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Jornal Folha Regional

Zema comemora derrubada de decisão do TCE e comemora retomada de modelo cívico-militares de escolas

Zema comemora derrubada de decisão do TCE e comemora retomada de modelo cívico-militares de escolas – Foto: reprodução

Às vésperas do retorno às aulas, em 4 de fevereiro, o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) comemorou a notícia sobre a derrubada da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que autoriza o retorno do programa de escolas cívico-militares no Estado. A decisão, da 4ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, é assinada pela juíza Janete Gomes Moreira e foi publicada na noite dessa terça-feira (20/1).

“Eu fiquei extremamente satisfeito com essa notícia. O que nós queremos é fazer audiência pública, não estamos falando nem de implantar a escola cívico-militar, não, queremos escutar os pais, os alunos, a comunidade escolar sobre essas questões. E alguém proibir escuta, proibir audiência pública, para mim é o maior absurdo possível, um autoritarismo sem tamanho, acho que é medo da população querer e esse modelo avançar, deve ser isso. Deve estar incomodando muita gente, uma escola que ensina disciplina, uma escola que ensina valores, e vale lembrar, optativa”, disse durante uma coletiva para imprensa nesta quarta-feira (21/01) sobre um PPP para serviços de manutenção em escolas estaduais.

Em dezembro, o TCE havia decidido paralisar o avanço do modelo educacional em Minas, já presente em nove escolas. Na decisão, a Justiça alegou que o TCE, porém, extrapolou os limites constitucionais. A magistrada citou que a atuação do órgão deve se pautar na prevenção de lesões ao patrimônio público, mas com observância à separação dos poderes. 

“Na minha opinião, o tribunal não tem especialista em educação. Lá, pelo o que eu sei, é o Tribunal de Contas do Estado. Não sei se é Tribunal de Educação do Estado. Então, para mim, foge totalmente ao âmbito deste tribunal, que teve essa iniciativa de estar proibindo o Estado de escutar as pessoas que estão envolvidas”, completou.

Para que as nove escolas continuem nos moldes cívico-militares, o Secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, afirmou que a pasta vai conversar com as famílias que têm interesse nesses modelos.

Foi uma decisão totalmente descabida no nosso entendimento proibir a continuidade de um projeto onde as escolas querem, inclusive tem abaixo-assinado das escolas pela permanência (desse modelo). Nós queremos voltar a discutir, sim, a possibilidade, como bem disse o governador, em escutar as comunidades, e para aquelas comunidades que desejarem este modelo ou outro, que a gente possa estar dando a opção. Acho que isso faz parte da construção coletiva, não é para todas, não serão todas as escolas no modelo desse, mas terá algumas. A gente vai ter todo um trabalho agora de correr, recuperar o tempo, trazer, novamente, as equipes, porque, por conta da decisão, infelizmente, nós tivemos que passar por uma desmobilização”, afirmou. 

Modelo 

Em Minas Gerais, nove escolas da rede estadual adotam o modelo cívico-militar, mesmo após o Decreto Federal nº 11.611, assinado em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que extinguiu o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM). São instituições nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Itajubá, Santos Dumont, São João del-Rei e Três Corações. 

No ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Defensoria Pública da União (DPU) questionaram o programa junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando incompatibilidade com o Plano Nacional de Educação. O modelo, no entanto, foi mantido pelo Governo de Minas.

Câmaras Municipais estão proibidas de aprovar contas desaprovadas pelo TCE

Câmaras Municipais estão proibidas de aprovar contas desaprovadas pelo TCE – Foto: reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em julgamento realizado no início de junho de 2025, que as Câmaras Municipais não têm mais poder para aprovar ou rejeitar contas de prefeitos com base em critérios políticos. A decisão histórica muda regras que estavam em vigor há décadas e vale para todos os municípios do país, incluindo Santa Quitéria.

Com repercussão geral — ou seja, com efeito para todo o Brasil —, o STF julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 849) e determinou que o parecer dos Tribunais de Contas sobre as contas dos prefeitos passa a ter força vinculante. Isso significa que:

  • Se o Tribunal de Contas aprovar as contas, a Câmara Municipal não pode mais rejeitá-las.
  • Se o Tribunal de Contas rejeitar as contas, a Câmara não pode mais aprová-las por decisão política.

Antes dessa decisão, o Tribunal de Contas apenas emitia um parecer técnico sobre as contas dos prefeitos, mas cabia aos vereadores o poder final de aprovar ou rejeitar. Na prática, muitos julgamentos eram influenciados por acordos políticos ou disputas locais, o que gerava instabilidade jurídica e enfraquecia o papel técnico da fiscalização.

Agora, com o novo entendimento, o STF busca fortalecer os critérios técnicos, a transparência e a responsabilidade fiscal, evitando distorções políticas no processo.

TCE alerta 27 prefeituras mineiras por risco de ultrapassar limite de gastos com pessoal

TCE alerta 27 prefeituras mineiras por risco de ultrapassar limite de gastos com pessoal - Foto: reprodução
TCE alerta 27 prefeituras mineiras por risco de ultrapassar limite de gastos com pessoal – Foto: reprodução

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) emitiu, na última segunda-feira (12), um alerta para 27 prefeituras mineiras que estão próximas de ultrapassar o limite legal de gastos com pessoal. A medida visa garantir o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece um teto de 54% da receita corrente líquida para despesas com pessoal no Executivo municipal.

Os municípios foram divididos em duas categorias de risco:

  1. Entre 90% e 95% do limite: 12 municípios
  2. Entre 95,01% e 100% do limite: 15 municípios

O caso mais crítico é Bom Despacho, que já atingiu 53,58% do limite, muito próximo do teto de 54%.

O alerta do TCE-MG serve como um aviso para que os gestores municipais tomem medidas preventivas. Se uma prefeitura atingir o limite prudencial (acima de 95%), consequências mais severas podem ser aplicadas, como a proibição de conceder reajustes salariais e abrir novas vagas.

Em casos extremos, onde o município ultrapassa o limite legal, a Constituição prevê medidas drásticas, incluindo a redução de até 20% dos gastos com cargos comissionados e possíveis exonerações de servidores.

Lista completa dos municípios e prefeitos alertados:

Entre 90% e 95% do limite:

  1. Araújos – Geraldo Magela da Silva
  2. Campo Belo – Alisson de Assis Carvalho
  3. Campo do Meio – Samuel Azevedo Marinho
  4. Guapé – Nelson Alves Lara
  5. Inhapim – Márcio Elias de Lima e Santos
  6. Janaúba – José Aparecido Mendes Santos
  7. Joaquim Felício – Miguel Felipe Ferreira de Oliveira
  8. Nova Serrana – Euzébio Rodrigues Lago
  9. Pedro Leopoldo – Eloisa Helena Carvalho de Freitas Pereira
  10. Poços de Caldas – Sérgio Antônio Carvalho de Azevedo
  11. Ribeirão das Neves – Moacir Martins da Costa Júnior
  12. Viçosa – Raimundo Nonato Cardoso

Entre 95,01% e 100% do limite:

  1. Bom Despacho – Bertolino da Costa Neto
  2. Carmo do Cajuru – Edson De Souza Vilela
  3. Caxambu – Diogo Curi Hauegen
  4. Esmeraldas – Marcelo Nonato Figueiredo
  5. Formoso – Dinarte Henrique Guedes de Ornelas
  6. Frutal – Bruno Augusto de Jesus Ferreira
  7. Jordânia – Marques Uei Meira de Oliveira
  8. Luminárias – Écio Carvalho Rezende
  9. Muriaé – Marcos Guarino de Oliveira
  10. Pirapora – Alexandre Costa César
  11. Três Pontas – Marcelo Chaves Garcia
  12. Unaí – José Gomes Branquinho
  13. Vespasiano – Ilce Alves Rocha Perdigão
  14. Formiga – Eugênio Vilela Júnior

TCE fiscaliza escolas públicas em 20 cidades de Minas Gerais

Técnicos do Tribunal de Contas de Minas Gerais iniciaram, na última segunda-feira (24), uma série de fiscalizações na infraestrutura de escolas públicas no Estado. Até quarta-feira (26), eles irão percorrer 34 escolas em 20 cidades. A ação faz parte do projeto Fiscalização Ordenada Nacional, e será feita pelos 32 tribunais de contas do país, ao mesmo tempo. 

O presidente do TCEMG, conselheiro Gilberto Diniz, destacou a relevância da ação. “A educação é um direito fundamental do cidadão e um dever do Estado e da família. A importância dessa ação, feita em nível nacional, por todos os tribunais de contas do país, é justamente verificar como está sendo a alocação dos recursos públicos na manutenção e desenvolvimento do ensino. O ambiente escolar não requer apenas bons professores e conteúdo de qualidade, ele requer também estrutura adequada, com salas de aula de bom nível, banheiros em boas condições de uso, quadras esportivas e bibliotecas estruturadas”.

O conselheiro Cláudio Terrão falou sobre a fiscalização. “A ideia dos tribunais de contas é fazer uma análise, no Brasil inteiro, sobre a infraestrutura das escolas. Identificar os principais problemas encontrados para que diretores e gestores públicos possam desenvolver um plano de ação para a melhoria das condições de educação. Avançando na estrutura da escola, fazendo com que os alunos tenham acesso a uma escola acolhedora, com água potável, papel higiênico nos banheiros, segurança patrimonial, condições pedagógicas adequadas, faz com que a melhoria do ensino seja obtida”.

Com um tablet nas mãos, os técnicos do TCEMG estão avaliando questões como segurança dos prédios (alarme, botão do pânico, combate a incêndios), estrutura (muros, telhados, banheiros, bebedouros), materiais básicos (água potável, papel higiênico, merenda escolar), higiene e acessibilidade. Os dados coletados pelos auditores, incluindo fotos e vídeos dos problemas encontrados, são enviados simultaneamente para a sala de controle, na sede do TCEMG, que faz a compilação das informações.

O coordenador de Auditoria dos Municípios, Thiago Henrique da Silva, explicou os trabalhos feitos em campo. “A fiscalização engloba mais de 200 itens acerca da infraestrutura das escolas. Um questionário amplo e completo. As 34 escolas, na mesorregião da Grande BH, foram definidas após atuação da Central de Inteligência do Tribunal, que elencou unidades com mais níveis de criticidade”, ponderou. 

O objetivo da Fiscalização Ordenada Nacional é fazer um diagnóstico das condições estruturais ofertadas aos alunos. Após os três dias de fiscalização em mais de mil escolas Brasil afora, será produzido um relatório nacional com o levantamento feito em campo pelos auditores em todo o país. A expectativa é divulgar esse relatório na sexta-feira (28/04), data em que se comemora o Dia Internacional da Educação.

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