É o que aponta a pesquisa de monitoramento de gestão realizada pelo Instituto AvalieBr, ao longo de todo o mês de outubro, ouvindo 620 moradores do município.
Prefeito Nardo Calau encerra primeiro ano com mais de 70% de aprovação em Capetinga – Foto: redes sociais
O levantamento avaliou a percepção da população sobre a administração municipal como um todo, bem como sobre áreas consideradas prioritárias pela gestão do prefeito Reginaldo de Mendonça. De acordo com os dados, mais de 70% dos entrevistados aprovam a gestão municipal, demonstrando um cenário majoritariamente positivo em relação à condução do Poder Executivo. Por outro lado, 11,90% dos entrevistados avaliam a gestão como ruim, enquanto os demais se dividiram entre avaliações regulares ou preferiram não opinar.
No que se refere aos índices de transparência, a administração municipal também obteve destaque. Segundo a pesquisa, 82,14% dos entrevistados avaliam a gestão como honesta, enquanto 17,86% a classificam como desonesta, refletindo um índice relevante de confiança da população na condução administrativa do município.
A pesquisa também analisou a opinião da população sobre os serviços públicos essenciais, com destaque para educação e saúde, áreas tratadas como prioritárias pela administração municipal.
Na educação, 76,19% dos entrevistados avaliam os serviços como ótimos ou bons, enquanto 7,14% consideram a área como ruim. Os demais se dividiram entre avaliações regulares ou preferiram não opinar.
Em relação à saúde, 65,47% dos entrevistados classificam os serviços ofertados como ótimos ou bons, enquanto 14,29% avaliam a área como ruim. Os demais se dividiram entre avaliações regulares, críticas ou não souberam opinar.
O estudo integra o Monitoramento de Gestão de Capetinga/MG – Outubro, e tem como objetivo medir a satisfação da população com os serviços públicos municipais, auxiliando no acompanhamento das ações administrativas e no planejamento de políticas públicas.
Bernardo Langlott vai na contramão de famosos e mostra sua árvore de Natal simples: “Cafonas!” – Foto: arquivo pessoal
O apresentador @bernardolanglott começou a semana causando polêmica nas redes sociais, tudo por conta da árvore de Natal simples de sua casa no Rio de Janeiro.
Indo na contramão de celebridades que ostentam árvores de Natal e decorações luxuosas @bernardolanglott não poupou seus amigos famosos: “Viva a simplicidade, é tão cafona, emergente!” definiu @bernardolanglott .
O termo “emergente” é sinônimo de “novo rico”: “Que mania de querer ostentar no Brasil?” definiu @bernardolanglott se referindo a atual crise econômica do país.
IPVA 2026: governo de MG divulga datas de vencimento e valores; veja como consultar – Foto: reprodução
A Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG) divulgou as datas de vencimento e os valores do IPVA 2026 para veículos registrados no estado. O pagamento da cota única ou da primeira parcela começa em 9 de fevereiro, para veículos com placas de finais 1 e 2. Quem optar pelo pagamento à vista terá desconto de 3%.
As informações foram publicadas no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais (DOM) no sábado (20/12). Apesar de o pagamento ainda não estar liberado, os valores do imposto já podem ser consultados no sistema do governo estadual.
Para verificar o valor do IPVA 2026 em Minas Gerais, o proprietário deve informar o número do Renavam, que consta no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). O sistema apresenta os valores do imposto, as datas de pagamento sem multa e as opções de quitação à vista ou parcelada. A consulta pode ser feita neste link https://veiculosmg.fazenda.mg.gov.br/buscar-renavam/.
Outra forma de consulta é por meio da conta GOV.BR. Nesse caso, o sistema mostra a situação de todos os veículos cadastrados no CPF do titular da conta. A verificação também pode ser feita neste linkhttps://www.fazenda.mg.gov.br/.
Veja abaixo o cronograma de parcelas de acordo com o final das placas:
Final de placa 1ª parcela 2ª parcela 3ª parcela 1 e 2 09/02/2026 09/03/2026 09/04/2026 3 e 4 10/02/2026 10/03/2026 10/04/2026 5 e 6 11/02/2026 11/03/2026 13/04/2026 7 e 8 12/02/2026 12/03/2026 14/04/2026 9 e 0 13/02/2026 13/03/2026 15/04/2026
Um bebê de apenas 1 mês e 10 dias foi salvo após se engasgar com um medicamento líquido na noite deste sábado (20), em Andradas, no Sul de Minas. O atendimento de emergência ocorreu no Posto Avançado do Corpo de Bombeiros Militar e toda a ação foi registrada pelas câmeras de segurança da unidade.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a criança apresentou sinais de obstrução das vias aéreas logo após a administração de um remédio líquido indicado para cólica, situação considerada comum nos primeiros meses de vida. O bebê ficou agitado, não conseguia emitir sons e apresentava coloração azulada na pele e nos lábios, indicando dificuldade respiratória.
Diante do quadro, a mãe e a avó da criança se deslocaram rapidamente até o quartel, localizado na Rua Marcelino Rodrigues Guilherme, no bairro Vila Mosconi. Ao acionarem o interfone de forma insistente, elas chamaram a atenção do cabo Medeiros, bombeiro militar que estava de plantão, que imediatamente se dirigiu ao portão ao perceber a gravidade da situação.
Ao receber o bebê nos braços, o militar iniciou prontamente as manobras de desobstrução das vias aéreas, seguindo os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Em poucos instantes, a criança voltou a respirar, chorar e emitir sons, sinalizando a reversão do quadro de engasgamento.
Outros bombeiros que também estavam de serviço prestaram apoio durante o atendimento, auxiliando tanto nos procedimentos quanto no acolhimento e na orientação da família. Com a situação controlada, o bebê foi entregue à mãe em segurança.
Após o salvamento, os militares repassaram orientações à família sobre técnicas básicas de desengasgo em bebês, como forma de prevenção, e recomendaram que a criança fosse encaminhada a uma unidade hospitalar para avaliação médica.
Adolescente de 17 anos morre após ser baleado em ação envolvendo a Guarda Municipal em Varginha – Imagem: Agência Inova/Reprodução
Um adolescente de 17 anos morreu e outros dois jovens ficaram feridos após uma ocorrência envolvendo disparos de arma de fogo registrada na manhã de domingo (21), em Varginha (MG). O caso aconteceu na Avenida Nova, no bairro Damasco, e mobilizou equipes da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Corpo de Bombeiros e perícia técnica.
Segundo informações das forças de segurança, agentes realizavam patrulhamento preventivo quando identificaram motociclistas praticando manobras ilegais em diferentes bairros da cidade, colocando em risco pedestres e motoristas. Ao passarem pela Avenida Perimetral, que faz a ligação entre a Avenida Celina Ferreira Otoni e a Avenida dos Tachos, os motociclistas foram alvo de uma tentativa de abordagem.
Ainda conforme a corporação, os envolvidos desobedeceram à ordem de parada e fugiram pela contramão, dando início ao acompanhamento. Durante a ação, um dos motociclistas teria feito gestos interpretados como ameaça por um agente, que relatou a suspeita de que o indivíduo estivesse armado. Diante da situação, disparos foram efetuados, atingindo três pessoas.
Duas das vítimas foram socorridas e encaminhadas à UPA, onde receberam atendimento médico e não correm risco de morte. O terceiro jovem foi localizado já sem vida, em uma área de cafezal próxima ao local da ocorrência. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ao chegar ao ponto indicado, a equipe constatou que o adolescente apresentava rigidez cadavérica e possuía uma perfuração por arma de fogo nas costas.
O comando da Polícia Militar informou que o disparo teria sido efetuado por um agente da Guarda Civil Municipal. A PM destacou que atuou apenas no apoio à ocorrência, realizando o isolamento da área para os trabalhos da perícia.
Em nota, a Guarda Civil Municipal confirmou que o caso foi registrado e encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação. Paralelamente, a corregedoria da corporação instaurou um processo administrativo para apurar a conduta dos agentes envolvidos.
O guarda que realizou os disparos teve a arma apreendida para perícia e foi afastado das atividades operacionais. A instituição afirmou que está colaborando com as investigações e manifestou pesar pela morte do adolescente.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Varginha, onde permanece sem previsão de liberação.
Minas é eleito um dos melhores destinos gastronômicos do mundo em 2026 – Foto: reprodução
Minas Gerais voltou a ganhar projeção internacional ao ser eleito um dos principais destinos gastronômicos globais para 2026 pela Condé Nast Traveler, uma das mais renomadas e influentes revistas de turismo e estilo de vida do mundo.
Na publicação, a cozinha mineira é destacada ao lado de culinárias consagradas de destinos internacionais como Espanha, Grécia, Canadá, Austrália, Marrocos e Hong Kong.
O reconhecimento reafirma a força da cozinha mineira, marcada por técnicas caseiras, pela valorização de produtos artesanais, como o Queijo Minas Artesanal e o café, além da conexão profunda entre gastronomia, cultura, hospitalidade e território.
A revista também destaca as experiências gastronômicas associadas às vinícolas e rotas turísticas do estado, citando regiões como o Serro e a Cordilheira do Espinhaço, onde paisagem, tradição e sabor se encontram.
O vice-governador Mateus Simões celebrou o reconhecimento internacional. “É o mundo inteiro descobrindo aquilo que a gente sempre soube por aqui: a melhor cozinha do mundo é mineira. Mas Minas vai além do prato cheio. É acolhimento, prosa sem pressa, paisagem que abraça e um jeito único de receber. Venham conhecer Minas Gerais”, convida.
Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, o destaque reafirma a autenticidade da gastronomia mineira. “Minas Gerais está disputando espaço com o mundo todo e, mais uma vez, recebe esse reconhecimento internacional de uma revista altamente especializada, que influencia viajantes de todo o planeta”, comenta.
“A Condé Nast reconhece nosso jeito de fazer, a nossa cozinha tradicional, genuína, elaborada com afeto e ingredientes locais, valorizando produtos como o queijo, o café e também nossos produtores de vinho. São esses produtos que inspiram nossas rotas e festivais gastronômicos, como o tradicional Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes”, ressalta.
Na reportagem, Minas Gerais é apresentada como um dos grandes tesouros ainda pouco explorados pelo público internacional. A Condé Nast Traveler ressalta as tradições culinárias preservadas ao longo das gerações, os saberes populares, a arquitetura histórica e a diversidade cultural que moldam a identidade gastronômica do estado.
Belo Horizonte ganha atenção especial como uma capital que “vem se transformando discretamente em um destino imperdível”, impulsionada por sua vibrante cultura de botecos, comparada ao movimento da bistronomia parisiense.
A publicação destaca ainda o protagonismo de jovens chefs que reinventam os clássicos regionais, o fortalecimento de polos como o Mercado Novo e a valorização de antigos mercados transformados em ambientes de encontro, sabor e cultura, consolidando a capital mineira como referência gastronômica contemporânea.
“A revista apresenta Belo Horizonte, reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia, com riqueza de detalhes, valorizando nossos mercados, chefs e espaços culturais. É um relato de quem conheceu Minas Gerais, se encantou e está convidando o mundo a nos conhecer”, pontua a secretária.
Venda da Copasa é aprovada em definitivo na Assembleia – Foto: reprodução
Após pouco mais de nove horas de obstrução da oposição, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em definitivo, na noite desta quarta-feira (17/12), o Projeto de Lei (PL) 4.380/2025, que autoriza a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A proposta foi aprovada por 53 votos favoráveis e 19 contrários.
O texto segue agora para sanção do governador Romeu Zema (Novo), autor da proposta, que deve confirmar o aval à medida defendida por ele como meio para captação de recursos na adesão de Minas Gerais ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A privatização da Copasa, assim como a desestatização da Cemig e da Gasmig, integra a agenda do governador desde o primeiro mandato.
A deliberação foi precedida por tentativas da oposição de retardar o avanço da pauta. Deputados contrários à privatização apresentaram sucessivos requerimentos e utilizaram o tempo de fala para criticar o projeto. A sessão ocorreu sob protestos de servidores da companhia, que acompanharam a votação das galerias do plenário e manifestaram em gritos de “vergonha” contrariedade à venda da empresa.
Por volta das 13h30, a reunião chegou a ser suspensa após uma questão de ordem apresentada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT). A parlamentar questionou a não conferência de quórum solicitada pela oposição, estratégia adotada ao longo da tramitação para tentar surpreender a base governista em momentos em que ela não reuniria os 48 votos mínimos exigidos para a aprovação da matéria.
Protestos
Desde o início da discussão do PL, todos os encontros destinados ao debate do tema foram marcados por protestos de trabalhadores da Copasa, organizados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos (Sindágua).
Depois da votação do texto principal, o plenário analisaou ainda uma a uma as emendas apresentadas pela oposição. Uma delas propunha ampliar de 18 para 60 meses o período de estabilidade dos trabalhadores da Copasa, já aprovado no primeiro turno.
Os oposicionistas também sugeriram emenda para garantir a realocação dos funcionários da Copanor, subsidiária criada em 2007 para atuar nas regiões Norte e Nordeste do estado, além de assegurar a lotação de servidores em entes municipais. Outra emenda previa que 30% do total arrecadado com a privatização fosse destinado ao Fundo Estadual de Saneamento, a ser criado em até 180 dias após a aprovação da lei.
O bloco Democracia e Luta apresentou ainda duas outras emendas. Uma delas buscava proibir a venda da Copasa para empresas cujos dirigentes tenham tido atuação prévia na companhia. A outra impedia a alienação do controle para empresas que já tenham adquirido mais de 5% das ações da estatal.
Realocação de trabalhadores
O texto aprovado estabelece, entre outros pontos, a manutenção de cláusulas de tarifa social, a obrigatoriedade do cumprimento das metas de universalização do saneamento previstas no Marco Legal do setor e a garantia de estabilidade por 18 meses aos servidores da Copasa. Após esse período, o projeto prevê a possibilidade de realocação dos trabalhadores em outras empresas públicas ou sociedades de economia mista controladas pelo Estado.
Apresentado pelo governador, o PL estabelece que a Copasa passará a operar no modelo de corporation, o qual nenhum acionista individual concentra poder decisório. A mudança de controle pode ser implantada pelo governo meio da venda de ações ou de um aumento de capital que dilua sua participação acionária. O texto mantém ainda a chamada golden share, ação especial que assegura ao estado o poder de veto em decisões consideradas estratégicas para a companhia.
Para que a venda pudesse ser analisada, a Assembleia precisou, anteriormente, aprovar a extinção do referendo que exigia consulta popular para a privatização de qualquer estatal. A exigência havia sido incluída na Constituição mineira em 2001, durante o governo de Itamar Franco, como reação ao ciclo de privatizações da década de 1990, período em que a então estatal Vale do Rio Doce foi vendida.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, enviada por Zema dois anos antes de a privatização da Copasa entrar na discussão no âmbito do Propag, foi aprovada pelo quórum mínimo necessário em 5 de novembro. O processo, desde a entrada da PEC na pauta da Assembleia, em 9 de setembro, e a aprovação do projeto de privatização, levou pouco mais de três meses.
De acordo com o governo, a maior parte dos recursos obtidos com a negociação das ações da Copasa será destinada ao financiamento de políticas públicas previstas pelo Propag. A legislação obriga os estados a investirem um percentual entre 0,5% e 2% do valor de suas dívidas em áreas como infraestrutura e ensino profissionalizante. O Executivo também sustenta que a privatização está alinhada ao Marco Legal do Saneamento, que estabeleceu o prazo de 2033 para a universalização dos serviços de água e esgoto no país.
Emendas da AMM
Sugerida pela Associação Mineira de Municípios (AMM), a emenda que garantiria às prefeituras o direito de romper seus contratos com a Copasa em caso de privatização não chegou a ser apreciada em plenário. A proposta não entrou na pauta por falta de acordo com o governo e, para ser analisada, precisaria ter sido aprovada previamente pelo colégio de líderes.
Na véspera da votação definitiva, o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), afirmou que, sem consenso entre as lideranças, nenhuma nova emenda seria submetida ao plenário durante a tramitação em segundo turno. “Não há, até o momento, emendas que contemplem o pleito apresentado pela AMM, até porque a apresentação de emendas é prerrogativa exclusiva dos deputados”, declarou.
O consultor jurídico da AMM, Wederson Advincula Siqueira, afirmou que a associação ainda aposta na possibilidade de obter aval do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para que os municípios possam rescindir os contratos. Uma consulta pública com esse objetivo foi encaminhada recentemente ao TCE-MG, que já convocou uma mesa de negociação para discutir o tema. A primeira reunião para o início dessas tratativas está marcada apenas para fevereiro.
Nas últimas semanas, a AMM passou a atuar de forma mais incisiva no debate público sobre a privatização da Copasa. O presidente da associação e prefeito de Patos de Minas, no Triângulo Mineiro, Luís Eduardo Falcão Ferreira (sem partido), tem afirmado reiteradamente que os municípios não foram convidados a participar das discussões sobre a venda da companhia.
Durante evento realizado na última quinta-feira (11/12), ele criticou a condução do processo pelo governo estadual. “Nós não podemos aceitar que os municípios não sejam ouvidos”, disse. Na ocasião, Falcão voltou a se posicionar contra a renovação antecipada dos contratos com a Copasa antes da conclusão da votação do projeto de lei. “Recomendo a todos os prefeitos que estão recebendo cartilha da Copasa para renovar contrato: não assinem”, afirmou.
Trabalhadores dos Correios entram em greve em 9 estados, incluindo Minas Gerais – Foto: reprodução
Na última terça-feira (16), sindicatos de trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo indeterminado em protesto contra medidas adotadas pela estatal e pela falta de um acordo coletivo e reajuste salarial para a categoria.
Ao todo, 12 sindicatos em 9 estados iniciaram a paralisação na noite de terça, enquanto outros 24 permanecem em estado de greve. A paralisação atinge estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Sindicatos em greve:
Sintect/MG
Sintcom/PR
Sintect/PB
Sintect/VP (São José dos Campos – SP)
Sintect/RS
Sintect/SC
Sintect/CE
Sintect/MT
Sintect-CAS (Campinas-SP)
Sintect/RJ
Sintect/SP
Sintect/Santos
Procurados, os Correios dizem que todas as agências continuam abertas e que a adesão à greve é parcial e localizada. “Para mitigar eventuais impactos operacionais, a empresa adotou medidas contingenciais que garantem a continuidade dos serviços essenciais à população.”
O impasse estava sendo discutido sob mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Nesta quarta-feira (17), o vice-presidente do TST, ministro Caputo Bastos, informou que uma proposta foi construída em audiência com os Correios e as entidades sindicais da categoria.
Bastos determinou que a proposta seja amplamente divulgada pelos sindicatos. Fentect e Findect devem cumprir a medida em até 24 horas, publicando a íntegra da proposta em sites, redes sociais e informativos físicos. A divulgação incompleta ou distorcida poderá caracterizar prática antissindical.
No despacho, o ministro também estabelece que as federações orientem sindicatos a submeterem a proposta à votação em assembleia-geral extraordinária, que deve ser convocada com urgência.
Se a proposta for aprovada, uma audiência para assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) será realizada no dia 26 de dezembro de 2025, às 14h, na sede do TST, em Brasília, com possibilidade de antecipação a pedido das partes. Caso seja rejeitada, o caso retorna ao ministro.
Os Correios haviam acionado o TST na última quinta-feira (11) diante do impasse nas negociações salariais e de benefícios. Em meio a uma grave situação financeira, a empresa pediu a mediação para flexibilizar cláusulas do acordo coletivo que garantem benefícios acima do mínimo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Embora sejam empregados públicos, os funcionários dos Correios são regidos pela CLT, diferentemente dos servidores da administração direta, que seguem o regime estatutário.
O atual acordo coletivo prevê incentivos como gratificação maior nas férias e pagamento de hora extra tripla aos fins de semana e feriados. Parte dessas cláusulas foi incorporada recentemente, quando a empresa já enfrentava dificuldades financeiras.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a despesa com pessoal dos Correios deve alcançar R$ 15,1 bilhões neste ano e é apontada como um dos principais desafios do plano de reestruturação da estatal -a empresa busca fechar empréstimo para bancar o plano.
Motivos da greve
Segundo Emerson Marinho, secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a greve é resultado da postura da administração da estatal, que, segundo ele, tem desconsiderado os trabalhadores na tomada de decisões para enfrentar a crise da empresa.
“Esse movimento tem estressado os trabalhadores e, embora o indicativo da categoria fosse de paralisação no dia 23, algumas entidades optaram por iniciar a greve imediatamente para sinalizar ao governo o descontentamento”, afirma.
Os sindicatos restantes continuam com indicativo de greve a partir do dia 23. Para Marinho, o anúncio da greve pelas federações depende das propostas que serão enviadas pela estatal.
A categoria pede renovação do acordo coletivo e reajuste salarial no próximo ano. Além disso, afirma que os trabalhadores estão sem acordo coletivo desde 1º de agosto e solicita que o governo federal realize um aporte emergencial aos Correios.
Em nota, o Sintect de São Paulo, que deflagrou greve na última terça-feira, afirma que a paralisação é uma resposta à falta de avanços nas negociações. “Diante das ameaças de retirada de direitos e da precarização das condições de trabalho, a categoria permanece unida e determinada a resistir”, diz a entidade.
Veja os principais pontos da proposta apresentada pelo TST
Assinatura imediata do Acordo Coletivo de Trabalho, com a renovação de 79 cláusulas, excluídos os parágrafos 2º e 9º da cláusula 55ª, relativos ao ticket adicional;
Reajuste salarial de 5,13% a partir de janeiro de 2026, com pagamento a partir de abril de 2026, incluindo os valores retroativos;
A partir de agosto de 2026, aplicação de 100% do INPC (índice referente ao período de agosto de 2025 a julho de 2026);
Fixação da vigência do Acordo Coletivo de Trabalho pelo prazo de dois anos;
Ponto por exceção, previsto no item I do parágrafo 2º da cláusula 74ª, terá vigência até 31 de julho de 2026;
Horas extras incidentes sobre o Repouso Semanal Remunerado com a redação atualmente vigente mantida até 31 de julho de 2026, passando, a partir de então, a observar o percentual previsto na legislação.
Câmara de Divinópolis aprova aumento no subsídio de vereadores em mais de 40% – Foto: reprodução
Os vereadores de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, vão ampliar o subsídio pago aos parlamentares dos atuais R$ 12.225,59 para R$ 17.387,30. A alteração representa um acréscimo de cerca de 42% na remuneração. O projeto de lei sobre a mudança, aprovado pela Câmara Municipal nessa terça-feira (16/12), prevê o aumento do salário para a próxima legislatura, com início em 2029.
O novo valor, a ser pago mensalmente para os 17 vereadores de Divinópolis, irá gerar um gasto aos cofres públicos de mais de R$ 3,5 milhões anuais.
O projeto de lei foi protocolado pela Mesa Diretora da Câmara de Divinópolis, presidida pelo vereador Israel da Farmácia (Progressistas). Na justificativa, os parlamentares citam uma recomposição de valores por conta de limitações feitas durante a pandemia de Covid-19.
Em 2020, a Casa aprovou a redução do subsídio de R$ 12.177,65 para R$ 9.133,23 – medida que teve revisão anual, desde então, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). De acordo com informações do Portal da Transparência da Câmara de Divinópolis, atualmente, os vereadores da cidade recebem um salário de R$ 12.225,59.
“O Projeto de Lei apresentado busca promover justamente a recomposição dos valores que foram reduzidos do subsídio pago aos Vereadores, com a devida atualização considerando os índices de inflação estimados até o momento da vigência da norma, garantindo a preservação da remuneração face à perda econômica causada pela inflação e sua adequação à relevância e aos desafios dos serviços desempenhados pelos parlamentares”, justificam os autores do projeto.
“Frise-se, não se propõe um aumento real da remuneração dos Vereadores, mas apenas a restituição do subsídio ao status anterior à sua redução por exigência de calamidade em saúde, com sua atualização segundo os índices de inflação”, complementam.
Inicialmente, os divinopolitanos desejavam um salário que ultrapassava o que é pago, atualmente, para os vereadores da capital do estado – o subsídio dos parlamentares de Belo Horizonte é de R$ 18.402,02. O projeto original que tramitou na Câmara previa a remuneração de R$ 19.216,20.
Durante a tramitação na Casa, a Comissão de Justiça, Legislação e Redação sugeriu, entretanto, alteração no valor para R$ 17.387,30, para adequação aos limites constitucionais.
De acordo com o censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Divinópolis é de 231.091 pessoas. Belo Horizonte, por outro lado, tem mais de 2,3 milhões de habitantes.
A Constituição Federal prevê que, nos municípios de 100 mil a 300 mil habitantes, a remuneração dos vereadores não pode ultrapassar o limite de 50% em relação à dos deputados estaduais. Atualmente, o total bruto da remuneração mensal dos parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) é de R$ 34.774,64. A metade disso seria exatamente R$ 17.387,32.
Um vídeo divulgado em redes sociais registrou uma situação constrangedora ocorrida na terça-feira (16) no Hospital Margarida, em João Monlevade (MG), na Região Central do estado. A televisão da sala de espera do Pronto Atendimento do hospital passou a mostrar um vídeo com cenas de sexo explícito, surpreendendo pacientes que aguardavam atendimento.
O vídeo foi exibido na tela por alguns segundos, sendo interrompido pela equipe do Pronto Socorro assim que tiveram conhecimento da situação.
O hospital se posicionou sobre o ocorrido em nota divulgada em redes sociais, dizendo que a televisão “foi acessada indevidamente por terceiros, resultando na exibição de imagens impróprias.”
“A situação foi prontamente identificada, o acesso interrompido e todas as providências cabíveis estão sendo adotadas”, afirmou a nota.
Procurado pela reportagem do Estado de Minas, o Hospital Margarida afirmou que foi registrado um boletim de ocorrência para apuração dos fatos. O hospital também informou que já tem suspeitas sobre a autoria do acesso indevido, que repassadas às autoridades policiais que conduzem a investigação.
Por fim, o hospital alegou que adotou “medidas técnicas e administrativas” para evitar que o fato se repita.
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