
A colheita do café segue em ritmo mais lento em diversas regiões do Sul de Minas por causa das chuvas registradas nos últimos meses. Além de retardar a maturação dos frutos, o excesso de umidade também dificultou o trabalho nas lavouras, provocando atrasos no calendário da safra.
O avanço da colheita varia conforme a região. Em Guaxupé e Três Pontas, aproximadamente 30% dos cafezais já foram colhidos. Já na região de Varginha, a maturação dos grãos sofreu um atraso de cerca de 30 dias em razão das condições climáticas, fazendo com que apenas 20% da produção tenha sido colhida até o momento.
Na Serra da Mantiqueira, onde o ciclo do café costuma ser naturalmente mais longo devido às temperaturas mais baixas e à maior altitude, a colheita alcança apenas 10% da safra.
De acordo com o agrônomo responsável pelo acompanhamento da produção, o atraso na maturação dos frutos já era esperado, mas as chuvas durante o período da colheita agravaram ainda mais a situação. Na região de Varginha, o cronograma está cerca de 35% atrasado em relação ao previsto.
Os impactos não se limitam ao calendário da safra. As precipitações também afetaram a qualidade do produto, já que muitos frutos maduros caíram no solo antes da colheita, originando o chamado café de varreção. Esse tipo de grão, por permanecer no chão, tende a produzir uma bebida de qualidade inferior.
As diferenças no andamento da colheita entre as regiões do Sul de Minas estão diretamente relacionadas às características climáticas de cada localidade, que influenciam tanto o desenvolvimento quanto a maturação dos frutos.
O atraso na retirada dos grãos das lavouras também começa a refletir no mercado. Com uma oferta menor de café neste momento, os preços já apresentam valorização, movimento que deve continuar em razão das dificuldades enfrentadas no início da colheita.
Apesar dos desafios registrados nesta safra, ainda não é possível afirmar que haverá impactos sobre a produção do próximo ciclo, segundo a avaliação técnica do agrônomo.