Morre o vereador de Alfenas José Batista Neto, o Zé Batista, aos 72 anos – Foto: reprodução/Facebook
A Câmara Municipal de Alfenas confirmou na última quinta-feira (14) a morte do vereador José Batista Neto, conhecido como Zé Batista, aos 72 anos. Conforme informado pelo Legislativo, o parlamentar estava em tratamento contra um cancro e faleceu em decorrência da doença.
Natural de Campo do Meio, Zé Batista consolidou sua trajetória em Alfenas por meio da atuação no serviço público e de trabalhos sociais desenvolvidos no município. Antes da carreira política, dedicou quase cinco décadas à área previdenciária, incluindo 37 anos como servidor concursado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde prestou atendimento e orientação à população sobre direitos previdenciários.
A entrada na política ocorreu após o reconhecimento das ações sociais que realizava na cidade, recebendo apoio de amigos e de diferentes segmentos da sociedade. Ao longo da vida pública, exerceu quatro mandatos como vereador, nos períodos de 1993 a 1996, 1997 a 2000, 2009 a 2012 e no atual mandato, iniciado em 2025.
Além da atuação no Legislativo, Zé Batista também integrou o Executivo municipal. Em 2001, assumiu o cargo de vice-prefeito de Alfenas e, em 2004, esteve à frente da prefeitura do município.
Segundo a Câmara Municipal, o velório terá início às 18h desta quinta-feira, na sede do Legislativo. O sepultamento está marcado para sexta-feira (15), às 14h.
Prefeitura de Delfinópolis nega desvio de recursos e rebate acusações de vereador – Imagem: divulgação/Prefeitura de Delfinópolis
A Prefeitura de Delfinópolis (MG) se manifestou publicamente para rebater declarações feitas pelo vereador João Pedro, que sugeriu a existência de desvio de recursos públicos no município.
Em nota oficial, a administração municipal classificou as acusações como graves e destacou que esse tipo de afirmação exige responsabilidade, especialmente por envolver a gestão de recursos públicos e a credibilidade das instituições.
Segundo a prefeitura, o valor mencionado pelo parlamentar refere-se a uma proposta cadastrada para obtenção de recursos do tipo MAC (Média e Alta Complexidade), destinados exclusivamente a ações de urgência e emergência hospitalar. Ainda conforme o comunicado, esse tipo de verba não pode ser aplicado na Atenção Básica nem em unidades de saúde dos distritos.
A administração também esclareceu que a proposta segue em fase de análise pelos órgãos competentes e, portanto, o recurso ainda não foi liberado nem ingressou nos cofres públicos. Dessa forma, segundo a prefeitura, não há possibilidade de desvio.
No posicionamento, o município ainda alertou que a divulgação de informações inverídicas pode gerar desinformação e insegurança na população, além de prejudicar o debate público.
Diante da situação, a Prefeitura de Delfinópolis informou que pretende adotar medidas judiciais cabíveis para responsabilização por eventuais excessos.
Por fim, o Executivo municipal reafirmou o compromisso com a transparência, responsabilidade na gestão dos recursos públicos e respeito à população, especialmente na área da saúde.
CONFIRA A NOTA COMPLETA
”A Prefeitura Municipal de Delfinópolis vem a público manifestar veemente repúdio às declarações proferidas pelo vereador João Pedro, nas quais sugere a existência de desvio de recursos.
Acusações dessa natureza são extremamente graves e exigem responsabilidade, não podendo ser feitas de forma leviana, especialmente quando envolvem a gestão de recursos públicos e a credibilidade das instituições.
É importante esclarecer à população que o recurso mencionado trata-se de proposta cadastrada para obtenção de verba MAC (Média e Alta Complexidade), destinada às ações de urgência e emergência hospitalar, utilizada exclusivamente no âmbito hospitalar, não sendo passível de aplicação na Atenção Básica ou em unidades de saúde dos Distritos. Ressalta-se, ainda, que a referida proposta permanece em fase de análise pelos órgãos competentes.
Dessa forma, o recurso não foi liberado e não ingressou nos cofres públicos, sendo, portanto, impossível qualquer alegação de desvio.
A propagação de informações inverídicas causa desinformação e insegurança à população, além de comprometer o debate público responsável.
Diante da gravidade das declarações, o Município informa que adotará as medidas judiciais cabíveis, a fim de que a verdade seja restabelecida e haja a devida responsabilização por eventuais excessos.
Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, responsabilidade e respeito à população, especialmente no que se refere à gestão dos recursos públicos e à área da saúde.”
Vereador é preso por agredir mulher com garrafa em restaurante no interior de MG – Foto: redes sociais
Um vereador de Leandro Ferreira, no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi preso em flagrante na segunda-feira (6) após se envolver em um caso de violência contra uma mulher dentro de um restaurante da cidade.
Segundo registros da Polícia Militar e da Polícia Civil, Eduardo Cezar Lobato Fonseca (PL) é suspeito de ter cometido uma série de crimes, entre eles lesão corporal qualificada, perseguição, ameaça reiterada, importunação sexual e injúria.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava no local acompanhada de amigos quando o vereador se aproximou e passou a fazer comentários e investidas consideradas inadequadas. Ele teria insistido para que a mulher se sentasse em outra mesa com ele, mas, diante da recusa, foi até onde ela estava e se acomodou ao seu lado sem autorização.
Ainda conforme o relato, o comportamento evoluiu para agressões verbais. Testemunhas afirmaram que o homem teria proferido ofensas, chamando a mulher de “vagabunda” e dizendo que “esse tipo de mulher tem de morrer”.
A situação se agravou durante uma discussão, quando o vereador teria lançado uma garrafa de vidro em direção à vítima. O objeto atingiu a cabeça da mulher, causando um corte próximo à têmpora.
Após a agressão, testemunhas relataram que ele ainda fez ameaças, dizendo: “você vai se ver comigo”.
O registro policial também aponta que a mulher afirmou já ter sido alvo de comportamentos semelhantes por parte do suspeito em outras ocasiões, incluindo tentativas de contato por mensagens e abordagens consideradas invasivas.
Pessoas que presenciaram o episódio confirmaram à polícia a versão apresentada pela vítima.
Em depoimento, o vereador negou todas as acusações. Ele declarou que não perseguiu nem ofendeu a mulher e alegou que teria sido agredido por ela com arranhões, sofrendo escoriações na região próxima ao olho. Segundo ele, sua reação teria sido apenas para se defender. No entanto, conforme o boletim, essa versão não foi confirmada por provas iniciais coletadas no local.
Após a ocorrência, o parlamentar foi conduzido à delegacia, onde teve a prisão em flagrante realizada. A Justiça posteriormente homologou a detenção, entendendo que os procedimentos legais foram cumpridos.
A defesa solicitou a concessão de liberdade provisória, pedido que ainda aguarda análise judicial.
Em nota, o advogado do vereador, Rafael Lino, informou que não irá se pronunciar publicamente, alegando que o caso tramita em segredo de justiça.
Já o assessor jurídico da Câmara Municipal, Fernando Antônio Rodrigues, afirmou por telefone que o Legislativo repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, e que os fatos serão apurados internamente.
O Ministério Público acompanha o andamento do caso.
Vereador é preso por agredir mulher com garrafa em restaurante no interior de MG – Foto: redes sociais
Vereador é morto a tiros em propriedade rural do Sul de Minas; suspeito foi preso – Foto: redes sociais
Um vereador de Munhoz (MG) foi morto a tiros na noite da última segunda-feira (30). João Bernardes (UNIÃO), de 53 anos, foi encontrado sem vida em sua propriedade rural, no bairro Correntes.
De acordo com informações da Polícia Militar, a principal linha de investigação aponta para um conflito envolvendo criação de gado e limites de terras. As áreas em disputa ficam separadas pelo Rio Corrente.
A descoberta do crime ocorreu após uma vizinha ouvir disparos de arma de fogo nas proximidades do local onde o parlamentar costumava trabalhar. Ao ir até a área, ela encontrou o corpo já sem vida.
Durante as diligências, um jovem de 22 anos foi preso suspeito de participação no homicídio. Segundo a PM, ele auxiliava os policiais na coleta de munições quando tentou descartar uma faca com vestígios de sangue, atitude que despertou a desconfiança da equipe. Ainda conforme os militares, o suspeito já tinha desentendimentos anteriores com a vítima.
O corpo de João Bernardes foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Pouso Alegre (MG). Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os atos de despedida.
O vereador deixa duas filhas. Em nota, a Câmara Municipal de Munhoz lamentou a morte e ressaltou a dedicação do parlamentar ao trabalho em prol da comunidade.
APAE recebe recursos por meio de emenda impositiva da Câmara de São João Batista do Glória – Foto: divulgação
Na manhã da última terça-feira (13), o prefeito de São João Batista do Glória (MG), Éder Garcia, o vereador Danilo Soares Marques e o Secretário de Planejamento, Weider Rodrigues, estiveram na APAE para a entrega de uma emenda impositiva destinada à instituição, oriunda da Câmara Municipal.
O repasse foi realizado em clima de diálogo e cooperação, reforçando o compromisso com o fortalecimento das ações desenvolvidas pela associação, que presta serviços essenciais às pessoas com deficiência no município. As emendas foram destinadas ainda no mandato anterior e são de autoria dos vereadores Danilo Soares Marques, Éder Paulo e Ricardo Israel.
Para o vereador Danilo Soares Marques, a iniciativa é de suma importância para garantir que a APAE continue oferecendo atendimentos com cada vez mais qualidade, ampliando o cuidado e o suporte às famílias assistidas.
Na ocasião todos destacaram a disposição do município em seguir colaborando e caminhando junto com a APAE em projetos que fazem a diferença na vida da população.
O encontro reforçou a união entre o poder público e a entidade, evidenciando a importância do trabalho conjunto para o desenvolvimento de ações sociais que impactam positivamente a comunidade.
Presidente da Câmara de Varginha é preso após atropelar jovem, fugir sem prestar socorro e dirigir alcoolizado – Foto: redes sociais
O presidente da Câmara Municipal de Varginha (MG), Marco Antônio de Souza, conhecido como Marquinho da Cooperativa (PMN), foi detido na madrugada desta quinta-feira (1º) após se envolver em um atropelamento e abandonar o local sem prestar assistência à vítima. A prisão ocorreu em flagrante, sob suspeita de conduzir veículo sob efeito de álcool.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 3h, na Avenida Celina Ferreira Otoni, no bairro Padre Victor. Um jovem de 19 anos caminhava pela via acompanhado da namorada, retornando de um show realizado no Centro de Eventos do município, quando foi atingido por uma caminhonete que trafegava no sentido contrário. Após o impacto, o rapaz foi arremessado ao solo, enquanto o motorista seguiu viagem sem parar.
A vítima recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi encaminhada ao Hospital Bom Pastor. Após avaliação médica, o jovem foi liberado.
Com base nas informações levantadas, a Polícia Militar conseguiu identificar o veículo envolvido e localizar o condutor em uma área conhecida como Chácaras Rio Verde. Durante a abordagem, os policiais observaram sinais evidentes de embriaguez, como hálito etílico, olhos avermelhados e dificuldade na fala. Uma testemunha que acompanhava a ocorrência confirmou o estado do suspeito.
O vereador se recusou a realizar o teste do bafômetro. Em depoimento, alegou que havia ido a uma festa apenas para buscar a esposa e negou o consumo de bebidas alcoólicas, afirmando inclusive que não ingere álcool há mais de três décadas. Apesar disso, os militares registraram que os indícios de embriaguez eram claros.
Além da suspeita de dirigir alcoolizado, pesaram contra o parlamentar a fuga do local do acidente e a omissão de socorro. Durante a fiscalização, os policiais também constataram que a caminhonete estava com a documentação vencida desde 2024. O veículo foi apreendido e removido por um guincho credenciado.
Ainda conforme o registro policial, Marco Antônio apresentou comportamento agressivo durante a abordagem, o que levou os militares a utilizarem o compartimento de segurança da viatura para o transporte.
Após passar por avaliação médica no Hospital Bom Pastor, o vereador foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, acompanhado de sua advogada. Em seguida, foi encaminhado ao Presídio de Varginha.
Marco Antônio de Souza está em seu terceiro mandato como vereador no município e ocupa a presidência da Câmara Municipal desde o início da atual legislatura, referente ao período de 2025 a 2028.
Vereador Mateus Batista (União Brasil), de Joinville, em Santa Catarina – Foto: reprodução
O vereador Mateus Batista (União Brasil), de Joinville, em Santa Catarina, gerou forte polêmica ao defender um projeto de lei que pretende restringir a migração de pessoas vindas do Norte e do Nordeste para o município. Nas redes sociais, o parlamentar, ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre), afirma que, se o fluxo migratório não for controlado, “Santa Catarina vai virar um grande favelão”.
A proposta de Batista sugere que novos moradores tenham de comprovar residência em até 14 dias após a mudança, sob pena de não poderem permanecer legalmente em Joinville.
O parlamentar utiliza como argumento o pacto federativo, sistema que define a distribuição de recursos entre União, estados e municípios. Segundo Mateus, Santa Catarina “paga a conta duas vezes”, uma vez que contribui com a arrecadação federal e ainda precisa lidar com a chegada de migrantes vindos de regiões que seriam “mal administradas”.
O vereador afirma que a presença de migrantes poderia “transformar a cidade em uma favela”, associando a chegada dessas pessoas com problemas sociais e à sobrecarga nos serviços públicos.
“Enquanto Brasília suga nossos impostos e devolve menos da metade, estados mal administrados como o Pará empurram sua população pra cá. O resultado? Congestionamentos, serviços públicos sobrecarregados e aumento da desordem social. Se não controlarmos o fluxo migratório, Santa Catarina vai explodir!”, escreveu em seu Instagram.
O parlamentar também tem o apoio do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP). Segundo Batista, sua proposta se inspira em “modelos internacionais como o da Alemanha”, e seria uma forma de “quebrar um pacto federativo injusto”.
Durante sessão na Câmara de Vereadores, na segunda-feira, 25 de agosto, Batista atacou diretamente o Pará, enquanto discursava:
“Belém tem 57% da sua população favelizada. Estou falando da forma como o Estado é governado. Esse fluxo migratório está sendo pressionado novamente por causa de Estados mal geridos no Norte e Nordeste. O Estado do Pará é um lixo.”
Repercussão
As falas e a proposta de Mateus Batista repercutiram de imediato nas redes sociais. Na internet, o público repudiou as suas declarações, e acusaram o vereador de preconceito regional e xenofobia. Políticos e lideranças nacionais também criticaram a iniciativa e reforçaram a necessidade de combater a discriminação contra nordestinos e nortistas.
Vereador de Nova Resende é investigado por ameaças, abuso de poder e assédio sexual – Foto: reprodução/EPTV
A Câmara Municipal de Nova Resende (MG) instaurou uma Comissão Processante (CP) para investigar a conduta do vereador Odair Braz de Azevedo (PL), acusado de abuso de poder, intimidações contra servidoras públicas e quebra de decoro parlamentar. Durante os depoimentos, também surgiu uma denúncia de assédio sexual contra o parlamentar.
Denúncias de intimidação
As primeiras acusações partiram de três funcionárias da Secretaria de Saúde, entre elas a secretária Gislaine Dilva Pereira Gueles e a coordenadora administrativa Letícia Cristina Silva Bachião. Elas relataram que o vereador, que também atua como motorista da prefeitura, procurou a secretaria para questionar seu afastamento das funções e teria reagido de forma agressiva.
De acordo com as servidoras, ele teria usado a condição de homem e de vereador para intimidá-las, afirmando que possuía voz perante a população e que elas não eram nada, além de ameaçar transformar a vida delas em um inferno. As funcionárias afirmaram ter se sentido ameaçadas e intimidadas, destacando que a denúncia busca servir como exemplo para que situações semelhantes não se repitam, sobretudo no trato com mulheres no serviço público.
Posição do vereador e da prefeitura
O vereador negou ter ofendido as servidoras. Segundo ele, o episódio se tratou de um mal-entendido durante a cobrança de horas extras referentes a plantões de fim de semana, que não teriam sido pagas. Odair afirmou que foi recebido de forma incorreta e que apenas reivindicava seus direitos, mas que a situação acabou sendo interpretada de maneira distorcida. Ele declarou ainda que enxerga o processo como resultado de perseguição política.
A prefeitura informou que o pagamento de gratificação para funcionários em regime de plantão está previsto em lei municipal de 2022 e que esses plantões ocorrem apenas uma vez a cada dois meses ou em intervalos maiores.
Acusação de assédio sexual
Durante os depoimentos à CP, realizados na última sexta-feira (15), a servidora pública Tatiane Luiza Américo relatou ter sido vítima de assédio sexual por parte de Odair entre 2020 e 2021, quando trabalhava na prefeitura. Segundo ela, o vereador fazia comentários de cunho sexual, cochichava expressões ofensivas em seu ouvido, realizava gestos obscenos e chegou a apalpar partes do seu corpo.
A servidora também contou que o vereador depositou R$ 1,5 mil em sua conta e posteriormente afirmou que ela teria de “pagar a dívida” acompanhando-o até uma cidade vizinha. O advogado da funcionária confirmou que uma denúncia sobre o caso foi encaminhada ao Ministério Público no mesmo dia do depoimento.
Caminhos da investigação
O presidente da CP, vereador Roberto Guelere (PSDB), informou que a Câmara deverá buscar orientação jurídica sobre como proceder em relação à nova acusação, o que pode incluir o envio do caso ao Ministério Público, à Polícia Civil ou até a abertura de um novo processo de cassação.
Odair, por sua vez, afirmou não ter conhecimento oficial das denúncias de assédio e sustentou que não existem registros formais sobre o caso. Ele voltou a afirmar que é vítima de perseguição política.
Vereador acusado de matar ex-noivo renuncia após abertura de processo de cassação em Araújos – Foto: redes sociais
O vereador Lucas Coelho, de 33 anos, acusado de assassinar a tiros o ex-noivo Jhonathan Simões, oficializou nesta terça-feira (12) sua renúncia ao cargo na Câmara Municipal de Araújos (MG). A decisão foi anunciada durante sessão ordinária, quando a carta assinada por sua defesa foi lida em plenário.
O documento, redigido pela advogada Isabela de Souza Damasceno, aponta questões de saúde como fator determinante para a renúncia. Segundo a defesa, Lucas é portador de transtorno bipolar, apresenta episódio depressivo grave e sofre de transtorno de personalidade dependente, condições que exigem tratamento psiquiátrico contínuo. O texto afirma ainda que o processo de cassação aberto pela Câmara agravou seu estado emocional.
Após a leitura, o presidente da Casa, Saulo Geraldo de Azevedo Santos, declarou vago o cargo e deu posse à suplente Tatyane Santos (PSD).
Lucas está em prisão domiciliar desde 18 de julho, após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Ele havia sido preso no início de junho e indiciado, em 13 do mesmo mês, por homicídio qualificado.
Investigações
A Polícia Civil e o Ministério Público afirmam que Lucas agiu de forma premeditada. Segundo o delegado Ricardo Augusto de Bessas, o crime foi cometido por motivo torpe e dificultou a defesa da vítima, que teria sido surpreendida em uma tocaia.
Ainda de acordo com o delegado, o relacionamento entre Lucas e Jhonathan era marcado por conflitos e comportamento possessivo. Em fevereiro, Jhonathan registrou boletim de ocorrência relatando agressões, danos ao carro e ameaças — entre elas: “Vou derramar seu sangue, Formiga vai chorar seu luto”.
Outro ponto destacado pela investigação é que Jhonathan teria descoberto, pouco antes do crime, que havia contraído HIV e acusava o vereador, soropositivo, de não ter informado sobre sua condição no início do relacionamento.
O crime
Jhonathan Silva Simões, conhecido como Jhony, tinha 31 anos e trabalhava como professor. Ele foi morto em 29 de maio, em Formiga (MG), ao chegar em casa após o trabalho. Câmeras de segurança registraram que o atirador aguardou a vítima por cerca de 45 minutos. Jhony foi atingido por seis disparos pelas costas, e o criminoso fugiu com o rosto coberto.
O casal manteve um relacionamento de aproximadamente um ano, encerrado em fevereiro. Familiares relatam perseguições e ameaças por parte do parlamentar. Jhony chegou a solicitar medida protetiva, mas teve o pedido negado, pois, à época, a lei não incluía casais homoafetivos. Após a alteração na legislação, que passou a garantir o direito, ele não fez nova solicitação.
Lucas se apresentou à polícia em 5 de junho, em Bom Despacho, acompanhado de advogado. No dia seguinte, a Câmara suspendeu seu mandato e salário com base no regimento interno. Em nota, o Legislativo lamentou a morte de Jhony e prestou solidariedade à família.
Vereador de São José da Barra capota veículo na MG-446 após perder o controle da direção próximo a Alpinópolis – Foto: redes sociais
Na manhã deste domingo, (20), um acidente mobilizou equipes de resgate na rodovia MG-446, em Alpinópolis. Um homem que conduzia um Toyota Etios, identificado como José Reginaldo Bueno, vereador em São José da Barra (MG), perdeu o controle da direção, saiu da pista e capotou o veículo em meio a um matagal às margens da estrada.
De acordo com o relato do motorista, ele seguia em direção a São José da Barra quando foi surpreendido por buracos e imperfeições no asfalto, o que teria causado a perda de controle do carro.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e prestou os primeiros socorros no local. A vítima foi encaminhada ao hospital de Alpinópolis, onde recebeu atendimento médico e posteriormente foi atendido na Unidade Básica de Saúde de São José da Barra, onde está realizando exames.
A Polícia Militar compareceu ao local para registrar a ocorrência e controlar o trânsito. O automóvel, que ficou bastante danificado após o capotamento, foi retirado com apoio de familiares, o irmão do condutor esteve no local e ficou responsável pelo veículo.
O caso chama a atenção para as condições da rodovia MG-446, frequentemente alvo de reclamações por parte de motoristas que trafegam pela região.
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