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Jornal Folha Regional

Onda de calor intenso avança pelo Brasil e pode elevar temperaturas a quase 40°C

Onda de calor intenso avança pelo Brasil e pode levar temperaturas a quase 40°C

Uma onda de calor intenso deve disparar entre essa sexta-feira (27) e o fim de semana, com temperaturas muito acima da média em grande parte do centro-sul do Brasil. Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem registrar máximas próximas de 38°C.

O cenário indica uma sequência de dias de calor intenso, sem alívio nem mesmo durante a noite, o que aumenta a sensação de abafamento e o desconforto térmico em várias cidades.

Onda de calor deve marcar máximas de 38°C

De acordo com o Meteored, o calor não deve se limitar ao período da tarde. As madrugadas e manhãs também tendem a ser quentes, com mínimas acima de 23°C em algumas regiões, o que impede a recuperação térmica do corpo.

O fenômeno já começa nesta sexta-feira e se intensifica ao longo do fim de semana, com pico entre sábado (28) e domingo (29).

O que está causando o calor extremo

A elevação das temperaturas está ligada a uma massa de ar quente persistente sobre o país, que mantém o bloqueio atmosférico e impede a chegada de frentes frias.

Modelos meteorológicos indicam que esse padrão pode durar vários dias, e até semanas, prolongando o período de calor acima da média.

Estados mais afetados pelo calor

As áreas com maior risco de temperaturas extremas incluem:

  • Rio Grande do Sul
  • Santa Catarina
  • Paraná
  • São Paulo
  • Mato Grosso do Sul
  • Goiás
  • Triângulo Mineiro

Em algumas dessas regiões, os termômetros podem ficar entre 7°C e 8°C acima da média para esta época do ano.

Quando o calor deve perder força

A previsão indica que o calor começa a perder intensidade a partir de terça-feira (31), principalmente no Rio Grande do Sul e em áreas do leste da região Sul.

Mesmo assim, outras partes do centro-sul ainda devem registrar temperaturas elevadas, embora com tendência de queda gradual.

Defesa Civil emite alerta laranja para onda de calor em São José da Barra

Defesa Civil emite alerta laranja para onda de calor em São José da Barra – Imagem: divulgação

A Defesa Municipal de São José da Barra informa que nesta sexta-feira, 26 de dezembro, o município enfrentará calor intenso e altas temperaturas.

⚠️ Nesse período, aumentam os riscos à saúde, principalmente para crianças, idosos e animais.

👉 Orientações importantes:

💧 Beba bastante água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.
☀️ Evite exposição ao sol entre 10h e 16h.
👕 Use roupas leves, chapéu/boné e protetor solar.
🌳 Procure locais arejados e com sombra.
🏃‍♂️ Evite atividades físicas intensas nos horários mais quentes.
🚗 Nunca permaneça dentro de carros fechados.
🐶 Ofereça água e mantenha os animais em local fresco e ventilado.
🏥 Em caso de tontura, fraqueza, dor de cabeça ou mal-estar, procure atendimento de saúde imediatamente.

🤝 Se possível, ajude vizinhos que moram sozinhos e pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

⚠️ Fique atento aos avisos oficiais e siga as orientações da Defesa Municipal de São José da Barra.

Mortes causadas pelo calor podem dobrar e afetar principalmente idosos

Mortes causadas pelo calor podem dobrar e afetar principalmente idosos – Foto: reprodução

O calor já é responsável por cerca de 1 em cada 100 mortes na América Latina, e esse número pode mais que dobrar nas próximas duas décadas. O alerta vem de uma análise feita em 326 cidades da Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México, Panamá e Peru, que considerou o envelhecimento natural da população e cenários moderados de aquecimento global, com aumento de 1°C a 3°C entre 2045 e 2054.

Atualmente, as mortes relacionadas ao calor representam 0,87% do total, mas podem chegar a 2,06% no pior cenário.

“As pessoas idosas e as mais pobres são as que mais sofrem. Quem vive em áreas periféricas, em moradias precárias e sem acesso a ar-condicionado ou a espaços verdes enfrenta mais dificuldade para suportar ondas de calor cada vez mais intensas. As mortes são apenas a ponta do iceberg — o calor extremo aumenta o risco de infartos, insuficiência cardíaca e outras complicações, especialmente em quem tem doenças crônicas”, explica Nelson Gouveia, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores do estudo.

No Brasil, a pesquisa utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do DataSUS, e do Censo Demográfico do IBGE. Assim como em outros países da região, a tendência é de crescimento nas mortes ligadas a temperaturas extremas — tanto por calor quanto por frio. O aumento da população com mais de 65 anos, previsto para a década de 2045 a 2054, deve ampliar ainda mais o grupo de risco.

Os pesquisadores destacam que parte dessas mortes pode ser evitada com políticas de adaptação climática, como planos de ação para ondas de calor, reformas urbanas que reduzam a exposição a altas temperaturas e medidas voltadas especialmente a idosos e pessoas com deficiência.

Entre as ações recomendadas estão sistemas de alerta precoce com linguagem acessível, ampliação de áreas verdes e corredores de ventilação urbana, campanhas educativas sobre os riscos do calor e cuidados pessoais, além de protocolos de saúde pública para atendimento prioritário a pessoas vulneráveis — como já ocorre no Rio de Janeiro.

O estudo integra o projeto Mudanças Climáticas e Saúde Urbana na América Latina (Salurbal-Clima), que reúne cientistas de nove países latino-americanos e dos Estados Unidos. Com duração prevista entre 2023 e 2028, o Salurbal busca evidências sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde da população da região.

Planeje sua viagem para São José da Barra: Refúgio ideal para curtir o calor e viver experiências inesquecíveis no “Mar de Minas”

Praia Ponta da Serra, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução

Com o calor se aproximando nos próximos meses, muitos já começam a planejar viagens em busca de sombra e água fresca. Entre os destinos mais promissores de Minas Gerais, São José da Barra desponta como uma excelente opção para quem quer unir descanso, aventura e paisagens deslumbrantes. Localizada às margens do famoso Lago de Furnas, a cidade é uma verdadeira joia do turismo náutico e ecológico, ideal para quem deseja escapar das altas temperaturas e mergulhar em experiências únicas.

Natureza exuberante e diversão garantida

Principal atrativo de São José da Barra, o Lago de Furnas — conhecido como “Mar de Minas” — oferece um cenário paradisíaco para quem deseja relaxar ou se aventurar. Com águas cristalinas e clima quente durante boa parte do ano, o lago é perfeito para passeios de lancha, mergulho, pesca esportiva ou simplesmente para um banho refrescante.

Além do lago, outras atrações naturais fazem da cidade um convite à exploração. O Vale dos Tucanos, com suas águas esverdeadas entre paredões de pedra, encanta visitantes com um visual cinematográfico. Trilhas como a da Pedra do Indaiá levam a mirantes com vistas privilegiadas, ideais para quem curte caminhadas e fotos ao ar livre. Cachoeiras, nas cidades do entorno também são uma boa opção.

Um destino completo para toda a família

São José da Barra também se destaca por oferecer opções para todos os estilos de turistas. Para os aventureiros, há passeios off-road (4×4), cicloturismo e até voos de asa delta. Já os que preferem algo mais tranquilo podem aproveitar as belezas naturais em passeios de escuna ou chalana, ideais para toda a família.

A cidade também se destaca pela hospitalidade e rica gastronomia mineira. Quem visita São José da Barra encontra delícias como feijão tropeiro, queijos artesanais da região da Canastra, doces caseiros e o tradicional café coado. Durante o ano, eventos como o Festival de Gastronomia, Cultura e Mineiridade, realizado na Praia Ponta da Serra, animam a cidade com comidas típicas, shows e apresentações culturais.

Hora de planejar a viagem

Para quem deseja aproveitar o melhor da cidade, o ideal é começar a se planejar com antecedência. Nos meses de calor, é a época mais procurada, com temperaturas elevadas e céu limpo, perfeitos para curtir o lago e os passeios ao ar livre.

A cidade conta com diversas opções de hospedagem, desde pousadas urbanas até acomodações rurais com vista para o lago. São José da Barra está localizada a cerca de 320 km de Belo Horizonte, com fácil acesso pelas rodovias MG-050 e BR-265, além de estar próxima de outros destinos turísticos como Capitólio, Guapé e Carmo do Rio Claro.

Um convite à tranquilidade e ao lazer

Seja para uma viagem em família, com amigos ou até mesmo uma escapada a dois, São José da Barra oferece tudo o que você precisa para viver dias de descanso e lazer em meio à natureza. Combinando paisagens deslumbrantes, hospitalidade mineira e diversas opções de lazer, o município vem se consolidando como um dos principais destinos do turismo náutico em Minas Gerais.

Então, que tal começar a planejar sua próxima viagem agora? O verão chega rápido — e São José da Barra espera por você com sol, água fresca e o melhor da vida mineira.

Pôr do Sol na Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução/Instagram/Inspira Cores/@arte.inspiracores
Vale dos Tucanos, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução – Foto: Reprodução/Instagram/De Mochila Para o Mundo
Vale dos Tucanos, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução
Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução
Praia Ponta da Serra, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução
Praia Ponta da Serra, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução
Praia Ponta da Serra, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução
Praia Ponta da Serra, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução
Praia Ponta da Serra, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução
Letreiro no mirante da Usina Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra/MG – Foto: Reprodução

Cidades de MG registram as duas maiores temperaturas do país

Cidades de MG registram as duas maiores temperaturas do país - Foto: reprodução
Cidades de MG registram as duas maiores temperaturas do país – Foto: reprodução

As cidades de Coronel Pacheco e São Romão, nas regiões da Zona da Mata e Norte de Minas Gerais, registraram as duas maiores temperaturas do país nessa segunda-feira (11).

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os municípios registraram, respectivamente, 38,4ºC e 38,1ºC, ocupando o primeiro e segundo lugar da lista.

Os termômetros de Três Lagoas (MS) também bateram 38,1ºC, ocupando o terceiro lugar do ranking. Já Alfredo Chaves (ES) registrou 37,9ºC.

As altas temperaturas em Minas ocorrem em meio à chegada de uma frente fria no Sul do estado. A condição climática não tem força o suficiente para trazer o frio, mas diminui o calorão em algumas regiões, além de causar chuva.

Previsão do tempo em MG

Segundo a previsão meteorológica, a frente fria favorece o aumento de nebulosidade e precipitações nas regiões Sul e Zona da Mata. A tendência é que o estado apresente instabilidade nos próximos dias, inclusive na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No entanto, as temperaturas seguem elevadas em todas as regiões mineiras.

A previsão indica que o dia será de céu claro a parcialmente nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões Sul/Sudoeste, Campo das Vertentes e Zona da Mata. Nas demais regiões, a terça será de céu claro a parcialmente nublado. Além da Grande BH, as regiões Oeste, Triângulo e Alto Paranaíba podem ter pancadas de chuva isoladas.

Lista das maiores temperaturas de segunda (10)

  • Coronel Pacheco (MG): 38,4°C
  • São Romão (MG): 38,1°C
  • Três Lagoas (MS): 38,1°C
  • Alfredo Chaves (ES): 37,9°C

Minas vai enfrentar uma onda de calor durante o carnaval

Minas vai enfrentar uma onda de calor durante o carnaval - Foto: reprodução
Minas vai enfrentar uma onda de calor durante o carnaval – Foto: reprodução

Minas Gerais deve enfrentar uma nova onda de calor durante o carnaval, segundo a empresa de meteorologia Climatempo. A previsão é que a condição climática comece nesta sexta-feira (28), com temperaturas entre 5ºC e 7ºC acima da média. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o estado já enfrenta um calor intenso com temperaturas típicas de verão.

Segundo a Climatempo, a onda de calor no Sudeste deve permanecer até o início de março. Além de Minas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul enfrentaram um temperaturas acima do normal.

O novo episódio de calor extremo será causado pela atuação de um sistema de alta pressão em médios níveis da atmosfera, intensificará a circulação do ar de cima para baixo, inibindo a formação de nuvens e favorecendo o aumento das temperaturas de maneira mais expressiva ao longo dos próximos dias.

O meteorologista Ruibran do Reis explica que não há previsão de chuvas para os próximos dias, assim como a chegada de uma frente fria. Nas regiões do Triângulo e Alto Paranaíba, as temperaturas devem ficar até 4ºC acima da média, mas na Região Metropolitana, a média é de até 3ºC a mais. Já nas regiões Leste e Sudeste, as temperaturas ficam amenas. No Vale do Jequitinhonha e na Zona da Mata, pode haver pancadas de chuva típicas do verão.

De acordo com a previsão, uma nova massa de ar quente deve se estabelecer a partir do dia 28 e se estender, pelo menos, até 5 de março, período que compreende o feriado de carnaval. Com isso, autoridades recomendam que os foliões reforcem a hidratação e tomem cuidado com a exposição prolongada ao sol, especialmente nos blocos de rua, onde muitas pessoas permanecem ao ar livre por longos períodos.

Usar roupas leves, aplicar protetor solar regularmente e evitar atividades físicas intensas nas horas mais quentes do dia são medidas essenciais para prevenir problemas de saúde relacionados ao calor extremo. Grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças, devem receber cuidados extras para evitar desidratação e insolação.

Cuidados

O médico especialista em família e comunidade, Artur Oliveira Mendes, passou algumas dicas para as pessoas que vão participar dos blocos. Os foliões devem estar preparados para dias quentes, com várias horas com sol forte. 

“Estamos em um momento de muito calor e ar seco. A recomendação principal é não descuidar da hidratação. Nos blocos, evitar aglomerar demais – é difícil porque é um bloco de rua, mas tentar se espalhar pelas ruas. Usar roupas leves, calçados confortáveis e protetor solar”, diz o médico.

Diante do sol forte, principalmente no período da tarde, o folião pode se proteger com chapéu ou boné, pois a desidratação pode causar confusão mental, desmaios, dificuldade para respirar e urina escurecida. No entanto, o especialista reforça que bebida alcoólica não hidrata e causa o efeito contrário.

“Bebida alcoólica não vale para hidratação. Pode adotar a regra de que para cada latinha de cerveja ou refrigerante, tomar uma de água. Evita a desidratação e reduz a ressaca. Tem dupla função. Carnaval é a festa da alegria, ninguém precisa passar por isso, se tomar cuidado”, reforça Mendes.

Caso o folião passe mal durante o desfile por causa do calor, o médico orienta que a pessoa seja levada para um espaço mais aberto e menos aglomerado para respirar melhor. O ideal é tentar se hidratar, sair da exposição direta do sol e procurar atendimento de saúde. Ele comenta que vários blocos contam com uma estrutura para atender os participantes da festa.

Calor acima da média e até extremo continuará por semanas em MG

Calor acima da média e até extremo continuará por semanas em MG - Foto: reprodução
Calor acima da média e até extremo continuará por semanas em MG – Foto: reprodução

O calorão que atinge Minas Gerais e outros estados deve continuar por semanas, mostra previsão divulgada pelo instituto MetSul Meteorologia na noite da última quarta-feira (19). “Quem não aguenta mais calor e torce para que haja uma sequência mais longa com dias amenos ou agradáveis, não deve alimentar a esperança de ter período mais prolongado de dias confortáveis tão cedo”, destaca nota do instituto.

O MetSul explica que o calor intenso e persistente está relacionado com um padrão ‘estabelecido de bloqueio atmosférico e de maior pressão atmosférica que tem inibido a ocorrência de chuva principalmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo’.

“A tendência é de calor persiste no Sul e no Sudeste ainda nas próximas semanas e com momentos de calor intenso a mesmo extremo. Como são médias de cinco dias ou semanais no mapa, um dia ou outro pode apresentar marcas menores e mais agradáveis por chuva no Sudeste, mas são escassos.

38°C

Na última quinta-feira (20), as condições meteorológicas foram favoráveis ao tempo estável em grande parte do estado de Minas Gerais, devido à atuação de uma grande massa de ar quente. O Norte e no Triângulo Mineiro devem registrar 38°C.

“A combinação das altas temperaturas e disponibilidade de umidade do ar na divisa dos estados de Minas e São Paulo contribui para a ocorrência de chuvas típicas de verão, especialmente, no sul do estado”, disse.

Via: Itatiaia

Minas Gerais é o terceiro estado que mais esquentou no país nos últimos 10 anos

Minas Gerais é o terceiro estado que mais esquentou no país nos últimos 10 anos - Foto: reprodução
Minas Gerais é o terceiro estado que mais esquentou no país nos últimos 10 anos – Foto: reprodução

As mudanças climáticas têm sido cada vez mais evidentes aos olhos da população. Grandes períodos de secas, calor extremo e chuvas volumosas são consequências da crise climática, que se intensifica ano após ano. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Minas Gerais está entre os cinco estados que mais esquentaram no país nas últimas duas décadas, com um aumento de 1,1°C. E não acaba por aí. 

Quando observados os últimos 10 anos, o estado está entre os três que mais esquentaram no Brasil, ficando atrás apenas do Mato Grosso e do Amazonas. Fazendo o recorte a partir de 2023, Belo Horizonte é a capital que mais esquentou, chegando a 4,23°C acima da média. 

O ano mais quente

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 2024 foi o ano mais quente já registrado no planeta e, em Minas Gerais, o calor não foi diferente. 

Ainda segundo dados do Inmet, a média dos 10 dias mais quentes do ano passado foi 0,7°C maior que a média dos 10 dias com maiores temperaturas em 2014. Quando comparado com os 10 dias mais quentes de 1994, a média foi 1,2°C mais alta. 

Observando a média anual de temperatura, a de 2024 foi 0,8°C mais alta que a do período entre 1991 e 2020. Além disso, no ano passado, Belo Horizonte registrou a maior temperatura da história do inverno, com 34,4°C. 

Junto ao calor extremo, as chuvas intensas também têm causado grandes danos ao estado, o que evidencia, portanto, a crise climática e as anormalidades do clima. 

Anomalias de temperatura

Para analisar o aumento das temperaturas em determinados locais, usa-se as anomalias de temperatura, como forma de observar as mudanças. O método exibe as diferenças entre a temperatura média de um determinado local num período de tempo.

Observando a anomalia de Minas Gerais, tendo como comparação o período entre os anos de 1981 e 2010, o estado chegou a 2°C acima da média. Além disso, de acordo com uma pesquisa feita por cientistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), das 20 cidades que mais esquentaram no Brasil, cerca de 18 são de Minas Gerais, sendo a maioria do Vale do Jequitinhonha.

Causas

Segundo estudos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o aumento de temperaturas e desastres climáticos no estado estão ligados à expansão urbana desordenada e à redução de áreas permeáveis. De acordo com dados da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), cerca de 7.326 árvores foram derrubadas em 2023, por exemplo. 

Em entrevista, a ambientalista do projeto Manuelzão da UFMG Jeanine Oliveira fala sobre a importância da preservação das áreas verdes nas cidades e de métodos que diminuam os impactos climáticos, o que tem sido, segundo ela, inexistentes em Minas Gerais, sob o governo de Romeu Zema (Novo).

“Perceba, uma coisa é o local, outra coisa é o global. Globalmente, todos nós passamos por mudanças climáticas. Localmente, você pode implementar medidas, mesmo com a crise climática, que vão fazer com que sua cidade, seu agrupamento seja menos atingido. Então, não é porque estamos em mudanças climáticas que não vai dar para ninguém atravessar esse momento”, explica. 

Outra questão a ser observada é o desmatamento da Mata Atlântica e do Cerrado. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Minas Gerais foi o estado que mais destruiu a Mata Atlântica no Brasil. O levantamento também aponta que cinco das 10 cidades que mais destruíram o bioma são mineiras. 

“Os dados de Minas Gerais são alarmantes. Não é só o estado que mais esquenta, é também, o estado que tem mais incêndio. É também o estado que mais mata e retira a Mata Atlântica, por exemplo”, afirma a ambientalista. 

Outro problema, segundo Jeanine, é o apoio de Zema às mineradoras e ao agronegócio, o que tem motivado o desmatamento em diversas áreas do estado, contribuindo para o aumento da temperatura e de desastres, como deslizamentos e inundações.

Projeções

Segundo o Painel Nacional de Mudanças Climáticas (IPCC), até 2050, a temperatura média em Belo Horizonte pode subir 3°C, se não houver mitigação das emissões e um replanejamento urbano, com foco em áreas verdes e permeáveis. No entanto, Jeanine alerta que essa projeção pode se antecipar, caso não haja mudanças. 

“Eu acredito que muito antes de 2050, no caminho que a gente está, certamente, chegaremos a esses 3°C. Se você olhar, por exemplo, a temperatura no Golfo do México, você vai entender perfeitamente o que estou dizendo. Todas as projeções que eles vinham fazendo foram batidas”, diz a ambientalista. 

Relatórios do Inmet indicam ainda que as ondas de calor em MG tornaram-se 15% mais frequentes nas últimas duas décadas, indicando que a projeção de aumento de 3°C até 2050 pode ser antecipada.

Brasil terá nova onda de calor nesta semana

Brasil terá nova onda de calor nesta semana - Foto: reprodução
Brasil terá nova onda de calor nesta semana – Foto: reprodução

O Brasil enfrenta nesta semana uma nova onda de calor, com temperaturas que podem chegar a 7°C acima da média. O fenômeno começou no último domingo (2) e se estenderá até a próxima sexta-feira (7), atingindo principalmente as regiões Sul e Centro-Oeste do país, segundo a ClimaTempo.

Durante esse período, as temperaturas, que já são naturalmente elevadas em fevereiro, ficarão ainda mais altas, ultrapassando a média climatológica para o mês.

Apesar da massa de ar quente, há umidade disponível na atmosfera e, por isso, pancadas de chuva isoladas podem ocorrer, principalmente à tarde e à noite.

As áreas mais afetadas, onde as temperaturas devem ficar até 7°C acima do normal por pelo menos cinco dias, incluem:

  • Oeste e sul de Mato Grosso do Sul;
  • Oeste e sudoeste do Paraná;
  • Oeste de Santa Catarina;
  • Norte, Missões, Central, Oeste e Campanha do Rio Grande do Sul.

Outras áreas também registrarão aumento de temperatura, embora não tão intenso, com valores entre 3°C e 5°C acima da média:

  • Extremo sudoeste de Mato Grosso;
  • Noroeste, central e sudeste de Mato Grosso do Sul;
  • Noroeste, central e sudeste do Paraná;
  • Faixa central e leste de Santa Catarina;
  • Porto Alegre;
  • Região serrana do Rio Grande do Sul;
  • Região Metropolitana de Porto Alegre;
  • Vales e Sul do Rio Grande do Sul.

Entre os dias 15 e 19 de janeiro, o Brasil já havia enfrentado a primeira onda de calor do ano, com temperaturas elevadas, principalmente nos estados do Sul.

Na ocasião, Quaraí (RS) registrou 39,6°C, São Borja (RS) chegou a 39,4°C e Porto Murtinho (MS) atingiu 42,1°C.

Os últimos anos têm sido marcados por ondas de calor frequentes no Brasil. Foram nove ondas de calor registradas em 2023 e oito em 2024.

Calor e período chuvoso aumentam ocorrências com animais peçonhentos

Calor e período chuvoso aumentam ocorrências com animais peçonhentos - Foto: reprodução
Calor e período chuvoso aumentam ocorrências com animais peçonhentos – Foto: reprodução

Com a chegada do período de chuva e do calor intenso, é importante redobrar os cuidados para evitar acidentes com animais peçonhentos. Isso porque o verão representa um período de maior atividade das pessoas em áreas verdes por lazer. Além disso, no meio urbano, o aumento no volume de água durante as chuvas desaloja escorpiões que vivem em redes de esgoto, que acabam invadindo residências em busca de abrigo.

O Hospital João XXIII (HJXXIII), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), é referência no atendimento aos casos graves de intoxicação para todo o estado. De janeiro a outubro de 2024, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais (CIATox-MG) atendeu 2.821 casos de pacientes acidentados com animais peçonhentos.

O envenenamento por escorpião foi responsável por 1.303 dessas ocorrências, representando quase metade do total registrado. “Os casos se tornam mais graves quando ocorrem em crianças menores de sete anos e idosos ou pessoas que já tenham problemas cardíacos ou pulmonares”, destaca o médico e coordenador do CIATox-MG, Adebal de Andrade Filho.

 Além dos escorpiões, outros animais peçonhentos também representam risco. No mesmo período deste ano, o CIATox-MG registrou 749 acidentes com aranhas, 545 com serpentes e 224 com lagartas

Ainda segundo Adebal, casos graves podem causar sequelas como amputações de membros, insuficiência renal, insuficiência hepática e até óbito. A recomendação do especialista é que, em caso de acidentes, deve-se procurar rapidamente atendimento médico e informar ao profissional de saúde o máximo de características do animal. Se possível ser feito com segurança, pode-se tirar uma foto para ajudar na identificação.

Susto

José Maria de Araújo, de 54 anos, foi picado por uma jararaca enquanto trabalhava na plantação de sua chácara, na cidade de Bom Jesus do Amparo, cerca de 70 quilômetros de Belo Horizonte. O operador de maquinário conta que não usava equipamento de proteção no momento. Ao perceber que se tratava de uma picada de serpente, ele buscou a unidade de saúde mais próxima, onde recebeu os primeiros socorros e foi transferido para o João XXIII. “A equipe me acolheu muito bem”, afirma. 

José se recupera bem e, após o susto, afirma que adotará as medidas de prevenção de acidentes, como usar calçados e luvas apropriados no ambiente rural.

Atendimento 24 horas

O CIATox-MG funciona ininterruptamente, 24 horas por dia, e conta com equipe médica pronta para orientar sobre primeiros socorros. O serviço pode ser acionado por profissionais de saúde e usuários. Em caso de emergências toxicológicas e/ou dúvidas sobre o que fazer, ligue para 0800-7226001, (31) 3239-9308, 3239- 9390 e 3224-4000. 

Via: Clic Folha

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