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Jornal Folha Regional

Secretários municipais da região de Passos reúnem em Guapé

Secretários municipais da região de Passos reúnem em Guapé – Foto: divulgação

Na manhã da última quarta-feira (21), o Bosque do Parque Municipal de Guapé (MG) foi palco da reunião dos Secretários Municipais da região de Passos, um encontro que reforça o compromisso com a integração regional e o fortalecimento de políticas públicas conjuntas.

O anfitrião do evento, Marcelo Gonçalves, Secretário Municipal de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Meio Ambiente de Guapé, apresentou as principais ações desenvolvidas pela pasta. Entre os destaques, esteve o Viveiro Municipal, que recebe investimentos oriundos de loteadoras como forma de compensação ambiental, contribuindo diretamente para a mitigação de impactos e para a recuperação de áreas degradadas.

Além das iniciativas locais, a reunião — a primeira de 2026 — teve como pauta central o fortalecimento da atuação regional. Os secretários ressaltaram a necessidade de ampliar a cooperação entre os municípios, diante das limitações enfrentadas por algumas associações e consórcios que, segundo os participantes, não vêm gerando os resultados esperados.

Durante o encontro, foi levantada a possibilidade de criação de uma nova associação regional, que ofereça maior representatividade e espaço de participação não apenas aos secretários municipais, mas também a prefeitos e à sociedade civil organizada.

A iniciativa reforça a importância da união entre os municípios para o desenvolvimento sustentável, a troca de experiências e a construção de soluções conjuntas para os desafios regionais.

Participaram da reunião representantes dos municípios de Guapé, Alpinópolis, São José da Barra, Passos, Claraval, Pratápolis, Ibiraci e Cássia.

Guapé implanta primeira etapa da Rede de Segurança Monitorada

Guapé implanta primeira etapa da Rede de Segurança Monitorada – Foto: divulgação

O município de Guapé (MG) deu início à implantação da primeira etapa do Projeto Rede de Segurança Monitorada, uma iniciativa do Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP) Guapé, desenvolvida em parceria com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a Prefeitura Municipal, a Câmara de Vereadores e a comunidade local.

Segundo a presidente do CONSEP Guapé, Marilda Lara, o projeto representa um avanço significativo para o município.

“Com muita alegria comunico a implantação da primeira etapa do Projeto Rede de Segurança Monitorada do Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP) Guapé em parceria com a PMMG, Prefeitura Municipal e Comunidade.”

Nesta fase inicial, foram instaladas câmeras com captura de placas (LPR), integradas ao Sistema Hélios da PMMG, além de equipamentos com leitura ambiental por inteligência artificial, todos monitorados em tempo real no Quartel da Polícia Militar de Guapé e com armazenamento de dados. De acordo com Marilda, os equipamentos foram posicionados estrategicamente para formar um verdadeiro cinturão de proteção no município.

“Câmeras com captura de placas, interligadas ao Sistema Helios da PMMG e de leitura ambiental por IA, monitoradas em tempo real no Quartel PM de Guapé e com armazenamento de dados foram instaladas nas divisas do Município, inclusive nos Portos das balsas intermunicipais formando o cinturão de Segurança.”

Além das divisas, o sistema contempla o portal da cidade, estradas principais e vicinais, bem como as entradas das comunidades de Araúna, Aparecida do Sul, Assentamento Santo Dias, Santo Antônio e Espírito Santo. Também foram contemplados, nesta etapa, o Quartel da PM, a Prefeitura, a Câmara Municipal, as Secretarias de Educação e Saúde, a Praça Dr. Passos Maia e a Praça Matriz de Santo Antônio das Posses.

Marilda Lara destacou ainda a origem dos recursos utilizados para a execução do projeto.

“O recurso desta etapa foi de Emenda Parlamentar do Deputado Antônio Carlos Arantes conseguida através do Prefeito Dr Pedro.”

A presidente do CONSEP ressaltou que o projeto seguirá em expansão nos próximos anos, conforme a captação de novos recursos.

“O projeto terá continuidade em 2026 na medida que o CONSEP Guapé conseguir mais recursos. Deus nos abençoe!”

A implantação do sistema ficou sob responsabilidade da empresa GS Segurança Eletrônica, da cidade de Capitólio, reconhecida pela qualidade técnica do trabalho desenvolvido. Segundo Marilda, a ampliação do projeto está prevista para atender outras áreas do município.

“Na medida que for entrando mais recursos o projeto será ampliado cobrindo outros pontos estratégicos nas áreas urbanas e rural.”

As áreas com maior circulação de pessoas, como praças, centros de eventos e locais de aglomeração, receberão câmeras com reconhecimento facial, enquanto as câmeras de perímetro e LPR garantem imagens nítidas, de longo alcance e identificação de veículos em tempo real.

Para Marilda Lara, a tecnologia será fundamental para fortalecer a atuação da Polícia Militar e promover mais segurança à população.

“Estas ferramentas tecnológicas irão otimizar os recursos da nossa gloriosa PMMG que em breve estarão equipadas com drones de longo alcance e novas viaturas.”

A iniciativa reúne esforços do CONSEP Guapé, Polícia Militar, Prefeitura de Guapé, Câmara Municipal, Sindicato Rural e outros parceiros, com o objetivo de ampliar a segurança pública e a qualidade de vida no município.

Guapé implanta primeira etapa da Rede de Segurança Monitorada – Foto: divulgação
Guapé implanta primeira etapa da Rede de Segurança Monitorada – Imagem: divulgação

Após quatro dias de buscas, corpo de morador de Divinópolis é encontrado em Guapé

Após quatro dias de buscas, corpo de morador de Divinópolis é encontrado em Guapé – Foto: Redes sociais

O Corpo de Bombeiros de Boa Esperança encerrou, na manhã desta quarta-feira (10), as buscas pelo homem desaparecido após um acidente náutico no Lago de Furnas, em Guapé (MG). O corpo de Wesley Couto, de 29 anos, foi encontrado boiando a alguns metros do ponto inicialmente indicado como local do naufrágio, na região da Fazenda Cachoeira, zona rural do município.

As equipes atuavam desde domingo (7), realizando mergulhos, varreduras com drones e patrulhamento com embarcações para tentar localizar a vítima, que era moradora de Divinópolis (MG).

Como aconteceu o acidente

O naufrágio ocorreu no último sábado (6), por volta das 18h, nas proximidades do distrito de Santo Hilário. A embarcação, que levava seis pessoas — três homens e três mulheres, todos de Divinópolis — realizava uma pescaria quando duas lanchas passaram perto do grupo, causando forte agitação na água. O volume de água que entrou no barco fez com que ele afundasse a cerca de 300 metros da margem.

As três mulheres conseguiram nadar até a terra firme, enquanto dois homens foram resgatados por outra embarcação que estava na área. Apenas Wesley não conseguiu retornar à superfície e desapareceu.

Com a localização do corpo nesta quarta-feira, o trabalho de busca foi concluído.

Bombeiros fazem busca por homem desaparecido após acidente com barco em Guapé

Bombeiros fazem busca por homem desaparecido após acidente com barco em Guapé – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros

Um acidente no Lago de Furnas, em Guapé (MG), mobiliza equipes de resgate desde a noite de sexta-feira (6). Um homem desapareceu após a embarcação em que ele estava, junto a outras cinco pessoas, afundar durante uma pescaria nas proximidades do distrito de Santo Hilário.

O grupo, formado por três homens e três mulheres, utilizava um barco de cerca de cinco metros quando, de acordo com relatos das vítimas, duas lanchas passaram próximo ao local e provocaram uma intensa agitação na água. A movimentação fez com que grande volume de água entrasse na embarcação, que acabou afundando a aproximadamente 300 metros da margem, por volta das 18h.

As três mulheres conseguiram nadar até terra firme, enquanto dois homens foram resgatados por outra embarcação que passava pela região. O sexto integrante do grupo submergiu e não voltou mais à superfície.

As buscas começaram ainda na noite de sexta-feira, com o apoio do pelotão dos Bombeiros de Piumhi. Na manhã de sábado (7), a equipe de Boa Esperança assumiu os trabalhos, utilizando equipamentos para medir a profundidade no ponto onde o homem desapareceu — cerca de 35 metros, o que aumenta a complexidade da operação. A Marinha do Brasil também auxilia na ocorrência, oferecendo suporte às ações de resgate.

Os Bombeiros seguem no local em busca da vítima desaparecida.

Cemitério de Guapé chega ao limite e prefeitura discute uso de campo de futebol para ampliação

Cemitério de Guapé chega ao limite e prefeitura discute uso de campo de futebol para ampliação – Foto: reprodução

O Cemitério Municipal de Guapé (MG), atingiu sua capacidade máxima e já não comporta novos sepultamentos. A média de 80 enterros por ano acelerou a superlotação e obrigou famílias, sem alternativas de terreno, a recorrerem a jazigos de parentes distantes ou até de conhecidos — uma situação que, além de constrangedora, torna ainda mais difícil o momento de luto.

Sem áreas disponíveis para aquisição imediata, a administração municipal admite que a única medida viável no curto prazo pode ser a incorporação do campo de futebol localizado ao lado do cemitério. A ideia prevê a desativação do espaço esportivo para permitir a expansão. A proposta, no entanto, ainda será debatida com os moradores e pode ser submetida a um plebiscito para definir se a comunidade concorda com a mudança.

Atualmente, o cemitério possui aproximadamente 1.200 túmulos cadastrados. Apesar de reconhecer a necessidade de encontrar uma nova área para futuras sepulturas, o município afirma enfrentar dificuldades para localizar terrenos adequados para o serviço funerário.

A Secretaria Municipal de Obras também anunciou que fará um recadastramento completo das sepulturas. Por se tratar de um cemitério centenário, há túmulos antigos possivelmente abandonados ou sem utilização, e a identificação dessas estruturas pode permitir alguma reorganização interna. Para isso, a prefeitura deverá contratar uma empresa especializada.

“Estamos buscando uma empresa para realizar o recadastramento, levantar o máximo de informações possível, identificar quem foi velado e quais túmulos podem ser reutilizados”, explicou o secretário de Obras, Rafael Amaral.

O assunto foi tema de debate recente na Câmara Municipal. Durante a sessão, o vereador Everton Gonçalves de Oliveira (PSD) cobrou que a prefeitura trate o caso com urgência e avalie diversas alternativas — desde a compra de novos terrenos até adaptações no local atual. Segundo ele, a situação já é crítica e tem causado transtornos às famílias que procuram um espaço para sepultar seus entes queridos.

Justiça suspende reajuste salarial de prefeito e vereadores de Guapé

Justiça suspende reajuste salarial de prefeito e vereadores de Guapé – Foto: reprodução/EPTV

A Justiça determinou, por meio de liminar, a suspensão do reajuste salarial concedido ao prefeito, vice-prefeito, vereadores e servidores da Prefeitura e da Câmara Municipal de Guapé, cidade de 13,7 mil habitantes no Sul de Minas. A decisão, assinada em 28 de novembro, atende a uma ação popular que questiona a legalidade das leis municipais nº 3.164/2025 e nº 3.170/2025, aprovadas em fevereiro deste ano e responsáveis pelo aumento de 4,83% — índice referente ao INPC — retroativo a janeiro.

O núcleo da contestação é que, ainda em 2024, a administração municipal já havia autorizado um reajuste para esses mesmos cargos, válido a partir de 2025. Mesmo assim, os parlamentares aprovaram uma nova correção, desta vez vinculada à inflação. O reajuste de 2024 estabeleceu os seguintes subsídios para o atual mandato: R$ 6,5 mil para vereadores, R$ 20.218,44 para o prefeito e R$ 9.115,77 para o vice-prefeito. Com o aumento aplicado neste ano, o salário dos vereadores subiu para R$ 6.813,95.

Ao analisar o caso, o Judiciário entendeu que houve irregularidade, já que os vereadores não têm permissão legal para aprovar reajustes que impactem o mandato em curso. A Câmara informou que irá recorrer.

Em manifestação oficial, o setor jurídico da Casa Legislativa sustentou que o reajuste não representaria ganho real, mas apenas a recomposição inflacionária prevista na legislação municipal. O comunicado afirma ainda que, antes mesmo da liminar, a Mesa Diretora havia decidido suspender o aumento destinado aos vereadores, aguardando posicionamento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. O reajuste para servidores, no entanto, foi mantido, sob argumento de que a revisão anual é um direito constitucional.

A nota também destaca que a revisão de 4,83% aplicada pela Lei Municipal nº 3.170/2025 está amparada no art. 37, inciso X, da Constituição, e prevista na legislação interna de Guapé, incluindo a Lei Complementar Municipal nº 14/2024 — de autoria da ex-vereadora Elizabete Florêncio, responsável pela ação judicial. Segundo a Câmara, a revisão inflacionária vem sendo aplicada anualmente em gestões anteriores, sem contestações da ex-parlamentar.

O Legislativo Municipal aponta ainda que a decisão liminar suspendeu integralmente a Lei Complementar nº 19/2025, que reformulou a estrutura administrativa da Casa. O texto revogou a LC nº 14/2024 — considerada pela Câmara como aprovada em período eleitoral e com vários vícios de legalidade — e reduziu cargos e salários. Com a suspensão, três servidores comissionados foram exonerados, o que, segundo a Câmara, compromete setores essenciais, como transmissões e assessorias técnicas.

A Casa Legislativa afirma que recorreu da liminar especificamente para restabelecer a validade da LC nº 19/2025 e ressalta que segue comprometida com a transparência, a legalidade e a boa gestão dos recursos públicos.

A íntegra da nota pública divulgada pela Câmara Municipal de Guapé foi mantida.

Veja a nota na íntegra da Câmara Municipal:

“A Câmara Municipal de Guapé, Estado de Minas Gerais vem a público, prestar os devidos esclarecimentos sobre os recentes fatos relativos à revisão geral anual dos vencimentos de servidores e vereadores, bem como sobre a importância e os efeitos da Lei Complementar Municipal n.º 19/2025.

O reajuste de 4,83% concedido pela Lei Municipal n.º 3.170/2025 a vereadores e servidores, referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período de janeiro a dezembro de 2024, não constitui um aumento real ou mérito salarial.

A revisão geral anual tem como objetivo exclusivo a reposição da perda do poder aquisitivo da moeda, causada pela inflação, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em observância ao disposto no art. 37, inciso X, da Constituição Federal.

A concessão da Revisão Geral Anual não é uma faculdade, mas sim um imperativo legal, estando prevista na legislação municipal, como o art. 48 da Lei Complementar Municipal n.º 14/2024 (tendo como autora a ex-vereadora Elizabete Florêncio, proponente da ação judicial), e na Lei Orgânica do Município, no que tange aos vereadores (conforme o art. 38, que remete ao art. 37, inciso X, da Constituição).

A Câmara Municipal de Guapé, ao realizar o reajuste, apenas cumpriu o que já estava previsto na legislação vigente, que estabelece a revisão anualmente, inclusive, este foi o procedimento adotado nas gestões anteriores e nunca questionado pela ex-vereadora Elizabete Florêncio, proponente da ação judicial.

Em virtude de um pedido de liminar, protocolado em ação judicial que questiona a legalidade da revisão geral, a Câmara Municipal de Guapé adotou as seguintes medidas:

– Suspensão do Reajuste dos Vereadores: Mesmo antes da ciência da ação judicial e decisão liminar, a Mesa Diretora suspendeu a concessão do índice de 4,83% para os vereadores, acatando o entendimento que aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema.

– Servidores: Com relação aos servidores efetivos, a Câmara entende que não há ilegalidade na concessão da revisão inflacionária, uma vez que esta é um direito constitucional garantido para repor perdas. A Lei Complementar Municipal n.º 19/2025, que “Dispõe sobre plano e cargos, carreiras e vencimentos dos servidores do Poder Legislativo e dá outras providências”, foi elaborada com o objetivo de corrigir vícios e distorções da legislação anterior, a Lei Complementar n.º 14/2024, que foi de autoria da Mesa Diretora, da qual fazia parte a ex-vereadora Elizabete Florêncio, proponente da ação judicial.

A Lei Complementar n.º 14/2024, além de ter sido votada e sancionada em período eleitoral, apresentava diversos vícios de legalidade e de forma. (Até mesmo a Lei Complementar revogada previa em seu art. 48, a revisão geral anual a ser concedida todos os anos, sempre na mesma data e sem distinção de índices)

A nova Lei Complementar n.º 19/2025, teve como principal objetivo o redimensionamento da estrutura da Câmara, diminuindo salários e cargos propostos pela legislação anterior, culminando em uma redução significativa dos custos com o funcionalismo e a otimização dos trabalhos legislativos.

A Câmara Municipal, neste momento, recorreu da liminar concedida pelo juiz unicamente no que tange à suspensão da Lei Complementar n.º 19/2025.

A suspensão desta lei de reestruturação acarretou na exoneração imediata de 03 (três) servidores comissionados, que exerciam funções essenciais e estratégicas para o funcionamento da Casa, como transmissões e assessorias técnicas, impactando diretamente a capacidade operacional e a transparência do Legislativo Municipal.

A Câmara Municipal reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos, buscando sempre o melhor para o município de Guapé e seus cidadãos.”

MP denuncia ex-prefeito de Guapé, ex-secretário e empresários por fraude em licitação de estrada rural

MP denuncia ex-prefeito de Guapé, ex-secretário e empresários por fraude em licitação de estrada rural – Foto: reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia contra seis investigados por participação em um esquema de fraudes em processos licitatórios na cidade de Guapé (MG). O grupo é acusado de manipular concorrências públicas que somam mais de R$ 35 milhões, relacionadas ao asfaltamento de uma estrada rural e à microgeração de energia elétrica.

Entre os denunciados estão o ex-prefeito Nelson Alves Lara, um ex-secretário de obras do município e quatro empresários. Eles respondem pelos crimes de fraude em licitação, falsidade ideológica e embaraço à investigação.

Fraudes investigadas entre 2023 e 2024

De acordo com o MPMG, entre agosto de 2023 e janeiro de 2024, os denunciados atuaram em conjunto para burlar procedimentos licitatórios envolvendo:

  • pavimentação asfáltica de estrada rural;
  • reformas e manutenções em imóveis públicos ou privados usados pela administração;
  • implantação de microgeração de energia elétrica, contrato avaliado em R$ 1.671.750,00.

As apurações apontam que empresários envolvidos utilizaram “laranjas” para montar uma empresa de fachada, que então participou das licitações supostamente direcionadas.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, o grupo teria tentado dificultar o trabalho policial, escondendo objetos, orientando agentes a omitirem informações e apresentando um contrato de aluguel com data alterada. A sede da empresa investigada também foi esvaziada na véspera da operação.

Medidas cautelares impostas pelo Tribunal de Justiça

Embora o Ministério Público tenha solicitado prisão preventiva dos investigados, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitou o pedido e aplicou uma série de restrições, entre elas:

  • comparecimento mensal em juízo;
  • proibição de frequentar ou acessar a Prefeitura de Guapé;
  • vedação de contato com demais investigados, testemunhas e possíveis vítimas;
  • impedimento de deixar a comarca;
  • recolhimento domiciliar à noite e nos dias de folga;
  • proibição de exercer qualquer atividade econômica relacionada ao município, direta ou indiretamente.

A defesa de Nelson Alves Lara informou que os acusados ainda não foram intimados e que, por a denúncia tramitar em segredo de justiça, não se manifestará sobre o conteúdo.

Operação “Trem da Alegria”: investigação segue com várias fases

A denúncia integra a oitava fase da Operação “Trem da Alegria”, iniciada em 2024 para desarticular uma organização criminosa instalada na prefeitura de Guapé. Segundo o MPMG, o grupo explorava o cargo do então prefeito para obter vantagens indevidas, além de realizar operações de lavagem de dinheiro para esconder a origem de bens e valores.

A primeira etapa da operação ocorreu em fevereiro de 2024, quando foram cumpridos:

  • 26 mandados de busca e apreensão em Guapé e no Rio de Janeiro;
  • seis mandados de prisão preventiva (incluindo o do prefeito, do procurador-geral, do diretor do SAAE e de dois empresários);
  • seis mandados de afastamento de funções públicas.

Desde então, outras fases foram deflagradas com novas denúncias por crimes como uso de documento falso, peculato, corrupção e organização criminosa. Duas ações penais já estão em fase de sentença.

Ex-prefeito ficou mais de um ano preso e responde também por crime ambiental

Nelson Alves Lara permaneceu detido por aproximadamente 17 meses após ser preso no âmbito da operação. Em julho de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva e substituiu a detenção por medidas cautelares.

Em consequência dos desdobramentos da investigação, o ex-prefeito foi expulso do PC do B.

Além disso, ele foi condenado em outro processo a 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, em regime aberto, por crime ambiental. A pena foi convertida em sanções alternativas, incluindo pagamento de 106 dias-multa.

A empresa envolvida no caso ambiental também foi condenada: recebeu pena de 20 dias-multa, cada um equivalente a cinco salários mínimos, e ficou proibida de contratar com o poder público por 1 ano e 11 meses.

O MP constatou que, entre 2017 e 2019, o então prefeito e a empresa descartaram irregularmente resíduos da construção civil em uma área sem licença ambiental. O local já havia sido utilizado de maneira inadequada em mandatos anteriores, inclusive como matadouro municipal, provocando danos ambientais e afetando uma nascente. Mesmo diante das irregularidades contratuais, Nelson não aplicou sanções previstas à empresa.

Guapé ganha novo ferryboat e fortalece ligação entre comunidades do Lago de Furnas

A travessia de Guapé (MG) ganhou um reforço importante nesta sexta-feira (7) com a inauguração de um novo ferryboat da empresa Vilhena Serviços. A embarcação chega para ampliar a integração entre as comunidades que vivem no entorno do Lago de Furnas e impulsionar o desenvolvimento regional.

Conhecido popularmente como balsa, o ferryboat é utilizado no transporte de veículos, passageiros e cargas, desempenhando papel essencial em regiões cortadas por rios e reservatórios. O novo modelo foi projetado para garantir maior segurança, conforto e eficiência nas travessias, reduzindo o tempo de deslocamento e facilitando o acesso entre municípios vizinhos.

A cerimônia de inauguração, realizada às 10h, reuniu autoridades locais, representantes da empresa e moradores da região, que celebraram o investimento como um marco para o avanço da mobilidade e da economia locais.

Segundo a Vilhena Serviços, o novo ferryboat deve contribuir não apenas para o transporte diário da população, mas também para o fortalecimento do turismo e o escoamento da produção agrícola e comercial. A expectativa é de que o serviço estimule um crescimento mais sustentável e conecte ainda mais as comunidades às margens do Lago de Furnas.

Governo de Minas prepara parceria público-privada para modernizar transporte por balsas no Lago de Furnas

Governo de Minas prepara parceria público-privada para modernizar transporte por balsas no Lago de Furnas – Foto: reprodução

O Governo de Minas Gerais estuda a criação de uma parceria público-privada (PPP) para modernizar o transporte aquaviário no entorno do Lago de Furnas, no Sul de Minas. O projeto prevê que um operador privado assuma a administração, manutenção e renovação das balsas utilizadas por moradores, produtores rurais e turistas em travessias intermunicipais.

Atualmente, o serviço é operado de forma independente por cada município, com embarcações antigas e estrutura precária, o que compromete a segurança e a regularidade das travessias. A proposta estadual busca unificar a gestão e criar um sistema padronizado e fiscalizado, com balsas novas, horários fixos e tarifas reguladas.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, o objetivo é garantir um transporte mais eficiente e seguro, eliminando as deficiências do modelo atual. O governo pretende implantar um único operador responsável por todas as travessias, o que, segundo ele, permitirá fiscalização mais rígida e melhorias significativas na qualidade do serviço.

O projeto inclui sete travessias em cidades banhadas pelo lago: Pontalete (Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu), Pontal Penas (São José da Barra e Guapé), Fernandes (Guapé e Cristais), Águas Verdes (Carmo do Rio Claro e Campo do Meio), Fama (ligando o município a Campos Gerais), Mendes (Campo Belo e Nepomuceno) e Itaci (distrito de Carmo do Rio Claro).

O edital da PPP deve ser lançado até o final de 2025, e o leilão está previsto para 2026. O governo propõe uma tarifa mínima de R$ 15 por travessia, com exigência de balsas novas, cumprimento de horários e padrões de qualidade definidos em contrato.

Travessia do Pontalete é destaque entre as mais problemáticas

Um dos pontos mais críticos do sistema é a balsa do Pontalete, que conecta Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu. O valor atual da travessia é de R$ 25, e a embarcação, com capacidade para 37 toneladas (cerca de quatro carros), enfrenta constantes falhas mecânicas e falta de estrutura de segurança.

Moradores relatam que não há salva-vidas suficientes nem equipamentos de comunicação adequados, o que gera apreensão em caso de emergências. Também há registros de paralisações frequentes por problemas nos motores, o que causa atrasos e transtornos diários.

Durante uma audiência pública em Três Pontas, representantes da comunidade defenderam que a construção de uma ponte seria a solução definitiva para os deslocamentos na região. Para os produtores rurais, o custo com as travessias diárias representa um ônus financeiro e logístico significativo, e a balsa é vista apenas como uma alternativa temporária.

População acompanha audiências e cobra soluções

As discussões sobre o novo modelo de transporte seguem sendo realizadas por meio de audiências públicas nas cidades envolvidas. Nesta quinta-feira (16), o encontro ocorreu em Campo Belo, no auditório da Secretaria Municipal de Educação. As próximas reuniões estão marcadas para 22 de outubro, em Cássia, e 24 de outubro, em Delfinópolis, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

Autoridades municipais têm reforçado a importância da participação popular nas decisões. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Três Pontas, Sérgio Victor Nogueira, destacou que o envolvimento da comunidade é essencial para garantir que o resultado final atenda às reais necessidades da população e traga benefícios efetivos à região.

Investimentos federais e integração de projetos

Enquanto o governo mineiro avança com o modelo de PPP, o governo federal também anunciou um investimento de R$ 42 milhões voltado à melhoria do transporte aquaviário nos lagos de Furnas e Mascarenhas de Moraes. O plano federal prevê a doação de embarcações da Eletrobras a municípios que assumirão a operação e manutenção dos equipamentos.

No Sul de Minas, nove cidades serão beneficiadas diretamente: Carmo do Rio Claro, Cristais, Alfenas, Campo Belo, Campo do Meio, Fama, Três Pontas, Guapé e Delfinópolis.

Com os dois projetos em andamento — estadual e federal —, o governo de Minas estuda formas de integrar as iniciativas, criando uma gestão unificada para as travessias. A proposta é que o Estado assuma a coordenação e a fiscalização do sistema, garantindo padronização operacional e mais eficiência na prestação do serviço.

Segundo informações de Furnas, as definições sobre o modelo de gestão e a divisão de responsabilidades entre Estado e prefeituras ainda estão sendo discutidas e deverão ser concluídas nos próximos meses.

Após mais de uma década, máquinas já trabalham na pavimentação e restauração da MG-170, entre Pimenta e Guapé

Após mais de uma década, máquinas já trabalham na pavimentação e restauração da MG-170, entre Pimenta e Guapé – Foto: divulgação/DER-MG

Máquinas e trabalhadores seguem com as ações de terraplenagem da rodovia MG-170, entre Pimenta e Guapé, estrada que liga o Sudoeste ao Centro-Oeste mineiro. O trecho está sendo pavimentado e recuperado em um segmento de 15,2 quilômetros.

Autorizadas em 27/6 deste ano pelo Governo de Minas, as intervenções abrangem recuperação de asfalto existente, pavimentação de trecho não pavimentado e complementação de pontes. São investidos cerca de R$ 68 milhões, provenientes do Tesouro Estadual e do Acordo de Brumadinho.

A rodovia deverá favorecer a conexão das regiões Sul e Sudoeste de Minas, por meio da BR-265 e da MG-050, ao oferecer uma ligação completamente asfaltada, o que vai contribuir para o desenvolvimento dos municípios de Pimenta e Guapé, que se destacam na produção de grãos, sobretudo de café e soja, além da vocação turística da região, com destaque para o distrito de Santo Hilário, muito procurado por ser banhado pelo Lago de Furnas e ter belas cachoeiras.

As obras estavam paralisadas desde 2014 e, há 30 anos, a população esperava a conexão pavimentada do trecho, que beneficia, diretamente, mais de 20 mil habitantes dos dois municípios.

A chegada das obras é comemorada pelos moradores da região. É o caso do eletricista Fharlley Gonçalves Barbosa, de Guapé. Em sua avaliação, a pavimentação da rodovia que vai trazer muitos benefícios, principalmente para o setor do turismo. “É um sonho que estamos realizando”, define.

De acordo com o diretor-geral do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), Matheus Novais, a expectativa é de que a obra será entregue até o ano que vem, tanto o trecho de recuperação do asfalto que já existe, quanto o trecho de asfaltamento de mais de 12 quilômetros e o encabeçamento de pontes. “Nos dá uma enorme satisfação acompanhar mais uma obra sendo realizada e transformando a vida das pessoas”, destaca.

O prazo de execução do contrato é de 450 dias consecutivos, contados a partir da data da ordem de início. De acordo com a empresa contratada, a obra proporciona a geração de cerca de cem empregos diretos e outros 400 indiretos.

A obra

As intervenções na MG-170 estão incluídas no programa Caminhos pra Avançar, e foram divididas em dois lotes.

No Lote 1, será feita a melhoria de 2,72 quilômetros em segmentos descontínuos, além da complementação de duas pontes, uma sobre o Córrego Grande ou Cachoeira, com a finalização do tabuleiro e o encabeçamento, e a outra sobre o Ribeirão Jardim, para conclusão da laje de transição.

No Lote 2, será implantada a pavimentação de 12,48 quilômetros contínuos, que completam o acesso a Guapé, além da instalação de sinalização vertical e sinalização horizontal, bem como obras de drenagem.

Reparação socioeconômica

O Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho foi firmado entre o Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG) e a empresa Vale S.A, com mediação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após o rompimento das barragens da Vale em Brumadinho.

O rompimento em Brumadinho tirou a vida de 272 pessoas e gerou uma série de impactos sociais, econômicos e ambientais.

Após mais de uma década, máquinas já trabalham na pavimentação e restauração da MG-170, entre Pimenta e Guapé – Foto: divulgação/DER-MG
Após mais de uma década, máquinas já trabalham na pavimentação e restauração da MG-170, entre Pimenta e Guapé – Foto: divulgação/DER-MG
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