
A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu, na última quinta-feira (19), a prisão preventiva de um homem de 37 anos suspeito de envolvimento no assassinato da adolescente Natasha Aguiar Matos, de 15 anos. O crime ocorreu no último dia 9 de março, na zona rural de Passos.
Com a nova detenção, sobe para três o número de investigados presos no caso. Os outros dois suspeitos já haviam sido capturados no dia 11 de março e, segundo a polícia, também são apontados como participantes do homicídio. A atuação de cada um, no entanto, ainda está sendo apurada.
As investigações seguem em andamento, com equipes empenhadas em esclarecer a dinâmica completa do crime. Entre as medidas adotadas está a reconstituição da cena, considerada fundamental para confrontar versões e definir o papel de cada envolvido.
Além disso, a Polícia Civil aguarda laudos periciais e exames laboratoriais, apontados como decisivos para o avanço do inquérito, que tramita sob sigilo.
Crime chocou a região
A adolescente foi encontrada morta na tarde de 9 de março, em uma propriedade rural na região da Fazenda Valdira, nas proximidades da Igrejinha dos Toledos, a cerca de 35 quilômetros da área urbana de Passos.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, o acionamento ocorreu após a Guarda Municipal receber uma denúncia de possível homicídio. A jovem estava dentro da residência com múltiplos ferimentos provocados por faca.
O namorado da vítima, de 19 anos, relatou aos policiais que chegou do trabalho e encontrou Natasha caída no quarto. Ele ainda tentou socorrê-la, levando-a por meios próprios até a unidade de pronto atendimento da cidade, mas ela já chegou sem vida. A perícia constatou 17 perfurações no corpo.
Imagens reforçam investigação
Registros do sistema de videomonitoramento do imóvel mostram um homem chegando ao local por volta das 15h55, descalço, sem camisa e portando uma faca, correndo em direção ao quarto onde a adolescente estava.
Em outro momento, por volta das 16h06, os vídeos captam uma voz masculina questionando a jovem, seguida pela saída de um indivíduo que aparece vestindo camisa e boné.
O caso foi inicialmente classificado como feminicídio pela Polícia Civil, que trata a investigação como prioridade.