Jornal Folha Regional

Governo Zema propõe aumentar em 8.000% número de escolas cívico-militares em MG

Governo Zema propõe aumentar em 8.000% número de escolas cívico-militares em MG – Foto: reprodução

O governo Romeu Zema (Novo) propôs uma consulta a 728 escolas de Minas Gerais para transformá-las em instituições cívico-militares.

O estado hoje possui nove escolas no programa, e a proposta do governo é aumentar esse contingente em aproximadamente 8.000%. Ao todo, Minas possui cerca de 3.400 escolas na rede estadual de ensino, que atende 1,6 milhão de estudantes.

O levantamento que começou dia 30 de junho estava sendo feito a partir de votação em cada unidade de ensino envolvendo profissionais (diretores e professores), pais e alunos.

A consulta iria até esta sexta-feira (18), mas o governo decidiu interromper o processo temporariamente e apontou como motivo as férias escolares.

“Muitos pais não iam conseguir participar, pois já tinham programado viagens. Acreditamos muito nesse projeto e estamos fazendo ele ser totalmente democrático”, disse o governador em entrevista coletiva na última segunda-feira (14).

Ele não confirmou a data para a retomada das consultas, mas a expectativa no governo é que elas retornem em agosto, após o fim das férias escolares.

O Sind-UTE/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) vê a decisão como um recuo provisório do governo após o resultado negativo da votação nas escolas.

“A gente percebe que esse programa tem um aceno eleitoral. É como se a escola pudesse se transformar num local a ser disputado”, diz Marcelle Amador, coordenadora de comunicação do Sind-UTE.

A secretaria de educação afirmou que, até a interrupção do processo, 15% das 728 escolas já haviam feito a votação.

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O chefe da pasta, Igor Alvarenga, não quis divulgar o resultado parcial com o argumento de que os números poderiam influenciar a opinião das outras comunidades escolares.

A Folha de S.Paulo teve acesso ao resultado da votação na Escola Estadual Governador Milton Campos, em Belo Horizonte, também conhecida como Estadual Central.

A comunidade rejeitou o modelo cívico-militar com 85% dos votos – tanto os profissionais quanto os alunos foram, em sua maioria, contra a mudança.

Pela instituição já passaram personalidades como a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o médico, ex-jogador e colunista da Folha de S.Paulo Tostão e o cartunista Henfil.

“Todas as comunidades escolares que fizeram as assembleias antes desse período [de interrupção] serão respeitadas”, afirmou Alvarenga na última segunda. 

No dia seguinte à entrevista, o secretário foi chamado para uma reunião com o vice-governador, Mateus Simões (Novo), e foi avisado que não seguirá à frente da pasta, conforme apurou a Folha de S.Paulo

A expectativa é que, apesar da iminente troca do nome à frente da gestão educacional do estado, as consultas sejam retomadas. 

No modelo de escola cívico-militar, o conteúdo pedagógico segue sendo ministrado pelos professores. 

Cabe aos militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros a “mediação de conflitos, apoio à gestão, desenvolvimento de atividades preventivas e promoção de valores como respeito, disciplina e responsabilidade”, segundo a secretaria. 

Questionada sobre o critério para a escolha das 728 entre o universo de 3.400 instituições, a pasta afirmou que envolveu fatores como unidades inseridas em comunidades de maior vulnerabilidade social e municípios com mais de 25 mil habitantes. 

Em relação à fonte dos recursos, a gestão disse que será definida após o encerramento da fase consultiva.

Para a professora do departamento de Educação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Analise da Silva, a presença de militares nas escolas pode servir como uma forma de intimidação para o desempenho pedagógico dos professores. 

Ela também questiona a falta de preparação dos agentes para o ambiente escolar. 

“É como se eu, professora há 47 anos, me aposentasse e recebesse um treinamento de algumas horas para atuar na segurança pública. E receberia [um salário maior] do que os policiais, que fazem treinamento constante para atuar com isso”, afirma a professora, que também deu aulas na educação básica. 

A secretaria de Educação usa como justificativa para a adoção do programa a melhora de indicadores das unidades que já estão sob o modelo. 

A pasta cita evolução no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e queda na taxa de abandono escolar desde a adoção do modelo cívico-militar nas escolas. 

O professor do departamento de Economia da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), Jevuks Araújo, buscou compreender a influência dos modelos cívico-militares na melhora dos indicadores de escolas em Goiás, um dos primeiros estados a adotarem o programa. Os dados compreendem um período de 2007 a 2020. 

Em artigo publicado em maio na revista International Journal of Educational Development, ele e outros autores afirmam que os resultados indicam que a militarização levou a um aumento nas notas de matemática, português e no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). 

O modelo também levou a uma redução na distorção idade-série ?indicador que mede a defasagem entre a idade dos alunos e a série que eles cursam. 

Para avaliar o impacto exclusivo do programa, os pesquisadores compararam as escolas cívico-militares com os pares no estado que têm a maior similaridade em relação a estrutura, número de alunos por sala, perfil dos estudantes e qualificação dos professores, entre outros fatores. 

A pesquisa também examinou o impacto da militarização em variáveis relacionadas à violência escolar. 

“Os diretores [das escolas cívico-militares] percebem uma redução significativa na violência contra profissionais da escola, na ocorrência de roubos e na percepção de estudantes que usam bebidas alcoólicas”, afirmou o professor à Folha de S.Paulo

“Os resultados nos levam a entender que o principal mecanismo é de fato esse impacto na redução da violência no ambiente escolar”, completou Araújo, que é pesquisador de economia da educação.

Ele afirmou, porém, que o modelo cívico-militar deve ser tratado como uma opção dentro do conjunto de políticas públicas da área de educação. 

“Ele não pode ser considerado como um programa exclusivo, uma panaceia, mas sim um programa adicional que demonstra ter bons resultados”. 

Já Analise da Silva, da UFMG, disse que as escolas não são uma ilha, e refletem a insegurança que há na sociedade. 

“A proposta do governo de Minas está sendo feita para crianças e adolescentes pobres, pretos, de periferia, das classes econômicas C e D. E isso dá um recado [à sociedade] de que estudante pobre e de periferia é caso de polícia”, afirmou a professora.

Urna funerária indígena é encontrada durante obra no Sul de Minas

Urna funerária indígena é encontrada durante obra no Sul de Minas – Foto: EPTV

Uma urna funerária indígena foi descoberta na última sexta-feira (18) em um terreno localizado no Centro de Conceição dos Ouros (MG). O achado, considerado de grande relevância histórica, foi imediatamente comunicado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e a área foi isolada para preservação.

Essa não é a primeira vez que objetos arqueológicos são encontrados no município. A primeira ocorrência semelhante foi registrada em 1998, a cerca de 15 metros do local da nova descoberta, reforçando a presença de vestígios indígenas na região.

De acordo com o arqueólogo Paulo, responsável por identificar o objeto, Conceição dos Ouros está situada sobre o que antigamente foi um aldeamento indígena da cultura Tupi-Guarani. A urna foi revelada após o início das movimentações de máquinas no terreno, que estava sendo preparado para uma nova construção. O artefato estava enterrado no que anteriormente era o quintal de uma casa demolida.

Durante uma observação no local, o arqueólogo percebeu a presença de uma urna funerária no barranco e identificou sinais da existência de outras semelhantes nas proximidades. Após a constatação, a prefeitura foi informada, tomou as providências para o isolamento da área e entrou em contato com o IPHAN. Agora, os profissionais aguardam as orientações do instituto para que o processo de resgate arqueológico seja iniciado.

A urna, utilizada em rituais funerários pelos povos indígenas, soma-se a outros achados já catalogados na cidade. Até o momento, sete urnas de diferentes períodos foram resgatadas em Conceição dos Ouros, onde também existe um acervo de 15 mil fragmentos de cerâmica armazenados no museu local, ainda aguardando estudo.

Segundo os especialistas, o material encontrado contribuirá significativamente para ampliar o conhecimento sobre os grupos indígenas que habitaram a região desde a época pré-colonial. Datações anteriores já indicam a presença desses povos há cerca de 700 anos, período que antecede a formação das grandes fazendas de fumo e café que marcaram a história econômica local.

A prefeitura do município também trabalha em um projeto para a construção de um prédio próprio que abrigará o museu da cidade, com o objetivo de transformar o rico acervo arqueológico em um atrativo turístico e educativo para moradores e visitantes.

Mineiro de 35 anos é esquartejado, cozido e triturado em liquidificador no Rio de Janeiro

Mineiro de 35 anos é esquartejado, cozido e triturado em liquidificador no Rio de Janeiro – Foto: redes sociais

Thiago Lourenço Morgado, de 35 anos e natural de Belo Horizonte, foi morto no Morro de São Carlos, na Região Central do Rio de Janeiro. Segundo o tio dele, Geraldo Machado, Thiago teria sido assassinado pelo colega de trabalho e residência no último domingo (13). O corpo foi esquartejado e escondido em uma geladeira.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a vítima teve partes do corpo cozidas e batidas no liquidificador. O suspeito do crime, que morava com Thiago, ainda teria tentado se desfazer dos restos mortais no vaso sanitário.

O suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado e ocultação de cadáver nessa quarta-feira (16) por policiais civis da 6ª DP e da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A perícia foi feita no local, e o corpo, encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

Suspeito

Mineiro de 35 anos é esquartejado, cozido e triturado em liquidificador no Rio de Janeiro – Foto: redes sociais

De acordo com Geraldo Machado, o último contato de Thiago com a família havia sido no dia 12 de julho. À reportagem, ele contou que o sobrinho, que não tinha mais os pais, havia se mudado para o Rio de Janeiro anos atrás. Preocupados, parentes e funcionários da padaria onde o jovem era gerente se mobilizaram com a falta de notícias.

Familiares da vítima foram ao local onde ele morava e confrontaram o então colega de apartamento. Em vídeo acessado pelo Estado de Minas, uma mulher questiona se o homem matou Thiago. Sem aparentar remorso e encarando a câmera, ele afirma que o assassinou. A família acionou a polícia na ocasião.

Geraldo Machado disse que o sobrinho havia dado um emprego ao suspeito do crime, assim como o recebido para morar na própria casa. “Gerente de padaria, Thiago estendeu a mão a um conhecido, arranjando emprego e, mais do que isso, acolhendo essa pessoa em sua própria casa, como um verdadeiro irmão. Foi justamente essa confiança que acabou se tornando fatal. Thiago foi covardemente assassinado por quem ele ajudou”, escreveu o tio da vítima em publicação no Facebook.

No post, além de lamentar a perda do sobrinho, que diz ter provocado muita dor e revolta, ele deixou um alerta: “Tomem muito cuidado ao colocar estranhos dentro de casa. Nem todo mundo merece a confiança e o acolhimento que um coração puro oferece”. O tio da vítima também clamou por justiça.

À reportagem, Geraldo contou que o crime brutal teria sido precedido por uma chamada de atenção sobre o trabalho ao então funcionário. O tio ressaltou que o sobrinho não gostava de confusão e a questão teria sido profissional, uma vez que Thiago era chefe e gerente. “Hoje nossa família chora a perda irreparável de Thiago Morgado, um rapaz muito tranquilo, trabalhador e generoso. (…) Thiago era querido por todos e tinha a vida toda pela frente”, escreveu na publicação.

O corpo será sepultado no Cemitério da Saudade, na Região Leste de Belo Horizonte. A data e horário não foram informados pela família.

Homem é surpreendido e morto a tiros enquanto descansava em rede, em Ibiraci

Homem é surpreendido e morto a tiros enquanto descansava em rede, em Ibiraci – Foto: Helder Almeida

Um ataque a tiros deixou um homem morto e outro ferido na noite da última quinta-feira (17), em Ibiraci (MG). De acordo com a Polícia Militar, dois suspeitos de envolvimento no crime foram presos pouco tempo depois da ação.

As vítimas estavam nos fundos da casa onde moravam, descansando, quando um homem encapuzado, vestindo roupas escuras e usando capacete, invadiu o imóvel armado e começou a atirar. Um dos homens foi baleado na região do ombro e socorrido ao hospital, onde permanece em estado estável. O outro, que estava deitado em uma rede, foi atingido pelos disparos e morreu ainda no local.

Com base em relatos e indícios recolhidos na cena do crime, os militares iniciaram diligências na região. Um dos suspeitos foi localizado em um bar e preso em flagrante. O outro foi encontrado posteriormente em sua residência e também detido.

Durante a perícia na casa onde ocorreu o ataque, foram recolhidas munições calibres .32 e .38 — algumas intactas e outras já deflagradas — além de celulares e roupas, todos apreendidos para investigação.

Os dois detidos foram encaminhados à delegacia de Ibiraci. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

Setor de peixes ornamentais em Minas Gerais pode ganhar certificação inédita no país

Setor de peixes ornamentais em Minas Gerais pode ganhar certificação inédita no país – Foto: reprodução

Minas Gerais, responsável por cerca de 70% da produção nacional de peixes ornamentais, está prestes a dar um novo passo para valorizar e fortalecer ainda mais esse setor estratégico. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) abriu consulta pública para instituir a certificação oficial de peixes ornamentais no âmbito do Programa Certifica Minas. A minuta da nova legislação está disponível no site do IMA, assim como, o formulário de participação da consulta pública.

O prazo para envio de contribuições vai até o dia 28/7 neste link. A iniciativa faz parte de um esforço contínuo do Governo de Minas para estruturar e valorizar essa cadeia produtiva. Em 2024, foi publicada a Portaria  do IMA, nº 2.325, que regulamenta a atividade de piscicultura ornamental no estado, estabelecendo critérios técnicos e legais para sua prática. 

Agora, o foco se volta à certificação da produção, etapa fundamental para consolidar os avanços já conquistados e ampliar a competitividade dos produtores mineiros. Antes de chegar à consulta pública, a portaria passou por análise técnica e discussão com especialistas. A minuta foi elaborada por grupo de trabalho composto por membros da Comissão Permanente de Análise e Revisão dos Atos Normativos do IMA (CPAR) e das gerências técnicas do órgão. Após aprovação interna, o texto foi liberado para a sociedade civil, em uma etapa de escuta e contribuição.

“A consulta pública permite que o setor conheça a proposta, envie críticas e sugestões e ajude a construir um regulamento justo, aplicável e alinhado à realidade da cadeia produtiva”, explica Luciana de Castro, membro da CPAR do IMA. Após o encerramento do prazo, as sugestões serão avaliadas. As alterações pertinentes serão incorporadas e o texto segue para análise jurídica e posterior publicação oficial.

Ganhos para o setor como um todo

A certificação de peixes ornamentais proposta pelo IMA tem como foco aprimorar a gestão, aumentar a sustentabilidade e fortalecer a competitividade da cadeia produtiva em Minas Gerais. Ao cumprir os requisitos estabelecidos, os produtores passarão a ter ganhos concretos em rastreabilidade, boas práticas de produção e eficiência produtiva. Isso permite não só agregar valor aos produtos e acessar novos mercados, como também se beneficiar de políticas públicas, como a redução de 0,5% nas taxas de juros do Plano Safra.

“A certificação será uma ferramenta importante para diferenciar a produção mineira no mercado. Ela vai garantir ao consumidor final mais segurança e permitir que o produtor tenha mais reconhecimento pelo trabalho responsável que realiza”, afirma Rogério Fernandes, gerente de certificação do IMA.

A proposta também foi criada devido ao destaque do setor na Zona da Mata, região que é responsável por cerca de 70% da produção brasileira. Segundo o último estudo, em 2021, do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), campus Muriaé, essa atividade garante o sustento de mais de 400 famílias, as quais ficam distribuídas nos municípios de Patrocínio do Muriaé, Vieiras, Eugenópolis, Miradouro, Barão do Monte Alto, Muriaé, Rosário da Limeira e São Francisco do Glória.

Participe de outras consultas públicas

O IMA também mantém abertas as consultas públicas sobre o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí, com prazo até 27/7 neste link, e do Requeijão Moreno do Vale do Mucuri, prorrogada até 10/8 neste link. As propostas visam fortalecer a produção artesanal e garantir a segurança dos produtos mineiros.

Minas Gerais registra recorde histórico no número de detentos cadastrados em exame de certificação

Minas Gerais registra recorde histórico no número de detentos cadastrados em exame de certificação – Foto: reprodução

A edição de 2025 do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL) contará com um recorde histórico de inscritos do sistema prisional mineiro, totalizando 13.201 custodiados de 142 unidades prisionais das 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs).

Além disso, 297 adolescentes de 16 centros socioeducativos mineiros se inscreveram, sendo 215 concorrentes para o certificado de conclusão do Ensino Fundamental e 82 para o certificado do Ensino Médio. As inscrições foram realizadas entre junho e julho e os custodiados do sistema prisional mineiro farão a prova em setembro.

O Encceja PPL é elaborado e coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), em parceria com as secretarias estaduais de Educação, e concede periodicamente a emissão de certificado de conclusão dos ensinos Fundamental e Médio a detentos que não concluíram as atividades escolares na idade regular. Isso garante a oportunidade de reintegração social, por meio da educação, àqueles sob custódia.

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Rogério Greco, o recorde de participação alcançado já é motivo de comemoração. “Esse número expressivo de presos inscritos, por si só, representa uma vitória para o Governo de Minas. Porque evidencia nosso empenho na promoção da ressocialização de custodiados em regime fechado, ampliando as oportunidades de reintegração social por meio da educação no ambiente prisional”, destaca.

As provas serão divididas em quatro módulos de conhecimento. São eles o das Ciências da Natureza e suas Tecnologias, da Matemática e suas Tecnologias, das Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação e o das Ciências Humanas e suas Tecnologias.

O participante que conseguir a nota mínima exigida nas quatro matérias e na redação terá direito à Certificação de Conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio, que é emitida pelas secretarias de Educação e institutos federais. Assim, além de poderem se beneficiar da remição de pena, os presos exercerão o direito à educação, conforme previsto na Lei de Execução Penal (LEP).

Segundo a coordenadora de Ensino e Profissionalização do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Karol Amorim, a adesão dos presos ao Encceja PPL reforça, principalmente, a importância de políticas públicas de auxílio pedagógico que atuem como instrumento de humanização da pena e, ao mesmo tempo, assegurem o acesso à educação básica, garantindo assim também a assistência social que eles necessitam.

Convocação de assembleia da IGR Nascentes das Gerais e Canastra

Convocação de assembleia da IGR Nascentes das Gerais e Canastra – Foto: reprodução

Conforme edital de convocação, convidamos os representantes dos municípios associados à IGR Nascentes das Gerais e Canastra para participarem da Assembleia Geral Ordinária, que acontecerá com a seguinte pauta:

🗓️ Data: 01 de agosto de 2025
🕑 Horário: 14h00 (1ª convocação) | 14h30 (2ª convocação)
📍 Local: Rua Benedita da Silveira Maia, 144 – Jardim Pinheiros – Passos/MG (Sede da AMEG)

Pauta:

• Eleição de Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração
• Votação das indicações dos membros da Diretoria Executiva

Seis praças de pedágios no Sul de Minas terão reajuste de 4,89% a partir do dia 26 de julho

Seis praças de pedágios no Sul de Minas terão reajuste de 4,89% a partir do dia 26 de julho – Foto: reprodução

A partir do dia 26 de julho (sábado), as tarifas de pedágio nas rodovias administradas pela EPR Vias do Café serão reajustadas em 4,89%. O aumento acompanha a inflação acumulada nos últimos 12 meses e está previsto em contrato, que autoriza a correção anual dos valores a cada aniversário da operação.

Com o reajuste, o valor pago por motocicletas passará de R$ 7,15 para R$ 7,50, enquanto o pedágio para carros de passeio subirá de R$ 14,30 para R$ 15,00. No caso de ônibus e caminhões, a tarifa é ajustada de acordo com o número de eixos do veículo.

As novas tarifas serão aplicadas nas seis praças de pedágio sob responsabilidade da concessionária, localizadas nos seguintes trechos: BR-265 em Nepomuceno e Boa Esperança, BR-146 em Muzambinho, e na MGC-491 em Monte Santo de Minas, Alfenas e Três Corações. Ao todo, a EPR Vias do Café administra 432,8 quilômetros de rodovias, abrangendo 22 municípios da região Sul de Minas Gerais.

Para os motoristas que utilizam pagamento automático por meio de TAGs, continua vigente o Desconto de Usuário Frequente (DUF), que concede abatimentos progressivos e automáticos de até 92% no valor cobrado dentro do mesmo mês. Segundo a concessionária, cerca de 60% dos veículos que circulam pelas rodovias já utilizam esse sistema eletrônico de pagamento.

Produtora de azeite do Sul de Minas é destaque de novo em premiação internacional

Herbert Sales, proprietário da vinícola – Foto: Vinícola Essenza/ Divulgação

A qualidade do azeite mineiro vem sendo a cada dia mais reconhecida nacional e internacionalmente.

Apesar de consumir muitos produtos importados, principalmente de países europeus como Portugal, o mercado nacional está cada vez mais atento ao reconhecimento – que é crescente – dos azeites brasileiros, em especial mineiros.

Saiba mais sobre o azeite mineiro mundialmente reconhecido
Na última terça (15/7), uma das mais aclamadas produtoras do país, a Vinícola Essenza, recebeu mais dois prêmios internacionais, ambos pelo Terraolivo IOOC 2025 Awards, importante concurso de azeites extravirgens realizado por Israel.

O evento, que aconteceu no Chipre, concedeu à vinícola o título de “Best of Brazil” (o melhor do Brasil, traduzindo do inglês) pelo azeite produzido com a azeitona tipo coratina. Essa variedade também conquistou o terceiro lugar na lista de dez melhores produtores do mundo, consagrando a Essenza como a primeira produtora brasileira a estar no top três deste concurso.

A azeitona coratina, que foi o grande destaque do Brasil, possui sabor levemente amargo se comparados aos outros tipos usados pela Essenza, notas de rúcula, folhas verdes e amêndoas, conforme explica Herbert Salles, proprietário da produtora. Os azeites Mantikir Grappolo, Koroneiki, Blend Summit, além do Mantikir Coratina, levaram para casa a maior medalha do evento, a Gran Prestige Gold, que coroa os azeites com pontuação acima de 86 pontos. Outros 22 azeites brasileiros receberam essa medalha.

No último ano, a Essenza conquistou 30 prêmios internacionais, se consolidando a produtora de azeites e vinhos mais premiada do Brasil.

Terroir mineiro

Produtora de azeite do Sul de Minas é destaque de novo em premiação internacional – Foto: divulgação

Os azeites da Essenza são produzidos no refúgio Tuiuva, cidade de Maria da Fé, no Sul de Minas Gerais. A altitude do olival na região varia entre 1.700 e 1.910 metros. Isso é essencial para a qualidade do azeite mineiro. Segundo Herbert, o frio é fundamental para que as azeitonas não fermentem após ser colhidas, pois isso pode diminuir os polifenóis e o potencial de sabor da fruta.

“Lá é o olival mais alto do mundo, já que em outras regiões, nesta altitude (entre 1.700 e 1.910m), há neve. Aqui, podemos aproveitar de um clima ameno sem neve”, explica o proprietário.

Depois da colheita, as azeitonas são levadas para o Lagar de Quelemém (MG) e feito pelo mestre de lagar, Luiz Augusto. 

Na Essenza, para a produção do azeite, é feita uma colheita prematura das azeitonas para gerar um óleo de mais qualidade. Isso acaba fazendo com que um pouco de rendimento seja perdido. “Usamos de 12 a 14 quilos de fruta para cada litro de azeite produzido”, destaca.

Bombeiros intensificam treinamentos para mais de 300 agentes para o período crítico de incêndios em vegetação em Minas Gerais

Bombeiros intensificam treinamentos para mais de 300 agentes para o período crítico de incêndios em vegetação em Minas Gerais – Foto: divulgação

Desde o início do ano, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) vem desenvolvendo ações de capacitação para o combate aos incêndios em vegetação, trabalho que exige exige intenso treinamento para compreender a dinâmica do fogo e utilizar os recursos técnicos com eficiência e segurança. A instrução, que vem sendo realizada em todo o estado, visa o período crítico das queimadas e treinou 174 bombeiros militares e 132 brigadistas para atuarem nas Unidades de Conservação (UCs) do estado.

Todo esse efetivo recebe, em campo, orientação da Sala de Coordenação Operacional que, por meio de um sistema de informações, acompanha, em tempo real, as operações de incêndio e os focos de calor, com o uso de imagens de satélites. Os painéis proporcionam o alinhamento de informações, a fim de que os recursos sejam otimizados nas Unidades de Conservação e demais atendimentos pelo estado, reduzindo os danos ambientais e protegendo vidas e bens.

Capacitações pelo estado

O Corpo de Bombeiros Militar e o Instituto Estadual de Florestas (IEF), por meio da Força-Tarefa Previncêndio (FPT), desenvolveram diversas ações de capacitação e prevenção nos parques estaduais do Sumidouro, Sagarana, Mata Seca, Acauã, Ibitipoca, Brigadeiro, Biribiri, Mata do Limoeiro, São José, Rio Preto, Pau furado, Boa Esperança e Sete Salões.

A sede do Parque Estadual Sagarana, em Arinos, no Noroeste de Minas Gerais, foi palco da capacitação de Formação de Brigadistas Florestais  da FPT. O Sagarana é um parque de grande interesse do ponto de vista da preservação e conservação dos recursos hídricos.

Já na Área de Proteção Ambiental (APA) São José, que compreende pelo menos seis municípios da região Central do estado, os brigadistas concluíram a capacitação ministrada por bombeiros do 2º Pelotão de São João del Rei. Além das técnicas, foram trabalhadas ações de conscientização ambiental, com orientações sobre a importância da preservação da Serra de São José e seu ecossistema único.

“Esses brigadistas serão nossos olhos e braços na APA São José. A região, conhecida por sua riqueza natural e turística, precisa de proteção constante, e esse treinamento garante que eles estejam prontos para agir com eficiência e segurança”, explica o tenente Lucas Lopes de Oliveira.

A APA São José, que abriga espécies raras da flora e fauna do Cerrado e Mata Atlântica, é uma das prioridades do CBMMG neste ano. Dentro da APA também está inserido o Refúgio de Vida Silvestre Estadual Libélulas da Serra de São José.

Os bombeiros militares que se tornaram especialistas reproduzem o conhecimento nas unidades do interior do estado, promovendo o aprimoramento de técnicas avançadas, incluindo o uso de bombas costais, abafadores e ferramentas manuais, estratégias de prevenção, como abertura de aceiros e monitoramento de áreas de risco, atendimento pré-hospitalar (APH) e primeiros socorros em ambientes de mata fechada.

Simulado de operação com o gerenciamento da Sala de Coordenação 

Na última segunda-feira (14/7), o Corpo de Bombeiros Militar promoveu uma operação simulada de combate a incêndio em área de vegetação controlada, próxima à Cidade Administrativa. Ao todo, 54 militares especialistas na área de combate a incêndio florestal participaram do curso.

A atividade simulou um combate real de incêndio em vegetação com desembarque de tropas por aeronave, georreferenciamento e transmissão via satélite (Starlink), sendo toda a gestão feita pela Sala de Coordenação do CBMMG. Neste ano, a Sala de Coordenação Operacional contará com a presença do IEF. A estrutura viabiliza a coordenação das atividades de prevenção e combate aos incêndios em todo o estado, com aplicação tecnológica, adquirida por meio do Governo de Minas, o Arcgis.

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