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Jornal Folha Regional

Trabalhadora morre após cachecol ficar preso em máquina de lavar café no Sul de Minas

Trabalhadora morre após cachecol ficar preso em máquina de lavar café no Sul de Minas – Foto: redes sociais

Uma trabalhadora rural de 45 anos morreu na manhã de sábado (11) após um acidente de trabalho registrado em uma fazenda na zona rural de Elói Mendes, no Sul de Minas. A ocorrência aconteceu por volta das 8h, na Fazenda Bela Vista, localizada no bairro rural Cobertores. A Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer as circunstâncias da morte.

Segundo informações da Polícia Militar, a vítima foi identificada como Rosalina Paulino Gonçalves. Ela operava uma máquina de lavar café quando ocorreu o acidente. Um funcionário da propriedade a encontrou caída sob o equipamento e comunicou imediatamente o proprietário da fazenda, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Antes da chegada da equipe de resgate, Rosalina foi retirada da máquina por pessoas que estavam no local. No entanto, os socorristas apenas puderam confirmar o óbito.

A principal hipótese levantada pela Polícia Militar é que o cachecol utilizado pela trabalhadora tenha sido puxado pela correia da máquina, provocando asfixia. Além disso, ela apresentava lesões na região do rosto e do pescoço.

Após o acionamento, a perícia da Polícia Civil compareceu à fazenda para realizar os levantamentos técnicos. Em seguida, o corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal de Varginha, onde passou por exames, sendo posteriormente liberado aos familiares. O sepultamento ocorreu no domingo (12), no Cemitério Municipal de Elói Mendes.

Em nota, a Polícia Civil informou que solicitou a realização da perícia oficial para identificar e coletar vestígios que possam contribuir com a investigação. A corporação destacou que o caso segue em apuração e que aguarda a conclusão do laudo pericial para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Chuva atrasa colheita de café em regiões do Sul de Minas e reduz ritmo da safra

Chuva atrasa colheita de café em regiões do Sul de Minas e reduz ritmo da safra – Foto: reprodução

A colheita do café segue em ritmo mais lento em diversas regiões do Sul de Minas por causa das chuvas registradas nos últimos meses. Além de retardar a maturação dos frutos, o excesso de umidade também dificultou o trabalho nas lavouras, provocando atrasos no calendário da safra.

O avanço da colheita varia conforme a região. Em Guaxupé e Três Pontas, aproximadamente 30% dos cafezais já foram colhidos. Já na região de Varginha, a maturação dos grãos sofreu um atraso de cerca de 30 dias em razão das condições climáticas, fazendo com que apenas 20% da produção tenha sido colhida até o momento.

Na Serra da Mantiqueira, onde o ciclo do café costuma ser naturalmente mais longo devido às temperaturas mais baixas e à maior altitude, a colheita alcança apenas 10% da safra.

De acordo com o agrônomo responsável pelo acompanhamento da produção, o atraso na maturação dos frutos já era esperado, mas as chuvas durante o período da colheita agravaram ainda mais a situação. Na região de Varginha, o cronograma está cerca de 35% atrasado em relação ao previsto.

Os impactos não se limitam ao calendário da safra. As precipitações também afetaram a qualidade do produto, já que muitos frutos maduros caíram no solo antes da colheita, originando o chamado café de varreção. Esse tipo de grão, por permanecer no chão, tende a produzir uma bebida de qualidade inferior.

As diferenças no andamento da colheita entre as regiões do Sul de Minas estão diretamente relacionadas às características climáticas de cada localidade, que influenciam tanto o desenvolvimento quanto a maturação dos frutos.

O atraso na retirada dos grãos das lavouras também começa a refletir no mercado. Com uma oferta menor de café neste momento, os preços já apresentam valorização, movimento que deve continuar em razão das dificuldades enfrentadas no início da colheita.

Apesar dos desafios registrados nesta safra, ainda não é possível afirmar que haverá impactos sobre a produção do próximo ciclo, segundo a avaliação técnica do agrônomo.

Piumhi vai reunir café, queijo, gastronomia e música em grande festival gratuito

Piumhi vai reunir café, queijo, gastronomia e música em grande festival gratuito – Foto: reprodução

O aroma do café fresco, o sabor marcante dos queijos artesanais e a tradição da culinária mineira prometem transformar Piumhi em um verdadeiro polo gastronômico nos dias 5 e 6 de junho. O Parque de Exposições Tonico Gabriel receberá o 2º Festival do Café da Canastra, evento que acontecerá junto ao Festival Gastronômico Cozinha da Canastra e ao Concurso Municipal de Queijos.

A programação foi preparada para valorizar os sabores e tradições da região, reunindo cafés especiais, queijos premiados, cozinha show, fogo de chão, experiências gastronômicas e atrações culturais para o público. A proposta é unir produtores, chefs, cozinheiros e visitantes em um ambiente voltado à cultura alimentar mineira e aos produtos típicos da Serra da Canastra.

Entre as novidades desta edição está o Concurso dos Pratos das Donas de Casa, que promete movimentar o festival com receitas criativas tendo o tradicional Café da Canastra como ingrediente principal. A iniciativa busca destacar receitas afetivas e incentivar a valorização da culinária regional feita dentro de casa.

Além da gastronomia, a música também será um dos atrativos do evento. A primeira atração confirmada é a banda LS Jack, conhecida nacionalmente por sucessos que marcaram os anos 2000.

Com entrada gratuita, o festival promete reunir moradores e visitantes em dois dias dedicados aos sabores, à cultura e à música, fortalecendo ainda mais a identidade gastronômica da região da Canastra.

Café mineiro avança para ser reconhecido como paisagem cultural do estado

Lavoura de café no Sul de Minas — Foto: AME/Divulgação

Municípios produtores de café, instituições do setor e a população em geral estão sendo convidados a aderir a uma iniciativa que pretende reconhecer oficialmente a paisagem cultural cafeeira como patrimônio cultural de Minas Gerais. A proposta foi apresentada no início de abril, durante o 2º Fórum Regional de Cultura Cafeeira da Microrregião de Varginha.

A ação segue as diretrizes da Deliberação CONEP nº 02/2025 e defende a paisagem cultural como instrumento de preservação e valorização do patrimônio mineiro. Nesse contexto, a cafeicultura é destacada como uma das principais expressões culturais do estado, construída ao longo do tempo pela interação entre território, comunidades, produção agrícola e modos de vida.

Para que o reconhecimento avance, os organizadores reforçam a necessidade de engajamento dos diferentes territórios envolvidos. Foram estabelecidas três formas de participação: a anuência municipal, por meio de documento oficial aprovado pelas prefeituras; a declaração de apoio institucional, destinada a cooperativas, associações, empresas e sindicatos; e a petição pública, aberta a qualquer cidadão interessado em apoiar a iniciativa.

Os documentos, modelos e orientações estão disponíveis em uma plataforma online, onde também podem ser registradas as manifestações de apoio: https://cafe.amecultura.com.br/paisagemcultural

Após a coleta, todas as adesões serão reunidas e encaminhadas ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, junto a um estudo técnico preliminar, formalizando o pedido de reconhecimento.

A proposta também posiciona Minas Gerais em diálogo com experiências internacionais, como a Paisagem Cultural Cafeeira da Colômbia, reconhecida pela UNESCO, evidenciando o potencial do estado para alcançar projeção global a partir da valorização de seus territórios.

Presente de forma marcante em regiões como Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Chapada de Minas, o café vai além da economia, representando identidade, tradição e desenvolvimento local.

O reconhecimento como paisagem cultural busca ampliar oportunidades, incluindo o acesso a políticas públicas, o fortalecimento do turismo cultural, a valorização dos territórios e a integração entre cultura e economia.

Homem é preso por furtar café ainda verde em fazenda de Boa Esperança

Homem é preso por furtar café ainda verde em fazenda de Boa Esperança – Foto: reprodução

Um homem de 45 anos foi preso em flagrante na tarde da última quarta-feira (25), suspeito de furtar café ainda verde em uma propriedade rural de Boa Esperança, no Sul de Minas.

A ação teve início após o produtor perceber a falta de parte da safra e acionar a Polícia Militar. Com o apoio de testemunhas e informações levantadas no local, os militares conseguiram identificar o possível autor do crime.

Durante diligências, os policiais localizaram o suspeito e realizaram buscas em sua residência. No imóvel, foram encontradas sacas com o café já colhido e armazenado, indicando que o produto estava pronto para ser transportado.

Diante da situação, o homem foi detido e encaminhado para a delegacia. Em seguida, ele foi levado ao presídio, onde permanece à disposição da Justiça.

Toda a carga furtada foi recuperada e devolvida ao proprietário da fazenda.

O caso acende um alerta para produtores da região, especialmente no período de colheita, quando há aumento desse tipo de ocorrência. A Polícia Civil informou que deve intensificar ações preventivas no meio rural e orienta que proprietários reforcem medidas de segurança, como instalação de câmeras, vigilância constante e restrição na divulgação de informações sobre a produção.

Café do Sul de Minas impulsiona exportações, cresce 41,6% e avança US$ 3 bilhões no ano

Café do Sul de Minas impulsiona exportações, cresce 41,6% e avança US$ 3 bilhões no ano – Foto: reprodução

A recuperação da força exportadora de Minas Gerais em 2025 tem um protagonista bem definido: o café produzido no Sul do estado. Entre janeiro e novembro, o produto apresentou um avanço robusto de 41,6% nas vendas ao exterior, o que representa US$ 3 bilhões a mais que no mesmo período de 2024. Em seguida aparecem o ouro, com incremento de US$ 1,2 bilhão, e as ferro-ligas, que registraram alta de US$ 241,2 milhões.

Municípios tradicionalmente ligados à cafeicultura, como Varginha, Guaxupé, Três Pontas e Alfenas, puxaram o ritmo do setor e recolocaram a região sul-mineira no centro da agenda exportadora estadual. Esse movimento contribuiu diretamente para o desempenho expressivo de novembro.

Exportações em alta e superávit histórico

Com o impulso do café, Minas Gerais acumulou, de janeiro a novembro, US$ 41,4 bilhões exportados, crescimento de 6,4% em relação ao ano anterior. Somente em novembro, o estado alcançou US$ 3,9 bilhões em exportações e se firmou como o segundo maior exportador do país no mês, além de registrar pelo terceiro mês seguido o maior superávit nacional, somando US$ 2,3 bilhões.

No recorte mensal, o café respondeu por 30,4% das vendas mineiras ao exterior, seguido pelos minérios de ferro (26,8%) e pelo ouro (8,2%). Varginha se destacou como o município com maior participação nas exportações de novembro, responsável por 9% do total estadual — desempenho diretamente ligado ao setor cafeeiro. Guaxupé também teve relevância, representando 6% das vendas externas.

A ampliação da presença mineira no comércio internacional também se refletiu na diversificação de destinos: em 2025, Minas passou a exportar para dez novos mercados em comparação com 2024 e apresentou crescimento nas vendas para 105 países, incluindo Canadá, Argentina, Reino Unido, Japão e Itália.

Importações também crescem

No campo das importações, Minas Gerais registrou US$ 17 bilhões entre janeiro e novembro, alta de 9,1% frente ao período anterior. Em novembro, Extrema liderou as compras internacionais, seguida por Betim, Uberaba, Belo Horizonte e Varginha. Entre os produtos mais adquiridos pelo estado estão turborreatores, automóveis, produtos imunológicos e fertilizantes.

São José da Barra sedia a final do Concurso Mineiro de Cafeicultura

São José da Barra sedia a final do Concurso Mineiro de Cafeicultura – Imagem: divulgação/Prefeitura de São José da Barra/MG

Com grande orgulho, São José da Barra recebe a etapa final do Concurso Mineiro de Cafeicultura, reunindo os melhores produtores, especialistas e representantes do setor cafeeiro. Um momento especial para celebrar o trabalho, a dedicação e a excelência dos cafeicultores de todo o estado.

O evento destaca a força da nossa região na produção de cafés de alta qualidade e reforça o compromisso com a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento da cafeicultura mineira.

A final acontecerá nesta quarta-feira (26), no Espaço da Feira do Produtor Rural e Artesanato “Sávio Figueiredo da Costa”, a partir das 17h, e contará com uma programação especial preparada para celebrar a cafeicultura de Minas Gerais.

A realização é da Emater/MG, com apoio da Prefeitura Municipal de São José da Barra e da Secretaria de Agropecuária, Indústria e Comércio.

CLIQUE AQUI PARA CONFIRMAR A PRESENÇA: https://forms.gle/6D6Y8dJoHHejospp9

Sua confirmação é importante para melhor organização do evento.

Dúvidas entre em contato com a EMATER – MG (35) 99208-0225

São José da Barra sedia a final do Concurso Mineiro de Cafeicultura – Imagem: divulgação/Prefeitura de São José da Barra/MG
São José da Barra sedia a final do Concurso Mineiro de Cafeicultura – Imagem: divulgação/Prefeitura de São José da Barra/MG
São José da Barra sedia a final do Concurso Mineiro de Cafeicultura – Imagem: divulgação/Prefeitura de São José da Barra/MG
São José da Barra sedia a final do Concurso Mineiro de Cafeicultura – Imagem: divulgação/Prefeitura de São José da Barra/MG

Impulsionadas pelo café, exportações do agro em Minas lideram ranking nacional

Impulsionadas pelo café, exportações do agro em Minas lideram ranking nacional – Foto: reprodução

As exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 14,5 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2025, com crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

No ranking nacional dos principais estados exportadores do agro, Minas foi o que apresentou o maior crescimento no período. O café lidera a pauta exportadora, seguido pelo complexo soja e sucroalcooleiro, carnes e produtos florestais.

Já o volume embarcado somou 13 milhões de toneladas, com redução de 7,6%, na comparação com os meses de janeiro a setembro do ano anterior. Minas é o terceiro estado que mais exporta produtos do agro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo, e responde por quase 13% da receita do agro nacional.

Ao todo 615 diferentes produtos agropecuários mineiros foram enviados para 175 países, com destaque para a China (25%), Estados Unidos (11%), Alemanha (8%), Itália e Japão (5%).

Na avaliação da assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, o expressivo crescimento na pauta exportadora mineira deve-se, principalmente, ao bom momento do café, que mantém suas cotações em alta desde o ano passado, sendo favorecido pela baixa oferta no mercado internacional e aumento do consumo mundial.

O grão alcançou US$ 7,77 bilhões, representando pouco mais da metade da receita do agro. O aumento foi de 48% em relação ao mesmo período de 2024.

O estado responde, sozinho, por cerca de 70% das exportações brasileiras de café, o que confirma sua liderança absoluta. Os principais destinos continuam sendo os Estados Unidos, Alemanha e Itália, que demandam a alta qualidade do café mineiro.

Ainda segundo a assessora, a expectativa para o fim do ano é superar, mais uma vez, o recorde de vendas dos produtos agropecuários do estado, que alcançaram US$ 17 bilhões no ano passado.

“Esse cenário positivo vem sendo influenciado pela valorização do preço médio dos produtos. Além disso, Minas Gerais mostra capacidade de adaptação com tecnologia no campo e diversidade produtiva, consolidando-se como referência de qualidade, sustentabilidade e competitividade”, complementa.

Soja

O complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 2,6 bilhões com o embarque de 6,5 milhões de toneladas e queda de 15% e 7% respectivamente.

Sucroalcooleiro

O volume chegou a 3,3 milhões de toneladas, totalizando US$ 1,5 bilhão com queda de 19,9% na receita. A produção de etanol no mercado interno tem se mostrado mais atrativa para os produtores.

Carnes

A receita do setor de carnes (bovina, suína e frango) alcançou US$ 1,3 bilhão no período, alta de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024. Já o volume total ficou em 368,8 mil toneladas.

Produtos florestais

Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançaram aproximadamente US$ 765 milhões. O volume embarcado ficou em 1,3 milhão de toneladas.

Produtores do Sul de MG têm até sexta-feira para se inscrever em concurso estadual de qualidade de cafés

Produtores do Sul de MG têm até sexta-feira para se inscrever em concurso estadual de qualidade de cafés – Foto: reprodução

Os cafeicultores do Sul de Minas têm até a próxima sexta-feira, 5 de setembro, para garantir presença no 22º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, evento reconhecido como o mais tradicional do estado dedicado exclusivamente aos cafés especiais.

Organizado pela Emater-MG, o concurso é considerado uma vitrine de excelência para a produção mineira — responsável por alguns dos grãos mais valorizados do Brasil.

Como se inscrever

A participação é gratuita. O produtor deve preencher a ficha disponível no site da Emater-MG, imprimir o formulário e entregá-lo no escritório local da instituição, acompanhado da amostra de café que será avaliada. O regulamento completo está publicado no portal da empresa.

Cada participante pode inscrever apenas uma amostra, em uma das duas categorias disponíveis:

  • Café Natural
  • Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado

Somente cafés Arábica da safra 2025 podem concorrer, desde que atendam aos critérios técnicos: tipo 2 (máximo de quatro defeitos), peneira 15 ou maior e teor de umidade entre 10% e 12%.

Avaliação e etapas

As amostras passam por análises físicas e sensoriais conduzidas por uma comissão de especialistas em competições nacionais e internacionais. Apenas os cafés que alcançarem 85 pontos ou mais na escala da Specialty Coffee Association (SCA) seguirão para as fases finais.

Premiação

Os vencedores serão definidos por região produtora — Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Chapada de Minas. Haverá ainda prêmios especiais para:

  • a cafeicultora mais bem pontuada;
  • o produtor certificado pelo Certifica Minas Café com melhor desempenho;
  • os primeiros colocados correntistas de cooperativas parceiras.

O título de campeão estadual será concedido ao produtor com a maior nota geral. A cerimônia de premiação está prevista para dezembro.

Histórico

Na edição de 2024, o concurso recebeu 1.406 amostras de 146 municípios mineiros. O destaque foi o agricultor familiar Onofre Alves Lacerda, de Espera Feliz (Matas de Minas), que obteve 92,7 pontos na categoria Café Natural e tornou-se o primeiro bicampeão do evento.

📞 Mais informações: (31) 3349-8075 / 8091 / 8173 | ✉️ [email protected]

Polícia Civil desarticula esquema de furto de café em São Sebastião do Paraíso

Polícia Civil desarticula esquema de furto de café em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução/EPTV

A Polícia Civil concluiu uma investigação que revelou um esquema sofisticado de furto de café em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas. Cinco pessoas foram indiciadas por envolvimento no crime, que utilizava máquinas de beneficiamento adulteradas com compartimentos secretos para desviar parte da produção de produtores rurais.

De acordo com as apurações, que duraram três semanas, cerca de 10% do café colhido por pelo menos quatro agricultores acabava nas mãos do grupo. A Polícia Militar chegou até os suspeitos após receber denúncias da comunidade, o que possibilitou o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Durante a operação, três pessoas foram presas em uma fazenda. Foram recuperadas entre 40 e 45 sacas de café, além da apreensão de dois caminhões, usados no transporte, dois carros e duas motocicletas.

Segundo o delegado Eduardo Lange, a participação dos donos das máquinas e de seus funcionários era fundamental para o funcionamento do esquema.

“O mecanismo de desvio era acionado ou desativado diretamente no local. O delito é grave, qualificado pelo uso de fraude e pela atuação em grupo, o que aumenta o prejuízo às vítimas”, explicou.

A investigação apontou que dois proprietários dos caminhões e três funcionários envolvidos no manuseio das máquinas adulteradas foram indiciados. Eles responderão por furto qualificado, crime que pode resultar em até 16 anos de prisão.

O comandante da PM em São Sebastião do Paraíso, Robson Henrique Oliveira, ressaltou a relevância das denúncias da comunidade rural para o avanço da operação:

“As informações vindas dos produtores foram essenciais para que a patrulha rural e a inteligência conseguissem dar a resposta esperada pela população.”

Casos semelhantes já haviam sido registrados em 2017, quando a Polícia Civil investigou adulterações em 32 máquinas em cidades vizinhas, como Machado, Serrania, Muzambinho, Alterosa, Nova Rezende, Botelhos e São Pedro da União. À época, produtores também relataram perdas de até 10% da safra devido ao desvio de grãos.

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