Candidato pelo PSD, Jefinho Pirulito teve 90 votos na última eleição, ficando na suplência de Nadinho Bueno.
Jeferson de Morais toma posse como vereador suplente na Câmara de São José da Barra – Imagem: Agência Inova
Nesta quinta-feira (15), às 18h, o Jeferson Natanael Aguiar de Morais assume uma cadeira como vereador suplente no Município de São José da Barra (MG). A vaga foi deixada por Nadinho Bueno, que está afastado por problemas de saúde. Com 30 anos, Jefinho recebeu expressiva votação, especialmente entre a juventude barrense, refletindo seu engajamento e proximidade com as demandas desse público.
“Quero honrar a confiança dos eleitores e trabalhar para trazer melhorias concretas para a nossa cidade. Meu objetivo é representar bem a juventude e toda a comunidade barrense, buscando sempre avanços e soluções para os desafios que enfrentamos”, afirmou o novo vereador suplente.
Barroso cogita deixar STF, e Lula já avalia quatro nomes para a vaga – Foto: reprodução
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso, tem sinalizado nos bastidores a possibilidade de deixar a Corte após concluir seu mandato à frente do STF, em setembro. O magistrado estaria desanimado com o ambiente interno, marcado por divisões e pelo protagonismo crescente do ministro Alexandre de Moraes.
Barroso, que tem forte ligação com os Estados Unidos, já passou temporadas acadêmicas em Harvard e possui imóvel declarado em Miami. Nos bastidores, interlocutores afirmam que os Estados Unidos podem ter cancelado o visto americano de Barroso, o que ampliaria o distanciamento de seus interesses fora do país.
Após deixar a presidência, Barroso passará a integrar a 2ª Turma do Supremo, composta por ministros com os quais não possui proximidade: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça. Edson Fachin, que assumirá a presidência do STF, também está nesse colegiado, mas deixará a vaga ao assumir o novo posto.
A divisão no Supremo se acentuou com a decisão de Moraes de impor tornozeleira eletrônica e, depois, prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. A medida gerou desconforto interno. Segundo relatos, ao menos cinco ministros criticaram a decisão nos bastidores, classificando-a como precipitada. A avaliação majoritária é que Bolsonaro será julgado e, eventualmente, condenado em setembro, mas que as medidas restritivas atuais foram impostas antes da conclusão do processo.
Apesar do descontentamento, é considerada improvável a reversão da prisão por parte da 1ª Turma, composta por Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Paralelamente, magistrados da Corte têm manifestado preocupação com possíveis sanções da Lei Magnitsky, dos Estados Unidos, que pode atingir integrantes do STF. A medida impõe sanções econômicas e restrições financeiras, e teria como alvo a atuação de Moraes em inquéritos sensíveis. Avalia-se que, uma vez incluídos na lista, os efeitos seriam praticamente irreversíveis, especialmente sob a gestão do presidente Donald Trump, cujo mandato vai até 2029.
Cotados para o STF
Diante da possível saída de Barroso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já avalia possíveis substitutos. Entre os nomes cotados estão:
Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União;
Jorge Messias, advogado-geral da União;
Rodrigo Pacheco, presidente do Senado;
Vinícius Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União.
Todos os nomes têm proximidade com o governo e transitam bem entre lideranças políticas do Congresso e da Esplanada.
Zema convida deputados para lançamento de pré-candidatura à presidência – Foto: reprodução
Prestes a lançar a pré-candidatura à presidência da República, o governador Romeu Zema (Novo) está convidando deputados estaduais da base de governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais a ir ao evento. Limitado a 1.200 pessoas, o lançamento está previsto para 16 de agosto, em São Paulo.
Conforme apurou o Aparte, o próprio Zema, já criticado pela relação com os deputados descrita nos bastidores como distante, enviou o convite, de seu número pessoal, por mensagem. A cortesia não foi delegada a assessores do governador.
Com ingressos a R$ 100, o evento ocorrerá no Amcham Business Center, espaço da Câmara Americana de Comércio para o Brasil contratado pelo diretório nacional do Novo. O centro é localizado na Chácara Santo Antônio, bairro nobre na Zona Sul de São Paulo.
O lançamento da pré-candidatura de Zema na Câmara Americana de Comércio ocorrerá em meio às sanções econômicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações do Brasil. A sobretaxa de 50% entrou em vigor nesta quarta-feira (6/8).
Zema está na corrida para herdar o espólio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030. Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também são presidenciáveis.
Independentemente da bênção de Bolsonaro, interlocutores de Zema apostam na candidatura à presidência, já que uma chapa majoritária encabeçada pelo Novo daria palanque a candidatos a deputados federais. O partido está em busca de alcançar a cláusula de barreira.
Lula diz que vetou aumento do número de deputados ‘porque não é disso que o Brasil está precisando’ – Foto: reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que vetou o aumento de vagas na Câmara dos Deputados “porque não é disso que o Brasil está precisando”. Ele justificou a decisão, que gerou um impasse com a chamada “Casa do Povo”, durante Encontro Nacional do PT neste domingo (3/8).
“Alguns não queriam que eu vetasse o aumento de deputados na Câmara. Eu vetei porque não é disso que o Brasil está precisando, gente”, disse. “Eu vetei e o Congresso tem direito de derrubar o meu veto. Vamos ver o que que vai acontecer”, completou.
O Congresso Nacional aprovou o aumento de cadeiras na Câmara após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem era para que as 513 vagas fossem redistribuídas pela atualização populacional do Censo de 2022. Mas, para não ver o encolhimento de bancadas, parlamentares decidiram criar novos cargos.
Deputados e senadores ainda podem analisar o veto presidencial, e manter ou derrubar a decisão de Lula. A expectativa, porém, é que a redistribuição seja feita pela Justiça Eleitoral entre as 513 cadeiras existentes, sem criar novas vagas de deputados.
“Se tem que mudar para se adequar à pesquisa do IBGE [Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística], dentro dos 513 a gente tem que adequar. Uns estados vão perder e outros vão ganhar. Qual é o problema?”, completou Lula.
Lula cobra PT por estratégia nas eleições
Ainda no evento, Lula cobrou que o PT trace estratégias para ocupar mais cargos no Congresso Nacional nas eleições de 2026. Ele afirmou que é preciso ampliar a bancada no Senado para evitar que a oposição tenha maioria de votos e comentou sobre o cenário na Câmara dos Deputados.
“Nessa eleição, nosso partido só elegeu 70 deputados de 513. É muita diferença. Se nós fôssemos bons como nós pensamos que somos, a gente teria eleito pelo menos uns 140 ou 150. Mas isso não é um defeito só do PT, é de toda a esquerda”, declarou.
O presidente também admitiu que não tem votos suficientes para aprovar projetos de seu governo, reforçando que precisa negociar. “Quando eu vou mandar uma medida para o Congresso Nacional, eu tenho que mandar sabendo o meu número de votos que eu tenho lá. E se depender só de nós, a gente não aprova nada. Se depender só daqueles que apoiam a gente, a gente também não aprova nada. A arte da política é que é importante você convencer quem não pensa igual a gente a votar nas coisas que nós mandamos”.
“Muitas vezes na política vocês acham que é derrota, mas a gente aprovar uma política tributária como nós aprovamos, que estava em discussão há 40 anos, em um Congresso totalmente adverso… nós conseguimos a proeza de aprovar essa política tributária. Com muita conversa, cedendo em muitas coisas, mas se não for assim, você não governa”, afirmou.
Na avaliação de Lula, quando um político vence a eleição para ser presidente da República, “tem que cair na real, senão não governa”. “Eu não tenho saber se o presidente da Câmara gosta de mim. Eu tenho que saber que ele é presidente de uma instituição que deu a ele a legalidade de ser eleito, e que, portanto, eu preciso mais dele do que ele de mim. Eu preciso conversar porque ele ocupa um posto importante”, apontou.
Lula também cobrou uma estratégia unificada dentro do PT para as próximas eleições. De acordo com ele, o partido “não pode ter essa divisão que está tendo agora”, com várias tendências sendo seguidas por alas diferentes nos diretórios estaduais. “Essas tendências não são ideológicas, não são políticas, são pessoais. E têm que acabar”, frisou.
Articulação de Gleisi
O presidente ainda rebateu as críticas que recebeu quando nomeou Gleisi Hoffmann para ser ministra das Relações Institucionais no início do ano. O cargo é responsável pela articulação do governo com o Congresso Nacional. Na época, o nome de Gleisi foi questionado pela postura da ministra de subir o tom em divergências.
“Muita gente tinha medo de que a Gleisi assumisse. Quando eu disse que a Gleisi ia ser minha ministra de Relações Institucionais, muita gente achou que eu era louco”, falou. “Eu posso dizer: com apenas poucos meses, a Gleisi será a melhor ministra das Relações Institucionais”, finalizou.
Ex-vereador do MDB é convidado por Cleitinho para ser seu vice-governador em 2026 – Foto: reprodução
O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) afirmou ao Aparte que foi convidado para ser candidato a vice-governador na chapa do senador e pré-candidato ao governo de Minas Cleitinho (Republicanos). A informação foi confirmada pelo parlamentar, que disse que a ocupação do posto “só vai depender dele (Gabriel)”.
O senador ensaia uma candidatura ao governo de Minas e lidera as intenções de voto nas pesquisas mais recentes. A seu lado, concorreria ao Senado о deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos). Ao Aparte, Euclydes afirmou que convidou Gabriel para coordenar a campanha dele e de Cleitinho e que também tenta convencê-lo a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo MDB – algo que Gabriel já reiterou que não pretende fazer -, por considerar que o ex-vereador pode representar uma base importante em Belo Horizonte. Euclydes é natural de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, enquanto Cleitinho é de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro.
Segundo Gabriel, além da vaga de vice e de coordenador da campanha, também foi colocada na mesa a possibilidade de uma suplência ao Senado. “O que ouvi de ambos é que, se eu não aceitar o convite para ser candidato a vice-governador, deveria considerar ao menos a suplência ao Senado ou a proposta de ser candidato a deputado federal”, afirmou.
Neste mês, Gabriel, Euclydes e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, se reuniram em Brasília para uma “reunião estratégia”, conforme classificou Euclydes, que postou uma foto do encontro. Gabriel também esteve na capital federal na semana seguinte em uma reunião com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e quadros do partido em Minas. As eleições de 2026 teria sido um dos temas centrais.
Apesar dos convites para participar de candidaturas do Republicanos em 2026, ainda não há garantia de que o partido de Gabriel caminhará com a sigla. As legendas chegaram até a discutir a formação de uma federação, mas as negociações foram paralisadas por tempo indeterminado. Na reunião do MDB, teria sido debatida a possibilidade de lançar o deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB) – filho do ex-governador Newton Cardoso, que morreu neste ano – como candidato.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Tadeu Martins Leite (MDB), também tem atraído atenção dentro e fora do partido. Em visita a Belo Horizonte, em junho, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), endossou uma eventual candidatura de Tadeuzinho. Em abril, o presidente nacional do PSB, o prefeito de Recife João Campos, também demonstrou o desejo, caso o deputado migre para o partido. Em entrevista, Euclydes sugeriu uma chapa com Cleitinho e Tadeuzinho.
Gabriel e Tadeuzinho não são os primeiros a serem cogitados como possíveis vices em uma eventual candidatura de Cleitinho. O presidente da Federação das Indústrias (Fiemg), Flávio Roscoe, o ex-prefeito de Uberlândia Odelmo Leão (PP) e o deputado federal Newton Cardoso Jr. (MDB) já tiveram os nomes ventilados.
Gabriel, por sua vez, afirma que qualquer decisão passará por dois fatores: seu compromisso com Belo Horizonte – já que se coloca como pré-candidato a prefeito da capital em 2028 – e a construção coletiva com o MDB.
Zema lançará pré-candidatura à presidência durante evento do Novo em São Paulo – Foto: reprodução
De olho em 2026, o Partido Novo vem intensificando os movimentos para projetar nacionalmente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). No próximo dia 16 de agosto, em evento que marcará os 10 anos da legenda, o chefe do Executivo mineiro será oficialmente lançado como pré-candidato à presidência da República. O encontro acontecerá em São Paulo e deve reunir mais de 2 mil pessoas, incluindo lideranças e apoiadores da direita.
“Em 2018, Zema era um desconhecido. Mesmo assim, conquistou os mineiros, venceu as eleições e tirou Minas do abismo em que o PT havia deixado o estado. Ele tem totais condições de fazer o mesmo pelo Brasil”, declarou o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, por meio de sua assessoria de imprensa.
De acordo com informações do partido, na última segunda-feira (14 de julho), Zema se reuniu com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para oficializar sua intenção de disputar o próximo pleito. Bolsonaro teria recebido a notícia de forma positiva e incentivado a pré-candidatura para que haja mais nomes da direita no primeiro turno.
A informação que circula nos bastidores é que Bolsonaro, inclusive, teria sido convidado para participar do evento no Novo. Entretanto, as recentes medidas cautelares impostas a Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como o uso da tornozeleira eletrônica, podem ser um impeditivo para que o ex-presidente marque presença, pois ele não está autorizado a deixar Brasília.
O presidente do Novo em Minas, Christopher Laguna, disse que sua expectativa é que o governador do Estado tenha espaço de “protagonista” no encontro em 16 de agosto , já que o partido vem trabalhando para tornar o nome de Zema viável para o próximo pleito.
Antes de São Paulo, Zema esteve em outro evento do Novo em Santa Catarina. No último sábado (19 de julho), o governador esticou a agenda oficial que cumpria no sul do país e aproveitou para participar do encontro da legenda no estado. Aos correligionários catarinenses, o governador destacou ações de seu governo e aproveitou para atacar os petistas, seus principais adversários em uma eventual disputa pela presidência da República no próximo ano.
Um levantamento mostrou que a nacionalização do discurso por meio de críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao STF e ao Partido dos Trabalhadores, seria uma das estratégias de Zema para construir uma candidatura em 2026. Em cerca de dois meses, entre abril e maio, o chefe do Executivo mineiro publicou aproximadamente 30 conteúdos no feed do Instagram com esse teor, além de diversos stories, que desaparecem em 24 horas, e posts no X.
Além disso, Zema também intensificou suas agendas em São Paulo nos últimos meses. Só na primeira quinzena de junho, o governador visitou as terras paulistas pelo menos três vezes para participar de eventos e reuniões e conceder entrevistas a jornais locais. Nos bastidores, a informação é que se trata de mais uma tática do governador para tentar nacionalizar o nome dele.
Deputados federais mineiros gastaram mais de R$ 1 milhão em hospedagens – Foto: reprodução
O uso de cotas parlamentares para bancar a hospedagem de deputados federais brasileiros nesta legislatura já soma mais de R$ 8 milhões até junho deste ano. Só a bancada de Minas Gerais é responsável por mais de R$ 1 milhão nessa conta, cerca de 13% do montante total. Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que entre os gastos com hotéis para os mineiros há estadias que custaram mais de R$ 10 mil.
As cifras foram obtidas por meio da base de dados abertos da Câmara dos Deputados e filtrados desde janeiro de 2023 até junho deste ano, período que compreende a atual legislatura. O percentual gasto com os deputados mineiros é adequado à proporção da bancada de Minas Gerais em relação à todas as cadeiras da Casa: são 53 vagas para o estado em 513 totais.
Os valores utilizados para as hospedagens dos deputados estão dentro das cotas parlamentares e fazem parte do regimento interno da Câmara. Esses são mecanismos previstos em lei para financiar o trabalho dos parlamentares em viagens feitas a trabalho e com o objetivo de representar a população que os elegeu. No domingo, o Estado de Minas mostrou que os gastos dos deputados federais mineiros com passagens superaram R$ 10 milhões na atual legislatura.
Hard Rock Hotel
Entre os pagamentos saídos dos cofres da Câmara dos Deputados para a hospedagem de deputados em localidades onde eles não têm residência fixa e fora do Distrito Federal, 11 custaram mais de R$ 3 mil.
O valor mais caro desembolsado de uma única vez pela Câmara teve como objetivo custear a estadia de Stefano Aguiar (PSD) no Hard Rock Hotel, em Nova York. A estadia do parlamentar na cidade que nunca dorme entre 13 e 18 de julho de 2024 custou R$ 19.069,40. Nas redes sociais, a passagem de Aguiar foi justificada como uma representação do PSD no Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado na cidade americana.
À reportagem, Aguiar disse que todas as missões oficiais internacionais de seu mandato foram previamente autorizadas pela Câmara e seguiram os trâmites legais estabelecidos pela Casa. O parlamentar disse ainda que reitera seu compromisso com a transparência do uso de recursos públicos feitos por sua equipe.
“No caso específico da missão em Nova York, é necessário contextualizar que a viagem ocorreu em julho, mês de alta temporada no hemisfério norte. Cidades como Nova York registram nesse período uma grande movimentação turística internacional, o que impacta diretamente nos preços de passagens e hospedagens. O valor apontado reflete, portanto, a realidade de mercado para aquela época do ano, e não qualquer tipo de gasto excessivo ou indevido”, reforçou o deputado.
O segundo maior valor da lista também ultrapassa a marca dos R$ 10 mil. O pagamento de R$ 10.374,20 foi feito para custear seis diárias do delegado Marcelo Freitas (União Brasil) no Hotel Conrad Shanghai de 7 a 13 de novembro de 2023. A reportagem tentou contato com o parlamentar, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
Cotas parlamentares
As cotas parlamentares são instrumentos de ressarcimento financeiro para as atividades atreladas ao trabalho dos deputados. Desde 2001, verbas relacionadas a passagens aéreas, contas telefônicas e recursos indenizatórios foram unificados por um ato da mesa diretora da Câmara na chamada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP).
Entre os serviços custeados pela Casa estão as passagens aéreas e as hospedagens, mas também aluguel de escritório de apoio ao mandato no estado, passagens aéreas, alimentação, aluguel de carro, combustível, divulgação da atividade parlamentar, serviços de segurança, táxi, pedágios e estacionamentos.
Cálculo das passagens
Quanto cada deputado pode gastar é calculado a partir do preço das passagens aéreas entre o estado de origem e Brasília. Os deputados de Roraima, por exemplo, têm disponível o maior valor mensal, fixado em R$ 51.406,33. A cota dos mineiros é de R$ 41.886,51. O saldo não usado no mês acumula para o período seguinte, mas não é possível o acúmulo de um ano para o outro.
Entre janeiro de 2023 e junho deste ano, período que compreende a atual legislatura, todos os deputados federais do Brasil gastaram juntos R$ 617 milhões em cotas parlamentares. Apenas a bancada mineira já recebeu R$ 60,8 milhões custeados por esse fundo, pouco menos de 10% do geral.
Lula antecipa desejo de concorrer à reeleição: ‘se tiver com saúde que tenho hoje, serei candidato’ – Foto: reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetiu nesta sexta-feira (18/7) o desejo de concorrer à reeleição. “Farei 80 anos de idade. Se tiver com a saúde que tenho hoje, com a disposição que tenho hoje, podem ter certeza que serei candidato. Serei candidato para ganhar as eleições. Não vou entregar esse país de volta para aquele bando de malucos que quase destruiu o país nos últimos anos”, declarou durante visita à Ferrovia Transnordestina, no Ceará.
Lula afirmou, ainda, que só baterá o martelo depois de conversar com a própria consciência e disse, indiretamente, que o país não aceitará o retorno de Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. “Eles não voltarão. Podem ficar tranquilos. Eles não voltarão porque vocês não vão deixar eles voltarem”, completou.
O presidente optou por não comentar a operação da Polícia Federal (PF) contra Bolsonaro nesta manhã. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele em Brasília, e o ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ele passe a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Com o equipamento instalado, Bolsonaro foi à sede do Partido Liberal (PL) no início da tarde. Ele só pode transitar em Brasília durante o dia, e precisa de autorização de Moraes para se afastar da cidade.
A Câmara aprovou um projeto que o presidente Hugo Motta tirou da gaveta para aumentar o número de cadeiras – Foto: Zeca Ribeiro
Senadores devem votar nesta terça-feira (17) o projeto de lei que aumenta o número de deputados federais. O texto, já aprovado na Câmara, amplia de 513 para 531 cadeiras no parlamento.
O Congresso Nacional tem até 30 de junho para atualizar o número de deputados com base na população atual dos Estados. Caso seja aprovada no Senado, a proposta segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para começar a valer.
O plenário da Câmara aprovou, em 6 de maio, por 270 votos a 207, o projeto que aumenta o número de deputados. A medida tem um impacto de R$ 65 milhões para os cofres públicos por ano.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e grande parte da bancada do Rio de Janeiro são os principais fiadores da proposta, criada como opção para atender a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF).
O STF identificou, a partir do último Censo, que há Estados com baixa representação na Câmara dos Deputados — ou seja, eles têm menos deputados que o necessário para garantir a representação adequada dos eleitores. Já outros Estados têm mais deputados que o suficiente, indicando que a representação não é proporcional.
A Corte determinou, então, que o Congresso corrija essas distorções. E mais: o STF impôs um prazo para o Legislativo redistribuir as cadeiras na Câmara dos Deputados — 30 de junho. Se o processo não terminar até lá, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficará encarregado das mudanças.
Duas opções são colocadas à mesa: redistribuir as 513 cadeiras existentes entre os 26 Estados e o Distrito Federal, ou aumentar o número de deputados nos Estados que, segundo o cálculo do STF, estão sub-representados.
A Câmara aprovou um projeto que o presidente Hugo Motta tirou da gaveta. A proposta foi apresentada ao Legislativo pela deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ). O texto proíbe que os Estados percam cadeiras na Câmara e autoriza o aumento no número de deputados para adequar as bancadas às necessidades de representação.
O deputado Damião Feliciano (União Brasil-PB) foi designado relator. Ele protocolou uma versão alternativa à proposta sugerindo a criação de 18 cadeiras para corrigir a distorção identificada pelo STF. Inicialmente, seriam necessárias 14 cadeiras para contemplar os Estados hoje sub-representados — ou a redistribuição das 513.
Em seu relatório, Feliciano defendeu que retirar vagas de um Estado para entregar a outros não é a saída adequada para o problema. “A perda de cadeiras não é apenas simbólica. Perder cadeiras significa perder peso político na correlação federativa e, portanto, perder recursos”, justificou.
Ele citou, ainda, que as mudanças afetariam principalmente os Estados do Nordeste. “Na verdade, dos 7 Estados que perderiam cadeiras, 5 são da região Nordeste”, indicou, citando Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Piauí. “Tal redução irá não apenas enfraquecer e atenuar a voz política de Estados nordestinos, mas também acentuará a já reconhecida desigualdade regional”, acrescenta.
A solução imediata prevê a criação de 14 vagas. O relator, contudo, avaliou que não seria o suficiente. Em seu relatório, ele justifica que criar 14 cadeiras não seria justo com três Estados: Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.
“O acréscimo de 14 cadeiras, no entanto, apresenta três situações visíveis de desproporções, de modo que Estados com população maior do que outros se manteriam com menor representação”, pontuou. “Faz-se necessário, a nosso ver, a promoção de ajustes nesses casos específicos”, concluiu.
Com as mudanças, as cadeiras seriam distribuídas da seguinte maneira para as bancadas dos Estados:
PRF apreende 20 mil maços de cigarros contrabandeados na BR-459, no Sul de Minas – Foto: divulgação/PRF
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu cerca de 20 mil maços de cigarros de origem paraguaia na BR-459, na manhã da última terça-feira (10), em Pouso Alegre (MG).
O condutor de 34 anos foi preso em flagrante pelo crime de contrabando e encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal em Varginha (MG).
A carga estava escondida no compartimento de uma picape. O veículo também foi apreendido e entregue à Receita Federal.
Segundo a PRF, a importação de cigarros paraguaios é proibida para fins comerciais por não atender às normas da Anvisa, que incluem exigências de controle de qualidade, advertências sanitárias e registro.
Em 2024, produtos contrabandeados representaram cerca de 32% do mercado de cigarros no Brasil, segundo dados oficiais. A comercialização ilegal desses itens também está associada à evasão fiscal e ao financiamento de atividades criminosas.
PRF apreende 20 mil maços de cigarros contrabandeados na BR-459, no Sul de Minas – Foto: divulgação/PRF
Via: G1
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