
O trevo de acesso a Cássia, na rodovia MG-344, voltou a ser palco de acidentes graves nos últimos dias, aumentando a preocupação de moradores e motoristas que utilizam o trecho. Entre as ocorrências mais recentes, três colisões foram registradas em menos de uma semana, incluindo um acidente grave na noite de sexta-feira (14) envolvendo um carro de passeio e um caminhão.
A situação não é isolada. O local acumula um histórico de episódios preocupantes. Em setembro, um acidente fatal marcou o trevo quando um Fiat Uno, ao tentar atravessar a pista, foi atingido por outro veículo, perdeu o controle, bateu em um poste e acabou colidido por uma carreta. Um passageiro de 71 anos foi ejetado do carro e morreu no local. Moradores e autoridades já haviam cobrado do DER-MG a instalação de redutores de velocidade e a melhoria da sinalização, reforçando que a falta de dispositivos de redução contribui diretamente para o risco de colisões.
Outro caso relevante ocorreu em maio de 2024, quando quatro carretas se envolveram em um acidente no km 69 da MG-344 após a fumaça de um incêndio em uma mata às margens da rodovia reduzir drasticamente a visibilidade. Apesar de não haver feridos, a pista precisou ser parcialmente interditada por várias horas.
O acidente mais recente e de maior repercussão ocorreu na manhã de terça-feira (11). Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um automóvel Honda, com dois ocupantes, ao tentar acessar Cássia, cruzou a frente de um caminhão que seguia no sentido Passos. O motorista do caminhão não conseguiu frear a tempo, e a colisão foi violenta a ponto de provocar ondas de choque que balançaram até uma câmera instalada em uma propriedade próxima.
O condutor do Honda sofreu ferimentos graves e foi socorrido para a Santa Casa de Misericórdia de Passos. O passageiro do carro e o motorista do caminhão tiveram ferimentos leves, receberam atendimento no hospital de Cássia e foram liberados em seguida.
Moradores afirmaram que o trevo já contou com redutores de velocidade nos dois sentidos, mas que eles foram removidos durante uma obra de recapeamento e nunca reinstalados. Desde então, segundo relatos, os riscos têm aumentado significativamente.
Diante da repetição dos acidentes, autoridades devem abrir nova apuração sobre as circunstâncias das colisões e avaliar medidas urgentes para reforçar a segurança no local, evitando novas ocorrências e preservando a integridade de quem transita pela MG-344.