Na última terça-feira (4), no Centro de Atendimento ao turista (CAT), aconteceu mais uma reunião entre o Departamento de Turismo, Esportes e Lazer, representantes dos guias e condutores pelo Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) e a Associação Esportiva dos motociclistas e ciclistas glorienses (AEMG).
Essa foi mais uma ação do grupo de trabalho de São João Batista do Glória para o ordenamento do turismo off road na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, onde a pauta principal foi relacionada à qualificação profissional.
Desde dezembro de 2021 quando aconteceram as audiências públicas que envolveram os municípios do Glória e de Delfinopolis, ações vêm sendo realizadas.
Os cursos acontecerão no período noturno e serão oferecidos pelo proprio Depto para que, em 2023, os condutores estejam aptos também a responder pelo edital do ICMBio para o Credenciamento de condutores de visitantes para o Parque Nacional da Serra da Canastra.
Foi realizado na última terça-feira (20), o “São João Batista do Glória e o olhar para o futuro do turismo”. O evento, realizado no prédio da Câmara Municipal, reuniu cerca de 60 participantes, entre eles representantes dos poderes executivo e legislativo, bem como empresários do trade turístico e comunidade local.
A ação envolveu a parceria do SEBRAE pela ação da Sala Mineira de Empreendedorismo juntamente com o Departamento de Turismo, Esportes e Lazer em conjunto com o Conselho Municipal de Turismo (COMTUR).
A programação da noite contou com dois momentos, sendo no primeiro momento a abertura da vereadora e conselheira do COMTUR Sra. Silvana Livramento e em seguida, a apresentação da proposta do evento tendo “como objetivo principal, comemorarmos o Dia Mundial do Turismo (27/09), que para 2022, segundo a Organização mundial do turismo (OMT) tem a proposta “Repensar o turismo : um olhar para o futuro”, disse a diretora do departamento Sra. Mônica F. de Araújo.
Prefeito Celsinho
Em seu discurso, prefeito de São João Batista do Glória, Celsinho, ressaltou que ‘’Mesmo diante da dificuldade de envolvermos a comunidade como um todo nesse contexto do turismo, sabemos que este é um trabalho contínuo que devemos sempre estar dando sequência, e também na certeza de estarmos sempre bem assessorados, por profissionais qualificados, experts nessa incrível indústria do turismo que funcionando bem , faz a diferença na qualidade de vida e renda de toda população. Agradeço em especial ao Sebrae, na pessoa da Karina, responsável pela nossa região e a todos empresários, guias, cidadãos e empresas privadas, que junto com o poder público constroem essa nova realidade em nossa querida São João Batista do Glória’’.
No segundo momento do evento, aconteceram duas palestras que ficaram sob a responsabilidade do SEBRAE. A primeira, da analista técnica, Karina Rocha, explicando sobre a atuação da instituição na região bem como da proposta da Sala Mineira nos municípios. A palestra final ficou a cargo da turismóloga e consultora em desenvolvimento turístico, Sra. Flávia Ribeiro, trazendo dados e casos de sucesso para um turismo mais profissional e de excelência.
Conceição da Aparecida vem buscando se firmar como destino turístico no Sul de Minas. Neste final de semana, a cidade recebeu um grupo de 40 pessoas praticantes de voo livre e seus familiares, de Atibaia (SP). O grupo ficou hospedado em um hotel fazenda da cidade.
O município possui diversos atrativos turísticos, entre eles, a rampa de voo livre Alto Paredão, paredões preparados para escalada e rapel, o penhasco das cavernas onde os visitantes poderão conhecer a Caverna Toca da Raposa, Recanto do Galo e a Pedra do Rei Leão. Além disso, as cachoeiras contemplam o visual, que também conta com rios com potencial para a prática de canoagem e rafting.
Conceição da Aparecida possui pouco mais de 11 mil habitantes, e conta com total estrutura para receber turistas de qualquer nível com hospedagem pra mais de 200 pessoas.
O Hotel Fazenda Raiz Mineira possui ainda uma tirolesa de 170 metros, arvorismo, bolha gigante, caiaques para canoagem em lago próprio, bolha aquática gigante, pedalinho, mini cavalos, cavalos quarto de milha e uma pista oficial de ranch sorting, além de inúmeros animais exóticos como avestruz, lhamas, entre tantos outros.
As flexibilizações da pandemia já trouxeram resultados para as rotas de turismo religioso do Sul de Minas. Cidades históricas da região, que geralmente são visitadas pela cultura e símbolos religiosos, afirmam que após a Semana Santa foi possível perceber uma melhora no movimento de fiéis.
No Sul de Minas, algumas rotas religiosas como Cássia, Bom Repouso, Três Pontas, Baependi e Inconfidentes atraem turistas de todo Brasil. Depois do período religioso, entre 10 e 16 de abril, a gestão municipal e os representantes religiosos observaram uma retomada na quantidade de visitas. Em alguns lugares, a retomada é mais lenta. Em outros, o turismo está voando.
Conhecidos pelo aconchego, sempre oferecido a quem na região chega, os sul-mineiros agora reabrem os braços aos fiéis, peregrinos, romeiros e visitantes, que desejam trilhar novas rotas de um verdadeiro ‘turismo de fé’ no Sul de Minas.
Cássia
Santuário de Santa Rita de Cássia
Flexibilizações da pandemia refletem na retomada do turismo religioso no Sul de Minas — Foto: Reprodução/EPTV
A cidade de Cássia nasceu em torno da imagem de Santa Rita, padroeira das causas impossíveis, protetora das viúvas e a santa das rosas, que foi beatificada em 1627. Além da devoção à Santa, muitos fiéis vão até a cidade buscar a bênção do Beato Padre Donizetti.
Segundo Diego Borges Dias, secretário de Turismo, os turistas geralmente são de diferentes origens dentro do Brasil. “Passam por Cássia, por exemplo, e consequentemente vão visitar outros municípios”.
O aumento no fluxo de visitantes na cidade geralmente acontece em maio, mês em que se festeja tradicionalmente o Dia de Santa Rita de Cássia.
“No mês de maio, em especial no dia 22, que é o dia de Santa Rita. Todos os dias ‘22’ de cada mês é lembrado como dia de Santa Rita”.
Neste ano, uma novidade chega para somar a lista de atrativos de Cássia. É o Novo Santuário para a Santa Rita, que será inaugurado entre os dias 20 e 22 de maio. De acordo com Diego, a expectativa de público é de aproximadamente 100 a 150 mil turistas na inauguração do local.
O novo Santuário deve ocupar uma área de 180 mil metros quadrados, sendo 100 mil de edificação. Para garantir o conforto dos fiéis, a capacidade é de até 5 mil pessoas sentadas e cerca de 2 mil em pé.
O empresário idealizador do Santuário, Paulo Flávio de Melo Carvalho, explica que a inauguração será um momento de fé e devoção.
“A expectativa é fortalecer a cidade de Cássia como um destino de turismo religioso e um local para se viver uma experiência de fé e evangelização”.
Para a gestão municipal, a expectativa não é diferente. “O atual cenário já é de desenvolvimento e de aumento de novas empresas, principalmente ligadas ao setor de alimentos e bebidas, setor de hospedagem e setor imobiliário”, ressalta o secretário de Turismo.
Bom Repouso
Nossa Senhora das Graças
Imagem de Nossa Senhora das Graças fica em Bom Repouso (MG) — Foto: Prefeitura de Bom Repouso (MG)
Os visitantes viajam até a cidade de Bom Repouso em busca de conhecer a imagem de Nossa Senhora das Graças, que tem cerca de 20 metros de altura. A “santa gigante” é o maior patrimônio tombado de Bom Repouso e virou símbolo que representa o município na rota dos fiéis.
“Quem visita nossa cidade e procura um turismo religioso, visita nossa Igreja Matriz, Gruta de Nossa Senhora de Fátima e principalmente a imagem de Nossa Senhora das Graças. Quem procura um turismo de aventura, visita as cachoeiras, principalmente a do paredão onde se faz a escalada”.
De acordo com Talita Bertolacini de Almeida Pereira, secretária do Desenvolvimento Social, após o início da pandemia o fluxo de turismo baixou muito na cidade, mas ainda não está totalmente normal.
“No mês de novembro temos um número significativo (de visitas), pois se comemora o dia de Nossa Senhora das Graças no dia 27 do mês”.
Os visitantes costumam ficar uma diária e, às vezes, até um final de semana. É no período de férias que a estadia geralmente se prolonga.
Segundo a secretária, a cidade está pronta para receber novos turistas até o fim do ano. A expectativa é que Bom Repouso acolha cerca de 1.000 novos visitantes a cada mês.
Três Pontas
Padre Victor
Flexibilizações da pandemia refletem na retomada do turismo religioso no Sul de Minas — Foto: Fernanda Rodrigues/G1
Quem chega em Três Pontas, procura geralmente pela Igreja Matriz Nossa Senhora D’Ajuda, que abriga os restos mortais do Beato Padre Victor. O Memorial, Parque da Mina e a Herma do Padre Victor também são destinos popularmente buscados pelos fiéis.
Segundo a turismóloga Keyre Kelly Ferreira Mariano, outros locais bastante visitados são o Carmelo São José, o Memorial “Nossa Mãe”, a Casa da Cultura “Alfredo Benassi” e o Parque Municipal Vale do Sol. Na cidade, o turismo já vem tomando forma novamente após as flexibilizações da pandemia.
“Ainda estamos no processo de retomada, mas aos poucos estamos notando um aumento no fluxo de turistas”, comenta Keyre.
Os maiores benefícios para Três Pontas, segundo a turismóloga, geralmente são o fomento da atividade turística, aquecimento do comércio local e da rede de serviços. Segundo informações da prefeitura, os turistas são predominantemente da região Sudeste e geralmente ficam de um a dois dias na cidade.
Maior movimento mesmo acontece em setembro, em virtude da comemoração da festa do Beato Padre Victor, que acontece no dia 23. Em novembro, no dia 14, também é perceptível um aumento no fluxo de turistas para a comemoração local pela “Nossa Mãe”, Madre Teresa Margarida do Coração de Maria.
A expectativa em Três Pontas gira em torno do aumento das visitas dos romeiros, peregrinos e turistas. Além disso, a volta da realização dos eventos presenciais como o Festival Canto Aberto, Expocafé e a Festa do Padre Victor, que chega a receber até 70 mil pessoas.
Segundo a turismóloga do município, há um projeto futuro para criação de rotas de peregrinação, além da implantação de um observatório sobre o turismo local. Apesar de ainda não ter data marcada, a proposta deve iniciar no segundo semestre de 2022.
Baependi
Nhá Chica
Flexibilizações da pandemia refletem na retomada do turismo religioso no Sul de Minas — Foto: Fernanda Rodrigues/G1
Em Baependi, os turistas buscam conhecer a história da Nhá Chica, beatificada há 10 anos. Dentro da cidade os principais pontos turísticos são as igrejas e os eventos religiosos. O Santuário Nossa Senhora da Conceição, conhecido como Igreja da Nhá Chica, é um dos principais destinos.
De acordo com André Luis Corrêa Santos, sacristão da Paróquia Santa Maria de Baependi, em 2022, a Paróquia de Baependi completará 300 anos de fundação, sendo a 2ª mais antiga do Sul de Minas.
Outro sucesso é a Matriz Nossa Senhora Montserrat, que foi uma das primeiras igrejas da região a ter um tombamento pelo IPHAN – Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. André conta que a igreja foi construída em um estilo ‘suí generis’ que a fazem única em todo Brasil pela suas particularidades barrocas e também influências do estilo rococó.
“Nesta igreja está o altar mór onde se encontra o ouro doado pela Beata Nhá Chica”.
De acordo com Flávia Pelúcio de Lara, coordenadora de Cultura, a prefeitura apoia os eventos e manutenções do turismo na cidade. As peregrinações movimentam principalmente a economia, além de difundir a religiosidade, as belezas e a cultura local.
Baependi é visitada por turistas do Brasil todo, mas é principalmente da região Sudeste que são os visitantes. A maior parte dos turistas que vão até a cidade é para visitar, pedir e agradecer as graças alcançadas por intermédio da Beata Nhá Chica.
Segundo Flávia, o turismo está retomando com força total. Eles recebem turistas durante o ano todo, porém nas festividades religiosas, como Semana Santa, Corpus Christi e aniversário de morte da Beata Nhá Chica, há um aumento considerável de movimentação na cidade.
No ano passado a cidade recebeu quase 5 mil romeiros e, segundo a coordenadora de Cultura, o município trabalha para aumentar esse número.
“Estamos focados em estruturar nossa cidade para comportar um número maior de pessoas, para num futuro próximo, poder atrair mais visitantes com responsabilidade e organização”, comenta Flávia.
Inconfidentes
Caminho das Capelas
Flexibilizações da pandemia refletem na retomada do turismo religioso no Sul de Minas — Foto: Divulgação Caminho das Capelas
As principais atrações de Inconfidentes despertam o interesse especial dos peregrinos: são as rotas religiosas. A gestão municipal é quem cuida da sinalização dos caminhos de peregrinação que cortam o município, especialmente o Caminho das Capelas que passa por todos os bairros rurais de Inconfidentes.
De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, o objetivo desta rota é levar turismo para o interior da cidade, onde se encontra uma variedade de cultura religiosa e gastronômica.
“O benefício principal é atrair visitantes para o município de maneira a alavancar a economia local”, ressalta.
Em Inconfidentes, além de visitantes de diversas regiões do Brasil, há bastante fiéis de municípios da região Leste do estado de São Paulo. Ainda de acordo com a prefeitura, com as flexibilizações da pandemia, o turismo de peregrinações voltou a se intensificar na cidade.
Segundo informações do setor de Cultura e Turismo de Inconfidentes, o município recebe mais turistas em datas de feriados estendidos, bem como em feriados religiosos como a Semana Santa.
“A cidade tem diferentes atrativos para os peregrinos”.
De acordo com Emerson Fernandes Pereira, chefe do Setor de Cultura e Turismo, os pontos mais visitados geralmente são a Igreja Matriz São Geraldo Magela, as Capelas Beata Nhá Chica que é ponto inicial do Caminho de Nhá Chica e a Capela São Judas. Há também o Bar do Maurão, um local tradicional de encontro dos peregrinos.
A gestão afirma que o município está pronto para receber novos visitantes e a expectativa é receber até 30 mil peregrinos neste ano. Nos projetos futuros, segundo a assessoria de comunicação, é realizar a 2ª caminhada do Caminho das Capelas com o apoio da prefeitura.
As associações pró-Lago de Furnas temem uso menor das usinas térmicas após o governo federal antecipar o fim da bandeira de escassez hídrica. Isso aconteceu porque, desde o começo do ano, foi possível diminuir o uso das termelétricas. Se por um lado a medida vai baratear a conta de luz, por outro há quem tema a diminuição no volume de água no lago.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), diminuir o uso das termoelétricas não significa aumentar o uso da água para produzir energia hidroelétrica. No entanto, a organização pró-Lago de Furnas teme a diminuição do lago, que atualmente está com 82% do volume útil por causa de regras que haviam sido estabelecidas pelos órgãos responsáveis para vasão da água.
“É muito importante para toda população ter a conta de energia livre da bandeira de escassez hídrica, mas para nós da região do Lago de Furnas é preocupante, porque 65% da oferta de energia do país depende da hidroeletricidade. Então, nós nos preocupamos porque a tendência é aumentar a geração da usina de Furnas e, com isso, diminuir o nível do nosso lago”, destacou o secretário executivo da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), Fausto Costa.
Só que essas regras da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico [ANA] já não estão valendo desde que o lago atingiu 70% do nível. A vazão que durante a restrição podia ser de até 300 metros cúbicos por segundo, hoje já é de até mil e quinhentos metros cúbicos por segundo.
“A ANA publicou uma resolução em dezembro para vigorar até abril. Acontece que havia um permissivo para que ela, se atingisse 70%, deixasse de existir. Então, nós não estamos mais sob a orientação dessa resolução. De 70% para cá, deixou de exigir essa exigência, então nós temos a liberdade para a NOS aproveitar o Lago de Furnas como desejar. Isso preocupa muito para nós, porque o lago cheio é sinônimo de crescimento, de desenvolvimento econômico para nossa região”, disse.
“Atingimos a cota mínima e agora nossa luta é para permanecer na 762 e acima dela, porque nós sabemos que os próximos meses são de escassez hídrica e isso preocupa muito porque aumentar a geração de energia, diminuindo nosso lago”, completou.
Após três meses fechado, a reabertura parcial dos Canyons de Capitólio (MG), têm alimentado a expectativa do turismo por parte dos empresários e profissionais que dependem financeiramente do segmento.
A liberação parcial das visitas náuticas aconteceu no último dia 30, com o aval da prefeitura. Além de estabelecer novas regras, como a obrigação dos condutores manterem as embarcações a uma distância mínima dos paredões e respeitarem os limites estabelecidos para cada trecho do percurso, o município contratou uma equipe de geólogos para avaliar, diariamente, a estabilidade dos blocos de pedra.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Arantes Barros, o movimento de turistas durante o penúltimo fim de semana, o primeiro desde a reabertura, foi pequeno, com uma média de cerca de 80 grupos de visitantes/dia – como este controle não era feito antes do acidente, no dia 8 de janeiro, não é possível fazer comparações.
A expectativa, no entanto, é que o fluxo de pessoas aumente gradualmente nas próximas semanas, principalmente em função dos feriados prolongados de Páscoa e Tiradentes.
“É preciso levar em conta que muitos fatores impactam o turismo, como a situação econômica, o preço do combustível, a estação do ano… Após tanto tempo, o movimento até que foi bom para um primeiro fim de semana. Principalmente considerando que era fim de mês”, disse o secretário.
Membro da diretoria da Associação dos Empresários de Turismo de Capitólio (Ascatur), Vitor Vasconcelos afirma que as medidas de segurança adotadas após o acidente vêm sendo bem recebidas pelos visitantes e por quem trabalha com turismo.
“Uma coisa que nos preocupava era como as novas normas de segurança seriam recebidas. Acabou que todos as receberam muito bem. Os visitantes não só estão acatando todas as regras, como continuam curtindo os passeios”, comentou Vasconcelos.
Segundo ele, o afluxo de turistas já vinha aumentando gradualmente desde fevereiro, em função das várias outras atrações turísticas da região.
“Dificilmente a pessoa que passar uma semana em Capitólio conhecerá mais da metade dos nossos atrativos turísticos”, garantiu Vasconcelos.
De fato, a cidade, que integra o Circuito Turístico Nascente das Gerais tem muito mais a oferecer do que os passeios náuticos pelo chamado “Mar de Minas”, como costumam ser chamados os 1.440 km² do lago da represa de Furnas – que, por sua vez, também não se limita à área de cânions.
“Apenas uma única área do lago onde é possível passear de lancha estava interditada”, frisou Vasconcelos.
Também é preciso diferenciar as consequências do que aconteceu no dia 8 de janeiro daquilo que várias cidades turísticas estão enfrentando”, comentou Vasconcelos, citando, como exemplo, o impacto das fortes chuvas que atingiram o estado no início do ano, impactando o turismo.
Campanha
Diversos empresários decidiram se unir para promover os atrativos turísticos da região. Uma campanha encabeçada pela Associação dos Empresários de Turismo de Capitólio (Ascatur) já arrecadou perto de R$ 1 milhão. Quantia que será investida em um projeto que, além de divulgar as atrações regionais, busca conscientizar quem vive na região – principalmente aqueles que trabalham com turismo – sobre a importância das regras de segurança adotadas nas últimas semanas.
“Infelizmente, as novas normas vêm acompanhadas de muita dor pelas perdas”, disse Vitor Vasconcelos, membro da diretoria da Ascatur, referindo-se às medidas que a prefeitura impôs para autorizar o retorno dos passeios náuticos pela área de cânions do Lago de Furnas, como a obrigação das embarcações turísticas manterem uma distância mínima dos paredões rochosos para evitar acidentes em caso de queda de pedras.
“Desde janeiro, muitos especialistas têm vindo à cidade realizar estudos. Hoje, o turismo no Lago de Furnas está muito mais seguro e organizado, mas precisamos que os moradores, os empresários, enfim, todos que vivem na região tenham acesso a estes conhecimentos. Só assim compreenderemos a razão de ser das novas regras e saberemos apresentá-las e justificá-las para os turistas.”
Segundo ele, as pessoas que visitaram os cânions do Lago de Furnas, desde o último dia 30, aceitaram bem as novas normas de segurança.
Setenta empresas da região colaboraram com o projeto, possibilitando a contratação de uma empresa de comunicação para desenvolver um plano de ação a partir da próxima semana. “A arrecadação foi a parte fácil. Tanto que os próprios empresários já manifestaram o interesse em uma segunda rodada, pois recebemos propostas muito boas e temos o intuito de fazer este tipo de investimento outras vezes”, contou Vasconcelos.
A iniciativa da Ascatur se soma ao projeto Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas, anunciado pelo governo de Minas Gerais no início de fevereiro. A proposta estadual prevê a destinação de R$ 5 milhões dos cofres públicos para promover a segurança de trabalhadores e turistas, além de fortalecer o turismo na região – uma das mais visitadas do estado.
A primeira etapa do projeto estadual, já em andamento, inclui a realização de um diagnóstico geológico e estrutural pormenorizado.
O segundo eixo prevê o aprimoramento dos planos de gerenciamento costeiro; diretores; de zoneamento e de uso das águas não só de Capitólio, mas também de São José da Barra e de São João Batista do Glória, que aplicarão as regras conjuntamente.
Além disso, o governo estadual e as três cidades também devem promover, em parceria com órgãos públicos e entidades sociais, ações de capacitação para estimular o uso seguro e sustentável do Lago de Furnas.
Por fim, o quarto eixo do projeto prevê ações de comunicação para divulgar o atrativo turístico para todo o país.
Por conta do período de queda no turismo em Capitólio depois do acidente nos cânions, onde 10 pessoas morreram e o local ficou por quase três meses interditado, a Prefeitura criou um auxílio emergencial para apoiar as famílias que vivem do setor e foram diretamente afetadas. As inscrições para receber o benefício estão abertas e seguem até o dia 2 de maio.
Segundo o Executivo, o objetivo é conceder atenção especial ao trabalhador desempregado em função da baixa exponencial da atividade turística e que, por isso, está em situação de vulnerabilidade temporária.
O auxílio emergencial será concedido por família; uma das regras é que o beneficiário deve ter residência fixa no município há pelo menos um ano.
Confira a documentação:
Carteira de trabalho, holerite ou documento que comprove a atividade exercida;
Matrícula escolar dos filhos menores de 14 anos;
Comprovante de residência;
Comprovante de aluguel ou financiamento caso tenha;
Documentos pessoais de todos os membros da família (Identidade, CPF e Certidão de Nascimento).
O atendimento para esta finalidade será das 8h às 10h e das 12h às 15h no Centro de Referência da Assistência Social (Cras), que fica na na Rua dos Franciscos, nº 200, no Centro. Outras informações podem ser solicitadas pelo telefone (37) 3373 1188.
Quem disse que Minas não tem mar? O Lago de Furnas é um verdadeiro paraíso e recebe milhares de turistas mensalmente que realmente procuram belezas naturais, hospitalidade é uma boa culinária.
Nesta quarta-feira (30), após 81 dias fechados, os Canyons de Capitólio (MG), foi liberado para visitação seguindo alguns protocolos de segurança.
Um píer foi instalado na entrada dos Canyons e três balizamentos, do 1⁰ balizamento – o qual está o pier, somente 5 embarcações poderão adentrar, do 2⁰ até o 3⁰ balizamento somente uma embarcação poderá fazer o tour pelos Canyons. Todos os turistas e marinheiros deverão estar de capacetes, coletes salva vidas e o som da embarcação deverá estar desligado.
As medidas foram tomadas após estudos de geólogos e autoridades locais e estaduais. A prefeitura de Capitólio está apenas seguindo todas as determinações.
Um geólogo foi contratado e antes de liberar as visitações, o profissional estará visitando os Canyons e as condições estando em ordem, as embarcações poderão ter acesso.
Confiram a matéria completa com o prefeito de Capitólio Cristino Geraldo da Silva (PP) e o secretário de turismo Lucas Arantes.
Empresários do ramo de agência de turismo, dizem que a cidade oferece o que todos procuram: aconchego e receptividade, além dos maravilhosos atrativos turísticos.
Diversos proprietários de agências que vendem pacotes de viagens com foco no turismo e intercâmbios, afirmaram, por unanimidade, que Capitólio (MG), é uma pequena cidade, mas que oferece condições para uma viagem simples até o luxo total.
A cidade que vem crescendo diariamente, além de se destacar na procura pelas agências de viagens, tem despertado a atenção de investidores no ramo de hotelaria, atrativos turísticos, gastronomia e diversas outras áreas. Capitólio têm se tornado o coração de Minas Gerais.
De acordo com Tiago Duarte, gerente de vendas B2C da CVC Brasil, quando um cliente procura a empresa, cita alguma cidade do exterior e Capitólio, no Lago de Furnas.
“É incrível a procura pela cidade de Capitólio. Nosso público espontaneamente tem procurado, chegam para fazer uma viagem de navio ou internacional, mas acabam optando pelo interior mineiro. Estive em Capitólio no ano passado, e realmente observei que o turista é tratado como se fosse de casa. Lá você encontra desde uma simples casa de temporada até um resort, o que nos dá condições de atender todos os públicos”, afirmou o gerente.
Outra agência que está investindo em viagens para Capitólio, inclusive com pacotes aéreos, é a Rextur e Advance, as quais fizeram uma fusão e se tornaram gigantes.
Para Fernando Lermi gerente regional da Rextur Advance, Capitólio tem tudo que o turista procura, excelentes hospedagens, uma das melhores culinárias de Minas Gerais, atrativos turísticos em diversas modalidades, seja serras, trilhas, água etc.
“Recentemente um cliente nosso foi para Capitólio e acabou aumentando o pacote, pois, ao chegar lá, iria ficar 5 dias, resolveu ficar 15. Todos que visitam o Lago de Furnas, só nos trazem feedbacks positivos. Mas algo que chama a atenção é que os moradores daquela cidade conhecem muito bem os pontos turísticos e sabem onde mora fulano ou ciclano, isso nos trás a segurança de conforto”, afirma Lermi.
Devido às fortes chuvas em Minas Gerais, as quais deixaram diversas rodovias interditadas e outras em péssimas condições, os turistas preferiram uma programação local, deixando de viajar.
E no carnaval, um dos destinos mais procurados do país durante todo ano, está recebendo milhares de turistas devido à trégua que as chuvas deram.
O famoso “Mar de Minas” a cada dia vem evoluindo em seu nível, e nesta segunda-feira (28), chegou à 765, 19, o que se torna o Lago de Furnas mais belo, com imagens não vistas à anos. Os visitantes esbanjam para registrar momentos inesquecíveis.
A rede de hotelaria está sendo muito procurada, inclusive por gringos que escolheram a região mineira para curtir os dias carnavalescos.
Grande maioria dos empreendedores locais decidiram pôr a mão na massa e investiram em marketing digital mostrando a atualidade do Lago de Furnas. O resultado não poderia ser outro: sucesso total.
A cidade mais procurada e que é possível acompanhar nas redes sociais é Capitólio, acompanhada de São João Batista do Glória e Guapé. São Roque de Minas também está no top juntamente com Delfinópolis e São José da Barra.
O médico Antonio Assunção, veio do Rio Grande do Norte e disse que queria conhecer a região.
“Impossível não querer ficar mais dias aqui, o ar é natural, a hospitalidade das pessoas é diferente, nem GPS usei, pois, todas as informações encontramos com os próprios moradores de Capitólio. Minha filha de 8 anos até falou: ‘papai vamos morar aqui’? No hotel que estamos ela já arrumou coleguinhas e está se sentindo em casa”, disse o turista.
Nossa redação visitou a região do Rio Turvo e conversou com alguns turistas, e uma fala chamou a atenção.
“Há 25 anos frequentamos praias, e infelizmente perdi duas primas, uma sobrinha, meu irmão e cunhada no litoral, o que me deixou sem vontade de retornar às praias. Daí de última hora decidimos vir para Capitólio, me deparei com pessoas humanas, gostam de prosear e contar causos. Fizemos passeio de embarcação e o piloto nos tratou como alguém familiarizado à anos. Somos de Goiânia e voltaremos novamente esse ano, quero trazer minha mãe e meu pai para conhecerem aqui”, informou a advogada Ana Paiva.
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