Anvisa suspende venda de água Mamba Water após detecção de bactéria – Foto: reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda de dois lotes da água mineral sem gás Mamba Water, de 350 ml. A agência apontou a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa durante análises realizadas pela própria fabricante, conforme publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (16/7).
É o terceiro episódio envolvendo a bactéria nos últimos quatro meses. Em abril, a agência anunciou a suspensão de distribuição de 100 lotes de produtos da Ypê, caso que teve outros desdobramentos no último mês. Ainda em junho, a Anvisa comunicou o recolhimento de um lote da água mineral Crystal pelo mesmo motivo.
No caso da água mineral, a fabricante HNJ BR Indústria de Bebidas Ltda, conhecida pelo nome Mamba Water, comunicou o recolhimento voluntário após identificar o problema. “A iniciativa ocorre após a identificação, em análises de controle de rotina, de resultado fora do padrão microbiológico esperado, com a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto. Trata-se de ocorrência pontual”, informou a marca em nota.
Os lotes afetados da Mamba Water são os com fim 13 e 14, fabricados em 3 e 4 de abril de 2026, com validade prevista até 3 e 4 de abril de 2027, respectivamente. “Embora não haja registros de eventos adversos à saúde associados a esses lotes, em casos específicos, seu consumo pode eventualmente representar risco à saúde”, declarou a marca.
Conforme decisão, a Anvisa proibiu a venda, a distribuição e o uso desses produtos.
Energético suspenso
Também nesta quinta-feira (16/7), a agência comunicou a suspensão de fabricação, distribuição, divulgação e uso de energéticos Mister Hemp. A decisão abrange todos os energéticos da marca.
A resolução aponta duas irregularidades: o fabricante não realizou estudos de estabilidade capazes de garantir a manutenção das características de segurança, composição e qualidade até o fim do prazo de validade; e não comprovou a regularização dos produtos no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
A reportagem busca contato com a representação da marca. O espaço segue aberto.
Anvisa autoriza novo medicamento para menopausa sem uso de hormônios – Foto: reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento para os sintomas vasomotores da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos. A novidade é que o medicamento, chamado fezolinetanto, é o primeiro desenvolvido especificamente para essa finalidade sem utilizar hormônios.
O produto será comercializado no Brasil pela farmacêutica Astellas sob o nome Veoza e será disponibilizado em comprimidos de uso diário.
A aprovação representa uma nova possibilidade terapêutica para mulheres que não podem fazer reposição hormonal ou que optam por não utilizar esse tipo de tratamento. Entre os casos mais comuns estão pacientes com histórico de câncer de mama, contraindicações cardiovasculares ou simplesmente aquelas que preferem alternativas não hormonais.
Como o medicamento funciona
Diferentemente da terapia hormonal, que busca compensar a redução dos níveis de estrogênio, o fezolinetanto atua diretamente em um mecanismo cerebral relacionado ao surgimento dos fogachos.
No organismo feminino, o hipotálamo — região do cérebro responsável pelo controle da temperatura corporal — funciona como um verdadeiro termostato. Antes da menopausa, os hormônios estrogênicos ajudam a manter o equilíbrio de uma substância chamada neurocinina B, que participa da regulação térmica.
Com a diminuição da produção de estrogênio pelos ovários, esse equilíbrio é alterado. A neurocinina B passa a estimular excessivamente determinados neurônios do hipotálamo, provocando sinais equivocados de aumento de temperatura. Como consequência, surgem as ondas de calor repentinas, vermelhidão na pele e episódios de suor intenso, especialmente durante a noite.
O fezolinetanto bloqueia justamente o receptor utilizado pela neurocinina B para agir nesses neurônios. Ao impedir essa ligação, o medicamento ajuda a estabilizar o controle da temperatura corporal, reduzindo a frequência e a intensidade dos sintomas.
Quando o remédio estará disponível?
Embora tenha recebido aprovação da Anvisa na última segunda-feira (22), o medicamento ainda não pode ser comercializado imediatamente no país.
Antes de chegar às farmácias, o produto precisa passar pela análise da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por definir o preço de venda ao consumidor. Até o momento, não há previsão para a conclusão dessa etapa nem para o início da comercialização no Brasil.
Anvisa aprova novo remédio oral para câncer de mama avançado – Foto: reprodução
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do medicamento Inluriyo (tosilato de inlunestranto), na última segunda-feira (22), destinado ao tratamento de pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático. A autorização foi publicada no DOU (Diário Oficial da União).
O medicamento será utilizado em casos específicos da doença, em pacientes que já passaram por terapia endócrina. A indicação contempla tumores positivos para receptor de estrogênio (ER+), negativos para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e com mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).
Desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., o tratamento é administrado por via oral e é indicado como monoterapia. Segundo a Anvisa, a recomendação também inclui situações em que o tumor não pôde ser retirado por cirurgia ou quando a doença já atingiu outras partes do organismo.
ÍNDICES DO CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama permanece como o tipo de neoplasia maligna com maior incidência entre mulheres no Brasil. Estimativas do Inca (Instituto Nacional do Câncer) apontam cerca de 73.610 novos casos anuais entre 2023 e 2025, o equivalente a 30,1% dos diagnósticos de câncer na população feminina.
A doença é a mais incidente em mulheres na maioria das regiões brasileiras, com taxas mais altas no Sul e no Sudeste. Só é superada por outro câncer, o de colo de útero, no Norte.
Dados do Ministério da Saúde também indicam que a doença representa a principal causa de morte por câncer entre mulheres no país. A pasta informa que o risco aumenta com a idade, sobretudo a partir dos 40 anos, enquanto a média de idade para o diagnóstico no Brasil e de 54 anos.
OUTUBRO ROSA
Nas últimas décadas, os avanços terapêuticos e o maior acesso ao tratamento e às ações de detecção precoce resultaram em ganhos na sobrevida das mulheres e tornaram o câncer de mama uma doença de bom prognóstico, quando diagnosticada e tratada oportunamente.
Iniciativas como o Outubro Rosa e o Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama, celebrado em 19 de outubro, pretendem alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença por meio de ações educativas e exames como a mamografia.
Com o diagnóstico precoce a taxa de cura e sobrevida é de 95%.
Anvisa recolhe esmaltes Impala com TPO, substância proibida em cosméticos – Foto: reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala. O Laboratório Avamiller de Cosméticos LTDA, fabricante dos produtos, comunicou a presença de uma substância proibida em cosméticos no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (16/3) e entrou em vigor imediatamente.
O recolhimento atinge linhas de esmalte em gel após a empresa informar a presença do composto TPO na fórmula. A Anvisa publicou em 30 de outubro de 2025 uma resolução que atualizou a lista de substâncias proibidas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes comercializados no país.
A substância citada pela empresa é a INCI Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide. O composto é conhecido pela sigla TPO. Alguns itens da marca contêm a substância em suas formulações, segundo o comunicado.
O TPO foi classificado como tóxico para a reprodução humana. A classificação se baseou em evidências obtidas em estudos realizados em animais. A inclusão do composto na lista de substâncias proibidas pela Anvisa considerou o princípio da precaução diante dos resultados observados em pesquisas com animais.
A classificação indica um risco presumido à saúde humana. Tais efeitos ainda não foram comprovados em estudos clínicos com seres humanos.
Produtos afetados
A determinação abrange diferentes nomes comerciais para esmaltes em gel e um top coat da linha Gel Plus. Os produtos afetados são: Plus Gel Esmalte Impala gel (todos), Esmalte Gel Impala Gel Plus (todos), Gel Plus Impala Esmalte Gel (todos), Esmalte Gel Plus Impala (todos) e Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear (todos).
O UOL entrou em contato com a Mundial, empresa responsável pela marca Impala. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O texto será atualizado em caso de manifestação da companhia.
Será acessível e gratuita! A polilaminina será distribuída pelo SUS, depois que for aprovada pela Anvisa, onde está na fase 1 de testes. A notícia boa foi dada pela dra. Tatiana Sampaio durante o programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, na noite desta segunda, 23.
A bióloga da UFRJ, que criou a proteína que está devolvendo movimentos e sensibilidade no corpo de pessoas paraplégicas e tetraplégicas, afirmou que está no “combinado dela com o Dr. Pacheco, dono do Laboratório Cristália e único parceiro na produção do medicamento”, que a produção da polilaminina será disponibilizada para o Ministério da Saúde distribuir nos hospitais públicos de todo o Brasil.
E disse que o compromisso do Dr. Pacheco é fazer com que nenhum brasileiro precise pagar pelo tratamento revolucionário, após sua aprovação. Que notícia boa!
Custo e patente da polilaminina
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a Dra. Tatiana revelou que a polilaminina não é tão cara para ser produzida. Ela explicou durante a entrevista que o custo de produção gira em torno de 100 dólares, algo em torno de 517 reais, pela cotação de hoje da moeda norte-americana.
E lembrou que apenas o laboratório Cristália está autorizado a produzir a proteína, para que pessoas evitem cair em golpes. Aliás, a doutora lembrou que não tem redes sociais e que qualquer perfil com o nome dela é fake.
A dra. Tatiana também aproveitou o programa para esclarecer que não foi o corte de verbas para pesquisas do governo federal que prejudicou o pagamento da patente internacional da polilaminina. Foi a própria URFJ que, na época, tomou a decisão por economia de custos. Sobre a patente nacional, a dra. Tatiana confirmou que pagou mil reais do bolso dela, no mesmo período, para não perder os direitos sobre a descoberta dela.
“Médicos tem que estudar”
Com toda humildade, a Dra. Tatiana esclareceu, logo no início do programa, quando o jornalista Ernesto Paglia perguntou se ela descobriu a cura para as paralisias para lesões na medula: “eu acho que descobrir a cura é muito forte, eu não diria, não. Eu acho que nós temos uma substância que tem se mostrado muito promissora, tem trazido resultados que não tinham sido observados anteriormente. Tudo indica que estamos no caminho certo, mas ainda é uma pesquisa em andamento”, lembrou.
Um dos momentos mais contundentes da entrevista foi quando uma das jornalistas da bancada disse para a bióloga: “médicos afirmam que são necessários estudos que incluam um grupo controle (com placebo). O que você diria para eles?”.
Sem pestanejar, a dra. Tatiana respondeu na lata: “que eles precisam estudar. Acho que seria bom que eles estudassem um pouquinho antes de dar declarações. Não se usa fazer grupo controle num estudo piloto”.
E ela foi além ao falar sobre ética. A dra. questionou se a jornalista teria coragem de aplicar um placebo numa pessoa que está no hospital, com lesão medular, e tem até 48 horas para tomar o medicamento. Tatiana lembrou que durante a pesquisa fez testes de grupo de controle em camundongos e cachorros, mas em seres humanos ela se recusa a fazer.
Mudança nos protocolos da ciência
A bióloga lembrou que descobriu algo absolutamente novo e que ela mesma, no laboratório da UFRJ, teve de criar novos métodos de estudo para chegar até a polilaminina.
E disse que a ciência também vai ter que evoluir e criar protocolos novos para estudar esse caso. A polilaminina já foi aplicada em pelo menos 30 pacientes, sendo que apenas 6 deles tomaram o medicamento durante a pesquisa dela na Universidade.
“Revoluções científicas não pedem licença, elas se consolidam com método, ética e resultados”.
Ela explicou que apenas a equipe médica treinada por ela está autorizada a aplicar a injeção na lesão medular dos pacientes e que essa equipe viaja para hospitais do Brasil inteiro, bancada pelo laboratório Cristália, para atender pessoas que conseguiram na justiça o direito de receber o medicamento.
Como os casos são distantes, nos quatro cantos do país, ela não consegue acompanhar a evolução desses pacientes para colocar na pesquisa.
Lado ruim e lado bom
A bióloga se disse surpresa com tanta divulgação da polilaminina na imprensa e nas redes sociais. E afirmou que isso tem um lado ruim e um lado bom.
O ruim é que cria uma expectativa grande nas pessoas com lesão medular e que nem todas poderão ter o resultado incrível do bancário Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente tetraplégico que voltou a andar após a injeção. A literatura científica aponta que cerca de 9% das pessoas com lesão na medula têm chance média de recuperação motora espontânea. Na pesquisa conduzida pela Dra. Tatiana, mais de 75% apresentaram ganho motor, incluindo o Bruno.
O lado bom é que a divulgação espontânea dos pacientes nas redes sociais, que estão tendo algum resultado positivo, levou a Anvisa a agir mais rápido. Até o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, já falou nas redes sociais dele sobre a polilaminina. Isso pode atrair investimentos para a continuidade da pesquisa, que é cara, segundo a Dra. Tatiana.
Firmes na torcida
Enquanto a bióloga que ficou famosa se desdobra para atender a imprensa e dar continuidade ao trabalho dela no laboratório da UFRJ, o Brasil aguarda ansioso o resultado das fases 1, 2 e 3, dos testes da Anvisa, para avaliar a segurança, eficácia e dosagem da polilaminina em seres humanos.
Não existe prazo definido para o resultado das 3 fases e a liberação oficial do medicamento porque a Anvisa segue os trâmites dos protocolos da ciência.
E a gente segue aqui na torcida para que essa descoberta brasileira seja realmente aprovada cientificamente para que essa esperança que paira sobre a nação se transforme em realidade e esteja logo acessível, de forma gratuita, para todos os pacientes que precisam.
Um viva à Dra. Tatiana Sampaio e ao laboratório Cristália, que acreditou e investiu nesse medicamento promissor.
Anvisa proíbe venda de duas marcas de ‘canetas emagrecedoras do Paraguai’ – Foto: reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (21/1), a apreensão e a proibição da tirzepatida das marcas Synedica e TG, conhecidas nas redes sociais como as chamadas “canetas do Paraguai”. A decisão também se aplica a retatrutida de todas as marcas e lotes.
Com a medida, os produtos ficam proibidos de ser fabricados, comercializados, distribuídos, importados, divulgados ou utilizados em todo o país.
Segundo a Anvisa, os medicamentos foram produzidos por empresas desconhecidas e vêm sendo anunciados e vendidos por meio de perfis no Instagram, sem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro junto à agência.
Em nota, a Anvisa alerta que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, não há garantia sobre a composição, a segurança ou a qualidade. Por isso, o uso não é recomendado em nenhuma circunstância.
Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas citadas podem entrar em contato com a Anvisa por meio dos Canais de Atendimento ou acionar a Vigilância Sanitária (Visa) local. A íntegra da resolução está publicada no Diário Oficial da União.
Anvisa suspende e manda recolher glitter e folha de ouro que eram usados em alimentos – Foto: reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de dois produtos para decorar alimentos da empresa 3JG Indústria e Comércio de Artigos para Confeitagem Ltda. Morello. Eles tiveram a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo suspensos.
Os itens afetados pela medida são:
Folha de Ouro para decoração com polímeros plásticos da marca Morello (todas as cores)
Pó/Brilho (Glitter) para decoração com polímeros plásticos da marca Morello (todas as cores)
Conforme a Anvisa, o motivo da suspensão seria o fato de os produtos serem vendidos para uso em alimentos, mesmo contendo substâncias não autorizadas como glitter e plástico, nas plataformas de vendas online como Shopee, Mercado Livre, Amazon e Instagram.
Nas redes sociais, a marca divulgou duas notas oficiais sobre os itens. Sobre a folha de ouro, a Morello esclarece que o produto contém aditivos que não se enquadram na categoria de alimentos. “A Folha de Ouro é um produto exclusivamente decorativo e não possui classificação como alimento. Seguimos comprometidos com a transparência, a informação correta e o respeito às normas vigentes”, diz publicação no Instagram.
Sobre os brilhos decorativos, a empresa reforçou que não se trata de alimento e que os produtos se encontram “devidamente identificados com etiqueta informativa contendo a advertência ‘NÃO É ALIMENTO’, garantindo a correta informação ao consumidor”. A empresa ainda esclarece que o pó decorativo, por sua vez, pode ser consumido e é reconhecido pela confeitaria como ingrediente decorativo. “Trata-se de substância atóxica, cuja segurança é respaldada por órgãos reguladores internacionais”, diz a nota.
Anvisa aprova novo fármaco com injeção semestral para prevenção do HIV – Foto: reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) o uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para prevenção do HIV-1, como profilaxia pré-exposição (PrEP). O fármaco tem alta eficácia contra o vírus e, além da apresentação em compromido, para uso oral, está disponível como injeção subcutânea que só precisa ser administrada a cada seis meses, o que facilita a adesão.
A indicação é destinada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes de iniciar o tratamento, é obrigatório realizar teste com resultado negativo para HIV-1.
Os estudos clínicos apresentados demonstraram 100% de eficácia do Sunlenca na redução da incidência de HIV-1 em mulheres cisgênero; além de 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e 89% superior à PrEP oral diária.
O regime de injeções semestrais mostrou boa adesão e persistência, superando desafios comuns em esquemas diários, informou a Anvisa, por meio de sua assessoria de imprensa.
De acordo com a Anvisa, a Sunlenca é um antirretroviral inovador composto por lenacapavir, fármaco de primeira classe que atua inibindo múltiplos estágios da função do capsídeo do HIV-1.
Essa ação impede a replicação do vírus, tornando-o incapaz de sustentar a transcrição reversa, processo em necessário para que use as células do hospedeiro para se multiplicar.
A agência advertiu que, embora o registro tenha sido concedido, o medicamento depende ainda da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Já sua disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e pelo Ministério da Saúde.
Prevenção
A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia essencial para prevenir a infecção pelo HIV. Ela envolve o uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm o vírus, mas estão sob risco de contrair a doença, reduzindo significativamente as chances de transmissão.
A PrEP faz parte da chamada “prevenção combinada”, que inclui outras medidas, como testagem regular para HIV, uso de preservativos, tratamento antirretroviral (TARV), profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos para gestantes soropositivas, esclareceu a Agência.
O lenacapavir passou a ser recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em julho de 2025 como opção adicional para PrEP, classificando-o como a melhor alternativa após uma vacina, recurso que ainda não está disponível no caso da prevenção do HIV.
Anvisa aprova 1ª vacina de dose única contra a dengue – Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) finalizou a avaliação técnica da Butantan-DV, primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, e agora formaliza a etapa administrativa que aprova o registro.
Nesta quarta-feira (26), a agência assina, em São Paulo, o Termo de Compromisso com o Instituto Butantan —um rito obrigatório que define as obrigações do fabricante e permite a liberação definitiva do registro nos próximos dias.
Segundo a agência, a assinatura funciona como o último passo antes da formalização, e fontes ouvidas pela reportagemconfirmam que o imunizante cumpriu todos os critérios de segurança, eficácia e qualidade exigidos pela agência.
Assim, embora o ato administrativo de publicação do registro ainda não tenha ocorrido, a aprovação técnica já está dada —e foi isso que permitiu ao governo dar início às etapas preparatórias para a incorporação ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Apesar da aprovação, ainda não há previsão de quando a vacina será incluída ao calendário nacional.
País tem 1 milhão de doses prontas
Mesmo antes da aprovação regulatória, o Butantan havia iniciado a fabricação da vacina em seu parque industrial. O instituto já tem mais de 1 milhão de doses prontas para serem disponibilizadas ao PNI.
Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o pediatra e infectologista Renato Kfouri reforça que os resultados apresentados justificam a rapidez na incorporação.
“A vacina demonstrou eficácia elevada, em torno de 75% contra a doença e acima de 90% para formas graves e hospitalizações”, diz. Kfouri destaca que a produção nacional é um diferencial estratégico.
“Além da eficácia, temos o benefício de ser uma vacina produzida no país. Isso facilita o acesso e a escala de distribuição”, diz. Para ampliar a oferta, o Butantan fechou uma parceria internacional com a empresa chinesa WuXi, o que permitirá entregar cerca de 30 milhões de doses no segundo semestre de 2026.
O que dizem os ensaios clínicos
A aprovação foi concedida após cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3, submetido à Anvisa.
Entre pessoas de 12 a 59 anos:
Eficácia geral: 74,7%.
Proteção contra dengue grave ou com sinais de alarme: 91,6%.
Proteção contra hospitalizações: 100%.
Mais de 16 mil voluntários de 14 estados participaram da pesquisa, realizada entre 2016 e 2024. A vacina, que inclui os quatro sorotipos do vírus, se mostrou segura tanto em quem já teve dengue quanto em quem nunca foi infectado.
Segundo Kfouri, a duração da proteção é outro ponto de destaque.
“A eficácia foi mantida ao longo de mais de cinco anos de estudo após uma única dose. E o perfil de segurança é bastante satisfatório”, afirma.
As reações mais comuns foram leves a moderadas, como dor e vermelhidão no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos graves foram raros e todos os voluntários se recuperaram.
Dose única
A Butantan-DV é a primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo. Segundo relatório publicado na revista Human Vaccines & Immunotherapeutics, esquemas com menos doses estão associados a:
maior adesão da população;
campanhas mais simples de organizar;
cobertura vacinal mais rápida em emergências sanitárias.
Kfouri lembra que o imunizante já se mostrou comparável à vacina da Takeda, disponível no Brasil.
“Os resultados são muito semelhantes aos da vacina da Takeda. A grande diferença é justamente a possibilidade de aplicar apenas uma dose, o que tem impacto direto na cobertura vacinal”, explica.
Expansão para outras idades já está prevista
A Anvisa também autorizou estudos para avaliar a aplicação da vacina em pessoas de 60 a 79 anos. Dados adicionais deverão ser analisados para definir a inclusão de crianças de 2 a 11 anos, embora estudos clínicos já indiquem segurança nesse grupo.
O Ministério da Saúde ainda vai definir quando a vacinação começa e como será a distribuição das doses no país.
Anvisa proíbe duas substâncias usadas em produtos para unhas – Foto: reprodução
Duas substâncias usadas para fazer unhas de gel foram proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nessa quarta-feira (29). O TPO (óxido de difenil) e o DMPT (também conhecido por dimetiltolilamina, ou DMTA) foram vetados por causar riscos de câncer e de doenças nos órgãos reprodutivos.
A medida não vale apenas para produtos destinados às unhas, mas para quaisquer fabricações cosméticas contendo as duas substâncias. Esta decisão segue uma determinação de segurança da União Europeia, que baniu as mesmas substâncias em setembro deste ano.
Riscos à saúde geraram proibição também na Europa
O DMPT, de nomenclatura química N,N-dimetil-p-toluidina, foi reconhecido como substância que pode causar câncer em humanos. Já o perigo do TPO – o 2,4,6-trimetilbenzol – está relacionado à reprodução. Seu uso pode gerar infertilidade.
Os riscos já eram conhecidos pelas agências reguladoras da Europa. Em 8 de agosto deste ano, a União Europeia proibiu ambas as substâncias devido ao seu potencial tóxico e carcinogênico.
Ambas as substâncias podem ser encontradas tanto em esmaltes em gel quanto em outros produtos usados para unhas artificiais, porque reagem à luz UV ou LED usada nesses processos e fazem a manicure durar mais tempo.
Estudos em roedores apontaram os riscos de câncer e infertilidade. Além da indústria cosmética, é possível encontrar o TPO em produtos odontológicos, maquiagens, tintas e adesivos.
Já ter usado esmaltes com a substância não é sinônimo de doença no futuro: as doses usadas nos estudos científicos são maiores do que as aplicadas na manicure. Apesar de não haver razão para pânico, a proibição é uma medida cautelosa para evitar doenças do tipo na população.
Mesmo sem utilizar desses produtos nocivos, as unhas de gel ou acrílico podem prejudicar a saúde da pele e das unhas.
Se há qualquer alergia aos componentes, fragilidade ou infecção na pele ou unhas, é necessário evitar estas técnicas. Caso a unha descole, também há possibilidade de infecções fúngicas e bacterianas. Os danos podem ser permanentes.
O ideal é conversar com o médico dermatologista antes de embelezar as unhas com essas técnicas.
Prazos para sair de circulação
Para manicures e serviços de estética, é importante ficar atento às datas estabelecidas pela Anvisa. Dentro de 90 dias da publicação da nova resolução, os registros e notificações dos produtos que contêm as substâncias serão cancelados.
Ou seja, até este prazo se encerrar, as empresas responsáveis pelos produtos devem recolhê-los de lojas e distribuidores. De imediato, a partir de agora, fabricar, importar ou criar novos registros para produtos com TPO ou DMPT fica proibido.
No comércio, o prazo é de 90 dias para deixar de vender e usar produtos já distribuídos no mercado.
Na hora de fazer as unhas, fique atento aos produtos utilizados: vale vasculhar o rótulo para se certificar de que você não está correndo riscos de saúde. O perigo é ainda maior para manicures e outros profissionais de beleza, que têm contato prolongado com essas substâncias.
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