Jornal Folha Regional

Ministro critica possível venda da Cemig e é contra fim de referendo para autorizar privatizações

Ministro de Minas e Energia protestou contra plano do governador Romeu Zema para viabilizar desestatização da companhia de luz

Ministro critica possível venda da Cemig e é contra fim de referendo para autorizar privatizações – Foto: Divulgação

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), disse, nesta terça-feira (29), que vai pôr em prática “o que puder fazer” para evitar que a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) aconteça sem consulta popular.

Durante audiência na Câmara dos Deputados, Silveira criticou a privatização de empresas do setor elétrico e fez menção negativa à ideia do governador Romeu Zema (Novo) de aprovar, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para extinguir a obrigatoriedade de referendos para concluir a desestatização de empresas como a Cemig e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

“O que eu puder fazer para que o governador de Minas Gerais não tire o direito da povo mineiro de respeitar algo colocado na Constituição Mineira pelo então presidente da República (governador, na verdade) Itamar Franco, que deu ao povo mineiro a prerrogativa de ser ouvido em referendo sobre a privatização da Cemig, vou fazer”, afirmou o ministro.

Em uma entrevista coletiva em Brasília, Alexandre Silveira, classificou como “crime contra a democracia” a possibilidade de que a exigência do referendo seja retirada por meio de uma proposta do governador Romeu Zema.

“Eu me posicionei claramente contra aquilo que seria um crime contra a democracia no estado – que é o berço dos valores democráticos do país, que é Minas Gerais. Foi aprovado e é uma exigência da lei que haja um referendo, que toda a população mineira seja ouvida em uma possível privatização da Cemig. Se isso for quebrado pelo governo, será um grande dano ao povo mineiro. Mais do que isso, uma afronta à democracia brasileira. Mas, em tempos em que as afrontas e ou arroubos contra a democracia infelizmente se tornaram comuns, não é de se espantar que o governador de Minas tenha a ousadia de querer tirar do povo mineiro o direito de opinar sobre esse grande patrimônio de Minas Gerais”, disse o ministro ao comentar que acredita que a PEC não passará pela Assembleia Legislativa.

Segundo Silveira, a privatização de empresas elétricas “fez muito mal ao Brasil”. “Não acho correto um setor tão sensível e tão importante ficar completamente à mercê do setor privado, em especial no modelo de corporation que formou a Eletrobrás”, completou, em debate promovido pelas Comissões de Minas e Energia e de Fiscalização Financeira da Câmara.

A Eletrobrás, citada por Silveira, foi concretizada em junho do ano passado. O ministro é um dos críticos do modelo de corporation, que baseou a transação. A despeito de a União ter mais de 40% das ações da companhia, o sistema limita a participação do governo a 10% do conselho decisório da empresa.

“O povo brasileiro é dono de 43,64% das ações. Não tem de saber o que está acontecendo? Só tem de saber o resultado. Na minha opinião, está errado. Em minha visão, precisamos ‘eletrobrasileirar’ a Eletrobrás”, criticou o pessedista.

A estratégia de Zema para viabilizar privatizações

A PEC do fim do referendo foi enviada por Zema à Assembleia Legislativa na semana passada. A obrigatoriedade do referendo, inserida por Itamar Franco, data de 2000.

A emenda constitucional pleiteada pelo governo propõe, também, diminuir o número de votos para aprovar a venda de uma estatal. Atualmente, 48 dos 77 parlamentares precisam se posicionar favoravelmente a uma ideia do tipo. Zema, porém, quer diminuir a quantidade mínima de votos necessários para 38.

“Hoje, para se fazer uma obra de melhoria dos serviços de atendimento aos mineiros, tanto Cemig quanto Copasa precisam passar por um longo e burocrático processo de licitação, que nem sempre seleciona as melhores empresas e soluções para o projeto contratado e, na grande maioria das vezes, fica mais caro. Com uma gestão privada, essas companhias ganham agilidade e melhor capacidade de melhorar sua atuação”, assinalou Zema, ao defender a PEC e as privatizações.

Governo Zema encaminha proposta de emenda constitucional para acelerar privatizações da Cemig e Copasa

Proposta enviada à Assembleia Legislativa do Estado de Minas desobriga de se fazer referendo, para saber se a população aprova ou não a privatização de estatais como Copasa e Cemig

Romeu Zema, governador do Estado de Minas Gerais – Foto: Silvia Zamboni/Valor

O governo de Minas Gerais encaminhou no dia 21 de agosto à Assembleia Legislativa do Estado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para simplificar e dar mais agilidade aos processos de privatização de estatais.

O projeto prevê a necessidade de maioria simples (39 de 77 votos) para aprovação de lei que autoriza mudança na estrutura societária ou cisão de empresas estatais ou de capital misto. Atualmente, é necessário aprovação das alterações por três quintos dos deputados (46).

A proposta também desobriga o Estado de fazer um referendo, para saber se a população aprova ou não a privatização de estatais como Copasa e Cemig.

A PEC será analisada pelo Legislativo. O governo informou que vai encaminhar as propostas de desestatização nos próximos meses, de acordo com o avanço dos estudos de viabilidade.

A intenção do governo é concluir as privatizações até 2026. Na lista de prioridades estão a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Tadeu Martins Leite (MDB), afirmou que a tramitação da PEC não será feita às pressas. “Minas Gerais precisa avançar, se modernizar e se tornar ainda mais competitiva, mas nada será feito às pressas. Os mineiros merecem que esta decisão seja tomada com muito diálogo, responsabilidade e cuidado com o que é patrimônio da população”, afirmou em seu perfil na rede social X (ex-Twitter).

O governo Zema pretende usar os recursos das privatizações para investir em infraestrutura de Minas Gerais. Também considera que as empresas privadas terão menos amarras burocráticas para se modernizarem.

“Hoje, para se fazer uma obra de melhoria dos serviços de atendimento aos mineiros, tanto Cemig quanto Copasa precisam passar por um longo e burocrático processo de licitação, que nem sempre seleciona as melhores empresas e soluções para o projeto contratado e, na grande maioria das vezes, fica mais caro. Com uma gestão privada, essas companhias ganham agilidade e melhor capacidade de melhorar sua atuação”, afirmou, em nota, o governador Romeu Zema (Novo).

Gatinha furtada no bairro Furnas em São José da Barra é encontrada pela Polícia Civil

Dona da gata feliz em reencontrar o animal – Foto: PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio dos policiais civis da Delegacia de Alpinópolis recuperaram na manhã desta quarta-feira (30), uma gatinha com nome de “piratinha” (ela não possui o olho esquerdo), que havia sido furtada em um estabelecimento comercial no bairro de Furnas em São José da Barra (MG)em abril de 2023.

De acordo com o Delegado Dr. Hélio de Mattos Júnior, no início dos trabalhos investigativos, acreditava-se que o animal poderia ter fugido da sua proprietária do local em que costumava ficar. Sucede, no entanto, que, no decorrer da investigação, apurou-se que a gata, na realidade, tinha sido subtraída por uma mulher que manteve o animal em sua residência durante todo esse tempo.

“A motivação do crime, segundo o apurado, é decorrente de um desentendimento prévio entre a vítima e a autora, que decidiu levar o animal por vingança. Após a conclusão do Inquérito Policial, a PCMG representou judicialmente por Mandado de Busca e Apreensão e na data de hoje, cumpriu a medida cautelar expedida pelo D. Juízo da Comarca de Alpinópolis, ocasião em que recuperou o animal furtado. Posteriormente, a “piratinha” foi restituída à sua legítima proprietária, que, ao rever seu animal de estimação na Delegacia de Polícia, ficou bastante emocionada”, informou o Delegado.

Participaram da investigação e das diligências policiais, o Delegado Dr. Helio de Mattos Junior, a Investigadora Grace Renata e o Escrivão Lucas Marley.

Gatinha furtada no bairro Furnas em São José da Barra é encontrada pela Polícia Civil – Foto: PCMG

Secretário municipal e integrantes de empresas são presos por suspeita de fraudes em licitações de prefeituras

Operação foi deflagrada em Anahy e Cascavel, no oeste do estado. Dentre as ordens judiciais, também estão oito mandados de busca e apreensão e cinco de proibição de contratar com a administração pública.

Operação ELLIPSIS foi deflagrada nesta terça-feira (29) em Anahy e Cascavel, no oeste do Paraná — Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) prendeu preventivamente na manhã desta terça-feira (29) quatro pessoas no oeste do Paraná por suspeita de fraudes em licitações de prefeituras do estado. Veja todas as acusações abaixo.

Dentre as ordens judiciais da Operação “ELLIPSIS”, também estão oito mandados de busca e apreensão e cinco de proibição de contratar com a administração pública.

De acordo com o delegado da Divisão Estadual de Combate a Corrupção (Deccor) de Foz do Iguaçu, Lucas Américo Magron, um dos presos é o secretário de Coordenação Geral da prefeitura de Anahy, Edimar Zanatta.

Os outros três presos são pessoas ligadas a um grupo empresarial de Cascavel. Os nomes não foram revelados pela PCPR.

Operação ELLIPSIS foi deflagrada nesta terça-feira (29) em Anahy e Cascavel, no oeste do Paraná — Foto: Divulgação

Alexsander Beilner, advogado de Edimar Zanatta, afirma que a defesa foi surpreendida pela operação. “Se trata de uma operação que ocorre há mais de três anos onde não foram encontrados indícios de envolvimento do secretário. Os fatos serão oportunamente esclarecidos”, disse.

Em nota, a prefeitura de Anahy afirmou que lamenta os fatos.

“Todas as etapas do processo licitatório seguem rigorosamente os trâmites legais, visando garantir a igualdade de oportunidades e a justa concorrência entre os participantes. […] Reiteramos nosso compromisso com a legalidade, a honestidade e o respeito à coisa pública. A Prefeitura de Anahy colaborará ativamente com as investigações e tomará as medidas cabíveis para que a verdade seja esclarecida e a justiça prevaleça”, disse o Município.

O g1 tenta localizar as defesas dos outros três suspeitos.

Investigações

De acordo com as investigações, a organização criminosa é capitaneada pelo núcleo empresarial, que alicia servidores públicos municipais a fim de que as empresas sejam favorecidas em licitações. Em troca, as empresas pagam os servidores com valores obtidos no decorrer do contrato, diz a polícia.

Segundo a PC-PR, o foco está em peças de reposição e maquinários pesados de prefeituras de diversos municípios do Paraná. As cidades não foram especificadas.

A operação contou com a participação de 28 policiais da Deccor e com o apoio da Polícia Científica do Paraná (PCP).

“A ação é desdobramento de trabalhos investigativos em curso no Núcleo de Foz do Iguaçu, iniciados pela Operação RETROCASE, por meio do qual se desvelou a existência de organização criminosa estabelecida para fraudar licitações de peças de reposição de maquinários pesados de prefeituras de diversos municípios do Paraná, envolvendo servidores públicos e, inclusive, agentes políticos”, explica a PCPR.

Acusações
De acordo com a Polícia Civil, quatro crimes foram apurados na investigação:

⛔️frustrações ao caráter competitivo de licitações, através do direcionamento de vencedores em licitações;

⛔️fraude à execução de licitação, com fornecimento de peças com qualidade inferior à contratada;

⛔️falsidade ideológica, pois o secretário municipal investigado também atuava como pregoeiro e habilitou empresa que não preenchia os requisitos do edital;

⛔️peculato, através do desvio de valores dos cofres públicos para o núcleo empresarial, que faturou como se a empresa investigada houvesse prestado serviço e/ou fornecido peças ao município.

Operação ELLIPSIS foi deflagrada nesta terça-feira (29) em Anahy e Cascavel, no oeste do Paraná — Foto: Divulgação

via, G1

Brasil gerou 142.702 novos empregos formais em julho

Todas atividades registraram saldo positivo, diz Caged

Carteira de trabalho digital – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil criou 142.702 novos postos de trabalho em julho. Só no setor de serviços, foram geradas 56.303 vagas. No comércio, o saldo aumentou em 26.744 postos de trabalho. De acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no acumulado do ano foram gerados 1.166.125 postos de trabalho.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo positivo foi registrado em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas e em 26 das 27 unidades federativas. O estoque total recuperado para o Caged no mês fico em 43.610.550 postos de trabalho formais no país.

O salário médio real de admissão em julho foi R$ 2.032,56, valor R$ 19,33 acima do registrado em junho (R$ 2.013,23).

O saldo no setor de serviço foi maior nas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (saldo de 27.218 postos); alojamento e alimentação (9.432 postos); e transporte, armazenagem e correio (8.904).

No setor de comércio, a área de comércio varejista de produtos farmacêuticos registrou saldo positivo de 3.554 novos postos de trabalho. Já na área de mercadorias em geral (com predominância de produtos alimentícios), os supermercados apresentaram saldo positivo de 2.419 novas vagas, enquanto minimercados registraram alta de 1.704.

O saldo positivo na construção civil ficou em 25.423, enquanto a indústria teve saldo foi 21.254 novos postos.

Houve um aumento de 43.947 novos empregos formais para mulheres e de 98.755 para homens. “No que se refere à População com Deficiência, identificou-se saldo positivo de 452 postos. O emprego em julho foi positivo para pardos (75.918), brancos (15.919), pretos (13.035), amarelos (720) e indígenas (311)”, informou o ministério.

“Em termos geográficos, apenas no Rio Grande do Sul (-2.129) houve queda do emprego formal, que ficou positivo nas outras 26 unidades da federação. Os maiores saldos foram em São Paulo (43.331), Rio de Janeiro (12.710) e Minas Gerais (12.353)”, explicou.

Em julho, Brasil supera total de turistas internacionais de todo o ano de 2022

Em sete meses, o país recebeu mais de 3,65 milhões de viajantes internacionais

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Até julho deste ano, o Brasil recebeu mais de 3,65 milhões de turistas internacionais. O número é maior do que o registrado durante todo o ano de 2022, quando 3,63 milhões de estrangeiros entraram no país. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Turismo, Embratur e Polícia Federal. Somente no mês de julho, os destinos turísticos nacionais receberam 375.648 visitantes de fora do Brasil.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, comemorou os números e destacou as ações de todo o governo federal para impulsionar o turismo no Brasil. “Estamos trabalhando incansavelmente para atrair cada vez mais turistas estrangeiros para o nosso país. Temos uma diversidade cultural, natural e gastronômica incomparável, além de um povo acolhedor e hospitaleiro. Estamos preparando ações que visam a melhoria da infraestrutura, segurança, qualificação, promoção e desburocratização para ampliar o turismo internacional em nosso país e, consequentemente, gerar emprego e renda para a nossa população”, afirmou.

Entre os principais emissores de turistas internacionais para o Brasil se destacam a Argentina Comprar cialis generico barato en españa (1.381.991), os Estados Unidos (382.843), Paraguai (264.564), Chile (260.027) e Uruguai (223.788). Os estados mais procurados pelos visitantes estrangeiros são: São Paulo (1.201.546), Rio Grande do Sul (826.079), Rio de Janeiro (692.799), Paraná (459.743) e Santa Catarina (212.577).

“São resultados que já refletem o nosso trabalho, seja na ampliação de voos com o destino ao Brasil, são 40% de rotas a mais que no ano passado, como na promoção dos destinos de nosso país nos países que mais mandam turistas para o Brasil. Neste segundo semestre, estamos intensificando nossas ações, com campanhas publicitárias nos EUA, Europa e América Latina, participação em feiras e realização de eventos, e a perspectiva é de acelerar ainda mais a retomada”, disse Marcelo Freixo, presidente da Embratur.

GASTO DE ESTRANGEIROS – De janeiro a julho, o gasto de turistas internacionais no Brasil ultrapassou a marca de US$ 3.796 bilhões, aproximadamente R$ 18,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central (Bacen), divulgados nesta sexta-feira (25.08). O valor é o segundo melhor resultado da série histórica, perdendo apenas para o ano de 2014, quando foi realizada a Copa do Mundo no país. Além disso, o gasto acumulado é 3,32% maior do que o montante registrado em 2019, ano pré-pandemia.

Somente em julho, os viajantes vindos de vários cantos do mundo deixaram US$ 567 milhões, o equivalente a mais de R$ 2,77 bilhões. Foi o terceiro melhor resultado do mês na série histórica do Bacen, ficando atrás apenas de julho de 2014 e julho de 2019. Em relação a 2022, o resultado de 2023 foi 45,7% maior do que o mesmo período do ano anterior.

NACIONAL – Impulsionado pelas férias escolares, o mês de julho movimentou mais de 8,4 milhões de passageiros pelos aeroportos do país. Foi o que contabilizou o Relatório de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O número é 10,2% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado e está apenas 1,3% abaixo do registrado em 2019, ano de pré-pandemia. Entre os voos mais movimentados, a ponte-aérea Rio-São Paulo lidera, seguido por São Paulo-Porto Alegre e São Paulo-Brasília.

BDMG libera crédito de R$ 60 milhões para o setor do café na Safra 2023/2024

Os recursos do Plano Safra também já estão disponíveis para financiar projetos de silos, inovação e sustentabilidade

BDMG libera crédito de R$ 60 milhões para o setor do café na Safra 2023/2024 – Foto: Agência Minas

A Safra 2023/2024 já começou para o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Nesta terça-feira (29), foram realizados os primeiros desembolsos com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) em um total de R$ 60 milhões referentes a contratos de financiamento para o setor cafeeiro nas regiões Sul, Alto Paranaíba e Zona da Mata mineira.

Desde o último dia 21, empresas e cooperativas de produtores interessadas em financiar a comercialização, aquisição, capital de giro, armazenagem de grãos, inovação, entre outros, podem acessar os R$ 232,6 milhões destinados ao BDMG pelo Funcafé. Os recursos do Plano Safra, R$ 385 milhões, também já estão disponíveis para os clientes.

“Começamos, agora de forma oficial, a liberar os financiamentos do Funcafé, com o qual conseguimos garantir suporte a toda a cadeia produtiva do grão, um segmento de extrema importância para a economia do país”, diz Gabriel Viégas Neto, presidente do BDMG. “Nossa meta é repetir o desembolso de 100% desses recursos, pois sabemos de importância do crédito para a produção cafeeira”, completou.

Desde o ano safra 2018/2019, o BDMG desembolsa 100% dos recursos do Funcafé destinados ao banco. Além disso, de 2014 até agora são R$ 2 bilhões em crédito para a produção cafeeira por meio do Funcafé. No último período, encerrado em julho, os desembolsos do BDMG, que chegaram a R$ 264 milhões, financiaram a compra de 258 mil sacas de café. Quase 60% do total de recursos seguiu para o Sul de Minas, uma das principais regiões produtoras do estado.

Em 2022, a produção de café em Minas Gerais foi de 22 milhões de sacas, representando 43% da safra nacional. Para 2023, a estimativa é de 27,8 milhões de sacas, representando 50% da safra brasileira. O café é o principal produto das exportações mineiras, respondendo por quase 40% do volume.

Plano Safra

Já no Plano Safra, o BDMG disponibiliza R$ 385 milhões que também já podem ser contratados por empresas e cooperativas. Esse valor representa um aumento de 1.000% em relação ao período anterior. Esses recursos podem ser utilizados para financiar a construção de silos utilizados na armazenagem de grãos; a incorporação de inovação tecnológica nas propriedades rurais; apoio e fomento a setores de produção agropecuária; incremento à competitividade do complexo agroindustrial das cooperativas; capital de giro; e incentivo ao desenvolvimento da agropecuária irrigada sustentável, além da redução das emissões de gases de efeito estufa oriundas das atividades agropecuárias.

Nos últimos 12 meses, mais de um terço dos desembolsos do BDMG foi para o setor agro. Os recursos para financiamento seguem a lógica da economia estadual, com o agronegócio correspondendo a 22% do PIB mineiro no ano passado e a 36% das exportações totais de Minas Gerais nos sete primeiros meses de 2023.

Municípios mineiros receberão R$ 6,7 milhões para investimentos na saúde

Iniciativa da Assembleia, a Lei Complementar foi sancionada pelo presidente da Casa, Tadeu Martins, enquanto governador em exercício. Proposta teve apoio do governo e simplifica a utilização dos valores de dívida de R$ 6,7 bilhões de repasses

Governador Romeu Zema ao lado do secretário de saúde Dr. Fábio Baccheretti – Foto: Dirceu Aurélio / Imprensa MG

O acordo já em curso do pagamento da dívida relacionada aos repasses da verba da Saúde do Governo de Minas aos municípios e instituições, no valor de R$ 6,7 bilhões, será simplificado e ampliado. O governador Romeu Zema assinou, no dia 08 de agosto, o decreto que regulamenta a Lei Complementar (LC) 171/2023, sobre a execução dos recursos da dívida. De iniciativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), novo dispositivo foi sancionado pelo presidente da Casa, Tadeu Martins, enquanto governador em exercício.

Na prática, os valores que estavam parados nos caixas das prefeituras e que deveriam ser utilizados apenas para uma finalidade, como no combate à dengue, por exemplo, agora poderão ser empregados na área da saúde de acordo com a necessidade do município.

De acordo com o governador, a lei complementar equacionou a dificuldade que os prefeitos esbarravam para executar os recursos provenientes de convênios antigos. “Com essa solução, bilhões de reais poderão, a partir de agora, começar a ser utilizados”, explicou.

Já o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, afirmou que LC é de grande importância porque existem resoluções de dez anos e que não fazem mais sentido.

“Hoje, o gestor público terá a autonomia para utilizar os recursos da melhor maneira, como em cirurgias, exames ou consultas. É uma dívida que está sendo paga conforme foi acordada, e até de forma adiantada pelo Governo de Minas. Isso significa mais saúde para a população mineira”, disse.

Sobre a dívida

Os R$ 6,7 bilhões são referentes a repasses para a saúde previstos no orçamento do Governo do Estado entre 2009 e 2020, mas que não haviam sido quitados.

O pagamento vem sendo realizado em 98 parcelas: uma de R$ 400 milhões, quitada em 2021, outra também de R$ 400 milhões, quitada no primeiro semestre de 2022, e o residual, em 96 parcelas mensais e consecutivas, que vem sendo pago desde outubro de 2022.

Repercussão

O prefeito de Ipatinga, Gustavo Morais Nunes, agradeceu o Governo de Minas, a ALMG e os demais envolvidos pela solução encontrada. “O que era complexo tornou-se fácil. A LC vai ajudar a vida do gestor público que, consequentemente, facilitará a vida da população de um modo geral”, explicou.

Nunes disse que Ipatinga tem cerca de R$ 60 milhões que deverão ser desvinculados. “Isso significará um respiro para os municípios que são referências na área da Saúde e que recebem pacientes de outras cidades”, afirmou.

Jovem morre afogado no Rio Grande em São José da Barra

Jovem morre afogado no Rio Grande em São José da Barra – Foto: local do fato – Arquivo Folha Regional

No início da tarde desta quinta-feira (23), um jovem de 23 anos, veio à óbito, após afogar no Rio Grande em São José da Barra (MG).

De acordo com o morador de Furnas, Mateus Alvarenga, ele foi dar uma volta com seu filho no Rio Grande entre os bairros de Furnas e Can-Can e chegando lá encontrou um pai desesperado falando que seu filho que não sabia nadar havia entrado na água e afogou.

“O pai do jovem estava desorientado e gritando que o seu filho havia entrado na água e afogou. Ele disse havia uns dez minutos e que tentou tirar mas não conseguiu. De imediato acionei a Marinha do Brasil e Corpo de Bombeiros”, informou Mateus.

Mateus ainda perguntou ao homem se precisava leva-lo para o hospital devido o susto, mas ele negou e só pediu para que eu acionasse as autoridades.

A vítima e o pai são moradores de Ribeirão Preto (SP).

A Marinha do Brasil está no local aguardando a chegada do Corpo de Bombeiros.

Matéria em atualização.

Vereadores rejeitam partes de projeto do Executivo de SãoJosé da Barra; matéria poderá retornar para nova votação

Vereadores rejeitam partes de projeto do Executivo de SãoJosé da Barra; matéria poderá retornar para nova votação – Foto: Arquivo Folha Regional

Na última segunda-feira (21), durante reunião ordinária da Câmara de São José da Barra (MG), os vereadores discutiram e votaram diversas matérias, entre elas alguns projetos do Executivo, como o Projeto de Lei Complementar nº 002/2023 – que “altera Lei Complementar nº 45/2009, que regulamenta a organização e a estrutura administrativa da prefeitura municipal de São José da Barra e dá outras providências e o Projeto de Lei Complementar nº 003/2023 – que “dispõe sobre a alteração de Lei Complementar nº 46/2009, que dispõe sobre a criação de cargos comissionados, função gratificada e de secretários municipais e dá outras providências.

A sessão foi bastante agitada, onde foi visível durante a transmissão ao vivo, uma discussão entre o líder da oposição, o vereador Darci Cardoso (PSD) e a Assessora Jurídica da Casa Legislativa, pois o vereador solicitou ao presidente da Câmara a retirada de um dos projetos de pauta por apresentar falhas nas informações, porém o pedido não foi aceito.

Segundo Darci, os vereadores Érika Machado, Régis Freire, Matheus Junior e ele juntamente com o presidente Deusmar Raimundo, o projeto da atual gestão municipal foi barrado, o qual criaria cargo e aumentaria o salário de alguns cargos de confiança.

“O projeto visava claramente favorecer alguns funcionários do alto escalão da prefeitura. Com objetivo de trabalhar e defender o município de São José da Barra, não poderíamos ser coniventes com esse abuso, haja visto que vários funcionários municipais trabalham com o salário defasado”, informou o líder da oposição.

Darci ainda comenta que os vereadores da situação, Edmar Kabadão, Natan Calebe, Geraldo Magela e Juliano Ribeiro, votaram a favor do aumento de salário e criação de cargos.

O Assessor Jurídico da prefeitura de São José da Barra, Dr. Renato Terra, informou que a prefeitura tem a honra de vir a público esclarecer e divulgar a verdade dos fatos relacionados ao Projeto de Lei Complementar nº 003/2023, que visa promover alterações na lei de cargos do município.

Dr. Renato Terra – Assessor Jurídico da prefeitura de São José da Barra fala sobre projetos – Foto: Arquivo Pessoal

“Assim como foi veiculado por este jornal em julho deste ano, o Município encaminhou à Câmara Municipal, projetos de leis visando à reestruturação administrativa da Prefeitura, à correta adequação dos valores dos vencimentos de alguns cargos municipais de chefes de setores, a extinção de alguns cargos e a criação de outros. O objetivo do projeto de lei relacionado aos cargos foi acabar com as distorções de remuneração, visando equiparar os vencimentos de todos os chefes de setor, pois se tratam de funções equiparadas e com o mesmo nível hierárquico dentro da administração municipal. Por este motivo, constou no projeto de lei a previsão de aumento para alguns cargos, mas também constou a redução para outro”, informou o Assessor.

Dr. Renato ainda comunicou que o projeto de lei foi aprovado em quase a sua totalidade. A câmara rejeitou apenas o aumento do vencimento para os cargos de Chefe de Gabinete e de Chefe do Serviço de Vigilância Sanitária e Epidemiologia, bem como a criação do cargo de assessor de comunicação.

“A câmara aprovou o aumento do vencimento para todas as diretoras das escolas municipais, bem como para o cargo de Chefe do Programa Saúde da Família, porém, rejeitou a redução do valor do vencimento para o cargo de Chefe da Divisão de Estradas proposta pela Prefeitura. Em resumo, a câmara aprovou o aumento do vencimento para cinco servidores e rejeitou para dois. Além disso, rejeitou a proposta de redução da remuneração do cargo de Chefe da Divisão de Estradas, mantendo as distorções salariais que a prefeitura pretendia acabar. Os demais pontos do projeto de lei foram aprovados sem qualquer alteração”, disse Terra.

O jurídico esclarece que em 2018, a atual gestão enviou um projeto de Lei visando à redução do vencimento do cargo de Chefe do Serviço de Vigilância Sanitária e Epidemiologia, o qual resultou na Lei Complementar nº 094/2018. Medida idêntica foi proposta em 2020 pela Prefeitura, quando a foi aprovada a Lei Complementar nº 111/2020, por meio da qual o vencimento do cargo de Chefe de Gabinete foi reduzido, porém, como já dito, diante das distorções salariais dos cargos de chefia, foi elaborado o referido projeto de lei visando nivelar o valor dos respectivos vencimentos.

“A Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara permitem que a matéria rejeitada seja reenviada para nova apreciação. Portanto, caso haja requerimento aprovado pela maioria absoluta dos vereadores, a Prefeitura encaminhará novo projeto de lei para rediscussão da matéria. A Prefeitura informa que está à disposição para quaisquer esclarecimentos que, porventura, forem solicitados,” finalizou o advogado.

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