
Na manhã desta quarta-feira (6), um homem foi até a Escola Municipal Professora Maria Aparecida Passos, localizada no Centro de São José da Barra (MG), para deixar sua esposa, que buscaria a filha ao final do turno matutino, e seguiu para o trabalho.
Durante sua permanência na escola, a mulher procurou a assistente social e a psicóloga da área da Educação, relatando que estava enfrentando situações e problemas delicados dentro de casa, que estavam afetando seu bem-estar emocional. Diante do relato, a direção da escola acionou imediatamente o Conselho Tutelar e a Polícia Militar para acompanharem o caso.
Próximo ao horário de saída dos alunos, o homem retornou à escola e, de forma educada, utilizou o interfone para solicitar a liberação da filha. Contudo, devido à situação sensível relatada pela mãe, a criança não foi liberada naquele momento, e o pai também não teve acesso às dependências internas da unidade.
O homem foi encaminhado à Unidade de Saúde, onde recebeu atendimento médico imediato e foi medicado. De acordo com a secretária de Saúde, Flávia Queiroz, ele estava sob efeito de medicamentos, mas não apresentava risco. A diretora da escola, Ana Paula Figueiredo, foi informada de que a liberação das crianças poderia ser feita normalmente. A Polícia Militar permaneceu no local para reforçar a segurança.
A mulher foi conduzida ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), onde recebeu acolhimento e foram tomadas medidas de apoio e proteção para ela e sua filha.
A Prefeitura de São José da Barra reforçou que todas as escolas da rede municipal contam com sistemas de interfone e controle rigoroso de entrada, permitindo o acesso apenas de pessoas autorizadas. A Polícia Militar realiza rondas constantes no entorno escolar, e, desde o início da gestão 2025–2028, a Marinha do Brasil também foi acionada para ações de presença nos ambientes educacionais.
Além disso, a Administração Municipal está trabalhando com planejamento e responsabilidade para ampliar as medidas de segurança nas escolas. Entre as iniciativas em estudo está a contratação de porteiros treinados, prevista para o orçamento de 2026 — uma vez que não havia dotação orçamentária para essa ação em 2025.
A Prefeitura destaca que a segurança dos alunos é prioridade absoluta. Todas as medidas adotadas visam garantir um ambiente escolar cada vez mais protegido, proporcionando mais tranquilidade para pais, mães e responsáveis.
A direção da Escola Professora Maria Aparecida Passos esclarece que, em nenhum momento, qualquer pessoa com potencial de risco teve acesso ao prédio e que boatos que circularam sobre o caso não correspondem à realidade.