Inédito: primeira voluntária recebe vacina contra câncer de mama – Foto: divulgação
Pela primeira vez, uma vacina contra o câncer de mama está em andamento e uma voluntária recebeu o imunizante. A medicação foi aplicada em uma idosa diagnosticada com a doença – carcinoma ductal in situ – em “estágio 0”, ou seja, em estágio pré-câncer.
A voluntária Maria Kitay, de 67 anos, recebeu o ciclo completo do imunizante. Agora, mais 50 voluntárias devem testar a nova vacina, comemorada pelos cientistas que se dedicam à pesquisa há mais de três décadas. O estudo inédito é desenvolvido pelo Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos (EUA).
“Hoje, mais de 30 anos de pesquisa nos levaram ao primeiro ensaio clínico de uma vacina desse tipo que pode mudar significativamente o diagnóstico de câncer de mama”, disse Elizabeth Wild, presidente do UPMC Hillman Cancer Center, em coletiva de imprensa na UPMC Magee- Hospital da Mulher.
Inédito: primeira voluntária recebe vacina contra câncer de mama – Foto: divulgação
Como funciona
A vacina depende da proteína MUC1, que pode desencadear uma resposta imune e ser útil para atingir certos tipos de câncer, descobriram as décadas de pesquisa.
“Nossa abordagem com esta vacina é ensinar o sistema imunológico a identificar as células pré-cancerígenas e atacá-las antes que elas se transformem em câncer invasivo”, disse a médica Emilia Diego, professora associada de cirurgia, vice-presidente de diversidade e inclusão e chefe de seção de cirurgia de mama na divisão de oncologia cirúrgica de mama do Departamento de Cirurgia.
A intenção é prevenir a doença, disse a pesquisadora.
“Esta é uma maneira muito inovadora de abordar um diagnóstico de câncer de mama, especialmente o diagnóstico pré-câncer, onde podemos preveni-lo com a vacina eventualmente. O objetivo de longo prazo é prevenir o câncer, e as mulheres que estão participando deste teste realmente vão nos ajudar a fazer isso de uma vez por todas”, afirmou.
A vacina e a voluntária
Inédito: primeira voluntária recebe vacina contra câncer de mama – Foto: divulgação
Maria Kitay recebeu três injeções da vacina por 10 semanas, a terceira dose foi administrada no dia 20 de junho.
Ela recebeu suas doses de vacina 12, 10 e duas semanas antes da cirurgia. A idosa prosseguirá em 15 dias com cirurgia e outros tratamentos do tipo padrão.
A pesquisa deve testar o imunizante em mais 50 voluntárias, como Kitay, para avaliar se elas desenvolvem uma resposta imunológica, combatendo um câncer futuro.
Os pesquisadores esperam que a nova vacina inicie uma resposta imune para pessoas com carcinoma ductal in situ (DCIS) em estágio 0, considerado um diagnóstico pré-câncer.
Como foi financiada
O teste da vacina foi iniciado por uma doação de US$ 100 mil da A Glimmer of Hope Foundation, sediada em Pittsburgh.
Depois, a clínica obteve mais US$ 2,1 milhões em doações da Breast Cancer Research Foundation, a maior financiadora de pesquisas sobre câncer de mama no mundo.
Isso permitiu que a equipe abrisse o teste para 50 pacientes em sua primeira fase.
As próximas voluntárias receberão três doses da vacina junto com os padrões de tratamento para o câncer de mama.
Aí, elas terão a cirurgia recomendada que qualquer outro paciente receberia mesmo após a vacina ser administrada, segundo a Universidade de Pittsburgh.
Julho Verde reforça a conscientização e prevenção do câncer de cabeça e de pescoço – Foto: Rafael Assis
Hélio Francisco da Costa trabalhava como pedreiro quando começou a apresentar rouquidão constante. “O tempo foi passando e meus colegas sempre me dizendo que não era normal e que eu deveria procurar um médico. Quando eu finalmente fui consultar, tive a notícia que estava com câncer de laringe”, conta ele, que descobriu a doença há três anos.
O tratamento incluiu sessões de radioterapia e cirurgia. “No início foi muito difícil, eu ficava muito nervoso, pois tentava me comunicar com as pessoas, mas somente a minha irmã me entendia, já que com a retirada das cordas vocais eu não podia mais falar”, lembra.
Ele foi um dos 13 pacientes do Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), que receberam uma laringe eletrônica em 2023. Um ano depois, Seu Hélio, que ainda frequenta a unidade para consultas regulares de acompanhamento, só tem a agradecer. “Agora está muito bom, melhorou 100%. Me comunico com qualquer pessoa, sem nenhum problema”, afirma feliz.
Julho Verde reforça a conscientização e prevenção do câncer de cabeça e de pescoço – Foto: Rafael Assis
O Hospital Alberto Cavalcanti, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), foi o primeiro hospital público estadual a entregar laringes eletrônicas. O investimento total foi de R$ 50 mil na compra das 20 primeiras unidades do equipamento.
Em 2024, oito novas laringes eletrônicas já foram entregues e outras duas estão previstas para os próximos dias.
“Todos os pacientes que foram submetidos a tratamentos que resultaram na retirada completa das cordas vocais – laringectomia total – são elegíveis ao uso de laringe eletrônica. Isto melhora a qualidade de vida dos pacientes e familiares, principalmente daqueles com dificuldades de comunicação escrita”, afirma o médico cirurgião Guilherme de Souza Silva, coordenador do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HAC.
Julho Verde
Neste mês, a campanha Julho Verde intensifica os alertas sobre a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer na região da cabeça e pescoço, que atinge órgãos como boca, língua, gengivas, faringe, laringe, esôfago, tireóide, cavidade nasal, seios paranasais e glândulas salivares.
Entre o período de 2019 e 2024 foram registrados em Minas Gerais mais de 22,7 mil casos e 8.645 óbitos por causa desse tipo de câncer.
Dentre as neoplasias de cabeça e pescoço, o câncer de lábio e cavidade oral estão entre os mais prevalentes. Entre 2019 e 2024 foram diagnosticados 3.504 casos do câncer de orofaringe e 2.976 casos da doença na língua e mais de 30 mil internações associadas ao câncer de cabeça e pescoço. Cerca de 66% delas estavam relacionadas ao câncer de boca.
Esse é o quinto tipo de câncer mais incidente no Brasil, mas seu índice de cura pode chegar a 90% se tratado precocemente. “Quando o diagnóstico é feito na fase inicial da doença, as chances de cura são muito altas”, destaca o médico cirurgião.
Fatores de risco e prevenção
Esse tipo de câncer atinge, em sua maioria, homens acima de 50 anos. Todavia, o médico alerta para o crescimento do número de mulheres acometidas pela doença, que é causada, em grande parte, pelo consumo exagerado de cigarros e bebidas alcoólicas. O número de casos em fumantes chega a ser de duas a três vezes maior que entre não fumantes.
“Há alguns anos, a proporção era de 11 homens para cada mulher. Hoje, com o aumento no número de mulheres fazendo uso de álcool e cigarros, essa proporção diminuiu e temos três homens para cada mulher com a doença”, ressalta Guilherme de Souza Silva.
Além disso, outros fatores de risco são o uso de cigarros eletrônicos ou de narguilé, exposição ao sol sem proteção, que representa risco importante para o câncer de lábio, e infecção pelo vírus HPV, que está relacionada a alguns casos de câncer de orofaringe quando transmitida por sexo oral.
“A principal forma de prevenção é não fumar nem consumir bebidas alcoólicas. Além disso, a vacina contra HPV também ajuda a prevenir”, afirma o médico.
Diagnóstico
Os cânceres de cabeça e pescoço afetam as partes superiores ou iniciais das vias respiratórias e digestivas, sendo o câncer de boca o mais comum. Os primeiros sinais de que algo pode estar errado são feridas na boca e garganta que não cicatrizam, dificuldade e dor para engolir e alterações na voz, podendo surgir ainda nódulos no pescoço e sintomas como falta de ar.
“Diante de qualquer lesão no lábio e na cavidade oral que não cicatrize em até 15 dias a orientação é procurar atendimento em uma unidade básica de saúde para avaliação com um profissional cirurgião-dentista, que vai realizar o exame clínico da boca e, se necessário, o encaminhamento para biópsia para estabelecimento do diagnóstico”, destaca a coordenadora de Saúde Bucal e Ações Integradas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Jacqueline Silva Santos.
Segundo ela, as biópsias podem ser realizadas nas unidades básicas de saúde pelo cirurgião-dentista ou nos Centros de Especialidades Odontológicas.
“Além disso, as pessoas com maior risco para desenvolver câncer de boca, como os fumantes e etilistas, devem fazer visitas periódicas ao cirurgião-dentista para um cuidadoso exame de rotina, pois as chances de cura são maiores nas fases iniciais da doença e quando o tratamento é adequado e oportuno”, orienta.
“Os casos considerados urgentes e de alta suspeição para o câncer de boca devem ser encaminhados diretamente às Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou aos Centros de Assistência Especializada em Oncologia (Cacon) para confirmação diagnóstica”, explica Jacqueline Silva Santos.
Tratamento
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento tanto para quem quer parar de fumar, por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), quanto para quem foi diagnosticado com a doença, por meio das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e Centros de Assistência Especializada em Oncologia (Cacon).
Essas unidades realizaram o tratamento para o câncer de cabeça e pescoço, com atendimento integral e gratuito para todos os cidadãos, por meio de profissionais cirurgiões, oncologistas, radioterapeutas, dentistas, fonoaudiólogos e nutricionistas, visando oferecer o melhor cuidado possível aos pacientes. O tratamento pode variar de acordo com o estágio do câncer, a localização específica e a saúde geral do paciente.
Atualmente, em Minas Gerais, o tratamento do câncer de cabeça e pescoço é realizado em 17 municípios e são responsáveis pela demanda de todo o estado. Nos últimos 12 meses (de maio de 2023 a abril de 2024), foram realizados 8.471 procedimentos relacionados ao câncer de cabeça e pescoço, sendo 1.356 cirurgias, 5.305 quimioterapias e 1.810 radioterapias.
O Hospital Alberto Cavalcanti é referência na oncologia com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em média, são realizadas 166 consultas e 37 cirurgias por mês na unidade, somente pelos cirurgiões de cabeça e pescoço. Entre elas, estão tireoidectomias (retirada da tireoide), glossectomias (retirada de parte ou toda a língua), laringectomias (retirada das cordas vocais), linfadenectomias cervicais (retirada dos linfonodos do pescoço), além de biópsias para diagnósticos.
O tratamento é realizado por uma equipe multidisciplinar, composta pelos profissionais da cirurgia de cabeça e pescoço, oncologia clínica, fonoaudiologia, enfermagem, serviço social, psicologia, nutrição, terapia ocupacional e fisioterapia.
“Cada paciente tem seu tratamento definido e realizado, com ou sem cirurgia. Após o tratamento oncológico específico, é feito um acompanhamento regular do paciente na unidade”, informa o médico cirurgião Guilherme de Souza Silva.
As consultas acontecem às segundas, terças, quintas e sextas-feiras e são realizadas por meio de agendamentos, que podem acontecer por encaminhamento das unidades de saúde, pela Comissão Municipal de Oncologia ou por matriciamento (quando o paciente está internado em outra unidade da Rede Fhemig e é diagnosticado ou possui suspeita de câncer). Além disso, o HAC oferece serviço de pronto-socorro 24 horas, todos os dias da semana, para os pacientes.
Destaque como referência regional, Ambulatório Escola completa 32 anos em Passos – Foto: Reprodução
No dia 01 de julho de 1992 iniciava em Passos (MG) um projeto que mais adiante se tornaria referência regional, envolvendo diretamente estudantes, professores, funcionários e comunidade. O Ambulatório Escola (AMBES) desenvolveu suas atividades assim que foi inaugurado a partir do trabalho realizado pela Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia de Passos (FAOPA).
Destaque como referência regional, Ambulatório Escola completa 32 anos em Passos – Foto: Reprodução
Desde a sua inauguração o programa institucional obteve várias parcerias e conseguiu envolver investimentos e apoio da área pública, a partir de trabalhos realizados no âmbito municipal, estadual e federal. Atualmente o AMBES é coordenado pelo farmacêutico e também professor, Geilton Xavier de Matos. O AMBES faz parte de um projeto piloto no Ministério da Saúde sobre a erradicação das Hepatites Virais. Também é um dos únicos municípios de Minas Gerais que tem o Certificado de Erradicação da Transmissão Vertical do HIV, que é relacionado a questão de crianças infectadas pelo vírus HIV durante a gestação, parto ou amamentação.
Destaque como referência regional, Ambulatório Escola completa 32 anos em Passos – Foto: Reprodução
O AMBES acontece com o desenvolvimento de ações divididas em três serviços disponibilizados. “CTA – Centro de Testagem e aconselhamento, onde realiza os testes rápidos e coletas de amostras para exames de diagnóstico e acompanhamento clínico das IST’s. SAE – Serviço de Atenção Especializada, onde são realizados os agendamentos de consultas, exames e encaminhamentos a outras especialidades profissionais, além do monitoramento clínico dos pacientes. UDM – Unidade Dispensadora de Medicamentos, que é a farmácia do AMBES, local que realiza a logística dos medicamentos e acompanhamento farmacêutico de aproximadamente 700 pacientes”, explica o coordenador.
Entre os funcionários que atuam no AMBES, estão três servidores vinculados à MGS (empresa terceirizada). A Prefeitura disponibiliza a contratação de uma enfermeira, uma psicóloga e dois médicos infectologistas. Já os servidores disponibilizados pela UEMG são, a assistente social, duas técnicas de segurança, enfermeira, nutricionista, administrativo e a vaga de coordenador e farmacêutico. “A Microrregião de Passos envolve 21 municípios, porém, por ser um serviço de referência, atendemos mais de 30 municípios da região”, destaca o coordenador sobre a abrangência do trabalho realizado pelo Ambulatório. O programa conta com 14 estudantes que desenvolvem atividades por meio de estágios, projetos de pesquisa e projetos de extensão. Vários cursos de graduação, entre os 26 disponíveis na UEMG Passos, envolvem seus discentes em atividades realizadas pelo Ambulatório Escola.
Recentemente o Ambulatório Escola recebeu dois novos automóveis, um C3 Air Cross, com sete lugares, que será para suporte nas atividades realizadas e outro carro, que será direcionado para realizar visitas a pacientes. “De janeiro a maio de 2024 já realizamos: 3108 consultas de enfermagem, 376 consultas médicas, 1225 consultas farmacêuticas e 214 consultas com outros profissionais como psicóloga, nutricionista e assistente social”, frisa Geilton sobre os dados referentes aos atendimentos realizados neste ano. O Ambulatório Escola está localizado no Bloco 04 da UEMG Passos, Rua Sabará, nº 164. Mais informações podem ser solicitadas pelo telefone (35) 3529-8030.
Destaque como referência regional, Ambulatório Escola completa 32 anos em Passos – Foto: Reprodução
O teste de novo tratamento contra câncer de intestino, feito por pesquisadores brasileiros Matheus Henrique Dias e Marcelo Santos da Silva, começa este ano na Europa. – Foto: Fapesp
A Europa anunciou que vai testar um novo tratamento de combate ao câncer desenvolvido por dois pesquisadores brasileiros. E isso será até o fim do ano. A pesquisa inova ao superestimular e estressar células tumorais, obrigando que se comportem como células saudáveis. Ela usa um combinado de drogas mais eficiente no “ataque” à doença e teve efeitos positivos.
O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros Matheus Henrique Dias, pós-doutorando sênior no Instituto do Câncer dos Países Baixos (NKI), e Marcelo Santos da Silva, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP). Eles testaram o tratamento em células humanas transferidas para camundongos.
“É como se quiséssemos parar um carro em alta velocidade, mas, em vez de tentar freá-lo, acelerássemos ainda mais até que o motor ficasse superaquecido. E, quando o motor estivesse muito quente, desativaríamos o sistema de resfriamento”, comparou Matheus Henrique Dias.
Testes já feitos
Os testes em pacientes com câncer no intestino serão realizados nos Países Baixos, na Europa.
Os brasileiros combinaram duas drogas que suprimem os tumores. Em vez de inibir a divisão das células tumorais, como nos tratamentos convencionais, o tratamento leva à fragilização delas. Paralelamente, uma outra droga ataca essas células que estão sob estresse.
Antes dessa etapa na Europa, os testes foram feitos em tumores colorretais retirados de biópsias de humanos e implantados em camundongos.
O tratamento com a combinação de drogas inibiu o crescimento dos tumores no intestino dos animais.
Os pesquisadores testaram a combinação em linhagens de adenocarcinoma de pâncreas e colangiocarcinoma (dos tubos que levam a bile pelo fígado), formas mais raras e agressivas de câncer e sem muitas opções de tratamento. Os resultados também foram promissores.
“Nos próximos anos, algumas devem estar no mercado entre as opções de tratamento oncológico, esperamos que uma seja a nossa”, afirmou Matheus.
Ataque certeiro
Os pesquisadores brasileiros publicaram o estudo na revista Cancer Discovery, publicação internacional com muita repercussão na Europa e nos Estados Unidos. Estudos preliminares foram publicados, no passado, na revista Molecular Oncology.
“Descobrimos naquela ocasião que o chamado fator de crescimento de fibroblastos 2 [FGF2], um gene que deveria estimular a proliferação das células, fazia o contrário quando as células eram tumorais: inibia a multiplicação. Era uma observação curiosa, porque era o oposto do que deveria acontecer”, disse Matheus.
No estudo atual, os cientistas mostram que a proliferação das células cancerígenas pode ser impedida, se houver o uso de droga específica para superativá-las a tal ponto que fiquem “estressadas” e fragilizadas, portanto mais sensíveis, o que facilita o “ataque” certeiro.
Duplo ataque
Para Marcelo Silva, o estudo é importante também porque mostra os danos que células cancerígenas podem causar no DNA.
“Quando superativadas, as células tumorais replicam o DNA ainda mais rápido do que o normal. Como não estão preparadas para lidar com essa velocidade de replicação, acabam gerando danos no DNA, o chamado estresse replicativo”, disse Marcelo.
Para atacar as células estressadas pela ação do medicamento específico, os pesquisadores apostaram em inibidores da proteína WEE1, responsável justamente por corrigir danos de DNA nos tumores.
Sem esse mecanismo funcionando, as células tumorais entram em divisão celular antes de terminarem a replicação do DNA. Com isso, morrem no processo.
“O mais interessante é que, para sobreviverem a essa abordagem, as células cancerígenas desativam as vias oncogênicas, passando a se comportar como células saudáveis”, afirmou Matheus.
Anvisa proíbe venda e uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde ou estético – Foto: reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, fabricação, manipulação, comercialização, propaganda e o uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde em geral ou estéticos. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.
No início deste mês, um jovem de 27 anos morreu em São Paulo após complicações geradas por um peeling de fenol. O rapaz fez o procedimento em uma clínica estética. A dona do local não tinha especialidade ou autorização para fazer esse tipo de peeling. A polícia investiga o caso como homicídio. A clínica foi interditada e multada.
Em nota, a Anvisa informou que a proibição tem como objetivo zelar pela saúde e pela integridade física da população, “uma vez que, até a presente data, não foram apresentados à agência estudos que comprovem a eficácia e segurança do produto fenol para uso em tais procedimentos”.
“A determinação ficará vigente enquanto são conduzidas as investigações sobre os potenciais danos associados ao uso desta substância química, que vem sendo utilizada em diversos procedimentos invasivos”, completou a Anvisa.
Entenda
O peeling de fenol é um procedimento autorizado no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é indicado para tratar envelhecimento facial severo, caracterizado por rugas profundas e textura da pele consideravelmente comprometida.
A técnica – executada de forma correta e seguindo as orientações – traz resultados na produção de colágeno e redução significativa de rugas e manchas. A entidade, entretanto, considera o procedimento invasivo e agressivo e diz que a realização em toda a face demanda extrema cautela.
“É importante ressaltar que o procedimento apresenta riscos e tempo de recuperação prolongado, exigindo afastamento das atividades habituais por um período estendido”, explicou a Anvisa.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) defende que procedimentos estéticos invasivos, como o peeling de fenol, sejam feitos apenas por médicos, preferencialmente com especialização em dermatologia ou cirurgia plástica, de forma a garantir ao paciente atendimento com competência técnica e segurança.
O CFM reitera ainda que, mesmo realizado por médicos, todo procedimento estético invasivo deve ser realizado em ambiente preparado, com obediência às normas sanitárias e com estrutura para imediata intervenção de suporte à vida em caso de intercorrências.
A entidade chegou a cobrar providências, por parte de outros órgãos de controle, para coibir abusos e irregularidades na área.
“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio das vigilâncias estaduais e municipais, deve reforçar a fiscalização aos estabelecimentos e profissionais que prestam esse tipo de serviço sem atenderem aos critérios definidos em lei e pelos órgãos de controle”.
SUS passa a fornecer rivastigmina, medicamento autorizado para Parkinson e demência – Foto: reprodução
O Ministério da Saúde publicou, na última sexta-feira (21), a portaria de incorporação da rivastigmina, único medicamento com registro em bula no país para tratamento de pacientes com doença de Parkinson e demência. Com recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) , o tratamento tem se mostrado eficaz para o controle dos sintomas cognitivos da doença e sua oferta no SUS representa um grande ganho para pessoas que convivem com a condição.
O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, sendo menos frequente apenas do que a doença de Alzheimer – condição que já conta com a rivastigmina na rede pública de saúde. Dados do relatório avaliado pela Conitec revelam que há entre 100 e 200 casos de doença de Parkinson para cada 100 mil indivíduos com mais de 40 anos, e essa quantidade aumenta significativamente depois dos 60 anos de idade.
Cerca de 30% das pessoas que vivem com a doença desenvolvem demência por associação. Nesse caso, não havia, até o momento, tratamento medicamentoso disponível no SUS. A demência causa lentidão cognitiva, déficits de atenção e memória, bem como alucinações, delírios e apatia.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde , Carlos Gadelha, a decisão de incorporação tem foco em melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares. “Sabemos que o envelhecimento da nossa população já é uma realidade. A doença de Parkinson não tem cura e tem afetado parcela significativa de brasileiros e essas pessoas, seus familiares e cuidadores precisam contar com o SUS para terem acesso a tratamentos que propiciem uma vida melhor”, afirmou.
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Parkinson, os principais objetivos do tratamento são deter a progressão da doença e diminuir os sintomas. A rivastigmina, recentemente incorporada, estará indicada para pacientes com demência associada, mas o SUS já conta com tratamentos medicamentosos e fisioterapêuticos, implantes de eletrodos e geradores de pulsos para estimulação cerebral para pessoas que vivem com a doença de Parkinson.
Pacientes com mais uma opção de tratamento
Na última semana, foi publicada a incorporação do pamoato de pasireotida, medicamento para controle de tumor, dos sintomas e redução de complicações em pacientes com acromegalia. O medicamento será incluído no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da doença para pessoas que não conseguiram respostas ou possuem contraindicação em realizar as demais opções de tratamento disponibilizadas no SUS, incluindo a cirurgia para retirada do tumor e o tratamento medicamentoso.
A acromegalia é uma doença rara e crônica de desenvolvimento lento e silencioso, causada pela produção excessiva de hormônios de crescimento. Essa alteração hormonal pode causar efeitos diversos, sendo mais característico o crescimento exagerado de partes do corpo como mãos, pés, nariz, lábios, língua, queixo, testa e orelhas. A doença também pode provocar alterações visuais, paralisia de nervos cranianos, dores de cabeça, insuficiência cardíaca, entre outros. A maior parte dos casos da acromegalia são decorrentes de tumor benigno na hipófise, glândula responsável pela síntese de hormônios de crescimento.
A condição reduz a expectativa de vida em até dez anos e afeta bastante a qualidade de vida. Pessoas com acromegalia tendem a lidar com limitações importantes na rotina e na realização das atividades cotidianas e, consequentemente, com a perda de autonomia.
O tratamento com a passireotide busca controle dos hormônios e da proteína relacionada ao crescimento e redução do tamanho tumoral, reduzindo sintomas e comorbidades dos pacientes com a doença. O medicamento demonstrou benefícios nessa linha de tratamento, como redução do tumor e controle da doença para pacientes com contraindicação ou sem boa resposta com os demais tratamentos ofertados, contribuindo para melhora na qualidade de vida.
Injeção contra HIV dá 100% de proteção às mulheres – Foto: reprodução
Uma injeção a cada seis meses de um novo medicamento antiviral ofereceu proteção total contra o vírus do HIV a mulheres jovens em um ensaio clínico realizado no continente africano. É a primeira vez que um medicamento candidato à profilaxia pré-exposição (PrEP) é 100% eficaz na prevenção do HIV.
Ensaios clínicos feitos na Uganda e na África do Sul mostraram que as injeções de lenacapavir ofereceram melhor proteção contra a infecção por HIV do que outros dois medicamentos de PrEP disponíveis.
O resultado do estudo foi anunciado pela farmacêutica Gilead Sciences, na última quinta-feira (20). Os dados ainda não foram submetidos a revisão por pares.
“Depois de todos os nossos anos de tristeza, especialmente com vacinas, isso é realmente surreal”, afirmou a pesquisadora Linda-Gail Bekker, em entrevista ao jornal The New York Times.
As injeções são uma alternativa aos medicamentos disponíveis hoje, em forma de comprimidos diários, que podem ser esquecidos pelos usuários. A adesão a eles ainda é baixa na África, especialmente entre jovens mulheres, grupo com maiores taxas de novas infecções.
“Para uma jovem que não pode ir a uma consulta em uma clínica na cidade, uma jovem que não pode guardar comprimidos sem enfrentar estigma ou violência, uma injeção apenas duas vezes por ano é a opção que poderia mantê-la livre do HIV”, considera Lillian Mworeko, líder do Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV na África Oriental, ao NTY.
Estudo com antiviral injetável contra HIV
O estudo Purpose 1 foi realizado com cerca de 5,3 mil mulheres com idades entre 16 e 25 anos. Os resultados mostram que nenhuma das 2.134 voluntárias que receberam o lenacapavir contraiu HIV. Por outro lado, 16 das 1.068 mulheres (1,5%) que tomaram um comprimido diário de Truvada acabaram contraindo a infecção, assim como 39 das 2.136 mulheres (1,8%) que receberam um comprimido diário de Descovy, o fármaco mais recente.
Com base nos resultados positivos, um comitê independente recomendou que a farmacêutica disponibilizasse o lenacapavir a todos os participantes do estudo – incluindo as do grupo placebo –, encerrando a fase de testes cegos.
Testes com outros grupos
Outro braço do estudo, feito em seis países, testa a eficácia do lenacapavir em uma população mais diversa, incluindo homens que fazem sexo com homens, em pessoas transgêneros e indivíduos que usam drogas injetáveis. De acordo com a Gilead Sciences, os resultados serão divulgados até o final de 2024.
A esteatose hepática é silenciosa e pode evoluir negativamente para casos de cirrose e até câncer no órgão; na data de conscientização da doença confira 10 dicas de prevenção
Gordura no fígado afeta 3 a cada 10 pessoas no mundo – Foto: reprodução
Apesar do nome difícil, a esteatose hepática metabólica está presente na vida de cerca de 30% da população mundial e se caracteriza pela presença de mais de 5% de gordura no fígado.
O órgão desempenha diversas funções importantes no organismo, como a filtragem do sangue e eliminação de toxinas, além da produção de proteínas, metabolismo de medicamentos e de gordura, regulação da coagulação sanguínea, entre outros.
Popularmente conhecida como “gordura no fígado”, a esteatose hepática é silenciosa e, se não tratada, pode evoluir desfavoravelmente. Em casos avançados e crônicos, os pacientes podem apresentar sintomas como dor no lado direito da barriga, cansaço, amarelo nos olhos e aumento do volume abdominal.
“Dados apontam que cerca de 25% dos pacientes evoluem para uma hepatite por gordura (esteato-hepatite) e a partir daí, para formação de fibrose/cirrose. Há ainda um risco aumentado de aparecimento de carcinoma hepatocelular (câncer de fígado). Em alguns países da Europa e nos Estados Unidos a doença já é uma das principais indicações para transplante de fígado”, enfatiza Bianca Della Guardia, hepatologista e Coordenadora Clínica do Transplante de Fígado da Rede D’Or.
O alerta em relação à doença ganha força agora em junho, mês em que a comunidade internacional destaca uma data, o Global Fatty Liver Day, neste ano em 13/6, para discutir e disseminar informações entre a classe médica, profissionais de saúde, políticos e a população em geral.
De acordo com a especialista, muitas vezes a esteatose hepática é subdiagnosticada e subvalorizada. “Devido à falta de sintomas e impacto direto na qualidade de vida, o paciente muitas vezes não dá importância. No entanto, hoje sabemos que em estágio crônico, a doença pode levar a morte por complicações cardiovasculares relacionadas, neoplasia (câncer) e doenças de fígado. É uma epidemia silenciosa e precisamos agir agora para disseminar conhecimento e evitar a progressão dessa doença e suas complicações”, destaca.
Os principais grupos de risco da esteatose hepática metabólica são pacientes com a presença de diabetes tipo 2, obesidade ou sobrepeso, dislipidemia e hipertensão arterial sistêmica. “Mas atenção, pacientes magros com fatores de risco genético também podem apresentar a doença”, complementa Bianca.
Outro alerta é que, em decorrência da piora do estilo de vida, a doença vem atingindo pessoas cada vez mais jovens. Pesquisa da American Association for the Study of Liver Diseases (Associação Americana para o Estudo de Doenças do Fígado), apontou que a América do Sul foi o continente que registrou o maior aumento relativo de adolescentes com a doença, 39,2% em 29 anos.
Apesar de assintomática na sua fase inicial, a presença da gordura no fígado pode ser detectada por meio de exame de ultrassom de abdome ou de sangue, que avalia a presença de alterações de enzimas hepáticas.
“São exames que podem ser facilmente inseridos em check-ups anuais, principalmente para pacientes mais susceptíveis. Ao notar qualquer alteração nos resultados, é importante checar com o médico ou pedir um encaminhamento para especialista”, explica a hepatologista da Rede D’Or São Luiz, que conta com uma linha de cuidado completo para doenças hepáticas, com especialistas, equipe multiprofissional, exames diagnósticos e tratamento, indo até a fase final de transplante de fígado.
Em casos mais complexos ou avançados, pode-se fazer uso das elastografias hepáticas para medir a quantidade de fibrose, e, eventualmente, biópsia hepática.
O tratamento tem como pilares fundamentais a adoção de um estilo de vida mais saudável, com melhora da dieta, prática diária de atividade física e evitar o consumo de álcool, além do controle dos fatores metabólicos associados.
“Para pacientes com diabetes ou sobrepeso, a principal indicação é perder peso, pois estudos demonstram que a perda de mais de 10% do peso pode contribuir para a regressão da inflamação e fibrose hepática”, enfatiza Dr. Marcio Dias de Almeida, Coordenador Clínico do Transplante de Fígado da Rede D’Or.
Os medicamentos prescritos geralmente têm como base o tratamento de doenças associadas, como diabetes, obesidade e pressão alta. Recentemente o Food and Drug Administration (FDA), agência americana, aprovou a primeira droga para tratamento da esteatose hepática metabólica nos pacientes com doença mais avançada, em associação com dieta e atividade física.
“Muitas outras classes de drogas estão em estudo e em um futuro próximo acredita-se que estarão disponíveis. Mas, o que podemos fazer agora é dar a devida atenção para essa condição quando diagnosticada, além de adotar uma postura preventiva e hábitos de vida mais saudáveis”, orienta Marcio Dias de Almeida.
Confira abaixo algumas dicas para prevenção da esteatose hepática:
Leia os rótulos nutricionais para encontrar gordura, açúcar e sódio ocultos;
Tenha uma meta para adicionar frutas e legumes no seu dia a dia;
Coma alimentos ricos em fibras, incluindo grãos integrais;
Use azeite extravirgem com baixa acidez como principal gordura adicionada;
Consuma peixe de 2 a 3 vezes por semana;
Evite alimentos industrializados e ultraprocessados, prefira os naturais;
Troque bebidas açucaradas e refrigerantes por água ou bebidas com poucas calorias;
Afaste-se de fast-food e frituras;
Evite o consumo de álcool;
Pratique em média 60 minutos de exercícios físicos por dia.
Cantor sertanejo de 33 anos iria se apresentar na Divinaexpo nesse sábado (1º)
Luan Santana sofre mal súbito e tem show cancelado em Divinópolis – Foto: Reprodução/Internet
O cantor Luan Santana, de 33 anos, sofreu um mal súbito ao chegar no aeroporto Brigadeiro Cabral, em Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, nesse sábado (1º), e precisou ser hospitalizado. O sertanejo era uma das apresentações mais aguardadas da Divinaexpo.
Em nota, o Sindicato Rural de Divinópolis, por meio da sua presidente, Irajá Nogueira, destacou: “Devido a um problema de saúde, um show do Luan Santana que aconteceria na noite de 1º de junho, na Divinaexpo, não foi realizado”, inicia.
“Ao chegar ao aeroporto Brigadeiro Cabral, em Divinópolis, o artista teve um mal súbito necessitando imediatamente o transporte aéreo para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde o Luan Santana segue internado, sob cuidados médicos”, acrescenta.
A nota finaliza: “A direção do evento destaca que foi tão surpreendida quanto o público, uma vez que estava tudo pronto para recebê-lo, inclusive toda a equipe do cantor já estava presente nas dependências da Divinaexpo”.
A reportagem entrou em contato com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e aguarda mais detalhes sobre a saúde do artista.
Riscos de infarto aumentam em até 30% no inverno – Foto: reprodução
No inverno, o risco de infarto pode ser até 30% maior do que em outras épocas do ano. “Um dos principais motivos é a vasoconstrição, que reduz o fluxo sanguíneo provocando um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio no organismo”, explica o Dr. Cesar Jardim, cardiologista e responsável pelo Clinic Check-up HCor – Hospital do Coração, em São Paulo.
O médico ressalta que muitos deixam de praticar exercícios no inverno e passam a comer alimentos mais calóricos, pela sensação de bem-estar e aquecimento corporal que eles proporcionam. Contudo, isso não é benéfico à saúde cardiovascular. “O exercício físico aquece o corpo, melhora a disposição e existem muitos alimentos que também podem proporcionar esse bem-estar, sem excesso de calorias”, destaca César.
Para o Dr. César Jardim o tabagismo, hipertensão arterial, sedentarismo, obesidade e estresse são fatores de risco para o infarto. “O infarto é mais frequente em homens, especialmente a partir dos 45 anos, porém, também tem acometido pessoas mais jovens. Ainda, observamos um aumento significativo no sexo feminino”, afirma o cardiologista.
“Dor no peito é um dos principais sintomas, que pode ser irradiado para o braço, normalmente, esquerdo. Há também tontura, náuseas e suor intenso na lista dos sintomas, mas há casos em que o episódio ocorre de forma silenciosa e atípica, principalmente nos subgrupos: diabéticos, mulheres e idosos”, esclarece o responsável pelo Clinic Check-up HCor.
Com a chegada do frio, o cenário se torna ainda mais perigoso para os que sofrem com doenças cardiovasculares. Por isso, o médico destaca algumas recomendações importantes. “É imprescindível realizar check-up cardiológico anualmente, praticar exercícios físicos com orientação de um profissional e, ainda, consumir alimentos saudáveis, evitar gorduras e sal em excesso”, finaliza Jardim.
Sobre o Clinic Check-Up HCor
O Clinic Check-Up previne e identifica possíveis patologias por meio de um mapeamento completo da saúde do paciente. É um serviço personalizado, que leva em conta o histórico pessoal, hábitos de vida e antecedentes familiares, garantindo assim o diagnóstico preciso e gerando orientações adequadas para uma melhor qualidade de vida.
O paciente passa por consulta clínica com um cardiologista e é avaliado por uma equipe multidisciplinar, composta de nutricionista, fisiatra, urologista ou ginecologista, oftalmologista, dermatologista, além de exames de imagem e análises laboratoriais.
A proposta do HCor é realizar um check-up individualizado, moderno e eficaz, por meio da aplicação dos exames necessários para uma avaliação clínica geral. O programa é realizado pela manhã, com duração média de 6 horas.
Todos os pacientes são acompanhados desde a chegada até o término do check-up por uma pessoa destacada para conduzi-lo e auxiliá-lo no que for necessário.
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