
A Polícia Civil de Passos (MG) avançou nas investigações sobre o atropelamento que deixou três pessoas feridas no último fim de semana, no bairro Penha. Segundo a corporação, o motorista investigado havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica momentos antes do acidente.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (12) pelo delegado Paulo Queiroz, em entrevista ao repórter Fernando Lima, da EPTV. De acordo com a polícia, a investigação conseguiu reconstruir o trajeto do condutor por meio do rastreador instalado no próprio veículo.
Os dados indicaram que o homem esteve em um restaurante bastante frequentado da cidade acompanhado de um grupo de amigos. Durante as diligências, a Polícia Civil recolheu imagens de segurança do estabelecimento e também a comanda da mesa utilizada pelo grupo.
Segundo o delegado, os investigadores constataram que entre sete e oito pessoas consumiram mais de 100 copos de chope antes do acidente. Ainda conforme a polícia, cerca de seis horas de gravações reforçam a conclusão de que houve ingestão excessiva de álcool.
Para os investigadores, a dinâmica do atropelamento evidencia alteração da capacidade psicomotora do motorista. A perícia apontou que o condutor perdeu o controle da direção e invadiu a área de estacionamento onde estavam as vítimas, cenário considerado compatível com embriaguez ao volante.
O acidente aconteceu na Rua da Praia. Uma mulher de 44 anos, o namorado dela, de 33, e uma criança de 3 anos foram atingidos. Após a colisão, o motorista deixou o local sem prestar socorro.
O veículo foi apreendido pela polícia ainda na noite de sexta-feira. Durante os trabalhos periciais, foram encontrados fios de cabelo de uma das vítimas presos ao para-brisa do automóvel, confirmando a força do impacto.
As três vítimas já receberam alta hospitalar. A mulher atingida segue em recuperação por causa de fraturas e, segundo familiares, apresenta falhas de memória relacionadas ao acidente.
O motorista se apresentou à delegacia na segunda-feira, acompanhado de defesa, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. Após ser ouvido, ele foi liberado e responde, neste momento, em liberdade pelos crimes de lesão corporal culposa e omissão de socorro. O agravante de embriaguez ao volante deve ser consolidado no decorrer do inquérito policial.