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Jornal Folha Regional

Após 7 meses de debates acalorados, ALMG inicia votação final da privatização da Copasa

Após 7 meses de debates acalorados, privatização da Copasa será definida – Foto: Alex de Jesus

Após sete meses de longos e acalorados debates sobre o uso de estatais para pagar dívidas com a União, o projeto que autoriza a privatização da Copasa será votado nesta quarta-feira (17) de forma definitiva no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Os líderes da base governista evitam adotar um discurso de vitória antes da hora, mas a expectativa geral é a de êxito do governo Romeu Zema (Novo), que já planeja a realização do leilão nos primeiros meses do próximo ano.

O deputado Gustavo Valadares (PSD), que atua como um dos principais interlocutores nesse processo, defende que a desestatização da companhia é o grande passo para resolver os problemas de saneamento no estado. “Não há mais espaço para uma gestão estatal que enterra, que atrasa, que traz burocracia e, enfim, que não deixa chegar maior qualidade de vida na porta do cidadão mineiro”, disse.

A proposta do governo para privatizar a Copasa retomou a tramitação em maio, junto com os demais projetos do chamado “Pacote Propag”, defendidos pelo governo como forma de adesão ao programa de renegociação das dívidas do estado com a União, que hoje está próximo de R$ 180 bilhões. Em setembro, após pressões de parlamentares, a administração estadual apresentou um novo projeto com adequações exigidas pela Assembleia; é este texto que será votado amanhã.A oposição já trabalha com o cenário de derrota em plenário, mas faz o discurso deixando claro que “a luta ainda não terminou”. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) destaca que a votação em plenário é apenas mais uma etapa e que a judicialização do tema já foi feita com ações para que a Justiça se manifeste sobre o processo.

“Esse projeto tem uma insegurança jurídica tremenda. Temos vários questionamentos ao Judiciário, que estão lá no STF, a fiscalização do próprio Tribunal de Contas do Estado, com todos os problemas que já foram apontados. É preciso frisar algo que a gente destacou muito na tramitação: esse projeto continua sem um estudo técnico”, ressaltou a parlamentar. “Não há segurança jurídica nessa privatização, mesmo que a Assembleia aprove esse projeto”.

Mas, no que depender da vontade do governador, os processos devem ser breves. “No primeiro trimestre (de 2026), esse processo deve estar bem agilizado e, talvez, em março ou abril já tenha condições de ter o leilão”, disse Zema em entrevista a jornalistas na semana passada.

Sem sustos

Uma grande mobilização de parlamentares foi realizada para evitar sustos entre os deputados governistas, que têm maioria na Assembleia, mas precisam de um quórum alto para aprovar o texto. 

A amostra de envolvimento dos parlamentares foi dada ontem, quando o projeto entrou em pauta para discussões. Mesmo estando nos últimos dias antes do início do recesso parlamentar, marcado para 20 de dezembro, e sem outros projetos polêmicos na pauta, a Assembleia registrou 70 deputados presentes. A expectativa é a de que o cenário se repita nesta quarta-feira.

São necessários 48 votos a favor para aprovar o texto. Na votação em primeiro turno, no final de outubro, o governo conseguiu 50 votos favoráveis à privatização, num plenário com 68 presentes. A expectativa para hoje é a de que o governo possa alcançar até 52 votos favoráveis.

Último lance

A aposta final da oposição para tentar “virar votos” são as manifestações recentes vindas do presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, que tem alertado para o risco que os pequenos municípios correm com a privatização da empresa. Na avaliação da entidade existe o risco de “abandono” dos pequenos municípios que dão prejuízo à empresa.

O problema, de acordo com a vice-presidente da Assembleia, deputada Leninha (PT), é que esse posicionamento chegou tarde demais. “Se tivesse entrado antes, a gente imagina que o resultado teria sido outro”, diz a parlamentar. “A movimentação dos prefeitos e das prefeitas pode colocar em risco também esse plano do Zema e os seus investidores de comprarem a Copasa”, avalia.

Escola do Sul de Minas conquista 39 medalhas na Olimpíada de Educação Financeira e tem 15 estudantes entre os melhores do Brasil

Escola do Sul de Minas conquista 39 medalhas na Olimpíada de Educação Financeira e tem 15 estudantes entre os melhores do Brasil – Foto: divulgação

A Escola Estadual Ruth Martins de Almeida, localizada em Caxambu, no Sul de Minas, alcançou um marco inédito na educação pública da região ao conquistar 39 medalhas na Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) 2025. O desempenho inclui 17 medalhas de ouro, dez de prata e 12 de bronze, colocando a instituição entre as mais premiadas do país.

O destaque expressivo veio com a classificação de 15 estudantes da escola entre os 10 mil melhores do Brasil na Olitef 2025. Todos foram premiados com R$ 400 em títulos do Tesouro Nacional. Nenhuma outra escola de Caxambu ou da região obteve desempenho semelhante.

De acordo com o professor de Matemática Lucas de Oliveira, líder do projeto de educação financeira, os resultados são fruto de um trabalho iniciado em 2021 e aperfeiçoado ao longo dos anos. Ele destaca que a clareza metodológica, o uso de ferramentas digitais e o protagonismo estudantil foram determinantes para o sucesso. “O aprendizado se tornou um movimento dentro da escola. Trabalhamos com simulações reais de orçamento familiar e endividamento, conectando a Matemática ao cotidiano dos estudantes e desenvolvendo habilidades como planejamento, autocontrole e pensamento crítico”, explica.

Para o professor, o fato de 15 estudantes da unidade estarem entre os melhores do país comprova o nível de excelência alcançado pela escola. “É a demonstração de que a educação pública de Caxambu tem condições de formar estudantes com domínio financeiro capaz de superar o desempenho de toda a cidade e da região”, afirma.

O impacto do projeto já ultrapassa os muros da escola, com repercussão regional e estadual. A iniciativa também ganhou destaque nacional, com reconhecimento de nomes importantes do mercado financeiro e a vitória no Concurso Cultural Carretel.

Lucas ressalta que a continuidade dos resultados depende do engajamento de toda a comunidade escolar. “É fundamental que as famílias participem, discutindo orçamento em casa e valorizando o protagonismo dos alunos. A manutenção da estrutura do projeto garante que novas turmas também tenham suas vidas transformadas.”

Estudante do 9º ano do ensino fundamental, Raphael Silva Souza celebrou a conquista da medalha de prata com orgulho. “Foi um privilégio receber esse certificado e saber que a nossa escola conquistou 39 medalhas. É uma honra fazer parte disso. A experiência foi muito boa e serve como incentivo para melhorar cada vez mais. Essa conquista também me dá a perspectiva de um futuro próspero”, destaca.

Sobre a olimpíada

A Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) é uma iniciativa nacional e gratuita voltada para estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Realizada em parceria entre o Tesouro Nacional e a B3, com apoio do Ministério da Educação (MEC), a olimpíada busca promover a educação financeira desde cedo, aproximando os alunos de temas como finanças pessoais, economia e investimentos.

Operação integrada termina com 13 suspeitos presos no Sul de Minas

Operação integrada termina com 13 suspeitos presos no Sul de Minas – Foto: divulgação/Polícia Civil

Treze pessoas presas e grande quantidade de droga apreendida. Esse foi o resultado da operação Impacto Divisas, realizada nessa quinta-feira (11/12) no Sul do estado. A ação, de caráter integrado, envolveu a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e as polícias militares de Minas Gerais, do Estado de São Paulo e do  Estado do Rio de Janeiro.

As atividades se concentraram em Itajubá, Ouro Fino, Extrema, Passa-Quatro, Itamonte e Sapucaí-Mirim – municípios abrangidos pelo 17º Departamento da PCMG –, com foco no enfrentamento de crimes violentos em áreas de divisa.

Prisões e apreensões

Em Itajubá, foram efetuadas 11 prisões contra  investigados por roubos ocorridos no Parque da Cidade e no bairro Medicina, bem como cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Já na cidade de Ouro Fino, outros dois suspeitos foram presos. Também foram recolhidos celulares e peças de vestuário utilizadas nos crimes.

Durante a operação, equipes identificaram e localizaram 76 tabletes de maconha, totalizando mais de 70 quilos, enterrados em tambores plásticos em uma área de mata entre os bairros Santa Luzia e Eldorado, em Itajubá.

Integração

Considerada uma das maiores ações integradas do ano no âmbito do 17º Departamento de Polícia Civil, a Impacto Divisas mobilizou 52 policiais civis e 98 policiais militares.

O chefe da unidade, delegado-geral Pedro Henrique Rabelo Bezerra, destacou a relevância do trabalho conjunto: “A integração das forças de segurança, sobretudo em regiões de divisa entre estados, traz resultados eficientes para a população, mantendo nossa região como a mais segura de Minas Gerais.

Em reação ao tarifaço, BNDES aprovou R$ 1,08 bilhão em créditos para empresas afetadas em Minas

Em reação ao tarifaço, BNDES aprovou R$ 1,08 bilhão em créditos para empresas afetadas em Minas – Foto: Ale Silva/Estadão Conteúdo – 28.01.2015

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,08 bilhão em crédito para empresas mineiras afetadas pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O montante representa 100% de todos os pedidos de crédito protocolados no banco estatal para Minas Gerais desde o dia 18 de setembro.

Os recursos foram disponibilizados no âmbito do programa Brasil Soberano, criado pelo governo federal para socorrer as empresas exportadoras do país diante das tarifas norte-americanas.

Foram R$ 366 milhões para a linha Giro Diversificação, destinada para a busca de novos mercados, e R$ 719 milhões para a linha Capital de Giro, para despesas gerais das empresas do estado. Em todo o Brasil, o BNDES aprovou 99,75% de todos os pedidos de crédito protocolados, o que resultou em R$ 16,18 bilhões dos R$ 16,22 bilhões solicitados.

A linha Giro Diversificação foi o destino de mais da metade do valor dos créditos disponibilizados pelo banco em todo país – R$ 8,37 bilhões. Outros R$ 7,48 bilhões foram aprovados por meio da linha Capital de Giro e R$ 295,6 milhões para a linha Bens de Capital.

As operações do BNDES alcançaram empresas de todos os portes impactadas pelo tarifaço. As micro, pequenas e médias empresas (MPEs) impulsionaram a liberação de crédito da instituição, com 810 das mais de mil operações realizadas.

A indústria de transformação, segmento que conta com a siderurgia, bastante afetada pelas tarifas dos Estados Unidos, foi atendida com R$ 12,4 bilhões. O banco ainda aprovou R$ 2 bilhões em créditos para o setor de comércio e serviços, R$ 1 bilhão para a agropecuária e R$ 203 milhões para a indústria extrativa.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (PT), declarou que o banco de desenvolvimento cumpriu, com agilidade, o plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o programa Brasil Soberano, criado para mitigar os prejuízos dos setores afetados pelo tarifaço de Trump.

“O tempo para a aprovação do crédito no Brasil Soberano pelo BNDES foi de apenas 26 dias, sete vezes mais rápido do que a média. Uma atuação fundamental para garantir a manutenção dos empregos no Brasil”, afirmou.

Cantor Roberto Carlos sofre acidente durante gravação na Globo

Cantor Roberto Carlos sofre acidente durante gravação na Globo – Foto: reprodução

O cantor Roberto Carlos sofreu incidente durante gravação de um especial de fim de ano da Globo, em Gramado, na Serra Gaúcha. Durante as filmagens, o carro conduzido pelo cantor teve uma falha no freio, e o artista acabou atingindo outros três veículos de sua equipe.

Segundo nota divulgada pela emissora, o cantor e três pessoas foram levados ao hospital na madrugada do último domingo (14/12). Eles passaram por exames e foram liberados.

Roberto Carlos conduzia um Cadillac 1960 em uma subida íngreme quando ocorreu a falha mecânica. Com isso, o carro desceu a lomba de ré, colidindo com outros três veículos e atingindo uma árvore.

O cantor está em Gramado justamente para a gravação do tradicional especial de fim de ano da emissora.

Especial de Roberto Carlos

Roberto Carlos conduz o tradicional especial de fim de ano na Globo há mais de 50 anos. O contrato entre o cantor e a emissora carioca venceu em março. Roberto Carlos e a TV Globo conversaram e mostraram suas exigências para que a parceria seguisse, mas as partes finalmente chegaram a um acordo contratual em junho. Assim, o artista e a emissora carioca fecharam contrato por mais três anos.

Poços de Caldas proíbe o uso de charretes turísticas puxadas por cavalos

Poços de Caldas proíbe o uso de charretes turísticas puxadas por cavalos – Foto: Prefeitura de Poços de Caldas

Após anos de debates e impasses, a Câmara Municipal de Poços de Caldas aprovou, em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (12), o encerramento definitivo do uso de charretes turísticas puxadas por cavalos no município. A decisão foi tomada de forma unânime pelos vereadores.

O texto aprovado é um projeto substitutivo apresentado pelo vereador Lucas Arruda (Rede), líder do governo na Câmara. A proposta determina o fim da tração animal no serviço turístico e autoriza a implantação de carruagens elétricas como alternativa para os passeios na cidade.

A votação ocorreu sob um esquema especial de segurança, com a presença da Guarda Civil Municipal, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Apesar da mobilização, a sessão transcorreu sem intercorrências.

A proposta original sobre o tema havia sido enviada pelo Executivo à Câmara em junho deste ano. O objetivo era criar o serviço de carruagens elétricas e extinguir as charretes tradicionais. No entanto, o projeto recebeu diversas emendas que alteraram seu conteúdo. Pelo regimento interno do Legislativo, a prefeitura não poderia reapresentar um novo texto, o que levou o líder do governo a protocolar um substitutivo.

Com a aprovação, o serviço de carruagens elétricas, voltado ao transporte turístico, ainda dependerá de regulamentação por parte da administração municipal. A operação deverá ficar a cargo da iniciativa privada, por meio de concessão pública, e não há prazo definido para o início do funcionamento.

Já as charretes puxadas por cavalos terão um prazo de até 90 dias, contados após a sanção da lei, para deixar de circular definitivamente. Como forma de compensação, os charreteiros — muitos deles atuando na atividade há décadas — receberão um auxílio financeiro de R$ 20 mil para facilitar a transição para outro ramo econômico. O valor será pago em quatro parcelas e supera a proposta inicial da prefeitura, que previa R$ 15.180.

Também foi aprovada, igualmente por unanimidade, uma emenda do vereador Diney Lenon de Paulo (PT) que institui um “auxílio ração”. O benefício prevê o repasse de R$ 10 mil, distribuídos ao longo de um ano, para ajudar na manutenção dos cavalos. Caso o animal seja vendido, o pagamento do auxílio é automaticamente interrompido.

Atualmente, o serviço de charretes envolve 39 profissionais em Poços de Caldas. Vários deles acompanharam a votação no plenário. Representando a categoria, Silas Cordeiro afirmou que o resultado já era esperado. Segundo ele, o compromisso assumido pelo prefeito em relação ao auxílio para os animais trouxe algum alívio diante do fim da atividade. “A gente já sabia que eles iam votar pelo término. Agora vamos tentar mudar de vida e ver o que é possível fazer daqui para frente”, declarou.

O debate sobre a retirada das charretes turísticas da cidade se estendeu por quatro anos. O processo teve início em dezembro de 2021, quando a prefeitura anunciou a intenção de substituir a tração animal por veículos elétricos, com prazo inicial até outubro de 2022. Desde então, o tema passou por audiências públicas, apresentação de protótipos, tentativas de licitação, decretos suspensos pela Justiça, tumultos em discussões públicas e sucessivas propostas legislativas, até a decisão final tomada neste 12 de dezembro de 2025.

Mulher é morta a golpes de canivete pelo filho na zona rural de Varginha

Mulher é morta a golpes de canivete pelo filho na zona rural de Varginha – Foto: reprodução/EPTV

Uma trabalhadora rural de 55 anos foi assassinada pelo próprio filho, de 19, na madrugada do último domingo (14), em uma fazenda localizada na zona rural de Varginha, no Sul de Minas. Mãe e filho moravam e exerciam atividades no mesmo local.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 2h pelo administrador da propriedade. Segundo ele, o jovem o procurou afirmando ter matado a mãe. Diante da gravidade da declaração, o administrador decidiu ir até a casa onde ambos residiam. Ainda na entrada do imóvel, percebeu sinais de sangue na sala e, após comunicar o proprietário da fazenda, recebeu orientação para chamar a polícia.

Quando os militares chegaram à fazenda, o rapaz se apresentou espontaneamente e passou a relatar o ocorrido. Em um primeiro momento, tentou sustentar a versão de que a mãe teria cometido suicídio. Disse que chegou em casa e a encontrou no banheiro, durante o banho, com um ferimento no pescoço. Alegou que, em estado de choque, retirou o corpo do local, levou-o até um pasto e o envolveu em sacos plásticos.

No entanto, durante o atendimento da ocorrência, o jovem acabou confessando o homicídio. Ele contou que havia participado, mais cedo, de uma confraternização na fazenda junto com a mãe e que os dois retornaram para casa no fim da noite. Já no imóvel, teria ocorrido uma discussão. Conforme seu relato, ambos estavam embriagados e, durante o desentendimento, a mulher teria pegado um canivete e avançado contra ele. O rapaz afirmou que conseguiu desarmá-la e desferiu vários golpes no pescoço da vítima.

Após o crime, segundo o próprio suspeito, o corpo foi colocado em uma vala e coberto com sacos plásticos. Em seguida, ele retornou à residência e tentou limpar o interior da casa e lavar as roupas sujas de sangue.

Ainda em depoimento aos policiais, o jovem declarou que praticava rituais satanistas e que estaria sob influência dessas práticas no momento do assassinato, além do consumo de álcool. A Polícia Militar registrou a ocorrência como feminicídio.

A perícia da Polícia Civil foi acionada e realizou os trabalhos técnicos no local. A arma utilizada no crime, um canivete, foi encontrada dentro da residência, no quarto do suspeito, escondida no interior de um sapato.

O rapaz foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia de plantão em Varginha. De acordo com a Polícia Militar, ele não possui antecedentes criminais. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.

Professor morre após ser prensado por caminhonete acionada por criança de 6 anos no Sul de Minas

Professor morre após ser prensado por caminhonete acionada por criança de 6 anos no Sul de Minas – Vídeo: Terra do Mandu

Um professor de química de 70 anos morreu após ser prensado por uma caminhonete que avançou repentinamente sobre a calçada depois de ser acionada por uma criança de 6 anos, na noite de quarta-feira (10), em São Gonçalo do Sapucaí (MG).

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o veículo, que estava estacionado, se desloca de forma brusca, sobe a calçada e prensa o professor contra a parede. Pessoas próximas se desesperam e correm para tentar retirá-lo.

De acordo com a Polícia Militar, um casal e uma criança de 6 anos estavam dentro da caminhonete. O motorista havia descido para pedir um lanche, quando, segundo relato, a criança acionou a ignição do veículo – a intenção seria ligar o ar-condicionado. A caminhonete então arrancou em direção ao local onde estava o professor.

A mãe da criança acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Márcio foi levado em estado grave para o hospital municipal e morreu na madrugada de quinta-feira (11), pouco antes de ser transferido para Varginha (MG). O casal prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, que investigará os detalhes do acidente.

Bizu era professor de química em um colégio de São Gonçalo do Sapucaí e era amplamente reconhecido por sua dedicação ao ensino.

Repercussão e notas de pesar

O Colégio Unicol, onde o professor lecionava, manifestou profunda tristeza pela perda:

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de nosso querido professor Márcio (Bizu). Neste momento de profunda consternação, o Colégio Unicol se une em oração à sua família bem como a todos os amigos e alunos.”

A unidade de Machado, que também faz parte da rede, publicou mensagem de solidariedade:

“Hoje nosso coração está em luto. Sentimos profundamente a perda do professor Márcio (Bizu) da unidade de São Gonçalo. Um educador dedicado, querido por todos, que deixou um legado de aprendizado, carinho e inspiração. Que Deus conforte a família, amigos e toda a comunidade escolar neste momento tão difícil.”

Deputados aprovam fim de cotas raciais em universidades públicas de Santa Catarina

Deputados aprovam fim de cotas raciais em universidades públicas de Santa Catarina – Foto: reprodução

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, na última quarta-feira (10), projeto de lei que extingue a utilização de cotas raciais em universidades públicas do Estado e em instituições de ensino superior que recebem recursos estaduais. Caso o governador sancione a proposta, Santa Catarina se tornará o primeiro Estado do país a proibir explicitamente cotas raciais em instituições de ensino vinculadas ao poder público estadual.

O PL 753/2025 é de autoria do deputado Alex Brasil (PL) e segue agora para análise e possível sanção do governador Jorginho Mello (PL). O texto determina que processos seletivos financiados com verbas estaduais não poderão reservar vagas com base em critérios raciais. No entanto, as políticas afirmativas direcionadas a estudantes de baixa renda, alunos da rede pública e pessoas com deficiência continuam permitidas.

Caso o projeto seja sancionado pelo governador, instituições que reservarem vagas a pretos, pardos ou indígenas poderão ser multadas em até R$ 100 mil por edital, além da suspensão de repasses públicos. A medida deve atingir instituições como a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), faculdades do sistema da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE) e entidades privadas contempladas pelos programas Universidade Gratuita e Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense (FUMDESC).

Universidades federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), não são afetadas, pois seguem legislação federal específica. A tramitação do projeto gerou debate entre os parlamentares. O primeiro relator, deputado Fabiano da Luz (PT), considerou a proposta inconstitucional e emitiu parecer contrário.

Após mudança de relatoria, o texto foi retomado e aprovado em plenário, com sete votos contrários. Na justificativa do projeto de lei, Alex Brasil argumentou que ações afirmativas devem priorizar critérios econômicos. Para ele, políticas baseadas em recorte racial geram questionamentos jurídicos e podem contrariar princípios de isonomia e impessoalidade.

Repercussão

A Ordem dos Advogados do Brasil seccional Santa Catarina (OAB/SC) informou a Agência Brasil que fará uma análise técnico-jurídica da proposta aprovada. O objetivo, segundo a instituição, é verificar a constitucionalidade da proposição e eventuais medidas a serem adotadas, “se for o caso”, considerando a possibilidade de que a legislação seja sancionada pelo governador. A instituição considera que as cotas afirmativas não configuram discriminação.

“Ao contrário, representam um dever do Estado na promoção da efetiva igualdade e no enfrentamento das desigualdades históricas – resultantes, no caso da questão racial, de séculos de escravização”, diz a nota enviada à Agência Brasil. A OAB-SC informou que a análise também discutirá a autonomia da instituição de ensino para regular políticas de acesso, seja para estudantes ou corpo docente e técnico-administrativo.

Vídeo mostra jovem sendo esfaqueada até a morte pelo ex-namorado na porta de casa em Itaúna

Mirelly Cristina da Silva, de 21 anos, foi morta a facadas na manhã de quinta-feira (11) na porta de casa, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas. O responsável, Vitor Caetano Figueiredo, de 22, ex-namorado da jovem, foi preso poucas horas depois na Rodoviária de Belo Horizonte. Aos policiais, confessou o feminicídio.

O ataque foi registrado por uma câmera de segurança instalada próximo ao imóvel. As imagens mostram Vitor escondido atrás de um muro, aguardando o momento em que Mirelly sairia. Assim que ela abre o portão, ele avança e a esfaqueia diversas vezes — cerca de 40 golpes, segundo a investigação. A jovem ainda grita no início da agressão, mas cai logo em seguida. O autor foge correndo.

Acionados, o Corpo de Bombeiros encontrou a vítima caída perto do portão, com múltiplos ferimentos provocados por faca. O Samu constatou a morte no local.

Relação conturbada e vigilância após o término

O delegado responsável pelo caso, João Marcos do Amaral Ferreira, afirmou que Mirelly e Vitor mantiveram um relacionamento por aproximadamente três anos, encerrado em março deste ano. Mesmo após o rompimento, continuaram em contato, o que possibilitou ao suspeito acompanhar a rotina da ex-namorada.

“Ele sabia os passos da vítima, ia com frequência a Itaúna e conhecia os horários dela”, explicou o delegado.

Crime premeditado

A Polícia Civil apontou que o feminicídio foi planejado. O próprio Vitor relatou, durante o depoimento, que já pensava em cometer o homicídio havia algum tempo. Segundo ele, situações vividas após o término e a descoberta de que Mirelly havia iniciado um novo relacionamento teriam sido o estopim.

De acordo com o delegado Ferreira, Vitor contou ter comprado a faca usada no crime na segunda-feira (8). Na noite de quarta (10), viajou de Belo Horizonte até Itaúna e permaneceu nas proximidades da casa da vítima até a manhã seguinte, quando ela abriu o portão e ele iniciou o ataque.

Durante o depoimento, afirmou não se recordar do número de golpes desferidos e, segundo a polícia, chegou a sorrir discretamente em alguns momentos.

Fuga e prisão

Após matar a ex-namorada, Vitor seguiu para a rodoviária de Itaúna e embarcou para Belo Horizonte. Ele foi preso ao desembarcar na capital. À polícia, disse que pretendia sacar todo o dinheiro que possuía, repassar à mãe e, em seguida, chamar uma viatura para se entregar.

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