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Jornal Folha Regional

Polícia Civil investiga venda de agrotóxicos falsificados e descobre laboratório clandestino em Passos

Polícia Civil investiga venda de agrotóxicos falsificados e descobre laboratório clandestino em Passos – Foto: divulgação/PMMG

Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema de comercialização de agrotóxicos supostamente falsificados no Sul de Minas. Durante as apurações, os agentes localizaram um laboratório clandestino instalado em um sítio de Passos (MG), utilizado para armazenar e engarrafar os produtos destinados à venda na região.

A operação teve início após uma denúncia anônima. De acordo com a Polícia Civil, três homens foram encontrados próximos a um posto de combustíveis da cidade oferecendo galões de defensivos agrícolas por cerca de R$ 1 mil cada. O valor chamou a atenção dos investigadores, já que os produtos originais são comercializados por aproximadamente R$ 3 mil.

Durante a abordagem, os policiais localizaram galões dos defensivos no veículo utilizado pelos suspeitos. As diligências levaram os agentes até uma propriedade rural ligada ao grupo, onde foi encontrado o laboratório clandestino. No local, também foram apreendidos veneno para formigas, raticida, rótulos e adesivos supostamente falsificados utilizados para identificar os produtos.

Segundo as investigações, dois dos suspeitos são pai e filho. Os três homens foram autuados em flagrante, mas um deles foi liberado posteriormente. Os outros dois permanecem presos.

Parte do material apreendido foi encaminhada para análise da fabricante de uma das marcas envolvidas, que constatou indícios de falsificação nos produtos recolhidos durante a operação.

Conforme informou o delegado Matheus Ponsancini, os investigados deverão responder inicialmente por crimes contra a saúde pública e contra o meio ambiente, conforme prevê a nova Lei dos Agrotóxicos (Lei 14.785). Segundo ele, os elementos encontrados durante a operação demonstram de forma clara a comercialização dos produtos suspeitos, caracterizando a situação de flagrante.

O delegado também explicou que os galões apreendidos serão submetidos a perícia especializada em Belo Horizonte, responsável por identificar quais substâncias estão presentes nos recipientes. Após a conclusão dos exames, os laudos serão encaminhados à delegacia responsável para serem anexados ao inquérito policial.

As investigações continuam e outros materiais recolhidos durante a operação, incluindo cheques, ainda passarão por análise. De acordo com a Polícia Civil, novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias e não está descartada a abertura de outros inquéritos relacionados ao caso.

Após a conclusão das perícias e do trabalho investigativo, os suspeitos poderão ser formalmente indiciados. Em seguida, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

Polícia Civil investiga venda de agrotóxicos falsificados e descobre laboratório clandestino em Passos – Foto: divulgação/PMMG
Polícia Civil investiga venda de agrotóxicos falsificados e descobre laboratório clandestino em Passos – Foto: divulgação/PMMG

Polícia Civil investiga denúncia de estupro de vulnerável em Alpinópolis

O Delegado de Polícia Civil de Alpinópolis (MG) Dr. Luan Maturano Dutra, instaurou Inquérito Policial para apurar denúncia de estupro de vulnerável envolvendo uma criança de 6 anos, no município.

As investigações seguem em andamento sob sigilo, com adoção das medidas legais cabíveis e acionamento da rede de proteção à criança e ao adolescente.

A Polícia Civil reforça que a divulgação ou compartilhamento de imagens, vídeos ou qualquer conteúdo relacionado ao caso pode configurar crime, nos termos do artigo 218-C do Código Penal.

O vídeo que circula na internet é de uma mulher supostamente aliciando uma criança de 6 anos no colo, o que gerou grande revolta na população.

Motorista que atropelou família integrava grupo que consumiu mais de 100 copos de chope antes de acidente em Passos

Motorista que atropelou família integrava grupo que consumiu mais de 100 copos de chope antes de acidente em Passos – Foto: reprodução

A Polícia Civil de Passos (MG) avançou nas investigações sobre o atropelamento que deixou três pessoas feridas no último fim de semana, no bairro Penha. Segundo a corporação, o motorista investigado havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica momentos antes do acidente.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (12) pelo delegado Paulo Queiroz, em entrevista ao repórter Fernando Lima, da EPTV. De acordo com a polícia, a investigação conseguiu reconstruir o trajeto do condutor por meio do rastreador instalado no próprio veículo.

Os dados indicaram que o homem esteve em um restaurante bastante frequentado da cidade acompanhado de um grupo de amigos. Durante as diligências, a Polícia Civil recolheu imagens de segurança do estabelecimento e também a comanda da mesa utilizada pelo grupo.

Segundo o delegado, os investigadores constataram que entre sete e oito pessoas consumiram mais de 100 copos de chope antes do acidente. Ainda conforme a polícia, cerca de seis horas de gravações reforçam a conclusão de que houve ingestão excessiva de álcool.

Para os investigadores, a dinâmica do atropelamento evidencia alteração da capacidade psicomotora do motorista. A perícia apontou que o condutor perdeu o controle da direção e invadiu a área de estacionamento onde estavam as vítimas, cenário considerado compatível com embriaguez ao volante.

O acidente aconteceu na Rua da Praia. Uma mulher de 44 anos, o namorado dela, de 33, e uma criança de 3 anos foram atingidos. Após a colisão, o motorista deixou o local sem prestar socorro.

O veículo foi apreendido pela polícia ainda na noite de sexta-feira. Durante os trabalhos periciais, foram encontrados fios de cabelo de uma das vítimas presos ao para-brisa do automóvel, confirmando a força do impacto.

As três vítimas já receberam alta hospitalar. A mulher atingida segue em recuperação por causa de fraturas e, segundo familiares, apresenta falhas de memória relacionadas ao acidente.

O motorista se apresentou à delegacia na segunda-feira, acompanhado de defesa, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. Após ser ouvido, ele foi liberado e responde, neste momento, em liberdade pelos crimes de lesão corporal culposa e omissão de socorro. O agravante de embriaguez ao volante deve ser consolidado no decorrer do inquérito policial.

Corpo em avançado estado de decomposição e com sinais de violência é encontrado em Formiga

Corpo em avançado estado de decomposição e com sinais de violência é encontrado em Formiga – Foto: Glaudson Rodrigues/Últimas Notícias

O corpo de um homem em avançado estado de decomposição foi localizado na tarde da última segunda-feira (6), em uma estrada de terra que liga os bairros Eldorado e Cidade Nova, em Formiga (MG).

A vítima foi identificada como Wagner Gomes Alvarenga, de 43 anos, conhecido como “Paulista”. Segundo informações, ele não era visto desde a última quinta-feira (2), o que levanta a suspeita de que estivesse desaparecido desde então.

O local onde o corpo foi encontrado fica nas proximidades da rua 4, próximo a uma empresa da região. Moradores relataram indícios de violência, já que a vítima apresentava duas perfurações, sendo uma na cabeça e outra no tórax.

Equipes da Polícia Militar e da perícia técnica da Polícia Civil estiveram no local para os trabalhos de praxe e coleta de informações. Apesar das suspeitas levantadas, a hipótese de homicídio ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades.

Após os procedimentos iniciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.

O caso segue sob investigação.

IMA investiga morte em massa de abelhas em São José da Barra; Secretaria de Agropecuária acompanha o caso

Abelhas morrem dias após aplicação de agrotóxicos em São José da Barra – Foto: Reprodução

Um cenário preocupante foi registrado na zona rural de São José da Barra (MG), onde milhares de abelhas foram encontradas mortas. Diante da gravidade, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) acionou protocolo de emergência e iniciou uma investigação para apurar as causas da mortalidade.

A Secretaria Municipal de Agropecuária acompanha de perto o caso e atua em conjunto com os órgãos responsáveis, tendo em vista que seria o IMA na sede da prefeitura.

Equipes técnicas do órgão realizaram vistorias nos apiários afetados e coletaram amostras para análise laboratorial. A principal hipótese é a intoxicação por defensivos agrícolas, possivelmente causada por aplicação irregular em lavouras próximas.

De acordo com o secretário Romulo Leandro, todas as medidas estão sendo adotadas por meio dos órgãos competentes. “O município está acompanhando a situação de perto e trabalhará para evitar que casos como este, que vêm se tornando recorrentes, voltem a acontecer”, destacou.

De acordo com o IMA, alguns fatores técnicos ajudam a explicar o ocorrido:

  • Ação de neurotóxicos: o comportamento das abelhas antes da morte, como tremores e língua exposta, indica comprometimento do sistema nervoso por substâncias químicas.
  • Efeito da deriva: o vento pode ter transportado os produtos para fora da área de aplicação, atingindo flores visitadas pelas abelhas.
  • Falta de comunicação: a legislação exige que produtores informem previamente vizinhos sobre a aplicação de defensivos, permitindo medidas de proteção às colmeias.

Casos semelhantes já foram registrados anteriormente na região. Em situações passadas, análises confirmaram a presença de substâncias como o Fipronil, altamente tóxico para polinizadores e com uso restrito.

Para os apicultores, o impacto vai além do prejuízo financeiro. “É como perder parte da família”, relatou um produtor que teve grande parte de suas colmeias destruídas.

Próximos passos

O Instituto Mineiro de Agropecuária seguirá com as análises técnicas. Caso seja constatado uso irregular de produtos ou crime ambiental, os laudos serão encaminhados ao Ministério Público.

O órgão reforça que apicultores devem comunicar imediatamente qualquer mortalidade anormal, garantindo a coleta adequada de material para investigação.

PROCON de São João Batista do Glória abre investigação sobre preços de combustíveis

PROCON de São João Batista do Glória abre investigação sobre preços de combustíveis – Foto: arquivo pessoal

O PROCON da Câmara Municipal de São João Batista do Glória (MG) — órgão de proteção e defesa do consumidor responsável por fiscalizar, orientar e garantir o cumprimento das leis nas relações de consumo — instaurou uma investigação preliminar coletiva para apurar possíveis irregularidades na formação dos preços de combustíveis praticados pelos postos da cidade.

A medida ocorre em meio à instabilidade do mercado internacional de petróleo, que tem impactado os valores em todo o país. O objetivo é verificar se os reajustes aplicados ao consumidor estão devidamente fundamentados em custos reais de aquisição, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.

De acordo com o órgão, todos os postos de combustíveis do município foram notificados a apresentar documentos e informações, como notas fiscais de compra, registros dos preços praticados ao consumidor, o Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC), além de justificativas detalhadas e documentação comprobatória dos reajustes realizados. A intenção é analisar a relação entre os custos de aquisição e os valores repassados ao consumidor final.

A atuação segue diretrizes nacionais de monitoramento do setor estabelecidas pela Secretaria Nacional do Consumidor, além de observar as normas regulatórias da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Segundo o PROCON, os combustíveis são considerados bens essenciais, impactando diretamente o custo de vida da população e o funcionamento da economia local, o que exige fiscalização rigorosa, especialmente em períodos de instabilidade econômica.

O assessor jurídico do órgão, Álvaro Garcia, destacou que a atuação tem caráter técnico e preventivo. “Nosso objetivo é assegurar que qualquer reajuste seja devidamente justificado e transparente. O consumidor não pode arcar com aumentos arbitrários.”

Ele ressaltou ainda que a investigação é um desdobramento de medidas já adotadas anteriormente. “Já expedimos recomendações e agora avançamos para a fase de investigação. Caso sejam identificadas irregularidades, serão adotadas todas as medidas cabíveis. Ressalta-se que a investigação possui caráter preliminar e não implica, neste momento, qualquer juízo de irregularidade por parte dos estabelecimentos.”

O PROCON informou que, caso sejam constatadas irregularidades, o procedimento poderá ser encaminhado a órgãos competentes, incluindo o Ministério Público, para as providências legais.

Por fim, o órgão orienta que consumidores que identificarem indícios de irregularidades procurem o PROCON, munidos de comprovantes, para formalizar denúncia.

Polícia identifica motorista que teria impedido ambulância durante atendimento grave em Pouso Alegre

A Polícia Civil de Minas Gerais identificou o motorista suspeito de dificultar a passagem de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na noite do dia 13 de março, em Pouso Alegre (MG). Trata-se de um homem de 29 anos, morador da cidade, que deverá ser intimado para prestar depoimento no inquérito conduzido pela Delegacia Regional.

O caso ocorreu enquanto uma equipe do Samu realizava o transporte de uma idosa de 91 anos, em estado grave e com sintomas de AVC, até o Hospital Samuel Libânio. Durante o trajeto, um carro registrado em Guarulhos (SP) passou a realizar manobras em zigue-zague à frente da ambulância, com o objetivo de impedir sua passagem. A situação foi registrada em vídeo pelos próprios socorristas.

Segundo o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião do Sul de Minas, a ocorrência teve início no bairro Colina Verde, onde a paciente apresentava rebaixamento do nível de consciência, sendo classificada como de alta gravidade (código vermelho). A entidade informou que a conduta do motorista interferiu no atendimento, provocando atraso no tempo-resposta — fator considerado crucial em situações de urgência.

Ainda conforme o consórcio, medidas jurídicas já foram adotadas diante do ocorrido.

Imagens mostram que o condutor impediu a progressão da ambulância pela Avenida Prefeito Olavo Gomes de Oliveira, por volta das 21h30, ignorando sinais sonoros e luminosos. Em várias tentativas de ultrapassagem, o motorista teria fechado a viatura. Em determinado momento, ele ainda colocou o braço para fora do veículo e fez um gesto obsceno em direção à equipe.

A paciente socorrida morreu no domingo (15). No entanto, tanto o Samu quanto a Polícia Civil informaram que, até o momento, não há confirmação de que a conduta do motorista tenha influenciado diretamente no desfecho.

De acordo com a Polícia Civil, o investigado poderá responder criminalmente, a depender das conclusões do inquérito.

Pelo Código de Trânsito Brasileiro, impedir a passagem de veículos de emergência com sirenes e luzes acionadas é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além da penalidade administrativa, a conduta pode configurar crime caso seja comprovado prejuízo à saúde da vítima.

Governo federal inicia investigação sobre aumento abusivo no preço dos combustíveis

Governo federal inicia investigação sobre aumento abusivo no preço dos combustíveis – Foto: reprodução

Na última terça-feira (10), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no país, mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional.

Nos últimos dias, sindicatos do setor registraram aumentos ou previsão de alta para gasolina e diesel em diversas regiões, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O Cade é o órgão federal brasileiro responsável por zelar pela concorrência e prevenir práticas que possam prejudicar o mercado e o consumidor. O conselho funciona sob a presidência do Ministério da Justiça e pode aplicar multas, instaurar processos e recomendar ações corretivas quando identifica infrações à ordem econômica.

A Senacon solicita uma análise para verificar se existem indícios de práticas que possam configurar infração à ordem econômica, diante do aumento dos combustíveis sem mudanças na política de preços da Petrobras.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08.

No ofício, a Senacon informou que representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) relataram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve.

Os aumentos relatados chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina em alguns estados.

No Rio Grande do Sul, o Sulpetro registrou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina. Na Bahia, os reajustes chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina.

No Rio Grande do Norte, a gasolina subiu de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Boa Vista (RO), os aumentos foram de 20 centavos, mais de 2%.

Segundo o ofício da Senacon, “a Petrobras, maior produtora nacional de petróleo e responsável pelo abastecimento da maior parte do mercado interno, não anunciou até agora qualquer reajuste nos preços de suas refinarias”.

Petróleo dispara em meio à guerra no Oriente Médio

A intensificação da guerra no Oriente Médio levou o preço do petróleo — matéria-prima essencial para a produção de combustíveis — à maior alta em quatro anos, ultrapassando US$ 100 por barril.

O conflito afeta países e rotas estratégicas de produção e transporte de petróleo e gás, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento da commodity, aumentou o temor de restrições na oferta global e de produtos derivados.

Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil continuam abaixo do mercado internacional. Isso ocorre porque a política da Petrobras suaviza oscilações externas no curto prazo, adiando o repasse aos consumidores.

Desde 2023, após o fim da política de paridade de importação (PPI), a estatal adota um modelo de preços que considera cotações internacionais, custos e o mercado interno, promovendo ajustes graduais.

O preço final dos combustíveis inclui impostos, adição obrigatória de biocombustíveis e custos de transporte, distribuição e revenda. Por isso, qualquer alteração nos valores vendidos às distribuidoras é feita oficialmente pela Petrobras.

O último ajuste da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, com redução de R$  0,14 por litro (queda de 5,2%), para cerca de R$  2,57 nas refinarias. Já o diesel teve seu último reajuste em 6 de maio de 2025, quando caiu R$  0,16 por litro, para aproximadamente R$  3,27.

A mudança na política de preços ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os combustíveis.

Assim, variações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente à gasolina ou ao diesel, evitando aumentos bruscos para os consumidores.

Apesar de adiar parte dos repasses, analistas alertam que a estratégia tem limites.

Quando a diferença entre os preços internos e internacionais cresce, surgem dúvidas sobre os impactos da política de preços nos resultados da Petrobras e na arrecadação do governo, já que os dividendos da estatal têm peso importante nas contas públicas. 

Segundo especialistas, a Petrobras tem mantido postura cautelosa em relação aos combustíveis durante a guerra e deve esperar a estabilização dos preços em níveis elevados antes de repassar a volatilidade ao mercado interno.

Polícia Civil investiga possível sabotagem em cabos de freio do veículo oficial do prefeito de Cássia

Polícia Civil investiga possível sabotagem em cabos de freio do veículo oficial do prefeito de Cássia – Foto: reprodução/EPTV

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar uma possível ação criminosa envolvendo o veículo oficial utilizado pelo prefeito de Cássia (MG). A suspeita surgiu após a constatação de falhas graves no sistema de freios da caminhonete usada pelo chefe do Executivo municipal.

O prefeito Donizete Vilela (Cidadania) procurou a polícia na segunda-feira (9) para registrar um boletim de ocorrência. Segundo o relato, ao ligar o veículo percebeu que os freios não estavam funcionando corretamente e decidiu encaminhá-lo imediatamente para avaliação mecânica.

Durante a vistoria, o profissional identificou danos em três pontos do sistema de freios e constatou vazamento de óleo. Conforme a análise inicial, o problema não seria resultado de desgaste natural das peças. A hipótese levantada foi a de que os cabos possam ter sido cortados intencionalmente, o que reforçou a suspeita de sabotagem.

De acordo com o boletim, a última vez que o prefeito utilizou a caminhonete foi na tarde de sábado (7). Entre esse período e a manhã de segunda-feira (9), o veículo permaneceu estacionado no pátio da prefeitura.

Diante das circunstâncias, a Polícia Civil informou que instaurou procedimento investigativo para apurar se houve crime relacionado ao automóvel oficial.

Polícia Civil finaliza inquérito sobre latrocínio que matou comerciante em Passos

Polícia Civil finaliza inquérito sobre latrocínio que matou comerciante em Passos – Foto: Helder Almeida

A Polícia Civil de Minas Gerais encerrou o inquérito que apurou o latrocínio registrado no dia 5 de dezembro de 2025, em Passos (MG). O crime vitimou Paulo Roberto Dias, de 41 anos, residente em Guaxupé, que não resistiu aos ferimentos após ser baleado. Uma segunda vítima, que também estava no local, conseguiu sobreviver.

De acordo com as investigações, o ataque ocorreu logo após as vítimas saírem de uma propriedade rural. Durante o deslocamento, o veículo em que estavam foi interceptado por suspeitos armados, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A ação criminosa tinha como finalidade o roubo de uma carga de cobre, material que Paulo Roberto Dias negociava comercialmente na região.

Com base em diligências técnicas e levantamentos investigativos, a Polícia Civil conseguiu identificar cinco pessoas envolvidas no crime. Três homens, com idades de 22, 22 e 23 anos, foram apontados como os responsáveis diretos pela execução do latrocínio. Além deles, duas mulheres, de 19 e 21 anos, teriam atuado no suporte logístico e na comunicação entre os envolvidos.

As apurações indicaram ainda que o crime foi resultado de um planejamento prévio, afastando a hipótese de uma ação ocasional. Segundo a Polícia Civil, houve organização anterior, definição de funções e preparação para a abordagem armada, o que reforça o caráter premeditado do latrocínio.

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