou que a concessão da licença é etapa “muito importante e positiva não apenas para nós, mas para toda a cidade”.

De acordo com a cervejaria, a operação vai respeitar as decisões e exigências dos órgãos e instituições “e, acima de tudo, nossos valores de respeito e cuidado com as pessoas e o meio ambiente”, concluiu a nota.

Histórico 

Após entraves ambientais que impediram a instalação da fábrica da Heineken em Pedro Leopoldo, na Grande BH, a empresa anunciou em abril que a cervejaria será construída em Passos. O terreno onde serão feitas as instalações está a aproximadamente cinco quilômetros do Centro de Passos, em uma zona hoje rural. Também a cinco quilômetros está a MG-050.

Hoje, a rodovia e a estrutura estão separadas por uma estrada de chão, que será asfaltada para facilitar o escoamento da carga.  O território de Passos é banhado pelo Ribeirão da Bocaina, afluente do Rio Grande, além de estar a 40 minutos da Usina Hidrelétrica de Furnas.

De acordo com nota enviada pela Semad à reportagem em setembro, o valor total de água necessário pela fábrica, 11,4 milhões de litors por dia, não deve gera sobrecarga hídrica à cidade. À época, a secretaria informou que a vazão na área em que será feita a captação no rio é “160.000 vezes maior que a necessária para a fábrica, não havendo, portanto, risco de desabastecimento na região”, argumentou a Semad sem informar qual o valor exato de vazão no trecho.

Conforme a prefeitura de Passos, a captação de água pela empresa vai ser feita antes da Usina Hidrelétrica de Furnas. A projeção é de que a cada três litros de água retirados do rio, um vai virar cerveja e os dois restantes vão retornar ao manancial devidamente tratados. A Semad informou que a captação da água a ser utilizada pela cervejaria vai ocorrer no Rio Grande, principal manancial para o abastecimento público da região. 

Acordo

Em abril, durante o evento que anunciou a instalação da fábrica em Passos, a Heineken assinou um Termo de Compromisso Ambiental com os Ministérios Públicos Estadual e Federal. A medida foi adotada após o imbróglio que resultou na desistência da empresa em instalar-se em Pedro Leopoldo, na Grande BH.

O então projeto para instalação da fábrica da Heineken na cidade da Grande BH, segundo avaliação de ambientalistas e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), poderia resultar danos às cavidades do sítio arqueológico de Lapa Vermelha e à Área de Proteção Ambiental Carste de Lagoa Santa.

O termo assinado determinou que a empresa cumpra alguns requisitos na operação do empreendimento. Entre eles está o uso de energia 100% renovável com neutralidade nas emissões de gases de efeito estufa, medida que será implantada pela cervejaria. Também será preciso reduzir e compensar, ao máximo, as emissões que não sejam evitadas.

Incentivo fiscal 

Na esteira da instalação da cervejaria, a prefeitura de Passos afirma que mais de 60 empresas com interface ao setor cervejeiro já procuraram o Executivo manifestando interesse em atuar no município. A aposta é que sejam criados 350 empregos diretos no parque industrial que vai receber o empreendimento e cerca de 11 mil postos de trabalho indiretos, conforme projeções da prefeitura.

As estimativas da administração municipal apontam para um investimento de R$ 45 milhões em projetos de infraestrutura que serão capazes de atender às demandas da Heineken. Dentre as atividades previstas, conforme a prefeitura de Passos, estão atividades de terraplenagem, drenagem e pavimentação. Também devem ser construídos “dispositivos de acesso à MG-050 e ao sítio da Heineken”, afirma em nota o Executivo.

Isenção fiscal 

Em outubro de 2022, o prefeito de Passos, Diego Oliveira, sancionou a chamada Lei Heineken. A norma isenta a cervejaria holandesa de pagar cerca de R$ 90 milhões em impostos municipais durante até 15 anos. O projeto de lei, proposto pelo Executivo municipal em agosto, foi aprovado por unanimidade pelos dez vereadores da cidade.

O secretário municipal da Fazenda de Passos, Juliano Beluomini, afirmou à reportagem que o montante de isenções será recuperado em três a seis meses após o início das operações da empresa, previsto para 2025. “A partir do momento em que a Heineken anunciou que viria, nosso sonar está ligado, várias empresas estão nos procurando e veem que Passos é um lugar atrativo. Sem dúvida, [a isenção] valeu a pena”, pontuou. 

Começam as obras no maior parque aquático de MG, em Capitólio

O Empreendimento Cataguá deu início na última segunda-feira (16), às obras do Tuná Parque Aquático, o maior parque aquático de Minas Gerais, que já nasce como um parque de padrão internacional, com diversas atrações e 150 mil m². O investimento para a construção do Tuná é de R$150 milhões e a previsão de término das obras é de 3 anos. Só na fase de construção do parque aquático o empreendimento prevê a geração de mais de 1000 vagas de emprego diretos e indiretos.

O parque aquático integra o Empreendimento Cataguá que conta ainda com mais dois parques temáticos já em funcionamento: o Parque Mirante dos Canyons e o Parque de Aventura Pauá; esse empreendimento fica localizado no local mais visitado da região, os Canyons de Capitólio.

Compromisso com o meio ambiente

O Empreendimento Cataguá firmou um forte compromisso com o meio ambiente, para proteger as características do cerrado mineiro e a beleza do mar de Minas. Além dos três parque temáticos, o complexo ainda terá um resort 5 estrelas, na melhor localização de toda a região, com vistas deslumbrantes do Mar de Minas, dos Canyons e das montanhas.

Com seu 1 milhão 290 mil m², o projeto total ocupa apenas 19% de todo o terreno, mantendo 81% de área verde preservada, além de controle e licenciamento ambiental das obras, projeto de compensação florestal, plano de combate a incêndios florestais, 100% de esgoto tratado, projeto de segurança e padrões de acessibilidade de colaboradores e usuários.

Além disso, a empresa também se preocupou com a compensação ambiental, criando um projeto de plantio, com mais de 500 brotos de espécies nativas, sendo que 20% já foram executados, através do plantio de mudas de Pequi e Ipê.

Toda intervenção está devidamente legalizada pelos órgãos responsáveis pelo licenciamento ambiental, sendo eles ICMBIo (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e IEF (Instituto Estadual de Florestas).

Projeto arquitetônico

Transformando a natureza preservada em emoção e lazer, o projeto arquitetônico ficou por conta de Carlos Mauad, Arquiteto e Urbanista, autor dos projetos de empreendimentos de sucesso como o Hot Park no Rio Quente, Enotel em Porto de Galinhas e Mabu em Foz do Iguaçu. 

Principais atrações do Tuná

Com seus 150 mil m² de área, o Tuná contará com as seguintes atrações: Piscinas de Ondas – praia com areia de verdade, Rio Lento e o Tuná Race, um mega brinquedo radical, igual aos existentes no Blizzard Beach, na Disney, e o Volcano Bay, da Universal, estabelecendo um padrão internacional no Tuná.

Os brinquedos Baby e Kids e a atração Family também estão integrados ao conjunto de piscinas do parque. Tudo isso fazendo os pais terem muita tranquilidade, já que a segurança está em primeiro lugar em todas as atrações do Tuná. O entretenimento é garantido para visitantes de todas as idades.

Seja sócio fundador

Sócios fundadores do Tuná terão a oportunidade de curtir férias para a vida inteira, sem ter que pagar mensalidades – entre outros benefícios, que envolvem desde descontos em estabelecimentos parceiros, até participações grátis em eventos.

Para receber mais informações, basta entrar em contato no número (35) 3115-0054, ou no site: www.parquetuna.com.br

Polícia Civil identifica suspeito de disparos de arma de fogo em residência de Passos

A Polícia Civil identificou um homem, de 28 anos, suspeito de efetuar disparos de arma de fogo em uma casa na cidade de Passos (MG). O caso foi registrado no dia 18 de janeiro e, com o avançar das investigações, o autor se apresentou à polícia um dia depois.

O crime ocorreu no bairro Novo Mundo, em um local onde não havia moradores no momento e, portanto, não houve feridos. Os disparos atingiram o portão e o interior da residência.

O suspeito se apresentou na delegacia, acompanhado do advogado, e confessou o crime. Ele apresentou, ainda, a arma de fogo utilizada na ocasião.

A Polícia Civil apurou que o investigado teria cometido o delito em virtude de um conflito envolvendo o inadimplemento de aluguéis. A PCMG apura um vínculo criminoso entre o atirador e a proprietária da residência, uma mulher de 52 anos, que exigia insistentemente a desocupação da casa por parte dos inquilinos. Os disparos seriam, assim, uma forma de expulsar os moradores do imóvel, permitindo que a proprietária voltasse a residir no local.

O inquérito policial segue em andamento para elucidação total dos fatos.

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