Jornal Folha Regional

Membros da Defesa Civil de São José da Barra participam de treinamento em Poços de Caldas

Membros da Defesa Civil de São José da Barra participam de treinamento em Poços de Caldas – Foto: divulgação

Membros da Defesa Civil de São José da Barra (MG), Emerson Oliveira e José Roberto, participaram nesta quarta (29) e quinta-feira (30), de um treinamento de alinhamento de processos e procedimentos de Defesa Civil, realizado no Auditório da 18ª Região de Polícia Militar, em Poços de Caldas (MG).

O evento é promovido pela 18ª Regional de Defesa Civil (REDEC) e pelo Gabinete Militar do Governador e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (GMG/CEDEC), com o objetivo de potencializar capacitações junto aos municípios mineiros e aperfeiçoar a gestão de risco e de desastres.

De acordo com o comunicado oficial, o treinamento faz parte do Plano Estratégico da Defesa Civil Estadual, em conformidade com as Leis Federais Nº 12.608/2012 e 14.750/2023, que instituem e aprimoram a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC).

O curso conta com a participação de representantes de diversos municípios da região, sendo ofertadas duas vagas por cidade, preferencialmente destinadas aos coordenadores das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC).

O comandante da 18ª Região de Polícia Militar e coordenador regional de Defesa Civil, Cel. PM Jardel Trajano de Oliveira Gomes, destacou a importância do evento para fortalecer a integração entre os entes federativos e promover ações preventivas mais eficazes em Minas Gerais.

Criança de 11 anos fica gravemente ferida após ser atingida por motocicleta em Alpinópolis

Criança de 11 anos fica gravemente ferida após ser atingida por motocicleta em Alpinópolis – Foto: reprodução

Na tarde da última terça-feira (28), um grave acidente de trânsito deixou uma criança de 11 anos ferida após ser atingida por uma motocicleta enquanto trafegava de bicicleta pela Rua Capitão Januário Garcia Leal, no bairro Padre Figueiredo, em Alpinópolis (MG).

Segundo a Polícia Militar, a mãe da vítima relatou que caminhava pela via pública quando o filho, que seguia de bicicleta, foi atingido na parte traseira por uma motocicleta de cor preta, conduzida em alta velocidade. O condutor não prestou socorro e fugiu logo após o impacto.

O menino foi socorrido por populares e encaminhado ao pronto atendimento municipal, sendo posteriormente transferido em estado grave para a Santa Casa de Passos, devido à gravidade das lesões. Conforme o laudo médico inicial, a vítima apresentava múltiplas fraturas e necessitava de cuidados especializados.

Durante as diligências, a Polícia Militar recebeu informações de um morador, que preferiu não se identificar, indicando que o condutor envolvido seria um jovem de 19 anos. Ele teria caído no momento do acidente, mas fugiu do local com a motocicleta danificada, buscando atendimento médico na cidade de Passos.

Ao ser localizado pelos militares no hospital, o suspeito confirmou ser o condutor da motocicleta envolvida no acidente. Ele relatou que fugiu do local por não possuir habilitação e temer represálias. O homem apresentava fraturas faciais e suspeita de comprometimento neurológico, permanecendo internado sob observação médica.

A motocicleta, segundo informou o condutor, foi encaminhada para uma oficina em Alpinópolis, mas não pôde ser localizada pela PM devido ao fechamento do estabelecimento no momento das diligências.

De acordo com a Polícia Militar, o caso segue em apuração e será encaminhado às autoridades competentes para as providências cabíveis.

Médico passense vence o Prêmio Jabuti 2025 com livro que retrata epidemia do HIV no Brasil

Médico passense vence o Prêmio Jabuti 2025 com livro que retrata epidemia do HIV no Brasil – Vídeo: Instagram/Marcelo Henrique

O médico e escritor Marcelo Henrique Silva, natural de Passos (MG), conquistou um feito histórico: foi o grande vencedor do Prêmio Jabuti 2025, o mais importante reconhecimento literário do país, na categoria “Eixo de Inovação – Escritor Estreante”, com o livro “Sangue Neon”.

A obra, que marca sua estreia na literatura, nasce de uma trajetória profundamente humana. Atuando há cerca de seis anos na saúde pública, Marcelo transformou suas vivências profissionais e pessoais em narrativa. O romance percorre o drama e a resistência de personagens como travestis, profissionais da saúde e comissários de bordo que lutam para sobreviver ao caos da chegada da epidemia do HIV no Brasil, entrelaçando essas histórias aos bastidores da criação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais do que ficção, “Sangue Neon” reflete um olhar sensível sobre a construção coletiva da saúde pública brasileira e sobre a dignidade em meio à tragédia. Para o autor, o prêmio representa não apenas o reconhecimento de um trabalho literário, mas também a celebração de um caminho que une arte e compromisso social. Marcelo destaca a alegria de poder levar o troféu para Minas Gerais e para sua cidade natal, Passos, sentimento que descreve como uma profunda honra e gratidão por representar seu estado e sua terra de origem em um dos palcos mais prestigiados da literatura nacional.

A cerimônia de premiação aconteceu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, reunindo escritores, editores e profissionais do setor em uma noite de celebração da literatura brasileira.

Criado em 1959 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti é considerado o mais tradicional do país e contempla 23 categorias distribuídas entre os eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Em 2025, o reconhecimento consagrou não apenas uma nova voz literária, mas também uma história de vida que pulsa entre a medicina e a arte.

Médico passense vence o Prêmio Jabuti 2025 com livro que retrata epidemia do HIV no Brasil – Foto: Instagram/Marcelo Henrique
Médico passense vence o Prêmio Jabuti 2025 com livro que retrata epidemia do HIV no Brasil – Foto: Instagram/Marcelo Henrique

Marinha promove II Workshop Interagências de Cooperação com a Defesa Civil durante Operação “Furnas 2025”

Marinha promove II Workshop Interagências de Cooperação com a Defesa Civil durante Operação “Furnas 2025” – Foto: divulgação/Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil (MB) realizou, na última segunda-feira (27), o II Workshop Interagências de Cooperação com a Defesa Civil, no auditório da Faculdade Santa Casa de Passos, em Minas Gerais. O evento fez parte do treinamento promovido pela MB em parceria com os órgãos estaduais de Defesa Civil, na região de Furnas, e teve como objetivo fortalecer a integração entre instituições civis e militares, aperfeiçoar os protocolos de resposta a emergências e compartilhar lições aprendidas em exercícios anteriores.

O encontro contou com a presença de representantes de diversas instituições: Axia Energia (antiga Eletrobras Furnas), Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Polícia Militar, Polícia Civil de Minas Gerais, Santa Casa de Misericórdia de Passos, Cruz Vermelha e universitários.

A programação contemplou palestras temáticas com especialistas e um Exercício de Coordenação Interagências (Tabletop Exercise), que é uma simulação prática de desastre, voltada ao treinamento de comunicação, planejamento e tomada de decisão conjunta entre os órgãos participantes.

Em sua palestra sobre “Lições Aprendidas”, o Capitão de Mar e Guerra (Fuzileiro Naval) Leonel Mariano, do Comando da Divisão Litorânea, afirmou que o maior desafio do emprego das Forças Armadas é a coordenação interagências. “As prefeituras, os governos dos estados, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Organizações Não-Governamentais, hospitais, enfim, cada um tem a sua cultura. Nosso desafio é conciliar isso tudo e planejar a resposta adequada. É por isso que realizamos esses exercícios”, afirmou o Comandante.

Para o representante da Junta Interamericana de Defesa, Tenente-Coronel do Exército do Equador Carlos Ignacio Chavez Villavicencio, o Brasil é referência em gestão de riscos no mundo. 

“Viemos para nos enriquecer com informações de nossos países vizinhos, como o Brasil. Agradecemos a oportunidade de termos ido a campo, de ver como se desenvolvem os planos e a capacidade de resposta. Continuaremos trabalhando para que nossos planejamentos sejam mais fluidos, eficazes e eficientes”, afirmou o Tenente-Coronel equatoriano.

Marinha promove II Workshop Interagências de Cooperação com a Defesa Civil durante Operação “Furnas 2025” – Foto: divulgação/Marinha do Brasil

Na palestra “Governança colaborativa na gestão de operações de desastres em MG”, o Tenente-Coronel Wenderson Duarte Marcelino, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC/MG) mostrou os principais campos de atuação em uma situação de emergência. 

“A Defesa Civil tem trabalhado fortemente na construção de planos direcionados para os principais desastres que atingem o Estado, relacionadas às secas no semiárido ou às chuvas nas regiões Central, Triângulo e Sul de Minas e para desastres tecnológicos, principalmente em partes de barragens e acidentes em rodovias com produtos perigosos”, disse.

O primeiro bloco do encontro contou ainda com as palestras da Defesa Civil de Passos, que apresentou o plano de contingência da cidade para desastres naturais e da Axia Energia (antiga Eletrobras Furnas) sobre o Plano de Segurança da Barragem de Furnas, a 4ª maior do País em geração de energia.

No segundo bloco de apresentações, foi a vez do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais, das Polícias Militar e Civil do Estado de Minas Gerais e da Santa Casa de Misericórdia exibirem seus respectivos planos de atuação e lições aprendidas em diversos desastres ocorridos no Estado.

Representando os alunos da Faculdade Santa Casa de Passos, que sediou o workshop, a coordenadora do curso de graduação em Enfermagem, Fernanda Schmidt, destacou o interesse e participação dos alunos no evento. 

“Nós tivemos 20 estudantes da graduação que participaram do workshop e foi uma experiência riquíssima para eles e para nós docentes. Estamos honrados com a oportunidade de poder estar em contato com a Marinha do Brasil e diversas outras agências estaduais e municipais. Aprendendo muito como podemos atuar em situações de desastres”, afirmou.

O aluno de Enfermagem Adriel do Nascimento Andrade falou da contribuição do encontro para a sua formação profissional.

“Participar do evento, para nós alunos, foi uma oportunidade incrível. Alguns já atuam na área e estamos acostumados a focar no atendimento em hospital. Mas vimos também que há todo um planejamento para que seja efetuado um resgate e foi excelente envolver teoria e prática. Ver essa união da Marinha e dos demais órgãos em prol do ser humano é algo muito bonito”, comentou.

Já o aluno de Medicina Pedro Teixeira comentou a importância da cooperação interagências para o amparo a vítimas de desastres naturais. “Eu faço parte da Liga Acadêmica de Urgência e Emergência e percebo que esse esforço integrado é fundamental para minimizar a quantidade de vítimas e maximizar a sobrevida em situações de desastres”, afirmou.

Operação Furnas 2025

É um dos maiores treinamentos militares em Minas Gerais e comprova a capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) ao deslocar cerca de 1.800 militares, equipamentos, viaturas e aeronaves do Rio de Janeiro para o Sul de Minas. O exercício, que segue até o dia 29 de outubro no Lago de Furnas, conta ainda com a participação de 52 militares de nove países (Arábia Saudita, Camarões, Chile, França, Itália, México, Moçambique, Portugal e Reino Unido) e um representante da Junta Interamericana de Defesa.

Marinha do Brasil realiza Ação Cívico-Social em São José da Barra durante a Operação ‘Furnas’

Marinha do Brasil realiza Ação Cívico-Social em São José da Barra durante a Operação ‘Furnas’ – Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil (MB) promoveu no último (25), uma Ação Cívico-Social (ACiSo) em São José da Barra (MG), durante a Operação “Furnas 2025”. A iniciativa, realizada por militares do Comando da Divisão Litorânea da Força de Fuzileiros da Esquadra, beneficiou mais de 200 pessoas com atendimentos médico e odontológico gratuitos, vacinação e palestras sobre primeiros socorros e higiene bucal. Houve também atividades culturais, como apresentações de banda de música e de motocicletas, mostruário de viaturas e oficinas, além de divulgação de informações sobre como ingressar na MB.

Segundo o Diretor da Unidade Médica Expedicionária da Marinha (UMEM), Capitão de Fragata Demóstenes Apostolides, esse tipo de iniciativa aproxima a instituição da população mais necessitada. “A Marinha do Brasil, aproveitando o exercício que está acontecendo na região de Furnas, conduziu esta ACiSo em parceria com a prefeitura de São José da Barra e a Eletrobras Furnas, para prestar diversos tipos de serviços sociais à população local e isso é muito gratificante”, disse.

De acordo com a Capitão-Tenente (Cirurgiã-Dentista) Julia Honorato, a ACiSo é uma oportunidade de estreitar laços com a população de São José da Barra. “Não é a primeira vez que realizamos essa Ação Cívico-Social. É uma cidade que sempre nos recebe muito bem. Os últimos eventos foram um sucesso e este não foi diferente. Realizamos atendimentos básicos na parte médica e odontológica, também trabalhamos com a prevenção, como o “Escovódromo”, onde as crianças aprenderam como escovar os dentes corretamente”, afirmou a Oficial.

O “Escovódromo” foi a parte mais divertida do evento para Beatriz Carvalho, de 11 anos. 

“Nós chegamos cedo e achamos super legal o evento. Eu aprendi a escovar melhor os dentes e achei bem divertido. Isso foi o que mais gostei”, disse a menina.

Para a engenheira aposentada Maria de Melo Abreu, a ação foi uma ótima oportunidade para trocar experiências entre a população local e a MB. “Os militares estão de parabéns por fazer esse evento, que foi uma interação completa com a nossa comunidade. Todos ganharam e ficaram muito satisfeitos. Espero que aconteçam mais e mais eventos como esse”, disse.

Marinha do Brasil realiza Ação Cívico-Social em São José da Barra durante a Operação ‘Furnas’ – Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Já para o metalúrgico aposentado Paulo Moraes, a ACiSo permitiu conhecer melhor o trabalho e as atividades das Forças Armadas. “Acho importante esse evento por dois motivos: mostrar a confiança do povo na Marinha do Brasil e dar maior transparência às ações que nem todos conhecem”, afirmou.

A analista financeira Nívea Morais chegou cedo para aproveitar as ações. “O que mais achei interessante foi a estação de tratamento de água: parecia uma piscina e, em uma hora e meia, a água já sai tratada. A gente não tinha ideia de que existia essa tecnologia”, avaliou.

O prefeito Marcelo Rodrigues da Silva comentou a satisfação em sediar a Ação Cívico-Social: “Hoje é um dia histórico para São José da Barra, que é o coração do ‘Mar de Minas’. Hoje, estamos recebendo aqui a Marinha do Brasil e mais representantes de nove países. Nossa cidade ganhou um grande destaque e, para nós, é uma alegria muito grande estar recebendo esse evento. Quero agradecer à Marinha e a toda população que prestigiou este dia”.

Operação “Furnas 2025”

Até o dia 30 de outubro, a MB realiza exercícios no Lago de Furnas, em Minas Gerais, com 1.800 militares, além de embarcações, helicópteros, aviões de caça, drones, veículos blindados e anfíbios e diversos outros equipamentos militares. A Operação “Furnas 2025” é um dos maiores treinamentos militares em Minas Gerais e comprova a capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais ao deslocar tropas do Rio de Janeiro para o Sul de Minas.

O evento conta ainda com a participação de 52 militares de nove países (Arábia Saudita, Camarões, Chile, França, Itália, México, Moçambique, Portugal e Reino Unido) e um representante da Junta Interamericana de Defesa.

O objetivo da Operação é treinar Unidades da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) integradas aos meios aéreos e embarcações da MB em operações ribeirinhas, em operações de paz e em treinamentos interagências, com a participação de órgãos municipais e estaduais. A atuação da FFE no Sul de Minas contribui ainda para uma maior presença da Marinha nas áreas do entorno do Lago de Furnas.

Com presença do Ministro da Defesa, Governador de Minas, Deputados, Prefeitos e autoridades, Marinha realiza demonstração com 1.800 militares, veículos blindados e aeronaves em São José da Barra

Com presença do Ministro da Defesa, Governador de Minas, Deputados, Prefeitos e autoridades, Marinha realiza demonstração com 1.800 militares, veículos blindados e aeronaves em São José da Barra – Foto: divulgação/Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil realiza, nesta quarta-feira (29), a Demonstração de Capacidades da Operação Furnas 2025, uma das maiores ações militares já promovidas em Minas Gerais. O evento contará com cerca de 1.800 militares, além de embarcações, helicópteros, aviões de caça, drones, veículos blindados e anfíbios.

A operação reúne ainda 52 militares estrangeiros de nove países — Arábia Saudita, Camarões, Chile, França, Itália, México, Moçambique, Portugal e Reino Unido — e um representante da Junta Interamericana de Defesa.

As atividades terão início às 8h, com briefing na Delegacia Fluvial de Furnas, em São José da Barra (MG), de onde os jornalistas e autoridades partirão às 9h em direção à Base Aérea Expedicionária, para a abertura oficial.

A partir das 10h30, o grupo segue para a Praia Ponta da Serra, onde às 11h10 será realizada a Demonstração de Capacidades em Operação Ribeirinha, seguida da foto oficial às 11h50.

Às 12h30, haverá a Demonstração de Operações de Paz no Campo do bairro Cachoeira da Lage. Em seguida, o comboio segue para a cidade de Passos, com chegada prevista às 13h35 na Estação Cultura, onde às 14h15 ocorre a Demonstração de Apoio à Defesa Civil.

Logo depois, às 15h10, uma nova demonstração será realizada na Santa Casa de Passos, também voltada ao apoio à Defesa Civil. O encerramento oficial está previsto para às 16h, com a despedida das autoridades no aeroporto de Passos.

O retorno à Delegacia Fluvial de Furnas está programado para 17h25.

A Operação Furnas 2025 tem como objetivo aperfeiçoar a integração das forças navais, aéreas e terrestres da Marinha, além de fortalecer a capacidade de resposta em situações de conflito, calamidades e missões de paz.

Prefeitura de São José da Barra concede abono histórico de R$ 1.600 a servidores pelo Dia do Servidor Público

Prefeitura de São José da Barra concede abono histórico de R$ 1.600 a servidores pelo Dia do Servidor Público – Foto: divulgação

A Prefeitura de São José da Barra (MG) celebrou o Dia do Servidor Público, nesta terça-feira (28), com um anúncio histórico: a concessão de um abono no valor de R$ 1.600,00 para os servidores municipais. O benefício contemplará servidores efetivos, ocupantes de cargos comissionados e de confiança, além de agentes políticos que atuam na administração pública municipal direta e indireta.

De acordo com o prefeito Marcelo Rodrigues da Silva, mais de 400 colaboradores serão beneficiados pela medida. O chefe do Executivo destacou que a iniciativa reafirma o compromisso da gestão com a valorização do funcionalismo público, reconhecendo o papel essencial dos servidores na execução das políticas e serviços que impactam diretamente a população.

“Neste meu primeiro ano à frente da gestão municipal, quero expressar meu sincero agradecimento a todos os servidores públicos pelo comprometimento e pela dedicação que demonstram diariamente. Reconhecemos que é graças ao empenho de cada um que a máquina pública funciona e conseguimos avançar na oferta de serviços de qualidade à população”, afirmou o prefeito Marcelo Rodrigues.

O gestor ressaltou ainda que o abono vem como um gesto de reconhecimento e incentivo, além de representar um reforço financeiro no fim de ano, contribuindo para o bem-estar dos trabalhadores que ajudam a construir uma São José da Barra mais eficiente e humana.

Na última sexta-feira (25), os servidores participaram de um Encontro Motivacional promovido pela Prefeitura, com investimento de R$ 35 mil. O evento proporcionou momentos de integração e celebração entre os colaboradores, marcando o retorno de uma homenagem que há anos não era realizada e que, segundo a administração, representa um reconhecimento histórico na região.

Ministério Público recomenda que Prefeitura de Passos corrija falhas no Portal da Transparência

Prefeitura de Passos – Foto: reprodução

A 7ª Promotoria de Justiça de Passos, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), emitiu uma recomendação formal à Prefeitura de Passos e à Controladoria-Geral do Município para que adotem, no prazo de 48 horas, medidas de adequação do Portal da Transparência às normas constitucionais e legais de publicidade e acesso à informação.

Segundo o documento, assinado pelo promotor de Justiça Paulo Frank Pinto Junior, o MPMG instaurou um procedimento administrativo após receber representação relatando falhas no cumprimento do dever de transparência ativa. A denúncia apontava a ausência de informações sobre colaboradores terceirizados e a não disponibilização, em tempo real, de dados sobre contratos, folha de pagamento, licitações, receitas e despesas.

Durante inspeção, o Ministério Público constatou que a Prefeitura mantinha duas plataformas diferentes sob o título de Portal da Transparência — passosportaltransparencia.portalfacil.com.br e passos-mg.portaltp.com.br —, com dados desatualizados e divergentes, o que pode causar confusão e dificultar o controle social.

Outro ponto destacado foi a falta de divulgação da lista de terceirizados, impedindo a fiscalização dos contratos de mão de obra terceirizada. O promotor também registrou um “retrocesso na transparência” a partir de outubro de 2025, quando o portal deixou de detalhar a remuneração individual dos servidores, passando a divulgar apenas valores globais brutos e líquidos.

O Ministério Público considera que a nova forma de divulgação viola os princípios da transparência e inviabiliza o controle social. Por isso, o procedimento foi convertido em Inquérito Civil para apurar eventual limitação proposital das informações sobre despesas com pessoal.

Recomendações do MPMG

O Ministério Público recomenda que a Prefeitura de Passos:

  • Restaure imediatamente a divulgação detalhada das despesas com pessoal, incluindo todos os componentes remuneratórios e descontos por servidor;
  • Publique a relação completa dos terceirizados, com nome, função, período de contrato e local de trabalho;
  • Mantenha ferramentas de pesquisa e exportação de dados, para facilitar o acesso e a compreensão das informações;
  • Unifique o Portal da Transparência, deixando claro qual é o endereço oficial e desativando versões antigas ou paralelas;
  • Garanta que o portal oficial apareça como principal nos mecanismos de busca.

O promotor Paulo Frank Pinto Junior alerta que o descumprimento da recomendação poderá resultar em medidas judiciais cabíveis por parte do Ministério Público.

A recomendação foi assinada eletronicamente em 28 de outubro de 2025, às 14h57.

Justiça condena ex-prefeito de Arcos por doação irregular de 53 lotes

Justiça condena ex-prefeito de Arcos por doação irregular de 53 lotes – Foto: reprodução

A juíza Fernanda Rabelo Dutra, da 2ª Vara da Comarca de Arcos (MG), julgou parcialmente procedente a Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), em abril de 2018, contra Claudenir José de Melo (ex-prefeito de Arcos) e Orlando Martins (que era secretário municipal de Desenvolvimento e Integração Social na mesma gestão). 

O processo refere-se à doação irregular de 53 lotes situados no bairro Novo Sol Nascente, no Município de Arcos, em setembro de 2011, sem a observância dos requisitos legais previstos nas normas municipais, especialmente a Lei Municipal nº 1.147/1987 (Programa Municipal de Ação Social – PROMAS), e em violação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade que regem a Administração Pública.

A juíza reconheceu a prática de atos de improbidade administrativa pelo ex-prefeito Claudenir José de Melo (Baiano). 
“Há, portanto, inequívoca lesão ao erário, uma vez que bens pertencentes ao Município foram transferidos de forma irregular e destituída de finalidade público-social a particulares, alguns dos quais chegaram, inclusive, a revendê-los com lucro, em flagrante desvio de finalidade. […]”, escreveu a Drª Fernanda Dutra.

Claudenir Melo recebeu as seguintes condenações, mas pode recorrer da Decisão:

• Pagamento, ao Município de Arcos, de multa civil no valor de R$ 1.051.000,00 (um milhão e cinquenta e um mil reais), equivalente ao dano patrimonial, devidamente corrigida pelos índices legais e com juros de mora; 

• Suspensão dos direitos políticos por quatro anos, sendo um mês de suspensão para cada lote doado no caso; 

• Proibição de contratar com o Poder Público de Arcos/MG, de qualquer dos poderes, da administração direta ou indireta, direta ou indiretamente, pelo prazo de quatro anos.

Quanto ao secretário municipal de Desenvolvimento e Integração Social na época, Orlando Martins, o MP entendeu que “ele tinha gestão direta sobre o PROMAS e sobre os trâmites dos processos de doação, tendo ciência de que os requisitos legais não estavam sendo observados”.  Contudo, a juíza concluiu que ele não praticou atos de improbidade administrativa e que não houve comprovação do dolo. “Houve culpa, mas não houve dolo”. “[…] Não se prova que o requerido tenha realizado entrevistas ou assinado as autorizações competentes”.

A sentença foi assinada eletronicamente no dia 23/10/2025. A distribuição foi feita sob segredo de justiça, que foi revogado, “não havendo, neste momento, outro fundamento que justifique a manutenção dessa restrição — sobretudo diante da regra da publicidade dos atos processuais e do interesse público que permeia a matéria”. 

Ouvidoria do MP recebeu a denúncia em 2011

Conforme consta no relatório da sentença, as investigações foram instauradas com base em denúncia anônima recebida pela Ouvidoria do Ministério Público em fevereiro de 2011, na qual se informava que o então prefeito Claudenir José de Melo havia loteado irregularmente área pública antes destinada a campo de futebol, doando os terrenos a apoiadores políticos. Em defesa do patrimônio público do Município de Arcos, no dia 13 de abril de 2018 o MP, por intermédio do então promotor Eduardo Fantinati, propôs Ação civil pública por atos de improbidade administrativa.

A Promotoria de Justiça de Arcos instaurou o Inquérito Civil que confirmou que todas as pessoas que preencheram fichas de inscrição foram contempladas com a doação dos lotes, sem que houvesse qualquer critério público de seleção, chamamento oficial ou processo administrativo formalizado. As fichas utilizadas para a seleção dos beneficiários referiam-se originalmente a doação de cesta básica, o que indica, segundo o MPMG, uma adaptação indevida da documentação para justificar as concessões dos lotes. 

Constatou-se, ainda, que inexistiram visitas sociais aos beneficiários com o objetivo de aferir suas reais condições de habitabilidade, conforme exigido pela legislação municipal. 

Ainda de acordo com as apurações do MP, “diversos relatórios sociais foram confeccionados posteriormente à efetivação das doações, alguns com lapso de mais de cinco meses entre a lavratura do contrato de doação e a produção do respectivo relatório técnico”. “Em alguns casos, sequer havia relatório social”.

Também no Relatório da Sentença consta que são apontados inúmeros beneficiários cuja renda familiar ultrapassava o limite legal de três salários mínimos previsto como regra pelo PROMAS, sendo adotado, de forma irregular, o teto de cinco salários mínimos sem a devida fundamentação ou comprovação de inclusão em programas de financiamento habitacional. Ainda assim, mesmo nos casos em que se alegava a situação limítrofe, não era exigida comprovação documental da renda, “o que resultou na doação de bens públicos a pessoas que não se enquadravam nos critérios legais”. 

Foi apurado pelo MP que diversas pessoas beneficiadas estavam ligadas ao grupo político dos requeridos, inclusive servidores públicos comissionados, pessoas com vínculo empregatício direto com a Prefeitura e até mesmo cônjuges de vereadores ou candidatos.

É citada a retirada indevida das cláusulas de inalienabilidade e impenhorabilidade vitalícia dos contratos de doação, previstas na Lei Municipal nº 2.446/2011. Em consequência, diversos imóveis foram vendidos a terceiros, “em total afronta à finalidade social da política pública de doação de lotes”.

Declarações prestadas pela assistente social responsável por diversos relatórios sociais indicam que, na prática, os contratos de doação já estavam firmados antes mesmo da realização da análise socioeconômica dos beneficiários.

A promotoria também enfatizou que não houve comprovação das precárias condições de moradia exigidas pela lei local, tampouco da situação de vulnerabilidade dos beneficiários, demonstrando que houve uso político da política habitacional.

Defesa de Claudenir Melo

Ao apresentar contestação, Claudenir José de Melo argumentou que “os beneficiários dos lotes doados deveriam integrar o polo passivo da demanda […]”. O argumento: “Participaram dolosamente da empreitada”. Em síntese, isso significa que o ex-prefeito teria sugerido que os beneficiários também fossem processados. 

Claudenir Melo alegou que as doações impugnadas foram legítimas e sem qualquer desvio de finalidade e que inexistem elementos concretos de atos de improbidade. 

O MPMG impugnou ambas as contestações. “[…] Os atos de doação ocorreram há mais de uma década e a eventual declaração de nulidade das doações traria prejuízos irreversíveis a terceiros presumivelmente de boa-fé, muitos dos quais são pessoas humildes e com baixa instrução, ou terceiros adquirentes que compraram os imóveis sem conhecer os vícios de origem”. Afirma que “os registros não continham cláusula de inalienabilidade justamente em razão da atuação irregular dos réus, o que impede a responsabilização dos adquirentes e, por consequência, afasta a necessidade de integrá-los ao polo passivo”.

Contudo, o MP informou que há procedimento extrajudicial em andamento visando à regularização ou anulação das doações indevidas por parte do Município de Arcos.

A defesa de Claudenir Melo também argumentou: 

“[…] As testemunhas arroladas, inclusive pelo Ministério Público, confirmaram que souberam das doações por meios informais (ouviram terceiros ou servidores comentarem), e procuraram espontaneamente o poder público para entregar documentação. Nenhuma declarou ter sido convidada formalmente ou por favorecimento. A defesa sustenta que a Lei Municipal nº 2.232/2009 não exige formalidade específica nem publicidade institucional para as doações. […] Outro argumento central da peça é que o Prefeito Claudenir não participou da escolha dos beneficiários. A condução do programa era feita pelo Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. O réu apenas assinava os contratos de doação em sua função de representante legal do Município. A assistente social responsável […] subscrevia os relatórios sociais. Em nenhum momento foi demonstrado que o requerido deu ordens para favorecimento de beneficiários ou interferiu nas avaliações. […]”.

Trechos de citações da juíza na Sentença

A juíza sintetiza que “os programas habitacionais do Município de Arcos foram estruturados de forma a atender famílias comprovadamente carentes, exigindo, para a obtenção dos benefícios, a comprovação de baixa renda, ausência de propriedade imobiliária, vínculo com o Município, avaliação social e utilização exclusiva do imóvel para moradia, de modo a garantir que os recursos públicos fossem direcionados à efetivação de sua finalidade social e não utilizados como instrumento de favorecimento pessoal ou político”.

É relado que nas diversas oitivas promovidas pelo MP, “em todas os declarantes informaram que não houve processo público de divulgação das doações”.

E ainda: “Foram concedidos lotes a pessoas cuja renda ultrapassava o limite ordinário de três salários mínimos, havendo, inclusive, elevação indevida desse teto para cinco salários mínimos, sem a devida contrapartida legal, isto é, sem demonstração de vinculação a financiamento habitacional que justificasse a exceção (é que, nos termos da legislação municipal citada, o limite de 05 salários mínimos era apenas para pessoas beneficiárias do Programa Minha Casa Minha Vida)”.

“Há, portanto, inequívoca lesão ao erário, uma vez que bens pertencentes ao Município foram transferidos de forma irregular e destituída de finalidade público-social a particulares, alguns dos quais chegaram, inclusive, a revendê-los com lucro, em flagrante desvio de finalidade. Ainda, tais doações não foram precedidas de processo administrativo regular, público e transparente, tendo ocorrido mediante flexibilização indevida dos requisitos legais e interpretações arbitrárias da legislação municipal, sem respaldo técnico ou jurídico”.

“Claudenir, como chefe do Executivo, sabia das exigências legais, possuía corpo jurídico permanente à disposição, e, ainda assim, optou por contorná-las para executar as doações em volume expressivo e de maneira uniforme, inclusive beneficiando pessoas com vínculos políticos ou funcionais com sua administração. O caráter político das doações, corroborado por testemunhos e documentos, reforça a intenção dolosa de violar os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade, configurando ato ímprobo previsto no art. 10, caput e III, da LIA”.

Embora já conste a defesa no processo, o CCO telefonou para Claudenir Melo, disponibilizando espaço para manifestação. Ele optou por não se manifestar.

Via: Jornal CCO

Após três dias de buscas, helicóptero localiza homem desaparecido em Arcos

Após três dias de buscas, helicóptero localiza homem desaparecido em Arcos – Foto: divulgação

Douglas Ribeiro Moraes, desaparecido desde o último sábado (25) na cidade de Arcos (MG), foi localizado com vida na tarde desta terça-feira (28) por uma equipe aérea da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

O helicóptero da corporação avistou o homem nas proximidades do Córrego das Almas, às margens da BR-354 — o mesmo local onde seu carro havia sido encontrado no fim de semana, aparentemente abandonado por falta de combustível. Segundo informações iniciais, Douglas foi resgatado e levado para avaliação médica. A PCMG confirmou o salvamento, mas ainda não detalhou o estado de saúde do homem nem as circunstâncias exatas em que ele foi localizado.

O desaparecimento mobilizou uma ampla operação integrada entre diferentes forças de segurança. As buscas começaram ainda no sábado, logo após o veículo de Douglas ser localizado parado na rodovia. A suspeita inicial era de que ele tivesse deixado o carro para procurar ajuda e se perdido na mata próxima.

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), em conjunto com a Polícia Civil de Arcos e sob a coordenação da delegada Hionara Pimentel, intensificou as buscas ao longo dos últimos dias. As equipes utilizaram drones, ferramentas de georreferenciamento e realizaram varreduras terrestres e aéreas para mapear a área de difícil acesso.

Na segunda-feira (27), a investigação avançou após a triangulação do sinal do celular de Douglas indicar um ponto próximo ao local onde o carro havia sido abandonado. A partir dessa informação, as buscas foram concentradas em uma área de mata fechada, o que acabou levando à sua localização no dia seguinte.

Após três dias de desaparecimento, o caso teve um desfecho positivo. Em uma imagem divulgada pela Polícia Civil, Douglas aparece ao lado de um dos agentes que participaram da operação, encerrando com sucesso a mobilização que envolveu bombeiros, policiais e equipes de resgate.

Jornal Folha Regional
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