A Polícia Militar conseguiu impedir uma tentativa de assalto nesta quinta-feira (13), em Nova Resende (MG).
Segundo a PM, a guarnição recebeu uma denúncia informando que dois indivíduos em uma motocicleta tentaram abordar uma Fiat Toro próximo ao semáforo da Rua Coronel Joaquim Firmino da Silva. Próximo à clinica do hospital, tentaram abordar novamente o veiculo, ocasião em que os militares, que se encontravam no hospital, avistaram um dos indivíduos já no interior da caminhonete, obrigando a vítima a descer.
De acordo com a polícia, eles deram ordem de parada aos autores, momento que um deles apontou a arma, aparentemente um revólver calibre .38, cromado, em direção aos militares. Eles então reagiram, efetuados disparos de arma de fogo.
Os autores então desistiram do roubo e evadiram em uma motocicleta BMW/GS 650, cor azul e branca, em alta velocidade, sentido à Praça Santa Rita, tomando rumo ignorado.
Diante do exposto, as informações foram repassadas às frações vizinhas para o cerco e bloqueio das via e acionado o apoio da fração de Bom Jesus da Penha e da sede da 79 Cia PM, Guaxupé.
A polícia segue em rastreamento.
Polícia Militar impede roubo de veículo em Nova Resende – Foto: divulgação
Escolas estaduais de Minas transformam ambiente escolar após proibição de celulares – Foto: divulgação
Menos telas, mais interação. A proibição do uso de celulares nas escolas mineiras vem transformando o ambiente escolar, incentivando a socialização entre os estudantes e melhorando o aprendizado.
Com a sanção da Lei Federal nº 15.100/2025, que restringe o uso de dispositivos eletrônicos na educação básica, as instituições públicas e privadas do estado passaram a adotar novas estratégias para estimular o engajamento dos estudantes em sala de aula e nos momentos de convivência.
Com a nova lei, o debate sobre os impactos dessa restrição ganhou força. Desde o início do ano letivo de 2025, em fevereiro, as escolas da rede da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) têm se adaptado a essa nova realidade.
A subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica da SEE/MG, Kellen Senra, destaca o cuidado na implementação da lei na rede estadual. “Orientamos toda a rede para que a regulamentação chegue às salas de aula de forma a gerar impactos positivos. O uso pedagógico ainda é permitido, e nossa rede conta com várias ferramentas que apoiam a integração dessas tecnologias. Estamos em um período de adaptação, mas confio que colheremos bons frutos dessa mudança”, afirma.
Regulamentação na prática
De acordo com o Relatório Global de Monitoramento da Educação, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2023, com dados de 14 países, “a mera presença de um celular pode distrair os estudantes e impactar negativamente o aprendizado”.
Na Escola Estadual Pedro II, em Belo Horizonte, essa nova realidade já é evidente e bem recebida pela comunidade escolar. Para substituir o uso de celulares durante os intervalos, a escola oferece uma sala de música, uma biblioteca com livros e jogos, além de atividades tradicionais, como jogos com bolas e petecas.
A professora Leila Miranda, que leciona filosofia há dez anos, observa que a restrição do uso dos celulares impacta diretamente o convívio social dos jovens. “O ser humano é um ser social e, ao eliminar o uso das telas, os estudantes buscam mais o contato uns com os outros. A socialização ‘olho no olho’ se torna mais frequente na sala de aula”, explica.
Opinião dos estudantes
Escolas estaduais de Minas transformam ambiente escolar após proibição de celulares – Foto: divulgação
O estudante Daniel Henrique, 17 anos, da E.E. Pedro II, percebeu mudanças significativas neste primeiro mês. “No aspecto da socialização, notei melhorias. Pessoas com quem eu nunca havia falado agora conversam. Minha sala criou um espaço físico para compartilhar pensamentos, e isso teve um impacto positivo”, relata Daniel.
Anelly Lima, também de 17 anos, vivenciou desafios nos primeiros dias de adaptação, mas reconhece os avanços, especialmente na interação com os colegas e na aprendizagem. “No ensino, ajudou bastante porque o celular acaba nos prendendo. Quando o professor explicava algo importante, às vezes nos perdíamos nas telas. Agora, nossa atenção melhorou”, enfatiza a jovem.
Arte na escola
Na Escola Estadual Professora Marieta Amorim Vieira, em Buritizeiro, no Norte de Minas, a arte é uma aliada no desenvolvimento de competências que os jovens podem aplicar em diversas áreas da vida.
A Mostra Arte funciona como um elo para promover competências e discussões sobre tecnologia na aprendizagem. Essa abordagem inovadora fortalece a interdisciplinaridade e minimiza conflitos, reforçando o impacto positivo de práticas pedagógicas estruturadas.
Para a diretora Jane Alcântara, o projeto aborda áreas que antes eram negligenciadas pelo uso excessivo do celular. “A Mostra Arte é o momento em que os estudantes podem extravasar suas energias, uma oportunidade de estimular a criatividade e as habilidades motoras. Além disso, envolve a comunidade escolar, permitindo que conheçam os trabalhos desenvolvidos pelos alunos ao longo do ano letivo”, observa.
Escolas estaduais de Minas transformam ambiente escolar após proibição de celulares – Foto: divulgação
Lua de Sangue: saiba quando e onde será possível ver o primeiro eclipse lunar do ano – Foto: reprodução
O primeiro eclipse lunar de 2025 acontece na madrugada desta sexta-feira (14) e será visível em todo o Brasil. O fenômeno também é conhecido como “Lua de Sangue”, porque a Lua apresenta um contorno brilhante vermelho.
O primeiro eclipse lunar de 2025 será visível em toda a América Latina. De acordo com a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), o fenômeno será visível do Pacífico, das Américas, da Europa Ocidental e da África Ocidental.
Onde e como será possível observar o eclipse lunar no Brasil?
Em grande parte do Brasil, a parte penumbral do eclipse tem início no começo da madrugada, à 0h57, no horário de Brasília. O começo do eclipse parcial ocorre às 2h09 e o total, por volta das 3h26. O fenômeno será visível em alguma medida até às 5h47. No entanto, pode haver variações nesses horários, já que se tratam de estimativas.
Não são necessários equipamentos especiais para observar o eclipse, basta olhar para a Lua – se o céu estiver limpo, para evitar danos oftalmológicos.
O que é um eclipse lunar total?
Para que ocorra um eclipse lunar total, é necessário que a Lua esteja na fase cheia. O eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, impedindo que o Sol ilumine diretamente o satélite. Quando a sombra do globo terrestre encobre totalmente a Lua, ocorre o eclipse lunar total.
Em um primeiro momento, antes e depois de atingir o seu estado total, o eclipse lunar será parcial, já que a sombra da Terra encobrirá gradualmente o disco da Lua, de acordo com o movimento do nosso planeta e do seu satélite natural ao redor do Sol.
Por que a Lua ficará vermelha?
O eclipse lunar total também é conhecido como “Lua de Sangue”. É que, em determinado momento do fenômeno, o satélite ganha cor avermelhada. Durante um eclipse total da Lua, a Terra bloqueia completamente a luz solar que chega até o satélite. No entanto, a atmosfera terrestre dispersa parte da luz, conferindo à Lua uma coloração avermelhada.
“Essa cor avermelhada adquirida pela Lua durante o eclipse lunar total não é nenhuma mágica. É que a atmosfera da Terra funciona como uma espécie de filtro, que joga a parte vermelha da luz do Sol para Lua”, explica o professor Roberto Costa, do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Roberto da Costa, a atmosfera terrestre tem a particularidade de refletir mais os tons azuis – por isso o céu é azul durante o dia – e deixar passar com mais facilidade os tons vermelhos.
Eclipse solar
Além do eclipse lunar, outro fenômeno astronômico ocorre no final do mês. No dia 29 de março, um eclipse parcial do Sol poderá ser visto em algumas regiões do planeta. Diferente do eclipse total da Lua. Esse evento, no entanto, não será visível no Brasil.
A observação será possível em locais como Canadá, leste dos Estados Unidos, noroeste da África, Groenlândia, Europa e norte da Rússia. Esse tipo de eclipse acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando parcialmente sua luz.
Prefeitura de Delfinópolis entrega 360 óculos de grau para pacientes – Foto: reprodução
A Prefeitura de Delfinópolis (MG) realiza nesta sexta-feira (14), a entrega de 360 óculos de grau a pacientes que foram atendidos pela “Carreta da Saúde”, que ficou instalada no município no mês passado. A ação acontece no coreto da praça Manoel Leite Lemos (Praça da Matriz), das 9h às 15h.
De acordo com a prefeitura, foram feitos 1.097 atendimentos gratuitos no veículo durante dois dias na cidade, que incluíram, além das consultas oftalmológicas, também exames de mamografias e de ultrassom.
Segundo a administração do município, a ação social contou com a participação do Instituto Álvaro Antônio, que promove acesso a serviços básicos à saúde, e teve a parceria do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paraopeba (Icismep).
“O objetivo principal da ação é acabar com as filas de espera para exames, procedimentos e atendimentos ofertados na rede pública de saúde. Dessa forma, todo apoio que nos permite otimizar e atender a um maior número de pessoas é muito bem-vindo”, afirmou a administração.
“Disponibilizar um maior número de mamografias, ultrassons, consultas oftalmológicas e também a armação de óculos reforça o compromisso com a saúde de toda a população”, destacou.
Acordo
A entrega dos óculos de grau foi possível após a prefeitura firmar um Acordo de Cooperação Técnica junto ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paraopeba (Icismep). O documento foi assinado em janeiro e teve por objeto a cooperação conjunta entre a Secretaria de Saúde de Delfinópolis e o Icismep para a execução dos serviços de saúde.
De acordo com a prefeitura, o número de exames e consultas foram estabelecidos conforme necessidade e capacidade de execução do consórcio, ressaltando que a vinda do veículo para o município favoreceu o acesso à saúde para a promoção e reduziu as filas de exames de mamografias, ultrassonografia e de oftalmologia, para o interesse público.
Conforme aponta o acordo, os pacientes foram encaminhados para o consórcio, via sistema de regulação próprio, no qual foram abertas as vagas dos serviços e preenchidas com solicitações da fila de espera. O consórcio, por sua vez, informou ao município quais pacientes compareceram ao exame e quais faltaram, para acompanhamento do serviço.
Prefeitura de Delfinópolis entrega 360 óculos de grau para pacientes – Foto: reprodução
Polícia Civil encontra 13 cabeças de gado furtadas em Delfinópolis – Foto: divulgação
A delegacia de Polícia Civil de Cássia (MG) e a delegacia Rural de Passos (MG), conseguiram localizar na última terça-feira (11), treze cabeças de gado que haviam sido furtadas em uma fazenda na zona rural de Delfinópolis (MG). O crime aconteceu no último domingo (9).
Segundo a Polícia Civil, um homem, de 35 anos, foi preso em flagrante pelo crime de receptação e conduzido até a delegacia de Cássia para a lavratura do auto de prisão em flagrante delito.
O delegado de Cássia, Marcus Piedade, o delegado rural, Matheus Ponsancini, o inspetor Gustavo Vilela e os investigadores Bruno Vieira e Kelerson Oliveira, participaram das investigações.
Outros animais
Na quarta-feira (12), em mais uma ação da Polícia Civil de Minas Gerais, voltada ao combate aos crimes rurais, a equipe da delegacia de Cássia recuperou mais três cabeças de gado.
Os animais estavam em um pasto na mesma região em que a Polícia Civil recuperou as 13 cabeças de gado referentes ao furto.
Alerta: menino perde visão após receber beijo de pessoa com herpes labial – Foto: arquivo pessoal
Juwan Saaiman, de apenas dois anos, perdeu a visão do olho esquerdo após receber um beijo de uma pessoa com herpes labial. A doença começou a se desenvolver no olho de Juwan cerca de sete meses atrás.
Devido às complicações da infecção, a criança quase perdeu completamente o olho e agora aguarda uma cirurgia ocular complexa para salvá-lo.
A mãe, Michelle Saaiman, disse ter achado que era “uma pegadinha de 1º de abril” atrasada quando um médico informou que seu bebê contraíra herpes no olho devido a um beijo. Não se sabe quem transmitiu o vírus.
Em agosto, o então bebê de 1 anos e 4 meses desenvolveu uma infecção ocular que os colírios antibióticos não estavam combatendo. Quando a infecção piorou, um especialista finalmente deu o diagnóstico intrigante de que Juwan tinha o vírus herpes simplex (HSV) no olho.
O olho de Juwan começou a deteriorar devido à perda de lubrificação, e um buraco de quatro milímetros se abriu em sua córnea.
Agora, seus pais enfrentam a luta contra infecções oculares constantes na área do buraco, e os médicos alertaram que ele corre o risco de perder o olho por completo.
Para salvar a visão de Juwan, os pais viajaram com ele até a Cidade do Cabo, onde consultaram oftalmologistas. Lá, o menino de 2 anos passou por uma cirurgia de enxerto de âmnio para tratar sua córnea e teve as pálpebras costuradas. Uma nova cirurgia está marcada para abril, quando nervos de uma perna serão transferidos para o olho.
O que é herpes labial
Herpes labial é uma infecção viral causada pelo vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1). Geralmente, ela se manifesta como feridas ou bolhas dolorosas nos lábios ou em torno da boca, mas também pode ocorrer em outras partes do rosto e até nos olhos. O vírus é altamente contagioso e pode ser transmitido pelo contato direto com a pele ou saliva de uma pessoa infectada, como ao beijar ou compartilhar utensílios. Embora não exista cura para a infecção, medicamentos antivirais ajudam a reduzir a gravidade e a duração dos surtos. Quando uma pessoa contrai o vírus herpes simplex (HSV), ele permanece no corpo por toda a vida, mas geralmente fica latente e não causa sintomas.
Morre criança de 3 anos que teria sido espancada em Varginha; padrasto é suspeito e está preso – Foto: reprodução
Uma criança de 3 anos que teria sido espancada em Varginha (MG) morreu nesta terça-feira (11), após 14 dias internada. O menino foi levado à UPA em 25 de fevereiro, com várias lesões, e transferido ao Hospital Regional de Varginha, onde passou por cirurgia e, desde então, estava em estado grave na UTI. O padrasto é suspeito do crime e está preso.
O pai do menino Davi Miranda Totti, Mateus Totti Rodrigues, se manifestou após a morte do filho:
“Foram, com certeza, os dias mais tristes de nossa família. Fizemos tudo o que esteve ao nosso alcance e ele recebeu todo cuidado médico disponível. Fica agora a lembrança do nosso menino lindo e o eterno amor por ele em nossos corações. Davi está no céu com todo o amor que ele merece”, disse.
O velório e o sepultamento de Davi vão ser restritos à família.
Padrasto é principal suspeito
O padastro da criança, Leonardo José Cardoso Azevedo Capitaneo, de 23 anos, é considerado o principal suspeito do crime. Ele teria ficado com Davi enquanto a mãe, de 26 anos, ia a um culto em uma igreja. Quando ela retornou, o menino apresentava ferimentos e estava desacordado.
A Polícia Civil informou que Capitaneo foi conduzido, ouvido e autuado em flagrante, a princípio, por tentativa de homicídio qualificado.
Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e foi levado para o Presídio de Varginha e depois transferido para o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves
A Polícia Civil concluiu o inquérito, que foi encaminhado à Justiça na quinta-feira (6). As informações que constam da investigação não foram divulgadas porque o caso tramita sob sigilo.
Criança foi internada com várias lesões
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, quem acionou os militares foi a médica plantonista da UPA, onde a criança deu entrada com crise convulsiva.
De acordo com o documento, a médica informou que a criança apresentava ferimentos e hematomas pelo corpo, como mordidas no ombro e na face, vários hematomas e lesões no couro cabeludo, sangramento no globo ocular e na boca.
A criança apresentava ainda sinais de possível traumatismo craniano. Ele foi levado ao hospital pela mãe e pelo padrasto. A mãe alegou que estava na igreja e deixou a criança com o padrasto. Segundo ela, ao retornar para casa, no bairro Parque Nossa Senhora das Graças, por volta de 22h30, o menino já estava dormindo. Ao tentar despertá-lo, notou que a criança já estava desacordada.
O padrasto alegou que nada aconteceu com a criança e que a colocou para dormir e, posteriormente, a mãe chegou. Também alegou desconhecer os hematomas na criança.
O pai da criança também esteve na UPA e informou que esteve com ela pela última vez em 22 de fevereiro e que ela não apresentava os ferimentos constatados.
Deputado acusa presidente da Cemig de gastar mais de R$ 400 mil em cartão corporativo – Foto: reprodução
O deputado estadual Leleco Pimentel (PT) expôs uma série de denúncias contra o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Reynaldo Passanezi, durante audiência pública realizada na Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa (ALMG) nesta terça-feira (11 de março). O parlamentar questionou diretamente o uso do cartão corporativo da empresa para supostas despesas pessoais de R$ 400 mil. O deputado ainda cobrou explicações sobre a criação de uma “carta de confiança” em seguro não regulamentado, que teria sido usada para contratação de escritórios de advocacia sem transparência.
Outro ponto levantado por Leleco foi a contratação irregular da IBM, que teria sido feita sem licitação, e aditivos milionários feitos a esses contratos. O deputado ainda alegou que houve demissões de empregados efetivos da Cemig, incluindo aqueles que denunciaram supostas irregularidades, alegando represálias por parte da direção da empresa.
Em sua fala, o parlamentar também questionou o uso de cartas de conforto para cobrir as despesas com a defesa dos membros da Cemig na última Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), perguntando se os contribuintes e acionistas estavam sendo obrigados a pagar duas vezes pela defesa dos administradores, tanto por meio do seguro D&O quanto pelas cartas de conforto.
“Essas denúncias que tivemos acesso e já são de conhecimento do Ministério Público, revelam um modelo de gestão totalmente incompatível com os princípios da transparência e do respeito ao dinheiro público. A população mineira e os trabalhadores da Cemig têm o direito de saber o que está acontecendo dentro da companhia. Não podemos permitir que essas práticas continuem sem punição. A nossa luta é para que a empresa seja administrada de forma ética, justa e transparente”, afirmou Leleco. O parlamentar cobrou respostas imediatas da direção da Cemig.
A reportagem procurou a Cemig, que disse que não comentaria o assunto.
Mortes de meninas alertam para escalada da violência com crianças em MG; denúncias aumentaram 20% – Foto: arquivo pessoal
Trinta dias se passaram desde que a costureira Márcia Teixeira, de 47 anos, teve a confirmação da morte da sua filha, a adolescente Stefany Vitória, de 13. O corpo da menina, que estava desaparecida, foi encontrado em um matagal no dia 11 de fevereiro, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. A garota foi morta por um pastor, que era conhecido da família e confessou o crime. Em menos de um mês, uma outra menina, identificada como Yara Karolaine, de 10, também foi encontrada sem vida. Um homem, de 56, que conhecia a garota, disse ter cometido o assassinato. O crime ocorreu em Água Boa, na região do Rio Doce.
Stefany e Yara são vítimas de uma violência que tem se tornado recorrente e alertado as autoridades públicas. Em Minas Gerais, as denúncias de violações de crianças e adolescentes aumentaram 21,04% em 2024. Conforme levantamento do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, foram 23.534 denúncias recebidas no ano passado, frente a 19.442 em 2023. São violações físicas, como homicídio e agressão, psíquicas e até mesmo patrimonial, que têm como alvo menores de 14 anos. “Essa violência, infelizmente, sempre existiu, mas era subnotificada. O que a gente tem visto é um maior acesso das pessoas aos canais de denúncia, e mais coragem para denunciar”, aponta a defensora pública Daniele Bellettato Nesrala.
O levantamento do Disque 100 aponta que 14,5% dessas denúncias de violações são contra familiares ou pessoas próximas às vítimas — como o que ocorreu com Stefany Vitória e Yara Karolaine. As garotas foram mortas por pessoas que faziam parte do ciclo social e tinham a confiança da família. “Jamais pensei que ele poderia matar a minha filha, ninguém do bairro pensava isso. A gente frequentava a igreja dele, mas paramos de ir por uma questão espiritual”, disse a costureira Márcia Teixeira sobre o pastor suspeito de matar a filha dela, a adolescente Stefany Vitória.
A mesma sensação de surpresa ocorreu com a mãe de Yara Karolaine, a autônoma Maria Geralda, de 43. Segundo ela, o suspeito pelo crime esteve em sua casa por duas vezes após o sumiço da menina e não demonstrou envolvimento com o caso. “Ele queria saber notícias, se tinha alguma pista do suspeito. Hora nenhuma mostrou preocupação”, relata. O comportamento deste homem, inclusive, fez com que a mãe não cogitasse que ele pudesse ter relação com a morte de sua filha. “Nunca imaginaria que seria uma pessoa tão próxima. Ele tratava todo mundo super bem”, diz.
No entanto, os principais suspeitos relacionados às denúncias feitas pelo Disque 100 são ainda mais próximos das vítimas (pais e responsáveis). Eles correspondem a 64,1% das denúncias de violações recebidas no último ano. “A casa, muitas vezes, não é um lugar seguro para as crianças. Quando a criança passa por alguma violência no ambiente doméstico, ela vai ser resistente em falar. Por isso, é muito importante que alguma pessoa do ciclo possa ouvir e dar credibilidade para aquele menino ou menina quando este denunciar algo”, orienta a delegada Renata Ribeiro, chefe da Divisão Especializada em Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente, em Belo Horizonte.
Lei ampara denunciantes
Diante da escalada da violência, o governo Federal sancionou, em maio de 2022, a Lei Henry Borel (14.344/22). A medida estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A norma também passou a considerar como crime hediondo o assassinato de menores de 14 anos. O texto foi batizado com o nome do garoto de 4 anos, que morreu por hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto, no Rio de Janeiro.
“Essa lei trouxe vários mecanismos que facilitam com que as denúncias cheguem aos órgãos competentes. Os artigos 23 e 24, por exemplo, garantem a proteção ao denunciante. Se uma pessoa denuncia o vizinho, ela pode solicitar uma medida protetiva caso se sinta ameaçada”, orienta a defensora pública Daniele Bellettato Nesrala. A Lei também torna crime, com detenção seis meses a três anos, quando a pessoa deixa de comunicar à autoridade a prática da violência. “É dever de qualquer pessoa denunciar, mesmo que apenas suspeite daquilo. Quem vai produzir provas é a polícia”, destaca a delegada Renata Ribeiro.
Saber ouvir as crianças
O levantamento do Disque 100 aponta que 38% das denúncias de violações em Minas Gerais ocorreram com crianças menores de cinco anos. Foram 9.034 do total de 23.534 dos relatos recebidos pelo órgão. “Embora isso possa sugerir que elas não são as principais vítimas, o que ocorre é geralmente o contrário. Como essa criança passa a maior parte do tempo no ambiente familiar, ela dificilmente vai pedir ajuda se o adulto, ou melhor, o agressor, estiver por perto”, alerta Bellettato.
Para a defensora pública, isso reforça a necessidade de que outras pessoas do ciclo de convivência possam dar “a devida atenção” aos relatos das crianças, principalmente quando estas denunciam algum tipo de violência. “A partir dos seis anos, as crianças começam a ter mais contatos, seja com a escola, a igreja ou outros ambientes. Ela também está mais desenvolvida, consegue se comunicar. Então, ela cria coragem para contar sobre algo que possa estar acontecendo em sua casa. Por isso é importante não desconfiar da fala”, diz.
Mudança de comportamento pode ser sinal
A mudança de comportamento também é um indício de que uma criança está sendo vítima de algum tipo de violência, como aponta a delegada Renata Ribeiro. Para a chefe da Divisão Especializada em Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente de Belo Horizonte, meninos e meninas que são vítimas de violência costumam ser desacreditados ao relatar o que sofreram. Isso, no entanto, impacta no comportamento daquela criança.
“A criança extrovertida fica mais contida, tem ainda a queda no desempenho escolar, há mudança de hábitos. Tudo isso precisa ser observado. Porém, é importante ficar atento, saber quem são os amigos, conversar diariamente com aquele menino ou menina. É fundamental que a criança saiba que ela tem um canal aberto, ou seja, se sinta confortável para relatar essas questões”, finaliza.
Onde denunciar?
Disque 100 Está disponível diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.
Disque 181 É um canal de comunicação direta e anônima dos cidadãos com as polícias e o Corpo de Bombeiros, com chamada gratuita.
Conselho Tutelar e Delegacias da Criança e do Adolescente e da Mulher Cada cidade conta com uma unidade, onde pode ser feita a denúncia.
IFSULDEMINAS lança auxílio para produção artística de até R$ 350 para alunos – Foto: reprodução
O Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas) lançou nesta semana um novo tipo de auxílio estudantil, o Cultiva, que tem como objetivo fomentar atividades culturais e educativas para alunos-artistas.
Segundo a instituição, o auxílio financeiro será destinado a estudantes do ensino técnico ou superior, presencial ou a distância, que comprovem envolvimento com atividades artísticas e culturais nos campi e será fornecido por meio de seleção.
O processo seletivo já foi lançado e é regido pelo edital 60/2025, publicado pela Pró-Reitoria de Extensão. Pelo edital, as bolsas para estudantes do nível superior serão de R$ 350 por mês e para estudantes do nível técnico, R$ 150; ambas para uma carga horária semanal de dez horas, totalizando 40 horas mensais.
A bolsa poderá ser fornecida por até nove meses para que o estudante selecionado realize atividades como: música (composição, performance, produção musical); teatro (encenação, dramaturgia, direção e interpretação); dança (coreografia, interpretação, e pesquisa corporal); artes visuais (pintura, escultura, desenho, gravura, instalações artísticas, multimídia vinculada às artes e outras expressões visuais); literatura e contação de história (produção literária, poesia, prosa, ensaios, e literatura digital); cinema (produção, direção, edição, roteiro, e outros processos audiovisuais); artes digitais (design gráfico, animação, arte digital, videoarte); fotografia (arte fotográfica, documentário fotográfico, fotografia experimental); cultura popular (folclore, danças tradicionais, festividades culturais locais); artesanato e design (produção de peças artesanais, design de produto com viés artístico); moda (design de moda com enfoque artístico e cultural); multimídia (integração de várias linguagens artísticas, como teatro e vídeo); arte de rua (intervenções artísticas no espaço urbano, grafite, intervenções urbanas, instalações públicas).
Seleção
Os interessados têm até o dia 14 de abril para fazer a inscrição. Para se candidatar, o estudante deve preencher o formulário disponibilizado no site do IF Sul de Minas e comprovar que possui experiência na área em que pretende receber o auxílio. Ele passará por uma entrevista pessoal com o coordenador de cultura do campus.
Os contemplados deverão seguir um plano de trabalho definido com o coordenador, apresentar, no mínimo, um produto cultural ao final do período da bolsa e participar do Festival de Arte e Cultura do IF Sul de Minas.
Diferencial
A Pró-reitoria de Extensão também está com edital aberto para selecionar projetos de extensão de Arte e Cultura no âmbito do IF Sul de Minas até 14 de abril. A diretora de Extensão, Michelle da Silva Marques, explicou a diferença entre os editais.
“O edital de projetos de Arte e Cultura deve ser submetido por um professor responsável e é uma proposta diferenciada, maior, que envolve um coletivo. Já o Auxílio Estudantil Cultiva é pleiteado pelo próprio aluno, que vai fazer sua inscrição para desenvolver uma ação artística, sem a necessidade de estar atrelado a um projeto ou de ter um professor no campus que atue nessa área e o assista”, descreveu Michelle.
A diretora complementou informando que a ideia principal do Auxílio Estudantil Cultiva é preservar e fortalecer as aptidões artísticas do corpo discente do IF.
“Muitas vezes, nosso estudante tem uma aptidão artística, cultural, mas ele não tem condições de desenvolvê-la. Para complementar a renda e conseguir garantir a permanência na instituição, esse estudante acaba participando de projetos de pesquisa ou de extensão e não tem tempo para poder se aprimorar na pintura, no teatro, nas artes plásticas ou nos outros tipos de atividades artísticas e culturais que tem interesse e talento. Então, a ideia é que ele possa desenvolver essa aptidão, replicá-la dentro do IF Sul de Minas. Inclusive, ele poderá acumular o valor do Auxílio Estudantil Cultiva com outras bolsas de projeto que ele já desenvolve”, afirma Michelle.
Via: Clic Folha
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