Jornal Folha Regional

Governo de Minas promete reunião com tanqueiros para a próxima semana

O Governo de Minas Gerais confirma que terá uma reunião com tanqueiros somente na próxima semana, após o grupo demandar, novamente, uma discussão sobre o valor do ICMS do etanol nos últimos dias. O Estado sinaliza, contudo, que não diminuirá a alíquota do imposto imediatamente.

O Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas (Sindtanque-MG) confirma que a reunião ocorrerá na próxima terça-feira (14) e informa que, até lá, manterá somente 50% da frota de distirbuição de combustíveis em circulação no Estado. O sindicato destaca que não está envolvido na greve de caminhoneiros desta quinta-feira (9), que paralisa vias em vários Estados. 

Mais uma vez, o governo estadual reforçou que a alta dos preços dos combustíveis está relacionada à Petrobras. “É importante deixar claro que os últimos reajustes nos valores dos combustíveis não se devem ao ICMS cobrado pelo Estado, mas, sim, à política de preços adotada pela Petrobras”, disse, por meio de nota.

O último ajuste da alíquota do ICMS pelo Estado para o diesel, foco dos tanqueiros, ocorreu em 2012, quando ela passou de 12% para 15%. Já a taxa cobrada pela gasolina e pelo etanol aumentou em 2018, chegando a 31% e 16%, respectivamente.

De acordo com o governo do Estado, a redução das alíquotas atuais do ICMS depende de autorização, por unanimidade, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A proposta, apresentada pela última vez em julho, foi rejeitada, segundo o governo estadual. 

Impasse

O professor de planejamento tributário do Ibmec BH Antônio Paulo Machado avalia que a margem de manobra do Estado é curta neste momento. “O governo está falando uma verdade quando diz que não está aumentando a alíquota. Por outro lado, a incidência do ICMS sobre o combustível é sobre o preço de pauta, que segue o valor de mercado calculado em pesquisa pelo governo estadual”, pondera. Ele lembra que, mesmo um eventual congelamento do cálculo dessa média, que considera o valor praticado pelos postos mineiros, poderia não solucionar a alta dos combustíveis, pois o valor atual já está em um patamar elevado. 

O professor também lembra que a alteração do imposto poderia ir na contramão do equilíbrio fiscal, em um momento de aperto das contas públicas. Ao mesmo tempo, ele pontua que o governo federal e a Petrobras também precisam ser chamados ao diálogo. “Estabelecer uma política de preço de curto prazo com a Petrobras envolve o governo federal, que também precisaria conversar com os governos estaduais para ver como poderia ser um ressarcimento pela diminuição do ICMS. O governo federal também pode ter políticas econômicas para reduzir o câmbio. É uma conversa que envolve vários setores”, conclui. 

Covid-19: 30% da população de Minas Gerais já estão totalmente imunizados

Depois de oito meses de campanha de imunização, 30,1% dos mineiros estão totalmente imunizados contra a Covid-19 no Estado. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde nesta quinta-feira (9), 6.453.712 pessoas receberam a segunda dose ou a dose única da vacina. Atualmente, 64,8% da população recebeu a primeira dose no Estado (13.881.265 pessoas).

Em BH, o percentual de vacinados na faixa etária acima dos 18 anos chegou a 84%. E, deste montante, 45,2% concluíram o esquema de imunização.

Nas últimas 24 horas, Minas Gerais registrou 2.519 novos casos confirmados de Coronavírus e 17 mortes. Desde o início da pandemia, em março do ano passado, o Estado registrou 2.088.668 casos confirmados e 53.424 mortes. Ao todo são 1.998.302 casos recuperados e 36.942 em acompanhamento.

BH
Na capital mineira, a taxa de transmissão da Covid-19 voltou a cair durante o feriado de 7 de setembro. O indicador atual é de 0,87 e, na segunda-feira (6), estava em 0,91. De acordo com o levantamento realizado pela prefeitura, são quatro quedas seguidas do índice que mede o avanço da pandemia na cidade.

Além disso, no período de 48 horas também houve redução na lotação das UTIs. O indicador caiu de 46,9% para 45,1%. Já a ocupação das enfermarias subiu de 30,2% para 31,9% nos últimos dois dias.

Com relação aos casos e mortos, BH tem 276.100 vítimas infectadas desde o início da pandemia e contabiliza 6.576 vidas perdidas pela doença. Foram 388 diagnósticos positivos e quatro mortes nos últimos dois dias. Atualmente, a capital mineira tem 2.855 pessoas com o vírus.

Área queimada em Minas nos últimos oito meses já supera média histórica anual

No período de estiagem, a combinação de baixa umidade do ar, altas temperaturas e vegetação seca favorece a propagação dos incêndios, que em 99% dos casos são provocados pela ação humana, segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF). Neste ano, a situação das queimadas é ainda pior em Minas Gerais, mostram dados do órgão sobre as unidades de conservação e entornos. Conforme o instituto, já foram destruídos pelas chamas 8.013 hectares até 30 de agosto, índice acima da média histórica para todo o ano, de 7.348 hectares.

No período, ocorreram 462 ocorrências em parques estaduais, áreas de proteção ambiental e reservas. O número é quase 50% da média registrada para todo o ano entre 2013 e 2020. E para o mês de setembro, o alerta é maior por conta do agravamento da seca. Com o apoio de brigadistas e do Corpo de Bombeiros, as chamas eram combatidas na última quarta (8) em pelo menos 11 unidades do estado, localizadas nas regiões Metropolitana, Sul de Minas, Central, Norte e Campo das Vertentes.

De acordo com o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), só nos oito primeiros dias do mês, os satélites captaram quatro focos de incêndio por hora em Minas Gerais, o terceiro pior índice do país. Ao todo, foram 763 registros, quase 14% de tudo o que foi levantado no ano – foram 5.423 focos, sendo 93% a partir de abril. Só no feriadão da Independência, os bombeiros atenderam quase 740 ocorrências até a última terça-feira (7). Na Serra do Gandarela, que também é de preservação ambiental, o fogo destruiu cerca de 235 hectares.

Entre os focos ainda não controlados, estão os incêndios que afetam a Serra de São José, entre Tiradentes e Coronel Xavier Chaves, no Campo das Vertentes, há três dias. “Todo incêndio florestal em área de terreno em declive gera dificuldades. Geralmente, o acesso não é feito por carros e é necessário caminhar longas distâncias. O terreno é pedregoso, então o combate também é muito desgastante. E as chamas se estenderam muito rápido”,  frisou o gerente de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do IEF, Rodrigo Bueno Belo.

Mesmo com quatro aviões, helicóptero e um efetivo de 33 pessoas no combate às chamas, os focos se alastram rapidamente e prejudicam os trabalhos. Segundo Bueno, também há incêndios em outras regiões do estado que preocupam. “Além de São José, temos muitos incêndios nas serras de Papagaio (Baependi, Alagoa e Pouso Alto) e de Ouro Branco, sendo esse último iniciado agora. Nessa época do ano, descartamos quase que totalmente que as ocorrências sejam por causas naturais”, explicou.

Recuperação das áreas pode levar décadas

Diferentemente do cerrado, o especialista lembrou que a recuperação das áreas devastadas na mata atlântica é ainda mais lenta e pode levar mais de 20 anos. “É um bioma de floresta úmida, que não tem as características do cerrado, como as árvores com cascas mais espessas, galhos retorcidos, que protegem do calor do fogo. Mesmo em um incêndio de baixa intensidade, ele queima o caule da árvore e impede que ela fique nutrida com a seiva”, pontuou. 

Apesar de ser mais adaptado às chamas, o gerente do IEF pontuou que os danos ao cerrado também podem ser grandes. “A ação humana alterou o regime do fogo nesse bioma. Antes, aconteciam no período de chuvas, por conta de raios, e eram de baixa intensidade por conta da umidade. Mas agora acontecem principalmente na época de seca e são extremamente danosos”, enfatizou.

Clima quente e seco deve seguir no estado

O meteorologista do Geoclima, Heriberto dos Anjos, disse que a previsão é que o tempo permaneça seco e quente, com temperaturas máximas acima dos 30ºC e umidade do ar abaixo de 30%, pelo menos até o fim de setembro. “Isso é o efeito da massa de ar quente e seca, que atua sobre o estado e impede o avanço das frentes frias, que ficam mais ao Sul do Brasil”, destacou. Há cerca de 100 dias, não há volumes significativos de precipitações em Minas.

“Não há nenhuma tendência de mudança, mas o quadro pode alterar. As chuvas só devem voltar a partir da primeira semana de outubro”, disse. A névoa seca que toma conta da região metropolitana ao longo do dia também deve continuar. “Esse fenômeno normalmente ocorre em função dos focos de queimadas que estão sendo registrados na região metropolitana. Você tem duas componentes, que são os focos de queimada e a ausência de chuva, que faz com que a qualidade do ar fique muito baixa”.

Fogo às margens do Rio Grande deixa dezenas de animais mortos

Dezenas de animais morreram por causa do fogo que atingiu pelo menos 30 propriedades no bairro Itambé, que fica entre Cássia e Ibiraci (MG), às margens do Rio Grande. Segundo a Defesa Civil, a estimativa é que o fogo tenha atingido pelo menos 200 hectares de mata nativa.

O fogo começou na tarde de domingo (5). O Corpo de Bombeiros de Passos foi acionado pelos moradores e se deslocou para o local, mas os militares estão com dificuldades de reabastecer o caminhão, já que o baixo nível do Rio Grande não deixa os veículos chegarem às margens.

As prefeituras de Ibiraci e Cássia enviaram caminhões-pipa para ajudar a apagar o incêndio, mas não tem sido suficiente.

“O prejuízo ambiental foi incalculável. Nós estamos na época da desova dos papagaios, dos filhotes de papagaios, foram todos mortos, a gente viu a agonia das aves batendo em volta do fogo. O nosso trabalho foi todo embora, Pau Brasil, várias mudas nativas que a gente plantou aqui, o fogo levou tudo. A gente acredita que para recuperar do jeito que estava aqui, mata nativa aqui, com menos de 20 a 30 anos, nem perto a gente consegue chegar. Uma faixa aí a gente estipula de 200 hectares de mata nativa que foi foi queimada, mata que nunca tinha sido tocada pelo homem”, disse o ativista ambiental Anderson Aparecido Manoel.

Ainda segundo o ativista, o fogo atingiu nascentes que desaguam no Rio Grande.

“Isso aqui é uma área de nascente do Rio Grande, tem várias nascentes que desaguam no rio, que já vem sofrendo com a seca, com o desvio das águas e agora uma das principais nascentes aqui da nossa região, a gente acredita que já tenha afetado de 20 a 30 nascentes só aqui, fora nos outros lugares, então isso dá um desfalque hídrico muito grande na nossa região”, completou.

Árvores centenárias que existiam no local também foram destruídas pelo fogo. As chamas já foram controladas pelo Corpo de Bombeiros, mas em alguns pontos da zona rural ainda é possível ver a fumaça. A preocupação da Defesa Civil agora é que, como venta na região, esse fogo possa se alastrar por outras regiões.

A Defesa Civil trabalha com a hipótese de fogo acidental, já que ele teria começado quando trabalhadores de uma fazenda acenderam o fogo para esquentar comida.

Caminhoneiros fazem greve em estradas de 15 estados

Um dia após os discursos do presidente Jair Bolsonaro em Brasília e São Paulo, nos quais criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e voltou a defender o voto impresso, caminhoneiros decidiram parar vários pontos de estradas em pelo menos 15 estados, especialmente na região Sul, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Na quarta, 8, um grupo de cem caminhoneiros resolveu bloquear a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e tentou chegar a locais de acesso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso.

De acordo com lideranças da categoria, que não endossam os protestos dos caminhoneiros, as paralisações são organizada por grupos que apoiam o governo.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, que monitora greves da categoria, foram registrados nesta madrugada pontos de bloqueio em rodovias federais em estados como a Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Maranhão. Em Santa Catarina, a mobilização chegou a ameaçar o abastecimento e a Polícia Rodoviária Federal entrou em ação para liberar as estradas.

Segundo a pasta, o movimento é espontâneo. “Não há coordenação de qualquer entidade setorial do transporte rodoviário de cargas e a composição das mobilizações é heterogênea, não se limitando a demandas ligadas à categoria”, informou a pasta em nota.

A pasta disse ainda que não há previsão de que os bloqueios nas rodovias afetem o abastecimento de produtos no país, mas a situação já preocupa as distribuidoras de combustíveis.

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), que diz congregar 4.000 empresas do setor, disse em nota que as paralisações poderão causar sérios transtornos, com graves consequências para o abastecimento de produtos, incluindo alimentos, medicamentos e combustíveis. Entidades representativas de caminhoneiros autônomos dizem não apoiar os protestos.

Um dos líderes da greve, Francisco Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, pretendia entregar nesta quarta um documento ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pedindo a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “O povo brasileiro não aguenta mais a forma impositiva que STF vem se posicionando. O povo brasileiro está aqui (Esplanada dos Ministérios) buscando solução e só vamos sair daqui com solução na mão”, disse Chicão, que preside União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), em vídeo que circula pelas redes sociais.

Os caminhoneiros representam uma forte base de apoio do governo. A paralisação da categoria teve início pouco mais de 24 horas após os discursos do presidente Jair Bolsonaro no feriado do 7 de setembro. Em seu pronunciamento em São Paulo, Bolsonaro disse que não cumprirá “ordens” do STF e chamou o ministro Alexandre de Moraes de “canalha”. Observando a multidão que o aplaudia, do alto do palanque montado na avenida Paulista, o presidente reforçou o discurso contra Moraes. “A paciência do nosso povo já se esgotou. Ele que vá cuidar da sua vida. Para nós, ele não existe mais”, afirmou.

Dudu Braga, filho de Roberto Carlos, morre de câncer aos 52 anos

Morreu na tarde desta quarta-feira (08) Dudu Braga, filho do Rei Roberto Carlos. O produtor musical, de 52 anos, faleceu vítima de um câncer de peritônio. A informação foi confirmada pelo jornalista Fefito no programa “Mulheres”, da TV Gazeta, e por Boninho, diretor da Globo e amigo pessoal de Dudu.

“Dudu você foi um guerreiro, lutou contra essa doença bravamente até o final. Vai deixar saudades. Fica um paz. Meus sentimentos a família e meu querido amigo Roberto Carlos”, disse Boninho em seu perfil no Instagram.

Ele lutava desde setembro do ano passado contra um câncer no peritônio (membrana que envolve a parede abdominal). Esse é o terceiro diagnóstico da doença de Dudu, que venceu duas batalhas contra o câncer de pâncreas em 2019.

Na época do diagnóstico, Dudu Braga mostrou muito otimismo: “Estou bem, ou melhor, estou indo. Continuo fazendo as sessões de quimioterapia, só que mudamos o tratamento para um outro quimioterápico. O tumor está estável, não houve uma regressão nem uma progressão. Os médicos decidiram trocar o medicamento”, declarou ele na ocasião.

Homem é preso por provocar incêndio em mata da Serra da Canastra

Um homem, de 52 anos, foi preso por atear fogo na última terça-feira (07), na vegetação da Cachoeira da Capivara, situada no Parque Nacional da Serra da Canastra, em Capitólio (MG). A Polícia Militar foi acionada e, segundo informações do solicitante, proprietário do local, relatou que o autor provocou um incêndio, queimando aproximadamente de 2 a 3 hectares de mata de capim de campo nativo, sendo combatido pela testemunha e demais pessoas que se encontravam próximas.

Ainda de acordo com os relatos, o homem evadiu em um veículo tomando sentido a cidade de Capitólio. A PM realizou trabalhos de rastreamentos e logrou êxito em localizá-lo quando passava pela rodovia MG-050, no Km 306, nas proximidades do Turvo.

Ao ser abordado, o autor estava nervoso e desorientado. Ao ser questionado sobre os fatos, disse que realmente estava no local e que ateou fogo na vegetação para se proteger. Ao fiscalizar a documentação do condutor, foi constatado que sua Carteira de Habilitação estava suspensa. Durante buscas no interior do veículo, foi encontrado três facas. Os materiais e o carro foram recolhidos e apreendidos à Delegacia Federal em Divinópolis.

De acordo com a PM, as providências administrativas quanto ao crime ambiental não foram realizadas, uma vez que, a área atingida pertence a Serra da Canastra, de competência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, sendo assim, foi enviado o relatório a sua filial em Piumhi.

Via Clic Folha.

Mulher confessa ter matado recém-nascido por não querer mais filhos em MG

Uma mulher, de 24 anos, foi presa em Sabará (MG), na última terça-feira (7), ao confessar ter matado o próprio filho recém-nascido por asfixia e ter enrolado o corpo dele em um tapete. Depois de ser ouvida pela Polícia Civil, ela foi liberada. O crime teria ocorrido em Sericita, na Zona da Mata, no dia 2 de agosto deste ano. 

De acordo com a Polícia Militar, a mulher seguia para Belo Horizonte em um táxi. Próximo de Sabará, o motorista do carro recebeu uma ligação dos agentes para que parasse em um posto policial da região. O motorista, então, se dirigiu ao posto da PRF da cidade.

Ao desembarcar do carro, a mulher confessou o crime aos policiais. Ela disse ter tirado a vida da criança, que não teve sexo informado, porque teve relacionamento extraconjugal com um homem. Falou ainda que estava com medo do amante e da reação da família dela.

De acordo com o tenente Tiago Silva, do 11º Batalhão de Manhuaçu, a mulher disse ainda que não queria a criança. “Ela disse que não desejava a criança por já ter dois filhos. Por isso, a asfixiou até a morte”, relatou o policial.

Por isso, escondeu a gravidez durante toda o período da gestação. Ao sentir as contrações, ela mesma realizou o parto, enforcou a criança, enrolou o corpo dela em um tapete e a deixou na varanda da casa onde morava. 

Caso foi descoberto por locadora

A Polícia Militar informou que recebeu uma ligação de uma mulher que alugava a casa para a suspeita na cidade de Sericita. Ela relatou aos agentes que, ao fazer a limpeza da casa após a mudança da inquilina, sentiu forte odor vindo da varanda da residência.

Desconfiada do que poderia ter ocorrido, uma vez que a inquilina havia comentado com ela que estava grávida e que o feto havia morrido, a mulher ligou para a polícia. “Quando os policiais chegaram na casa, encontraram o feto em estado avançado de decomposição. Então, fizeram contato com o taxista, que parou o carro onde a mulher viajava”, afirma.

A mulher foi encaminhada para a delegacia de Plantão de Santa Luzia. A Polícia Civil informou que abriu inquérito e que a investigação está em andamento na Delegacia de Polícia Civil de Abre Campo.

Empresário é preso em Capitólio suspeito de estuprar criança de 11 anos

Um empresário, de 60 anos, foi preso na madrugada do último domingo (5), em Capitólio (MG), suspeito de estuprar uma criança de 11 anos. O crime teria acontecido em uma pousada e camping, de propriedade do autor, em Guapé (MG).

A esposa do suspeito, de 60 anos, também foi presa por envolvimento no ato.

O padrasto da vítima contou que chegou no quarto junto com sua companheira e mãe da criança e percebeu que a filha teria sido estuprada. Ao perceber o que aconteceu, deferiu um soco no suspeito.

A mãe disse que a filha a relatou que estava deitada na cama com a esposa do autor e quando ela foi dormir, ele a levou para outro quarto e tocou em suas partes íntimas e consumou o ato sexual.

O homem confessou ter tocado na genitália da vítima, mas negou que tenha penetrado.

ICMBIO e PMMG realizam operação contra trilheiros não autorizados na Serra da Canastra

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em conjunto com a 18ª Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente de Minas Gerais, realizou durante o feriado de 07 de setembro a operação “Estrada Legal II”, que visa coibir a prática de atividades off-road dentro das áreas regularizadas do Parque Nacional da Serra da Canastra. Essas áreas incluem cerca de 71.525 hectares demarcados e parte do território de São Roque de Minas, Sacramento e Delfinópolis.

O foco foi, principalmente, as atividades realizadas por motociclistas em trilhas não autorizadas. Segundo o instituto, esta prática causa diversos impactos ambientais como: erosões, destruição da vegetação nativa, perturbação da fauna, danos estéticos à paisagem do Parque Nacional, assoreamento de cursos d’água e cachoeiras, entre outros. 

O ICMBio completa que, além dos danos à Unidade de Conservação, a passagem dos trilheiros também causa transtornos aos produtores rurais que tem suas cercas cortadas, erosões em pastagens, fuga de gado e são vítimas de condutas desrespeitosas.

 Até ontem (7), já foram emitidos 10 autos de infração, com apreensão em flagrante de 09 motocicletas de trilha em dois locais diferentes do Parque Nacional da Serra da Canastra. O instituto informa que a condução de veículos automotores fora de estrada está em desacordo com as normas de preservação do Parque.

Fonte e Foto: ICMBio

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