Jornal Folha Regional

Operação conjunta cumpre mandados contra suspeitos de fabricar e comercializar mel adulterado em MG

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fizeram na manhã desta quinta-feira (18) uma operação contra uma associação criminosa que fraudava a fabricação e comercialização de mel no Sul de Minas. Segundo as investigações, o grupo usava açúcar invertido, mais conhecido como xarope de açúcar, para produzir mel adulterado.

Foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens em Campestre e Poços de Caldas. A operação foi nomeada de “Xaropel”.

“Foram coletadas amostras em várias fases da fabricação do produto, que vão ser analisadas pela Polícia Federal e auditores do Ministério da Agricultura. Foram encontradas também embalagens com rótulos falsos contendo selos de inspeção federal falsos, rótulos sem qualquer identificação de onde era feito o produto. Ficou muito evidente o descaso para com o consumidor final. É um produto que em tese deveria ser recomendado por médicos para fins terapêuticos, mas é altamente danoso para a saúde pública e a população”, afirmou o delegado da Receita Federal, Fabrício Diogo Braga.

Os suspeitos distribuíam mel falsificado em estabelecimentos da região e no estado de São Paulo. Segundo o delegado da Polícia Federal, a maior parte do produto era distribuída para a cidade de São Paulo. Além de fraudar a fabricação do mel, os integrantes da organização criminosa adulteravam o registro do Sistema de Inspeção Federal (SIF).

Segundo a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa; falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios; invólucro ou recipiente com falsa indicação e falsificação de selo ou sinal público. Se condenados, os suspeitos poderão cumprir até 22 anos de prisão e multa.

Operação conjunta cumpre mandados contra suspeitos de fabricar e comercializar mel adulterado em MG — Foto: Polícia Federal

As investigações

Segundo a Polícia Federal, durante as investigações foi descoberto que o grupo produzia e comercializava mel desde 2018 por meio de três empresas sediadas em Campestre. Uma destas empresas foi interditada pelo MAPA durante uma fiscalização por causa de irregularidades.

“Elas se valiam por diversas marcas, que ficavam no mercado por pouco tempo. Na medida que o consumidor não gostava do produto, iam abandonando a marca. Desta forma a empresa não investia na marca em si, mas no produto falsificado. A marca era facilmente substituída no varejo”, explicou.

Mesmo interditada, o MAPA recebeu informações e reclamações de produtos comercializados pela empresa no Sul de Minas. Ainda de acordo com a PF, com o auxílio da Receita Estadual foi constatado que o estabelecimento comercializou cerca de 60 toneladas de mel. A quantidade coincide com o volume adquirido de xarope de açúcar.

Segundo a Polícia Federal, levantamentos realizados nos últimos três anos revelaram que as empresas investigadas adquiriram cerca de 800 toneladas de açúcar invertido (xarope de açúcar), utilizado como matéria prima para a produção do mel adulterado.

Imagens aéreas feitas na sede das empresas mostraram o descarte de tambores com logotipo da empresa fornecedora de açúcar invertido.

Operação conjunta cumpre mandados contra suspeitos de fabricar e comercializar mel adulterado em MG — Foto: Polícia Federal

Queda no número de casos faz Santa Casa de Passos fechar 10 de 50 leitos para tratamento da Covid-19

A Santa Casa de Passos (MG) fechou dez dos 50 leitos disponíveis no hospital para tratamento da Covid-19. O motivo é a diminuição do número de casos da doença, que tem trazido um alívio na demanda de hospitais da região. Na semana passada, a Santa Casa de Guaxupé também já tinha reduzido o número de leitos.

“O hospital disponibilizou 50 leitos e após uma redução do número de casos, optou-se pelo fechamento de 10 leitos baseado em conversas direcionadas pela Secretaria de Saúde. É importante ter a noção que esses leitos não são fechados por conta do hospital, são todos controlados pela Secretaria de Saúde de acordo com a demanda de pacientes que necessitem de UTI Covid”, disse o coordenador da UTI da Santa Casa, Rodrigo Silveira de Almeida.

A redução no número de leitos também traz um alívio financeiro para os hospitais. Isso porque o custo diário para se manter um leito de UTI gira em torno de R$ 2,8 mil, enquanto o estado repassa apenas R$ 1,6 mil.

Queda no número de casos faz Santa Casa de Passos fechar 10 de 50 leitos para tratamento da Covid-19 — Foto: Reprodução/EPTV

Queda no número de casos faz Santa Casa de Passos fechar 10 de 50 leitos para tratamento da Covid-19 — Foto: Reprodução/EPTV

“Essa conta é sempre muito difícil de fechar. Não só Covid, mas pacientes de uma UTI em geral, eles têm um custo muito elevado e a diária paga pelo SUS fica aquém do que é o custo diário de cada paciente. No Covid você teve um acréscimo, um adicional em virtude do fato que esse paciente gasta muito mais, os custos são muito mais altos, o tempo de internação em UTI é muito maior, o tempo de ventilação é muito maior, os insumos, sedação, de medicamentos para a pressão, de antibióticos são caríssimos e isso gera uma despesa muito alta”, disse o coordenador da UTI.

Para fechar as contas, hospitais como a Santa Casa de Passos precisam fazer até campanha para arrecadar doações e ajudar no custeio dos leitos.

“O hospital não consegue fechar essa conta, vai se gerando um déficit acumulativo ao longo dos meses. O que a secretaria e o ministério fez foi tentar otimizar esse custo para o paciente e a gente tenta sem perder qualidade e segurança fazer uma gestão dos leitos e dos custos de cada paciente, sempre oferecemos o que há de recomendação, não privamos pacientes de medicamentos, de suporte, porém o custo é muito alto”, completou Rodrigo Silveira.

Funkeiro é morto a tiros após tentar apartar briga em bar

O cantor de funk Jonathan Gomes de Araújo, o MC Jotinha, foi morto a tiros na madrugada da última terça-feira (16), depois de tentar separar uma briga em um bar em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O rapaz estava saindo do local quando foi alvejado na frente do pai, Jones de Araújo.

“Ele estava no forró e eu fui lá chamar ele para casa. Ele me abraçou, disse que me amava e que ia ficar comigo até o último dia da vida dele. Foi quando começou a confusão ao nosso lado, com amigos dele, e ele foi separar”, contou o pai do MC.

“Eu fiquei cego com meu filho cheio de sangue na cabeça. Quando eu fui pra cima de quem atirou, ele apontou a arma para atirar também, mas seguraram ele”, completou.

Segundo Jones, o filho cantava desde os 4 anos de idade. A música mais conhecida do MC Jotinha é “Poxa Vida Hein Uol”, junto com MC Roba Cena.

A Polícia Militar informou que uma equipe do 15º BPM (Duque de Caxias) foi acionada para ocorrência na Rua Darcy Vargas, no bairro Pilar. Segundo agentes, a vítima foi encontrada já sem vida.

A perícia também já foi acionada. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Professora é proibida de entrar na Secretaria de Educação de Natal por causa de ‘roupa inadequada’

Uma professora da rede municipal de ensino de Natal teve a entrada barrada na Secretaria Municipal de Educação com o argumento de que estava vestida com “uma roupa inadequada”. A proibição partiu do chefe de patrimônio da SME e de um segurança. A professora classificou a situação como um caso “típico de machismo”.

“Em pleno século 21 é inadmissível que uma mulher seja julgada pela roupa que está usando. Principalmente porque o meu vestido não é inadequado. Fica claro que é mais um caso de machismo”, disse a professora Tânia Maruska Petersen.

O caso aconteceu na última quinta-feira (11) e foi denunciado pela educadora. Ela trabalha na Escola Municipal Zuleide Fernandes, onde é conselheira escolar. Tânia contou que esteve no local para resolver questões relativas ao trabalho e assinar documentos.

Quando eu cheguei a segurança disse que achava que eu não poderia entrar por causa da minha roupa e que iria acionar o chefe. Ele já chegou dizendo que a roupa era inadequada. Eu perguntei quais eram os critérios, já que eu estava com um vestido normal, que eu já usei em outros dias de trabalho e já entrei em outros prédios públicos. Ele respondeu que existia uma portaria que explicava quais roupas não eram adequadas, que eu era uma educadora e que aquela não era roupa de uma educadora”, relatou.

Ela disse que se sentiu intimidada, constrangida e humilhada.

“Meu vestido não era curto pra ser taxado de inadequado. Fiquei muito triste, envergonhada, foi uma situação vexatória. Eu sou uma excelente profissional. Eu estudo, invisto no meu trabalho, chego cedo, cumpro minhas atividades, e vou ser julgada pela roupa que eu uso?”, questionou.

O que dizem sindicato e governo

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte/RN) classificou o caso como “absurdo, inaceitável e lamentável. O Sindicato se solidariza com a professora e se compromete a lutar contra o machismo onde quer que ele esteja”.

A SME também se manifestou e informou que está apurando os fatos para tomar as devidas providências (leia a nota completa mais abaixo).

“A SME-Natal lamenta o episódio e esclarece, que na ocasião a professora foi atendida na sequência em sua demanda pela diretora do Departamento de Administração Geral. A SME reafirma o respeito às professoras e professores, como também a qualquer cidadã ou cidadão que procura atendimento”.

Machismo

Para a professora Tânia, o constrangimento que ela passou é “retrato de uma sociedade patriarcal, machista e misógina”.

Ela ressaltou ainda que decidiu denunciar o caso para dar voz a outras mulheres.

“A gente denuncia, mas fica com receio de que venha alguma represália. Mas eu não poderia me calar, preciso dar voz a outras mulheres porque o feminismo ainda é tratado como ‘mimimi’, como tolice, por muita gente. Tratam como uma pauta supérflua e não é”.

“A violência é imposta todos os dias às mulheres, seja física, seja psicológica, quando temos nossos corpos sexualizados, objetificados. Eu não quero que outras mulheres passem por isso”.

Nota da SME na íntegra:

Sobre o episódio denunciado pela professora Tânia Maruska Petersen, a Secretaria Municipal de Educação de Natal está apurando os fatos para tomar as devidas providências. A SME-Natal lamenta o episódio e esclarece, que na ocasião a professora foi atendida na sequência em sua demanda pela diretora do Departamento de Administração Geral.

Na oportunidade, a SME-Natal reafirma o respeito às professoras e professores, como também, a qualquer cidadã ou cidadão que procura atendimento na sede da SME-Natal, no Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure), ao anexo no qual funciona o Departamento de Atenção ao Educando (DAE) e nas 146 unidades de ensino distribuídas pelas quatro regiões administrativas da cidade.

Bar e restaurante Barra Grill distribui cestas básicas para famílias carentes de São José da Barra por iniciativa da vereadora Erika Machado

No dia 30 de outubro, aconteceu o Halloween Barra Grill, em São José da Barra (MG). O evento sortearia um pix de R$ 500,00 reais para a maquiagem mais elaborada. Porém, o público escolheu dois ganhadores. 

Entre as inúmeras fantasias criativas, o público escolheu duas que mais se destacaram: a vereadora Erika Machado e o artesão José Lucas dos Santos. Os dois estavam caracterizados como bruxa e bruxo: chapéu, nariz com verruga, capas e muita maquiagem. 

Por iniciativa da vereadora Erika Machado, eles decidiram reverter o valor do prêmio em cestas básicas, e assim ajudar os munícipes carentes. Os proprietários do estabelecimento, Karina Pereira e Valdenício Azevedo, decidiram que também doariam dez cestas básicas para auxiliar nesse projeto. 

No dia 9 de outubro, às 10 cestas básicas chegaram ao Barra Grill. Os vencedores foram os responsáveis pelas doações.

‘Escolinha’ de futebol criada por vereador de Capitólio é sucesso nacional

Após não conseguir seguir a carreira em clubes de futebol por problemas pessoais, o vereador de Capitólio (MG), Lucas Oliveira (DEM), decidiu criar um projeto, chamado Escolinha de Futebol Construindo um Sonho, que ajuda crianças carentes através do esporte.

Segundo o vereador, ele sempre teve vontade de ajudar os adolescentes capitolinos. 

‘’Nunca saiu da minha cabeça a ideia de ajudar os meninos com esse projeto social, tirar eles das drogas e do vício da bebida alcoólica’’, disse.

Tudo começou com apenas um aluno, e logo depois com os outros. ‘’O projeto foi evoluindo. Montamos um time, e desse time montamos uma família’’.

Quando iniciou o projeto, Lucas sabia que seria difícil, já que não teria salário. Por isso, começou a vender verduras, de porta em porta, para auxiliar na alimentação de alguns atletas que não tinham condições financeiras de pagar. 

‘’Como eu vendia alface e outras coisas, não dava para ganhar muito, eram trinta, quarenta reais, às vezes só vinte. Saíamos às quatro da manhã, voltavamos às oito da noite. Eles tinham que tomar café da manhã, almoçar e jantar. Geralmente eles não tinham nem o que comer em casa. Tentamos fazer da melhor maneira possível para ajudar’’.

Assim que os outros alunos entraram na ‘escolinha’, Lucas se reuniu com eles e disse que ‘onde come um come todos, se o outro não come, a gente não come’. ‘’Foi assim que deu certo, um pensando no outro’’.

De acordo com o vereador, quando realizavam viagens, os alunos que tinham mais condições doavam uma pequena quantia para ajudar os outros. O valor então era adicionado com o dinheiro da venda das verduras. 

O programa começou a crescer, e os jovens começaram a disputar alguns campeonatos internos. Conforme Lucas, alguns professores já tinham passado com os mesmos alunos, porém, não conseguiram obter um resultado positivo. Apenas quando ele entrou que o quadro mudou. ‘’Começamos a disputar ‘campeonatinhos’ só dentro de Capitólio e Piuhmi, e de repente já estamos disputando campeonatos em São Paulo, Goiás e em vários outras partes do Brasil’’.

O interesse dos olheiros começou a partir daí. Em 2019, o time foi campeão do Minas 10 Cup, que aconteceu na Toca da Raposa. No dia, participaram diversas equipes de base, incluindo a do Cruzeiro. 

‘’Foi um projeto de muita luta, tínhamos que vender rifas e pedir patrocínios. Crescemos no coletivo, graças aos atletas, aos alunos e aos pais’’.

Tico, ex-jogador do Atlético Paranaense, convidou a equipe para fazer um teste no Paraná. Porém, eles não tinham nenhum valor em caixa para realizar a viagem. Em quatro horas, eles teriam que arrumar R$ 4.200,00, e arrumaram, graças a população capitolina. 

‘’Tudo que fizemos foi com muita luta, muita honra, muita glória e muita fé em Deus. Porque foi através dele que conseguimos alcançar esses objetivos. Hoje estamos em BH disputando o Brasileirinho, com diversas equipes. De Capitólio, cinco atletas foram selecionados: Vinicius, Cauã, Adrian, Miguel e Vanilto. Junto com a equipe de Piuhmi, eles estão em busca de lutar pelos seus sonhos. Sabemos que é difícil, mas não impossível’’.

O legislativo agradece a atual gestão de Capitólio por todo apoio oferecido. 

‘’Gostaria de agradecer ao prefeito Cristiano, que vem apoiando o esporte da melhor forma possível, sem deixar faltar nada, dando todo o suporte, para todas as modalidades. Eu como vereador também estou aqui para atender a população e dando minha cara a tapa por qualquer área que seja’’, finalizou Lucas.

Preço da ceia sofre com inflação, no segundo Natal da pandemia

Marcado pela volta das reuniões de família após o avanço da vacinação contra a Covid-19, o Natal deste ano também deve ser de aumento de preços dos produtos da ceia, em meio à escalada da inflação no Brasil, que chega a 10,25%, nos acumulado dos últimos 12 meses. Ao mesmo tempo, a alta do dólar encarece os produtos importados e, ainda que com leve queda nos últimos dois meses, as carnes seguem pesando mais no bolso do brasileiro. 

Levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro realizado em lojas do Mercado Central, no Centro de Belo Horizonte, na primeira quinzena deste mês mostra, por exemplo, que a média de preço das frutas cristalizadas aumentou quase 42% desde  novembro do último ano, passando de pouco menos de R$13 para R$18,37. O quilo do damasco seco, geralmente importado, também subiu praticamente 59%, passando de R$46 para R$50,47. 

“O dólar e o euro estão falando alto no preço das importações. O preço das carnes, de maneira geral, caiu um pouco nos últimos meses, mas ainda são preços mais altos que os do ano passado. Mesmo assim, acredito que o consumidor não vá deixar de comprar, até pelo aspecto psicológico de ter passado o último Natal assustado e, agora, estarmos em um momento melhor da pandemia”, avalia o administrador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu. Com a pressão sobre o mercado interno, a partir do embargo de exportações de carne bovina para a China, levantamento do site mostra que, no início de novembro, as carnes em geral apresentaram leve queda de preço, mas ainda acima do patamar anterior à pandemia. 

A fundadora da empresa de cardápios prontos Marinar Gourmet, Marina Ticon, atesta que os produtos natalinos, incluindo as carnes, aumentaram, em média, 25%. “A gente sabe que os preços ainda vão subir até o Natal. No Natal do ano passado, já houve um aumento muito grande, de até 50% em relação ao de 2019. Não estamos nem encontrando produtos que achávamos com facilidade, porque atacadistas também estão com dificuldade para comprar, devido ao valor”, relata. 

Fornecedores que oferecem cestas natalinas para empresas também sentem a pressão dos preços. O representante comercial da Nutrifaz Cestas Rodrigo Burato detalha que o preço dos produtos que compõem as entregas subiu em média 20% neste ano. “As bebidas alcoólicas, ameixas, uvas passas e os doces, por exemplo, aumentaram. Tivemos que diminuir a margem de lucro para não repassar tudo para o consumidor”, pontua. 

Natal tropical ajuda a reduzir gastos

A coordenadora institucional do Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais (MDC/MG), Solange Medeiros, defende a substituição especialmente dos itens importados pelos nacionais na ceia de Natal, a fim de cortar custos. 

“A nossa experiência e Natal é focada em um Natal que não é osso, com todo o estilo de países gelados. A questão não é deixar de fazer a ceia e encontrar ps amigos, mas dar preferência a produtos nacionais, e não às frutas secas do Natal, por exemplo, que são importadas. Dá para fazer uma vasilha bonita de frutas como banana, laranja e abacaxi pra enfeitar a mesa natalina”, exemplifica. 

Com a alta das carnes, ela também recomenda abandonar tradições e apostar nas peças que estiverem mais em conta. “Nenhuma carne está barata, mas é possível fazer um falso lombo, por exemplo, metade dele com pernil e metade com carne moída, recheado com ovo cozido, com fruta… Não é necessário fazer iguarias caras para ser algo delicioso”, conclui. 

Supermercados de bairro também apostam em substituições, segundo o gerente da rede de supermercados Guarim Guarani, César Lima. “Estamos preferindo comprar uma marca menor, mas com preço agressivo, do que ter a marca líder. Não vamos apostar tanto nas castanhas nobres, por exemplo, que estão com preço elevadíssimo”, explica.

Acidentes: sete mortes são registradas durante o feriado prolongado em MG

Sete pessoas morreram em acidentes entre os dias 12 e 15 em rodovias de Minas, segundo balanço divulgado pela Polícia Militar Rodoviária. Na região, um jovem de 19 anos e uma mulher 31 morreram após uma colisão entre um Onix e um caminhão-baú, na MG-444, próximo a Capetinga. De acordo com a polícia, foram 83 acidentes, sendo 55 com vítimas e 28 sem vítimas.

Duas pessoas morreram em um acidente na MG-444 no feriado de 15 de novembro. De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária, o acidente ocorreu na altura do km 22, no município de Capetinga, e as vítimas, um jovem de 19 anos e uma mulher de 31, eram de Barretos (SP). Outras duas pessoas tiveram ferimentos graves e uma ficou levemente ferida. Ainda segunda a PM Rodoviária, as vítimas estavam em um Onix que se chocou na lateral de um caminhão-baú que trafegava em sentido contrário. O jovem e a mulher morreram no local do acidente.

De acordo com a polícia, o acidente envolveu três veículos. Além do Onix e do caminhão-baú, um Fiat Doblô estava estacionado no acostamento devido a problemas mecânicos. Segundo relato feito pelo motorista do Doblô à PM, após resolver o problema no carro, tentou voltar à pista, mas avistou o caminhão que trafegava em sentido a Capetinga e que teria perdido o controle da direção.

Segundo relato feito à polícia pelo motorista do caminhão, ao trafegar pelo local, foi surpreendido pelo Doblô, que saía do acostamento e entrava na pista. O motorista relatou que freou bruscamente o caminhão, tentando desviar para a direita e depois para a esquerda, e que o baú fez um L. O motorista do Onix relatou ter avistado o caminhão tentando desviar do Doblô e invadindo a pista contrária, momento em que bateu o carro na lateral do baú.

MG-050

Cerca de 180 mil veículos trafegaram pelo sistema MG-050/BR-265/BR-491, administrado pela concessionária AB Nascentes das Gerais, durante o feriado prolongado da Proclamação da República. Segundo informações da concessionária, nos quatro dias não ocorreram acidentes com mortes ou vítimas graves. Foram registrados seis acidentes com 16 vítimas leves.  De acordo com a AB Nascentes da Gerais, no período, as viaturas de inspeção realizaram 277 atendimentos e 83 veículos que apresentaram problemas mecânicos foram removidos por guinchos da concessionária.

Via: Clic Folha.

Passos registra mais um óbito e chega a 321 mortes por covid-19

PASSOS – Passos registrou, nesta terça-feira, 16, mais uma morte em decorrência da covid-19. Segundo informações da prefeitura, o município atingiu 321 óbitos e 11.332 casos, sendo cinco registrados ontem. Na Santa Casa de Passos, segundo informações divulgadas nesta terça pelo hospital, cinco pacientes estavam internados ontem para tratamento da doença, sendo três na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19, com ocupação de 8% dos 40 leitos disponíveis, e dois na Enfermaria Covid-19, com índice de 4%. De acordo com a Santa Casa, dois pacientes são moradores de Passos e os outros são de Carmo do Rio Claro, Guaxupé e Nova Resende.

Vacina

A Prefeitura de Passo inicia a aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 para trabalhadores da Saúde com idade entre 25 a 34 anos e com intervalo mínimo de cinco meses da segunda dose. A imunização acontece nas salas de vacinas das unidades do Programa de Saúde da Família (PSF) Coimbras 1, CSU, Planalto, Penha 3 e ambulatório São Lucas, das 7h30 às 11h e das 13h às 16h. No São Lucas, o horário de aplicação se estende até as 20h.


Para ser vacinado, é necessário apresentar documentos pessoais (RG e CPF), comprovante de residência, cartão de vacina com o registro da primeira e segunda doses, estar cadastrado no Vivver, holerite ou carteira de trabalho ou declaração assinada pela chefia imediata ou registro no conselho de classe, comprovando que atua como trabalhador da Saúde.

Via: Clic Folha.

PM mata pitbull após cachorro atacar e machucar criança e Bombeiro Militar em São Sebastião do Paraíso

Um Bombeiro Militar, de 37 anos, e uma criança, de 12, ficaram feridos após serem atacados por um cachorro da raça pitbull, em São Sebastião do Paraíso (MG). O caso aconteceu por volta das 17h da última segunda-feira (15) na Rua Sargento Lima no Parque São Judas Tadeu. O animal precisou ser abatido por um Policial Militar após ser instigado pelo dono a atacar os militares.

Segundo Cabo Marforio, Assessor Local de Comunicação Organizacional do 43ª Batalhão da Polícia Militar, testemunhas contaram que o homem estava com sintomas de embriaguez e chegou ao local com o animal, sem focinheira. Ele soltou o animal da coleira, que acabou atacando a criança e a machucando nas nádegas, nas pernas e costela. O menino foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento.

“Um dos Bombeiros que estava na ocorrência tentou capturar o animal, no entanto, o proprietário do animal o instigou contra o Bombeiro Militar, que teve parte do antebraço dilacerado e ferimentos em ambas as mãos”, contou o policial. O militar também foi encaminhado para a UPA, onde foi medicado e liberado.

“Diante da situação do animal, que encontrava-se agressivo e pelo perigo iminente de novos ataques, seria realizado seu recolhimento para o canil municipal. Os bombeiros ainda tentaram fazer a captura do animal, porém enfurecido, ele atacou o bombeiro, que teve que usar suas mãos para tentar segurá-lo e se defender. Os policiais não tiveram outra alternativa, em legítima defesa, o animal teve que ser abatido com disparo de arma de fogo”, explicou a polícia, em nota.

Foi acionada a perícia técnica da Polícia Civil e o proprietário do animal foi preso pela Polícia Militar e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil; ele responderá pelo crime de lesão corporal.

“O proprietário do animal é bastante conhecido no meio policia. Foi verificado que ele estava embriagado, que o cachorro realmente foi solto da correia, estava sem focinheira e ele vai responder pelo crime de lesão corporal, que absorve aí a falta de cautela. Ele responderá ainda pelos crimes de resistência e ameaça”, completou Cabo Marforio.

Donos respondem por danos causados pelos animais

O 2º Pelotão da Polícia Militar, que abrange a cidade de São Sebastião do Paraíso, salientou que cães devem sempre estar acompanhados de seus proprietários em vias públicas, com a utilização de equipamentos de contenção do animal, como guia, coleira e focinheira, para segurança de todos.

De acordo com a lei, donos e proprietários de animais, no caso de cães, são responsáveis pela sua guarda e respondem pelos danos causados pelos animais.

“A Polícia Militar já exerce constante fiscalização em relação a lei estadual e municipal, que proíbe animais de grande porte de sair em via pública, fora de coleira e sem focinheira”, encerrou Cabo Marforio.

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