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Jornal Folha Regional

Polícia Civil deflagra em Passos a “Operação Baco” em parceria com a Vigilância Sanitária e Guarda Civil Municipal

Polícia Civil deflagra em Passos a “Operação Baco” em parceria com a Vigilância Sanitária e Guarda Civil Municipal – Foto: divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em uma ação conjunta com a Vigilância Sanitária Municipal e a Guarda Civil Municipal, deflagrou na noite da última quinta-feira (23) a “Operação Baco”, em Passos (MG). A iniciativa, focada no combate à comercialização de bebidas alcoólicas impróprias para o consumo, resultou na apreensão de mais de uma centena de garrafas com indícios de irregularidades.

A operação, coordenada pela Delegacia Regional de Passos, mobilizou equipes que percorreram bares, distribuidoras e outros estabelecimentos comerciais da cidade. Durante as inspeções, os agentes verificaram a origem, rotulagem e as condições sanitárias dos produtos.

No total, foram apreendidas mais de 100 (cem) garrafas que apresentavam suspeita de adulteração ou irregularidades no processo de importação. As amostras foram recolhidas para análise técnica.

O nome “Baco”, referência ao deus do vinho na mitologia romana, simboliza o foco da ação no combate à falsificação de bebidas.

Segundo o Delegado Regional Alexssander Bueno de Souza, que coordenou os trabalhos, o objetivo é proteger a saúde pública e garantir a segurança do consumidor. “A operação busca retirar do mercado bebidas sem procedência ou com indícios de adulteração, preservando a integridade do consumidor e coibindo práticas ilícitas que alimentam o comércio irregular”, destacou o delegado.

A “Operação Baco” faz parte de uma estratégia estadual da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) e ocorre de forma simultânea em diversas cidades mineiras, visando coibir a circulação de produtos que possam oferecer riscos à população.

Operação conjunta apreende bebidas sem registro e com suspeita de falsificação em Alpinópolis

Operação conjunta apreende bebidas sem registro e com suspeita de falsificação em Alpinópolis – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em parceria com a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária, realizou nesta quinta-feira (23), uma operação de fiscalização em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas em Alpinópolis (MG). A ação teve como objetivo coibir a venda de produtos irregulares, clandestinos ou com indícios de fraude.

Durante as inspeções, as equipes encontraram 44 garrafas de dois litros de aguardente de origem clandestina, armazenadas e vendidas sem qualquer controle sanitário. O material foi apreendido e o responsável pelo comércio foi autuado pela Vigilância Sanitária por infração administrativa.

Além disso, dezenas de garrafas de bebidas importadas — entre elas tequilas e licores — apresentavam graves irregularidades. Os produtos não possuíam o Selo de Controle da Receita Federal e tampouco as informações obrigatórias em português, como lista de ingredientes, procedência e registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

As suspeitas de importação irregular foram reforçadas após a análise das notas fiscais, que apresentavam inconsistências em relação às embalagens, e pela consulta a representantes da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE).

O proprietário do estabelecimento foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Alpinópolis, juntamente com todas as bebidas apreendidas, para prestar esclarecimentos. A PCMG instaurou um procedimento investigatório para apurar as responsabilidades e verificar a ocorrência de crime de descaminho.

Parte das bebidas importadas será encaminhada à perícia técnica da Polícia Civil para análise de possíveis falsificações. O restante será destinado à Receita Federal para avaliação e destinação adequada.

Durante a operação, as forças de segurança também visitaram outros estabelecimentos comerciais da cidade, com foco em orientação e fiscalização sobre a regularidade do comércio de bebidas alcoólicas.

Metanol: Vigilância Sanitária intensifica fiscalização em bares, restaurantes e depósitos de bebidas em Piumhi

Metanol: Vigilância Sanitária intensifica fiscalização em bares, restaurantes e depósitos de bebidas em Piumhi – Foto: divulgação

A equipe da Vigilância Sanitária de Piumhi (MG) iniciou uma força-tarefa de fiscalização em bares, restaurantes e depósitos de bebidas do município. A ação, de caráter preventivo e educativo, tem como objetivo orientar os proprietários sobre as medidas necessárias para garantir a segurança dos consumidores e identificar possíveis irregularidades relacionadas ao uso de metanol em bebidas alcoólicas.

De acordo com a equipe responsável, a iniciativa atende a uma solicitação da Secretaria de Estado de Saúde, que recomendou aos municípios a intensificação das inspeções após registros de casos envolvendo a adulteração de bebidas com metanol — substância altamente tóxica e perigosa à saúde.

Durante as visitas, os agentes da Vigilância têm verificado documentação, rótulos, condições de armazenamento e procedência dos produtos comercializados. Os comerciantes também recebem orientações sobre boas práticas sanitárias e de segurança alimentar.

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que o trabalho da Vigilância Sanitária é essencial para a proteção da população, garantindo que os alimentos e bebidas oferecidos no município estejam em conformidade com os padrões de qualidade e segurança estabelecidos pela legislação.

Vigilância Sanitária apreende duas toneladas de produtos vencidos no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre

Vigilância Sanitária apreende duas toneladas de produtos vencidos no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre – Foto: Vigilância Sanitária/divulgação

A Vigilância Sanitária de Pouso Alegre (MG) apreendeu cerca de duas toneladas de alimentos e produtos de limpeza vencidos durante uma ação de fiscalização realizada no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. A operação ocorreu após uma denúncia anônima recebida pelo órgão.

Segundo a Prefeitura, entre os itens encontrados fora do prazo estavam sabão em pó, água sanitária e detergente, além de pães, bolos, café, açúcar, feijão, farinhas, óleo de soja, temperos e gelatinas. Parte dos produtos estava vencida desde 2023, o que, conforme a Vigilância, aumenta o risco sanitário e evidencia falhas no controle de estoque e na rotatividade dos materiais.

Os produtos eram provenientes de doações feitas por paróquias da região, utilizadas tanto no seminário quanto em ações de caridade. Todo o material foi identificado, separado e lacrado conforme os protocolos técnicos de rastreabilidade.

O Seminário foi nomeado depositário fiel da carga até que o descarte adequado seja realizado. O destino deve ser um aterro sanitário licenciado ou empresa especializada no manejo de resíduos químicos e óleos.

A Vigilância Sanitária reforçou que o armazenamento e o uso de produtos vencidos representam risco à saúde pública e ressaltou que as fiscalizações têm caráter preventivo e educativo, com o objetivo de garantir a segurança sanitária da população.

Posicionamento do Seminário

Vigilância Sanitária apreende duas toneladas de produtos vencidos no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre – Foto: Vigilância Sanitária/divulgação

Em nota, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora reconheceu a situação e afirmou que a maioria dos produtos utilizados vem de doações realizadas pelas paróquias da arquidiocese, principalmente no mês de agosto.

A instituição explicou que parte das doações chegou com validade próxima do vencimento ou já vencida. Segundo o comunicado, os itens foram armazenados para descarte, mas o processo não foi concluído a tempo.

O seminário também informou que todos os produtos sempre foram usados internamente, respeitando as margens de tolerância indicadas pelos fabricantes, e garantiu que medidas de revisão e reorganização do estoque serão adotadas para evitar novos casos.

Carga com 600 garrafas de vodka é abandonada às margens da MG-050 em Passos

Uma grande quantidade de vodka foi encontrada abandonada às margens da rodovia MG-050, em Passos (MG), na tarde de quinta-feira (9). A Polícia Rodoviária e a Guarda Civil Municipal (GCM) localizaram 50 caixas da bebida, totalizando aproximadamente 600 garrafas.

O material foi recolhido pela Vigilância Sanitária, que fará o descarte adequado. Uma das garrafas foi enviada para perícia técnica, com o objetivo de identificar se o produto é adulterado e se há substâncias nocivas à saúde. A Polícia Civil deve instaurar inquérito para investigar as circunstâncias do caso.

Fiscalização intensificada

Carga com 600 garrafas de vodka é abandonada às margens da MG-050 em Passos – Foto: Polícia Militar Rodoviária/divulgação

O achado ocorre em meio a uma ampla operação de fiscalização de bebidas destiladas no país, motivada pelos recentes casos de intoxicação por metanol — substância tóxica utilizada ilegalmente na adulteração de bebidas alcoólicas.

De acordo com o Ministério da Saúde, até quarta-feira (8) o Brasil registrava 259 notificações de intoxicação por metanol. Destas, 24 foram confirmadas, 235 permanecem em investigação e 145 já foram descartadas.

Os casos confirmados estão concentrados em três estados: São Paulo (20), Paraná (3) e Rio Grande do Sul (1).

Vigilância de Passos orienta sobre proibição de pomadas para cabelo

A chefe da Vigilância Sanitária de Passos, Marta Helena Beraldo de Andrade, orientou a população sobre a proibição do uso e comercialização de pomadas usadas para modelar e trançar cabelos. A determinação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que emitiu documento com medida preventiva, na última sexta-feira (10), para todo o país, até que as investigações sobre possíveis prejuízos à saúde, incluindo cegueira temporária.

De acordo com Marta, o município de Passos conta com cerca de 280 estabelecimentos de salões de beleza (feminino e masculino), além de lojas que comercializam o produto, sendo a orientação é não comprar, guardar ou utilizar esses produtos.

Embora a medida seja preventiva, segundo a chefe da Vigilância, a decisão é válida enquanto não forem concluídas as investigações de irritação ocular causada pelas pomadas para modelar e trançar cabelos.

“Os principais sintomas de acordo com a Anvisa são: perda temporária da visão, forte ardência nos olhos, lacrimejamento intenso, coceira, vermelhidão, inchaço ocular e dor de cabeça. A medida foi tomada quase um ano depois dos primeiros casos registrados pela agência. Na época, a Anvisa proibiu o uso de uma única pomada e, desde janeiro deste ano, vinha aumentando a lista de proibições, o que não impediu que muitas pomadas continuassem nas prateleiras das lojas”, disse Marta.

Segundo ela, a orientação é que o consumidor não use ou adquira pomadas de pentear. Se fez uso recente, lave os cabelos com cuidado, sempre lembrando de inclinar a cabeça para trás, para que o produto não entre em contato com os olhos. Em caso de contato acidental com os olhos, lave imediatamente os olhos com água em abundância. Em caso de qualquer efeito indesejado, procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo de você. E, em caso de efeito indesejado, notifique o caso à Vigilância Sanitária em Passos.

Para os profissionais, Marta oriente que nos salões e comércio em geral seguem no mesmo sentido. Não utilizem esses produtos em nenhum cliente. O manuseio do produto também pode trazer risco aos aplicadores. Não comercialize esses produtos enquanto a medida estiver em vigor. Não existe determinação de recolhimento de todos os produtos no momento, mas o produto deve ficar separado e não deve ser exposto ao consumo ou uso. Ao realizar atendimento de pacientes com quaisquer efeitos indesejáveis à saúde supostamente relacionados com o uso de produtos para trançar/modelar os cabelos ou de outros produtos cosméticos, notifique o caso a Vigilânica em Passos ou a Anvisa.

Entenda o caso

A decisão da proibição é resultado de uma avaliação de risco feita pela Anvisa e adotada por conta do aumento do número de casos de efeitos indesejáveis graves associados ao uso desse tipo de produto.

Entre os eventos relatados pelos usuários estão cegueira temporária (perda temporária da visão), forte ardência nos olhos, lacrimejamento intenso, coceira, vermelhidão, inchaço ocular e dor de cabeça. Segundo as informações disponíveis, os eventos ocorreram, principalmente, com pessoas que tomaram banhos de mar, piscina ou mesmo de chuva após terem feito uso dos produtos.

Segundo a Anvisa, a interdição cautelar é uma medida preventiva e temporária para proteger a saúde da população e permanece vigente enquanto são realizados testes, provas, análises ou outras providências requeridas para a investigação e a conclusão do caso.

Investigação

A Anvisa e os órgãos estaduais e municipais de Vigilância Sanitária seguem investigando os casos, os produtos associados e as empresas fabricantes. O órgão deve continuar publicando medidas preventivas específicas para determinadas empresas e produtos, conforme a investigação fornecer mais evidências.

A avaliação de risco feita pela Anvisa, em conjunto com o Ministério da Saúde e as Vigilâncias Sanitárias locais, indica que, diante do número de ocorrências, da distribuição geográfica e da diversidade de marcas envolvidas, a medida mais segura é interditar esses produtos até que todas as providências possíveis sejam adotadas para evitar novos eventos indesejáveis. (Clic Folha)

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