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Jornal Folha Regional

Zema toma posse em Minas, menciona tragédia de Brumadinho e enaltece gestão da crise

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), exaltou ações do seu primeiro mandato no estado durante discurso de posse neste domingo 1º, após ter sido reeleito em outubro.

Zema mencionou os acordos de reparação firmados com os atingidos pela tragédia de Brumadinho, ocorrida em janeiro de 2019. O rompimento, que causou pelo menos 267 mortes, é atribuído por especialistas à falta de responsabilidade de mineradoras e a um sistema de licenciamento afrouxado.

“Assumimos a responsabilidade de buscar uma justa reparação aos atingidos, uma justa compensação pelo impacto socioeconômico e ambiental provocado em todo o estado e de solucionar a crise de insegurança gerada por mais um rompimento de barragem de enormes proporções”, declarou.

Zema disse que seu governo firmou o “maior termo de reparação da história do Brasil” e mencionou o valor de 37 bilhões de reais. Segundo ele, o montante aplicado “já dá resultados práticos”. O governador, no entanto, é criticado por movimentos sociais que tratam do tema, sob a acusação de favorecer as mineradoras.

Ele evitou mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), diferentemente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que enalteceu a última gestão federal e fez agradecimentos.

Associado ao eleitorado bolsonarista, Zema venceu o candidato indicado pelo presidente Lula (PT), Alexandre Kalil (PSD). O petista, porém, saiu vencedor no estado no segundo turno contra Bolsonaro, com 50,2% dos votos.

Leia a íntegra do discurso de Zema:

Quero saudar primeiramente o vice-presidente da ALMG, deputado Antônio Carlos Arantes, em nome de quem eu saúdo todos os demais deputados. Quero também cumprimentar e agradecer a presença dos meus familiares, agradeço também a presença dos familiares do vice-governador e estendo a todas as demais autoridades do Legislativo, Executivo, Judiciário, integrantes das forças de segurança, prefeitos, vereadores, imprensa e demais autoridades que nos honram com sua presença. Há quatro anos iniciava neste mesmo local minha trajetória como gestor público, depois de mais de 30 anos de experiência com empresas, começou naquele dia uma jornada em serviço aos mineiros. E se os setores públicos e privados são verdadeiramente diferentes, o intuito por trás muito se assemelha quando o olhar do gestor é pelo atendimento às pessoas. No balcão de uma loja ou no serviço de atendimento público, o desejo de quem os procura é o mesmo: ser atendido corretamente, de maneira honesta, justa, e principalmente, receber por aquilo o que paga. Especificamente, no caso do setor público, em tributos. Assim, retorno hoje a essa casa legislativa, no meio da travessia que se renovou por mais quatro anos diante da confiança daqueles que diariamente são atendidos pelos serviços do Estado. Seja na saúde, na educação, estradas, nos campos e nas cidades. O que significa que, em sua maioria, enxergam na atual gestão do governo de MG o atendimento adequado, ou pelo menos melhor do que acontecia antes.

Isso acontece porque o ambiente agora é completamente diferente do momento inicial, assumi o governo de MG em uma situação de total descrença com a política, em um dos piores momentos da história desse Estado. As galerias aqui estavam lotadas de prefeitos em greve simbólica protestando contra um calote inédito provocado pelo Executivo estadual passado. As manifestações que emergiam transformaram o momento solene em cobrança. Justa, é verdade, mas que naquele momento sequer havia tomado conhecimento do seu tamanho. Portanto, desde o primeiro momento da minha gestão, fui cobrado e sabia que teria um desafio extraordinário para colocar nosso Estado de novo nos trilhos.

Já no primeiro mês do governo, enfrentamos a tragédia de Brumadinho e assumimos a responsabilidade de buscar uma justa reparação aos atingidos, uma justa compensação pelo impacto socioeconômico e ambiental provocado em todo Estado, e de solucionar a crise de insegurança gerada por mais um rompimento de barragem de enormes proporções. Firmamos o maior termo de reparação da história do Brasil, no valor de R$ 37 bi e que já dá resultados práticos.

Junto com o Ministério Público e essa ALMG, implementamos a lei “Mar de Lama Nunca Mais”, que aumentou a segurança dos empreendimentos minerários e tornou mais rigoroso o monitoramento da atividade. As barragens a montante foram proibidas em novos licenciamentos e as já existentes estão em processos de descomissionamento. Estruturas como essas que causaram os desastres de Brumadinho e Mariana serão parte de um passado.

A partir do meu segundo ano de gestão, também enfrentamos a maior pandemia dos últimos 100 anos, que nos colocou sob pressão a ponto de em determinado momento ter que exigir restrições para o bem estar coletivo. Tivemos que gerenciar uma demanda de saúde pública só vista em cenários de guerra. Entramos em estado de calamidade pública, movemos forças imensuráveis para comprar equipamentos, contratar médicos, abrir leitos e reduzir os impactos da enorme crise sanitária e social. Fizemos a maior operação de vacinação da história, ainda estamos superando a pandemia, mas já ultrapassamos o pior, com relevante índice para nós mineiros: a menor taxa de mortalidade das regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste. As vidas salvas não retiram a dor e o sofrimento de famílias que perderam seus entes queridos, mas são um alento e demonstração que a gestão pública dos recursos e da saúde foi feita de maneira honesta e com responsabilidade.

Em meio aos desafios previstos e tantos outros inesperados, alcançamos conquistas e melhorias em praticamente todas as áreas de atuação do Estado. Resumidamente, vou elencar aqui as principais. Pagamos R$ 30 bi em dívida, inclusive com as prefeituras, que agora têm condição de investir. Alcançamos o posto de Estado mais seguro do Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça. Aumentos a participação da economia mineira no PIB do Brasil de 8,8% para 9,3%, o melhor resultado em 20 anos. Facilitamos a vida de quem trabalha e produz, geramos mais de 600 mil empregos diretos com carteira assinada. Atraímos mais de R$ 270 bi em investimentos privados. Reformamos 1.700 escolas estaduais. Retomamos o pagamento do piso mineiro de assistência social e reajustamos o valor do mesmo em 50%, um compromisso com as prefeituras e pessoas mais vulneráveis. Estamos dando uma profissão para 130 mil jovens mineiros que estão participando dos cursos técnicos do Trilhas de Futuro. Tivemos investimentos recordes em saúde com reforma e ampliação de hospitais e das cirurgias eletivas. Fomos também o primeiro Estado da América do Sul a aderir à campanha de zerar as emissões de gases estufa até 2050, demonstrando nosso compromisso com a sustentabilidade. Os servidores passaram a receber em dia os salários e benefícios e tiveram em 2022 a reposição inflacionária, uma obrigação que ficou quase 6 anos sem ser cumprida. Nos momentos críticos da economia brasileira, congelamos tributos e reduzimos impostos para aliviar o bolso dos mineiros e fizemos tudo isso sendo o Estado mais transparente do Brasil, segundo ranking da Controladoria Geral da União. Demonstrando que é possível, sim, fazer gestão pública de maneira honesta, justa e, principalmente, com respeito com recursos públicos.

É verdade que não tivemos somente acertos, mas vale ressaltar que minha gestão tem a humildade de estar sempre aberta ao diálogo que promova melhorias, sem compromisso com erro, muitas vezes precisamos reavaliar decisões e corrigir rotas. Há conhecimentos que só a experiência é capaz de trazer, mas só é possível alcança-lo se houver abertura ao diálogo para ouvir contraditórios que permitam ampliar a visão. As urnas mostraram com a nossa vitória em primeiro turno, que nosso saldo é positivo e que estamos trilhando o caminho certo. Por isso teremos mais 4 anos para trabalhar. Após arrumar a casa, e colocar o trem de novo nos trilhos, estamos prontos para fazer essa locomotiva acelerar. Com a experiência adquirida, agora em cenário mais positivo de equilíbrio fiscal, meu compromisso é o de fazer nesses próximos 4 anos um governo muito melhor que o primeiro e para isso conto com o auxílio e contribuição dos senhores e senhoras. Temos muito o que fazer ainda. Em 2023 teremos a retomada das obras dos hospitais regionais há anos paralisadas, uma demanda histórica que começa a se transformar em realidade e vai beneficiar milhares de mineiros. As rodovias começaram a passar por uma grande restauração. Ao longo de quase todo o meu mandato, só pude fazer tapa-buracos, por isso ainda é crítica a situação das estradas e reconhecemos isso. Mas agora estamos recuperando as rodovias com asfalto novo. Colocaremos em obra o Rodoanel, que será a maior intervenção viária da região metropolitana das últimas décadas, que vai reduzir o número atrasos e acidentes no Anel Rodoviário. Conseguimos garantir o leilão do metrô de BH, um investimento de mais de $3 bi, que vai, enfim, melhorar o sistema atual e expandir a linha para o Barreiro, facilitando o transporte de milhares de pessoas na capital. Obras fundamentais para o desenvolvimento de Minas, que vão levar mais que os 4 anos da nova gestão, mas o mais importante já está feito, que é garantir os recursos para execução e começa-las. Em 2023 os produtos rurais de Minas começam o ano com Estado reconhecido como área livre da febre aftosa, o que libera a obrigatoriedade de vacinação, gerando redução de custos e a abertura ao mercado internacional.

Por fim, temos como missão fazer a repactuação dos termos da tragédia de Mariana, que dará finalmente uma justa reparação à população da Bacia do Rio Doce atingida por esse desastre há mais de 7 anos. Seguiremos avançando em todas as áreas, fortalecendo os serviços públicos, economia para que possa se realizar o sonho de termos um emprego digno para cada mineiro. O sonho de dizer que aqui em Minas só não trabalha quem não quer, pois igualdade de oportunidades haverá para todos. Em meu primeiro discurso de posse, disse que Minas sairia da crise em que estava maior do que entrou. Estamos hoje no meio desse caminho de retomada do protagonismo político, econômico e social.

Na maior obra da literatura brasileira, em Grande Sertão Veredas, o mineiro Guimarães Rosa escreveu: “O real não está na saída, nem na chegada, ele se dispõe pra gente no meio da travessia”. É agora, percorrendo esse caminho, que podemos influenciar o futuro que deixaremos para os mineiros. A saída já ficou pra trás, é parte do passado, a chegada é uma meta, mas a nossa travessia está em curso e ela será bem mais rápida e bem sucedida se estivermos todos juntos, no mesmo barco, remando na mesma direção. Tenho certeza que o bem estar dos mineiros é interesse comum entre o Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, MP, Defensoria Pública e a sociedade civil. Todos temos como missão fazer de Minas e do Brasil um lugar mais livre, mais rico e mais igualitário. Por isso é fundamental que sejamos alinhados sobre o caminho que devemos seguir. Se estamos no mesmo barco e remamos em sentidos opostos, permaneceremos no mesmo lugar. Os maiores avanços que alcançamos ao longo do nosso governo vieram quando, juntos, seguimos em uma mesma direção. Cito como exemplos termo de reparação de Brumadinho e acordos firmados para pagamentos de dívidas com os municípios e também com o TJMG.

Muitas vezes, para remarmos em um mesmo sentido, é preciso que a tripulação discuta sobre qual a melhor rota e chegar a esse entendimento pressupõe diálogo e respeito mútuo. Ao deparamos com dificuldades para um consenso, o caminho deve ser sempre o da flexibilidade para concessões e disposição para continuar o trabalho em busca de união e nunca pra ver quem rema mais forte. Tenham a certeza que o governo de MG seguirá os próximos anos pautado pelos princípios de colaboração, justiça e transparência. Muito dos desafios que enfrentaremos nesse nosso governo só serão superados com apoio dessa casa legislativa. Temos e teremos projetos importantes para destravar o desenvolvimento do Estado. Estamos todos no mesmo barco, temos todos o mesmo objetivo, por isso conto com os senhores e senhoras deputadas para atuarmos como um grande time que conduzirá Minas para outro patamar. Essa é a principal meta do meu segundo governo.

Podem contar também com apoio do Executivo estadual para discutir as pautas relevantes que surgirem do parlamento e que são fundamentais para essa evolução. Vamos caminhar em harmonia com os demais poderes para alcançar um Estado eficiente, que melhore a vida de todos, servindo de exemplo para o Brasil de que é possível um projeto político inovador, com compromisso fiscal, transparência e valorização da execução técnica, voltado exclusivamente para atender corretamente, de maneira honesta, justa e, principalmente, oferecer serviços com qualidade, respeitando os recursos pagos em tributos provenientes do esforço e trabalho de todos nós mineiros. Teremos, com toda certeza, um ótimo 2023, fica aqui os meus votos de feliz ano novo para todos.

Lula toma posse diante de centenas de milhares, recebe a faixa de representantes do povo e defende a democracia

Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse no último domingo (1º) como o 39º presidente da história do país. A celebração do início do mandato levou centenas de milhares de apoiadores à Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Em um dos momentos mais marcantes, Lula recebeu a faixa presidencial de pessoas comuns, representantes do povo brasileiro.

Em discursos, o presidente ressaltou a defesa da democracia e o foco no combate à pobreza e à fome. Ao falar de fome, no parlatório do Palácio do Planalto, de frente para a multidão, Lula chegou a chorar.

Ele também fez críticas ao governo anterior, sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Veja o que de principal aconteceu na posse:

Desfile no Rolls Royce

A equipe de Lula não havia confirmado até o início da tarde se o presidente faria o trajeto até o Congresso Nacional em carro aberto.

A dúvida acabou quando, no início da tarde, ele subiu no tradicional Rolls Royce da Presidência. Lula estava acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e da mulher do vice, Lu Alckmin.

Tropas em revista

Em seguida, na chegada ao Congresso, Lula passou em revista as tropas militares, uma das etapas tradicionais da celebração da posse (veja no vídeo abaixo).

Discurso no Congresso

Lula foi oficialmente empossado no Congresso, em cerimônia diante de parlamentares e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Em uma fala de 31 minutos, o presidente exaltou a “democracia para sempre”.

“Sob os ventos da redemocratização, dizíamos ‘ditadura nunca mais’. Hoje, depois do terrível desafio que superamos, devemos dizer ‘democracia para sempre'”, afirmou.

Lula disse ainda que seu governo vai ser de esperança, união do país e sem revanchismo.

“Hoje, nossa mensagem ao Brasil é de esperança e reconstrução. O grande edifício de direitos, de soberania e de desenvolvimento que essa nação levantou a partir de 1988, vinha sendo sistematicamente demolido nos anos recentes. É para reerguer esse edifício de direitos e valores nacionais que vamos dirigir todos os nossos esforços”, disse Lula.

Sem citar o nome de Bolsonaro, afirmou que irregularidades na pandemia devem ser investigadas.

“Em nenhum outro país, a quantidade de vítimas fatais foi tão alta proporcionalmente à população quanto no Brasil, um dos países mais preparados para enfrentar as emergências sanitárias”, argumentou.

“Este paradoxo só se explica pela atitude criminosa de um governo negacionista, obscurantista e insensível à vida. As responsabilidades por este genocídio hão de ser apuradas e não devem ficar impunes”, acrescentou Lula.

Faixa presidencial

Ao sair do Congresso, Lula foi para o Palácio do Planalto e subiu a rampa.

Em uma das cenas mais históricas da posse, ele subiu acompanhado de Janja, cidadão comuns e a cachorrinha do casal, chamada de Resistência, em referência ao período em que Lula passou preso.

No alto da rampa, a faixa passou pelas mãos dos representantes do povo e foi finalmente entregue a Lula por Aline Sousa, uma mulher de 33 anos, catadora desde os 14.

Choro ao falar sobre fome

Já com a faixa no peito, Lula se dirigiu ao parlatório do palácio, para falar à multidão que o aguardava na Praça dos Três Poderes.

Foi nesse discurso que, ao falar da fome no país, Lula chorou.

“Há muito tempo, não víamos tamanho abandono e desalento nas ruas. Mães garimpando lixo em busca de alimento para seus filhos. Famílias inteiras dormindo ao relento, enfrentando o frio, a chuva e o medo. Crianças vendendo bala ou pedindo esmola, quando deveriam estar na escola vivendo plenamente a infância a que têm direito”, disse.

“Trabalhadores e trabalhadoras desempregados, exibindo nos semáforos cartazes de papelão com a frase que nos envergonha a todos: ‘por favor, me ajuda'”, continuou, perdendo a voz em razão do choro.

Líderes estrangeiros e posse de ministros

A próxima etapa no dia de Lula foi, dentro do Palácio do Planalto, receber cumprimentos de líderes estrangeiros. Entre eles, estavam 17 chefes de Estado.

Na sequência, Lula deu posse a seus 37 ministros.

Primeiros atos

Ainda no Palácio do Planalto, Lula assinou os primeiros atos administrativos de seu mandato. Um deles foi a medida provisória que garante o pagamento de R$ 600 do Bolsa Família.

Lula também assinou decreto que altera a política de Bolsonaro de flexibilização de acesso às armas.

Outro ato do presidente prevê reavaliar sigilos impostos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em documentos

Cássia faz réveillon sem fogos de estampido e embalagens de vidro

A Prefeitura de Cássia iniciou, na última quinta-feira (29), as apresentações do réveillon 2023 com duas novidades: a festa não terá fogos de estampido e está proibida a comercialização de bebidas em recipientes de vidro em toda área central do município.

A festa é uma iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Cássia (Acic) com apresentações da banda Saudade da Zona, de Passos. Todas os outros shows são realizados pela prefeitura. No dia 30 o evento fica a cargo da banda Conexão Nacional e, no dia 31, quem faz a festa é a banda Hora H.

De acordo com a Coordenação de Cultura e Patrimônio Histórico de Cássia, no dia 1º a festa será de Guilherme Maia. Todos os eventos serão realizados na Praça Barão de Cambuí, a partir das 22h, abertos para toda população.

Decreto assinado pelo prefeito Rêmolo Carvalho Pinto proibiu os vasilhames de vidro durante as festividades de comemoração de fim de ano na área central do Município de Cassia, como forma de garantir a segurança e integridade física dos munícipes e visitantes. Segundo o decreto, a desobediência ao disposto nele acarretará na imediata apreensão do produto/mercadoria, bem como aplicação de demais medidas legais aplicáveis. A fiscalização e apreensão será realizada pela Polícia Militar, com o auxílio da equipe de segurança e de apoio contratadas para o evento.

Já a proibição de fogos está prevista em lei municipal de março de 2021. Ela proíbe o “uso de fogos de artifício que causem poluição sonora, como estouros e estampidos, em todo o território do município de Cássia, excetuando-se desta proibição a queima de artefatos que provocam apenas efeitos visuais, e, neste caso, com a devida licença expedida pelo órgão competente da Prefeitura Municipal”. (Clic Folha)

Lula anuncia Jean Paul Prates para presidência da Petrobras

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (30) a indicação do advogado, economista e senador do PT Jean Paul Prates para a presidência da Petrobras. 

Com o início do próximo governo, a indicação deverá ser formalizada pelo Ministério de Minas e Energia, para o qual foi anunciado o senador Alexandre Silveira (MDB-MG). 

Prates foi eleito em 2014 primeiro suplente da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), para o período 2015-2022, e assumiu a vaga dela no Senado em 2019, após sua eleição para governadora do Rio Grande do Norte.

O senador foi às redes sociais nesta sexta-feira para declarar que estava honrado com a escolha e disse que o “olhar para o futuro” foi a principal demanda dada a ele pelo presidente eleito Lula.

“Precisamos pensar no futuro e investir na transição energética para atender às necessidades do país, do planeta e da sociedade, além dos interesses de longo prazo de seus acionistas [da Petrobras]”, disse ele. Afirmou, ainda, que Lula “acredita que a empresa deve permanecer como uma referência de mercado, tecnologia, governança e responsabilidade social”.

Braspetro

O indicado cursou Direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Na pós-graduação, fez mestrado em Planejamento Energético e Gestão Ambiental pela Universidade da Pennsylvania, nos Estados Unidos. Na França, concluiu o segundo mestrado, em Economia de Petróleo, Gás e Motores, pelo Instituto Francês do Petróleo.

Prates foi membro da assessoria jurídica da Petrobras Internacional (Braspetro), no fim da década de 1980, e teve sua atuação profissional ligada à área de petróleo e gás, participando da elaboração da Lei do Petróleo e da redação do modelo do contrato de concessão oficial brasileiro e do decreto dos royalties

Bolsonaro faz live de despedida, critica ato terrorista e diz que nada está perdido com Lula 3

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma live de despedida do cargo na manhã desta sexta-feira (30), na qual condenou a tentativa de um ato terrorista em Brasília, criticou a montagem do governo Lula (PT), repetiu o discurso de perseguido, ensaiou uma fala como líder da oposição e defendeu os atos antidemocráticos de seus apoiadores pelo país.

No começo da tarde, ele decolou para os Estados Unidos para passar a virada do ano. Bolsonaro decidiu desprezar o rito democrático e não passará a faixa para Lula.

“É um governo que começa capenga”, disse Bolsonaro na live, sobre a gestão petista que se inicia neste domingo (1º). O presidente ainda ensaiou um discurso de oposição ao governo Lula, o que vinha evitando em sua reclusão após a derrota de outubro.

“Não tem tudo ou nada. Inteligência. Vamos mostrar que somos diferentes.” Ainda sobre o Lula 3, disse que “nada está perdido” e que o “Brasil não vai se acabar nesse 1º de janeiro”. “O Brasil não sucumbirá, acreditem em vocês”, afirmou o presidente. “Perde-se batalha, mas não perderemos a guerra.”

Na live, Bolsonaro não chegou a mencionar sua viagem ao exterior, mas embarcou horas depois em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Também nesta sexta, o governo publicou uma autorização para que assessores o acompanhem na ida para Miami de 1 a 30 de janeiro. Foram autorizados a viajar com ele 4 dos 8 nomes que foram nomeados para serem assessores de Bolsonaro após ele deixar o governo.

Ao falar dos limites de sua caneta, Bolsonaro ficou com os olhos marejados na live que durou quase uma hora. Disse ter feito o possível pela reeleição, criticou os nomes indicados para o ministério de Lula e repetiu o discurso de que teria sido perseguido por imprensa e Judiciário ao longo de seus quatro anos de mandato.

No mesmo pronunciamento, Bolsonaro mais uma vez criticou a Justiça Eleitoral, dizendo que a eleição não foi imparcial, em novo ataque ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o comando de Alexandre de Moraes. “Não vamos duvidar das urnas aqui”, disse em seguida, ao oscilar o tom da crítica.

O presidente disse que não quis se envolver nos atos antidemocráticos em frente aos quartéis, aos quais chamou de pacíficos. Os atos, porém, pedem um golpe militar e escalam em casos de violência pelo país. Eles têm sido atiçados pelo próprio Bolsonaro desde a derrota para Lula no segundo turno das eleições.

Segundo Bolsonaro, esses atos foram espontâneos e não serão perdidos com o tempo. As pessoas que estão ali e pedem golpe militar, segundo o presidente, estão em busca da liberdade e da democracia.

“Nada justifica aqui em Brasília essa tentativa de ato terrorista no aeroporto de Brasília. Nada justifica. Um elemento que foi pego, graças a Deus, com ideias que não coadunam com nenhum cidadão. Agora massifica em cima do cara como bolsonarista o tempo todo. É a maneira da imprensa tratar”, disse, em referência ao bolsonarista preso após planejar um atentado com um caminhão de combustível.

Essa escalada da violência nos atos liderados por bolsonaristas fez desmoronar o discurso público do presidente e de seus aliados, que destacavam as manifestações como ordeiras e pacíficas e buscavam associar protestos violentos a grupos de esquerda.

Com casos de violência que incluem agressões, sabotagem, saques, sequestro e tentativa de homicídio, as manifestações atingiram seu ponto crítico e acenderam o alerta das autoridades, que realizaram prisões e investigam até possível crime de terrorismo.

Na mesma live desta sexta, o presidente admitiu que negociou cargos com deputados e senadores para consolidar maioria no Congresso, mas disse que isso só ocorreu no segundo escalão e que definiu seus ministros por critérios técnicos, o que não é verdade.

Ele afirmou que “é um momento de reflexão” e que “não é momento de procurar responsáveis pelo que está acontecendo”.

“Não é caso de ficar atacando pessoas, instituições. Quando a situação está difícil, tem que buscar apoio, ajuda, trazer gente para nosso lado, prepará-las para momentos difíceis”, afirmou.

Bolsonaro também criticou Lula, falou para as pessoas compararem os ministros de seu governo “com os indicados pelo opositor” e que procurou uma solução para evitar a posse do petista.

“Eu busquei dentro das quatro linhas, dentro das leis, respeitando a Constituição saída para isso aí. Se tinha alternativa para isso, se podia questionar ou não alguma coisa, tudo dentro das quatro linhas”, disse.

“Como foi difícil ficar dois meses calado trabalhando para buscar alternativas. Qualquer coisa que falasse seria um escândalo na imprensa. Eu quieto sou atacado. Mas vamos lá.”

Bolsonaro lamentou o que chamou de “censura à liberdade de expressão” em relação às fake news que disseminou sobre a vacina da Covid.

Afirmou que o país e a mídia criticavam o que era dito sobre Covid por parte de médicos e por ele, se referindo ao processo da Polícia Federal que imputou crimes ao presidente por dizer que as vacinas contra Covid causavam a infecção por HIV.

A informação constava em live do dia 21 de outubro de 2021, quando, segundo relatório da PF, o mandatário fez disseminação “consciente, de forma direta e voluntária” de desinformação produzida por seu ajudante de ordens, Mauro Cesar Barbosa Cid. O vídeo foi derrubado pelo Facebook e pelo YouTube.

O mandatário fez poucos pronunciamentos desde que perdeu as eleições.

O primeiro deles foi dois dias após o pleito, quando deu declaração à imprensa em que criticou bloqueios nas estradas por seus aliados, mas falou que as manifestações eram fruto de sentimento de indignação e injustiça com a eleição na qual foi derrotado pelo petista.

No dia seguinte, divulgou um vídeo em que pediu para sua militância liberar as rodovias.

Após a derrota, o presidente verborrágico que não hesitava em comprar brigas e comentar os principais acontecimentos do noticiário deu lugar a um Bolsonaro recluso e de poucas palavras após a derrota.

A posse de Lula ocorrerá no próximo domingo. É praxe que o presidente que deixa o poder passe para o sucessor a faixa presidencial. Bolsonaro, porém, já vinha falando a interlocutores desde que perdeu as eleições que não pretendia cumprir o rito democrático.

PM faz reunião para combater ‘crime do sapatinho’ na região

Por volta das 16h30 da última terça-feira (27) a Polícia Militar realizou um realizou um
encontro com gerentes de bancos de Passos (MG). A conferência aconteceu na sala de
reuniões do 12° Batalhão da Polícia Militar.

A reunião, que foi conduzida pelo 1º Tenente da PM, Fábio José Oliveira Maia, Comandante
do 3º Pelotão da 77ª Cia PM, teve por objetivo estreitar o relacionamento entre a PMMG e
gerentes de bancos, bem como retomar as atividades relativas à implementação de
estratégias de combate ao crime de extorsão mediante sequestro envolvendo Instituições
Financeiras – “Crime do Sapatinho”.

Recebe a alcunha de “crime do sapatinho” a ação de infratores que cometem o crime de
extorsão mediante sequestro ou extorsão em face de funcionários que exercem função
gerencial em Instituições Financeiras. A alcunha se deve ao modus operandi do crime,
caracterizado por uma execução silenciosa.

O projeto pretende também reduzir o tempo de resposta policial mediante a interrupção da
ação criminosa nas primeiras etapas do iter criminis, com essa finalidade, os participantes
receberam orientações quanto às medidas de segurança das instituições financeiras e de
auto proteção dos bancários

Governo de Minas decreta luto oficial de três dias pelo falecimento de Pelé

O Governo de Minas Gerais decretou, na última quinta-feira (29), luto oficial de três dias, em todo o estado, em sinal de pesar pelo falecimento do mineiro Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Natural de Três Corações, o ‘Rei do futebol’, como ficou conhecido internacionalmente, foi o mais jovem jogador da história a vencer uma Copa do Mundo, aos 17 anos, projetando o Brasil para o cenário mundial deste esporte.

Pelas redes sociais, o governador Romeu Zema e o secretário-geral e vice-governador eleito, Professor Mateus, lamentaram a morte do desportista.

“Minas perde um dos seus filhos mais ilustres; o Brasil, o seu maior camisa 10; e, o mundo, o Rei do futebol. De Três Corações, o Atleta do Século. Em nossas memórias ficarão as vitórias e alegrias que proporcionou aos brasileiros e amantes do esporte”, disse o governador.

“Mineiro de Três Corações, o Edson virou Pelé, depois o Rei. O Rei eterno do futebol mundial e melhor de todos os tempos. Perdemos hoje nosso maior camisa 10. Meus sentimentos a todos os brasileiros”, registrou o vice-governador eleito.

O tricordiano Edson faleceu em São Paulo nesta quinta-feira, aos 82 anos, e enfrentava dura batalha contra um câncer no intestino, desde 2021. Pelé se despede com status de imortal e reconhecido em todos os continentes como o maior jogador de futebol de todos os tempos.

Bancos não vão abrir nesta sexta-feira

As agências bancárias não irão abrir ao público nesta sexta-feira (30). O expediente bancário só retornará na segunda-feira (2). As informações são da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo a entidade, nos dias em que as agências estiverem fechadas a população poderá utilizar os meios eletrônicos de atendimento bancário, como mobile e internet banking, caixas eletrônicos, banco por telefone e correspondentes para fazer transações financeiras.

“Os carnês e contas de consumo (como água, energia, telefone, etc.) vencidos no feriado [dia 1º] poderão ser pagos sem acréscimo no dia útil seguinte. Normalmente, os tributos já estão com as datas ajustadas ao calendário de feriados, sejam federais, estaduais ou municipais”, destacou a Febraban.

Ano termina com apreensão de mais de cinco toneladas de drogas em operações conjuntas em Minas

Neste ano, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Subsecretaria de Inteligência e Atuação Integrada (Suint), promoveu e coordenou mais de 25 operações integradas. Entre elas, a Operação Mar de Minas, Operação Divisas Integradas VII, Operações Integradas da Blitz Lei Seca e Operação Maria da Penha. Dentre os vários resultados obtidos nestas operações, destacam-se a apreensão de 5.414 quilos de drogas; a abordagem e fiscalização de 116.395 veículos; a condução de 6.247 pessoas; e a apreensão de 450 armas.

O subsecretário de Inteligência e Atuação Integrada da Sejusp, Christian Vianna de Azevedo, chama a atenção para o fato de que estas operações representam apenas a ponta de um grande iceberg no combate a modalidades de crimes. “O serviço de Inteligência tem evitado crimes antes que eles aconteçam. Integração vai além de ações policiais visíveis, há todo um trabalho de prevenção e investigação, nisto entra uma interface com as mais diversas instituições e o uso de tecnologia”, explica o subsecretário.   

A Suint tem atuado da forma mais ampla possível, não somente com as forças de segurança dos âmbitos municipal, estadual e federal, mas, também, com entes privados, como instituições bancárias, empresas de prestação de serviço público, e outras secretarias como a da Saúde, do Desenvolvimento Social e da Infraestrutura.   

As polícias Militar, Civil, Penal, Federal, Rodoviária Federal, Forças Armadas, Ministério Público, Agência Brasileira de Inteligência, Banco Central, Tribunal de Justiça, Sistema Socioeducativo, Guarda Civil Municipal, dentre outras instituições, estão presentes em operações, cursos de capacitação e nos trabalhos de Inteligência. “Temos trabalhado em conjunto com inúmeras corporações, instituições públicas e privadas, sempre no sentido de entender o que podemos fazer para eles, e eles por nós. Saber das necessidades uns dos outros e manter uma ajuda mútua é fundamental e contribui efetivamente para a Segurança Pública”, reforça Christian Vianna.   

Capacitação  

A Superintendência Educacional de Segurança Pública realizou mais de 200 capacitações, de janeiro a novembro deste ano, das quais participaram 10.856 pessoas, tanto de Minas Gerais como de diversos estados da federação.   

Um dos cursos mais procurados foi o de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) de Combate, que treinou mais de 5 mil profissionais da segurança de Minas Gerais e de todo o país, como policiais, integrantes das Forças Armadas e guardas municipais em 149 edições realizadas nos últimos 18 meses. Vale ressaltar que existe um comitê brasileiro de APH de Combate, que tem o objetivo de treinar os servidores públicos da área de segurança; e Minas Gerais vem se destacando como o Estado referência, sendo o que mais treina policiais no Brasil.   

Em 2022, houve a capacitação de mais de 250 profissionais de Inteligência por intermédio de cooperação das instituições que integram o Sistema de Inteligência de Segurança Pública. Os cursos foram criados e oferecidos para atender as mais diversas áreas de atuação, como por exemplo o combate ao terrorismo, uso de aeronaves remotamente pilotadas, operações com cães em ambientes carcerários e gerenciamento de crises e negociação de reféns.

Participação ampla   

No âmbito da política da Metodologia de Integração da Gestão em Segurança Pública (Igesp), em 2022 foram realizadas reuniões com todas as 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) do estado. O objetivo principal foi reduzir os indicadores de homicídios consumados, crimes violentos e ainda a identificação e solução de problemas locais.    

Estiveram presentes nas reuniões, além de servidores de todas as subsecretarias da Sejusp e dos representantes dos níveis estratégicos e regionais das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros, integrantes do Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, OAB, Polícia Rodoviária Federal e prefeituras.   

Nestas reuniões foram debatidos e dados encaminhamentos para as seguintes pautas: integração entre as forças de segurança, compartilhamento de dados e informações de Inteligência, intervenções locais com operações integradas, vagas no sistema socioeducativo, programas de prevenção à criminalidade, crimes ambientais e ressocialização de jovens e adultos. 

Centro Integrado 

O coração operacional da Segurança Pública em Minas Gerais é o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que funciona no Prédio Alterosas da Cidade Administrativa, e é coordenado pela Sejusp. 

Atualmente, estão representados no CICC, instituições e órgãos dos âmbitos federal, estadual e municipal. Do federal, são os seguintes: Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Departamento de Polícia Federal (DPF), Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Aeronáutica. Do âmbito estadual, o CICC conta com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Sistema Socioeducativo, Defesa Civil, Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam). A Guarda Civil de Belo Horizonte é o órgão municipal com representação permanente na estrutura. 

Todos trabalham lado a lado, com outras forças e instituições que oferecem apoio quando necessário. No local, mais de 80 telas monitoram, 24 horas por dia e sete dias por semana, cerca de 1,3 mil pontos de Belo Horizonte e região metropolitana, além de rodovias pelo estado. Todo esse esforço de integração visa, em primeiro lugar, à tomada de decisões ágeis e inteligentes e, a partir dela, a otimização de recursos e a execução de ações coordenadas de segurança pública.  

Governo publica autorização para assessores de Bolsonaro acompanharem o presidente em viagem a Miami

Foto: Alan Santos/PR

O governo publicou nesta sexta-feira (30), no “Diário Oficial da União”, uma autorização para assessores que trabalharão com Jair Bolsonaro após o fim do mandato acompanharem o presidente em viagem a Miami, nos Estados Unidos.

Questionado oficialmente, o Palácio do Planalto não confirma a viagem internacional do presidente.

O despacho no “Diário” prevê que a viagem dos assessores vai durar do dia 1º de janeiro, próximo domingo, até o dia 30 de janeiro.

O mandato de Bolsonaro termina neste sábado (31). No domingo, assume o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

Após deixar de ser presidente, Bolsonaro tem direito a manter assessores com dinheiro público. Por isso a autorização da viagem é feita pelo governo.

Cinco assessores vão acompanhar o presidente, para dar apoio e fazer a segurança, segundo o despacho oficial.

Desde que perdeu as eleições, no fim de outubro, o presidente praticamente não compareceu a compromissos oficiais e reduziu a quase zero suas manifestações e falas públicas. Bolsonaro tem passado a maior parte dos dias na residência oficial do Palácio da Alvorada.

Jornal Folha Regional
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