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Jornal Folha Regional

Saúde amplia tratamento para casos graves de Alzheimer no SUS

Saúde amplia tratamento para casos graves de Alzheimer no SUS - Foto: reprodução
Saúde amplia tratamento para casos graves de Alzheimer no SUS – Foto: reprodução

Uma portaria do Ministério da Saúde publicada nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial da União determina a ampliação do uso da donepezila para pacientes com forma grave da doença de Alzheimer via Sistema Único de Saúde (SUS).

Até então, o medicamento, que ajuda a preservar as funções cognitivas e a capacidade funcional, era disponibilizado na rede pública apenas para pessoas com formas leves ou moderadas da doença.

Em nota, a pasta informou que, a partir de agora, pacientes com forma grave da doença poderão usar a donepezila em conjunto ou não com a memantina, medicação já disponibilizada pelo SUS.

“O cuidado contínuo por meio desses medicamentos auxilia na redução de sintomas da doença, como confusão mental, apatia e alterações de comportamento nos pacientes”, destacou o comunicado.

A demanda para ampliação do uso da donepezila é do próprio Ministério e surgiu durante o processo de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da doença de Alzheimer.

A estimativa da pasta é que cerca de 10 mil pessoas sejam beneficiadas no primeiro ano da oferta do medicamento.

Doença

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que atinge a memória, o comportamento e a autonomia dos pacientes. Embora não haja cura, o tratamento pode contribuir para a redução do ritmo da perda de capacidades.

“Nos estágios graves, o cuidado precisa ser ainda mais presente e o acesso a medicamentos eficazes se torna um aliado fundamental”, destacou o ministério.

Estudos apresentados à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) apontam que a continuidade do uso da donepezila pode melhorar sintomas como agitação, apatia e confusão, além de adiar a necessidade de institucionalização.

Brasil confirma 1º foco de gripe aviária em granja comercial

Brasil confirma 1º foco de gripe aviária em granja comercial - Foto: reprodução
Brasil confirma 1º foco de gripe aviária em granja comercial – Foto: reprodução

O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) confirmou nesta sexta-feira (16) a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja de aves comerciais no Rio Grande do Sul.

A detecção, que pode levar a embargos comerciais, ocorreu no município gaúcho de Montenegro de 64 mil habitantes, e é o primeiro foco da doença registrado em sistema de avicultura comercial no país, disse a pasta, em comunicado.

O ministro Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) decretou emergência zoossanitária por 60 dias no município de Montenegro, em um raio de dez quilômetros ao redor do estabelecimento onde foi encontrado o vírus da influenza aviária de alta patogenicidade. Essa área pode ser alterada posteriormente pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa. 

O ministério disse que está tomando as medidas necessárias para conter e erradicar o foco, além de realizar a comunicação oficial à OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), aos parceiros comerciais do Brasil e outros.

“As medidas de contenção e erradicação do foco previstas no plano nacional de contingência já foram iniciadas e visam não somente debelar a doença, mas também manter a capacidade produtiva do setor, garantindo o abastecimento e, assim, a segurança alimentar da população”, explicou o comunicado. 

O Brasil, maior exportador de frango do mundo, confirmou os primeiros surtos da gripe aviária altamente patogênica entre aves selvagens em maio de 2023 e, desde então, registrou surtos na natureza em pelo menos sete Estados. 

Após o primeiro surto, o Japão suspendeu as compras de aves do Espírito Santo, onde na época um surto foi confirmado em uma fazenda não comercial.

A doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou de ovos, afirmou o ministério, observando que o risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas. 

“A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, diz o comunicado. 

Segundo o ministério, o Serviço Veterinário brasileiro está treinado e equipado para enfrentar a doença desde a primeira década dos anos 2000. As ações adotadas incluem o monitoramento de aves silvestres, a vigilância epidemiológica na avicultura comercial e de subsistência, e o treinamento constante de técnicos, acrescentou.

Na terça-feira (13), o parque zoológico de Sapucaia do Sul, a 50 quilômetros de Montenegro, também registrou mortes de 38 cisnes e diferentes espécies de patos. O parque está fechado de forma preventiva desde então e investiga os casos estudando amostras dos animais e dos lagos que eles habitavam. 

“Os veterinários da Sema [Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul] estão atentos e acompanhando possíveis sintomas nos demais animais”, disse a secretaria em nota. A previsão é de que as visitas voltem a ocorrer neste sábado (17).

O vírus da influenza H5N1 tem avançado entre diferentes animais nas Américas nos últimos anos. Nos Estados Unidos, em 2024, houve registro de gripe aviária em gado leiteiro e, na Argentina e no Chile, houve casos em leões marinhos, sendo alguns fatais.

Minas Gerais aprova R$ 59,3 milhões para fortalecimento da Vigilância em Saúde

Minas Gerais aprova R$ 59,3 milhões para fortalecimento da Vigilância em Saúde - Foto: reprodução
Minas Gerais aprova R$ 59,3 milhões para fortalecimento da Vigilância em Saúde – Foto: reprodução

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG) realizaram, nesta quinta-feira (15/5), a 318ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite do SUS de Minas Gerais (CIB-SUS/MG), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

Um dos principais destaques do encontro foi a aprovação das normas gerais para adesão, execução, monitoramento e avaliação do Programa VigiMinas, que contará com R$ 59,3 milhões em investimentos voltados ao fortalecimento da Vigilância em Saúde no estado. A reunião reuniu gestores estaduais e municipais para pactuar estratégias e ações voltadas à qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais.

Durante a abertura, o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, ressaltou que o VigiMinas representa um marco para a organização da Vigilância em Saúde no estado.

“O VigiMinas está estruturado como uma política permanente que fortalece o SUS. São mais de R$ 59 milhões aplicados em um modelo pactuado com os municípios, com diretrizes mais simplificadas”, afirmou.

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, apresentou detalhes da implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde em Minas.

“A Vigilância em Saúde deve estar centrada nas pessoas e nos processos de trabalho. Com o VigiMinas, estamos coordenando e fortalecendo as ações em nível estadual e municipal”, explicou.

A secretária  adjunta de Estado de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, reforçou a importância da atuação conjunta entre Estado e municípios. Ela parabenizou a nova diretoria do Cosems-MG e defendeu um trabalho pautado no diálogo e na conciliação, destacando os indicadores do Plano Diretor de Regionalização da Saúde.

“O monitoramento próximo dos municípios é fundamental para o cumprimento do Plano. As revisões periódicas são essenciais para ajustar os rumos e garantir a implementação efetiva dos compromissos”, afirmou. 

O presidente reeleito do Cosems-MG, Edivaldo Farias da Silva Filho, agradeceu a confiança dos gestores municipais e destacou a relevância da parceria com a SES-MG.

“Temos construído uma trajetória de diálogo e compromisso com a saúde pública. Este novo ciclo será de continuidade e fortalecimento dessa parceria”, disse.

Outros destaques

O secretário Fábio Baccheretti também destacou os esforços da SES-MG para reduzir a mortalidade materna e infantil, alertando para a importância de garantir que os partos ocorram em maternidades de referência.

“Quanto maior o número de partos realizados em unidades especializadas, melhores são os indicadores. Maternidades capilarizadas precisam ser pensadas com foco no desfecho”, afirmou.

Ainda segundo o secretário, a Deliberação CIB-SUS/MG nº 5197, que aprovou o Plano de Ação Estadual para o Enfrentamento de Doenças Respiratórias na área de Pediatria, constitui uma política de resposta importante. 

Ele também ressaltou a importância da Deliberação CIB-SUS/MG nº 5197, que aprovou o Plano de Ação Estadual para o Enfrentamento de Doenças Respiratórias na área de Pediatria.

“Estamos vivenciando uma situação complexa em algumas regiões do estado, com necessidade de transferência de pacientes. Precisamos agir rapidamente para abrir novos leitos e dar uma resposta ágil e efetiva a essa questão”, completou.

Morte de idosos por gripe dispara e aumenta 375% em Minas

Morte de idosos por gripe dispara e aumenta 375% em Minas - Foto: reprodução
Morte de idosos por gripe dispara e aumenta 375% em Minas – Foto: reprodução

No Brasil, o inverno começa oficialmente em 20 de junho, mas as baixas temperaturas que atingem diversas cidades de Minas Gerais desde o fim de abril já acendem o alerta para as síndromes respiratórias. Neste ano, até 7 de maio, o Estado contabilizou 29.723 internações causadas por enfermidades como pneumonia, gripe, sinusite, Covid, entre outras, o que levou o governador Romeu Zema (Novo) a decretar situação de emergência em saúde pública, válida por 180 dias.

Publicada em edição extra do jornal “Minas Gerais” no último dia 2, a deliberação reconhece que a capacidade de assistência da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) tem atingido o limite em diversas cidades. A situação levou Belo Horizonte e ao menos três cidades da região metropolitana (Betim, Contagem e Santa Luzia) a também declarar a emergência.

A ampliação da campanha de vacinação contra a gripe para toda a população foi outra medida adotada para combater o crítico cenário epidemiológico nas cidades, à exceção de Santa Luzia.

A situação é grave, já que a doença pode evoluir para óbitos, principalmente entre os idosos. Em Minas, no ano passado, dos 370 hospitalizados com mais de 60 anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – causada pelo influenza, o vírus da gripe –, 76 morreram, quase um a cada cinco casos (confira a situação do Estado abaixo).

Outro dado alarmante sobre a doença especialmente nessa faixa etária é que o número de mortes por gripe cresceu muito de 2023 para 2024: em BH, a alta foi de 450%. Houve elevação também no Estado, de 375%; e no Brasil, de 179%.

Motivações. Esse cenário é reflexo da adesão aquém do necessário da população à Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, segundo o infectologista Unaí Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Essa baixa procura ocorre muito por conta dos ‘negacionistas de plantão’, que disseminam falsas notícias (sobre a segurança e eficácia da vacina)”, disse.

A chegada de cepas mais agressivas do vírus ajuda a piorar a situação, acrescentou a médica Maria Rita Rassi, mestre em saúde pública e professora da Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh). Para combater esse aumento, ela propõe a realização de “campanhas de vacinação mais eficazes”, com o combate à desinformação; e a ampliação da cobertura vacinal, com acesso mais facilitado aos imunizantes.

Questionado pelo Super Notícia sobre a possibilidade de a imunização ser feita também em escolas, medida defendida por especialistas para elevar a cobertura vacinal, o Estado não havia retornado até o fechamento da edição (veja dicas de prevenção aqui).

Imunização segue abaixo da meta 

Em BH, a quantidade de mortes de idosos que se internaram por gripe subiu 450% – de quatro, em 2023, para 22, no ano seguinte. A letalidade (número de mortes em relação a quantidade de doentes) subiu de 23,1%, em 2023, para 24,1%, em 2024.

“Podemos associar esse aumento, realmente significativo, às coberturas vacinais. Ou seja, a gente precisa reforçar que a população se vacine, pois a gripe é uma doença prevenível e tem vacina”, afirma Hoberdan Oliveira Pereira, gerente de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Belo Horizonte.

De fato, há baixa adesão à vacina (a taxa de imunização estava em 35,9% no último dia 12, após mobilização do dia D de vacinação), enquanto a meta é chegar a 90%. Pereira cita outro fator como explicação para o aumento dos números: “As condições do clima, temperatura, tudo isso pode impactar, de um ano para o outro, as internações”.

Família perdeu a matriarca

“A gente vai lamentar isto para sempre. Deveríamos ter pegado na mão dela e a levado ao posto para receber a vacina”. Cheia de pesar e saudade, a declaração é de Alexandra Aguiar, de 49 anos, filha de Efigênia, que faleceu aos 68, em abril do ano passado, por complicações da gripe.

Viúva e aposentada, a matriarca da família tinha boa saúde e gostava de cuidar da horta e da própria casa, em Itaguara, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde morava com Alexandra, uma das cinco filhas. A idosa costumava ir ao posto de saúde perto de casa para tomar as vacinas e se consultar quando precisava. No entanto, por descuido, a idosa não foi buscar o imunizante contra a doença causada pelo vírus influenza e estava com a vacinação atrasada.

Em março de 2024, Efigênia acabou gripando, mas a enfermidade não foi bem curada, e a idosa teve pneumonia. “Mãe era forte, não reclamava de dor de nada. Mesmo com sintomas de gripe, não reclamava. A gente deveria ter insistido mais. Ela ficou gripada, não curou, (a doença) virou pneumonia, e ela não resistiu“, contou Alexandra, que é atendente de padaria.

‘Surto’. O governador Romeu Zema (Novo) reconheceu que o Estado está passando por um surto. Em momento de alta repentina dos casos e sobrecarga do sistema de saúde, a região metropolitana de BH registrou, nos últimos dias, a morte de uma menina de 1 ano que aguardava a liberação de um leito em um hospital.

SUS passa a ofertar cirurgia e fonoaudiologia para pacientes com lábio leporino

SUS passa a ofertar cirurgia e fonoaudiologia para pacientes com lábio leporino - Foto: reprodução
SUS passa a ofertar cirurgia e fonoaudiologia para pacientes com lábio leporino – Foto: reprodução

A cirurgia reconstrutiva para lábio leporino ou fenda palatina passa a ser obrigatória no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 7. A determinação prevê que, além do procedimento, a rede pública deve ofertar o tratamento pós-cirúrgico, como fonoaudiologia, ortodontia e terapia, quando necessário.

Nessa condição, a criança nasce com uma abertura no lábio ou no céu da boca, o palato, como resultado do desenvolvimento incompleto dessas estruturas ainda na gestação. Relacionada com alterações genéticas e ambientais, ela não causa definida e pode ser detectada durante o pré-natal.

Pais e cuidadores precisam ficar atentos quando cuidam de uma criança com a malformação, principalmente na alimentação, para evitar que ela se esgasgue. Veja orientações abaixo.

Com a nova lei, após o nascimento, o bebê já será encaminhado para um centro especializado, onde será iniciado o acompanhamento e o agendamento da cirurgia.

Depois do procedimento, o paciente deve receber suporte para reeducação oral com sessões de fonoaudiologia. Se for necessário colocar implantes dentários ou aparelho ortodôntico, a oferta de tratamento com ortodontista também será gratuita.

Bullying

SUS passa a ofertar cirurgia e fonoaudiologia para pacientes com lábio leporino - Foto: reprodução
SUS passa a ofertar cirurgia e fonoaudiologia para pacientes com lábio leporino – Foto: reprodução

Para crianças mais velhas, a abertura no lábio pode levar a episódios de bullying no ambiente escolar, algo que deve ser combatido e que demanda acolhimento. A lei prevê, então, que ocorra uma avaliação sobre a necessidade de suporte psicológico e, se constatado que é preciso, o SUS deve fornecer o atendimento.

No Brasil, a oferta gratuita de cirurgias e tratamentos era realizada até então por ONGs e projetos por meio de mutirões, principalmente em regiões com menos acesso ao procedimento.

Uma dessas iniciativas é a Operação Sorriso que, desde 1997, já viabilizou a cirurgia de 6.089 pessoas com o trabalho de mais de 220 voluntários.

Veja os cuidados com casos de fenda palatolabial

  • Os bebês merecem uma atenção especial, principalmente na hora da alimentação. O leite materno é o melhor alimento para a criança; os bebês fissurados devem ser amamentados no peito; quando não for possível, coloque o leite do seio na mamadeira e dê ao bebê
  • Tenha cuidado para evitar que a criança se afogue quando estiver sendo alimentada
  • Na hora de dar de mamar, coloque o bebê quase de pé. Caso o bebê engasgue, basta incliná-lo de cabeça para baixo para desengasgar
  • Use bicos e mamadeiras especiais que facilitam a alimentação de crianças fissuradas
  • Sempre deve ser feita a limpeza na região da fissura. Lave as mãos ao alimentar o bebê
  • Depois de toda alimentação, faça a limpeza da boca com um cotonete úmido e água limpa. Se a criança já tiver dentes, um adulto deve ajudá-la na escovação

Minas Gerais mantém liderança na cobertura vacinal e amplia vantagem em relação à média nacional

Minas Gerais mantém liderança na cobertura vacinal e amplia vantagem em relação à média nacional - Foto: reprodução
Minas Gerais mantém liderança na cobertura vacinal e amplia vantagem em relação à média nacional – Foto: reprodução

Em 2025, Minas Gerais ultrapassou a meta de cobertura vacinal em 13 das 19 vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e registrou índices superiores à média nacional e da região Sudeste em 18 delas. Esse avanço é resultado direto dos investimentos estratégicos e das ações implementadas pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), para fortalecer a imunização em todo o território mineiro.

Os imunizantes com cobertura acima da meta preconizada pelo PNI são: BCG (90,26%), DTP (95,04%), Febre Amarela (104,31%), Meningo C (95,26%), Penta (95,03%), Rotavírus (92,64%), Hepatite A infantil (103,86%), DPT – 1º reforço (97,16%), Tríplice viral – 1ª dose (106,94%), Pneumo 10 – 1º reforço (103,25%), Polio injetável – VIP (99,74%), Meningo C – 1º reforço (103,69%) e dTpa Adulto (117,56%).

“Esse resultado só está sendo possível com o trabalho contínuo do Governo de Minas no estímulo à vacinação e políticas estruturadas importantes, como o Projeto Vacina Mais, Minas Gerais, lançado em 2023, e o Programa Mineiro de Imunizações, pactuado em 2024”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. 

“Destinamos R$165 milhões em bonificações para municípios que se aproximaram das metas vacinais, realizaram vacinação extramuros, como em escolas, e R$100 milhões para a aquisição dos vacimóveis, que circulam tanto em praças e locais movimentados quanto em áreas rurais, fazendo a busca ativa da população não vacinada. E, para o biênio 2025/2026 serão mais R$210 milhões para a intensificação dessas ações”, anuncia.

Ato de amor

Leilane Ferreira Arães, publicitária e mãe da pequena Celeste, de 10 meses, levou a filha ao centro de saúde Santa Rita de Cássia, em Belo Horizonte, para receber a segunda dose da vacina contra a Influenza.

“Vacinar minha filha é essencial para a saúde dela e também para proteger outras crianças. Vacinar é um ato de amor”.

Ela não abre mão de manter as cadernetas de vacina de toda a família em dia. “Eu e meu marido também temos muito cuidado com a nossa saúde e a preocupação de estarmos vacinados, até para acompanhar nossa filha por muitos e muitos anos”, conclui.

Intensificação da vacinação

Em Belo Horizonte, as ações de vacinação foram intensificadas para ampliar as coberturas vacinais. O município ampliou horários de funcionamento das unidades de saúde, está promovendo vacinação em escolas e realizando busca ativa de não vacinados. A cidade conta com 153 salas de vacinas e, de janeiro até 2/5, aplicou mais de 672 mil doses.

A enfermeira epidemiologista e assessora da diretoria de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Jandira Campos Lemos, detalha algumas dessas ações.

“Abrir salas de vacina em horários alternativos e finais de semana, por exemplo, possibilita que pessoas que trabalham possam levar seus filhos e também se vacinar, aumentando o acesso da população. Também colocamos salas de vacina em locais de lazer, como praças e parques, durante campanhas de vacinação contra influenza e covid-19”, explica.

Vacinação contra a gripe

A estratégia de vacinação contra a influenza também está ocorrendo em todo o estado. A partir de 2025, o imunizante foi incorporado ao PNI e estará disponível durante todo o ano nas unidades de saúde, e é destinado principalmente a gestantes, crianças e idosos. 

A aposentada Maria das Graças e Silva, 76 anos, já garantiu a proteção. “Eu faço questão de tomar a vacina contra a gripe todos os anos. Sei que ela é importante para minha saúde, então meu cartão de vacina está sempre completo,” afirma.

Ela é uma das 1.365.599 pessoas que já receberam a dose da vacina contra a gripe no estado este ano.

Devido ao período sazonal das doenças respiratórias, desde o dia 28/4, o Governo de Minas ampliou a vacinação contra a influenza para toda a população acima de 6 meses de idade e, no dia 10/5, será realizado o Dia D da Vacinação contra a Gripe em todo o estado.

Santa Casa de Passos enfrenta superlotação devido ao aumento no número de casos da SRAG

Santa Casa de Misericórdia de Passos - Foto: reprodução
Santa Casa de Misericórdia de Passos – Foto: reprodução

Diversas prefeituras de municípios de Minas Gerais têm decretado estado de emergência devido ao aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG).

A prefeitura de Passos (MG) ainda não se manifestou, porém, segundo informações, a Santa Casa alcançou um aumento significativo no número de casos da SRAG, assim enfrentando um cenário de superlotação, principalmente em áreas como a ‘emergência’ e as ‘unidades de internação’. É importante ressaltar que os enfermos não são oriundos apenas do município de Passos, mas sim de toda a região.

De acordo com informações, para garantir o bem-estar dos profissionais e pacientes, a instituição decidiu que por ventura for, serão adotadas medidas de contingências, como a suspensão temporária de procedimentos eletivos.

Governo de Minas decreta situação de emergência em saúde pública

Após Belo Horizonte e outras cidades mineiras decretarem situação de emergência em virtude do grande número de casos da SRAG, o governo do estado decretou situação de emergência em saúde pública, devido à disparada dos casos e da demanda nas unidades de saúde.

Nas últimas duas semanas, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Minas Gerais vêm ficando lotadas de pessoas, principalmente crianças, com sintomas de gripe e outras doenças respiratórias. A alta procura sobrecarregou a capacidade de atendimento nas unidades, levando os pacientes a terem que esperar por diversas horas. Além disso, na capital e em outras cidades, foi necessário a instalação de mais leitos de internação para acolher pacientes em estado mais grave.

Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 26 de abril, foram registradas 26.817 internações no estado pela síndrome respiratória aguda grave, com 397 mortes. A maioria desses casos é de crianças de até 1 ano de idade e idosos acima dos 60 anos.

De acordo com a secretaria, o decreto é válido por 180 dias e vai permitir ações administrativas e assistenciais, como a contratação de profissionais médicos e a compra de medicamentos, materiais e insumos, sem a necessidade de licitação, agilizando o atendimento e o apoio aos municípios. Ainda de acordo com a secretaria, com o decreto, será instalado um Centro de Operações de Emergências em Saúde por Síndrome Respiratória Aguda Grave, que irá monitorar e coordenar ações durante o período de emergência.

A pasta também reforçou também a importância da população se vacinar.  Desde a segunda-feira (5), a vacinação contra a gripe foi estendida para toda a população acima dos 6 meses de idade. O estado recebeu do Ministério da Saúde e distribuiu aos municípios cerca de 5,7 milhões de doses.

Sul de Minas registra 41 mortes por síndromes respiratórias em 2025; vacinação está abaixo da meta

Sul de Minas registra 41 mortes por síndromes respiratórias em 2025; vacinação está abaixo da meta - Foto: reprodução
Sul de Minas registra 41 mortes por síndromes respiratórias em 2025; vacinação está abaixo da meta – Foto: reprodução

Mais de 400 pessoas já foram internadas por causa de síndromes gripais neste ano em todo o Sul de Minas. Ao todo, 41 pessoas morreram após complicações. Esse aumento nos casos de doenças respiratórias é uma realidade em todo o estado. Por isso, governo de Minas Gerais decretou na última sexta-feira situação de emergência em saúde pública.

Nos últimos dias, a UPA de Varginha registrou uma alta de até 20% nos casos de síndrome gripal. Dos mais de 600 atendimentos diários, 10% são voltados para essas doenças.

A preocupação é com crianças e também os idosos, mas principalmente com a alta demanda por leitos de UTI e enfermarias. O decreto facilita ações emergenciais e também o acesso a recursos do governo federal.

O secretário de Saúde explica que a prefeitura de Varginha também pretende declarar a situação de emergência nos próximos dias. Com o decreto, melhorias serão implantadas no atendimento das unidades de saúde.

“Estamos analisando um plano de contingência e também um plano emergencial na contratação de profissionais da área de saúde para que a gente estenda ainda mais os nossos atendimentos tanto na UPA quanto nas unidades de saúde, no Centro de Especialidade da Criança e no Hospital Bom Pastor, onde tem atendimento de pediatria também”, disse o secretário de Saúde de Varginha, Adrian Nogueira.

No Sul de Minas, até o final do mês de abril, foram 408 internações por síndrome gripal e 41 mortes. Das quatro regionais de saúde, a de Varginha se destaca com o maior número de internações, com 163 registros e 13 mortes.

Se nos hospitais há o aumento nos atendimentos, o reflexo é grande também nas farmácias, principalmente pelos antigripais, antialérgicos e vitaminas. Em uma delas, o gerente conta que a procura por esses produtos cresceu 15 % nos últimos dias.

“A gente está sempre em contato com os fornecedores para adquirir preços melhores e condições para os nossos clientes, também não deixar o estoque zerar”, disse o gerente da farmácia, Eduardo Pereira.

A vacina que previne a gripe está de graça nos postos e para toda a população. Entre as quatro maiores cidades da região, nenhuma atingiu mais do que 25 % do público alvo, como os idosos, as gestantes e os profissionais da saúde.

A cidade que tem a maior cobertura até o momento é Pouso Alegre, com 21,43%. Poços de Caldas aparece na sequência, com 20,56%. Varginha tem até o momento 13,30% de cobertura e Passos, apenas 7,14%.

“É importante a vacinação porque a pessoa evita as complicações que a doença pode causar. Então é importante manter o calendário vacinal atualizado. Minhas crianças já vacinaram, só que eu, como não sabia que era para todo mundo ainda, eu não fui, devia ter ido, mas agora vou voltar e vou vacinar”, completou Adrian Nogueira.

Via: G1

Governo de Minas decreta situação de emergência em saúde pública diante do aumento de doenças respiratórias

Medida fortalece conjunto de ações da SES-MG e amplia capacidade de resposta com ações oportunas, leitos extras e reforço no atendimento à população

Governo de Minas decreta situação de emergência em saúde pública diante do aumento de doenças respiratórias - Foto: reprodução
Governo de Minas decreta situação de emergência em saúde pública diante do aumento de doenças respiratórias – Foto: reprodução

O Governo de Minas decretou, nesta sexta-feira (2/5), situação de emergência em saúde pública devido ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado. A medida, válida por 180 dias, permite a adoção imediata de ações administrativas e assistenciais, ampliando a capacidade de resposta do Estado, como a contratação de profissionais e aquisição de insumos.

A ação é mais um desdobramento da preparação conduzida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) desde o ano passado, com foco no enfrentamento das doenças respiratórias típicas do outono e inverno.

“Desde outubro do ano passado, a SES-MG vem atuando com os municípios, capacitando equipes e produzindo materiais técnicos para garantir uma resposta eficiente, inclusive com apoio direto das nossas regionais e abertura de leitos na nossa rede”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

O decreto também prevê a criação do Centro de Operações de Emergências em Saúde por Síndrome Respiratória Aguda Grave (COE-Minas-SRAG), que atuará no monitoramento e na coordenação das ações durante o período de emergência.

Até o dia 26/4, Minas Gerais já havia registrado 26.817 internações por SRAG e 397 mortes apenas em 2025. Crianças de até 1 ano e idosos acima de 60 anos concentram a maioria das internações.

Ampliação da rede assistencial

Para dar suporte à rede hospitalar, a SES-MG iniciou o repasse de incentivos financeiros para hospitais que abrirem ou adaptarem leitos clínicos voltados ao atendimento pediátrico de SRAG. Em março, foram abertos 12 leitos semi-intensivos no Hospital Infantil João Paulo II, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em Belo Horizonte, voltados principalmente aos casos de bronquiolite em crianças. A estrutura do hospital também está preparada para disponibilizar 10 leitos de CTI pediátrico, caso a demanda aumente.

“Estamos preparados para enfrentar esse momento, mas sabemos que ele exige esforço contínuo. Precisamos de abertura de novos leitos em algumas regiões e os municípios têm apoio garantido do Estado. Temos recursos disponíveis para isso, e seguimos em contato direto com as gestões locais para dar agilidade às respostas, especialmente em locais que enfrentam situações mais críticas”, reforça Baccheretti.

Monitoramento
Desde abril, Minas Gerais conta com a Sala de Monitoramento de Vírus Respiratórios, ambiente técnico que acompanha a circulação de vírus em todo o estado. A ferramenta permite decisões rápidas e integradas nas áreas de vigilância, assistência e vacinação.

Além disso, o Comitê Estadual de Vírus Respiratórios segue com reuniões quinzenais e poderá intensificar os encontros conforme a necessidade. A próxima reunião está marcada para o dia 24 de junho.

Vacinação e mobilização social

Segue em todo o estado a vacinação contra a influenza, que agora faz parte do calendário de rotina e estará disponível o ano todo. Até o momento, Minas recebeu 5,7 milhões de doses, distribuídas aos municípios. Em 26 de abril, o Governo de Minas ampliou a vacinação para toda a população acima de 6 meses de idade, com metas de cobertura vacinal de 90%.

A estratégia conta com o apoio de 222 vacimóveis – vans adaptadas como salas de vacinação móveis – que já estão presentes em todo o território mineiro.

“Temos vacinas eficazes para a maioria das doenças respiratórias, como influenza e covid-19. A única exceção é o vírus sincicial, que ainda não tem vacina disponível, mas é justamente um dos mais perigosos para bebês pequenos. Por isso, é essencial que pais e responsáveis levem seus filhos para vacinar. E que, em caso de sintomas, evitem o contato com outras crianças, para reduzirmos a transmissão”, orienta o secretário.

Qualificação de profissionais

Outro eixo estratégico da SES-MG é a capacitação contínua dos profissionais de saúde em todo o estado. A Secretaria tem promovido treinamentos, webinários e aulas online com foco na prevenção, diagnóstico e manejo clínico das doenças respiratórias.

“Estamos atuando em diversas frentes: vigilância, assistência, vacinação e qualificação profissional. Tudo isso com o objetivo de garantir uma resposta eficaz e integrada, que proteja a população mineira durante esse período de maior circulação viral”, salienta Baccheretti.

“Criamos vídeos de orientação e estamos presentes nos territórios, lado a lado dos municípios, para garantir que todos saibam como organizar os fluxos e preparar suas redes. A força estadual está pronta para apoiar cada cidade mineira, com planejamento e agilidade”, conclui.

Governo de Minas amplia vacinação contra a influenza para toda a população acima de 6 meses

Governo de Minas amplia vacinação contra a influenza para toda a população acima de 6 meses - Foto: Fábio Marchetto
Governo de Minas amplia vacinação contra a influenza para toda a população acima de 6 meses – Foto: Fábio Marchetto

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), ampliou a vacinação contra a influenza para toda a população com idade acima de 6 meses. A medida foi oficializada no último sábado (26), com a publicação da Deliberação CIB-SUS/MG nº 5.185/2025 no Jornal Minas Gerais, e já está em vigor em todo o estado.

A iniciativa fortalece a estratégia de prevenção à influenza em um período de maior circulação de vírus respiratórios, como destaca o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi.

“Estamos no outono, época do ano em que há aumento na transmissão de vírus respiratórios. Como a vacinação é a melhor forma de evitar casos de influenza, decidimos ampliar o público-alvo para proteger ainda mais a população”, afirma Eduardo Prosdocimi”.

O subsecretário reforça o chamado para que os mineiros se imunizem. “Procurem a unidade básica de saúde ou os vacimóveis mais próximos e atualizem a caderneta vacinal”, convoca.

Diretrizes para a estratégia

A Deliberação CIB-SUS/MG nº 5.185/2025 e a Resolução SES/MG nº 10.094/2025 estabelecem diretrizes para que os municípios organizem a estratégia de vacinação, incluindo ampliação do horário de funcionamento das salas de vacinação, inclusive durante finais de semana e horário de almoço; criação de postos volantes em locais estratégicos; garantia de insumos e profissionais qualificados para a aplicação das doses; e registro mais rápido possível das doses aplicadas para evitar falta de atendimento à população. 

De acordo com Eduardo Prosdocimi, foram aprovadas também recomendações para que os municípios adotem ações direcionadas a populações vulneráveis. 

“Nesse sentido, medidas específicas voltadas a comunidades quilombolas, pessoas em situação de rua e privadas de liberdade se revelam como ações muito importantes para a prevenção. Recomendamos também, de forma geral, que sejam aproveitadas oportunidades como as consultas ou outros atendimentos na unidade de saúde para verificar a situação vacinal da população”, aponta. 

O ato normativo ressalta que a disponibilidade de doses está condicionada ao repasse do Ministério da Saúde. 

Como se vacinar 

Para se vacinar, a população deve procurar: 

  • Unidades Básicas de Saúde (UBS);
  • Vacimóveis (postos volantes);
  • Locais estratégicos divulgados pelas prefeituras.

Para mais informações sobre a vacinação contra a gripe, acesse: https://www.saude.mg.gov.br/gripe/

Jornal Folha Regional
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