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Jornal Folha Regional

Repasse do piso de enfermagem pode sofrer atrasos por falta de informação do Ministério da Saúde

Repasse do piso de enfermagem pode sofrer atrasos por falta de informação do Ministério da Saúde – Foto: reprodução

Os repasses para o pagamento do piso da enfermagem pelos Municípios podem atrasar após o anúncio de efetivação dos recursos pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (23). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) enfatiza que a dificuldade e a pressão sofrida pelos Municípios sobre o piso potencializam cada vez mais e a falta de esclarecimentos da Pasta pode contribuir com o atraso do repasse da Assistência Financeira Complementar da União aos profissionais de enfermagem. Os repasses creditados nas contas foram definidos com base nos dados enviados pelos Entes na plataforma InvestSUS.

A CNM reforça que o desafio dos Municípios já parte no início do cadastro dos profissionais no InvestSUS, pois durante o período em que os Entes locais preenchiam os dados de enfermagem, em curto prazo, e com inúmeras dúvidas no preenchimento, não tinham diretrizes claras estabelecidas pelo Ministério da Saúde com relação ao cadastramento neste sistema. Isso resultou em interpretações diversas, levando cada Ente federado a informar dados divergentes dos quais a União, posteriormente, considerou como incluídos para pagamento do piso nos campos de remuneração e outros.

Uma cartilha oficial produzida pelo governo federal que detalha o pagamento do piso foi divulgada somente no dia 18 de agosto, ou seja, mais de um mês após o encerramento do prazo para cadastro pelos Entes. Além disso, a demora na transparência dos dados e a dificuldade dos gestores em acessar o InvestSUS devido à instabilidades nos sistemas têm gerado muitas inseguranças aos gestores municipais para realizarem os trâmites internos do pagamento dos profissionais de enfermagem municipal, bem como os contratualizados.

Falta de comunicação

Os Municípios têm relatado dificuldade de contatar o Ministério da Saúde para obterem informações de qualidade sobre o repasse da Assistência Financeira Complementar da União e muitas dúvidas surgiram e dificultam as ações necessárias para a execução do repasse. A CNM recomenda o envio das inconsistências apontadas pelo Ministério da Saúde no InvestSUS para prestadores de serviços contratualizados fazerem as correção dos dados enviados por eles.

Depois, os Municípios terão do dia 1º até o dia 10 de setembro para inserirem os ajustes necessários na plataforma do InvestSUS. Além disso, a entidade reforça aos Municípios a importância de revisão e atualização do Sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), pois na plataforma podem ser extraídas as informações dos profissionais cadastrados nos estabelecimentos de saúde e utilizados para cruzamento com os dados InvestSUS. (CNM)

Por que as doações de órgãos são tão importantes?

Por que as doações de órgãos são tão importantes? – Foto: reprodução

A doação de órgãos e tecidos consiste na oferta, sem nenhum tipo de lucro, de alguma parte do corpo com o objetivo de ajudar outra pessoa que sofre com determinado problema de saúde e necessita de um transplante. A doação de órgãos pode ocorrer tanto em vida quanto após a morte de um indivíduo, a depender do órgão que será doado. O rim, por exemplo, é um órgão que pode ser doado em vida, enquanto o coração é um órgão que pode ser doado apenas após a morte do doador.

A doação de órgãos e sua importância

A doação de órgãos é uma forma de ajudar outras pessoas que estão sofrendo com problemas de saúde que apresentam como solução o transplante. Na insuficiência renal crônica avançada, por exemplo, o transplante renal é uma alternativa para garantir-se a melhora na qualidade de vida do indivíduo e até mesmo sua sobrevivência. Sendo assim, a doação de órgãos é uma forma de salvar vidas e, portanto, um ato de amor ao próximo.

Quais órgãos podem ser doados?

Ao falar-se de doação de órgãos, muitas pessoas lembram-se apenas da doação de órgãos como coração e  rins, entretanto, muitos outros órgãos e tecidos podem ser doados. Além dos órgãos citados, são estruturas que podem ser doadas: pâncreas, pulmão, fígado, medula óssea, ossos, córnea, intestino, vasos sanguíneos e tendões. Percebe-se, portanto, que um único doador pode salvar diversas vidas.

Quem pode doar?

A princípio, qualquer pessoa pode ser um doador, entretanto, deve-se analisar a saúde do indivíduo para verificar se há alguma restrição. Uma pessoa que morreu em consequência de determinadas doenças infecciosas, como a COVID-19, não pode fazer a doação. Além disso, pessoas que morreram, mas não foram identificadas, bem como menores de 18 anos sem autorização dos responsáveis não podem ser doadores.

Vale destacar que, para ser um doador, é necessário que a família autorize a doação dos órgãos após a morte do indivíduo, sendo assim, é importante que durante a vida a pessoa deixe claro ao seus familiares o seu desejo de doar os órgãos após a morte. Ainda, a vontade do doador, se expressamente registrada, poderá ser aceita, caso haja uma decisão judicial. No que diz respeito à doação em vida, o doador deve expressar sua vontade e, pela lei, poderá doar para parentes de até quarto grau e cônjuges. Para doadores não parentes, é necessária a autorização judicial.

O que é um doador vivo e um doador falecido?

O doador vivo é aquele que, em vida, resolve doar um órgão a outra pessoa. Nesse caso, o doador poderá doar um de seus rins ou mesmo parte do seu fígado, pulmão e medula óssea. O doador falecido, por sua vez, é aquele que teve sua morte encefálica decretada e seus órgãos são retirados após autorização da família.

Nesse último caso, muitos órgãos podem ser aproveitados, entre eles coração, fígado, intestino, pâncreas, ossos, tendões e pele. É importante deixar claro que, após a doação feita por um doador falecido, este terá seu corpo preparado, não sendo observada nenhuma deformidade que prejudique o velório.

O que acontece após a morte do indivíduo e a autorização de doação?

Após autorizada a doação de órgãos, o hospital comunica a Central de Transplantes, responsável por procurar possíveis receptores tendo como base a compatibilidade entre os envolvidos. Após identificar um receptor, inicia-se uma verdadeira corrida contra o tempo a fim de garantir-se que o órgão doado seja disponibilizado ao receptor rapidamente e sem danos. Isso se deve ao fato de que cada órgão apresenta uma espécie de “prazo de validade”, sendo o transplante inviabilizado após certo tempo.

É importante deixar claro que os órgãos de doador falecido serão disponibilizados para pessoas que fazem parte de uma lista de espera única, que inclui os potenciais receptores. No caso da doação em vida, o doador pode escolher para quem doar.

Lei nº 9.434

A Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. De acordo com ela, é considerado crime, por exemplo, remover tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa ou cadáver, em desacordo com as disposições legais; comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano; realizar transplante ou enxerto utilizando tecidos, órgãos ou partes do corpo humano de que se tem ciência terem sido obtidos em desacordo com os dispositivos legais; recolher, transportar, guardar ou distribuir partes do corpo humano de que se tem ciência terem sido obtidos em desacordo com os dispositivos legais; deixar de recompor cadáver, devolvendo-lhe aspecto condigno, para sepultamento ou deixar de entregar ou retardar sua entrega aos familiares ou interessados.

Médico alpinopolense participa de cirurgia para separação de gêmeas siamesas

Médico alpinopolense participa de cirurgia para separação de gêmeas siamesas – Foto: redes sociais

Neste fim de semana, o médico alpinopolense Gabriel Felipe Neves de Lima participou da cirurgia para separação das gêmeas siamesas Allana e Mariah, que nasceram unidas pela cabeça. O procedimento é uma realização histórica para a medicina brasileira, visto que a operação é a 2° do mesmo tipo no país.

A cirurgia final, dentre as várias realizadas nos últimos meses, começou ainda no sábado (19) e terminou por volta das 8h de domingo (20), cerca de 25 horas depois, e foi executada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (MG).

Ao todo, 50 profissionais participaram do procedimento, entre médicos, enfermeiros, instrumentadores e equipe de apoio.

“A maior emoção da minha vida: entregar as gêmeas aos pais em duas macas, depois de terem entrado no bloco cirúrgico em apenas uma. Realmente, um milagre de Deus através de nós”, disse o Dr. Gabriel.

Segundo o HC, as gêmeas passam bem e se recuperam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade. Não há previsão de alta.

Os detalhes sobre como foi a cirurgia e o estado de saúde das irmãs devem ser divulgados em uma coletiva de imprensa prevista para o final de setembro.

Médico alpinopolense participa de cirurgia para separação de gêmeas siamesas – Foto: redes sociais

O que estava previsto para ser feito?

 No procedimento, estava prevista a dissecção de cerca de 25% dos vasos sanguíneos que ainda restavam separar.

Além disso, as gêmeas seriam submetidas à cranioplastia, etapa para fechar a calota craniana e da pele que recobre a cabeça de cada uma das meninas.

Como foi a preparação?

Equipe médica usa neuronavegação na terceira cirurgia de separação das irmãs Allana e Mariah, gêmeas unidades pela cabeça, no HC de Ribeirão Preto, SP — Foto: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Médico alpinopolense participa de cirurgia para separação de gêmeas siamesas – Foto: redes sociais

A cirurgia final estava inicialmente marcada para acontecer em julho, mas foi adiada após as irmãs apresentarem suspeita de dengue.

Às vésperas da data inicial, Allana e Mariah passaram por um procedimento de expansão final das bolsas instaladas sob a pele das cabeças para ganhar ‘espaço’ para a cobertura craniana, que será feita após a separação.

Segundo os médicos, as bolsas atingiram volumes de 530 ml e 670 ml cada.

Elas também passaram por exames de ressonância magnética e tomografia para checagem das condições cerebrais para a cirurgia de separação total.

Cirurgia anterior foi em março

Médico alpinopolense participa de cirurgia para separação de gêmeas siamesas – Foto: redes sociais

A terceira cirurgia para separação dos crânios das gêmeas siamesas ocorreu no dia 11 de março, em um procedimento que durou sete horas.

Allana e Mariah passaram pela primeira neurocirurgia em agosto de 2022, quando tiveram as veias do cérebro separadas. Três meses depois, em novembro, elas foram submetidas ao segundo procedimento.

O caso das meninas é extremamente raro, com um registro a cada 2,5 milhões de nascimentos. As irmãs nasceram em Ribeirão Preto no dia 9 de dezembro de 2020, mas vivem com a família em Piquerobi (SP).

A anomalia foi diagnosticada quando elas ainda estavam na barriga da mãe. Desde 2021, elas são acompanhadas no HC.

Desde a primeira cirurgia, os profissionais utilizam tecnologia de ponta para os procedimentos e contam com exames clínicos, laboratoriais e de imagem de ressonância magnética, além de tomografia computadorizada integrada a um sistema de realidade virtual.

SP registra 1° caso da subvariante EG.5 do coronavírus no Brasil

SP registra 1° caso da subvariante EG.5 do coronavírus no Brasil – Imagem: reprodução

O Brasil registrou o primeiro caso da subvariante EG.5 do coronavírus, conhecida como Eris, em São Paulo. A Eris foi identificada pela primeira vez em fevereiro deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos Estados Unidos, a Eris se tornou a principal variante. A OMS classificou a presença dela como “de interesse”. Segundo especialistas, o surgimento de mutações pode gerar uma onda de novos casos de Covid.

No Brasil, o primeiro caso foi registrado na capital paulista e os sintomas iniciais começaram no final de julho, de acordo com o jornal O Globo. A paciente seria uma mulher de 71 anos que não viajou nas últimas semanas.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) emitiu uma nota com medidas que devem ser seguidas para evitar novas infecções pela subvariante EG.5. Entre elas, está o uso de máscaras por pessoas com comorbidades e mais vulneráveis ao coronavírus.

Dados da OMS mostram que até a última sexta-feira (11), 1,5 milhão de pessoas foram infectadas pela Covid-19 no mundo entre 10 de julho e 6 de agosto.

Morador de cidade mineira é autorizado a plantar maconha em casa para tratar problemas de saúde

Morador de cidade mineira é autorizado a plantar maconha em casa para tratar problemas de saúde – Foto: reprodução

Um morador de Divinópolis está autorizado a plantar maconha em casa para a produção do óleo de canabidiol, com objetivo de tratar ansiedade e dores crônicas decorrentes de um acidente de carro.

Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o homem, que não teve a idade revelada, já tinha autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar e usar o óleo de cannabis, mas alegou que o custo do produto é caro, mesmo quando comprado em associações brasileiras que atuam na área.

Ainda conforme o TJMG, o homem justificou que tentou fazer o tratamento com outros medicamentos, mas não resolveu o problema.

Diante disso, ele entrou com um pedido de habeas corpus preventivo, solicitando uma liminar para que fosse autorizado a plantar e cultivar a maconha e também produzir o óleo de canabidiol feito a partir da planta.

Ele pediu também um salvo-conduto para que as autoridades policiais não pratiquem “constrangimento ilegal”, como apreensão das plantas ou qualquer ato que interrompa seu tratamento.

Decisão

A decisão ocorreu no último dia 10 de agosto. Conforme o desembargador Henrique Abi-Ackel Torres, o paciente comprovou aptidão técnica para o cultivo e a extração do fármaco, e é uma pessoa que não tem antecedentes criminais.

Com isso, foi autorizado que ele faça o plantio da maconha para produzir o óleo de canabidiol, mas apenas na quantidade necessária do seu tratamento, “sem desvio de finalidade ou fornecimento a terceiro”.

A liminar também determina que as autoridades estão impedidas de prender o paciente, apreender ou destruir o material usado na produção do óleo. O magistrado informou, porém, que a liminar não impede fiscalizações por parte de autoridades sanitárias para avaliar se o plantio e produção do óleo estão sendo feitos da forma correta.

Os outros dois desembargadores designados para o caso, Âmalin Aziz Sant’ana e Dirceu Walace Baroni, também concordaram com o relator e autorizaram a emissão do habeas corpus preventivo.

Pronto socorro de São José da Barra poderá ficar sem medico extra

Pronto socorro de São José da Barra poderá ficar sem medico extra – Foto: Reprodução

Devido a alta demanda da procura pelos prontos atendimentos em todo país nesta época do ano por problemas respiratórios, dengue etc, diversas prefeituras escalaram mais profissionais de saúde para atender a população.

Em São José da Barra (MG), desde abril de 2023, um médico extra foi contratado para atender a população, diariamente das 9h às 21h, devido ao aumento na procura pelo pronto atendimento.

De acordo com informações, a partir de agosto de 2023, não terá mais o médico extra.

Ainda segundo relatos, para alguns foi informado que a demanda diminuiu e para outros que a secretária de saúde não tem recursos para manter os profissionais.

A redação do Jornal Folha Regional entrou em contato com o secretário de saúde Paulo Renato Gomes, porém como de costume por parte do servidor, ele não responde as demandas da imprensa.

Redação do Jornal Folha Regional interrogou o secretário de saúde, mas não teve retorno – Imagem: Whatsapp

Em contato com o vice prefeito André Luiz Lemos da Silva, o mesmo informou que não estava por dentro de todos os detalhes do assunto e que pediria para o secretário Paulo falar com a redação, mas até a publicação da matéria não retornaram.

Mulher diz que filha tomou soro vencido em UPA de Passos

De acordo com a denúncia, frasco de soro estava vencido há 1 mês e 16 dias. Secretaria ainda não se pronunciou sobre o assunto

por Luciene Garcia

Mãe fez foto do frasco de soro – Foto: Renata Lima Ramos

Uma paciente identificada como I.R.C., de cinco anos, tomou um frasco de soro com validade vencida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Passos, na segunda-feira (17). A denúncia partiu da mãe da criança, Renata Lima Ramos, 36 anos, que está desempregada.

Ela é moradora da Rua Maranhão, no Bairro Bela Vista, e conta que a filha passou mal no sábado (15), apresentando dores de cabeça e na garganta. A médica que estava no plantão receitou soro e Benzetacil e liberou a criança para voltar para casa.

No domingo, a criança teve vômitos novamente. “Tudo o que ela ingeria voltava, levei novamente na UPA, a médica que estava de plantão passou medicamentos na veia para cessar o vômito, fiquei com ela lá por volta das 17h”, conta. Na segunda (17) o quadro se agravou e Renata voltou com a filha para a UPA.

“Na segunda-feira minha filha começou novamente com vômitos sem parar, eu preocupada e com medo de ela desidratar, levei novamente na UPA. Relatei à médica que seria a terceira vez que levava ela, foi então que ela passou Hemograma completo, raio-x na face e os medicamentos para ela parar os vômitos. Fomos para uma sala, a enfermeira colocou minha filha no soro e outros medicamentos na veia. Ela ficou por volta de uma hora tomando. Assim que o soro acabou, fui encaminhada para o raio-x, a enfermeira falou para eu fechar o soro e levar minha filha para a sala do raio-x com o soro mesmo, que estava vazio”, conta

Renata, até então, não tinha percebido nada. Ficou sentada na fila, até que olhou a embalagem do soro e viu que tinha sido fabricado dia 30/11/2021 com vencimento em 01/06/2023, ou seja, um mês e 16 dias de atraso.

Sem ter com quem deixar a filha para fazer um Boletim de Ocorrência, Renata recorreu ao Disque 100, do Ministério da Saúde, e fez uma denúncia.

Mãe fez foto do frasco de soro – Foto: Renata Lima Ramos

A reportagem tentou falar com o diretor administrativo da UPA, Anderson Carvalho, mas ele disse que quem se posicionaria seria o Secretário Municipal de Saúde. A reportagem tentou insistentemente falar com o secretário municipal de Saúde, Thiago Agnello Sallum, mas ainda não houve retorno.

Dengue: SES-MG confirma mais 2 mortes em Passos e 1 em Itaú de Minas

Dengue: SES-MG confirma mais 2 mortes em Passos e 1 em Itaú de Minas – Foto: reprodução

Subiu para 37 o número oficial de mortes confirmadas por dengue no Sul de Minas neste ano pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Os dados foram divulgados em novo boletim nesta segunda-feira (17).

Conforme a SES-MG, foram confirmadas mais duas mortes em Passos e outra em Itaú de Minas. Com isso, Passos volta a ser a cidade com mais mortes na região: 9.

A boa notícia é que o número de casos prováveis da doença seguem em queda há pelo menos quatro semanas. Em 03/07, o número de casos prováveis na região era de 44.934. Agora esse número caiu para 44.015.

Passos segue sendo a cidade com mais casos prováveis na região: +12.421. São Sebastião do Paraíso (+5.585) e Lavras (+4.058) aparecem na sequência.

Novas mortes:

  • Itaú de Minas +1
  • Passos +2

Mortes no total:

  • Alpinópolis: 2
  • Boa Esperança: 1
  • Bom Jesus da Penha: 1
  • Ijaci: 1
  • Ingaí: 1
  • Itaú de Minas: 8
  • Lavras: 3
  • Passos: 9
  • Perdões: 1
  • Pratápolis: 1
  • São Sebastião do Paraíso: 8
  • Varginha: 1

Cidades com mais casos prováveis de dengue:

  • Passos: 12.421
  • São Sebastião do Paraíso: 5.585
  • Lavras: 4.058
  • Itaú de Minas: 3.012
  • Varginha: 1.988
  • Nepomuceno: 1.244
  • Cássia: 1.180

Palestra de Mario Sergio Cortella arrecada R$ 150 mil para a construção do novo ambulatório de oncologia em Passos

Palestra de Mario Sergio Cortella arrecada R$ 150 mil para a construção do novo ambulatório de oncologia em Passos – Foto: SCMP

O Salão do Clube Passense de Natação (CPN) ficou completamente lotado na noite de quinta-feira (13), com a presença de uma multidão ansiosa para ouvir o renomado professor e filósofo Mario Sergio Cortella.

A palestra “Faça o teu Melhor” foi um verdadeiro sucesso e teve um propósito ainda mais nobre, arrecadar fundos para a construção do Ambulatório Oncológico na Cidade da Saúde do Saber, projeto crucial para a Santa Casa de Misericórdia de Passos (SCMP).

Mais de 1000 pessoas compareceram ao evento, vindas de Passos (MG) e região, e lotaram o amplo salão do CPN. Todo o valor arrecadado com as entradas foi destinado ao investimento nessa importante estrutura de tratamento do câncer. A necessidade desse ambulatório é evidenciada pelos estudos clínicos, que apontam um registro diário de 10 novos casos de câncer na unidade oncológica da SCMP. Portanto, é crucial contar com uma estrutura capaz de acolher e tratar de forma eficaz e humanizada cada um desses pacientes.

O presidente da Irmandade da Santa Casa de Passos, Dr. Flávio Dutra, expressou sua gratidão pelo sucesso do evento: “Ficamos extremamente gratos por eventos como esse, que apoiam a realização dessa construção e contribuem para o crescimento do desenvolvimento da saúde em Passos. Isso fará uma diferença significativa na vida daqueles que lutam contra o câncer, buscando esperança e cura”.

O presidente da Irmandade da Santa Casa de Passos, Dr. Flávio Dutra, expressou sua gratidão pelo sucesso do evento – Foto: SCMP

A generosidade e compromisso do Professor Cortella com essa causa comoveram e inspiraram a todos. Ao reverter integralmente a verba do evento para o hospital, ele proporcionou um gesto valioso e significativo. Daniel Porto Soares, representante da Santa Casa, enfatizou a importância desses eventos para o investimento na saúde: “Esperamos que esse ato do professor reverbere e inspire as pessoas, pois eventos como esse são extremamente significativos para nós no avanço dos cuidados oncológicos”.

A generosidade e compromisso do Professor Cortella com essa causa comoveram e inspiraram a todos – Foto: SCMP

O Dr. Vivaldo Soares Neto, em nome do Hospital Regional do Câncer de Passos, agradeceu ao filósofo pelo seu apoio: “Ao professor Cortella, nosso sentimento é de gratidão. Sua significativa contribuição à Santa Casa e ao Hospital Regional do Câncer de Passos resultará em um novo ambulatório na Cidade da Saúde e do Saber, nosso projeto do século. Esse novo espaço ampliará os serviços de saúde e educação, proporcionando um atendimento ainda melhor aos pacientes oncológicos de Passos e região”.

O Dr. Vivaldo Soares Neto, em nome do Hospital Regional do Câncer de Passos, agradeceu ao filósofo pelo seu apoio – Foto: SCMP

Com o sucesso do evento e a solidariedade de todos os envolvidos, a construção do Ambulatório Oncológico se torna uma realidade mais próxima, trazendo esperança e cuidado para aqueles que enfrentam a batalha contra o câncer em Passos e arredores.

O PALESTRANTE

Mário Sérgio Cortella é um renomado filósofo, escritor, professor e palestrante brasileiro e se tornou uma das vozes mais influentes e respeitadas no campo da educação, ética e filosofia contemporânea no Brasil. Cortella possui uma formação acadêmica diversificada, com graduação em Filosofia, mestrado em Educação e doutorado em Educação. Com seu estilo de comunicação acessível e sua capacidade de transmitir conceitos filosóficos de maneira prática e relevante para a vida cotidiana, Cortella ganhou popularidade através de suas palestras, livros e programas de rádio e televisão. Seu trabalho aborda temas como ética, educação, carreira, liderança, valores humanos e transformação pessoal.

Palestra de Mario Sergio Cortella arrecada R$ 150 mil para a construção do novo ambulatório de oncologia em Passos – Foto: SCMP

Diarreia matou 43 crianças em um ano e meio em MG

Diarreia matou 43 crianças em um ano e meio em MG – Foto: reprodução

As diarréias intestinais, apesar de parecerem inofensivas, representam um risco à saúde, sobretudo das crianças. Além de causar desidratação, a doença pode, em casos mais graves, levar à morte. Desde o início de 2022, 43 crianças menores de 5 anos morreram em Minas Gerais devido a complicações associadas à diarreia.

Dados do Ministério de Saúde apontam que no ano passado o estado registrou mais de 500 mil casos de diarreia, sendo aproximadamente 89 mil em crianças de até 5 anos de idade. Ao todo, houve 27 óbitos entre os menores de 1 ano, e outras sete mortes entre a faixa de 1 a 5 anos.

Em 2023, mais de 227 mil casos de diarreia foram notificados entre os mineiros, com 264 surtos da doença. Entre os menores de 5 anos, os casos já passam de 30 mil. No total, 170 óbitos com causa básica associada à diarreia já foram constatados, sendo seis em menores de 1 ano e outros três em crianças entre 1 e 4 anos – totalizando nove mortes.

Os números ligam o alerta para pais e responsáveis sobre os cuidados necessários para evitar a ocorrência de novas mortes. Para a referência técnica em Toxoplasmose e Rotavírus da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Michely Aparecida de Souza, os números são preocupantes, tendo em vista que, muitas vezes, os óbitos ocorrem por causas evitáveis. “São mortes que podem ser prevenidas por meio de assistência oportuna, com manejo clínico do paciente de forma adequada, vacinação e educação em saúde para favorecer boas práticas”, avalia.

A especialista ressalta que os casos mais graves podem ser evitados através da vacinação contra o rotavírus, que previne contra doenças diarreicas agudas. Dados divulgados pela SES-MG mostram que, em 2023, a cobertura vacinal contra o rotavírus está em 79,96%.

“No entanto, outras vacinas, como a contra o sarampo e a contra hepatite A também podem proteger contra essas doenças quando associadas à diarreia. É importante ressaltar que a vacinação não apenas reduz a incidência de casos graves, mas também pode salvar vidas”, destaca.

Os imunizantes são disponibilizados gratuitamente pelo SUS e é recomendado para crianças aos 2 e 4 meses de idade.

Sintomas

Os casos de diarreia são caracterizados por um mínimo de três episódios em um período de 24 horas, acompanhados pelo aumento do número de evacuações e diminuição da consistência das fezes. Os sintomas também podem incluir náuseas, vômitos, dores abdominais e febre. Segundo Michely Souza, crianças desnutridas, com baixo peso e com condições crônicas de saúde têm maior risco de desenvolver casos mais graves.

O diagnóstico da gastroenterite aguda é essencialmente clínico, baseado em exames clínicos e anamnese feitos pelo profissional que realiza o atendimento nas unidades de saúde. Em casos de sinais de alerta, como sangue nas fezes ou desidratação, é necessário procurar um serviço de saúde para avaliação médica adequada. Em alguns casos, o diagnóstico pode exigir investigação laboratorial para identificação do agente causador.

O tratamento dos casos de diarreia em crianças envolve, principalmente, a prevenção de forma a evitar que outras pessoas possam adoecer a partir desse agente infeccioso, e a reidratação com a ingestão de líquidos, seja por meio de soros orais ou, em casos mais graves, por fluidos intravenosos. “É fundamental que os pais compreendam que a gastroenterite em crianças menores de 5 anos não deve ser considerada apenas uma dor de barriga e, sim, uma condição que requer atenção médica”, alerta a especialista.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais esclarece que promove ações que favorecem a prevenção da diarreia, o monitoramento de casos e surtos, bem como a investigação epidemiológica e a garantia de acesso a vacinas essenciais.

“Além disso, a SES-MG promove ações de educação em saúde para conscientização sobre a importância da vacinação e das boas práticas de prevenção”, diz o comunicado.

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