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Jornal Folha Regional

Copasa aceita pagar multa e não permite transição em Alpinópolis

Copasa aceita pagar multa e não permite transição em Alpinópolis – Foto: reprodução

A Polícia Militar foi acionada na manhã desta terça-feira (17) após representantes da Prefeitura de Alpinópolis (MG) e técnicos do Consórcio SAALPI (Serviço de Saneamento de Alpinópolis) serem impedidos de entrar na unidade da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), no bairro Poço das Andorinhas, onde teria início o processo de transição dos serviços de água e esgoto no município.

De acordo com informações, um secretário municipal acionou os militares ao relatar que a entrada estava previamente autorizada por meio de notificação oficial, que estabelecia o início dos trabalhos às 8h. Apesar disso, os funcionários da nova concessionária não conseguiram acessar as dependências.

Ainda conforme a ocorrência, o responsável pela unidade da Copasa informou que recebeu orientação da empresa para não permitir o acesso da equipe da SAALPI. Ele afirmou que a companhia estaria disposta a arcar com a multa diária de R$ 100 mil, prevista em decisão judicial, limitada ao teto de R$ 3 milhões. Também destacou que a transição seguiria um cronograma próprio da empresa e dependeria de autorização superior.

Diante da situação, as partes foram orientadas pela Polícia Militar a adotar as medidas cabíveis e acionar o setor jurídico.

Transição já havia sido iniciada

O impasse ocorre poucos dias após o início oficial do processo de transição dos serviços de água e esgoto no município. Na última quinta-feira (12), representantes da prefeitura, da Copasa e do Consórcio SAALPI participaram de uma reunião de alinhamento na sede da administração municipal, dando início às tratativas técnicas e administrativas.

Na ocasião, foi lavrada uma ata formal registrando os compromissos assumidos entre as partes, com o objetivo de garantir uma transição organizada e sem prejuízos à população.

Decisão judicial determina saída da Copasa

A mudança na operação dos serviços ocorre após uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que determinou a interrupção das atividades da Copasa em Alpinópolis.

Segundo a prefeitura, a saída da concessionária deve acontecer de forma gradual, justamente para evitar interrupções no abastecimento de água e no tratamento de esgoto, considerados serviços essenciais.

Para assegurar o cumprimento da decisão, o município encaminhou um ofício à companhia exigindo providências imediatas. Além disso, foi publicado um decreto estabelecendo que a própria administração municipal assumirá a responsabilidade pelos serviços, que passarão a ser operados pelo Consórcio SAALPI.

Histórico do contrato

O contrato entre o município e a Copasa previa a atuação da empresa até 2046. No entanto, ele foi anulado em 2020, dando início ao processo de licitação para escolha de uma nova prestadora de serviços.

Desde então, a companhia permaneceu operando na cidade por meio de um acordo provisório firmado durante o rompimento contratual.

Com a nova decisão judicial em vigor, a Copasa deverá encerrar suas atividades. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa diária de R$ 100 mil, com limite de até R$ 3 milhões.

Prefeito eleito de São José da Barra nomeia equipe de transição

Prefeito eleito de São José da Barra nomeia equipe de transição - Foto: divulgação
Prefeito eleito de São José da Barra nomeia equipe de transição – Foto: divulgação

O prefeito de São José da Barra (MG), Paulo Sérgio Leandro de Oliveira (PSD), nomeou a secretária municipal de Administração e Finanças, Márcia Maria Neves Borges, como coordenadora da equipe responsável pela transição de gestão para o prefeito eleito Marcelo Rodrigues da Silva (Republicanos).

Equipe de transição

A transição deverá iniciar na próxima semana, e a equipe do prefeito eleito, conta com a participação de diversos nomes, sendo que alguns estiveram a frente da campanha e outros não.

O coordenador nomeado para receber a transição foi o contador Magno Fonseca Garcia, os advogados Romulo de Oliveira Fraga e Sidnei José da Silva, a contadora Maria Aparecida de Oliveira, a enfermeira Flávia Queiroz Vilela, a nutricionista Simara Aparecida Vilela Massoli Pessoa e o servidor público José Roberto Pereira.

Para escolha da equipe de transição, os eleitos sempre escolhem as pessoas de extrema confiança, as quais devem ser técnicas e articuladoras.

Senado aprova PEC da transição; texto segue para Câmara

O plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira (7) a PEC de Transição, que amplia o teto de gastos em R$ 145 bilhões por dois anos para bancar as parcelas de R$ 600 do Bolsa Família, com adicional de R$ 150 por criança abaixo de seis anos. O texto da proposta de emenda à Constituição agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

A aprovação da medida representa a primeira vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional. O texto-base da PEC foi aprovada com folga nos dois turnos: no primeiro, o placar foi 64 votos a 16; no segundo, 64 a 13. Por se tratar de uma PEC, eram necessários ao menos 49 votos para que a proposta fosse aprovada.

O resultado foi muito celebrado por aliados de Lula que estavam no plenário — já que a expectativa da bancada petista era a de um placar mais apertado com até 55 votos a favor.

Tentativa de mudança. Durante a análise dos destaques (sugestão de alteração no texto), senadores contrários à PEC tentaram aprovar uma emenda, de autoria de Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), que reduzia o valor de ampliação do teto de gastos para R$ 100 bilhões, com a validade de um ano — o que foi rejeitado.

Opositores tentaram novamente alterar o prazo de vigência da PEC e, em outra emenda, sugeriam que a medida valesse apenas para 2023, mas mantendo o valor inicial de R$ 145 bilhões. O texto também foi rejeitado.

O que diz o texto da PEC aprovado?

  • Flexibiliza em R$ 145 bilhões o teto de gastos até 2024;
  • aumenta o poder do governo de transição e das comissões permanentes do Congresso para, em 2023, sugerir novos destinos aos recursos, de uma maneira a recompor o Orçamento para o ano que vem;
  • as emendas para atender a essas solicitações deverão ser apresentadas pelo relator-geral do Orçamento 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI);
  • o governo Lula fica obrigado a enviar, até agosto de 2023, uma proposta para substituir ou alterar a regra do teto de gastos;
  • auxílio-gás integra o rol de programas que ficam dispensados de cumprir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal)

O parecer de autoria do relator Alexandre Silveira (PSD-MG) foi alterado desde que foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Quais são os novos pontos?

  • Retira também do teto de gastos todas as instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs), e não apenas a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)
  • Amplia o prazo até 31 de dezembro de 2023 para que sejam executadas por entes federados as transferências financeiras realizadas pelo Fundo Nacional de Saúde e pelo Fundo Nacional de Assistência Social diretamente aos fundos de saúde e assistência social estaduais, municipais e distritais, para enfrentamento da pandemia de covid-19

Como o texto destrava o pagamento de emendas de relator?

  • gasto extra no valor de R$ 23,9 bilhões vale também para 2022, ou seja, permite a recomposição orçamentária ainda deste ano
  • Na prática, prevê ainda a possibilidade do pagamento de emendas parlamentares que estão contingenciadas, conhecidas como orçamento secreto. Isso estava sendo negociado pelo Centrão com integrantes da equipe de transição

O que vai acontecer na Câmara? Por se tratar de uma emenda à Constituição, a votação da PEC também passará por dois turnos na Câmara. A tentativa de aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) de desidratar o texto no Senado naufragou. Diante da derrota, o grupo tentará articular mudanças ao texto com deputados bolsonaristas.

Petistas, contudo, afirmam que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se comprometeu a carimbar o texto que sair do Senado, ou seja, a votá-lo sem alterações.

O que tem sido negociado pela aprovação da proposta?

  • Para que Lula tenha governabilidade, integrantes da transição e aliados usam a PEC como “termômetro” para medir a aceitação do presidente eleito entre as bancadas.
  • Formação da base aliada petista para 2023. Sem a indicação de um ministro para a Casa Civil, responsável pela articulação política do Executivo, o próprio Lula e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), entraram nas negociações.
  • Há, ainda, a formação dos blocos partidários que vão compor a Mesa Diretora das duas Casas e a presidência de comissões importantes no Congresso.

Morre Isabel, ex-jogadora de vôlei da seleção, nomeada para transição do governo

A ex-jogadora de vôlei e vôlei de praia, Isabel Salgado, morreu nesta quarta-feira (16), aos 62 anos, dois dias após ser nomeada para a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Isabel foi anunciada na segunda-feira (14) como integrante do grupo de trabalho de esportes, ao lado de outros ex-atletas, como a também ex-jogadora de vôlei Ana Moser, o ex-jogador de futebol Raí, a ex-jogadora de basquete Marta Sobral e o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado.

Isabel Salgado faleceu devido a uma síndrome aguda respiratória do adulto (SARA), uma bactéria que afetou o pulmão da atleta. Ela foi internada na terça-feira (15), no hospital Sírio Libanês, em São Paulo,  e segundo a produtora de cinema Paula Barreto, teve uma parada cardíaca Às 4h da manhã desta quarta.

Isabel Salgado atuou no vôlei de quadra nas Olimpíadas de Moscou, em 1980, e Los Angeles, em 1984. Nos anos 90, foi uma das pioneiras do vôlei de praia e foi campeã mundial da modalidade em 1994.

Transição: Lula define nomes para Educação, Cidades, Infraestrutura e Esporte

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu os nomes que irão integrar os grupos de trabalho para tratar sobre educação, infraestrutura, cidades, esporte e juventude durante a transição de governo. Os integrantes foram anunciados nesta segunda-feira (14) pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), coordenador da transição.

Em cada área, a lista envolve nomes ligados ao PT e a partidos aliados, além de prefeitos, ex-ministros dos governos petistas e personalidades.

Segundo membros da cúpula da transição, quem estiver trabalhando nos grupos não necessariamente irá comandar ministérios ou ocupar cargos no novo governo, a partir de janeiro.

Saiba quem são os nomes escolhidos para cada grupo de trabalho:

Educação

Andressa Pellanda, coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo

Binho Marques, ex-governador do Acre

Claudio Alex, presidente do Conife e reitor do IFPA

Heleno Araújo, presidente da CNTE-PE

Henrique Paim, ex-ministro da Educação

Macaé Evaristo, ex-secretária de educação de Minas Gerais

Maria Alice Neca Setubal, pres do cons consultivo da fundação Neca Setúbal

Priscila Cruz, presidente do Todos pela Educação

Ricardo Marcelo Fonseca, presidente da Andifes

Rosa Neide, deputada federal (PT-MT)

Teresa Leitão, senadora eleita (PT-PE)

Veveu Arruda, ex-prefeito de Sobral (CE)

Esporte

Ana Moser, ex-jogadora de vôlei

Edinho Silva, prefeito de Araraquara

Isabel Salgado, ex-jogadora de vôlei

José Luiz Ferrarezi, vereador de São Bernardo do Campo

Marta Sobral, ex-jogadora de basquete

Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro

Raí, ex-jogador de futebol

Verônica Silva Hipólito, atlata paralímpica

Infraestrutura

Alexandre Silveira, senador (PSD-MG)

Gabriel Galípolo, economista

Maurício Muniz, ex-ministro da secretaria de Portos

Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento

Paulo Pimenta, deputado federal (PT-RS)

Vinícius Marques, ex-presidente do Cade

Fernanda Batista, secretária de Infraestrutura de Pernambuco

Marcos Cavalcanti, secretário de Infraestrutura da Bahia

Juventude

Bruna Brelaz, presidente da UNE

Gabriel Medeiros de Miranda, subsecretária de Juventude do Rio Grande do Norte

Gilberlândio Miranda Santana, pres da UJS-ES

Kelly Araújo, secretária-geral da Juventude do PT

Marcos Barão, membro da Juventude do MDB

Nádia Beatriz Garcia Pereira,  Juventude do PT

Nilson Florentino Junior, Juventude do PT

Thiago Augusto Morbach, presidente nacional da UJS

Sabrina Santos, estudante da UFABC

Cidades

Ermínia Maricato, arquiteta e urbanista

Evanise Lopes Rodrigues, mestra em Urbanismo

Maria Fernanda Ramos Coelho, ex-presidente da Caixa Econômica Federal

Inês Magalhães, ex-ministra das Cidades

Geraldo Magela, ex-deputado federal (PT-DF)

Guilherme Boulos, deputado federal eleito (PSOL-SP)

José de Felippe, prefeito de Diadema

Márcio França, ex-governador de São Paulo

Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niterói

João Campos, prefeito de Recife

Nabil Bonduki, urbanista e professor da FAU-USP  

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