
A prisão de Felipe Freitas Guimarães, de 34 anos, representa um novo desdobramento nas investigações sobre a morte de Elen Cristina Teixeira Tavares, de 31 anos, ocorrida em 25 de março, em Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O investigado, que estava foragido havia mais de três meses, foi localizado em Guarapari, no Espírito Santo, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Piumhi.
A captura aconteceu no bairro Camurugi. Após ser detido, Felipe foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) no domingo (12) e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional capixaba, onde permanece à disposição da Justiça enquanto aguarda os próximos procedimentos. Em entrevista à Tribuna TV, ele negou qualquer participação na morte da companheira.
O caso teve início na madrugada de 25 de março, quando Elen Cristina foi encontrada desacordada pela filha, de apenas 10 anos, que havia acordado para ir à escola. O serviço de emergência foi acionado, mas a vítima já não apresentava sinais de vida. Durante o atendimento, profissionais identificaram indícios de violência, posteriormente confirmados pelos exames periciais.
A certidão de óbito apontou que Elen morreu em decorrência de asfixia mecânica. Segundo familiares, o corpo apresentava diversas lesões, o que levantou dúvidas sobre as primeiras versões apresentadas para a morte.
De acordo com a família, inicialmente o companheiro informou que Elen teria sofrido um infarto. Posteriormente, passou a afirmar que ela havia tido uma crise convulsiva. Os parentes, porém, contestaram essa versão, alegando que a vítima não possuía histórico de convulsões.
Os familiares também afirmam que havia registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal, incluindo boletins de ocorrência lavrados em 2025. Para eles, esses antecedentes reforçam a necessidade de responsabilização criminal, caso as acusações sejam confirmadas pela Justiça.
Com a prisão do investigado, o caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais. O inquérito já foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. Segundo a corporação, os trabalhos buscaram reunir todas as provas técnicas e periciais necessárias para o esclarecimento dos fatos. O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça.

