Jornal Folha Regional

Chef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa

Chef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa – Foto: arquivo pessoal

O talento da cozinha mineira ultrapassou fronteiras e ganhou reconhecimento internacional. O chef de cozinha Takay Sousa, natural de Passos (MG), brilhou durante o evento “Best Gastronomia”, realizado entre os dias 7 e 14 de fevereiro na França, e conquistou a medalha de ouro com um prato típico da culinária de Minas Gerais.

Representando o Brasil e levando no cardápio os sabores, aromas e tradições mineiras, o chef encantou o público e os jurados com uma proposta que uniu técnica, identidade cultural e afeto — características marcantes da gastronomia do interior de Minas.

Além das apresentações na França, o evento também envolveu atividades realizadas em empresas na Alemanha e na Suíça, ampliando ainda mais o alcance da culinária brasileira no cenário europeu. Ao final da programação, Takay voltou para casa com a medalha de ouro na bagagem e o orgulho de ter representado sua cidade e seu país.

Mesmo enfrentando temperaturas abaixo de zero durante a estadia na Europa, o chef mostrou que o calor da cozinha mineira é capaz de aquecer qualquer ambiente. Entre compromissos profissionais, ele ainda encontrou tempo para viver a experiência do inverno europeu — literalmente “entrando numa gelada”.

A conquista reforça o potencial da gastronomia regional como instrumento de valorização cultural e projeção internacional. Para Passos, fica o orgulho de ver um talento da terra levando o nome da cidade para o mundo, com dedicação, comprometimento e amor pela profissão.

Polícia Militar prende suspeito por tráfico de drogas em São José da Barra

Polícia Militar prende suspeito por tráfico de drogas em São José da Barra – Foto: divulgação/PMMG

A Polícia Militar de São José da Barra prendeu, na noite da última terça-feira (24), um homem suspeito de tráfico de drogas no município. A ocorrência foi registrada por volta das 21h, durante patrulhamento preventivo realizado pelos militares.

Segundo informações da corporação, os policiais visualizaram o suspeito realizando a comercialização de substâncias entorpecentes em via pública. Ao perceber a aproximação da viatura, ele teria fugido para o interior de um imóvel nas proximidades.

Diante da situação de flagrante, os militares realizaram a perseguição e conseguiram capturar o suspeito. Durante as buscas no imóvel, com apoio de equipes de Alpinópolis, foram localizadas 26 pedras fracionadas de substância análoga ao crack, três papelotes de cocaína, três papelotes de haxixe e três comprimidos de ecstasy.

Também foram apreendidos dois rádios comunicadores, um aparelho celular, um simulacro de arma de fogo e R$ 390,45 em dinheiro, distribuídos em diversas cédulas.

Diante do crime permanente de tráfico de drogas, foi dada voz de prisão ao autor, que foi conduzido à autoridade de Polícia Judiciária na cidade de Passos, juntamente com todo o material apreendido.

VÍDEO | Pessoas recolhem refrigerantes caídos na pista e devolvem a motorista no ES

Os bons são maioria — e uma cena registrada no último sábado (21), prova isso de forma emocionante. Um vídeo gravado por Ester Martins já ultrapassa 7,8 milhões de visualizações no TikTok ao mostrar um gesto coletivo de solidariedade que arrancou aplausos nas redes.

Ela estava em um Uber quando viu uma caminhonete carregada tombar e espalhar dezenas de garrafas de refrigerante pela pista. O que poderia virar cenário de prejuízo e oportunismo se transformou em uma corrente espontânea de empatia.

Imediatamente, homens, mulheres, jovens e idosos que passavam pela avenida se abaixaram e começaram a recolher, uma a uma, as garrafas derramadas. Em seguida, levaram tudo de volta ao motorista, que havia parado poucos metros adiante.

A cena aconteceu na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, na Enseada do Suá, em Vitória (ES). O transportador, que não foi identificado, contou com a ajuda de desconhecidos que decidiram agir com honestidade em vez de se aproveitar da situação.

Enquanto filmava com o celular, visivelmente emocionada, Ester reagiu: “Ô meu Deus, que lindo”. Na legenda do vídeo, ela destacou que até o motorista do Uber desceu do carro para ajudar.

A repercussão foi imediata. Até a manhã desta segunda-feira, 23, o vídeo já somava mais de 7,8 milhões de visualizações no TikTok.

Nos comentários, internautas celebraram o gesto. “Sensacional. Ensinamento sobre empatia e solidariedade no meio da rua”, escreveu um seguidor.

“Esse tipo de atitude nos dá esperança na humanidade”, afirmou outro. “Honestidade e gentileza. Pessoas educadas e conscientes (não roubam e muito menos coca-cola)”, comentou mais uma usuária.

Em meio a tantas notícias difíceis, a atitude simples de ajudar o próximo transformou um acidente em um momento coletivo de esperança.

Nova vacina brasileira que combate a dependência de cocaína e crack entra na fase de testes em humanos

Nova vacina brasileira que combate a dependência de cocaína e crack entra na fase de testes em humanos – Foto: reprodução

O Brasil está prestes a dar um passo histórico na luta contra a dependência química. A vacina Calixcoca, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, avança para a fase de testes clínicos em humanos, um marco inédito no país e no mundo no combate à dependência de substâncias como cocaína e crack.

Imunidade contra a droga

A Calixcoca é uma vacina terapêutica que utiliza o sistema imunológico para neutralizar os efeitos da cocaína e do crack no organismo. O princípio é simples e inovador: ao ser aplicada, ela estimula o corpo a produzir anticorpos que se ligam às moléculas da droga presentes no sangue. Essa ligação transforma a substância em algo maior que não consegue atravessar a barreira hematoencefálica — a estrutura que regula o acesso de substâncias ao cérebro — impedindo, assim, que a cocaína produza seus efeitos psicoativos.

Essa abordagem imunológica não bloqueia diretamente o desejo de uso, mas pode reduzir significativamente a sensação de euforia que alimenta o ciclo de dependência. O pesquisador responsável pelo projeto, professor Frederico Duarte Garcia, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, explica que o objetivo é dar espaço para que tratamentos comportamentais e de reinserção social sejam mais eficazes, ao cortar o “reforço” químico que torna tão difícil quebrar o vício.

Evolução científica e reconhecimento

O desenvolvimento da Calixcoca começou há vários anos e já passou pelas etapas pré-clínicas de pesquisa. Em estudos com animais, sobretudo camundongos, a vacina gerou produção consistente de anticorpos capazes de bloquear os efeitos da cocaína, sem sinais de toxicidade significativa. Esses resultados promissores impulsionaram o projeto e atraíram atenção internacional.

Em 2023, o imunizante recebeu destaque internacional ao vencer o Prêmio Euro Inovação na Saúde, uma premiação latino-americana que reconhece iniciativas com potencial de impacto significativo na medicina e na saúde pública. A pesquisa guiada por Garcia conquistou 500 mil euros, reforçando seu potencial transformador e a relevância da ciência brasileira em temas globais.

Além disso, a Calixcoca conta com patentes concedidas tanto no Brasil quanto no exterior, incluindo os Estados Unidos, uma etapa estratégica que favorece investimentos e parcerias futuras. O projeto recebeu aportes importantes, incluindo apoio financeiro do Governo de Minas Gerais e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, com investimentos que ultrapassam dezenas de milhões de reais para viabilizar a transição para testes em humanos.

Preparação para ensaios clínicos em humanos

Segundo anúncio recente feito pelo ministro da Educação Camilo Santana, a Calixcoca entrou na etapa final de preparação documental para iniciar os ensaios clínicos com voluntários humanos, algo que pode ocorrer em breve. Esses testes são essenciais para avaliar a segurança, a resposta imunológica e a eficácia da vacina no contexto real de usuários ou ex-usuários de drogas.

Ainda não há um cronograma público detalhado com datas de início e número de participantes, o que é comum nessa fase inicial — que depende de aprovações de comitês de ética e órgãos reguladores como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil. A seleção de voluntários, protocolos de dosagem e critérios de inclusão serão divulgados conforme os ensaios forem oficialmente autorizados.

Um panorama global de necessidade

Especialistas em saúde pública ressaltam que a dependência de drogas estimulantes como cocaína e crack é um desafio persistente no Brasil. O país é apontado como um dos maiores consumidores dessas substâncias no mundo, segundo estimativas de órgãos internacionais de saúde — um fator que torna ainda mais urgente a busca por tratamentos eficazes. Embora a Calixcoca não seja uma “cura” isolada, ela representa uma ferramenta potencialmente revolucionária dentro de um arsenal terapêutico mais amplo que inclui apoio psicossocial e acompanhamento clínico.

Desafios e expectativas

Apesar da empolgação, pesquisadores e médicos alertam que muitos desafios permanecem antes que a vacina possa ser considerada um recurso terapêutico disponível em larga escala. Ensaios clínicos em humanos são longos, custosos e complexos, exigindo atenção cuidadosa à segurança e à eficácia. Além disso, uma vacina como a Calixcoca deve ser vista como complemento ao tratamento — e não substituto — de estratégias psicossociais e programas de recuperação integrados.

Ainda assim, a perspectiva de ter um imunizante capaz de neutralizar os efeitos de drogas tão associadas a danos médicos, sociais e familiares é motivo de otimismo para pesquisadores, profissionais de saúde e familiares de dependentes. A Calixcoca simboliza não apenas um avanço científico, mas também uma esperança renovada na luta contra um dos problemas mais complexos da saúde pública moderna.

Polilaminina, substância que pode devolver movimentos e sensibilidade a paraplégicos e tetraplégicos, será distribuída pelo SUS após aval da Anvisa, afirma Dra. Tatiana Sampaio

Dra. Tatiana Sampaio – Foto: redes sociais

Será acessível e gratuita! A polilaminina será distribuída pelo SUS, depois que for aprovada pela Anvisa, onde está na fase 1 de testes. A notícia boa foi dada pela dra. Tatiana Sampaio durante o programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, na noite desta segunda, 23.

A bióloga da UFRJ, que criou a proteína que está devolvendo movimentos e sensibilidade no corpo de pessoas paraplégicas e tetraplégicas, afirmou que está no “combinado dela com o Dr. Pacheco, dono do Laboratório Cristália e único parceiro na produção do medicamento”, que a produção da polilaminina será disponibilizada para o Ministério da Saúde distribuir nos hospitais públicos de todo o Brasil.

E disse que o compromisso do Dr. Pacheco é fazer com que nenhum brasileiro precise pagar pelo tratamento revolucionário, após sua aprovação. Que notícia boa!

Custo e patente da polilaminina

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a Dra. Tatiana revelou que a polilaminina não é tão cara para ser produzida. Ela explicou durante a entrevista que o custo de produção gira em torno de 100 dólares, algo em torno de 517 reais, pela cotação de hoje da moeda norte-americana.

E lembrou que apenas o laboratório Cristália está autorizado a produzir a proteína, para que pessoas evitem cair em golpes. Aliás, a doutora lembrou que não tem redes sociais e que qualquer perfil com o nome dela é fake.

A dra. Tatiana também aproveitou o programa para esclarecer que não foi o corte de verbas para pesquisas do governo federal que prejudicou o pagamento da patente internacional da polilaminina. Foi a própria URFJ que, na época, tomou a decisão por economia de custos. Sobre a patente nacional, a dra. Tatiana confirmou que pagou mil reais do bolso dela, no mesmo período, para não perder os direitos sobre a descoberta dela.

“Médicos tem que estudar”

Com toda humildade, a Dra. Tatiana esclareceu, logo no início do programa, quando o jornalista Ernesto Paglia perguntou se ela descobriu a cura para as paralisias para lesões na medula: “eu acho que descobrir a cura é muito forte, eu não diria, não. Eu acho que nós temos uma substância que tem se mostrado muito promissora, tem trazido resultados que não tinham sido observados anteriormente. Tudo indica que estamos no caminho certo, mas ainda é uma pesquisa em andamento”, lembrou.

Um dos momentos mais contundentes da entrevista foi quando uma das jornalistas da bancada disse para a bióloga: “médicos afirmam que são necessários estudos que incluam um grupo controle (com placebo). O que você diria para eles?”.

Sem pestanejar, a dra. Tatiana respondeu na lata: “que eles precisam estudar. Acho que seria bom que eles estudassem um pouquinho antes de dar declarações. Não se usa fazer grupo controle num estudo piloto”.

E ela foi além ao falar sobre ética. A dra. questionou se a jornalista teria coragem de aplicar um placebo numa pessoa que está no hospital, com lesão medular, e tem até 48 horas para tomar o medicamento. Tatiana lembrou que durante a pesquisa fez testes de grupo de controle em camundongos e cachorros, mas em seres humanos ela se recusa a fazer.

Mudança nos protocolos da ciência

A bióloga lembrou que descobriu algo absolutamente novo e que ela mesma, no laboratório da UFRJ, teve de criar novos métodos de estudo para chegar até a polilaminina.

E disse que a ciência também vai ter que evoluir e criar protocolos novos para estudar esse caso. A polilaminina já foi aplicada em pelo menos 30 pacientes, sendo que apenas 6 deles tomaram o medicamento durante a pesquisa dela na Universidade.

“Revoluções científicas não pedem licença, elas se consolidam com método, ética e resultados”.

Ela explicou que apenas a equipe médica treinada por ela está autorizada a aplicar a injeção na lesão medular dos pacientes e que essa equipe viaja para hospitais do Brasil inteiro, bancada pelo laboratório Cristália, para atender pessoas que conseguiram na justiça o direito de receber o medicamento.

Como os casos são distantes, nos quatro cantos do país, ela não consegue acompanhar a evolução desses pacientes para colocar na pesquisa.

Lado ruim e lado bom

A bióloga se disse surpresa com tanta divulgação da polilaminina na imprensa e nas redes sociais. E afirmou que isso tem um lado ruim e um lado bom.

O ruim é que cria uma expectativa grande nas pessoas com lesão medular e que nem todas poderão ter o resultado incrível do bancário Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente tetraplégico que voltou a andar após a injeção. A literatura científica aponta que cerca de 9% das pessoas com lesão na medula têm chance média de recuperação motora espontânea. Na pesquisa conduzida pela Dra. Tatiana, mais de 75% apresentaram ganho motor, incluindo o Bruno.

O lado bom é que a divulgação espontânea dos pacientes nas redes sociais, que estão tendo algum resultado positivo, levou a Anvisa a agir mais rápido. Até o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, já falou nas redes sociais dele sobre a polilaminina. Isso pode atrair investimentos para a continuidade da pesquisa, que é cara, segundo a Dra. Tatiana.

Firmes na torcida

Enquanto a bióloga que ficou famosa se desdobra para atender a imprensa e dar continuidade ao trabalho dela no laboratório da UFRJ, o Brasil aguarda ansioso o resultado das fases 1, 2 e 3, dos testes da Anvisa, para avaliar a segurança, eficácia e dosagem da polilaminina em seres humanos.

Não existe prazo definido para o resultado das 3 fases e a liberação oficial do medicamento porque a Anvisa segue os trâmites dos protocolos da ciência.

E a gente segue aqui na torcida para que essa descoberta brasileira seja realmente aprovada cientificamente para que essa esperança que paira sobre a nação se transforme em realidade e esteja logo acessível, de forma gratuita, para todos os pacientes que precisam.

Um viva à Dra. Tatiana Sampaio e ao laboratório Cristália, que acreditou e investiu nesse medicamento promissor.

GCM de Passos recupera veículo furtado abandonado em canavial

GCM de Passos recupera veículo furtado abandonado em canavial – Foto: divulgação/GCM

Uma ação da Guarda Civil Municipal de Passos resultou na recuperação de um veículo furtado/roubado na região da Linha São Domingos. A ocorrência foi registrada na última quinta-feira, por volta das 15h15.

A GCM recebeu uma denúncia informando sobre um automóvel em situação suspeita, aparentemente abandonado em meio a um canavial. Diante das informações, as equipes se deslocaram até o local para averiguação.

A operação foi coordenada pela Supervisão da corporação e contou com apoio da Moto Patrulha e da Patrulha de Trânsito (PATRAN), com acompanhamento do Comando e Subcomando da instituição.

Durante a varredura na área, os agentes localizaram o veículo e, após consulta ao sistema informatizado, constataram que havia registro de furto e roubo. A autoridade policial foi imediatamente comunicada, e o proprietário foi informado sobre a recuperação.

O automóvel foi retirado do local por meio do guincho de plantão.

Polícia Federal investiga desvio de quase R$ 1 milhão da Caixa

Polícia Federal investiga desvio de quase R$ 1 milhão da Caixa – Foto: reprodução

A Operação Sem Remorso foi deflagrada na manhã desta terça-feira (24) pela Polícia Federal (PF). O objetivo é apurar o crime de peculato envolvendo o desvio de recursos da Caixa Federal.

As investigações indicam que o suspeito teria causado um prejuízo estimado em quase R$ 1 milhão, considerando valores atualizados entre janeiro e agosto de 2022.

Durante a ação, policiais federais cumpriram mandado de busca na residência do investigado no município de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, onde foram apreendidos documentos, um aparelho celular e um carro de luxo.

A PF informou que, com o material apreendido, “dará continuidade às investigações para esclarecer completamente os fatos e identificar outros possíveis envolvidos nas fraudes”.

Do luto à luta: família cria jardim em memória de jovem vítima de feminicídio no Sul de Minas

Do luto à luta: família cria jardim em memória de jovem vítima de feminicídio no Sul de Minas – Foto: redes sociais

Dois anos depois de um crime que abalou Boa Esperança, no Sul de Minas, a paisagem da comunidade rural do Barro Preto ganhou um significado que vai além da tranquilidade típica do interior. No quintal da chamada Casa Amarela, onde vive a família Faria, flores e borboletas passaram a representar memória e resistência.

Mariene Aparecida Faria tinha 24 anos quando foi assassinada em fevereiro de 2024, em um domingo de carnaval. Conforme relato da família, naquele dia ela havia decidido colocar fim ao relacionamento com Luiz Felipe Silva, que não aceitou o término. A jovem foi morta dentro do carro com 27 facadas. O acusado foi preso após o crime, mas até o momento ainda não foi submetido a julgamento.

O pai, Agmon Leopoldino Faria, afirma que não consegue conceder perdão e deposita em Deus qualquer possibilidade de absolvição espiritual, mas reforça que espera pela Justiça e considera as leis frágeis diante da gravidade do caso.

A ausência de Mariene se revela em pequenos detalhes da casa. Uma orquídea mantida com cuidado pela família foi o último presente de Dia das Mães que ela entregou à mãe, Rosilene dos Santos Neves Faria. A mãe descreve a dor como um vazio impossível de dimensionar, mesmo com o passar do tempo.

Diante do sofrimento, a família decidiu reagir. Há pouco mais de um ano, nasceu o Jardim da Mary. As primeiras mudas foram levadas por vizinhos; depois, chegaram flores de pessoas que sequer conheceram Mariene pessoalmente. O espaço ultrapassou os limites da propriedade rural, ganhou as redes sociais e se consolidou como símbolo local de enfrentamento à violência contra a mulher.

A prima Natália Heloísa Almeida explica que as publicações nas redes não são feitas apenas em memória de Mariene, mas por todas as mulheres vítimas de violência, compartilhando casos e reforçando a necessidade de mudança.

Cultivado por trabalhadores rurais da própria família, que encontraram na terra uma forma de seguir em frente, o jardim recebe visitas frequentes de borboletas. Para Amanda de Cássia Almeida, também prima da jovem, a presença dos insetos passou a ter um significado especial desde a morte de Mariene, interpretada como um sinal de que ela permanece próxima.

Para os familiares, Mariene não pode ser reduzida a estatística. É lembrada como filha, irmã e amiga afetuosa, dona de uma vida curta, porém intensa. A mobilização em torno do jardim busca garantir que sua história não seja esquecida e que sua morte não seja em vão.

Rosilene afirma que decidiu honrar o nome da filha, como teria prometido após sonhar com ela, e carregar a frase que Mariene costumava dizer: que sua vida pudesse servir para salvar muitas outras.

Governo de Minas amplia combate às arboviroses com início da vacinação contra chikungunya

Governo de Minas amplia combate às arboviroses com início da vacinação contra chikungunya – Foto: divulgação

A vacina contra a chikungunya começou a ser aplicada em Minas Gerais nesta segunda-feira (23/2). Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Congonhas, na região Central do estado, iniciaram a imunização dentro de um projeto-piloto coordenado pelo Ministério da Saúde. 

A estratégia vai avaliar a efetividade e a segurança do imunizante em uso real e pode subsidiar futuras decisões sobre a ampliação da oferta no Sistema Único de Saúde (SUS). O início da aplicação foi acompanhado pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, em Sabará. 

“Minas Gerais foi escolhida entre os 27 estados pela capacidade de acompanhar os casos e realizar a testagem. A expectativa é que, com os dados coletados, os gestores tenham subsídios para ampliar a estratégia e avançar na vacinação da população”, destacou Baccheretti. 

Nesta primeira etapa, Minas recebeu 28,8 mil doses. Desse total, 19,2 mil foram destinadas a Sabará e 9,6 mil a Congonhas. Santa Luzia e Sete Lagoas também integram a estratégia e iniciam a vacinação em 25/3. A escolha considerou critérios técnicos, epidemiológicos e a capacidade de monitoramento local. 

O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva, é aplicado em dose única e estimula o sistema imunológico a produzir resposta contra o vírus. Nos estudos clínicos, quase 99% dos 4 mil voluntários produziram anticorpos neutralizantes.

O publicitário Luiz Henrique Azeredo, 38 anos, foi o primeiro a receber a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Campo Santo Antônio, em Sabará. Ele decidiu se imunizar após acompanhar casos da doença na família.

“O relato de quem já teve chikungunya é que as dores são muito fortes. Minha mãe teve a doença e, até hoje, sente dores nas articulações. Quero me prevenir para não correr esse risco”, afirmou.

Quem pode se vacinar

A vacina é destinada à população adulta de 18 a 59 anos residente nos municípios participantes. Não devem receber o imunizante gestantes, lactantes, pessoas imunocomprometidas, em uso de imunossupressores, indivíduos com duas ou mais comorbidades ou com doença crônica descompensada, além de pessoas com histórico de reação alérgica a componentes da vacina.

A aplicação deve ser adiada em casos de febre ou para quem teve chikungunya nos últimos 30 dias. Também não é recomendada a administração simultânea com outras vacinas.

Investimentos e enfrentamento às arboviroses

Minas mantém investimentos contínuos no combate às arboviroses. A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) destina cerca de R$ 210 milhões por ano para ações de prevenção, vigilância e assistência.

Em 2025, foram aplicados R$ 23,6 milhões em ações emergenciais e repassados R$ 35,1 milhões a consórcios intermunicipais. O Estado também antecipou R$ 47,3 milhões para reforçar equipes, ampliar exames e intensificar o uso de tecnologias como drones e ovitrampas, armadilhas utilizadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti.

O resultado foi a redução de 92% nos casos confirmados de dengue em 2025, na comparação com 2024.

Cenário epidemiológico em 2026 

Até a última sexta-feira (20/2), Minas registrava 1.001 casos confirmados de chikungunya, sem óbitos neste ano. No mesmo período, foram confirmados 3.678 casos de dengue, com dois óbitos. Em relação à zika, houve um caso confirmado e nenhuma morte.

Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios

Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios – Foto: reprodução

A conta de luz pode disparar este ano, devido a diferentes fatores, com alta de até 12% na comparação com 2025. É o que apontam previsões de bancos e consultorias, conforme noticiou O Globo nesta segunda-feira (23).

No ano passado, a tarifa elétrica foi a vilã da inflação, cenário que pode se repetir. Trata-se de um fenômeno registrado nos últimos 15 anos, com o preço da conta de luz aumentando 177% no período, contra 122% da inflação, segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Fatores que contribuem para o aumento

custo de acionamento das usinas termelétricas e o risco hidrológico estão entre os fatores para a elevação da tarifa de energia em 2026, conforme a consultoria PSR. Ela prevê alta de até 7,95% neste quesito.

  • A temperatura mais alta e a maior demanda podem gerar um cenário ainda mais desfavorável, segundo a empresa;
  • No cálculo, ela também considera os reajustes anuais das distribuidoras, impostos e encargos, ressaltando que pode haver reduções pontuais em determinadas regiões;
  • Já o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, projeta alta de 5,1%, o equivalente a 1,15 ponto percentual acima da inflação estimada para este ano;
  • O especialista adverte que as condições climáticas podem piorar o cenário, principalmente pela possibilidade do El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico.

Com o fenômeno, há chances de seca nas regiões Norte e Nordeste, afetando o nível dos reservatórios. Assim, a conta de luz encerraria o ano com alta de até 12% na bandeira vermelha 2 acionada em dezembro, como prevê Serrano.

A reportagem também aponta os subsídios do setor elétrico como outro aspecto para o aumento. Este ano, a previsão para o fundo é de R$ 47,8 bilhões, 17,7% a mais do que em 2025, valor custeado pelos consumidores, principalmente.

Reservatórios com níveis “satisfatórios”

Dados do Sistema Interligado Nacional (SIN) mostram que os níveis dos reservatórios estavam em 64,8% no subsistema Nordeste, 63,8% no Norte, 54,8% no Sudeste/Centro Oeste e 45% no Sul, na última semana. Os números são considerados satisfatórios.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acompanha a evolução do armazenamento, do período chuvoso e das condições hidrológicas. A bacia do Rio Paraná e a Região Sul são as áreas que exigem maior atenção.

Por outro lado, chuvas acima da média podem mudar a situação, levando a tarifas mais baratas, assim como o aumento na produção de energia renovável. Outra possibilidade de redução é a arrecadação com a renovação antecipada de concessões.

Neste último caso, a receita obtida ajudaria a reduzir os subsídios que custeiam as contas de famílias de baixa renda, moradores de áreas rurais e unidades usadas exclusivamente para irrigação.

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