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Zema determina reforço policial na divisa com o Rio após megaoperação

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Zema determina reforço policial na divisa com o Rio após megaoperação – Foto: reprodução

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, determinou o reforço do policiamento em cidades que fazem divisa com o Rio de Janeiro, após a operação mais letal da história realizada no estado vizinho, na última terça-feira (28). Zema também prestou solidariedade ao governador Cláudio Castro e à população local, além de confirmar que vai ao Rio para discutir ações conjuntas de segurança junto com governadores da direita.

“Infelizmente, há muito tempo, nós já vivemos uma guerra. Espero que o que aconteceu no Rio sirva para iniciar um movimento que venha a terminar com essa perda de vidas que acomete o Brasil há décadas, que já custou a vida de mais de 1 milhão de brasileiros. Aqui em Minas, já determinei reforço e prontidão das nossas forças de segurança, principalmente na área mais próxima ao Rio de Janeiro para que o estado não seja afetado”, afirmou.

Zema participou, nessa quarta-feira, de uma reunião virtual com o governador Cláudio Castro e outros nomes da direita. Na ocasião, foi oferecido por alguns estados o apoio com tropas das polícias locais e da inteligência. A Polícia Rodoviária Federal de Minas também vai enviar agentes para atuar no estado vizinho.

Pré-candidato à presidência nas eleições de 2026, Romeu Zema também usou o episódio para culpar o presidente Lula pelo resultado da operação, que terminou com cerca de 120 mortos. Ele afirmou, ainda, que o governo federal “deixou o Rio de Janeiro e as forças de segurança sozinhos ao não enviar ajuda”. Zema também cobrou a equiparação das facções criminosas a grupos terroristas.

Na contramão das críticas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski anunciou medidas de socorro ao Rio de Janeiro, após reunião com o governador Cláudio Castro. Ele afirmou que será criado um escritório entre as federações para enfrentar a crise e o crime organizado, além de disponibilizar vagas em presídios federais de segurança máxima para a transferência dos chefes do Comando Vermelho presos durante a operação.

Lewandowski também disponibilizou o envio de peritos criminais, além de anunciar o aumento do efetivo da força nacional já presente no Rio de Janeiro e intensificação das atividades de inteligência da PRF. Ele ainda reforçou que “questões político partidárias devem ser esquecidas” em prol de uma solução comum.

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