Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Doença que pode levar a morte em um dia tem 33 casos no Paraná

Compartilhe:
Doença que pode levar a morte em um dia tem 33 casos no Paraná – Foto: reprodução

Você já ouviu falar que uma infecção pode levar alguém à morte em apenas um dia? Pois é, a meningite meningocócica é exatamente esse tipo de ameaça. Causada pela bactéria Neisseria meningitidis (ou simplesmente meningococo), essa doença provoca uma inflamação nas membranas que envolvem nosso cérebro e medula espinhal, podendo deixar sequelas permanentes ou até mesmo ser fatal em questão de horas.

Os números são alarmantes. Segundo o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos (2023 e 2024), o Brasil registrou 1550 casos de doença meningocócica, com 331 mortes. Aqui no Paraná, foram 68 casos no mesmo período, com 14 óbitos – uma taxa de letalidade de 20%. Em 2025 houve 33 casos registrados no estado.

O problema é que os primeiros sinais podem enganar qualquer um. Febre, irritabilidade, dor de cabeça, náusea e vômito são sintomas que facilmente confundimos com outras doenças infecciosas, dificultando o diagnóstico inicial. Depois vêm os sintomas mais característicos: manchinhas arroxeadas na pele, rigidez na nuca e sensibilidade à luz. Se não houver tratamento rápido, a coisa fica séria: confusão mental, convulsão, choque, infecção generalizada, falência múltipla de órgãos e risco de morte.

“Se a doença for diagnosticada rapidamente e o tratamento adequado for iniciado, a maior parte dos pacientes pode se curar completamente. Por isso é importante ter atenção aos sintomas e buscar atendimento médico adequado o quanto antes. No Brasil, a letalidade média dos últimos anos foi de 24%, e a mundial de 10% dos casos, mas se não for tratada, a doença pode ser fatal em até 50% dos casos. Dentre os sobreviventes, 10% a 20% apresentam alguma sequela grave como dano cerebral, perda auditiva ou amputação de membros”, explica Ana Medina (CRF-RJ 24671), farmacêutica, imunologista e gerente médica de vacinas da GSK.

Um detalhe super importante: o meningococo tem pelo menos 12 sorogrupos identificados, mas seis deles são os mais comuns: A, B, C, W, X e Y. Apesar de atacar principalmente crianças menores de 5 anos, a meningite meningocócica não escolhe idade. E tem mais: até 23% dos adolescentes e adultos jovens podem carregar o meningococo sem apresentar sintomas (os chamados portadores assintomáticos). Esse grupo não só pode desenvolver a doença como é o principal transmissor da bactéria.

Como se proteger?

A vacinação é, sem dúvida, a forma mais efetiva de prevenção. Atualmente, existem vacinas diferentes para cinco sorogrupos da doença: A, B, C, W e Y.

Pelo SUS, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente a vacina meningocócica C para bebês de 3 e 5 meses. Já a vacina meningocócica ACWY é dada como reforço aos 12 meses e para adolescentes de 11 a 14 anos (dose única ou reforço, conforme o calendário vacinal).

Na rede particular, as sociedades médicas recomendam a vacina meningocócica B e a ACWY para todas as crianças, com esquema aos 3, 5 e 12 meses de vida. Para a ACWY, a recomendação inclui dois reforços até a adolescência. Já para a meningocócica B, são indicadas duas doses para adolescentes que não foram vacinados antes.

Além das vacinas, outras medidas de prevenção incluem evitar aglomerações e manter os ambientes sempre bem ventilados e limpos.

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.