Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Cleitinho afirma que não abre mão de candidatura ao governo de MG

Senador Cleitinho Azevedo – Foto: Roque de Sv°/Agencia Senado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) respondeu às críticas de que não estaria preparado para assumir o governo de Minas Gerais e disse que, na verdade, não está preparado para roubar ou colocar amigos em cargos comissionados.

Ele ainda afirmou que é o único capaz de “varrer” o PT de Minas, com a pré-candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD) apoiada pelo presidente Lula (PT), e afirmou que não abre mão de candidatura ao governo mineiro. A terceira frente na disputa para ser governador é o atual vice-governador Mateus Simões (PSD), apoiado pelo atual governador, Romeu Zema (Novo).

Em entrevista à Revista Timeline, o parlamentar disse que abriria mão da candidatura caso outra pessoa liderasse pesquisas internas de partidos da direita de intenção de voto, mas o primeiro lugar é ocupado por ele e não há motivos para desistir. Segundo ele, seu eleitor e o de Nikolas Ferreira são parecidos, então não faz sentido ambos disputarem a cadeira.

“Eu apareço com mais de 40%. Por que eu tenho que abrir mão? Por que eu tenho que ser um covarde de abrir mão de ser candidato? Se a direita tem que estar unida, por que a direita não pode me apoiar?”, afirmou. 

Sem citar nomes, Cleitinho disse que criticaram um possível despreparo dele para o cargo de governador, do que ele discorda. “Eu não estou preparado pra roubar, eu não estou preparado pra colocar carguinho comissionado de amigo lá dentro, eu não estou preparado pra fazer contrato para poder favorecer empresa de pedágio. Isso eu não tô preparado. Eu estou preparado para defender o povo mineiro”, disse o parlamentar, exaltado. Em certo momento, o senador interrompeu um comentário do entrevistador e gritou: “Deixa eu falar, deixa eu falar!”.

PT de MG nega que Pacheco tenha confirmado candidatura ao governo

PT de MG nega que Pacheco tenha confirmado candidatura ao governo – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após circular a informação de que lideranças petistas teriam afirmado que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) finalmente aceitou o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o governo de Minas, a presidente do PT no estado, deputada estadual Leninha, negou que haja definição até o momento. Em nota, a dirigente reconheceu que Pacheco é um nome com densidade política, mas afirmou que o diálogo segue em curso e que, sob sua gestão, o debate será conduzido no grupo de trabalho eleitoral e nas instâncias partidárias de forma coletiva, “pensando no melhor para Minas e para o Brasil”.

Leninha inicia a nota dizendo: “é público que sempre reconhecemos em Rodrigo Pacheco um nome com densidade política para a disputa ao Governo de Minas Gerais. Seguimos dialogando dentro de um cenário mais amplo, que também envolve as definições nacionais do partido”.

A deputada menciona os encontros que ocorreram entre o senador e o presidente para tratar sobre o tema, sendo o último dias antes do Carnaval, em 11 de fevereiro. “Nos últimos dias ocorreram conversas importantes entre Luiz Inácio Lula da Silva e Pacheco, com a perspectiva de construir sua presença ao nosso lado na disputa pelo governo do estado”.

Ela lembrou ainda da possibilidade de mudança de partido por parte de Pacheco, que perdeu espaço para se candidatar ao governo mineiro pelo partido após o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, filiar Mateus Simões, vice-governador e pré-candidato na disputa. Pacheco estaria entre o União Brasil e o MDB. Ele também recebeu convite do PSB.

“Agora é hora de acompanhar os próximos capítulos, inclusive as discussões sobre uma possível mudança partidária. Recebemos esse processo com expectativa, responsabilidade e otimismo. Queremos recolocar Minas no centro do debate nacional, como já aconteceu em momentos históricos com lideranças como Juscelino Kubitschek, Itamar Franco e Tancredo Neves”, cita Leninha.

Ela encerra a nota reforçando que a decisão sobre o candidato apoiado pelos petistas em Minas será feita de forma coletiva. “Aqui em Minas, sob a minha presidência, esse debate será conduzido no grupo de trabalho eleitoral e nas instâncias partidárias, como sempre fizemos. As decisões serão tomadas de forma coletiva, pensando no melhor projeto para Minas Gerais e para o Brasil.”

“Assim que houver definições oficiais, elas serão comunicadas pelos canais do partido”, finalizou.

Lula diz que Pacheco será governador de Minas e manda recado: ‘ainda não desisti de você’

Lula diz que Pacheco será governador de Minas e manda recado: ‘ainda não desisti de você’ – Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cortejar o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e mandou um recado direto sobre uma eventual candidatura do parlamentar ao governo de Minas em 2026. A fala de Lula se dá em meio a articulações para que Pacheco deixe o PSD, onde perdeu espaço, e acerte filiação ao União Brasil com intervenção direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).

Parte do processo para que a mudança partidária seja concluída já foi feita, com a mudança no comando do diretório estadual da sigla em Minas. Em articulação que teve atuação de Pacheco, o partido deve confirmar o deputado federal Rodrigo de Castro, aliado do senador, na presidência da legenda no estado, em detrimento ao deputado federal Marcelo de Freitas.  

Sem citar a situação partidária de Pacheco, Lula foi direto no recado. “Em Minas Gerais, eu posso dizer para você agora, se eu conheço a alma mineira, nós vamos ganhar as eleições de Minas Gerais outra vez. E eu quero dizer aqui em alto e bom som, eu ainda não desisti de você, Pacheco. Você sabe que nós vamos ter uma conversa e acho que você pode ser o futuro governador de Minas Gerais. Eu estou muito certo disso, estou muito crente disso”, disse o presidente, em entrevista à jornalista Daniela Lima, no UOL News

A conversa citada por Lula não tem data ainda para ser realizada. No entanto, aliados de Pacheco e interlocutores do PT citam que o bate-papo, que vai definir o futuro político do senador, deve ocorrer após o Carnaval. O período coincide com a previsão de filiação de Pacheco ao União Brasil.  A reportagem questionou a assessoria de Rodrigo Pacheco sobre as declarações de Lula, mas nenhum posicionamento foi enviado até a publicação. O espaço segue aberto. 

Trinca na relação

A oito meses das eleições o PT trabalha nos bastidores para construir uma candidatura no estado, mas enfrenta impasses internos e externos. Rodrigo Pacheco, apontado por Lula como um nome capaz de unificar o campo democrático, tem resistido à ideia de disputar o governo mineiro. O relacionamento entre Lula e Pacheco passou por um momento de desgaste no fim do ano passado.

Após uma série de agendas com Lula em Minas, o senador foi preterido na disputa por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), que acabou ficando com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Após esse episódio, chegou a dizer que abandonaria a vida pública. Nesse ínterim, Messias busca apoio no Senado para ter seu nome aprovado para a Corte.

O aceno de Lula a Pacheco ocorre um dia após o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ter dito que o PT apoiará o ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil (PDT) na corrida ao governo de Minas. A declaração foi feita nas redes sociais, após reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Após o episódio, o próprio Edinho rechaçou, em nota, o que foi dito por Lupi. 

A possibilidade também foi afastada por Kalil. “Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem EU quiser”, escreveu Kalil em seu perfil no X, em resposta a Lupi.

Futuro político em xeque

Com o mandato de senador encerrando no final do ano, Rodrigo Pacheco tem à mesa o desejo do presidente Lula (PT) em tê-lo à frente do palanque petista em Minas Gerais na campanha ao governo de Minas. Todavia, a saída da vida pública segue no radar do senador, conforme interlocutores, independente de uma mudança de partido. Conforme mostrou a reportagem, aliados do senador apontam que ele aguarda, na conversa com Lula, um projeto sólido do presidente. 

A leitura é de que, em uma eventual vitória, o senador precisaria de um forte apoio do governo federal para governar Minas Gerais. A situação fiscal do estado é um ponto de preocupação e há um temor de que um eventual mandato possa ficar engessado. Vale lembrar que Minas Gerais tem uma dívida de R$ 205 bilhões, conforme o último boletim da Receita Estadual. Só à União, o estado deve mais de R$ 182 bilhões, valor que já está sendo equacionado por meio da adesão no final do ano passado ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) – iniciativa que teve forte atuação de Pacheco. 

“Pegar um estado nessa condição é difícil. Até agora, o Lula só disse a ele: ‘eu preciso que você seja candidato’. Mas isso não convence. Hoje quem precisa do Rodrigo é o Lula, e não o contrário”, resumiu um aliado reservadamente. Dentro do chamado projeto que Pacheco aguarda de Lula, segundo integrantes do grupo político do senador, há ainda a necessidade de um projeto político para uma eventual derrota na disputa ao Palácio Tiradentes. 

Pacheco tem o desejo de assumir uma cadeira no STF, mas uma indicação ministerial em um eventual segundo mandato de Lula também é bem avaliada. “Se ele não tiver uma sinalização, qual a razão para ajudar o Lula?”, questionou o aliado ao lembrar o apoio e exposição de Pacheco a Lula antes da indicação de Jorge Messias ao STF. No entanto, em uma eventual candidatura apoiada por Lula, a entrada no União é vista como a melhor alternativa partidária ao senador por garantir “plataforma segura, tempo de televisão, recursos e estrutura partidária”. 

União Brasil 

A eventual filiação de Pacheco ao União Brasil faz parte de uma movimentação política de diferentes reflexos. O primeiro impacto é no fortalecimento da bancada do partido no Senado. Em outro aspecto, a ida de Pacheco à legenda pode esvaziar o palanque de Mateus Simões (PSD) na campanha ao governo do estado. Federado ao PP, o União tinha acordo alinhado para fechar questão em torno do vice-governador, mas as negociações foram feitas pelo então presidente, o deputado federal Marcelo de Freitas. 

Com a mudança no comando para as mãos do deputado federal Rodrigo de Castro, em articulação que teve a atuação de Pacheco, o partido deve refazer a rota mirando as eleições de 2026. Caso esse cenário se confirme trataria-se de um troco em Simões, que articulou filiação ao PSD em 2025, em movimento que deixou Pacheco escanteado na sigla em uma eventual corrida ao governo de Minas. 

Na segunda-feira, o presidente nacional do União, Antônio Rueda, esteve em BH e, dentre as agendas, almoçou com Castro na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A conversa tratou diretamente sobre as mudanças em Minas. Ele também se reuniu com o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e o secretário de governo da PBH, Guilherme Daltro.

A troca de cadeiras, inclusive, tem sido avaliada como uma ‘guinada à direita’ pelo deputado federal Marcelo de Freitas, que acabou escanteado e pode chegar no Partido Liberal. “Estamos em conversas. O PL é sim uma opção. Especialmente se o União Brasil em Minas Gerais fizer uma guinada à esquerda”, disse em conversa com a reportagem, um dia após se reunir com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. 

Congresso aprova reajustes, cria folgas indenizadas de até 10 dias por mês e gera impacto de R$ 1 bilhão, com salários de até R$ 77 mil

Presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) – Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Congresso Nacional aprovou na última terça-feira (3) projetos que reestruturam as carreiras e reajustam os salários dos servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. As medidas ampliam gratificações, criam uma nova licença compensatória e abrem caminho para remunerações que podem ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 46.366,19.

As propostas foram aprovadas em ritmo acelerado após acordo entre líderes partidários. A votação do regime de urgência e do mérito ocorreu em menos de três horas. Os dois textos tiveram como relator o deputado Alberto Fraga (PL-DF).

O projeto que trata dos servidores do Senado já segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já a proposta que altera a carreira dos servidores da Câmara ainda precisa ser analisada pelo Senado antes de entrar em vigor.

Reajustes e novos valores

Na Câmara dos Deputados, os reajustes aprovados são de:

  • 8% para secretários parlamentares;
  • 9,25% para servidores efetivos de carreira;
  • 8,63% de reajuste médio para cargos em comissão.

Com a reestruturação, o salário inicial de um analista legislativo passa a ser de R$ 14.008,22, enquanto o de técnicos começa em R$ 8.825,18.

No Senado Federal, o reajuste do vencimento básico será anual e escalonado entre 2026 e 2029. O salário inicial de Auxiliar Legislativo, por exemplo, passará de R$ 3.300 para R$ 5.863 em 2029. Já o vencimento básico de um consultor legislativo no topo da carreira sobe de R$ 13.753,64 para R$ 24.100 no mesmo período — um crescimento nominal de cerca de 76%.

Gratificações podem dobrar salários

Os projetos substituem a antiga Gratificação de Desempenho pela Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que poderá variar de 40% a 100% do maior vencimento básico do cargo efetivo.

Na prática, a combinação de salário-base, gratificações e benefícios acessórios — os chamados penduricalhos — pode elevar a remuneração total de servidores em cargos estratégicos para valores próximos de R$ 77 mil mensais, segundo estimativas.

Folgas indenizadas e salários acima do teto

Um dos pontos mais polêmicos das propostas é a criação da licença compensatória para servidores que exercem funções consideradas estratégicas ou acumulam atividades extraordinárias.

Na Câmara, o benefício será concedido a servidores efetivos que ocupem funções comissionadas de nível FC-4 ou superior. A cada três dias trabalhados, o servidor poderá ter direito a um dia de folga, limitado a dez dias por mês.

No Senado, a regra varia entre um dia de folga a cada dez dias trabalhados, podendo chegar a um dia a cada três, dependendo da função exercida.

Em ambos os casos, as folgas poderão ser convertidas em indenização financeira, sem incidência de imposto de renda e sem contar para a base previdenciária — o que permite pagamentos fora do teto constitucional.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a exceção ao teto atingirá cerca de 72 servidores, ocupantes de funções estratégicas, como ordenadores de despesa. Ele argumenta que o modelo já é adotado pelo Senado e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e estaria alinhado a discussões sobre reforma administrativa.

Críticas e impacto fiscal

Deputados do PSOL e do Novo criticaram a flexibilização do teto salarial e o impacto fiscal das medidas, além de tentarem retirar a possibilidade de indenização da licença compensatória. Os destaques, porém, foram derrotados em plenário.

De acordo com o relator Alberto Fraga, o impacto das mudanças na Câmara representa 0,03% da Receita Corrente Líquida, e a despesa com pessoal permaneceria abaixo do limite legal.

Ainda assim, a aprovação ocorre em um momento de maior sensibilidade fiscal, com o governo buscando sustentar o novo arcabouço e conter o crescimento da dívida pública. Embora os gastos sejam custeados pelos orçamentos próprios do Legislativo, especialistas apontam que as medidas ampliam a pressão sobre o gasto público e reforçam críticas à disparidade entre os ajustes exigidos do Executivo e a expansão de benefícios no Congresso.

Além das mudanças no Legislativo, a Câmara também aprovou projetos com impacto fiscal estimado em R$ 4,3 bilhões em 2026, incluindo criação de cargos públicos, reestruturação de carreiras no Executivo e no Ministério da Educação, e a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano.

Deputada acusa vice-governador de Minas de suposta ameaça: ‘vai fechar as portas’

Deputada acusa vice-governador de Minas de suposta ameaça: ‘vai fechar as portas’ – Foto: Elizabete Guimarães / ALMG

A deputada estadual Lud Falcão (Podemos) publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), teria ameaçado “fechar as portas” do estado para ela. A suposta ameaça teria ocorrido após o marido da parlamentar, Luís Eduardo Falcão (sem partido), prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), ter criticado o governo por conta dos custos que as cidades têm de arcar em relação a obrigações que seriam do Estado. As publicações nas redes sociais ocorreram nessa quarta-feira (21/1).

“Vice-governador, depois de poucos minutos, o senhor me ligou ameaçando que se o meu marido não te ligasse até meia-noite para pedir desculpas, o senhor não deixaria nenhum porteiro do estado de Minas Gerais atender os meus pedidos” relata a deputada.

Em seguida, Lud Falcão passa a dizer que o “fechar de portas” por parte do vice-governador seria para as demandas dos mineiros, e não pessoais dela. Ela ainda critica Simões e cobra “respeito” e “diálogo”.

“O senhor quer agir de cima para baixo e olha que, por enquanto, é só um vice-governador. Quando for governador, quem pensar contra o senhor, o senhor vai agir de forma tirana. Isso me dói muito, porque além de tudo, mostrou ser um grande machista”, dispara a deputada. “O número do meu marido, o senhor tem. Faça o favor de ter coragem e ligar para ele.”

A publicação de Lud ocorreu poucas horas após o marido dela, Luís Eduardo Falcão, também ter postado um vídeo. Ele compartilhou registros de Mateus Simões dizendo que o apoio que certo município daria para a polícia “eram dois estagiários”.

O presidente da AMM, que vem trabalhando para lançar uma pré-candidatura ao governo de Minas em 2026, considerou a fala do vice-governador como um “desconhecimento” da realidade do interior de Minas ao “reduzir” o auxílio dado pelos municípios a “dois estagiários”.

“Fica claro que o vice-governador não está sabendo o que realmente se passa nas cidades de Minas, fora da capital. E nem o que nós mineiros vivenciamos todos os dias, inclusive, o que a polícia enfrenta todos os dias nas ruas, com baixo efetivo, com falta de equipamento adequado, não são apenas ‘dois estagiários’”, diz Falcão. “Tratar isso como algo pequeno é diminuir a cidade e ridicularizar o interior, incluindo servidores que trabalham no interior de Minas.”

O vice-governador foi procurado para comentar sobre as falas da deputada Lud Falcão. Tão logo haja um retorno, esta publicação será atualizada. O espaço segue aberto.

Cássio Soares diz que PSD não terá espaço para Pacheco ao governo de Minas

Cássio Soares – Foto: reprodução

O presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, afirmou que o partido não prevê espaço para uma eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo do estado, nem para uma disputa do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao Senado, nas eleições de 2026. A declaração foi concedida em entrevista ao Estado de Minas na última terça-feira (20).

Segundo Cássio, o PSD mineiro já definiu de forma clara seu projeto eleitoral para o próximo pleito, que tem como principal aposta a candidatura do vice-governador Mateus Simões ao Palácio Tiradentes. Para o dirigente, não há possibilidade de o partido sustentar duas pré-candidaturas ao governo estadual dentro da mesma legenda.

Apesar de reconhecer a boa relação pessoal e institucional com Rodrigo Pacheco, Cássio explicou que os caminhos políticos hoje são distintos. Ele afirmou manter um diálogo respeitoso, transparente e constante com o senador, ainda que ambos estejam posicionados em campos políticos diferentes no atual cenário. De acordo com o presidente do PSD em Minas, Pacheco sempre esteve ciente das articulações envolvendo Mateus Simões, inclusive durante as conversas internas que consolidaram o vice-governador como projeto prioritário do partido.

Nos bastidores, Rodrigo Pacheco tem sido citado como possível candidato ao governo de Minas com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hipótese que poderia resultar em uma mudança de legenda. Para Cássio, caso essa candidatura se confirme, ela tende a ocorrer fora do PSD, diante da incompatibilidade entre os projetos políticos. O dirigente avaliou que Pacheco construiu, nos últimos anos, uma trajetória de diálogo direto com o governo federal, especialmente durante o período em que presidiu o Senado, entre 2021 e 2025.

Cássio destacou ainda o papel institucional exercido por Pacheco à frente do Congresso Nacional, avaliando que o senador teve atuação relevante na preservação da democracia, ainda que isso tenha lhe causado desgaste político, sobretudo junto a setores da direita após os atos de 8 de janeiro. Segundo ele, as decisões tomadas por Pacheco naquele período refletiram a responsabilidade do cargo que ocupava.

A definição do PSD por Mateus Simões, conforme explicou Cássio, está diretamente relacionada ao reposicionamento do partido em Minas após as eleições de 2022, quando a sigla passou a integrar oficialmente a base do governador Romeu Zema (Novo) e a ocupar espaços estratégicos na administração estadual. Nesse contexto, Mateus Simões ganhou protagonismo como vice-governador e se consolidou como um dos principais articuladores do campo liberal-conservador em Minas, defendendo a formação de uma ampla coalizão da direita para 2026.

Já em relação ao ministro Alexandre Silveira, Cássio afirmou que, embora a convivência institucional seja possível, a viabilidade eleitoral de uma candidatura ao Senado pelo PSD é vista com ressalvas. Silveira, segundo ele, sempre deixou claro seu alinhamento com o presidente Lula e tem atuado como um dos principais interlocutores do governo federal em Minas Gerais, especialmente em pautas ligadas à energia, infraestrutura e articulação política com prefeitos.

Para o dirigente do PSD, esse alinhamento torna difícil uma composição eleitoral coerente dentro do partido. Ele avaliou que seria difícil explicar ao eleitor um palanque em que o candidato ao governo representa a direita mineira, enquanto um candidato ao Senado pede votos para um presidente de esquerda. Na avaliação de Cássio, esse tipo de contradição costuma ser mal recebida pelo eleitorado, que valoriza clareza e coerência política.

Cássio afirmou ainda que a possibilidade nunca foi formalmente debatida dentro do partido, mas reconheceu que, nos bastidores, o cenário é considerado improvável. Segundo ele, a principal barreira não é institucional, mas política e eleitoral, justamente pela dificuldade de conciliar projetos tão distintos dentro da mesma legenda.

Pacheco já procura partido para ser candidato ao governo de Minas

Pacheco já procura partido para ser candidato ao governo de Minas – Foto: reprodução

Depois de considerar diferentes caminhos para o futuro político, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) deve disputar o governo de Minas Gerais, segundo informações divulgadas pela revista Veja. A decisão ocorre após um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que via a ausência de um palanque consolidado no estado como um entrave para seus planos eleitorais.

Pacheco já procura um novo partido para viabilizar a candidatura e a legenda mais cotada para recebê-lo é a União Brasil. A movimentação encerra um período de indefinição, no qual o senador chegou a cogitar a Presidência da República, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo a saída da vida política.

A entrada de Pacheco na disputa atende a uma demanda do Palácio do Planalto. Lula considera o senador o nome mais adequado para liderar a chapa em Minas Gerais e estruturar o palanque estadual que dará sustentação ao projeto do governo federal junto ao eleitorado mineiro. Até então, o presidente não contava com um candidato definido no estado para representar suas pretensões eleitorais.

A composição da chapa já começa a ser desenhada. A prefeita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), será candidata ao Senado. Pacheco ainda definirá quem ocupará a vaga de vice-governador e quem será o segundo nome ao Senado na coligação.

Lula indica Jorge Messias para a vaga de ministro do STF no lugar de Barroso

Lula indica Jorge Messias para a vaga de ministro do STF no lugar de Barroso – Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta quinta-feira, 20 de novembro, o nome do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. A oficialização da indicação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Advogado-Geral da União desde 1º de janeiro de 2023, Jorge Messias é graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), mestre em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília – UnB (2018) e doutor pela mesma universidade (2023), onde lecionou como professor visitante.

Foi subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e Consultor Jurídico do Ministério da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.

A partir da indicação, o nome de Jorge Messias deverá passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e aprovação pelo Plenário do Senado Federal.

Lafayette Andrada é reconhecido como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional em 2025

Lafayette Andrada é reconhecido como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional em 2025 – Foto: reprodução

O deputado federal Lafayette Andrada, presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, foi novamente incluído pela Arko Advice entre os parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, integrando a lista da “Elite Parlamentar 2025”.

A honraria reforça a trajetória de Lafayette, marcada pela competência técnica, diálogo constante e compromisso com o progresso do país. “É uma grande honra estar entre aqueles que contribuem para o debate e o avanço das pautas que constroem o futuro do nosso país”, afirmou o deputado.

O parlamentar foi reconhecido na categoria “Especialistas”, que destaca deputados e senadores com profundo conhecimento técnico em áreas como direito, infraestrutura e economia, campos nos quais Lafayette se sobressai por sua atuação sólida e por propor soluções eficazes para o desenvolvimento nacional.

Natural de Barbacena (MG), Lafayette Andrada é advogado, professor e político mineiro, pertencente a uma tradicional família de figuras de destaque na política brasileira. Filho do ex-deputado Bonifácio Andrada, ele tem se dedicado, ao longo da carreira, a pautas voltadas ao crescimento econômico, geração de empregos, modernização das leis e fortalecimento das instituições democráticas.

Entre suas contribuições de maior relevância, destacam-se a relatoria da Lei da Liberdade Econômica, que modernizou o ambiente de negócios no Brasil, além da defesa de políticas de inovação e competitividade industrial. Lafayette também tem participação ativa nas discussões sobre reforma tributária, energia e infraestrutura, sempre buscando conciliar desenvolvimento com responsabilidade social.

Com firmeza e serenidade, o deputado reafirma seu compromisso com o país:

“Sigo firme no propósito de trabalhar por resultados concretos, contribuindo para o desenvolvimento e o bem-estar de todos os brasileiros.”

Karina Castro assume presidência do Republicanos Minas Gerais Mulher e reforça protagonismo feminino na política

Karina Castro assume presidência do Republicanos Minas Gerais Mulher e reforça protagonismo feminino na política – Foto: divulgação

A liderança política de São José da Barra (MG) ganhou ainda mais projeção estadual. Na última segunda-feira (25), Karina Castro foi oficialmente nomeada presidente do Minas Gerais Mulher, organização ligada ao Republicanos, por indicação do deputado federal e presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen.

A trajetória política de Karina começou em São José da Barra, onde preside o diretório municipal do Republicanos. Sob sua articulação, o partido conquistou a Prefeitura com a eleição de Marcelo Silva. Desde então, ela ampliou sua atuação, passando a integrar a equipe da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Reconhecida pela determinação, coragem e representatividade, Karina tem se destacado como voz ativa para as mulheres mineiras, além de exercer papel de liderança na construção de políticas públicas. Em sua nova função, participou da posse da secretária estadual do setor Mulher Agro, reforçando a presença feminina em áreas estratégicas.

Durante a cerimônia, Karina agradeceu a presença de vereadores de São José da Barra – entre eles, Adriano (presidente da Câmara), Thiaguinho do Bolão, Cabadão, Jamir, Matheusinho, Sirlei Tiririca e Deusmar – que levaram novas demandas ao senador Cleitinho e ao deputado Euclydes Pettersen, ressaltando o empenho em favor do município.

A solenidade também contou com uma caravana com cerca de 50 moradores de São José da Barra, que viajaram até Brasília para prestigiar o evento e participar de atividades sobre políticas públicas.

“Obrigada a todos amigos e família que acreditam e apoia. Juntos somos mais fortes”, destacou Karina.

Com a nova missão, Karina Castro promete seguir investindo na capacitação de mulheres, jovens e lideranças políticas, reforçando o compromisso de levar a voz da região para as grandes decisões do Estado.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.