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Jornal Folha Regional

Anvisa suspende alimentos da marca Fugini após uso de matéria-prima vencida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de todos os alimentos da marca Fugini, da Fugini Alimentos Ltda., localizada em Monte Alto, em São Paulo. A medida, segundo a agência, é preventiva e foi adotada após encontrarem “falhas graves” nas Boas Práticas de Fabricação. Um dos produtos estava sendo fabricado com matéria-prima vencida. Em nota, a empresa afirma que produtos já adquiridos pelos consumidores “estão seguros” e que não há recall dos alimentos.

De acordo com a agência, a decisão foi tomada após inspeção sanitária conjunta realizada entre Anvisa, Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e Vigilância Sanitária Municipal de Monte Alto (SP). Na ação foram identificadas falhas relacionadas à “higiene, controle de qualidade e segurança das matérias-primas, controle de pragas, rastreabilidade, entre outros”, diz a nota. Essas falhas, segundo a Anvisa, podem impactar na qualidade e segurança do produto final. 

A medida foi publicada na segunda-feira (27). A suspensão da comercialização, distribuição e uso é válida apenas para os produtos em estoque na empresa. Os principais alimentos fabricados pela empresa são molhos de tomate, conservas vegetais e outros molhos, como maionese e mostardas.

A suspensão da fabricação ficará válida até que a empresa adeque o processo de fabricação de seus produtos às Boas Práticas de Fabricação. 

Em nota divulgada nas redes sociais, a Fugini afirma que a vistoria em uma das fábricas “gerou uma ordem para alteração de alguns processos e procedimentos internos, respeitamos e, rapidamente, alteramos os pontos indicados”. A empresa destacou ainda que “não há nenhum lote com recall e a comercialização e consumo dos nossos produtos seguem normalmente, nos pontos de vendas do varejo”. 

No entanto, de acordo com a Anvisa, haverá recall.

Produto vencido

 A Anvisa vai publicar, nesta quinta-feira (30), uma resolução específica para lotes de maioneses da marca Fugita produzidos na planta de Monte Alto (SP) no período de 20/12/2022 a 21/03/2023.

A nova medida proíbe a comercialização, distribuição e uso, e determina o recolhimento de todas as apresentações da maionese da marca Fugita, com vencimento em janeiro, fevereiro ou março de 2024. A proibição vale também para todos os lotes a vencer em dezembro de 2023 com numeração iniciada por 354.

A medida foi adotada em razão do uso de matéria-prima vencida na fabricação da maionese, fato constatado na inspeção sanitária conjunta. Alimentos vencidos, incluindo suas matérias-primas, são considerados impróprios para o consumo, conforme Código de Defesa do Consumidor, e a sua exposição à venda ou ao consumo é considerada infração sanitária. Assim, o recolhimento de alimentos visa retirar do mercado produtos que representem risco ou agravo à saúde do consumidor.

Estabelecimentos comerciais e consumidores que tiverem lotes do produto não devem utilizá-los e devem entrar em contato imediato com a empresa Fugini Alimentos Ltda., que deverá realizar seu recolhimento.

O que são as Boas Práticas de Fabricação 

As Boas Práticas de Fabricação são um conjunto de procedimentos a serem seguidos por empresas fabricantes de alimentos, necessárias para garantir a qualidade sanitária desses produtos. 

Elas englobam uma série de regras relacionadas à fabricação de um alimento e abrangem desde as condições físicas e higiênico sanitárias das instalações até o controle de qualidade das matérias primas e do produto final. Passa também por questões como saúde e capacitação dos trabalhadores, controle de pragas, armazenamento, transporte, documentação, dentre outros. 

Confira nota da empresa na íntegra

“Seguindo nosso estilo transparente e de respeito aos consumidores, faremos o seguinte esclarecimento sobre as informações incorretas que têm sido divulgadas pelas mídias sociais.

Passamos por um processo de vistoria em uma de nossas fábricas, na cidade de Monte Alto – SP, que gerou uma ordem para alteração de alguns processos e procedimentos internos, respeitamos e, rapidamente, alteramos os pontos indicados.

Importante destacar que não há nenhum lote com recall e a comercialização e consumo dos nossos produtos seguem normalmente, nos pontos de vendas do varejo.

Todos os produtos Fugini que se encontram para consumo nas casas, à venda nos mercados ou estocados nos centros de distribuição, seguem seguros e disponíveis para os consumidores.

Sempre cumprimos com todas as obrigações. Prova disso, em mais de 25 anos de operação, jamais tivemos um único lote de produto retido por problema de recall.

Somos uma marca muito querida pelos consumidores e respeitada pelo mercado como um todo. E assim seguiremos.

Para o esclarecimento de dúvidas ou informação adicional, a empresa coloca à disposição dos consumidores os canais de atendimento e telefone 0800 702 4337.”

Anvisa aprova primeira vacina contra a dengue

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última quinta-feira (3) o registro de uma nova vacina contra a dengue. Produzido pela empresa Takeda Pharma, o imunizante Qdenga é indicado para população entre 4 e 60 anos.

De acordo com a Anvisa, a vacina será administrada via subcutânea em esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Este é o segundo imunizante contra dengue a receber registro no Brasil, mas o primeiro que poderá realmente mudar o curso das epidemias da doença.

A primeira vacina, do laboratório Sanofi Pasteur e aprovada no Brasil em 2015, foi descartada pela maioria dos países como estratégia de prevenção por ser recomendada apenas para quem já contraiu algum sorotipo da dengue, pois aumenta a ocorrência da forma grave da doença em pessoas nunca antes infectadas pelo vírus. Ela tem ainda como limitação a faixa etária para qual é indicada: 9 aos 45 anos.

Já o imunizante da Qdenga é indicado para pessoas de 4 a 60 anos, com ou sem histórico prévio de dengue. O produto protege contra os quatro sorotipos do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

“A demonstração da eficácia da vacina Qdenga tem suporte principalmente nos resultados de um estudo de larga escala, de fase 3, randomizado e controlado por placebo, conduzido em países endêmicos para dengue com o objetivo de avaliar a eficácia, segurança e imunogenicidade da vacina”, justificou a Anvisa ao anunciar a aprovação. 

No mês passado, a Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio) aprovou a segurança da vacina Qdenga, que aguardava agora o aval da Anvisa.

A vacina Qdenga também foi avaliada pela agência sanitária europeia (EMA), de quem também recebeu aprovação. 

A concessão do registro pela Anvisa permite a comercialização do produto no país, desde que mantidas as condições aprovadas. A vacina, no entanto, seguirá sujeita ao monitoramento de eventos adversos por meio de ações de farmacovigilância sob a responsabilidade da própria empresa.

Anvisa proíbe fabricação de sete produtos para cabelos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou a regularização que autorizava a fabricação de sete pomadas modeladoras para cabelos. Segundo a agência, os produtos não estavam cumprindo normas sanitárias previstas.

A medida consta da Resolução nº138, publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira (16).

Em nota, a Anvisa informou que alguns dos produtos já foram objeto de medidas restritivas no âmbito da comercialização e do uso, e que, com a atual resolução, fica proibida também a sua fabricação.

Lista dos produtos

Estão proibidos de serem fabricados os seguintes produtos:

– Pomada Modeladora para Tranças Anti-frizz Be Black (da empresa Cosmetic Group Indústria e Comércio de Cosméticos Eireli);

– Pomada Black – Essenza Hair, e Pomada Modeladora para Tranças Boxbraids – fixa liss (ambas da Evolução Indústria de Cosméticos);

– Pomada Braids Hair (da Galore Indústria e Comércio de Cosmético Eireli);

– Pomada Cassu Braids Cassulinha Cabelos e Pomada Braids Tranças Poderosas Esponja Magic, (ambas da Microfarma Indústria e Comércio);

– Rosa Hair Pomada Modeladora Mega Fixação 150g, (da Morandini Indústria e Comércio de Cosméticos);

– Pomada Modeladora Master Fix Black Ser Mulher, (da Supernova Indústria, Comércio e Serviços).

Recomendações

A Anvisa recomenda que quem tiver em sua residência os produtos fabricados especificamente pela Microfarma Indústria e Comércio Ltda, CNPJ 68.722.743/0001-09, entre em contato com a empresa para verificar a forma de devolução, uma vez que o fabricante deverá recolher todos os produtos disponibilizados no mercado.

Ainda segundo a Anvisa, os estabelecimentos que tenham o produto para uso de seus clientes devem suspender sua utilização “imediatamente”.

Com relação aos produtos de outras empresas, a Anvisa informou que ainda está “avaliando as ações sanitárias necessárias”, e que seguirá acompanhando “todos os fatos relatados relacionados às pomadas capilares” com a ajuda dos órgãos de vigilância sanitária dos estados e municípios.

“A partir dos resultados das investigações, as medidas sanitárias cabíveis serão tomadas com a maior celeridade possível”, complementou.

No início do mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou um alerta com relação à pomada Cassu Braids, após relatos de que o produto estaria causando danos aos olhos (irritação ocular, pálpebras inchadas, dor nos olhos e dificuldades para enxergar o cabelo) de usuários no Rio de Janeiro.

Anvisa anuncia recolhimento de dois lotes de chocolates da marca Garoto

Dois lotes de chocolate em tablete, da marca Garoto, estão sendo recolhidos pela fabricante, depois de identificar defeito em uma das máquinas que produzem o item, o que pode gerar pequenos fragmentos de vidro nos chocolates. Por isso, a Garoto decidiu recolher, voluntariamente, os chocolates em questão, devido ao risco de “lesões na boca ou mucosas”.

Depois disso, a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, proibiu, nesta terça-feira, a venda, distribuição e uso dos dois lotes: os tabletes de chocolate ao leite, de 80 gramas, sabores castanhas de caju com e sem uvas passas. Ambos com validade em 9 de setembro de 2023. O número dos lotes de cada um dos dois chocolates está disponível no site da Anvisa.

Quem possui qualquer produto com algum dos lotes mencionados não deve consumir. A orientação da Anvisa é guardar a embalagem e entrar em contato com a Garoto, por meio de qualquer canal de comunicação da empresa, disponível no site da internet.

Segundo a Anvisa, a restrição é apenas nesses dois produtos da marca e não há nenhuma restrição nos demais, e nem mesmo nos chocolates do mesmo sabor, de outros lotes. A agência reguladora informou ainda que, segundo a Garoto, a maior parte desses chocolates não foi comercializada, mas alguns itens foram distribuídos em Vila Velha, no Espírito Santo, e no estado de Santa Catarina.

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