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Jornal Folha Regional

Primeiro Queijo Canastra Orgânico recebe certificação em Piumhi

O primeiro Queijo Canastra Orgânico com certificação já pode ser degustado pelos amantes da iguaria mineira. Após um ano de produção dentro dos padrões exigidos para produção orgânica, o queijo da Faz O Bem Orgânicos recebeu sua certificação pelo IBD, principal certificadora registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A certificação é resultado de um trabalho em família que busca, além de oferecer um produto de qualidade, desafiar os modelos de produção e consumo convencionais.

Para produzir o queijo, junto da família, o engenheiro agrônomo Vinícius Soares deixou o trabalho em uma multinacional e voltou para sua terra natal, em Piumhi, Minas Gerais, na região da Serra da Canastra. “Estamos muito felizes com a certificação porque é ver o nosso trabalho sendo reconhecido. Produzir fora dos padrões convencionais, sem uso de agrotóxicos, antibióticos e transgênicos é um desafio muito grande”, afirma Vinícius.

As vacas são criadas soltas e a pasto. Na produção da comida dos animais não são utilizados adubos químicos, agrotóxicos e nem sementes transgênicas e as vacas são tratadas com homeopatia, fitoterapia, vacinação e controle biológico. Todos estes critérios estão dentro do padrão exigido pelo Mapa para a produção de orgânicos.

“Esse manejo orgânico tem que ser realizado desde a comida feita para o gado, passando pelo manejo dos animais, práticas de ordenha e produção do queijo. Todo o processo atende essas normativas de produção”, afirma Vinícius

A Faz O Bem Orgânicos nasceu do sonho de pessoas que amam a terra e possuem uma ligação emocional com ela de produzir algo que fosse familiar, sustentável e ligado aos seus valores e princípios.

Para realizar este sonho, o engenheiro agrônomo começou, em 2019, a estruturar o projeto na pequena propriedade da família, localizada à beira do ribeirão Araras, afluente do Rio São Francisco.

A propriedade tem 25 hectares, sendo 11 de mata nativa e está localizada no Portal da Serra da Canastra. Portanto, 44% da área da propriedade encontra-se com mata nativa preservada. O sítio conta com 3,4 hectares no sistema silvipastoril intensivo, que integra árvores, arbustos, gramíneas e leguminosas. “Esse sistema é base da nossa proposta de manejo regenerativo, que visa a produção dos nossos queijos, aliada às melhorias das condições gerais da nossa propriedade, como o solo, a água, a paisagem, a biodiversidade, o microclima e o bem estar dos animais e das pessoas”, explica Vinícius.

Para exemplificar o manejo regenerativo, o agrônomo diz que em 5 ou 10 anos vão produzir queijo debaixo de uma floresta, pois em uma área de pastagem de pouco mais de três hectares foram plantadas cerca de 300 árvores e 4 mil arbustos.

Junto do Vinícius e sua esposa, os pais e proprietários do sítio também trabalham e se dedicam ao projeto, além das irmãs e cunhados. Eles contam com a ajuda de dois colaboradores que contribuem na ordenha do leite e produção do queijo. Todo o processo é familiar e em pequena escala.

Atualmente, com os cerca de 100 litros de leite produzidos pelas vacas, são feitos 10 queijos Canastra por dia. A comercialização dos produtos é feita via Instagram, Facebook e WhatsApp, além de parceiros estabelecidos por todo o Brasil.

Via: Observo.

Cozinha mineira é destaque na maior feira de gastronomia do mundo, a Madrid Fusión

O queijo minas artesanal, a cachaça, o café e o tradicional frango com quiabo servido com angu ganharam destaque na manhã desta segunda-feira (23/1), durante a abertura da 21ª Madrid Fusión, em Madri, capital da Espanha. A ação, realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult/MG), em parceria com o Centro de Referência do Queijo Artesanal (CRQA) e a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), marca uma iniciativa histórica para a cozinha mineira.

“Participamos da Madrid Fusión, que é a maior feira de gastronomia do mundo, juntamente com o Centro de Referência do Queijo Artesanal e a Embratur. Esse é um momento importantíssimo para mostrarmos o que temos de mais essencial no nosso estado, que é a cozinha mineira”, pontuou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. “Foi uma manhã de muitos sabores, alegre, festiva, com degustação de cachaça e também café. É uma alegria imensa para o Governo de Minas e para os nossos parceiros estarmos aqui mostrando o destino Minas Gerais como um destino de gastronomia”, comemorou o secretário.

No estande da Embratur, onde Minas Gerais divide o espaço com São Paulo, quem comandou a cozinha-show desta segunda-feira foi o chef mineiro Gabriel Sodré, que atualmente comanda a cozinha do Chispa Bristró, em Madri. Ele começou como cozinheiro autodidata em um restaurante na cidade de Tauranga, na Nova Zelândia, onde chegou a chef de cozinha. Depois trabalhou com o renomado chef neozelandês Stephen Barry.

Em 2018 decidiu viajar para a Espanha para estudar culinária na escola de cozinha Bellart. Trabalhou no restaurante Enigma, juntamente com o chef Albert Adrià, onde foi chef de partida. Na sequência, Gabriel integrou a equipe do El Celler de Can Roca, junto ao chef Joan Roca. Em 2019 venceu o concurso de gastronomia promovido pela BioCultura, como chef jovem promessa de Barcelona. Voltou ao Brasil, onde teve a oportunidade de trabalhar com o chef Leonardo Paixão, no Glouton, em Belo Horizonte.

O Madrid Fusión acontece até o dia 25/1, se consagrando, assim, como uma grande vitrine da cultura gastronômica internacional, o que abre muitas possibilidades de negócios. A participação da Secult no evento busca promover o potencial turístico de Minas Gerais diretamente ao público europeu, a partir do foco na cozinha mineira, que é hoje um dos principais atrativos para os turistas visitarem o estado.

Atrair investimentos para Minas Gerais no turismo, fomentando a ocupação hoteleira, a reativação de todo o trade mineiro para gerar mais atividade econômica, emprego e renda é, portanto, objetivo dessa presença no evento, tendo em vista sua importância. Na Madrid Fusión são apresentadas as propostas e as tendências mais autênticas e interessantes da alta gastronomia do mundo. É um evento ambicioso onde se espera a presença de grandes chefs nacionais e internacionais, acompanhando as tendências em alta para a publicidade no mercado de todo o mundo.

Censo vive tragédia e dados não são confiáveis, diz ex-presidente do IBGE

A publicação dos dados preliminares do Censo Demográfico 2022 expõe a “tragédia absoluta” que se abateu sobre a pesquisa, avalia o ex-presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) Roberto Olinto.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele defende a realização de uma ampla auditoria dos dados para verificar se eles são válidos, se é preciso realizar um trabalho adicional ou, em caso extremo, se é o caso de elaborar um novo Censo.

“Por que tem que auditar? Porque esses dados não são confiáveis. Teve todos esses problemas, e uma coleta de seis meses é tudo que a demografia reclama. Não pode ser assim”, diz.

Hoje pesquisador associado do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), Olinto presidiu o IBGE entre junho de 2017 e dezembro de 2018. Antes, foi diretor de pesquisas do órgão e coordenador da área de contas nacionais, responsável pelo cálculo do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

Especialista com experiência internacional na área de estatística, ele critica decisões tomadas pela direção que o sucedeu no IBGE e defende uma investigação para responsabilizar eventuais culpados pelas falhas na realização do Censo. “Quando você faz um Censo e decide que não vai fazer propaganda [para a população colaborar], isso vai contra uma regra. Isso foi doloso, não foi doloso?”, questiona.

O IBGE diz em nota que as contestações não procedem. Segundo o órgão, a metodologia da estimativa apresentada foi aprovada pelo conselho consultivo do Censo, formado por economistas, demógrafos e estatísticos como representantes da sociedade civil.

Segundo o IBGE, o resultado divulgado até agora representa um esforço “para entregar os dados populacionais devidamente atualizados dentro da melhor técnica estatística disponível com maior precisão e confiabilidade”.

PERGUNTA – Quais são os problemas do Censo? 

ROBERTO OLINTO – Vou tentar fazer uma linha do tempo. Quando eu saí da presidência, Susana Cordeiro Guerra assumiu, vindo dos Estados Unidos, depois de 20 anos fora do Brasil e sem jamais ter trabalhado na área de estatística ou gestão de qualquer coisa. Começou, de forma extremamente prepotente, a mexer em todo o projeto. Reduziu o questionário, interferindo num projeto discutido com a sociedade civil.

Diminuiu o orçamento, de R$ 3,4 bilhões para R$ 2,3 bilhões, sem nem tentar manter o que estava previsto. Exonerou o diretor de pesquisas e o diretor de informática. Um projeto que já vinha sendo trabalhado há cinco anos tem uma intervenção não só técnica, mas exonerando pessoas muito envolvidas e experientes.

Veio a Covid, depois cortam [de novo] o orçamento, Susana pede demissão. Teve todo um período aí meio complicado. Pelo menos o IBGE teria dois anos para se organizar.

O IBGE sabia desde o início que ia ter uma folha de pagamento de 250 mil pessoas. Tinha que preparar o sistema. Sai o Censo em 2022, começam a vir os comentários dos recenseadores. Cinco dias de treinamento, apenas. Atraso no pagamento, erros no valor. Você começa a observar os recenseadores pedindo demissão, irritados, abandonando o trabalho.

Eu sinto vergonha disso. O Censo é para ser levantado em dois meses [a coleta começou em 1º de agosto de 2022], e nós estamos no meio de janeiro e não terminou. Tem só metade dos recenseadores. O IBGE pedindo para a prefeitura do Rio de Janeiro botar agente municipal de saúde para coletar Censo. O cara não foi treinado, ele não sabe o que está fazendo. Tragédia absoluta.

Saem os resultados preliminares. Coisas absolutamente inexplicáveis. No Rio de Janeiro, os municípios da região metropolitana, todos caíram de população em relação a 2010. No Rio Grande do Sul, um número enorme de municípios judicializou, porque não sabe se o Censo está certo ou errado. Eu acho que está errado.

Por quê? 

RO- Eles imputaram dados para quase 20% da população. Imputar dado é você dizer: eu não tenho dados para 20% da população e vou usar um processo que normalmente se usa para 2%. Nenhum Censo cobre 100% da população, mas você tem uma alta cobertura. E tem problemas em algumas variáveis. Renda, população, idade. Não é uma coisa do tipo ‘eu não tenho informação de metade do município’. E o que estão fazendo? Estão imputando questionários inteiros.

Usualmente cerca de 2% das informações do Censo são imputadas? 

RO- Mais ou menos isso. É o que foi feito em 2010. Por que tem que auditar? Porque esses dados [do Censo 2022] não são confiáveis. Houve todos esses problemas, e uma coleta de seis meses é tudo que a demografia reclama. Não pode ser assim [com tanta demora].
Para ter o Censo confiável, tem que auditar. É tanto problema pregresso que tem que parar, respirar e dizer o seguinte: vamos avaliar. Uma comissão independente, obviamente com pessoas do IBGE e de fora, para dizer o seguinte: esses dados da população brasileira e suas variáveis são válidos e respeitáveis. Ou dizer: não são válidos, existem problemas e temos que discutir uma solução para isso. Pergunta: jogamos R$ 2,3 bilhões no lixo ou não?

Como seria esse trabalho de análise dos dados? 

RO- É um longo trabalho. Primeiro, de coerência estatística, comparando com o passado e cruzando com outras informações, inclusive voltando a coleta em alguns municípios para entender o que aconteceu. Se o Censo tivesse sido feito com todos os padrões de qualidade, o IBGE poderia dizer ‘acabou, é esse o dado, ponto final’. Mas foi feito cheio de erros e gerando desconfiança.

Eu não acho que ele está certo. Todos os indícios são de que ele tem que ser revisto.

RO- Essa auditoria teria que dizer o que vai fazer no futuro. Vai fazer uma coleta em 2025 [ano previsto para a nova contagem populacional]? Vai ter que ampliar isso? Até no extremo tem que pensar: vai ter que fazer um novo Censo?

É o caso de fazer um novo Censo? 

RO- Essa auditoria responderia a isso. Tem três caminhos. A auditoria vai dizer que está bom —duvido. A auditoria vai dizer ‘existem partes que são aproveitáveis, mas nós temos que corrigir assim, assim, assado’. E existe a terceira alternativa: o Censo está uma porcaria completa, vamos refazê-lo. Não dá para tratar o Censo como se fosse uma brincadeira. É fundamental para a história do Brasil.

Já estamos três anos atrasados. Pelo que o sr. está falando, há uma série de inconsistências que levam ao risco real de se precisar de um novo Censo. Já não seria o caso de tomar uma decisão rapidamente em relação a isso? 

RO- Aí entra numa questão de governo, Orçamento, e você ainda não tem a dimensão do que precisaria para fazer o novo Censo. Poderia raciocinar da seguinte forma: estamos numa catástrofe estatística e vamos colocar no Orçamento verba para fazer um novo Censo. Se não for preciso, economiza dinheiro. Se for preciso, a gente faz um novo Censo. Mas, para isso, observe um dado: a ministra Simone [Tebet] ainda não escolheu um presidente do IBGE.

Como deve ser a preparação de um Censo? 

RO- Um censo demográfico tem como base um excelente treinamento dos recenseadores. Eles têm que ser desde especialistas no que está no questionário até no que as pessoas não estão falando. Como eles vão lidar com a negativa ou com o assédio de um informante? Eles têm que saber lidar com isso, e não foi feito. E, chave, isso é fundamental: muita propaganda, muito esclarecimento da população para colaborar. Não foi feito nada. Nada! Usaram Instagram e Facebook.

No Censo de 2010, você tinha recenseador na novela das 9. Você colocava faixa em campo de futebol. Isso é o bê-á-bá de um Censo. Se não esclarecer a população, não consegue resposta. Por que isso não foi feito? Por que não teve publicidade? Por que atrasou operacionalmente seis meses a coleta? Foi tudo desorganizado. Tem indícios de que houve decisões da direção erradas e que talvez mereçam uma investigação.

Para eventual responsabilização? 

RO- Exato. Uma responsabilização. Acho que o Tribunal de Contas vai ter que avaliar esse negócio todo. Não pagaram recenseador, onde é que está esse dinheiro?

Há uma necessidade de avaliação das decisões que foram tomadas pela direção do IBGE. [É preciso verificar] se esse processo de quatro anos teve decisões corretas ou decisões que merecem uma advertência, uma punição. Não estou nem falando em crime, mas de processo administrativo. Quando você faz um Censo e decide que não vai fazer propaganda, isso vai contra uma regra. Isso foi doloso, não foi doloso?

O IBGE adiou a divulgação da Pnad Contínua, que traz dados sobre emprego e renda no país, sob a justificativa de concentrar esforços no Censo. Qual é a consequência disso? 

RO- Nunca se tinha atrasado uma pesquisa conjuntural. Isso foi contra tudo. Arrebenta o Censo Demográfico e, não satisfeito, arrebenta a Pnad também. Por que tinha que afetar a Pnad?

O grande dano é que começa a afetar a credibilidade da pesquisa. Os padrões de estatísticas são muito claros. As pesquisas conjunturais devem respeitar exatamente o seu cronograma. O problema vazar para uma pesquisa fundamental, que é a pesquisa de emprego, eu acho inaceitável. Assuma o seu problema no Censo e proteja as outras pesquisas.

Não que vá ter problema nos resultados da Pnad, não é isso, mas é a questão da contaminação e da credibilidade. Já existe um mal-estar em relação ao Censo, vai criar um mal-estar em relação à Pnad? Daqui a pouco vai criar um mal-estar em relação aos [índices de] preços? As fronteiras têm que ser muito bem definidas.

RAIO-X

Roberto Olinto, 70

Engenheiro com mestrado e doutorado na área, ingressou no IBGE em 1980. Atuou como gerente de Contas Nacionais de 1998 a 2005, período em que ajudou a desenvolver o novo sistema de cálculo do PIB trimestral no Brasil. Em 2005, virou coordenador da área. Em 2014, tornou-se diretor de pesquisas. Em junho de 2017, assumiu a presidência do IBGE, permanecendo até o fim de 2018. Já foi membro do grupo de conselheiros em contas nacionais da ONU (Organização das Nações Unidas) e consultor do Departamento de Estatísticas do FMI (Fundo Monetário Internacional). Hoje, é pesquisador associado do FGV Ibre. (O Tempo)

Bebê é encontrado desnutrido ao lado dos corpos torturados dos pais em MG

Dois corpos com sinais de tortura foram encontrados, na última segunda-feira (23), em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo informações da Polícia Militar (PM), um bebê de aproximadamente um ano e quatro meses estava ao lado das vítimas. Os corpos têm sinais de tiros, assim como a casa, que fica no bairro Recanto da Mata.

Segundo a Polícia Militar, a mãe da mulher estava preocupada com a filha, já que não conseguia contato com ela há alguns dias. Quando chegou ao local, ela achou os corpos e a criança desnutrida. O bebê não bebia água há cerca de cinco dias. A mulher tinha 19 anos e o homem tinha 26.

O braço da mulher foi decepado, mas ainda não havia sido localizado. Além disso, o couro cabeludo da jovem foi arrancado e parte do couro cabeludo do homem também foi arrancado.

Segundo a Polícia Militar, o homem morto tem registros por porte ilegal de arma de fogo. Ainda conforme a PM, vizinhos relataram que ele tinha envolvimento com o tráfico de drogas. A motivação do crime ainda está sendo investigada.

Avó cuidará da criança

O bebê ficará sob cuidados da avó materna. O menino está internado no Hospital Municipal 25 de maio, no centro da cidade. À reportagem, a instituição informou que o bebê está bem, sem detalhar o quadro de saúde.

Segundo um familiar, que não quis se identificar, a avó, abalada, tem dado apoio emocional ao bebê e ficará com a guarda do menino. “Ele não tem mais ninguém. Ele tem alguns parentes de parte de pai em Nova Contagem e em Ribeirão das Neves, mas eles não são próximos”, contou.

Motivação do crime

O familiar contou à reportagem que o assassinato ocorreu na noite de quarta-feira (18), quando vizinhos ouviram barulhos de tiro, por volta das 23h. O último contato dele com a mulher morta foi na manhã daquele dia, prosseguiu o familiar.

O parente relatou que o homem assassinado já teve problemas devido a uma casa. Ele teria herdado o imóvel da família e, em meados de 2020, vendido a casa para outra pessoa.

Cinco meses depois, após não receber os valores da venda, ele teria tentado retomar o imóvel à força, mas a casa já havia sido revendida, e os novos donos, que segundo o familiar podem ser traficantes, teriam o expulsado de lá, inclusive o ameaçando com armas.

O familiar contesta, ainda, a versão de vizinhos de que o rapaz morto tinha envolvimento com tráfico de drogas. Segundo ele, a vítima, embora fosse usuária de maconha e cocaína, não vendia. O parente garantiu que há quatro anos o homem havia deixado o passado com a venda de entorpecentes e estava focado em trabalhar. (O Tempo)

Engavetamento entre ônibus e carros deixa feridos na MG-050, em Divinópolis

Um engavetamento registrado na MG-050, em Divinópolis, próximo ao prolongamento do Bairro Bom Pastor, deixou quatro pessoas feridas, incluindo uma criança de 3 anos. A ocorrência foi na tarde desta terça-feira (24) e envolveu um ônibus e seis carros. Veja acima imagens sobre o ocorrido, que circulam nas redes sociais.

O trecho precisou ser interditado e chovia no momento das colisões. Não há informações sobre a dinâmica do acidente.

Atendimento às vítimas

Segundo o Samu, ao iniciar deslocamento para a ocorrência, a equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) se encontrou com a equipe da Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, no Batalhão, e duas pessoas já tinham sido atendidas.

A primeira, um homem de 59 anos que estava consciente, com suspeita de lesão no fígado. E a segunda, um menino de 3 anos, que estava consciente, com Traumatismo Cranioencefálico (TCE). A equipe da USA levou os dois feridos para a Sala Vermelha do Complexo de Saúde São João de Deus.

No local do engavetamento, uma outra equipe do Samu assumiu o atendimento de uma jovem de 26 anos. Ela já havia sido imobilizada pelos militares do Corpo de Bombeiros. Ela também foi encaminhada para o São João de Deus.

Uma outra vítima, sem idade identificada, foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Os nomes dos feridos não foram revelados, por isso não foi possível saber o estado de saúde dos envolvidos.

Escola recebe multa de R$ 108 mil após discriminar cliente surdo que pediu tradutor de libras em MG: ‘Vai encher outro’

O Procon aplicou multa no valor de R$ 108 mil a uma escola profissionalizante após o atendente da instituição, via mensagem de texto, discriminar um cliente surdo que estava em busca de um curso. Conforme o órgão, o cliente pediu um tradutor de libras para fazer a matricula e o atendente disse para ele “encher outro”. Empresa tem 20 dias para recorrer.

De acordo com o Procon, a instituição, que tem sede em Campinas (SP), está oferecendo cursos em Poços de Caldas. O rapaz, que é surdo, entrou em contato com a escola para se inscrever no curso de polimento e higienização de carro.

Segundo o Procon, o cliente, que é conhecedor do estatuto da pessoa com deficiência, pediu um tradutor de libras. O pedido é um direito previsto em lei para a igualdade de oportunidades, especialmente na educação, cabendo à instituição de ensino se responsabilizar pelos custos para incluir a pessoa com deficiência.

Após o pedido, o cliente relatou que começou o caso de discriminação por meio de mensagens de WhatsApp.

Conforme as mensagens, o cliente diz que é surdo e o atendente pergunta, logo em seguida, se ele possui interprete de libras. O cliente responde que não possui, que há empresas em Poços de Caldas que possuem tais profissionais e pergunta se a escola quer o contato de algum.

O atendente, então, fala para o cliente que se quer o curso, que “arrume o interprete”. Após o cliente explicar que existe uma lei para que a empresa disponha da acessibilidade necessária, o atendente fala para ele “encher o saco de outro” e envia um meme na explicação sobre a lei.

“Felizmente o consumidor deu print dessas mensagens antes que o atendente apagasse, o que foi feito posteriormente. Assim ele pode trazer [o caso] ao Procon, que imediatamente, diante da gravidade da situação, aplicou à empresa uma multa de R$ 108 mil. Essa empresa, obviamente, tem o prazo para se defender dessa multa. Nosso objetivo com a aplicação dessa multa é justamente, além do caráter punitivo, trazer o caráter pedagógico necessário. Não se pode permitir que no ano de 2023 tenhamos condutas como essa, totalmente abusiva e desrespeitosa, sendo contrária totalmente ao estatuto da pessoa com deficiência”, disse a coordenadora geral do Procon de Poços de Caldas, Fernanda Soares.

A reportagem entrou em contato com a empresa. Por meio de mensagens de WhasApp, a empresa disse desconhecer o caso, disse que não presta nenhum tipo de serviço de ensinar higienização de veículos em Poços de Caldas e negou que tenha alguma participação na história. Após enviar a resposta, o perfil da empresa no aplicativo bloqueou o envio de mensagens da reportagem.

Por um perfil em outra rede social, a redação encontrou a postagem em que o curso buscado pelo cliente é oferecido em Poços de Caldas. (G1)

Aneel determina que todas as empresas ofereçam Pix como opção para pagar contas

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou nesta terça-feira, 24, que todas as empresas de distribuição de energia deverão oferecer o Pix, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, como uma opção para os consumidores quitarem as contas de luz. As outras formas de pagamento, como débito em conta e por código de barras, continuarão válidas.

Hoje, algumas distribuidoras já adotam a modalidade de pagamento, mas não há uma regra padronizada. Pela decisão da Aneel desta terça, a ferramenta passa a ser obrigatória e as empresas terão até 120 dias para oferecer, sempre que solicitado pelos consumidores. As distribuidoras também poderão disponibilizar o QR Code para pagamento via Pix, independentemente do pedido do consumidor.

“O Pix veio para modernizar o sistema de pagamentos no Brasil, hoje já é o mais usado e o setor elétrico não poderia ficar de fora. Algumas distribuidoras já se anteciparam e fizeram facultativamente. Então, cabe à Aneel regular e exigir que todas ‘oportunizem’ aos consumidores essa ferramenta”, disse o relator do processo, Ricardo Tili, durante a reunião do colegiado.

A agência espera que a adoção do mecanismo melhore a experiência do consumidor no pagamento das faturas, evitando problemas decorrentes da demora para o reconhecimento dos pagamentos pelos meios convencionais, como a suspensão do fornecimento, já que a distribuidora pode dar baixa no sistema em tempo real, assim que o pagamento é feito. Além disso, incentiva a modernização dos processos de arrecadação e cobrança das distribuidoras.

Também é esperado uma melhor operacionalização da distribuidora, justamente pelos pagamentos serem instantâneos, além da possibilidade de redução dos custos operacionais das empresas, o que, em alguns casos, poderão ser repassados aos consumidores por meio das revisões tarifárias. Os processos, no entanto, têm impacto de diversos outros componentes e não necessariamente haverá uma redução da tarifa.

“Essa ferramenta tem alguns aspectos importantes. Primeiro dele é a questão de ser instantâneo, no momento em que é feito o pagamento, já efetivamente o dinheiro cai na conta da distribuidora. Com isso permite uma melhor operacionalização da empresa. Outro ponto importante é o custo abaixo do operacionalizado pelos bancos. Isso, no final do período, acaba gerando uma economia operacional para a distribuidora, que vai refletir na tarifa no momento da revisão ordinária tarifária”, disse o relator.

Suposto caso de zoofilia registrado no pátio da Prefeitura de Divinópolis será investigado pela PC

Um inquérito foi aberto para apurar o suposto caso de zoofilia cometido por um servidor da Prefeitura, de 69 anos, no pátio da Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop), em Divinópolis (MG), na última segunda-feira (23). A informação foi confirmada nesta terça (24) pela assessoria de comunicação da corporação.

A polícia não informou se o idoso já foi ouvido. Segundo a Prefeitura, após o ocorrido os funcionários da Emop chamaram a Polícia Militar e um veterinário foi até o local avaliar a cadela, que passa bem, segundo a Prefeitura.

Ainda segundo o Município, o animal não tem dono, trata-se de uma cadela que frequenta a Emop e é cuidada pelos funcionários da empresa. Inclusive, foram eles que teriam flagrado o idoso com o animal.

O que diz a Prefeitura

De acordo com o Executivo, após tomar ciência do fato, a PM foi chamada para registrar o boletim de ocorrência para apuração dos fatos.

A Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur) abrirá um Processo Administrativo para investigação do ocorrido e, posteriormente, tomará as providências cabíveis.

Defesa Civil Estadual realiza ajuda humanitária para famílias desalojadas em Capitólio

Famílias que ficaram desalojadas e desabrigadas após alagamento em Capitólio (MG), receberam ajuda da Defesa Civil Estadual no dia 14 de janeiro de 2023. As doações foram:

  • 80 cestas básicas
  • 50 kits Limpeza
  • 80 kits higiene
  • 45 caixas de desinfetantes
  • 50 galões de água 5litros
  • 59 colchoes solteiros
  • 63 kits dormitório
  • 72 litros água sanitária

O alagamento aconteceu após o Rio Piumhi transbordar devido ao excesso de chuva nos últimos dias.

Ministro diz que adesão ao saque-aniversário do FGTS deve ter fim em março

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a possibilidade de saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve fechar para adesões a partir de março. O fim de novos pedidos deverá ser confirmado pelo Conselho Curador do FGTS, que se reunirá em 21 de março.

“Devermos acabar com esse formato de saque-aniversário. Os contratos que existem, não varmos criar distorção”, disse nesta terça-feira (24) em entrevista à GloboNews, explicando que os contratos em vigor para saque aniversário serão mantidos. 

A motivação para o fim da modalidade de retirada de parte do valor retido no FGTS é uma reclamação de trabalhadores de que, quando feita a adesão, os valores ficam retidos por dois anos em caso de demissão do emprego. Dessa forma, o saque por dispensa sem justa causa fica bloqueado.

Marinho destacou, ainda, que o saque-aniversário “enfraquece o fundo para investimento para gerar emprego”, já que os recursos do FGTS são usados em empréstimos para projetos de infraestrutura, como para a construção da casa própria.

O saque-aniversário do FGTS foi criado em 2019 pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a aprovado pelo Congresso Nacional. Pela regra, o trabalhador pode retirar parte do valor depositado na conta todos os anos, mas perde o direito de sacar todo o dinheiro do FGTS se for demitido.

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