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Jornal Folha Regional

Senado deve votar nesta terça criação de fundo para conter alta dos combustíveis

Depois de 20 dias da primeira tentativa, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado marcou para esta terça-feira (7) a votação do projeto de lei que cria um fundo de estabilização e muda o cálculo de referência dos preços dos combustíveis, com o objetivo de controlar os valores que chegam ao consumidor final. Se aprovado, haverá uma segunda fase de análise no plenário, que reúne os 81 senadores.

A ideia é que os preços internos praticados por produtores e importadores sejam baseados nas cotações médias do mercado internacional, custos internos de produção e custos de importação, quando for possível aplicar. A atual fórmula é ligada à Paridade de Preços Internacionais (PPI).

O sistema considera o valor do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional para definir o preço dos combustíveis. O relator do projeto, senador Jean Paul Prates (PT-RN), afirmou que o ideal seria abandonar esse modelo, mas reclamou da falta de apoio político para isso.

“A malfadada metodologia do PPI é uma guilhotina que, com frequência quase mensal, corta o orçamento das famílias e a receita de trabalhadores autônomos de transporte de carga e de passageiros. Apenas em 2021, a Petrobras aumentou onze vezes o preço de refinaria da gasolina e nove vezes o do diesel, totalizando a elevação de respectivamente, 73% e 65%”, afirmou.

Além disso, o Poder Executivo poderá utilizar o sistema de bandas de preços para limitar a variação dos valores, definindo a frequência de reajustes e os mecanismos de compensação. Nesse modelo, para evitar aumento súbito, haverá um limite máximo para as variações dos preços do petróleo no varejo.

Pelo texto, ficar criado um imposto de exportação sobre o petróleo com alíquotas móveis à variação do preço. Caso a proposta seja aprovada, haverá isenção para o barril de petróleo bruto de até US$ 80; alíquota de 7,5% quando o barril custar entre US$ 80 e US$ 100; e máxima de 12,5% quando o valor do barril superar US$ 100.

Em segunda versão do relatório apresentado em 30 de novembro, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) alterou a taxas. Antes, o proposta era de taxa zero para o barril de até US$ 40; de 30% quando o barril custar entre US$ 40 e US$ 70; e atingirá 50% quando o valor do barril ultrapassar US$ 70.

O texto determina ainda que o fundo de estabilização dos preços dos combustíveis seja alimentado pelo imposto de exportação do petróleo e por dividendos da Petrobras devidos à União, além de outras fontes de recursos.

De autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), o projeto de lei foi apresentado em abril deste ano com a intenção de conter altas abruptas nos preços da gasolina, etanol e diesel. Na avaliação dele, com a aprovação do projeto, o litro da gasolina poderia cair a R$ 5 nas bombas ao consumidor.

O governo, no entanto, resiste à aprovação e foi o responsável pelo primeiro adiamento da votação. Na ocasião, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), se manifestou abertamente contrário ao imposto de exportação. Ele afirmou que o debate é delicado e repercute no ponto de vista de investimentos financeiros e da competitividade de mercado do Brasil.

“Quero lembrar que o nosso sistema tributário não permite a criação de nenhum imposto de exportações. Isso tira a competitividade do produto do Brasil. Na realidade, todos os sistemas tributários procuram não onerar o fluxo de exportação”, pontuou o líder do governo.

Endividamento das famílias brasileiras atinge o maior nível em 11 anos

O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível em 11 anos. Foi a consequência do uso de crédito para compensar a queda de renda.

A pandemia deixou uma conta que nem todo mundo pode pagar; R$ 2 mil no cartão de crédito, no caso da dona Fátima Costa Silva, que fazia faxina antes da pandemia.

“A patroa não quis mais, ninguém quis mais, mandou todo mundo embora e eu fui”.

O aposentado Antonio José da Silva parou de fazer bicos, por causa de problema de saúde, e a dívida cresceu.

“Vai pagar um aluguel, pagar uma luz e a água, e aí o salário mínimo não dá para nada”.

O país tem o maior número de famílias com dívidas dos últimos 11 anos, segundo um estudo nacional feito pela Federação do Comércio de São Paulo.

“Hoje você paga uma e daqui dois, 10 dias, paga outra”, afirma o autônomo Marcio Frutuoso.

“Cortando dali, cortando acolá, economizando os gastos, mas superando, né? Todo dia a gente supera uma barreira”, conta o técnico de refrigeração Manoel de Oliveira.

Manoel e Márcio moram em Rio Branco, a capital com mais famílias endividadas, seguida por Curitiba e Natal, bem acima da média histórica, que é de 61,8%. Antes da pandemia, 64% das famílias brasileiras estavam endividadas. Hoje, são muito mais: 71%.

“O endividamento em si não é uma coisa negativa, mas as circunstâncias da capacidade de pagar as dívidas sim. O que a gente tem que avaliar é: se essas famílias terão condições, no futuro, de arcar com esses compromissos. Aí nós temos alguns desafios pela frente. Primeiro: a taxa de desemprego extremamente elevada, que ameaça a massa de rendimento das famílias; e, o fator mais importante: a inflação, que corrói, diariamente, o poder de compra”, explica Altamiro Carvalho, assessor econômico da FecomercioSP.

As famílias brasileiras empobreceram. Em 16 das 27 capitais do país, a renda ainda não voltou ao que era antes da pandemia. Na média, o recuo foi 0,7%. Mas em algumas cidades, como em Vitória, Boa Vista e Fortaleza, o orçamento das famílias encolheu muito mais.

Os economistas dizem que esse raio X das contas das famílias ajuda a explicar porque a economia segue travada. Com o orçamento cada vez mais apertado por causa das dívidas e dos preços subindo, sobra menos para gastar. E sobra menos ainda para tomar crédito, que é um oxigênio da economia. O estudo mostra que é preciso aliviar a pressão sobre as contas do consumidor, para que ele volte a comprar, e a indústria, o varejo e os serviços reajam.

“Você tendo seu nome limpo, você mesmo vai lá, faz a compra que você quer”, afirma o funcionário público Reinaldo Augusto

“O crédito é fundamental para qualquer tipo de economia. Ao se elevar e ficar caro, esse crédito cria o risco da inadimplência. O que seria ruim para todos os segmentos: seja para o governo, seja para as empresas, seja para as famílias”, diz Altamiro Carvalho.

Preço da ceia sofre com inflação, no segundo Natal da pandemia

Marcado pela volta das reuniões de família após o avanço da vacinação contra a Covid-19, o Natal deste ano também deve ser de aumento de preços dos produtos da ceia, em meio à escalada da inflação no Brasil, que chega a 10,25%, nos acumulado dos últimos 12 meses. Ao mesmo tempo, a alta do dólar encarece os produtos importados e, ainda que com leve queda nos últimos dois meses, as carnes seguem pesando mais no bolso do brasileiro. 

Levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro realizado em lojas do Mercado Central, no Centro de Belo Horizonte, na primeira quinzena deste mês mostra, por exemplo, que a média de preço das frutas cristalizadas aumentou quase 42% desde  novembro do último ano, passando de pouco menos de R$13 para R$18,37. O quilo do damasco seco, geralmente importado, também subiu praticamente 59%, passando de R$46 para R$50,47. 

“O dólar e o euro estão falando alto no preço das importações. O preço das carnes, de maneira geral, caiu um pouco nos últimos meses, mas ainda são preços mais altos que os do ano passado. Mesmo assim, acredito que o consumidor não vá deixar de comprar, até pelo aspecto psicológico de ter passado o último Natal assustado e, agora, estarmos em um momento melhor da pandemia”, avalia o administrador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu. Com a pressão sobre o mercado interno, a partir do embargo de exportações de carne bovina para a China, levantamento do site mostra que, no início de novembro, as carnes em geral apresentaram leve queda de preço, mas ainda acima do patamar anterior à pandemia. 

A fundadora da empresa de cardápios prontos Marinar Gourmet, Marina Ticon, atesta que os produtos natalinos, incluindo as carnes, aumentaram, em média, 25%. “A gente sabe que os preços ainda vão subir até o Natal. No Natal do ano passado, já houve um aumento muito grande, de até 50% em relação ao de 2019. Não estamos nem encontrando produtos que achávamos com facilidade, porque atacadistas também estão com dificuldade para comprar, devido ao valor”, relata. 

Fornecedores que oferecem cestas natalinas para empresas também sentem a pressão dos preços. O representante comercial da Nutrifaz Cestas Rodrigo Burato detalha que o preço dos produtos que compõem as entregas subiu em média 20% neste ano. “As bebidas alcoólicas, ameixas, uvas passas e os doces, por exemplo, aumentaram. Tivemos que diminuir a margem de lucro para não repassar tudo para o consumidor”, pontua. 

Natal tropical ajuda a reduzir gastos

A coordenadora institucional do Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais (MDC/MG), Solange Medeiros, defende a substituição especialmente dos itens importados pelos nacionais na ceia de Natal, a fim de cortar custos. 

“A nossa experiência e Natal é focada em um Natal que não é osso, com todo o estilo de países gelados. A questão não é deixar de fazer a ceia e encontrar ps amigos, mas dar preferência a produtos nacionais, e não às frutas secas do Natal, por exemplo, que são importadas. Dá para fazer uma vasilha bonita de frutas como banana, laranja e abacaxi pra enfeitar a mesa natalina”, exemplifica. 

Com a alta das carnes, ela também recomenda abandonar tradições e apostar nas peças que estiverem mais em conta. “Nenhuma carne está barata, mas é possível fazer um falso lombo, por exemplo, metade dele com pernil e metade com carne moída, recheado com ovo cozido, com fruta… Não é necessário fazer iguarias caras para ser algo delicioso”, conclui. 

Supermercados de bairro também apostam em substituições, segundo o gerente da rede de supermercados Guarim Guarani, César Lima. “Estamos preferindo comprar uma marca menor, mas com preço agressivo, do que ter a marca líder. Não vamos apostar tanto nas castanhas nobres, por exemplo, que estão com preço elevadíssimo”, explica.

Preço médio do etanol no país sobe 12,96% em um mês

Assim como a gasolina, o etanol vive uma escalada nos preços. Os valores praticados nas bombas dos postos de combustíveis subiram em 21 estados e no Distrito Federal na semana de 7 a 13 de novembro, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

O preço médio do etanol subiu 1,89% na semana em relação à anterior, de R$ 5,294 para R$ 5,394 o litro, ainda segundo a ANP. Em outros quatro Estados, os preços recuaram, enquanto no Amapá não houve levantamento.

Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no país subiu 12,96%. O estado com maior alta no período foi Mato Grosso, onde o litro subiu 18,03% no mês. Na apuração semanal, a maior alta de preço foi observada em Roraima, com avanço de 5,27%, para R$ 6,095 o litro.

O  Rio Grande do Sul tem o maior preço pesquisado: R$ 7,899 o litro. O maior preço médio estadual também foi o do Rio Grande do Sul, de R$ 6,943.

Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média do etanol ficou em R$ 5,256 o litro, alta de 2,12% ante a semana anterior.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 4,499 o litro, em São Paulo, e o menor preço médio estadual, de R$ 5,021, foi registrado na Paraíba – não há, portanto, estados com o biocombustível a menos de R$ 5/litro. 

Gasolina sobe pela 5ª semana seguida e máxima chega a 8 reais por litro

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou nesta segunda-feira 8 que o preço médio da gasolina nos postos brasileiros subiu 2,25% na semana passada e atingiu 6,7 reais por litro. O preço máximo registrado foi de 7,99 reais no Rio Grande do Sul.

Trata-se da 5ª semana consecutiva com elevação nos preços. Em 20 estados é possível encontrar o litro da gasolina a mais de 7 reais: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

O último reajuste dos preços da gasolina e do diesel para as distribuidoras foi anunciado pela Petrobras em 25 de outubro. Com isso, o preço do litro do diesel nos postos subiu 2,45% na última semana, atingindo uma média de 5,34 reais.

O preço médio do etanol subiu 4,5% na semana e chegou a 5,29 reais, enquanto o do botijão de gás se manteve estável, em 102,48 reais.

Crise energética: Brasil perderá 166 mil empregos e R$ 8,2 bilhões

O constante aumento no preço da energia elétrica, causado em grande parte pela crise hídrica, terá uma série de impactos negativos na economia brasileira. Ela vai causar uma queda de R$ 8,2 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. Para 2022, a previsão é de R$ 14,2 bilhões em perdas. 

Já o consumo das famílias será reduzido em R$ 7 bilhões, as exportações terão perdas equivalentes a R$ 2,9 bilhões, e ao menos 166 mil postos de trabalho serão fechados. No ano que vem, a crise energética deve afetar 290 mil empregos em relação ao número de pessoas ocupadas no primeiro trimestre deste ano.

O alerta é feito no estudo “Impacto econômico do aumento no preço da energia elétrica”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quarta-feira (2).

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destacou em nota que a crise de abastecimento dos reservatórios de água brasileiros afetou a produção de energia nas hidrelétricas — fonte mais barata — e aumentou o uso de usinas mais onerosas, como as termelétricas, o que ajuda a explicar o salto da inflação.

Mas os elevados encargos, impostos e taxas setoriais da tarifa de energia já pesavam sobre a economia brasileira mesmo antes da crise, segundo ele.

“O alto custo dos impostos e dos encargos setoriais e os erros regulatórios tornaram a energia elétrica paga pela indústria uma das mais caras do mundo, o que nos preocupa muito, pois a energia elétrica é um dos principais insumos da indústria brasileira”, afirmou Braga de Andrade. “Essa elevação do custo de geração de energia é repassada aos consumidores, com impactos bastante negativos sobre a economia.”

No entanto, segundo a confederação, antes mesmo da crise hídrica, o custo da energia elétrica já era um dos principais entraves ao aumento da competitividade da indústria brasileira. No ranking do estudo Competitividade Brasil 2019-2020, elaborado pela CNI, o Brasil aparece na última posição, entre 18 países, no fator Infraestrutura de Energia, devido ao custo elevado da energia elétrica e à baixa qualidade no fornecimento.

Autora do estudo, a economista Maria Carolina Marques lembra que a indústria é o setor da atividade que apresenta o maior consumo de energia elétrica e é afetada de forma direta e indireta pelos custos da área.

“O primeiro efeito sobre os custos é direto, via gastos adicionais para manutenção da sua própria atividade. De modo indireto, as empresas veem o aumento do preço dos insumos no mercado local, com o repasse do aumento no custo com energia pelas cadeias produtivas. Com o aumento no preço dos insumos domésticos, as empresas os substituem por importados, o que gera impactos negativos para os produtores de insumos nacionais”, conclui a especialista.

IPVA 2022 deve ficar até 30% mais caro em Minas Gerais

Com o fim de ano se aproximando, os consumidores brasileiros mais atentos já começam a fazer as contas dos impostos que vão precisar ser pagos no início de 2022. Um deles é o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e os motoristas que tem carros emplacados em Minas Gerais devem pagar um IPVA mais caro em até 30%, na comparação com o valor que foi pago neste ano.

Um levantamento realizado sobre o preço dos 10 carros mais vendidos do país, considerando o valor praticado na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), no mês de novembro, mostra que a diferença entre o IPVA a ser pago em janeiro de 2022 e o imposto que foi pago em janeiro de 2021 varia entre 14% e 27%, dependendo do modelo do veículo.

Considerando que a alíquota do imposto cobrado pela Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG) é de 4% para os automóveis, os donos de um Gol usado deverão arcar com um IPVA 25,49% mais caro no ano que vem, enquanto quem tem um Uno vai pagar um imposto 14,56% maior, podendo chegar a até 27,12% no caso do Corolla (veja detalhes abaixo).

Esse aumento é devido à elevação do preço dos automóveis no Brasil em 2021, por causa da escassez de peças e componentes eletrônicos enfrentados pela indústria automotiva durante a pandemia, com fila de espera para a compra de um carro novo, e a consequente valorização dos usados, diante da alta demanda.

De acordo com o diretor da Associação dos Revendedores de Veículos no Estado de Minas Gerais (Assovemg) e sócio proprietário da Auto Maia Veículos, Flávio Maia, a grande demanda pela compra de carros seminovos tem feito o preço dos usados subirem entre 15% e 25%, algumas vezes até acima da tabela de referência (Fipe).

“Os seminovos e usados estão valorizados em um nível como nunca estiveram. Os (veículos) que custam entre R$ 25 e R$ 40 mil são os mais procurados e é exatamente esse perfil de veículo que subiu em 2021. Alguns modelos tiveram pico de 35% de aumento no valor nesse ano. Ano que vem, o IPVA deve ser 30% maior do que foi pago ano passado, porque o preço do carro, em média, subiu esse percentual no mercado”, diz.

Segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, o valor médio dos veículos no país aumentou 24,9% nos últimos 12 meses, entre outubro de 2020 e setembro deste ano. Os carros zero tiveram aumento de 20,72% no mesmo período, enquanto os veículos usados ficaram, em média, 30,25% mais caros.

De acordo com a SEF-MG, a cobrança do IPVA de carros usados em Minas Gerais é baseada no valor venal do veículo, de acordo com o preço médio praticado no mercado, no final do exercício anterior ao da cobrança. “Desde o IPVA do exercício 2008, essa cotação é realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com supervisão dos técnicos da SEF/MG”, diz. No caso dos veículos novos, a base de cálculo do imposto é o preço total que consta na nota fiscal de venda.

PREPARE O BOLSO: IPVA 2022 SERÁ MAIS CARO

Veja o valor estimado do imposto para os 10 carros mais vendidos no Brasil

MODELO / ANO / PREÇO NOV. 2020 / PREÇO NOV. 2021 / IPVA 2021 / IPVA 2022*/ VARIAÇÃO (%) IPVA

Gol 1.0 / 2016 / R$ 30.767,00 / R$ 38.611,00 / R$ 1.230,68 / R$ 1.544,44 / 25,49%

Palio Way Fire 1.0 / 2017 / R$ 28.452,00 / R$ 35.047,00 / R$ 1.138,08 / R$ 1.401,88 / 23,17%

Uno Way 1.0 / 2020 / R$ 40.766,00 / R$ 46.704,00 / R$ 1.630,64 / R$ 1.868,16 / 14,56%

Celta Spirit LT 1.0 / 2016 / R$ 26.458,00 / R$ 32.807,00 / R$ 1.058,32 / R$ 1.312,28 / 23,99%

Onix LTZ 1.4 / 2019 / R$ 54.613,00 / R$ 65.660,00 / R$ 2.184,52 / R$ 2.626,40 / 20,22%

Fox Connect 1.6 / 2020 / R$ 47.120,00 / R$ 57.051,00 / R$ 1.884,80 / R$ 2.282,04 / 21,07%

Corolla GLi 2.0 / 2020/ R$ 93.403,00 / R$ 118.739,00 / R$ 3.736,12 / R$ 4.749,56 / 27,12%

KA 1.0 S / 2020 / R$ 41.020,00 / R$ 49.121,00 / R$ 1.640,80 / R$ 1.964,84 / 19,74%

Corsa Hatch Maxx 1.4/ 2012 / R$ 21.644,00 / R$ 26.943,00 / R$ 865,76 / R$ 1.077,72 / 24,48%

Fiesta 1.5 / 2016 / R$ 34.715,00 / R$ 43.340,00 / R$ 1.388,60 / R$ 1.733,60 / 24,84%   

Fonte: Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) – Setembro 2021 / *Estimativa com base em dados da tabela Fipe

Petrobras anuncia novo reajuste em 20 dias, diz Bolsonaro

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1), em Roma, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a Petrobrás vai anunciar um novo reajuste no preço dos combustíveis em 20 dias.

“A Petrobras anuncia, isso eu sei extraoficialmente, novo reajuste em 20 dias”, disse Bolsonaro. “Isso não pode acontecer. A gente não aguenta, porque o preço do combustível está atrelado à inflação”, lamentou.

Em seu discurso, Bolsonaro também reclamou de governos anteriores, como o de Michel Temer, quando teve início a política de atrelar o preço do combustível ao dólar.

O presidente se queixou, ainda, que os governos petistas começaram e não concluíram a construção de três refinarias no país. Segundo o presidente, se apenas uma delas tivesse sido concluída, o preço do combustível seria mais baixo no país.

Os projetos das refinarias Premium I e II nunca chegaram a sair no papel e foram enterrados em 2015, ainda no governo de Dilma Rousseff. Já a refinaria Comperj, no Rio de Janeiro, que já tinha algumas estruturas iniciadas, foi abandonada no próprio governo Bolsonaro, em dezembro de 2019.

A Petrobras concluiu que não haveria viabilidade econômica para a refinaria depois que a petroleira chinesa CNPC, que iria investir no negócio, desistiu.

Atualmente, a Petrobras tem 13 refinarias, e pretende vender 8 delas. No momento, apenas duas já foram leiloadas, mas os contratos ainda não foram assinados.

Além disso, Bolsonaro voltou a dizer ainda que o ICMS é o vilão do preço dos combustíveis, e defendeu novamente a privatização da Petrobras – algo que, segundo ele, não é algo para o curto prazo.

Dividendos

O presidente também disse que estuda usar dividendos da Petrobras para reduzir preço do diesel.

“Então, o que eu quero da Petrobras: no tocante aos rendimentos que a Petrobras dá ao governo federal, não me interessa esses recursos. Tenho conversado com Paulo Guedes. Nós queremos que isso seja revertido diretamente em diminuição do preço do diesel na ponta da linha.”

“A prioridade é o preço do combustível. Eu vi muito rapidamente, não quero falar agora, o lucro da Petrobras. A Petrobras é uma em parte estatal e monopolista. A política não deve ser essa”, disse. “Essa semana vai ser um jogo pesado com a Petrobras. Eu indico o presidente, passa pelo conselho, e tudo de ruim que acontece lá cai no meu colo. O que é de bom, nada cai no meu colo.”

Procurada, a Petrobras não respondeu a um pedido de comentário sobre as declarações de Bolsonaro.

Defasagem dos preços

O último reajuste anunciado pela estatal foi na semana passada, menos de vinte dias depois da alta anterior. Na ocasião, o preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras teve reajuste de 7% e o diesel, de 9,15%.

Mesmo com os últimos aumentos, vale dizer que ainda existe uma defasagem dos preços no Brasil em relação ao mercado externo.

Até o início do mês, essa defasagem chegava a 21% no caso da gasolina e de 19% no caso do diesel, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Isso sinaliza que, além desses reajustes, o mercado ainda pode ter novas altas. Além disso, existe a perspectiva de que o Petróleo continue se valorizando, já que os maiores produtores da commoditie têm dado sinalizações de que não vão aumentar a oferta no mercado global.

Minas Gerais anuncia congelamento do ICMS no preço do diesel

O Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou nesta 2ª feira (25.out.2021) em seu perfil no Twitter que irá congelar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel no Estado. O chefe do executivo mineiro não disse por quanto tempo a medida ficará em vigor. Ele também não deu detalhes sobre o impacto na arrecadação do Estado.

“Considerando que o aumento do valor do combustível, decorrente dos reajustes constantes da Petrobras, tem consequências diretas no custo de vida dos mineiros, o Governo de Minas vai congelar o ICMS do diesel no Estado a partir desta segunda-feira”, escreveu.

Em entrevista à CNN nesta 2ª feira o governador disse que o ICMS não tem papel determinante no preço do diesel, já que o valor é definido por outros fatores. Bolsonaro (sem partido) já havia atribuído a alta dos combustíveis ao ICMS dos Estados.

“O Governo Federal é fácil dizer que vai zerar PIS e Cofins, representa 1%, 2%. Para os estados, ICMS é 20%”, disse.

“O Governo Federal é fácil dizer que vai zerar PIS e Cofins, representa 1%, 2%. Para os estados, ICMS é 20%”, disse.

A medida é anunciada dias depois da greve de transportadores de combustível e derivados de petróleo que afetou a distribuição em Minas Gerais. A paralisação iniciou na madrugada do dia 21 de outubro e atingiu 100% dos tanqueiros do Estado, que protestavam contra os altos custos dos combustíveis e contra o valor do ICMS.

Minas Gerais e Maranhã já haviam apresentado uma proposta para o congelamento do imposto durante reunião extraordinária do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). O projeto, porém, não teve adesão dos Estados.

Governo de Minas pode diminuir preço do gás de cozinha, diz Zema

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (4), que avalia redução do preço do gás de cozinha no Estado.

“Queremos muito que, caso a situação venha a permitir, haja uma redução principalmente naquilo que é essencial, o gás de cozinha. No nosso ponto de vista, ele é algo muito mais importante do que gasolina. Gasolina se coloca em BMW, em Mercedes, agora o gás de cozinha toda família usa, então beneficiaria toda a sociedade. E muito mais aqueles que ganham menos, porque a representatividade do consumo de gás na renda é maior”, disse o governador. Ele também destacou a importância do produto para bares e restaurantes, um dos setores mais afetados pela pandemia. 

Questionado pela reportagem, o governo de Minas detalhou que, atualmente, o ICMS, imposto estadual, corresponde a cerca de 18% do preço final do gás, enquanto a distribuição e a venda respondem por 30,6% e a política de preços da Petrobras, 51,4%. 

“As restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determinam medidas de compensação em caso de perda de receita, por isso, não é possível a redução imediata de impostos. Apesar disso, o Governo de Minas estuda ações para reduzir o impacto do consumo de gás de cozinha no orçamento das famílias mineiras”, completa a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MG), por meio de nota. 

O professor de planejamento tributário do Ibmec Antônio Paulo Machado avalia que a redução do ICMS seria uma medida positiva, mas pondera que ações como direcionamento de benefícios de compra para a população mais vulnerável pode ter efeitos mais significativos. “Do ponto de vista, acredito mais no auxílio do que na redução da alíquota, porque a redução impacta a todos e há pessoas em condições diferentes. Dando o auxílio, você direciona os recursos. Ele deveria ser algo com prazo determinado e curto, apenas para socorrer as pessoas em maior necessidade neste momento”, conclui.  

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