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Jornal Folha Regional

Polícia Civil investiga agressão a adolescente durante abordagem da Guarda Municipal em Boa Esperança

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A Polícia Civil abriu investigação para apurar a conduta de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Boa Esperança (MG) após a divulgação de um vídeo que mostra a agressão a um adolescente de 14 anos, na última sexta-feira (22).

As imagens, registradas por uma câmera de monitoramento, mostram o jovem rendido contra um muro enquanto é contido por um guarda municipal. Na sequência, uma agente aparece e desfere dois tapas na cabeça do adolescente. O vídeo também registra o momento em que o mesmo guarda dá um soco na barriga do menor.

Durante a cena, um homem tenta intervir, mas acaba sendo contido por policiais rodoviários que acompanhavam a ocorrência, portando armas e cassetetes. A gravação ainda mostra a mãe do adolescente discutindo com os agentes.

Versão da GCM

No boletim de ocorrência, que o G1 obteve acesso, a GCM informou que o adolescente foi flagrado conduzindo uma motocicleta de forma perigosa no bairro Maringá. Segundo o registro, ele realizava manobras arriscadas, conhecidas como “grau”, enquanto fazia gestos de provocação aos agentes.

A motocicleta estava com a placa coberta por uma camisa, dificultando a identificação. Após tentativas de abordagem, o menor teria conseguido fugir, mas foi encontrado cerca de 40 minutos depois, já em uma bicicleta.

Ainda conforme o boletim, durante a abordagem o jovem teria admitido que conduzia a motocicleta.

Conflito com familiares

A versão apresentada pelos familiares diverge. O avô do adolescente afirmou que o neto foi agredido com tapas e socos, mesmo sem oferecer resistência. A situação gerou revolta no local, o que levou a Polícia Militar a ser acionada para dar apoio. Os policiais usaram munição não letal para conter a confusão.

O adolescente foi liberado após os procedimentos de praxe e o caso foi registrado para investigação.

Manifestação da Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Boa Esperança repudiou as condutas atribuídas aos guardas municipais e informou que uma sindicância administrativa foi instaurada para apurar as responsabilidades. O município também reafirmou que não compactua com qualquer forma de violência.

A família do menor não quis se pronunciar até a publicação desta reportagem.

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