Jornal Folha Regional

Homem é preso em Paraíso por aplicar golpes de consórcios

A Polícia Civil de São Sebastião do Paraíso (MG) prendeu na última segunda-feira (27), um homem, de 34 anos, durante a “Operação Azar Certo” realizada em várias cidades de Minas Gerais. O homem é suspeito de comandar uma organização criminosa especializada em aplicar golpes de consórcios e lavagem de dinheiro. Conforme o andamento das investigações, o grupo criminoso arrecadou mais de R$ 5 milhões ao vitimar mais de 100 pessoas.

O envolvido teriam criado diversas empresas nos ramos de veículos, construção civil e de loteamentos para vender consórcios e lesar clientes que faziam os pagamentos integrais das parcelas ou davam lances, mas não recebiam o prêmio contratado, configurando a fraude.

A investigação, que começou há mais de um ano pelo setor de Inteligência de Ubá, depois de constar o grande volume de vítimas e a complexidade do caso Posteriormente, a operação foi operacionalizada por vários delegados e contando com o apoio das equipes de investigadores e escrivães das delegacias de Ubá, Juiz de Fora, São Sebastião do Paraíso e Marataízes/ES.

Via: Clic Folha.

Sem comida, moradores recorrem a restos de ossos e carne rejeitados por supermercados

Pouco após as 10h, o caminhão estaciona na Glória, Zona Sul do Rio. Minutos depois, a fila se forma. É que já havia gente esperando o veículo, que recolhe ossos e pelancas de supermercados da cidade. Sensibilizados, motorista e ajudante da empresa doam ali toda terça e quinta parte do que foi recolhido. Diante do desemprego — que ficou em 14,1% no segundo trimestre de 2021, atingindo 14,4 milhões de brasileiros — e da inflação galopante — que com a prévia deste mês chegou a 10,05% no acumulado em 12 meses, ultrapassando os dois dígitos pela primeira vez desde fevereiro de 2016 —, é a esperança daquelas pessoas de encontrarem um pedaço de carne para matar a fome.

Uma vez por semana, a desempregada Vanessa Avelino de Souza, de 48 anos, que mora nas ruas do Rio, caminha até o ponto de distribuição. Com paciência, separa pelanca por pelanca, osso por osso em busca de algo melhor para pôr na sacola. — A gente limpa e separa o resto de carne. Com o osso, fazemos sopa, colocamos no arroz, no feijão… Depois de fritar, guardamos a gordura e usamos para fazer a comida — explica Vanessa, que lamenta não conviver com os cinco filhos.— Não tenho como cuidar deles. Por isso, eles são criados pela minha mãe. Não temos quase nada. O que temos é de doações. Lá, pelo menos, eles têm um pouco de dignidade.

Na fila da fome, Vanessa não está só. Outras mulheres, homens e jovens se amontoam em busca do restolho da carne e dos ossos. A pobreza extrema, que leva pessoas a garimpar restos, foi acentuada no Brasil durante a pandemia de Covid-19. Levantamento da Rede Brasileira de Pesquisas em Segurança Alimentar e Nutricional mostrou que mais de 116,8 milhões de pessoas vivem hoje sem acesso pleno e permanente a alimentos. Dessas, 19,1 milhões (9% da população) passam fome, vivendo “quadro de insegurança alimentar grave”. Os números revelam um aumento de 54% no número de pessoas que sofrem com a escassez de alimentos se comparado a 2018.

Mãe de 5 e avó de 12, Denise da Silva, de 51 anos, ficou viúva recentemente. Agora, está sozinha na luta para alimentar a família. Duas vezes por semana, sai de São João de Meriti, na Baixada, onde mora, em busca das pelancas. De trem, percorre quase 33km até a Central. Sem poder pagar outra passagem, caminha outros 3km até a Glória.

— Não vejo um pedaço de carne há muito tempo, desde que a pandemia começou. Esse osso é a nossa mistura. Levamos para casa e fazemos para os meninos comerem. Sou muito grata por ter isso aqui — conta.

Irmã de Denise, a desempregada Sheila Fernandes da Silva, de 43 anos, também busca restos de carne. Ela mora numa ocupação no Centro do Rio e divide o que recolhe com o filho, que também não tem emprego. Dá apenas para dois dias: — Você não sabe a alegria quando o caminhão chega aqui. É a certeza que teremos algo diferente para dois dias.

A fome nossa de cada dia, triste rotina

Karlinca de Jesus, de 48 anos, é capixaba. Na esperança de dias melhores, veio para o Rio em 2018. Mas o sonho não se realizou e hoje ela vive com o companheiro na rua, no entorno do Monumento aos Pracinhas, no Aterro, perto de onde o caminhão da pelanca estaciona: — Pego aqui há uns seis meses às terças. É uma ajuda e tanto! Pego, levo e salgo. Durante a semana, vou fazendo para a gente. Na rua é tudo muito difícil. Várias vezes, a gente passa fome.

Luis Vander, de 39 anos, que mora nas calçadas da Glória, pega a sua parte enquanto ajuda a organizar a entrega. — Acho que umas dez pessoas comem do que levo — conta. Ontem, cerca de 12 pessoas recolhiam os ossos quando chegou Adailton da Silva, de 33 anos, com seu carrinho de mão. Era sua primeira vez. Os mais experientes o ajudaram a retirar sua parte: — Um rapaz me disse que aqui eles doam osso. Vou tentar tirar um pouco dessa carne e fritar. O restou vou fazer gordura. O óleo está muito caro.

“Pediam para o cachorro. Hoje, é para comer”

Nascido em Além Paraíba, interior de Minas Gerais, o motorista do caminhão, José Divino Santos, de 63 anos, conta que, nos últimos meses, aumentou o número pessoas pedindo ossos e restos de sebo.

— Tem dias que chego aqui e tenho vontade de chorar. Um país tão rico não pode estar assim. É muito triste as pessoas passarem por essa situação. O meu coração dói. Antes, as pessoas passavam aqui e pediam um pedaço de osso para dar para os cachorros. Hoje, elas imploraram por um pouco de ossada para fazer comida. Duas ou três pessoas em situação de rua passavam aqui e levavam. Hoje, tem dia que tem umas 15 pessoas – narra José Divino.

Ele lembra ainda que os restos seguem para uma fábrica no bairro Santa Rita, em Nova Iguaçu. Lá, parte do material vira ração para animais e a outra — a gordura — é utilizada para fazer sabão em barra. — Às vezes, está meio estragado, a gente fala, mas as pessoas querem assim mesmo — conta sem conter as lágrimas.

Mulher é morta a tiros por colega dentro do Ministério da Agricultura

Um mulher, de 46 anos, foi morta com três tiros pelo colega de trabalho, um homem de 44 anos. O crime ocorreu na manhã desta quarta-feira (29) no Ministério da Agricultura, localizado no bairro Cidade Jardim, na região Centro-sul de BH. Após cometer o crime, o homem teria fugido a pé. A polícia realiza buscas para encontrá-lo.

De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, a vítima,  Maria Rita Pereira da Silva, era vigilante do turno da madrugada de uma prestadora de serviço do Ministério. Ela foi morta após uma discussão de trabalho pelo porteiro, também prestador de serviço do local, José Martins Dutra. O assassinato ocorreu no momento da troca de turno dos dois. 

Ainda conforme a polícia, a mulher trabalhava armada. Após uma discussão, o porteiro tomou a arma da vigilante e a matou com três tiros em um cômodo que eles usavam como vestiário e cozinha. A polícia ainda informou que o homem apresentava problemas emocionais. 

“Pessoas que trabalham no local nos informaram que o homem se sentia perseguido na empresa e não gostava de brincadeiras. A vítima não brincava com ele, os dois tinham problemas relacionados a convívio no trabalho, tanto que ela já havia pedido para que não precisasse trocar turno com ele”, detalhou o major que está à frente da ocorrência, Mauro Júnior.

Buscas pelo assassino

No momento, a Polícia Militar está em busca do porteiro, que fugiu sentido BH Shopping. O homem mora em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. 

“Esperamos buscar e prender o autor desse crime ainda hoje”, disse o major à frente do caso. 

Perícia 

A Polícia Civil ainda vai realizar pericia no local. 

Ministério da Agricultura lamenta ocorrido

Em nota, o Ministério da Agricultura informou que lamenta o ocorrido.

“O fato citado aconteceu com dois funcionários de uma empresa terceirizada que presta serviços de vigilância para a Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais. O Ministério da Agricultura lamenta o ocorrido”, pontuou a nota.

Doenças cardiovasculares matam 85 pessoas por dia em Minas

Os óbitos por doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, dispararam na pandemia: só entre janeiro e agosto deste ano, cerca de 85 pessoas morreram por dia devido a problemas cardiovasculares em Minas Gerais. A tendência, que já era observada em 2020, acentuou-se ainda mais em 2021: as mortes aumentaram 25,7% em relação ao mesmo período de 2019, segundo registros de cartórios do Portal da Transparência, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Por trás do aumento, escondem-se a baixa na procura por atendimento médico durante o isolamento social e possíveis sequelas da Covid-19, segundo especialistas. O alerta é dado na data em que se comemora o Dia Mundial do Coração.

“As doenças do coração não estão estáveis, mas em ascensão. Elas são a principal causa de morte no mundo, matam mais que o dobro que todos os tipos de câncer juntos. Como são doenças de que costumamos ver as pessoas morrerem dentro de casa, internalizou-se que isso é normal, mas não podemos considerar comum uma pessoa de 50, 60, 70 anos morrendo de AVC ou infarto. São doenças em que podemos evitar a mortalidade, controlando os fatores de risco”, pontua o diretor da Sociedade Mineira de Cardiologia, Kleisson Maia.

Neste ano, as mortes por doenças cardiovasculares ocorridas dentro de casa, e não em hospitais, subiram 62% e representam um quarto de todos os óbitos por essas doenças no Estado. Na perspectiva de especialistas, a alta é um reflexo do abandono do controle de fatores de riscos, como hipertensão, diabetes e obesidade durante a pandemia.

Em 2020, o número de procedimentos de cardiologia teve queda de 38% no país, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). O cardiologista Bruno Nascimento, membro da SBC e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que já passou da hora de retomar o acompanhamento médico.

“O efeito da pandemia não é só durante ela. As pessoas estão deixando de fazer o acompanhamento, e as consequências serão observadas lá na frente. Em 2022, já teremos um cenário diferente, porque esperamos que não ocorra mais sobrecarga de hospitais com Covid-19, mas os efeitos para quem não fez controle adequado vão continuar por um tempo”, pondera.

A coordenadora da Associação Mineira do AVC (AMAVC), Sandra Issida, diz que a busca de tratamento por quem já sofreu Acidente Vascular Cerebral diminuiu durante a pandemia. “Antes da pandemia, 85% das pessoas que haviam sofrido AVC estavam em algum tratamento como contra hipertensão e diabetes. No entanto, com o isolamento, o número caiu para 47%. Sandra explica que a prevenção é importante, porque as vítimas de AVC têm poucas horas entre identificar os sintomas e levar a pessoa ao atendimento e,  em casos de AVC isquêmico, que ocorre pela obstrução de vasos cerebrais, a chance de haver sequelas diminui se o paciente for atendido até quatro horas e meia após os primeiros sintomas. 

O cardiologista cooperado da Unimed-BH José Pedro Filho tem esperança de uma retomada de atendimentos. “A redução na procura inicial por atendimento médico cardiológico está normalizada ou até superdimensionada. As agendas estão lotadas de gente que deixou de ir antes e querem retomar e também daqueles que apareceram com problemas cardíacos agora”, afirma.

Receita Federal doa mais de 15 mil máscaras para Superintendências Regionais de Saúde

A Receita Federal vai doar mais de 15 mil máscaras descartáveis para as Superintendências Regionais de Saúde do Sul de Minas. O valor estimado da doação é de R$ 10 mil. A entrega será nesta quarta (29) e quinta-feira (30). Os itens serão distribuídos em toda região para os profissionais da saúde que auxiliam na prevenção à Covid-19.

Em Varginha, Alfenas e Pouso Alegre, a entrega vai ser nesta quarta-feira (29) na Superintendência Regional de Saúde das respectivas cidades. Já em Passos, a entrega será na quinta-feira (30) na Secretaria de Saúde do município.

As máscaras foram apreendidas pela fiscalização da Receita Federal, devido à irregularidades na documentação da empresa responsável pela importação. Por se tratar de um produto de utilidade pública, ele será revertido em doações.

“Estamos revertendo um produto que foi apreendido devido ao não cumprimento das obrigações tributárias por parte da empresa importadora em benefício da sociedade. Essas máscaras serão de grande utilidade para proteção dos profissionais de saúde, que atendem toda a população do Sul de Minas”, disse o Delegado da Receita Federal em Varginha, auditor-fiscal Michel Lopes Teodoro.

Homem atira em mulher no centro de Passos

No início da tarde desta terça-feira (28), de acordo com testemunhas, uma mulher estava transitando pela rua Deputado Lourenço de Andrade, quando foi atingida por uma bala, e correu em direção a Telinvesti para pedir socorro.

A polícia militar, corpo de bombeiros SAMU estiveram no local e a mulher passa bem.

Toda a ação foi registrada por imagens por uma câmera de segurança. 

Em breve mais informações.

Desacelerando, Passos supera a marca de 11 mil casos

Passos (MG), chegou a 11 mil casos de Coronavírus desde o início da pandemia na última quinta-feira (23). Já são considerados recuperados 10,6 mil. De acordo com o boletim desta segunda-feira (27), da Secretaria Municipal da Saúde, apenas 5 novos casos nas últimas 72 horas. São 6 hospitalizados e outros 50 contaminados se tratando em casa, mesma condição de 176 com sintomas da doença, aguardando resultado ou para fazer exame.

O Instituto Butantan, que realizou inquérito domiciliar em 600 residências de Guaxupé, identificou três casos da variante Delta da Covid-19, confirma a Prefeitura. Mais de 900 pessoas foram examinadas.

Voluntários recebem doses da Butanvac na USP de Ribeirão Preto.

Via: Da Redação.

De mãos dadas, casal morre de Covid com apenas um minuto de diferença

Cal Dunham, de 59 anos, e a esposa Linda, 66, faleceram de mãos dadas no último domingo (26), após complicações decorrentes da Covid-19. As mortes, segundo familiares, ocorreram com apenas um minuto de diferença.

Moradores de Grand Rapids, no Michigan (EUA), eles contraíram a doença no início deste mês, mesmo totalmente vacinados, segundo a família.

A filha, Sarah Dunham, contou ao canal FOX17 que seus pais pegaram a doença durante um acampamento de família. “[Meu pai] me ligou antes de nosso acampamento familiar e disse que não estava se sentindo bem, mas ele achava que era um resfriado”, relatou.

No terceiro dia do encontro familiar, o casal resolveu voltar para casa, porque ambos não se sentiam bem.

Poucos dias depois, Cal Dunham foi hospitalizado e colocado em ventilação mecânica. A mesma situação ocorreu com Linda.

Imagens divulgadas pela família mostram as mãos dos dois unidas no momento da morte. Cal faleceu às 11h07, e sua esposa o seguiu, às 11h08, conforme comunicado em uma página do GoFundMe, feita para arrecadar fundos para o funeral.

Vacinados, mas de risco

Segundo relato de familiares, os dois tinham problemas de saúde subjacentes – que não foram especificados, mas os colocavam no grupo de risco.

Conforme indica o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), pessoas com sistema imunológico comprometido de forma moderada a grave são especialmente vulneráveis à Covid-19.

Mesmo com as duas doses da vacina, esses indivíduos ainda podem ser incapazes de construir o mesmo nível de imunidade que pessoas totalmente saudáveis.

Funcionário é achado preso em elevador de supermercado após ficar dois dias desaparecido

Um funcionário de um supermercado da rede Carrefour foi encontrado preso em um elevador de cargas em uma unidade na cidade de Santos (SP), depois de ficar dois dias preso no local sem se alimentar ou ter o que beber. Ele havia sido considerado desaparecido desde o último sábado (25) antes de ser encontrado na segunda-feira (27).

O estabelecimento chegou a funcionar normalmente no domingo (26), sem que ninguém notasse que o colaborador estivesse preso no local.

O funcionário estava sendo procurado pela família, que havia divulgado imagens dele em busca de informações. 

A rede de supermercados informou que o elevador fica em uma área restrita a funcionários, sendo pouco visitada no dia a dia, e  que não sabe o motivo para que o equipamento tenha parado de funcionar. Uma equipe de manutenção foi acionada para identificar o problema. 

O estabelecimento também abriu uma investigação para apurar por que o “funcionário supostamente não pediu ajuda”. 

Em nota, o Carrefour afirmou que o funcionário passa bem e está com a família. Segundo a rede, foi disponibilizado uma assistente social para oferecer apoio psicológico ao homem e a seus familiares próximos. 

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