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Jornal Folha Regional

Câmara aprova aumento de 25% nas diárias de viagens em Pouso Alegre; valor para Brasília sobe para R$ 1 mil

Câmara aprova aumento de 25% nas diárias de viagens em Pouso Alegre; valor para Brasília sobe para R$ 1 mil – Foto: reprodução

A Câmara Municipal de Pouso Alegre aprovou uma nova regulamentação para o pagamento de diárias de vereadores e servidores durante viagens oficiais. Além do reajuste nos valores, a medida estabelece limites para a quantidade de deslocamentos com direito ao benefício, endurece as regras para concessão e prestação de contas e atualiza a indenização paga aos motoristas da Casa.

O reajuste foi de 25% para as viagens em geral, fazendo com que a diária passe de R$ 439,30 para R$ 550. Já para deslocamentos a Brasília, foi criada uma categoria específica, elevando o valor para R$ 1 mil por dia — um aumento de quase 128% em relação ao valor anteriormente praticado. As diárias internacionais permanecem fixadas em US$ 300.

Segundo a Mesa Diretora, a criação de uma diária exclusiva para a capital federal levou em consideração os custos mais elevados com hospedagem e alimentação em Brasília. O Legislativo também justificou que os valores anteriores estavam defasados e afirmou que, mesmo com a atualização, as diárias da Câmara de Pouso Alegre seguem entre as menores da região.

A resolução também passa a limitar o número de viagens oficiais custeadas por diárias. Cada vereador poderá receber o benefício em até dez deslocamentos por ano, enquanto os servidores terão direito a, no máximo, cinco viagens anuais. Caso haja necessidade de ultrapassar esse limite, será obrigatória uma autorização expressa e devidamente justificada pelo presidente da Câmara.

A restrição, porém, não se aplica ao presidente do Legislativo nem ao presidente da Escola do Legislativo — função exercida por um vereador — quando estiverem em compromissos de representação oficial da Câmara.

Outra mudança determina que vereadores e servidores com prestações de contas pendentes de viagens anteriores não poderão solicitar novas diárias até regularizar a situação. Os pedidos também deverão ser realizados, preferencialmente, por meio eletrônico e com antecedência mínima de 24 horas.

Nos deslocamentos realizados e concluídos no mesmo dia, será paga meia diária apenas quando a viagem tiver duração mínima de seis horas e o percurso total, entre ida e volta, atingir pelo menos 100 quilômetros. Se esses critérios não forem cumpridos, não haverá pagamento de diária, mas o servidor ou vereador poderá solicitar o reembolso das despesas mediante apresentação das respectivas notas fiscais.

A regulamentação ainda define regras para o ressarcimento de combustível em viagens oficiais feitas com veículos próprios ou de terceiros. Para receber o reembolso, será necessário apresentar comprovantes fiscais e documentos que comprovem a distância percorrida.

Além das alterações nas diárias, os vereadores aprovaram outro projeto que atualiza a indenização destinada à alimentação dos motoristas da Câmara. O valor passa a ser de R$ 120 para viagens com duração de até 12 horas e de R$ 200 para deslocamentos superiores a esse período.

De acordo com a Mesa Diretora, a atualização foi necessária porque os valores pagos aos motoristas permaneciam sem reajuste desde 2013.

O projeto que modifica as regras e os valores das diárias foi aprovado pela maioria dos parlamentares, mas recebeu votos contrários de pelo menos quatro vereadores.

Câmara aprova projeto que proíbe cobrança de tarifa mínima de consumo sobre água e esgoto

Câmara aprova projeto que proíbe cobrança de tarifa mínima de consumo sobre água e esgoto – Foto: reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto. A proposta, que altera a Lei do Saneamento Básico, será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o Projeto de Lei 1845/25 foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). “Ao cobrar por volume que não foi necessariamente consumido, a franquia mínima pode penalizar usuários de baixo consumo, como famílias de menor renda ou pessoas que vivem sozinhas, e estimular o desperdício”, disse Kataguiri.

Ele explicou que a cobrança de “tarifa mínima” ou “franquia de consumo” parte de uma lógica de volume presumido que, embora historicamente utilizada para assegurar previsibilidade de receita, produz efeitos socialmente injustos e ambientalmente inadequados.

Segundo o texto aprovado pela Câmara, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.

Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.

No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.

A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.

Kim Kataguiri defendeu a existência de tarifa composta por uma parcela fixa e uma parcela variável, correspondente ao consumo real. A tarifa básica destina-se a remunerar a disponibilidade da infraestrutura e os custos fixos, enquanto a parcela variável garante que o usuário pague pelo que consumiu.

“É como se você entrasse no bar e tivesse R$ 50 de consumação. O que a gente quer fazer é que quem não consumiu nada paga R$ 15 e quem consumiu, paga os R$ 15 e o que consumiu”, explicou.

O relator lembrou que esse modelo já é adotado por concessionárias de abastecimento de água como as de Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal. “A estrutura proposta induz o uso racional da água, aumenta a transparência e garante a modicidade tarifária, preservando ao mesmo tempo a sustentabilidade econômica dos prestadores”, declarou.

Habitações coletivas

Em condomínios (residenciais ou comerciais), a tarifa fixa será cobrada de cada unidade, mesmo onde haja um hidrômetro único, e será devida em razão do dimensionamento da capacidade instalada do sistema para o conjunto das unidades atendidas.

Já a tarifa variável será baseada no volume total consumido.

Esgotamento sanitário

No caso da tarifa de esgoto, a lógica será a mesma, sem consumo mínimo, franquia de volume ou mecanismo equivalente que imponha cobrança desvinculada do volume de água faturada.

O serviço de esgotamento sanitário também terá tarifa fixa cobrada de cada unidade, inclusive em locais com ligação única.

No caso de usuários abastecidos por fontes alternativas de abastecimento de água, a cobrança dos serviços de esgotamento sanitário seguirá a norma de referência da agência.

Plano de transição

Os contratos e outros instrumentos de outorga de prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em vigor deverão ser adequados às novas regras no prazo de quatro anos a partir da vigência, com plano de transição aprovado pela entidade reguladora competente.

Enquanto não aprovado esse plano, a estrutura tarifária vigente será prorrogada automaticamente.

A adequação da estrutura tarifária deverá ser realizada, preferencialmente, no momento da revisão tarifária periódica seguinte à data de publicação do projeto como lei.

O texto aprovado exige ainda que essa alteração seja precedida de estudo de impacto tarifário e socioeconômico, assegurada a sustentabilidade econômico-financeira da prestação e a preservação do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.

Retroatividade

Se o projeto virar lei, a vigência começará depois de 180 dias da publicação da norma. As regras mudadas não se aplicam aos fatos geradores ocorridos antes da implementação efetiva do plano de transição em cada contrato.

Passos recebe 1º Fórum de Turismo Religioso com programação voltada ao desenvolvimento regional

Paróquia Paróquia Nossa Senhora da Penha – Foto: reprodução

O Parque de Exposições de Passos será palco, nos dias 15 e 16 de julho, do 1º Fórum de Turismo Religioso de Passos e Região – No Caminho do Desenvolvimento Turístico. O encontro acontecerá no Espaço Tropeiro, com entrada gratuita, e deve reunir cerca de 300 participantes entre representantes do poder público, lideranças religiosas, especialistas, empreendedores, profissionais do turismo, estudantes e membros da comunidade.

A iniciativa é articulada pelo vereador Iran Parreira, em parceria com a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, AMEG, Sebrae e Circuito Nascentes das Gerais e Canastra, além de contar com apoio da Câmara Municipal de Passos. O objetivo é fortalecer o turismo religioso como ferramenta de desenvolvimento econômico, cultural e social, incentivando a integração entre municípios e instituições da região.

Com o tema “Fé, Cultura e Desenvolvimento: o Potencial do Turismo Religioso Regional”, a programação inclui palestras, painéis, mesas de debate, feira de artesanato, exposição de destinos turísticos e uma visita técnica opcional a um atrativo religioso do município.

Primeiro dia

As atividades de terça-feira (15) serão realizadas das 8h às 15h e terão como foco a contextualização e o posicionamento estratégico do setor. Após o credenciamento e o café de boas-vindas, a abertura contará com apresentação da Banda do Batalhão, execução do Hino Nacional e pronunciamentos de representantes do Executivo, da Instância de Governança Regional, do Ministério do Turismo, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e da Câmara Municipal.

A palestra de abertura será ministrada pelo secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, que abordará o tema “O Turismo Religioso como Vetor de Desenvolvimento Econômico e Cultural”.

Ainda pela manhã, o primeiro painel discutirá “O Papel das Comunidades e da Igreja no Turismo Religioso”, reunindo representantes de diferentes segmentos religiosos e gestores públicos. Na sequência, Ana Alcântara, secretária de Turismo de Congonhas, apresentará uma palestra sobre a cidade, reconhecida como Capital Mineira da Fé e sede do 8º Fórum Nacional de Turismo Religioso.

Durante a tarde, especialistas e empresários participarão de um painel sobre a estruturação de rotas e produtos voltados ao turismo religioso. O encerramento do primeiro dia contará ainda com a palestra da professora doutora Marlene Huebes Novaes, de Santa Catarina, sobre “Turismo Religioso e Políticas Públicas”, seguida por uma síntese dos debates.

Segundo dia

Na quarta-feira (16), a programação será das 8h às 17h, com foco em governança, mercado e boas práticas. A abertura terá apresentação da Filarmônica 14 de Maio.

O primeiro painel será dedicado aos destinos de sucesso no turismo religioso, reunindo gestores de importantes roteiros de peregrinação de Minas Gerais e Santa Catarina. Em seguida, a especialista Adriane Rengel ministrará palestra sobre “Marketing e Promoção de Destinos Religiosos”.

Outro destaque será o painel “Experiência do Peregrino: Espiritualidade, Hospitalidade e Emoção”, que contará com a participação de peregrinos e representantes de associações ligadas ao turismo religioso.

Durante o evento também será lançado o livro “Caminho Português – O Verdadeiro Caminho de Santiago de Compostela”, de autoria de Renato Luiz Lucatelli Viana.

À tarde, Sidnésio Moura, de Natal (RN), falará sobre “Governança no Turismo Religioso”. Na sequência, uma mesa-redonda discutirá os desafios e oportunidades para o desenvolvimento do turismo religioso na região, reunindo representantes de municípios, santuários, empreendedores e especialistas.

O encerramento está previsto para as 17h, após uma plenária destinada à consolidação das propostas debatidas e à definição de ações voltadas ao fortalecimento do turismo religioso regional.

Segundo o vereador Iran Parreira, o fórum foi idealizado para aproximar municípios, instituições e lideranças em torno de um segmento que possui grande potencial para impulsionar a economia regional por meio da valorização da fé, da cultura, da história e dos caminhos religiosos.

Link para inscrição https://forms.cloud.microsoft/r/Zxi65gPNWD 

Serviço

Evento: 1º Fórum de Turismo Religioso de Passos e Região – No Caminho do Desenvolvimento Turístico
Data: 15 e 16 de julho de 2026
Horários: dia 15, das 8h às 15h; dia 16, das 8h às 17h
Local: Espaço Tropeiro – Parque de Exposições de Passos
Endereço: Avenida Comendador Francisco Avelino Maia, nº 4.050 – Passos (MG)
Entrada: gratuita, mediante inscrição prévia.

Projeto propõe coleiras refletivas para incentivar adoção de cães em São Sebastião do Paraíso

Projeto propõe coleiras refletivas para incentivar adoção de cães em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução

A proteção de animais em situação de rua e a promoção da adoção responsável ganharam destaque durante a reunião ordinária da Câmara Municipal de São Sebastião do Paraíso realizada na noite de segunda-feira (15). Entre os assuntos discutidos pelos vereadores, foi apresentado o Projeto de Lei nº 5876/2026, que cria o Programa Municipal Coleira Refletiva da Adoção.

A proposta foi protocolada pelo vereador Juliano Carlos Reis e prevê a utilização de coleiras refletivas em cães comunitários e animais que vivem nas ruas da cidade. Além de aumentar a segurança dos animais, o equipamento deverá conter informações que facilitem sua identificação e aproximem possíveis adotantes.

Segundo o texto apresentado, cada coleira poderá reunir dados sobre a condição de saúde do animal, histórico de acompanhamento pelos programas municipais e formas de contato para quem tiver interesse em oferecer um novo lar.

Ao justificar a iniciativa, o autor do projeto destacou que a medida poderá gerar benefícios em diferentes áreas. Um dos principais objetivos é reduzir o número de atropelamentos, já que o material refletivo aumenta a visibilidade dos cães durante a noite e em locais com pouca iluminação.

Outro ponto defendido é o estímulo à adoção consciente. Com informações acessíveis diretamente na coleira, moradores poderão conhecer melhor os animais e obter orientações para iniciar o processo de adoção.

A proposta também pretende contribuir para o controle e monitoramento dos cães atendidos pelo município, permitindo maior acompanhamento de ações como vacinação e castração.

Após ser apresentada em plenário, a matéria foi encaminhada para análise das Comissões de Finanças, Justiça e Legislação e de Defesa dos Direitos dos Animais. Concluída essa etapa, o projeto retornará à pauta para votação dos vereadores.

A discussão do tema reforça o espaço que as políticas voltadas ao bem-estar animal vêm ocupando no Legislativo paraisense, especialmente em iniciativas que buscam conciliar proteção dos animais, saúde pública e segurança no trânsito.

Proposta que permite emissão de CNH a partir de 16 anos será analisada na Câmara nesta semana

Proposta que permite emissão de CNH a partir de 16 anos será analisada na Câmara nesta semana – Foto: reprodução

Um projeto de lei que libera a carteira nacional de habilitação para adolescentes de 16 e 17 anos e que propõe mudanças significativas no Código de Trânsito Brasileiro deve ser votado nesta quarta-feira (17) na Câmara dos Deputados.

De autoria do Senado, a proposta reúne 270 projetos de lei em tramitação no Congresso que tratam de mudanças no trânsito brasileiro. Uma das principais mudanças é permitir a emissão de CNH para adolescentes a partir de 16 anos. De acordo com o texto, eles poderão dirigir em perímetros urbanos, entre as 5h da manhã e meia noite, e sempre acompanhados de um adulto habilitado. Para o especialista em trânsito David Duarte, a proposta não leva em consideração a violência que já existe nas pistas do país.

” Antecipar para 16 anos, isso pode antecipar inclusive a mortalidade e aumentar o número de feridos. A maturidade de uma pessoa de 16 anos não consegue avaliar bem todos os riscos que o trânsito tem no dia a dia”.

A proposta também libera os veículos semi autônomos e permite que, neste caso, os condutores utilizem apenas uma das mãos, telefone celular e fones de ouvido durante a condução. Autorização também vista com reservas pelo especialista. Para Davi Duarte, o Brasil ainda não está preparado para esta modernização.

” Como é que um policial, uma fiscalização, vai reconhecer se o carro é autônomo, semi-autônomo e vai permitir ou não que a pessoa fale ao celular ou que dirija apenas com uma das mãos? Então, isso é uma legislação que a gente tem que esperar mais tempo, né? Porque nós temos ainda uma grande frota de idade, é velha, que não tem qualquer recurso, que será misturada com esse tipo de veículo”.

O texto trata também da proibição do uso de radares ocultos ou sem sinalização visível e prevê a implantação do sistema de pedágio eletrônico sem cancelas, conhecido como free flow. O projeto conta com a relatoria do deputado Aureo Ribeiro, do Solidariedade do Rio de Janeiro, e será votado pela comissão especial da Câmara que discute mudanças no Código de Trânsito. Se aprovado, o projeto ainda precisa passar pelo crivo do Plenário da Casa.

Câmara de Capitólio inaugura UAI, bate recorde estadual e deixa legado que beneficiará toda a região

Com investimento de R$ 410 mil, unidade atenderá Capitólio e outros cinco municípios, oferecendo emissão de carteira de identidade, serviços de trânsito, habilitação, Gov.br e atendimentos do IPSEMG em um único local.

Marco histórico: Câmara de Capitólio inaugura UAI, bate recorde estadual e deixa legado que beneficiará toda a região – Foto: divulgação

A próxima sexta-feira, 19 de junho, marcará um momento histórico para Capitólio e toda a região. Às 9 horas da manhã será inaugurada oficialmente a Unidade de Atendimento Integrado (UAI) de Capitólio, um dos mais importantes investimentos em cidadania, modernização dos serviços públicos e facilitação do acesso da população a documentos e atendimentos essenciais, já realizados no município.

Fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal de Capitólio e o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG), a nova unidade representa um legado permanente para a população capitolina e regional, eliminando a necessidade de deslocamentos frequentes para cidades maiores, especialmente Passos, para a realização de serviços básicos e obrigatórios.

Para tornar o projeto realidade, foram investidos aproximadamente R$ 410 mil em reformas estruturais, adequações exigidas pela SEPLAG, aquisição de equipamentos, contratação e capacitação de servidores, além da implantação de toda a infraestrutura necessária para o funcionamento da unidade.

A UAI de Capitólio será referência regional e atenderá não apenas os moradores do município, mas também cidadãos de Piumhi, Guapé, Vargem Bonita, São Roque de Minas e Doresópolis.

Para os serviços relacionados a trânsito, incluindo habilitação (CNH) e veículos, o atendimento será realizado inicialmente apenas para moradores de Capitólio, Piumhi e Doresópolis. Já os demais serviços oferecidos pela unidade estarão disponíveis para a população de todos os municípios abrangidos pela UAI.

O primeiro passo para a implantação da UAI foi dado em setembro de 2025, quando o presidente da Câmara Municipal, Dalmir Rodrigues, acompanhado de servidores da Casa Legislativa, esteve na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão para iniciar as tratativas do projeto.

Em dezembro de 2025 foi assinado o convênio que formalizou a parceria entre o município e o Governo de Minas. A partir daí, iniciou-se uma intensa etapa de adequações estruturais, aquisições de equipamentos, treinamentos e preparação das equipes.

O resultado foi alcançado em tempo recorde. Durante as primeiras reuniões, representantes da SEPLAG informaram que o município mais rápido até então havia conseguido inaugurar sua UAI nove meses após a assinatura do convênio. Capitólio superou essa marca e concluiu todo o processo em apenas seis meses, estabelecendo um novo recorde estadual para implantação de uma unidade.

O presidente da Câmara Municipal de Capitólio, Dalmir Rodrigues, destacou que a implantação da unidade representa a concretização de um propósito assumido desde o início de sua gestão. “Desde que assumi a presidência da Câmara, tinha o compromisso de buscar iniciativas que realmente melhorassem a vida das pessoas. Sempre acreditei que o papel do Poder Legislativo vai muito além de discutir e aprovar leis. A Câmara também deve ser agente de transformação, buscando soluções concretas para as necessidades da população. Ver a UAI se tornar realidade é motivo de enorme orgulho, porque estamos entregando um benefício permanente para os capitolinos e para toda a nossa região, aproximando serviços essenciais de quem mais precisa e garantindo mais dignidade, economia de tempo e qualidade de vida para milhares de cidadãos.”

O presidente fez questão de agradecer a todos que contribuíram para que o projeto saísse do papel. “Uma conquista desta dimensão só foi possível graças ao comprometimento de muitas pessoas. Quero agradecer profundamente aos servidores que abraçaram essa causa desde o primeiro momento e não mediram esforços para cumprir cada etapa exigida. Foram meses de dedicação intensa, planejamento e trabalho. Também registro meu agradecimento a todos os vereadores, que compreenderam a importância do projeto e aprovaram por unanimidade todas as medidas necessárias para sua implantação. Esta é uma conquista coletiva, construída com união, responsabilidade e visão de futuro.”

A inauguração da UAI de Capitólio representa um marco histórico para o município e para toda a região, consolidando um novo capítulo na prestação de serviços públicos e reafirmando o compromisso da Câmara Municipal com iniciativas que geram impactos positivos duradouros para a população.

Serviços que estarão disponíveis
A população contará com uma ampla gama de serviços públicos concentrados em um único local, proporcionando mais comodidade, agilidade e economia de tempo.

Entre os atendimentos oferecidos estão:

Documentação e cidadania
• Emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN);
• Prova de Vida;
• Emissão de Certidão de Antecedentes Criminais;
• Recuperação de acesso e senha da conta Gov.br;
• Emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA).
Serviços de trânsito
• Primeiro emplacamento;
• Transferência de propriedade;
• Alteração de dados ou endereço do veículo;
• Emissão de segunda via do CRV e CRLV;
• Consulta de situação e restrições do veículo;
• Desbloqueio de veículo;
• Comunicação de venda.
Serviços de habilitação
• Prova eletrônica de legislação;
• Renovação da CNH;
• Emissão de segunda via da CNH;
• Alteração de dados do condutor;
• Mudança ou adição de categoria;
• Solicitação da Permissão Internacional para Dirigir (PID);
• Registro de habilitação estrangeira.
Serviços do IPSEMG
• Atendimentos administrativos diversos destinados aos beneficiários do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais.

O que é a UAI?
As Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) são estruturas do Governo de Minas Gerais criadas para reunir diversos serviços públicos em um único espaço, proporcionando mais eficiência, rapidez e conforto ao cidadão.

O modelo concentra atendimentos de diferentes órgãos em um ambiente moderno e organizado, reduzindo burocracias e evitando que a população precise se deslocar para vários locais para resolver demandas do dia a dia.

Além de facilitar o acesso aos serviços públicos, as UAIs promovem inclusão, cidadania e desenvolvimento regional, aproximando o Estado das pessoas.

CCJ da Câmara aprova proposta que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos

CCJ da Câmara aprova proposta que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos – Foto: reprodução

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A medida recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários.

De autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), a proposta havia retornado à pauta após um pedido de vista apresentado por parlamentares. O tema foi o único item analisado durante a reunião da comissão.

Com o aval da CCJ, a proposta segue agora para uma comissão especial que será criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. O colegiado ficará responsável por discutir o mérito da matéria antes que ela seja encaminhada ao plenário da Casa.

Para avançar, o texto precisará do apoio de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação. Caso seja aprovado pela Câmara, ainda terá de passar pela análise do Senado Federal.

A PEC modifica o artigo 228 da Constituição Federal, estabelecendo que cidadãos a partir dos 16 anos passam a responder criminalmente pelos seus atos. Atualmente, a Constituição determina que menores de 18 anos são inimputáveis e estão sujeitos à legislação específica voltada a crianças e adolescentes.

Durante a discussão, parlamentares governistas argumentaram que a proposta interfere em direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição, considerados cláusulas pétreas e, portanto, não passíveis de alteração por emenda constitucional.

Já o relator da matéria, Coronel Assis, defendeu que a proposta não contraria a Constituição nem tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Segundo ele, a responsabilização penal aos 16 anos pode coexistir com garantias específicas destinadas aos adolescentes durante o processo judicial.

O texto original da PEC continha outras mudanças além da redução da maioridade penal. Entre elas estavam a obrigatoriedade do voto para maiores de 16 anos e a diminuição da idade mínima para disputar cargos eletivos. O relator, no entanto, retirou esses dispositivos e manteve apenas o trecho relacionado à imputabilidade penal.

Segundo Coronel Assis, os demais pontos tratavam de direitos políticos e não possuíam relação direta com o tema central da proposta, o que poderia comprometer a unidade da matéria.

A tramitação foi marcada por tentativas de obstrução por parte de deputados contrários à medida. Requerimentos para retirada de pauta foram apresentados, mas acabaram rejeitados, prolongando o debate na comissão.

Entre os parlamentares que se posicionaram contra a PEC, a deputada Erika Kokay afirmou que a proposta é inconstitucional e criticou a possibilidade de adolescentes serem encaminhados ao sistema prisional comum. A deputada Talíria Petrone também se manifestou contra a medida, argumentando que ela não resolverá os problemas da segurança pública.

Em defesa da proposta, o deputado Lucas Redecker afirmou que adolescentes entre 16 e 18 anos são frequentemente utilizados por organizações criminosas por acreditarem estar menos sujeitos à punição.

A discussão sobre a redução da maioridade penal chegou a ser cogitada durante a tramitação da PEC da Segurança Pública, mas acabou sendo retirada do texto. Na ocasião, Hugo Motta defendeu que o assunto fosse analisado separadamente, avaliando que sua inclusão poderia dificultar a aprovação da proposta no Senado.

Fim da escala 6×1 é aprovada na Câmara e proposta vai ao Senado

Fim da escala 6×1 é aprovada na Câmara e proposta vai ao Senado – Foto: O Globo

A Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6 x 1 — jornada em que o trabalhador só tem um dia de folga na semana. Foram 461 votos a favor e apenas 19 contra no segundo turno de votação.

O texto agora segue para o Senado Federal, onde precisará do apoio de 3/5 dos parlamentares (49 votos dos 81 senadores). Por se tratar de uma PEC, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos nas duas Casas do Congresso, com texto idêntico em ambas.

“Estamos em um dia histórico para o Brasil, para os trabalhadores brasileiros e para este Parlamento”, disse o presidente da Câmara, Hugo Motta, que abraçou a proposta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após mobilização liderada por trabalhadores organizados no Movimento VAT (Vida Além do Trabalho).

“Hoje, a Câmara dos Deputados deu o primeiro passo para escrever na nossa Carta Magna uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras, a maior parte do país. A maior [mudança para os trabalhadores] do país desde a Constituição de 1988”, reforçou Motta.

Opositores da proposta dizem que o Palácio do Planalto adotou a redução da jornada de trabalho como bandeira eleitoral para tentar impulsionar a reeleição de Lula.

A PEC prevê uma transição curta para a mudança, o que pode trazer impactos ainda neste ano.

Após acordo selado na segunda-feira (25/5) entre Hugo Motta e Lula, o texto aprovado prevê que a obrigatoriedade de ao menos dois dias de folga entre em vigor 60 dias depois da promulgação da alteração constitucional, etapa que ocorre logo após a aprovação no Congresso.

Já a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas entraria em vigor em duas etapas. Primeiro, haveria a redução para 42 horas, também após os 60 dias. O limite de 40 horas seria alcançado após mais um ano.

A mudança também prevê que os trabalhadores beneficiados não sofrerão redução salarial.

A sessão da Câmara foi marcada por debates entre os parlamentares. Opositores argumentam que a mudança vai aumentar o custo das empresas, pressionando a inflação e podendo causar demissões.

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) disse que o fim da escala 6×1 não vai ter efeitos práticos na vida do trabalhador e defendeu cortes de gastos públicos e de impostos como forma de aumentar a renda dos trabalhadores.

“Não vai mudar absolutamente nada [acabar com a escala 6×1]. Vai fazer ou vocês [trabalhadores] irem pra informalidade, ou serem demitidos ou continuar na escala 6×1 recebendo uma hora extra que vai ser comida pela eleição”, disse ainda.

Já Hugo Motta defendeu que a redução da jornada de trabalho não representa perda de produtividade e afirmou que, ao aprovar a PEC, os parlamentares entenderam que “desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”.

“O Brasil está entre os países com maior carga horária do mundo e convive há décadas com estagnação da produtividade. Isso mostra que a produtividade não pode ser medida pela quantidade de horas de trabalho”, afirmou.

“Trabalhadores mais descansados produzem mais. Ambientes de trabalho mais saudáveis reduzem faltas, afastamentos e rotatividade. Proteger o tempo humano é também proteger a economia, a saúde, a família e a dignidade das pessoas”, declarou.

Mudança de estratégia da oposição

Durante a tarde, a comissão especial que analisou o tema aprovou o parecer favorável apresentado pelo relator da PEC, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

A oposição chegou a defender uma transição de dez anos para a mudança, apresentando uma emenda à PEC. A proposta foi assinada por 176 deputados, principalmente do PL, MDB, PP, PSD, Republicanos e União Brasil, mas acabou perdendo força devido à reação negativa de parte da população nas redes sociais.

No entanto, a bancada do PL deu uma guinada em sua estratégia na véspera da votação, em meio ao forte apelo eleitoral da proposta.

Desde terça-feira (26/5), o partido passou a defender que fosse aprovada a escala 4×3, garantindo três folgas semanais aos trabalhadores, mas não conseguiu que a proposta fosse à votação no plenário.

Defensores da redução da jornada viram na estratégia da oposição uma tentativa de tumultuar a aprovação da PEC.

Além disso, o PL apresentou um destaque ao parecer que estabelece a escala 5×2, durante a votação na comissão especial, propondo uma implementação imediata da mudança, ou seja, acabando com a transição de 60 dias.

O destaque, porém, foi rejeitado em votação simbólica, confome decisão do presidente da comissão, Alencar Santana (PT/SP). Isso evitou que ficasse registrado os nomes dos parlamentares contrários, como queria o líder do PL, o deputado Sóstesnes Cavalcante (PL-RJ).

“Essa lei, uma vez promulgada, tem que valer imediatamente. Por que protelar dois meses para começar devagar? Isso é hipocrisia com o trabalhador”, disse Cavalcante.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que esteve à frente da campanha pela redução da jornada, acusou a bancada do PL de estar tentando “empantanar o debate e dificultar o andamento da proposta”.

“Mas o povo não é bobo e sabe quem, desde o primeiro dia, estava contra essa matéria”, disse.

Morre o vereador de Alfenas José Batista Neto, o Zé Batista, aos 72 anos

Morre o vereador de Alfenas José Batista Neto, o Zé Batista, aos 72 anos – Foto: reprodução/Facebook

A Câmara Municipal de Alfenas confirmou na última quinta-feira (14) a morte do vereador José Batista Neto, conhecido como Zé Batista, aos 72 anos. Conforme informado pelo Legislativo, o parlamentar estava em tratamento contra um cancro e faleceu em decorrência da doença.

Natural de Campo do Meio, Zé Batista consolidou sua trajetória em Alfenas por meio da atuação no serviço público e de trabalhos sociais desenvolvidos no município. Antes da carreira política, dedicou quase cinco décadas à área previdenciária, incluindo 37 anos como servidor concursado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde prestou atendimento e orientação à população sobre direitos previdenciários.

A entrada na política ocorreu após o reconhecimento das ações sociais que realizava na cidade, recebendo apoio de amigos e de diferentes segmentos da sociedade. Ao longo da vida pública, exerceu quatro mandatos como vereador, nos períodos de 1993 a 1996, 1997 a 2000, 2009 a 2012 e no atual mandato, iniciado em 2025.

Além da atuação no Legislativo, Zé Batista também integrou o Executivo municipal. Em 2001, assumiu o cargo de vice-prefeito de Alfenas e, em 2004, esteve à frente da prefeitura do município.

Segundo a Câmara Municipal, o velório terá início às 18h desta quinta-feira, na sede do Legislativo. O sepultamento está marcado para sexta-feira (15), às 14h.

Sul de Minas tem nova lei que obriga agressores a pagar despesas do SUS em casos de violência doméstica

Sul de Minas tem nova lei que obriga agressores a pagar despesas do SUS em casos de violência doméstica – Foto: reprodução

A Câmara Municipal de São Tomé das Letras aprovou uma nova legislação que determina que autores de violência doméstica e familiar deverão ressarcir os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o atendimento prestado às vítimas. A medida já está em vigor no município desde a publicação oficial, realizada em 27 de abril.

A proposta foi apresentada pelo vereador Tomé Fernando Costa e estabelece que os custos relacionados aos atendimentos causados pela agressão poderão ser cobrados do responsável, desde que a autoria da violência seja comprovada.

Entre as despesas previstas na lei estão atendimentos médicos e hospitalares, tratamentos psicológicos, fornecimento de medicamentos e processos de reabilitação das vítimas. Os valores deverão ser calculados conforme a tabela do SUS, e os recursos arrecadados serão destinados aos cofres públicos do município.

O texto também prevê que a cobrança não poderá causar prejuízos financeiros à vítima nem aos seus dependentes. Além disso, a nova regra não substitui outras punições previstas na legislação criminal e civil.

Segundo o autor do projeto, a iniciativa busca reforçar o combate à violência doméstica e conscientizar sobre os impactos gerados à sociedade e aos serviços públicos.

“A aprovação dessa lei reafirma que a violência, em hipótese alguma, pode ser tolerada e que suas consequências também devem ser assumidas por quem comete”, afirmou o parlamentar.

O vereador também destacou que a proposta não tem apenas caráter financeiro. “Quando a gente obriga o agressor a ressarcir os custos com a saúde pública decorrentes da violência, estamos falando de justiça, responsabilidade e respeito aos recursos da população”, declarou.

Embora a lei já esteja valendo, os detalhes sobre a aplicação prática ainda serão regulamentados. Uma reunião entre representantes da prefeitura, o autor da proposta e integrantes da assistência social deve acontecer na próxima semana para definir como será feito o procedimento de cobrança.

De acordo com o vereador, a expectativa é que a medida adotada em São Tomé das Letras possa servir de referência para outros municípios brasileiros no enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Jornal Folha Regional
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