
O Brasil e o mundo do esporte estão de luto pela perda de um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Nesta sexta-feira (17), às 14h08, morreu Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, aos 68 anos. Maior pontuador da história das Olimpíadas, ele deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie.
Oscar sofreu uma parada cardiorrespiratória em São Paulo e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), que divulgou uma nota oficial sobre o caso.
“O Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) informa que o paciente Oscar Daniel Bezerra Schmidt, de 68 anos, foi encaminhado à unidade nesta sexta-feira (17/04) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), já em parada cardiorrespiratória (PCR). A equipe prestou toda a assistência necessária e acolheu os familiares, oferecendo os devidos esclarecimentos. Neste momento de dor, expressamos nossas sinceras condolências à família e amigos”.
Em comunicado, a família ressaltou a longa batalha enfrentada pelo ex-atleta contra um tumor cerebral ao longo de mais de 15 anos.
“Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida. Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, diz um trecho da declaração.
O corpo será cremado, e a despedida ocorrerá de forma reservada, conforme desejo da família.
“A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”
Ala-armador, Oscar Schmidt foi um fenômeno reconhecido mundialmente. Dono da camisa 14 da seleção brasileira, acumulou marcas históricas, como o recorde de maior pontuador dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, além de ser o maior cestinha da história da seleção, com 7.693 pontos.
Mesmo sem atuar na NBA — opção feita para priorizar a seleção brasileira —, foi amplamente respeitado nos Estados Unidos, berço do basquete, que reconheceu sua importância para o esporte em diversas ocasiões.
Neste mês de abril, Oscar foi incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. Ele disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e segue como o único jogador a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na competição. Além disso, integra o Hall da Fama do Basquete e o Hall da Fama da NBA, consolidando um legado que atravessa gerações.