Jornal Folha Regional

Presídio de Varginha inaugura extensão da escola estadual para detentos

Presídio de Varginha inaugura extensão da escola estadual para detentos – Foto: divulgação

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), inaugurou na tarde dessa segunda-feira (21/7), no Presídio de Varginha, no Sul de Minas, o segundo endereço da Escola Estadual Professora Aracy Miranda, construído dentro da unidade prisional. O local tem capacidade para atender 80 presos e recebeu um investimento de R$ 87,5 mil, oriundo de verbas pecuniárias do Tribunal de Justiça.

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, a disponibilidade de estudo dentro das unidades prisionais é um dos principais eixos da ressocialização em Minas Gerais. “Hoje, estamos deixando aberto aqui mais um caminho para a mudança de rumos e gerando novas perspectivas de vida para os detentos”, destacou.

O apoio obtido por parte de diversas instituições, como o Poder Judiciário, a Associação dos Profissionais de Segurança Pública do Sul de Minas (Aprosep), a Prefeitura de Varginha e o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), também foram lembrados pelo secretário Greco.

A estrutura do anexo da escola conta com quatro salas de aula, além de uma sala de professores, todas equipadas com banheiros. As instalações foram construídas de forma a oferecer um ambiente digno, seguro e adequado ao processo de aprendizagem. Serão dois turnos de aula, com vagas nos ensinos fundamental e médio, na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Para o diretor-geral do Presídio de Varginha, Luis Felipi Barreiro Maciel, a implantação da escola é um importante marco na história da unidade, pois representa uma oportunidade real de transformação. Ele conta que as obras ocorreram sob administração do Depen-MG e contaram com a participação de seis detentos da própria unidade prisional. 

Presídio de Varginha inaugura extensão da escola estadual para detentos – Foto: divulgação

Mulher morre em motel de MG por intoxicação de ‘loló’

Mulher morre em motel de MG por intoxicação de ‘loló’ – Foto: reprodução

Uma mulher, de 27 anos, foi encontrada morta no quarto de um motel da Avenida Portugal, no bairro Santa Amélia, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A suspeita é de que ela tenha sofrido uma parada cardiorrespiratória por intoxicação com loló, uma substância inalante feita à base de éter, clorofórmio ou solventes químicos. O caso ocorreu na tarde da última segunda-feira (21/7).

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a mulher chegou a ser socorrida por médicos do Samu, mas não resistiu e teve a morte confirmada ainda no quarto do motel. Ela estava acompanhada de um amigo, que, em depoimento aos militares, afirmou que ela usava loló diariamente. Ainda conforme o relato, ela passou mal enquanto os dois mantinham uma relação sexual.

O homem disse que decidiu acionar a administração do motel depois que ela caiu desacordada. A gerente do motel contou aos militares que chamou o Samu logo após ser informada, na tentativa de socorrer a vítima. Ela disse ainda que o casal chegou ao local por volta das 16h e consumiu apenas um refrigerante. A gerente acrescentou que não ouviu gritos vindos do quarto e não percebeu qualquer comportamento considerado inadequado entre os dois.

A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esteve no local e constatou que o corpo da mulher não apresentava sinais de violência. O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso é investigado.

Homem é preso por roubo durante operação da PM em Carmo do Rio Claro

Homem é preso por roubo durante operação da PM em Carmo do Rio Claro – Imagem: reprodução/Agência Inova

Na última segunda-feira (21), a Polícia Militar prendeu um homem que estava com um mandado de prisão por roubo em Carmo do Rio Claro (MG).

A prisão aconteceu na Avenida Doutor Pedro Faria, durante a Operação Nexus, que tem como objetivo aumentar a segurança na cidade. Os policiais abordaram o homem em atitude suspeita. Ao consultar o sistema, foi confirmado que havia um mandado de prisão em aberto contra ele.

O homem foi preso no local e encaminhado para a delegacia. A polícia continua com as ações da operação para combater o crime e trazer mais tranquilidade para a população.

Via: Portal Onda Sul

Governo do Estado oferece 1 mil vagas em curso gratuito sobre infográficos para dados turísticos

Governo do Estado oferece 1 mil vagas em curso gratuito sobre infográficos para dados turísticos – Foto: reprodução

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), está com 1 mil vagas abertas para o curso Aprenda a Elaborar Infográficos para Dados Turísticos usando Ferramentas Gratuitas, oferecido pela Plataforma EaD Minas Cultura e Turismo. A formação é gratuita, online e integra o programa estadual Cria.Forma – Formação em Turismo e Cultura.

A iniciativa tem como objetivo capacitar profissionais, estudantes e agentes do setor turístico para a transformação de dados em visualizações atrativas e acessíveis, contribuindo para uma comunicação mais eficaz e qualificada das informações territoriais.

As inscrições começam nesta segunda-feira (27/4) e encerram-se em 4/8, no site da Plataforma EaD Minas Cultura e Turismo. Para se inscrever, basta fazer o login ou criar uma conta gratuita, confirmar o e-mail e realizar a inscrição.

As aulas começam no dia 5/8, e o curso tem carga horária de 20h, divididas em quatro unidades ao longo de cinco semanas. Participantes que concluírem o curso receberão certificação gratuita.

A formação apresenta técnicas e práticas para o uso de ferramentas digitais gratuitas na criação de infográficos voltados para dados turísticos, contribuindo com a profissionalização do setor e o fortalecimento da gestão pública.

“Capacitar é uma forma de incluir. Com o Cria.Forma, estamos democratizando o acesso ao conhecimento técnico e impulsionando a profissionalização da Cultura e do Turismo em Minas Gerais. Formar é uma das faces mais nobres da política pública”, afirma o secretário da Secult-MG, Leônidas de Oliveira.

A ação reafirma o compromisso do Governo de Minas com a qualificação profissional, a democratização do saber e o desenvolvimento sustentável do turismo como vetor de crescimento regional. 

Adolescente grávida é atacada por pitbull em Minas Gerais

Adolescente grávida é atacada por pitbull em Minas Gerais – Foto: reprodução/EPTV

Uma adolescente de 17 anos foi atacada por um cão da raça pitbull na manhã da última segunda-feira (21), no bairro São Francisco, em Coronel Fabriciano (MG). A jovem, que está grávida de 15 semanas, caminhava pela rua quando foi surpreendida pelo animal solto na via pública.

Segundo a jovem, o cachorro avançou repentinamente, sem dar chance de defesa. O ataque só foi interrompido quando o tutor conseguiu conter o animal. A adolescente sofreu cortes e lacerações nas pernas, provocadas pelas mordidas, e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros. Ela foi encaminhada, em estado estável, para um hospital da região.

De acordo com o responsável pelo cão, os animais costumam ficar presos, mas durante a noite conseguiram se soltar e pular o portão da residência.

O registro da ocorrência foi realizado pelos Bombeiros Militares de Coronel Fabriciano. A adolescente e sua mãe decidiram não acionar a Polícia Militar nem registrar boletim de ocorrência, alegando que conhecem o dono do animal.

Minas Gerais é o primeiro estado a reconhecer oficialmente o cordão de fita de identificação para pessoas com doenças raras

Minas Gerais é o primeiro estado a reconhecer oficialmente o cordão de fita de identificação para pessoas com doenças raras – Foto: Bruno Cantini

Governo de Minas deu mais um passo importante para tornar o estado ainda mais inclusivo. Nesta segunda-feira (21/7), a Secretaria de Estado de Governo (Segov) anunciou, em evento na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o reconhecimento oficial do cordão de fita de identificação para pessoas com doenças raras. A formalização foi possível graças à publicação da Lei nº 25.351, já em vigor, no Diário Oficial de Minas Gerais, no último sábado (19/7).

O principal objetivo com a medida é promover maior visibilidade, respeito e melhores condições de atendimento a essa parcela da população, que, no Brasil, gira em torno de 15 milhões de pessoas. Para o secretário de Governo, Marcelo Aro, a lei significa um gesto de empatia não só com os doentes raros, mas com os familiares responsáveis pelo cuidado e acolhimento.

“Nossa primeira intenção é chamar a atenção”, afirmou o secretário de Estado de Governo. “Quando você vê uma criança com esse cordão, é porque ela tem uma doença rara. Se ela tem uma doença rara, ela tem uma necessidade, e, por isso, temos que dar preferência para essas pessoas. Esse cordão busca dar prioridade não só em atendimentos públicos, como em postos de saúde, mas também na relação privada”, completou.

O secretário destacou ainda outras ações do Estado que têm contribuído para melhorar a assistência às pessoas com doenças raras, como a ampliação do teste do pezinho; investimentos nas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes); ampliação das salas multissensoriais; acordos com as Defensorias Públicas Estadual e da União, que priorizam o atendimento de demandas desses pacientes; e o Selo Raro, que agiliza o andamento de processos na esfera judicial. 

Participaram do evento o autor do projeto de lei que deu origem à norma, o deputado estadual Zé Guilherme, a vereadora Professora Marli, a defensora Pública-Geral, Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias, representantes do Ministério Público, entre outros.

Visibilidade

O cordão de identificação traz o desenho de mãos coloridas sobrepostas por uma silhueta humana. As mãos representam a humanidade, solidariedade e apoio, enquanto as cores vibrantes simbolizam a diversidade de doenças raras e a esperança de expansão da conscientização e apoio.

Daniela Pereira, mãe de Anthony Santos, diagnosticado com narcolepsia, autismo e outras condições de saúde,  comemorou a nova lei. Segunda ela, a norma é uma conquista para os raros, que vai contribuir para dar visibilidade à causa.

“O cordão vai ajudar a identificar mais as crianças, vamos voltar a ter visibilidade, o que, infelizmente, não temos, somos mais ocultos. Esse colar é uma conquista para todas as crianças raras”, completou.

Os cordões de identificação serão enviados pelo Governo de Minas para as associações devidamente credenciadas junto ao Estado, que ficarão responsáveis pela distribuição ao público-alvo. O governo também fará campanhas de divulgação e conscientização da população sobre o símbolo.

De acordo com a lei, o uso do cordão é opcional, não sendo obrigatório para que o portador exerça seus direitos e garantias legais. Também fica estabelecido que, mesmo utilizando o símbolo, a pessoa com doença rara deverá apresentar documentação comprobatória quando solicitada por atendentes ou autoridades.

Inclusão e atenção à saúde

O reconhecimento do símbolo oficial ajuda a facilitar a identificação rápida e a comunicação entre pacientes, profissionais de saúde e demais setores, evitando atrasos e promovendo um atendimento mais humanizado.

Além disso, a ação reforça a importância da inclusão social e da sensibilização da sociedade para as dificuldades enfrentadas por pessoas com essas doenças.

O símbolo para doenças raras foi criado pela Eurordis, a Organização Europeia para Doenças Raras.

Minas Gerais é o primeiro estado a reconhecer oficialmente o cordão de fita de identificação para pessoas com doenças raras – Foto: Bruno Cantini

Carne, mel, madeira, peixe e mais: as vendas brasileiras já prejudicadas por anúncio de tarifa dos EUA

Carne, mel, madeira, peixe e mais: as vendas brasileiras já prejudicadas por anúncio de tarifa dos EUA – Foto: reprodução

A decisão de Donald Trump de impor tarifas de 50% ao Brasil já prejudica a economia do país, mesmo antes da data prevista, 1º de agosto.

Como as encomendas podem demorar a ser preparadas e transportadas, alguns importadores nos EUA já cancelam, por temerem que cheguem em agosto e sejam taxadas. Em outros casos, os próprios empresários brasileiros estão segurando a produção para evitar o prejuízo.

A incerteza não se restringe aos setores já afetados e já atinge outras regiões e produtos do país, que enxergam na medida uma ameaça à estabilidade econômica local. Da indústria de aviões à lavoura de laranja, a preocupação é grande.

Carne em Mato Grosso do Sul (MS)

Frigoríficos de MS paralisaram a produção de carne destinada aos EUA após o anúncio das tarifas, afirmou o Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul e o governo do estado.

Ainda segundo o sindicato, pelo menos quatro frigoríficos no estado interromperam a produção voltada ao mercado americano:

  • JBS
  • Naturafrig
  • Minerva Foods
  • Agroindustrial Iguatemi

Depois da China, os Estados Unidos são o maior comprador da carne nacional. O país importa 12% de todo o volume de carne que o Brasil vende para o exterior, enquanto os chineses levam praticamente metade (48%), segundo o Ministério da Agricultura. O preço da carne brasileira era o mais barato do mercado externo até então.

A suspensão das exportações visa evitar formação de estoques e prejuízos imediatos, já que as vendas se tornariam inviáveis economicamente com a tarifa extra de 50%.

Isso não significa que os frigoríficos brasileiros vão colocar mais carne no mercado nacional, é o que afirma Fernando Henrique Iglesias, analista do Safras & Mercados.

“Os frigoríficos vão tentar redirecionar esse produto para o mercado internacional para não gerar um efeito tão negativo. […] A nossa sorte é que tem mais 100 países comprando carne do Brasil”, diz.

Além da carne, o Mato Grosso do Sul também pode enfrentar prejuízos com pescados, uma vez que 99,6% da tilápia produzida no estado é exportada para os Estados Unidos. De acordo com o relatório do Anuário da Piscicultura 2024, da Peixe BR., o estado é o 5º maior produtor de tilápia do país.

Mel no Piauí (PI)

O tarifaço de Trump causou o cancelamento imediato de grandes encomendas de mel orgânico do Piauí ainda no dia 9 de julho, data em que o presidente americano anunciou a decisão.

O Brasil é um dos maiores produtores de mel do mundo. E o Piauí é um dos líderes da produção nacional.

Os compradores temem que o mel chegue aos EUA após a entrada em vigor da nova tarifa, gerando impacto em pelo menos 500 toneladas do produto. A decisão afetou uma das maiores exportadoras do mundo, o Grupo Sama, que compra o produto de pelo menos 12 mil pequenos produtores do Nordeste Brasileiro.

Os Estados Unidos consomem 80% do mel produzido no Brasil. Com o cancelamento, o produto precisa ser armazenado em câmaras refrigeradas, o que gera custos adicionais para as empresas.

Madeira no Paraná (PR)

Devido ao tarifaço de Trump, a indústria madeireira paranaense BrasPine anunciou férias coletivas para 700 funcionários da fábrica de Jaguariaíva, nos Campos Gerais do Paraná.

Os Estados Unidos recebem 42,4% das exportações de madeira do Brasil, sendo um dos principais mercados internacionais do setor paranaense.

De acordo com estimativas da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), o Paraná é um dos principais exportadores de produtos de madeira para os Estados Unidos.

O setor madeireiro gera cerca de 400 mil empregos diretos e indiretos no estado, considerando os trabalhadores florestais e os que atuam em indústrias do segmento, aponta a associação.

A madeira está entre os dez produtos mais exportados para os Estados Unidos e já foi alvo de um outro tarifaço de Trump em abril, taxada em 25%.

No Rio Grande do Sul (RS), as exportações de móveis também foram interrompidas nesta quarta.

Pescados do Nordeste (Bahia, Ceará e Pernambuco)

Apenas 24 horas após o anúncio de Trump, empresários norte-americanos suspenderam a compra de pescados brasileiros.

A decisão fez com que pelo menos 58 contêineres de peixes, lagostas e camarões fossem desembarcados de três dos principais portos do Nordeste, os de Salvador (BA), Pecém (CE) e Suape (PE).

O Brasil exporta peixes para os Estados Unidos há mais de cem anos. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, 70% das exportações feitas pelo setor têm como destino os EUA, o que torna os produtores vulneráveis.

Pedras (Rochas Naturais) no Espírito Santo (ES)

Compradores dos Estados Unidos suspenderam imediatamente o embarque de rochas naturais do Espírito Santo nesta quarta-feira (16), dias após o anúncio do tarifaço de Trump. O estado é potência no setor de mármore e granito.

Segundo empresas que exportam rochas naturais, os pedidos não foram cancelados, ainda que os norte-americanos tenham pedido a suspensão imediata dos embarques.

O Espírito Santo é líder nacional em exportação de rochas naturais, como granito e mármore, e 82% da receita do setor vêm do estado.

Até junho deste ano, os Estados Unidos compraram, em média, 66% das rochas naturais do Espírito Santo. O governo federal decidiu criar um comitê para ouvir os setores mais atingidos pela tarifa.

Na segunda-feira (14), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, pasta que trata da política de exportações do país.

Incerteza geral, mesmo em setores sem vendas canceladas

No Vale do Paraíba, a Embraer estima perdas de até R$ 20 bilhões até 2030 se a tarifa entrar em vigor. Os EUA representam 45% das vendas de jatos comerciais da empresa e 70% dos jatos executivos.

O CEO da companhia, Francisco Gomes Net, alerta para cortes de investimento e até demissões em massa.

No setor de laranja, espalhado por várias regiões do Brasil, o temor é generalizado. O Brasil é líder mundial na exportação de suco de laranja, e a taxação pode comprometer uma cadeia produtiva que emprega cerca de 200 mil pessoas, deixando pequenos produtores mais vulneráveis.

A esperança, segundo empresários do setor, é que a própria indústria americana pressione por um recuo da medida, dado o impacto também para consumidores nos EUA.

O estado de São Paulo deve ser o mais afetado pelas tarifas de Trump. É o que aponta uma pesquisa do Núcleo de Estudos em Modelagem Econômica e Ambiental (Nemea-UFMG). No interior paulista, cidades como Piracicaba e Sorocaba já contabilizam os possíveis efeitos sobre a agroindústria, o setor metalmecânico e a indústria automotiva.

Em Sorocaba, 8,5% de tudo o que se exporta vai para os EUA, e a cidade teme ruptura de contratos e aumento do desemprego. Itapetininga, com forte presença do agronegócio, teme tanto a perda de mercado quanto o aumento dos custos de produção devido à alta do dólar.

No Porto de Santos, por onde escoam 35% das exportações de café para os EUA, o alerta é de queda na movimentação de cargas e perda de até R$ 145 milhões em receita, além de centenas de empregos diretos e indiretos em risco. Já no Sul de Minas e no litoral paulista, o setor cafeeiro também teme uma retração drástica.

O café brasileiro, que hoje paga 10% de tarifa, pode sofrer um aumento de até 400% no imposto, tornando o produto inviável para o mercado americano, principal destino da produção nacional.

Em Pernambuco, a preocupação gira em torno da indústria da cana-de-açúcar, das uvas frescas e das estruturas metálicas, uma vez que os Estados Unidos ocupam o 2º lugar no ranking de compradores dos produtos pernambucanos.

Via: G1

Operadora Claro incomoda até quem não é cliente com excesso de chamadas

Operadora Claro incomoda até quem não é cliente com excesso de chamadas – Foto: reprodução

O excesso de ligações telefônicas da operadora Claro tem gerado revolta entre consumidores em todo o país. A empresa, uma das maiores do setor de telecomunicações no Brasil, tem sido alvo constante de queixas por importunar até mesmo pessoas que nunca foram clientes da operadora.

As ligações, muitas vezes realizadas por robôs ou atendentes de telemarketing, acontecem em horários variados — inclusive fora do expediente comercial — e têm como objetivo oferecer planos de internet, telefonia e TV por assinatura. No entanto, o que era para ser uma estratégia de captação de novos clientes se tornou um verdadeiro transtorno para milhares de brasileiros.

“Recebo pelo menos seis ligações por dia da Claro, e nunca fui cliente. Já bloqueei diversos números, mas eles continuam ligando de outros”, conta Renata Oliveira, moradora de Belo Horizonte. “É invasivo e desrespeitoso”, completa.

Casos como o de Renata se repetem por todo o Brasil. Nas redes sociais, internautas compartilham relatos semelhantes, denunciando a insistência da operadora. Segundo dados do Procon-SP, a Claro está entre as empresas mais reclamadas no quesito telemarketing abusivo, ao lado de outras grandes operadoras.

Em muitos casos, mesmo consumidores cadastrados no serviço Não Me Perturbe — criado justamente para barrar esse tipo de abordagem — continuam sendo alvo das chamadas. Isso levanta questionamentos sobre o cumprimento da legislação que regulamenta o telemarketing no país, especialmente após a criação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Sem consentimento

O mais alarmante, segundo especialistas, é que a operadora parece utilizar bases de dados não autorizadas para entrar em contato com pessoas que jamais consentiram em receber chamadas promocionais. “Se a pessoa não é cliente e não autorizou esse tipo de contato, trata-se de uma violação à privacidade”, explica uma advogada e especialista em direito digital.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já notificou operadoras no passado devido ao uso excessivo de chamadas automáticas, conhecidas como robocalls. No entanto, consumidores afirmam que as medidas não surtiram o efeito esperado.

Cemig registra quase 2 mil alertas de incêndio próximos à rede elétrica no 1º semestre de 2025

Cemig registra quase 2 mil alertas de incêndio próximos à rede elétrica no 1º semestre de 2025 – Foto: divulgação/CEMIG

A Cemig registrou 1.896 alertas de incêndio próximos à sua rede elétrica apenas nos primeiros seis meses de 2025. Os dados são do Sistema de Monitoramento e Alerta de Queimadas (SMAQ) da companhia, que identifica focos de calor a até 1,5 km das linhas de distribuição e transmissão. A tecnologia permite que as equipes de campo sejam acionadas com agilidade, muitas vezes antes de o fogo atingir as estruturas da rede elétrica.

No primeiro semestre de 2024, quando foi registrado o pior ano de ocorrências de queimadas da história da Cemig, foram emitidos 4.073 alertas. Ao longo de todo o ano, o sistema registrou 15.293 ocorrências.

Com base nos alertas emitidos, o Centro de Operação da Distribuição (COD) da Cemig realiza o acionamento das equipes em campo para inspecionar as áreas com indicativo de focos de incêndio, e atuarem caso haja alguma queimada trazendo risco o à rede elétrica, principalmente linhas de alta tensão, responsável pelo fornecimento de milhares de clientes em Minas Gerais.

Segundo o engenheiro de ativos da Cemig, Taumar Morais, o sistema tem sido fundamental para evitar desligamentos e garantir o fornecimento de energia a mais de 9 milhões de consumidores da companhia em todo estado.

“Quando a equipe chega ao local indicado pelo satélite e encontra uma queimada em andamento, que pode causar danos às torres de alta tensão, as equipes informam ao COD para que sejam iniciados os procedimentos de transferência de carga. Assim, evitamos a interrupção de energia e as equipes podem atuar com segurança”, explica. 

Como funciona o SMAQ 

O meteorologista da Cemig, Arthur Chaves, explica que o SMAQ utiliza sensores térmicos embarcados em satélites orbitais para mapear focos de calor em tempo real. 

“As informações são então processadas e filtradas, através de algoritmos próprios, com as coordenadas georreferenciadas da infraestrutura elétrica da empresa, permitindo uma resposta precisa e ágil”, detalha. 

A integração entre o setor de Meteorologia da Cemig e os Centros de Operação da Distribuição (COD) e do Sistema (COS) tem sido essencial para a eficácia da estratégia. A companhia conta com uma equipe de meteorologistas que monitora continuamente as condições climáticas em sua área de concessão, que abrange 774 municípios mineiros. 

Com base nesse monitoramento, são emitidos boletins e alertas que permitem a mobilização de equipes com até quatro horas de antecedência para as regiões mais vulneráveis. 

Além de proteger a infraestrutura elétrica, a iniciativa busca mitigar os impactos sociais das queimadas. Interrupções no fornecimento de energia podem afetar hospitais, sistemas de abastecimento de água, bancos, centros comerciais e indústrias. 

“Com estes alertas, o COD aciona as equipes de campo para realizar inspeções diretamente no ponto de risco para o sistema elétrico, evitando inspeções em toda a extensão das linhas de distribuição de alta tensão, que possuem muitas vezes dezenas de quilômetros de extensão. Esta assertividade permite reduzir consideravelmente os impactos que um desligamento causado por queimadas pode provocar para o sistema elétrico e, principalmente, para os clientes da companhia”, afirma Taumar Morais, da Cemig.

Cemig registra quase 2 mil alertas de incêndio próximos à rede elétrica no 1º semestre de 2025 – Foto: divulgação/CEMIG

Governo de Minas investe mais de R$ 700 milhões em serviços de infraestrutura rodoviária em 2025

Governo de Minas investe mais de R$ 700 milhões em serviços de infraestrutura rodoviária em 2025 – Foto: divulgação

Em 2025, o Governo de Minas, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), está investindo mais de R$ 700 milhões em serviços de infraestrutura rodoviária por meio dos novos contratos de manutenção e conservação, que atendem as 40 unidades regionais da autarquia em todo o estado.

O aporte de recursos representa um aumento de 125% em comparação ao praticado em 2022, que foi da ordem de R$ 310 milhões, e vai permitir a revitalização de mais de mil quilômetros de segmentos rodoviários até o final do ano.

“O DER-MG vem investindo cada vez mais na malha rodoviária estadual. O resultado é que temos rodovias melhores na medida da evolução das obras que acontecem em todas as regiões mineiras”, destaca o diretor-geral do DER-MG, Rodrigo Tavares.

Segundo ele, dados consolidados sobre a qualidade da malha estadual mineira, levantados pela equipe do DER-MG, apresentam queda no índice de rodovias consideradas ruins, passando de 22,1% em outubro de 2022 para 13,4 %, em abril de 2025, redução de quase 9%. Neste mesmo período, o índice de rodovias boas subiu, saltando de 34,1% para 45,9%.

Os novos contratos abrangem dezenas de obras de manutenção e conservação, tanto na rede pavimentada quanto na não pavimentada, e inclui, também, a recuperação de aterros, revitalização de sinalização, podas, capinas, entre outras atividades.

Um exemplo de trabalho já realizado por meio dos novos contratos é a MG-255, entre Cruzeta e Tapagipe, no Triângulo Mineiro. O trecho foi todo revitalizado e ganhou nova sinalização nas pistas, além de serviços de limpeza dos dispositivos de drenagem, capina, e outras intervenções.

Em outro ponto do estado, na região Central, o DER está revitalizando o pavimento da MGC-259, entre Curvelo e Felixlândia e entre Curvelo e Presidente Juscelino, em uma extensão de mais de 85 quilômetros.

O novo modelo de contrato praticado pelo DER-MG tem permitido mais agilidade nas respostas às demandas que surgem no dia a dia, sobretudo em período de chuvas, que temos enfrentado de forma mais tranquila que em anos anteriores, por causa do grande volume de recursos, conforme explica o diretor-geral.

“No momento estamos com apenas com dois trechos de interrupção total, um em Botumirim, Norte de Minas (projeto concluído) e outro na região Central, em Igaratinga (projeto em andamento). Além disso, são apenas sete pontos com tráfego por meio de variante e em todos já fase de licitação”, detalha Tavares.

Além das obras de conservação e manutenção de natureza continua, previstas nos novos contratos, o Governo de Minas deve terminar 2025 com outro dado importante. Serão mais de 2,2 mil quilômetros de rodovias estaduais recuperadas por meio o programa Caminhos pra Avançar.

Governo de Minas investe mais de R$ 700 milhões em serviços de infraestrutura rodoviária em 2025 – Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 700 milhões em serviços de infraestrutura rodoviária em 2025 – Foto: divulgação
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