A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (3) a autorização para a condução de um ensaio clínico que terá como produto investigacional a SpiN-Tec, uma candidata à vacina para covid-19. A SpiN-Tec é uma proteína quimérica recombinante que utiliza a proteína SpiN, desenvolvida pelo Centro de pesquisa e produção de vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (CT Vacinas da UFMG).
Para a autorização, a agência analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento dos produtos, incluindo estudos não clínicos in vitro e em animais, bem como dados preliminares de estudos clínicos em andamento. Os resultados obtidos, até o momento, demonstraram um perfil de segurança aceitável da vacina candidata.
Segundo a Anvisa, trata-se de ensaios clínico em que o produto investigacional será utilizado pela primeira vez em humanos. O ensaio terá duas partes: “Um ensaio clínico, de fase 1, de dose escalonada para verificar segurança e reatogenicidade do produto investigacional; e outro ensaio clínico, de fase 2, para estudo de segurança e imunogenicidade da SpiN-Tec”.
“O ensaio clínico incluirá participantes saudáveis de ambos os sexos, com idade entre 18 e 85 anos, que completaram o esquema vacinal primário com a Coronavac ou Covishield (Astrazeneca/Oxford), e que receberam uma ou duas doses de reforço com a Covishield ou Comirnaty (Pfizer) há pelo menos seis meses”, informou a Anvisa.
O estudo será financiado pela UFMG, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e prefeitura de Belo Horizonte. (Agência Brasil)
Duas apostas, uma de Caxias do Sul (RS) e outra de Fernandópolis (SP), vão dividir o prêmio de R$ 317 milhões da Mega-Sena, o maior entre concursos regulares.
De acordo com a Caixa, os sortudos vão receber R$ 158.926.894,27 cada. A aposta feita em Fernandópolis é de um bolão de seis cotas, que daria cerca de R$ 26,4 milhões para cada participante.
As dezenas sorteadas no concurso 2525, neste sábado (1), foram 04 – 13 – 21 – 26 – 47 – 51. Em Minas Gerais, 65 apostas acertaram cinco dezenas.
Na próxima quarta-feira (5), a Mega-Sena 2526 tem prêmio estimado em R$ 3 milhões. Quem quiser concorrer já pode apostar nos canais eletrônicos das Loterias Caixa (site/aplicativo).
Preço
Um jogo simples de seis números custa R$ 4,50. O participante tem a opção de aumentar as chances de ganhar selecionando até 15 dezenas no volante. Nesse caso, o valor a ser pago ficará acima de R$ 22 mil.
6 números – R$ 4,50
7 números – R$ 31,50
8 números – R$ 126,00
9 números – R$ 378,00
10 números – R$ 945,00
11 números – R$ 2.079,00
12 números – R$ 4.158,00
13 números – R$ 7.722,00
14 números – R$ 13.513,50
15 números – R$ 22.522,50
Probabilidade
A chance de uma aposta com seis números levar o prêmio principal na Mega-Sena é de 1 em 50 milhões. A proporção aumenta na medida em que mais números são escolhidos.
6 números – 1 em 50.063.860
7 números – 1 em 7.151.980
8 números – 1 em 1.787.995
9 números – 1 em 595.998
10 números – 1 em 238.399
11 números – 1 em 108.363
12 números – 1 em 54.182
13 números – 1 em 29.175
14 números – 1 em 16.671
15 números – 1 em 10.003
Resgate do prêmio
Os prêmios da Mega-Sena podem ser resgatados em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa. Valores acima de R$ 1.903,98 serão liberados somente no banco, mediante apresentação de documento de identidade com CPF e recibo de aposta. Transferências de quantias iguais ou superiores a R$ 10.000,00 ocorrerão no prazo mínimo de dois dias após a presença do ganhador na agência.
Se o apostador jogar pela internet, terá a opção de receber pelo app Mercado Pago, com valor máximo de R$ 1.903,98.
Caso ache melhor comparecer a uma unidade lotérica, precisará portar o comprovante impresso da aposta e o código de resgate de seis números, gerado pelo portal Loterias Caixa, com validade de 24 horas.
Ao menos 32 crianças estão entre as 125 pessoas que morreram no fim de semana na Indonésia em uma das maiores catástrofes da história do futebol, quando as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo em um estádio lotado e provocaram um grande tumulto, anunciaram as autoridades.
“De acordo com as últimas informações que recebemos, das 125 pessoas que morreram no acidente, 32 eram crianças, sendo a mais jovem um menino de três ou quatro anos”, declarou à AFP Nahar, do ministério do Empoderamento das Mulheres e da Proteção da Infância.
Inicialmente as autoridades haviam anunciado mais de 170 mortes, mas posteriormente corrigiram o número para 125.
O presidente da Indonésia, Joko Widodo, ordenou uma indenização às famílias das vítimas.
“Como sinal de condolências, o presidente doará 50 milhões de rupias (aproximadamente R$ 16 mil) para cada vítima falecida”, disse o ministro da Segurança, Mahfud MD, que prometeu a entrega do dinheiro em um ou dois dias.
A tragédia da noite de sábado (1º) na cidade de Malang também deixou 323 feridos.
A confusão começou depois que torcedores do Arema FC invadiram o gramado do estádio Karnjurhan depois que o time perdeu por 3-2 para o Persebaya Surabaya, a primeira derrota para o rival em mais de duas décadas.
A polícia respondeu com o uso de gás lacrimogêneo contra as arquibancadas lotadas, o que provocou uma corrida desesperada dos torcedores para pequenos portões, onde foram esmagados ou asfixiados, segundo testemunhas.
As forças de segurança chamaram o incidente de motim, no qual dois agentes morreram, mas os torcedores acusaram a polícia de exagerar na resposta e provocar a morte de muitas pessoas.
Jogadores e funcionários do Arema FC colocam pétalas em um monumento às vítimas da tragédia no estádio Kanjuruhan na Indonésia — Foto: REUTERS/Willy Kurniawan
Crítica à polícia
Nesta segunda-feira (3) foram aplicadas as primeiras sanções: o chefe da Polícia de Malang, Ferlo Hidayat, foi destituído e nove agentes foram suspensos, anunciou o porta-voz da Polícia Nacional, Dedi Prasetyo.
“Uma de nossas mensagens é que as autoridades devem investigar de maneira profunda; Queremos prestação de contas. Quem é o responsável?”, questionou Andika, de 25 anos, que não revelou o sobrenome.
Prasetyo indicou que os investigadores estão analisando as imagens das câmeras de segurança do estádio e apontou que 28 policiais foram interrogados, especialmente sobre o uso de gás lacrimogêneo no estádio.
O presidente do Arema FC, Gilang Widya Pramana, pediu desculpas e se responsabilizou pelo incidente.
“Como presidente do Arema FC, assumirei toda a responsabilidade do ocorrido. Peço desculpas profundas às vítimas, seus familiares, todos os indonésios e à Liga 1”, disse.
Grupos de defesa dos direitos humanos exigiram uma comissão independente e que os policiais sejam responsabilizados pelo uso de gás lacrimogêneo em um espaço fechado.
Uma petição online com o título “A polícia deve parar de usar gás lacrimogêneo” recebeu quase 6.000 assinaturas nas primeiras horas.
O técnico do Arema FC, o chileno Javier Roca, disse que “alguns torcedores morreram nos braços dos jogadores”.
“Os jovens passavam com as vítimas nos braços. Acho que a polícia ultrapassou os limites”, declarou à rádio espanhola Cadena Ser.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, considerou a tragédia um “dia sombrio para o futebol”.
Pétalas são colocadas em um monumento às vítimas da tragédia no estádio Kanjuruhan, na Indonésia — Foto: REUTERS/Willy Kurniawan
Veja qual candidato ganhou em cada estado no 1º turno
O candidato a Presidência da República, Lula (PT), venceu em 14 estados e no exterior, enquanto Jair Bolsonaro (PL) foi o mais votado em 12 estados e no DF no primeiro turno das eleições 2022, realizada no último domingo.
Terceira colocada na corrida nacional, Simone Tebet (MDB) não venceu em nenhum estado.
Na divisão por regiões, Lula venceu em todos os estados do Nordeste. Já Bolsonaro teve seu melhor desempenho no Centro-Oeste e no Sul, onde teve a maior parte dos votos em todos os estados das duas regiões e no Distrito Federal.
No Sudeste, Bolsonaro ficou à frente em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo; já Lula venceu em Minas Gerais.
O Norte foi a região mais dividida, com Lula à frente em quatro estados (Amapá, Amazonas, Pará e Tocantins); e Bolsonaro, em três (Acre, Rondônia e Roraima). (G1)
Balanço da Operação Eleições 2022 divulgado às 17h pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública contabiliza 939 crimes eleitorais e 307 prisões em todo o país neste domingo (2) de eleições. Foram 233 registros de crimes de boca de urna e 149 de compra de votos/corrupção eleitoral. Há, ainda, 33 casos de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto.
O estado com maior número de flagrantes de crimes eleitorais é Minas Gerais, com 97 registros. Goiás e Paraná tiveram 91 registros de prisão, cada. Acre vem na sequência com 72 flagrantes de crimes, seguido do Pará e do Rio de Janeiro, ambos com 60 registros.
Das 307 prisões, 38 foram registradas em Roraima; 32 no Amazonas; 30 no Pará; 25 em Minas Gerais; e 24 no Acre e no Amapá. Foram 40 casos de transporte irregular de eleitores, dos quais 11 no Pará; seis no Amazonas; e cinco no Rio Grande do Norte.
Os estados com mais registros de boca de urna são Paraná e Goiás – ambos com 28 registros. Na sequência vem Acre e Minas Gerais, com 23 ocorrências cada; Rio de Janeiro (21); Mato Grosso (15) e Santa Catarina (13).
Até o momento, R$ 1,969 milhão foi apreendido com suspeitos. No Paraná foram apreendidos R$ 700 mil. No Piauí, mais R$ 383,8 mil; e em Roraima, R$ 207 mil. Ao todo, 11 armas foram apreendidas próximas aos locais de votação.
Dos 74 crimes comuns cometidos em locais de votação, 64 foram contra candidatos. O Rio de Janeiro é o estado com maior quantidade deste tipo de crime (24), com uma incidência quatro vezes maior do que a do segundo lugar, que foi Goiás, com seis ocorrências. Em terceiro lugar está o Ceará, com cinco registro de crimes contra candidatos.
Dos 20 casos de falta de energia elétrica nos locais de votação, nove foram em Minas Gerais; quatro no Piauí; três no Amazonas. Bahia, Distrito Federal, Espirito Santo e Maranhão registraram um caso, cada.
Ainda segundo o balanço do ministério, até o momento foram registrados 92 incidentes de segurança pública e defesa civil. Em Minas Gerais foram 31 incidentes. Goiás e Piauí tiveram 13 incidentes, cada, seguidos de Pernambuco (6). (Agência Brasil)
A eleição presidencial de 2022 será decidida em segundo turno, disputado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) — após um primeiro turno com uma diferença mais apertada do que previam as principais pesquisas de intenção de voto.
No primeiro turno, com 96,93% das urnas apuradas, Lula (PT) estava em primeiro com 54.887.668 votos (47,85% do total dos votos válidos) e Bolsonaro, em segundo, tinha 50.117.086 votos (43,70%dos válidos) — o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já considerava, então, a eleição matematicamente encaminhada para um segundo turno.
Serão quase quatro semanas até a próxima votação, em 30/10.
Em entrevista coletiva realizada na noite deste domingo (2/10), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, comemorou o que classificou como uma eleição segura e transparente.
“Houve intercorrências, mas como houve em qualquer outra eleição. Chegamos ao final desse dia com a certeza de que a Justiça Eleitoral cumpriu sua missão constitucional de garantir segurança e transparência nas eleições”, afirmou.
O ministro também disse que poderá haver acirramento político no segundo turno das eleições presidenciais, mas disse acreditar que “a era de ataque” à Justiça Eleitoral é coisa do “passado”.
“O acirramento das candidaturas, das campanhas no segundo turno é o acirramento político e sendo assim não acredito que haja ataques maiores à justiça eleitoral já que a justiça eleitoral mostrou sua competência e transparência na apuração […] acredito que a era de ataque à justiça eleitoral é passado”, disse Alexandre de Moraes.
Há desafios para Bolsonaro, como a vantagem numérica de Lula no primeiro turno, alta rejeição do eleitorado, baixo potencial de atrair eleitores de outros candidatos, verba restrita para campanha e lenta recuperação da economia.
Por outro lado, especialistas afirmam que Bolsonaro deve conseguir atrair o apoio de diversos setores da direita que estavam pulverizados nos Estados e na disputa presidencial. E também ampliar a campanha negativa contra Lula e o PT baseada acusações de corrupção e na pauta de costumes.
Entenda abaixo cinco dos principais desafios para Bolsonaro na disputa contra Lula.
1. Vantagem de Lula
“Lula, ao contrário de Bolsonaro, tem entre os eleitores uma memória de um legado muito positivo, embora manchada pela corrupção. E a personalidade de Lula é oposta à de Bolsonaro em relação à moderação, à negociação e ao trânsito político. Lula tem talvez a maior capacidade política do país de tecer um arco de alianças é realmente muito plural, diverso”, afirmou a socióloga e professora Esther Solano Gallego (Unifesp).
Como dito acima, todos os candidatos que chegaram na liderança ao segundo turno acabaram vitoriosos nas eleições.
Bolsonaro tem, portanto, duas saídas: 1. atrair a ampla maioria dos votos dos candidatos que ficaram para trás no primeiro turno, como Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), e 2. tirar votos de Lula.
Mas quantos votos ainda estão “em disputa” entre Lula e Bolsonaro?
Como não é possível prever o comparecimento dos eleitores nem quantos votarão em brancos e nulos, o “saldo” de votos a ser disputado no segundo turno seria a soma de todos os outros candidatos.
Mas pesquisas realizadas no primeiro turno apontavam que Lula liderava como segunda opção nas urnas entre eleitores de Ciro Gomes e Simone Tebet.
Segundo pesquisa Datafolha realizada no fim de setembro, por exemplo, 38% dos eleitores de Ciro tinham Lula como segunda opção e 18% tinham Bolsonaro como segunda opção.
No caso dos eleitores de Tebet, 34% tinham Lula como segunda opção e 18% tinham Bolsonaro como segunda opção.
Isso não significa, obviamente, que todas essas pessoas votarão em Lula ou em Bolsonaro no segundo turno.
A segunda saída, tirar votos de Lula, parece ainda mais difícil para Bolsonaro. O único candidato que teve menos votos no segundo turno do que no primeiro foi Geraldo Alckmin em 2006.
O então presidenciável do PSDB teve quase 2,5 milhões de votos a menos na segunda votação. Seu adversário naquela eleição, Lula, teve quase 12 milhões de votos a mais no segundo turno. Curiosamente, Alckmin (agora no PSB) se tornou o vice de Lula na chapa presidencial deste ano.
2. Alta rejeição do eleitorado contra Bolsonaro
Um dos principais obstáculos de Bolsonaro durante toda a campanha eleitoral era a alta taxa de rejeição dos eleitores.
Pesquisa realizada pelo Ipec no fim de setembro apontava que 51% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro. Em comparação, 35% afirmavam que não votariam de jeito nenhum em Lula.
Segundo o Datafolha, em pesquisa no fim de setembro, as taxas mais altas de rejeição a Bolsonaro estavam entre mulheres, jovens, classes mais pobres, desempregados, estudantes, funcionários públicos e moradores das regiões Sudeste, Norte e Nordeste.
Especialistas apontam que esses números não são absolutos nem consolidados. Mas eles ficaram bastante estáveis ao longo do primeiro turno, o que aponta dificuldades para revertê-los.
Para alguns analistas, Bolsonaro ainda pode se beneficiar de elementos que o ajudaram a se eleger em 2018, como o antipetismo. Neste ano, esse sentimento estava diluído entre diversos candidatos no primeiro turno, e uma disputa agora concentrada em Lula e Bolsonaro pode reunir novamente esses eleitores antipetistas em torno de Bolsonaro, como ocorreu há quatro anos.
Outros especialistas afirmam que a rejeição de Bolsonaro tem um outro lado importante para ele: a mobilização constante de seus eleitores. Ou seja, estima-se que a taxa de comparecimento às urnas dos apoiadores de Bolsonaro deve ser maior do que a de outros candidatos.
Por outro lado, Solano Gallego avalia que Bolsonaro deve ter dificuldade para ampliar sua base de apoio porque o eleitorado não tem respondido à agenda da mesma forma positiva que fez em 2018.
“Nesta eleição, há um cansaço e uma saturação entre os eleitores evangélicos com a excessiva politização dos âmbitos religiosos, dos púlpitos. Mesmo com sua ofensiva de pânico moral, Bolsonaro já parou de crescer entre os evangélicos. É claro que ele continuará apostando nisso, colocando o PT como se fosse o destruidor da família, dos costumes, da fé e da moral.”
3. Lenta recuperação da economia
Uma das principais apostas de Bolsonaro durante o primeiro turno era que a melhora da economia brasileira impulsionaria sua campanha pela reeleição. Isso porque a economia era considerada o principal problema do país por grande parte dos eleitores.
Especialistas apontam que o cenário econômico menos pior tem beneficiado os números de Bolsonaro, tanto daqueles que declaram voto nele quanto daqueles que aprovam seu governo.
Mas a velocidade da recuperação tem sido bem mais lenta do que esperava o presidente.
A inflação, por exemplo, está em queda após seguidos aumentos. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação no país é de 10,07%, mesmo com a queda registrada em julho de 0,68% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), segundo o IBGE.
Economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central têm reduzido semana a semana as projeções da inflação para 2022. Atualmente, a previsão média de mais de cem instituições financeiras é de que a inflação feche o ano de 2022 abaixo de 6%.
Mas apesar de todas essas quedas, o Brasil ainda tem a 4ª maior taxa de inflação entre os países do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, segundo dados do início de agosto da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
4. Margem restrita para medidas de governo com potencial eleitoral
Ao longo da campanha, muitos analistas repetiram a expressão “jogar dinheiro do helicóptero”, cunhada pelo economista americano Milton Friedman, para falar das medidas bilionárias adotadas por Bolsonaro antes e durante a campanha eleitoral.
As duas principais foram o aumento do Auxílio Brasil (de R$ 400 para R$ 600) e a redução de impostos para abaixar os preços dos combustíveis.
Segundo especialistas, no segundo turno Bolsonaro não tem praticamente mais margem de manobra no orçamento federal para criar ou turbinar medidas com potencial eleitoral.
5. Falta de dinheiro (e de aliados) para a campanha
Os dados do fim de setembro apontavam que a campanha presidencial de Lula havia reunido R$ 89 milhões, quase tudo repassado pelo PT a partir do fundo eleitoral.
Àquela altura, a campanha de Bolsonaro havia recebido quase R$ 17 milhões do PL e arrecadado outros R$ 12 milhões em doações privadas (principalmente de empresários).
Para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), coordenador da campanha de seu pai à reeleição, a falta de dinheiro era um “ponto crítico” e já afetava a quantidade de viagens que Bolsonaro faria pelo país, por exemplo.
A enorme diferença entre os repasses do PT e do PL para as campanhas presidenciais reflete as estratégias de cada partido. Enquanto o PT priorizou a eleição de Lula, o PL se concentrou nas campanhas de candidatos ao Senado e à Câmara dos Deputados.
Entre outros motivos porque o tamanho da bancada de deputados federais é uma das referências usadas para definir quanto cada partido receberá dos cofres públicos.
Além disso, a transferência de Bolsonaro para o PL foi acompanhada por diversos parlamentares, o que acirrou ainda mais a disputa interna pelas verbas do partido para a campanha eleitoral de 2022.
Mas Bolsonaro não enfrenta apenas falta de verbas dentro de sua base partidária. Há relatos de falta de apoio também.
A popularidade elevada de Lula na região Nordeste, por exemplo, fez com que muitos aliados de Bolsonaro não fizessem campanha para ele com medo de afastar eleitores.
Um levantamento do jornal Folha de S.Paulo em agosto apontou que um terço dos candidatos a governador que estavam formalmente aliados com o PL nas eleições não publicavam imagens ou faziam referências a Bolsonaro nas redes sociais.
Para a socióloga e professora Esther Solano Gallego (Unifesp), a própria personalidade de Bolsonaro, “considerada por muitos brasileiros como instável, agressiva e intolerante”, atrapalha o acerto de alianças políticas para garantir sua governabilidade e ampliar seus palanques ao redor do país.
“(Bolsonaro) não conseguiu sequer ter um partido potente por trás, o que dizer de alianças eleitorais ou institucionais. Essa personalidade antidemocrática está fazendo com que o mundo institucional democrático brasileiro esteja dando as costas para ele.”
A cientista política e professora Maria do Socorro Braga (Unicamp), por outro lado, afirma que Bolsonaro deve conseguir turno atrair no segundo o apoio de diversos setores da direita brasileira.
Ela cita os exemplos da direita neoliberal, do partido União Brasil (fusão do DEM com o PSL), que no primeiro turno estava formalmente ligado à candidatura presidencial de Soraya Thronicke (União Brasil-MS), e de setores do PSDB, formalmente ligados à candidatura presidencial de Simone Tebet (MDB-MS).
“No segundo turno, o ex-presidente Lula terá muito maior dificuldade de arregimentar esses setores mais à direita. Os Estados serão fundamentais para fortalecer o Bolsonaro, especialmente no Sudeste e no Sul”, diz Braga.
Para a pesquisadora, haverá também aproximação de aliados de Bolsonaro no Congresso que não fizeram campanha para o presidente no primeiro turno, sob o temor de perderem votos em regiões onde Lula lidera com folga, mas que estarão de certa forma mais desimpedidos para apoiá-lo no segundo turno presidencial.
As eleitoras e os eleitores de Minas Gerais (MG) reelegeram Romeu Zema (Novo) como governador do estado para os próximos quatro anos. Até as 20h deste domingo (2), com 92,54% das urnas apuradas, ele havia recebido 5.677.713 votos, o que equivale a 56,71% do total de votos válidos. A disputa foi contra o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), que obteve 3.459.551 votos (34,55%).
Compareceram às urnas no estado um total de 77,79% de eleitoras e eleitores. Votaram em branco 1,81% das pessoas; outras 3,20% anularam o voto. A abstenção foi de 22,21%.
Romeu Zema (Novo) nasceu em Araxá (MG), na região do Triângulo Mineiro. O atual governador de Minas tem 54 anos, é formado em Administração e iniciou a vida política em 2018, vencendo a primeira eleição para o mesmo cargo, no segundo turno. Antes de ingressar na vida pública, foi presidente do Conselho de Administração do Grupo Zema, composto por empresas de varejo, distribuição de combustíveis, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças. Em 2022, concorre pela coligação Minas nos Trilhos (PP/Pode/Solidariedade/Patriota/Avante/PMN/AGIR/DC/MDB/Novo). Seu vice é o advogado e vereador de Belo Horizonte (MG) professor Mateus (Novo), de 41 anos.
O segundo lugar na disputa foi de Alexandre Silveira (PSD), apoiado pela campanha de Lula (PT) e Alexandre Kalil (PSD).
O bolsonarista Cleitinho (PSC) foi eleito senador por Minas Gerais com 4,1 milhões de votos. Quando houve confirmação, por volta de 95,8% das urnas tinham sido apuradas, e, o vencedor, registrava cerca 42% dos votos válidos. Informação foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O segundo lugar foi de Alexandre Silveira (PSD), apoiado pela campanha de Lula (PT) e Alexandre Kalil (PSD). Marcelo Aro (PP), e Sara Azevedo (Psol), respectivamente, ficaram com o terceiro e o quarto lugar.
Conservadores
Candidatos alinhados ao governo de Jair Bolsonaro (PL) tiveram destaque nas eleições. Nikolas Ferreira (PL) foi o mais votado da história do Estado para a Câmara, e Bruno Engler (PL) ficou na dianteira para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Estão definidos os 53 deputados federais de Minas Gerais para a legislatura 2023-2026. O resultado saiu no início da noite deste domingo (02/10), no primeiro turno das eleições gerais de 2022.
Lista dos 53 deputados federais mineiros eleitos:
1 – Nikolas Ferreira (PL)
2 – André Janones (Avante)
3 – Duda Salabert (PDT)
4 – Reginaldo Lopes (PT)
5 – Rogério Correia (PT)
6 – Diego Andrade (PSD)
7 – Fred Costa (Patriota)
8 – Zé Vitor (PL)
9 – Misael Varella (PSD)
10 – Rafael Simões (União)
11 – Pinheirinho (PP)
12 – Paulo Guedes (PT)
13 – Odair Cunha (PT)
14 – Weliton Prado (Pros)
15 – Gilberto Abramo (Republicanos)
16 – Hercilio Coelho Diniz (MDB)
17 – Rodrigo de Castro (União)
18 – Emidinho Madeira (PL)
19 – Greyce Elias (Avante)
20 – Luis Tibé (Avante)
21 – Paulo Abi-Ackel (PSDB)
22 – Newton Cardoso Jr (MDB)
23 – Euclydes Pettersen (PSC)
24 – Célia Xakriabá (Psol)
25 – Bruno Farias (Avante)
26 – Stefano Aguiar (PSD)
27 – Dimas Fabiano (PP)
28 – Domingos Sávio (PL)
29 – Pedro Aihara (Patriota)
30 – Patrus Ananias (PT)
31 – Zé Silva (Solidariedade)
32 – Dandara (PT)
33 – Padre João (PT)
34 – Aécio Neves (PSDB)
35 – Dr. Frederico (Patriota)
36 – Miguel Ângelo (PT)
37 – Mauricio do Vôlei (PL)
38 – Delegado Marcelo Freitas (União)
39 – Leonardo Monteiro (PT)
40 – Ana Paula Junqueira Leão (PP)
41 – Eros Biondini (PL)
42 – Igor Timo (Podemos)
43 – Ana Pimentel (PT)
44 – Dr. Mário Heringer (PDT)
45 – Lafayette Andrada (Republicanos)
46 – Luiz Fernando (PSD)
47 – Nely Aquino (Podemos)
48 – Samuel Viana (PL)
49 – Junio Amaral (PL)
50 – Delegada Ione Barbosa (Avante)
51 – Lincoln Portela (PL)
52 – Rosângela Reis (PL)
53 – Marcelo Álvaro Antônio (PL)
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