Brasil bate recorde de mortes por dengue em 2023 – Foto: reprodução
O Brasil bateu recorde de mortes por dengue no ano de 2023. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan online), revelam que foram 1.079 mortes pela doença até a última quarta-feira (27).
Na série histórica divulgada pela pasta, também com base no Sinan, o maior número de óbitos no período de um ano completo ocorreu em 2022, quando chegou a 1.053 registros. Em seguida, vem o ano de 2015, com 986 mortes.
Questionado sobre o recorde, o Ministério da Saúde informou que, com a previsão de aumento de casos, cerca de 11,7 mil profissionais de saúde foram capacitados em 2023 para manejo clínico, vigilância e controle de arboviroses, que são infecções causadas por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos.
“O Ministério da Saúde vai investir R$ 256 milhões no fortalecimento da vigilância das arboviroses. O momento é de intensificar os esforços e as medidas de prevenção por parte de todos para reduzir a transmissão das doenças. Para evitar o agravamento dos casos, a população deve buscar o serviço de saúde mais próximo ao apresentar os primeiros sintomas”, diz a nota.
Ainda segundo a pasta, foi incorporada, no último dia 21, a vacina contra dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, não será utilizada em larga escala em um primeiro momento, já que o laboratório fabricante, Takeda, afirmou que tem uma capacidade restrita de fornecimento de doses. A vacinação será focada em público e regiões prioritárias, com definição de estratégias de utilização das doses disponíveis prevista para ocorrer nas primeiras semanas de janeiro.
Médicos retiram 300 pedras dos rins de jovem taiwanesa que não tomava água – Foto: divulgação
Uma jovem taiwanesa de 20 anos precisou passar por uma cirurgia para remover mais de 300 pedras nos rins. Ela foi atendida no Centro Médico Chi Mei em Tainan, região sul de Taiwan, no dia 8 de dezembro.
Segundo informações do jornal local ETtoday, a mulher, identificada como Xiao Yu, resolveu procurar ajuda médica após sentir dores intensas na região da cintura.Na consulta clínica, a paciente relatou aos médicos não ter bebido água por vários anos, informando aos profissionais de saúde que, em vez de água, optou por se hidratar por meio de chás, suco de frutas e bebidas alcoólicas, resultando em desidratação crônica e acúmulo de minerais nos rins.
Após o resultado dos exames, os médicos constataram que o rim direito dela estava gravemente inchado devido a mais de 300 pedras, variando entre 0,5 e 2 centímetros. Devido ao acúmulo de pedras, a paciente precisou passar por uma nefrolitotomia percutânea, uma cirurgia que permite a remoção de cálculos volumosos diretamente do rim, com duração de aproximadamente duas horas.
Médicos retiram 300 pedras dos rins de jovem taiwanesa que não tomava água – Foto: divulgação
Oftalmologista alerta sobre as consequências do uso excessivo de telas para a visão – Foto: master1305/Freepik
O uso prolongado de telas pode resultar em uma condição conhecida como Síndrome da Visão do Computador (CVS). Os sintomas incluem fadiga ocular, olhos secos devido à diminuição da frequência de piscar, visão embaçada, dores de cabeça e tensão no pescoço e nos ombros. A exposição constante à luz azul emitida pelas telas também pode interferir nos padrões de sono.
Segundo o Dr. Marcelo Brito, médico oftalmologista, ouso excessivo do celular pode agravar os sintomas da CVS, pois geralmente envolve o foco prolongado em uma tela menor e a realização de atividades que demandam esforço visual. A postura inadequada ao segurar o celular pode contribuir para dores no pescoço e ombros, além de tensão nos olhos. Ainda mais, os estudos mais recentes demonstraram um preocupante aumento dos casos de miopia em crianças e adolescentes em todo o mundo.
“Os sinais de que a visão está sendo afetada incluem dificuldade em focar, visão turva temporária ao afastar o olhar da tela, dores de cabeça frequentes, sensação de olhos secos e irritados. Embora não haja uma recomendação única que se aplique a todos, sugere-se que limitar o tempo total de exposição às telas a cerca de 2 horas por dia, se possível, é uma prática saudável”, explica o oftalmologista.
Além disso, usar o celular no escuro pode ser mais prejudicial devido à maior dilatação pupilar em ambientes com pouca luz. Isso aumenta a exposição direta à luz azul emitida pelo dispositivo, o que pode resultar em maior fadiga ocular e perturbação do sono. Recomenda-se evitar o uso excessivo de dispositivos antes de dormir.
Os idosos podem ser mais vulneráveis a problemas oculares devido ao envelhecimento natural do sistema visual. Condições como presbiopia (dificuldade de foco em objetos próximos), catarata e degeneração macular relacionada à idade podem ser agravadas pela idade.
Para um uso seguro das telas, é essencial adotar práticas como a regra 20-20-20, ajustar o brilho da tela conforme a iluminação ambiente, manter uma distância apropriada, considerar o uso de óculos com proteção contra luz azul, realizar exames oculares regulares e limitar o tempo total de exposição às telas, especialmente à noite.
A regra “20-20-20” para reduzir a fadiga ocular funciona assim: A cada 20 minutos de tela, faça uma pausa de 20 segundos e olhe para algo a 20 pés de distância.
Fonte: Dr. Marcelo Brito/Médico Oftalmologista | @dr.marcelobrito
Pactuação foi feita durante reunião da CIB-SUS/MG que, entre outros, também aprovou o Plano Regional Integrado para o estado 07 de Dezembro de 2023 , 9:40
Minas vai investir R$80,5 milhões no enfrentamento às arboviroses – Foto: divulgação
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) vai repassar R$ 80,5 milhões aos municípios mineiros para o enfrentamento das arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela) no estado. O financiamento foi aprovado na 303ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Saúde no estado (CIB-SUS/MG), realizada durante o segundo dia do Conexão Minas-Saúde, evento promovido pela SES-MG e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG).
O recurso será repassado até julho de 2024, de acordo com a população dos municípios. Os 47 municípios mineiros com mais de 80 mil habitantes receberão R$3,50 per capita. Já os 71 com população entre 30 mil e 80 mil moradores terão o aporte de R$2 per capita. Por outro lado, cada um dos 735 municípios do estado com até 30 mil habitantes receberá R$50 mil.
“Estamos atuando em diversas frentes para o combate das arboviroses. Esse será um importante repasse, mas, além disso, já repassamos mais de R$ 7 milhões a 60 municípios mineiros para a aquisição de drones que vão atuar na vigilância e controle vetorial do mosquito Aedes aegypti e hoje homologamos a relação de consórcios que atenderão as regionais. A utilização desses equipamentos no combate às arboviroses representa um salto significativo na eficácia das ações de vigilância epidemiológica, permitindo uma abordagem mais ágil e precisa no monitoramento de áreas críticas”, ressaltou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Campos Prosdocimi.
Ele lembrou que as ações se somam também à fábrica da Wolbachia, que deve ficar pronta no primeiro semestre do ano que vem. “Certamente, teremos uma condição muito melhor para atuarmos no combate às arboviroses no estado. Mas a mobilização da sociedade também é fundamental. Contamos com você, mineiro e mineira, para juntos combatermos o Aedes”.
Entre outras pactuações, a 303ª reunião da CIB também aprovou o Plano Regional Integrado, documento em que as Macrorregiões de Saúde definiram suas prioridades. “Foi um exercício acumulado de trabalho de secretários de municipais, da Secretaria de Estado de Saúde e Ministério da Saúde, entre outros tantos parceiros, para definirmos prioridades a serem trabalhadas. Vamos aprovar esse ano os próximos passos a discutir, como o financiamento da política e o monitoramento”, afirmou o subsecretário de Regionalização, Darlan Venâncio Thomaz Pereira.
Dulce Pimenta, secretária de Saúde de Montes Claros, falou sobre a importante pactuação para sua região. “O plano de regionalização contou com a atuação intensa do Norte de Minas, região de saúde que discutiu sobre sua rede e definiu as referências naquela área de abrangência. Com isso, a população se beneficiará com a melhoria no acesso e com a oportunidade de ser atendida na própria região, sem que o usuário precise se deslocar”, comemorou.
A secretária de Estado Adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, ressaltou a estreita relação entre a SES e o Cosems-MG. “Temos uma relação amistosa e voltada para muitas parcerias, pois estamos buscando sempre melhorar a situação da saúde. A partir da CIB, estamos conseguindo fortalecer esse espaço de discussão de forma saudável, sempre com um debate amplo para encontrar o melhor caminho”, destacou.
Ela ainda comentou que o encontro marca o encerramento dos trabalhos colegiados do ano. “Tivemos todos os assuntos discutidos, sem nenhuma pendência. Então gostaria de agradecer a todas as equipes técnicas, que têm feito um grande trabalho. Nessa última reunião do ano, nós temos algumas pautas importantes que vão nortear o nosso trabalho em 2024”, concluiu.
Para o presidente do Cosems-MG, Edivaldo Farias, Minas Gerais vem consolidando cada vez mais a construção da política pública que envolve todos os gestores. “Aqui, por exemplo, a gente pode citar o Plano Regional Integrado novamente, que é um avanço muito grande para Minas. Nós vimos outros estados tentando fazer algo similar e ainda não conseguiram chegar a esse ponto de discussão. A descentralização também é um ponto importante que no princípio assustou algumas pessoas, mas é algo que vem sendo realizado com muito cuidado”, explicou.
Outros debates
Nesta quarta-feira, segundo dia do Conexão Minas, também foi realizada, no período da manhã, a Reunião Ordinária do Cosems-MG, para alinhamento das pautas.
De acordo com o presidente, Edivaldo Farias, a força-tarefa entre estado e municípios mineiros é indispensável para se pensar na qualificação do SUS-MG. “Este evento é uma oportunidade de estarmos próximos aos gestores para fortalecermos essa troca tão benéfica para a saúde pública do nosso território”, afirmou.
Eduardo Luiz da Silva, secretário Executivo do Cosems-MG, também comentou sobre a importância do encontro. “O Conexão Minas-Saúde foi pensando em conjunto com a SES-MG para que pudéssemos falar sobre as políticas de saúde e para que fosse possível resgatar essa prática de encontro e confraternização entre o estado e os gestores que representam os 853 municípios”, detalhou.
Já o secretário de Saúde de Coronel Fabriciano e diretor financeiro do Cosems-MG, Ricardo Cacau, destacou a oportunidade de fortalecer a gestão do SUS mineiro por meio de capacitações em todas as áreas e, principalmente, de se aprofundar nas políticas públicas do estado por meio das resoluções pactuadas em CIB.
Além da Reunião Ordinária do COSEMS-MG, também foram realizadas, ao longo desse segundo dia do Conexão Minas, palestras, oficinas e rodas de conversa, que abordaram diferentes temas da saúde pública mineira, como contratualização no SUS, Valora Minas e Opera Mais.
UFMG busca voluntários de até 85 anos para vacina da covid: ‘ou a pesquisa para’ – Foto: reprodução
A vacina SpiN-TEC – contra a Covid-19 e a única 100% brasileira a chegar à fase de testes em humanos – precisa de voluntários para continuar avançando. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a pesquisa para mais uma bateria de testes. Para isso, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) procura homens e mulheres de 18 a 85 anos que atendam aos critérios de seleção (veja lista abaixo). São necessários novos 360 participantes. “Se os voluntários não aparecerem, a pesquisa para”, alerta Helton Santiago, diretor clínico do CTVacinas.
Este é o último estágio de testagem da vacina antes que ela possa, finalmente, chegar aos braços dos brasileiros. Os testes clínicos (ou seja, em humanos) funcionam em três fases. A primeira já foi superada pela SpiN-TEC, que se mostrou segura e eficaz. “A pesquisa clínica não se faz sem os voluntários. É muito importante que as pessoas que queiram contribuir com a ciência, que queiram contribuir com o desenvolvimento científico brasileiro, se voluntariem”, reforça Santiago.
Critérios para participação como voluntário da SpiN-TEC:
possuir entre 18 e 85 anos;
ter recebido as doses iniciais de CoronaVac ou AstraZeneca, além do reforço com Pfizer ou AstraZeneca antes de maio (ou seja, há pelo menos 6 meses);
não ter contraído covid-19 ou contraído a doença no máximo até maio (ou seja, há pelo menos 6 meses);
ter disponibilidade para participar de acompanhamentos presenciais em Belo Horizonte.
pessoas com doenças crônicas controladas (como hipertensão, diabetes e outras) podem se inscrever – passarão por uma avaliação médica para conferir se podem ou não participar dos testes clínicos, assim como todos os inscritos.
Quero participar. Como me inscrevo?
Caso você atenda a todos os critérios, faça a sua inscrição aqui. Se preferir, pode ligar ou chamar no WhatsApp pelo número (31) 9 9972-0292 – ou, ainda, ligar no telefone (31) 3401-1152.
Quando começa a terceira e última fase?
Nesta segunda etapa, a SpiN-TEC passa por comprovações de segurança e de imunogenicidade (capacidade de provocar uma resposta imune no corpo). As expectativas, segundo o coordenador dos testes clínicos da SpiN-TEC, Helton Santiago, são de que o recrutamento e vacinação dos 360 voluntários termine em fevereiro de 2024.
Reino Unido detecta primeiro caso humano de vírus semelhante à gripe suína – Foto: reprodução
O Reino Unido confirmou na última segunda-feira (27), por meio da Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês), o primeiro caso humano de gripe A(H1N2)v, um vírus muito comum em porcos. O caso foi detectado em um programa da vigilância nacional de rotina da gripe, mas a fonte da infecção permanece um mistério.
“De acordo com os protocolos estabelecidos, estão em curso investigações para saber como o indivíduo adquiriu a infecção e para avaliar se existem mais casos associados”, informou Meera Chand, diretora de Incidentes da UKHSA. O paciente, cuja identidade não foi revelada, apresentou sintomas respiratórios leves e se recuperou totalmente. Atualmente, ele está em isolamento, recebendo tratamento e sendo monitorado de perto pelas autoridades de saúde.
Os contatos próximos do caso também estão sendo rastreados, de acordo com um comunicado da agência, que informou ainda que a situação estava sendo monitorada com maior vigilância em hospitais na região de North Yorkshire, ao norte da Inglaterra.
“Infecções esporádicas acontecem. Ainda não existem evidências de que essa cepa seja capaz de causar doença mais grave do que as cepas atualmente circulantes”, alerta Helio Magarinos Torres Filho, patologista clínico e diretor do Richet Medicina e Diagnóstico/Rede D’Or. “O que precisa ser feito agora é rastrear os contatos da pessoa infectada para entender como ela adquiriu a infecção e se há mais possíveis casos”.
Os vírus causadores da gripe A – H1N1, H1N2 e H3N2 – são de origem suína, infectam humanos geralmente após exposição direta ou indireta aos animais ou ambientes contaminados. No total, 50 casos humanos de gripe A(H1N2)v foram notificados globalmente desde 2005, mas nenhum deles se relacionou geneticamente com esta cepa. Segundo a agência, a infecção se assemelha ao vírus que circula entre porcos no Reino Unido.
Minas Gerais tem a maior taxa de internação por câncer de próstata no Brasil – Foto: reprodução
A taxa de internações por câncer de próstata em Minas Gerais é a maior entre os estados brasileiros. No Estado, a cada 100 mil homens, 62,7 são internados em decorrência da doença. Para se ter uma ideia, no Brasil, a taxa é de 36,5 a cada 100 mil. Os dados são do Observatório de Atenção Primária da Umane, uma associação civil sem fins lucrativos, com base no último Painel de Oncologia do Datasus.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025. Essa é a neoplasia que mais incide sobre os homens, excetuando-se o câncer de pele não-melanoma.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia Seccional Minas Gerais, Bernardo Pace, um fator muito importante no câncer de próstata é a detecção precoce, principalmente quando não há qualquer sintoma perceptível. O problema é que muitos pacientes procuram um médico quando já estão com sintomas como problemas para urinar, dor na bexiga, entre outros. “Quando os pacientes procuram porque estão sentindo alguma coisa, muitas vezes, já é tarde e já não tem mais como a gente curar, só podemos tratar”, alerta.
“O câncer de próstata dá metástase primariamente para ossos, como os ossos da coluna e os ossos da bacia. Então, em muitos casos, quando o paciente procura a gente, ele já passou, às vezes, no ortopedista, já passou em algum outro médico, algum outro especialista por conta dessa dor óssea. E se é câncer, aí é tarde! Aí já quer dizer que o tumor dele já está metastático”, exemplifica.
O médico lembra que o câncer de próstata tem uma taxa alta de cura e apresenta boas chances, principalmente quando o diagnóstico é feito a tempo. “Não podemos esperar o paciente ter sintomas para procurar um médico. Essas consultas de detecção precoce devem ser feitas a partir dos 45 anos. E, dependendo do caso, quem tem uma história familiar ou alguma alteração no DNA, hoje em dia, até mais precoce, com 40 anos de idade”, diz.
E esse rastreamento para detecção precoce do câncer de próstata é feito com o exame de sangue PSA (que detecta os níveis de PSA no sangue, que podem indicar problemas na próstata) e o toque retal (quando o médico pode sentir possíveis alterações). Geralmente, o médico solicita os dois. “Eles não se excluem, eles se complementam”, frisa Pace. Segundo o especialista, a frequência ideal é fazer o exame anualmente.
Tratamento
Quando diagnosticado, o principal tratamento para a neoplasia é a cirurgia. “Se houver um risco de algum tumor residual, conforme lesão mais agressiva, você pode complementar com a radioterapia associada à hormonioterapia”, explica o especialista. “E a segunda forma é a radioterapia, que tem bons resultados, mas a longo prazo são inferiores à cirurgia. Em alguns casos, você pode associar, por exemplo, a rádio com hormônio.”
Prevenção
O médico observa que, com as campanhas, como o Novembro Azul, e a conscientização da população, homens têm buscado cada vez rastrear a doença. A mentalidade de tabu, segundo o médico, está mudando. “Essas campanhas de conscientização no Brasil hoje já extrapolaram a questão da Sociedade Brasileira de Urologia e a divulgação da imprensa. Hoje as empresas, por exemplo, já fazem isso junto aos seus funcionários, estimulando essa busca para detecção precoce, para detecção em um momento que o câncer de próstata ainda é factível de cura”, comenta.
Além da conscientização sobre os exames, o médico lembra que há muitos fatores de risco para o câncer de próstata, como uma dieta rica em gordura, uso de cigarro e obesidade. “Uma dieta balanceada, com legumes, verduras, antioxidantes, atividade física. Isso é muito importante. Então, hábitos de vida saudáveis são importantes para tentar minimizar o risco do câncer de próstata”, finaliza.
Implante revolucionário na medula espinhal faz paciente com Parkinson há 30 anos andar normalmente – Foto: Divulgação
O francês Marc Gauthier, 63 anos, diagnosticado com Parkinson avançado, conseguiu caminhar novamente com fluidez e estabilidade após receber um implante na medula espinhal. Andar sem cair era algo que ele não conseguia fazer desde que a doença evoluiu. Mark sofre as consequências do Parkinson desde os 36 anos de idade.
A tecnologia experimental foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Lausanne (EPFL). O resultado foi publicado na revista Nature Medicine nesta segunda-feira (6/11).
O dispositivo é implantado na região lombar, sobre a medula espinhal lombossacral. Ele estimula a área com pulsos elétricos que ativam os circuitos neurais disfuncionais das pernas e foi implantado no Hospital Universitário de Lausanne (CHUV), na Suíça.
Para o experimento, os cientistas personalizaram os estímulos colocando sensores nos pés e pernas de Marc, e demonstrou-se que o equipamento melhora a marcha. A mesma técnica é usada também de forma experimental em pessoas com paralisia provocadas por lesões na medula espinhal. Elas conseguiram ficar de pé sozinhas e caminhar por curtas distâncias.
Marc conta, em entrevista ao site da universidade, que liga o dispositivo oito horas por dia, e desliga quando vai ficar sentado por muito tempo ou está indo dormir. “Ele me permite andar melhor e ficar estável. Agora, não tenho medo nem das escadas mais. Todo domingo eu vou ao lago e caminho por seis quilômetros. É incrível”, afirma.
Os médicos envolvidos no estudo acreditam que a tecnologia poderia ser usada de forma mais ampla em pacientes diagnosticados com Parkinson avançado que sofrem com problemas de mobilidade.
“Acreditamos firmemente que muitos indivíduos poderiam se beneficiar desta terapia”, afirma o médico Grégoire Courtine, professor de neurociência no EPFL, na Universidade de Lausanne e no CHUV, em entrevista à agência Reuters.
El Niño ainda atingirá seu pico do ano em dezembro, diz meteorologista – Foto: Reprodução/Internet
A meteorologista do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, Ana Ávila, disse em entrevista que o El Niño – fenômeno sazonal responsável por promover um aquecimento atípico das águas do Oceano Pacífico equatorial – ainda atingirá seu pico deste ano em dezembro. “A temperatura das águas vai ficar cerca de 2,5°C acima do esperado. E os modelos indicam que até junho do ano que vem a gente deve ter o El Niño em curso.”
O El Niño favorece a ocorrência de ondas de calor porque as frentes frias ficam bloqueadas no sul do país e não conseguem avançar, explicou a meteorologista. “Outra questão é que o aquecimento das águas no Oceano Pacífico ajuda a aquecer a atmosfera em termos globais.”
Uma onda de calor, segundo definição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ocorre quando há temperaturas de pelo menos 5ºC acima da média da região para o período, durando no mínimo três dias consecutivos.
Ainda segundo as previsões do Cepagri, a onda de calor na Região Metropolitana de Campinas (RMC) deve continuar até sábado (18). A partir de domingo (19), a expectativa é que as temperaturas comecem a cair.
Negacionismo
Por conta da onda de calor observada nos últimos dias, o Ministério da Saúde disponibilizou uma página especial com recomendações e informou que correm risco todas as pessoas, mas especialmente idosos, crianças, diabéticos, gestantes, a população em situação de rua e aqueles com problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação.
Entre negacionismos e visões apocalípticas, o fenômeno tem gerado ampla repercussão midiática e debates nas redes sociais sobre a relação dele com as mudanças climáticas. Afinal, do ponto de vista científico, é possível estabelecer com razoabilidade esse vínculo?
O meteorologista Bruno Bainy, do Cepagri, explica haver um ramo das ciências atmosféricas que busca responder justamente a relação das ondas de calor e as mudanças climáticas. É a chamada ciência da atribuição climática, que estuda o impacto da atividade humana na probabilidade de ocorrência de fenômenos específicos. Os pesquisadores utilizam recursos de simulação computacional para investigar se determinados eventos ocorreriam ou não – e, se ocorreriam, com que magnitude – sem a influência antropogênica no clima.
“Os estudos costumam apontar que as ondas de calor podem ter uma relação bastante íntima com as mudanças climáticas. Em geral, as pesquisas mais conclusivas quanto a essas atribuições são relativas às ondas de calor. Então, é uma das principais hipóteses que a gente tem para explicar esse calor extremo. Mas claro que temos outros fatores em jogo, como o El Niño”, esclarece Bainy.
O meteorologista explica ainda que o momento atual coincide com uma fase da chamada oscilação de Madden-Julian. “É um mecanismo de variabilidade climática que dura algumas semanas. E há ciclos. Algumas fases tendem a deixar a parte leste do país mais seca, como é o caso agora. E outras fases tendem a promover chuvas mais volumosas, como é o esperado a partir do final de semana.”
Resultado do LIRAa aponta alto risco para epidemia de dengue em Formiga – Foto: reprodução
O último Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) em Formiga, realizado de 6 a 10 de novembro, apontou alto risco para epidemia de dengue no município. O índice de infestação predial foi de 4,7%.
Com o resultado, a Secretaria Municipal de Saúde constatou que, para cada 100 imóveis existentes no município, 4,7% tem foco do mosquito.
Além do índice de infestação predial, o levantamento mostra o “Índice de Breteau”. O resultado em Formiga foi de 5,3, o que indica que para cada 100 imóveis pesquisados durante o LIRAa, 5,3 deles têm recipientes com larvas positivas.
O levantamento foi realizado em 1.724 imóveis (residências, terrenos baldios, comércios e outros). Muitos focos foram encontrados nas residências: 86,25% do total.
A Prefeitura informou que o Setor de Endemias continuará com a intensificação das ações de campo e ações educativas, de acordo com o Programa Nacional de Controle às Arboviroses e seguindo as orientações de estratégias discutidas e planejadas pelo Comitê de Enfrentamento às Arboviroses do município.
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